Questões de Concurso Comentadas para terapeuta ocupacional

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Q3727734 Português
TEXTO 1


Escravidão é sinônimo de violência


Só se pode entender a montagem de uma instituição do porte do escravismo moderno atentando-se para a articulação entre a criação de colônias no ultramar e seu funcionamento sob a forma de grandes unidades produtoras voltadas para o mercado externo. A monocultura em larga escala exigia um grande contingente de trabalhadores que deveriam se submeter a uma rotina espinhosa, sem ter nem lucro nem motivação pessoal. Recriou-se, desse modo, a escravidão em novas bases, com a utilização de mão de obra compulsória e que exigia – ao menos teoricamente − trabalhadores de todo alienados de sua origem, liberdade e produção. Tudo deveria escapar à consciência e ao arbítrio desse produtor direto.

Da parte dos contratantes, a ideologia que se conformava procurava desenhar o trabalho nos trópicos como um fardo, um sofrimento, uma punição e uma pena para ambos os lados: senhores e escravos. O discurso proferido pela Igreja e pelos proprietários entendia tal trabalho árduo como uma atividade disciplinadora e civilizadora. Havia inclusive manuais − verdadeiros modelos de aplicação de sevícias pedagógicas, punitivas e exemplares − que instruíam, didaticamente, os fazendeiros sobre como submeter os escravizados e transformá-los em trabalhadores obedientes. Um exemplo regular era o famoso quebra-negro, castigo muito utilizado no Brasil para educar escravos novos ou recém-adquiridos e que, por meio da chibatada pública e outras sevícias, ensinava os cativos a sempre olhar para o chão na presença de qualquer autoridade.

[...]

Um sistema como o escravismo moderno só se enraíza com o exercício da violência. Da parte dos proprietários, a sanha contínua que visava à sujeição e obediência cegas para o trabalho. Da parte dos escravos, a reação se dava a partir de gradações que iam das pequenas insubordinações diárias e persistentes até as grandes revoltas e os quilombos.

De todo modo, a escravidão se enraizou de tal forma no Brasil, que costumes e palavras ficaram por ela marcados. Se a casagrande delimitava a fronteira entre a área social e a de serviços, a mesma arquitetura simbólica permaneceria presente nas casas e edifícios, onde, até os dias que correm, elevador de serviço não é só para carga, mas também e, sobretudo, para os empregados que guardam a marca do passado africano na cor. Termos de época mantêm-se operantes, apesar de o significado original ter se perdido. A expressão “ama-seca” era até pouco tempo usada no país, esquecendo-se, entretanto, de que naquele período essas amas se opunham às amas de leite, mulheres que muitas vezes deixavam de amamentar seus filhos para cuidar dos rebentos dos senhores. “Boçal” é ainda hoje uma pessoa com reduzida discriminação de locais e espaços – um tonto; assim como “ladino” continua a ser sinônimo de “esperto”. Em seu sentido primeiro, “boçais” eram os escravos recém-chegados e que, diferentemente dos “ladinos” – os cativos de segunda geração –, não dominavam a língua ou a região, tendo, por isso, poucas possibilidades de fuga.

Alguns termos desapareceram, como é o caso da expressão “bens semoventes”, outrora empregada para descrever de maneira indiscriminada, nos inventários e testamentos, as posses que podiam se movimentar: quais sejam, escravos e animais. Hoje o termo permanece apenas no meio jurídico, que o emprega para os bens dotados de movimento próprio, como os animais. Não obstante, permanece uma divisão guardada em silêncio e condicionada por um vocabulário que transforma cor em marcador social de diferença, reificado todos os dias pelas ações da polícia, que aborda muito mais negros do que brancos e neles dá flagrantes. Aqui é usual a prática de “interpelação”, esse pequeno teatro teórico e pragmático. Diante da força policial, não raro os indivíduos assumem um lugar que corriqueiramente optariam por rejeitar. Não basta ser inocente para ser considerado e se considerar culpado. Esse tipo de reação é chamado pelo antropólogo Didier Fassin de “memória incorporada”, quando, antes mesmo de refletir, os corpos lembram. Se na época da escravidão indivíduos negros trafegando soltos eram presos “por suspeita de escravos”, hoje são detidos com base em outras alegações que lhes devolvem sempre o mesmo passado e origem.

[...]


SCHWARCZ, Lilia Moritz; STARLING, Heloisa Murgel. Brasil: uma biografia. 2. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2018. p. 91-93. (Fragmentos)
Todo texto é construído a partir do ponto de vista de seu autor, que dá pistas, pelo material linguístico-textual, de suas experiências e ideologias. No Texto 1, podem ser percebidos alguns empregos vocabulares que identificam marcas a partir das quais se pode perceber a posição do autor em relação às ideias veiculadas. Considerando a leitura desse texto, assinale a alternativa cujo excerto apresenta destacado um item lexical que exprime, de maneira explícita, a visão das autoras a respeito dos fatos históricos relatados.
Alternativas
Q3727733 Português
TEXTO 1


Escravidão é sinônimo de violência


Só se pode entender a montagem de uma instituição do porte do escravismo moderno atentando-se para a articulação entre a criação de colônias no ultramar e seu funcionamento sob a forma de grandes unidades produtoras voltadas para o mercado externo. A monocultura em larga escala exigia um grande contingente de trabalhadores que deveriam se submeter a uma rotina espinhosa, sem ter nem lucro nem motivação pessoal. Recriou-se, desse modo, a escravidão em novas bases, com a utilização de mão de obra compulsória e que exigia – ao menos teoricamente − trabalhadores de todo alienados de sua origem, liberdade e produção. Tudo deveria escapar à consciência e ao arbítrio desse produtor direto.

Da parte dos contratantes, a ideologia que se conformava procurava desenhar o trabalho nos trópicos como um fardo, um sofrimento, uma punição e uma pena para ambos os lados: senhores e escravos. O discurso proferido pela Igreja e pelos proprietários entendia tal trabalho árduo como uma atividade disciplinadora e civilizadora. Havia inclusive manuais − verdadeiros modelos de aplicação de sevícias pedagógicas, punitivas e exemplares − que instruíam, didaticamente, os fazendeiros sobre como submeter os escravizados e transformá-los em trabalhadores obedientes. Um exemplo regular era o famoso quebra-negro, castigo muito utilizado no Brasil para educar escravos novos ou recém-adquiridos e que, por meio da chibatada pública e outras sevícias, ensinava os cativos a sempre olhar para o chão na presença de qualquer autoridade.

[...]

Um sistema como o escravismo moderno só se enraíza com o exercício da violência. Da parte dos proprietários, a sanha contínua que visava à sujeição e obediência cegas para o trabalho. Da parte dos escravos, a reação se dava a partir de gradações que iam das pequenas insubordinações diárias e persistentes até as grandes revoltas e os quilombos.

De todo modo, a escravidão se enraizou de tal forma no Brasil, que costumes e palavras ficaram por ela marcados. Se a casagrande delimitava a fronteira entre a área social e a de serviços, a mesma arquitetura simbólica permaneceria presente nas casas e edifícios, onde, até os dias que correm, elevador de serviço não é só para carga, mas também e, sobretudo, para os empregados que guardam a marca do passado africano na cor. Termos de época mantêm-se operantes, apesar de o significado original ter se perdido. A expressão “ama-seca” era até pouco tempo usada no país, esquecendo-se, entretanto, de que naquele período essas amas se opunham às amas de leite, mulheres que muitas vezes deixavam de amamentar seus filhos para cuidar dos rebentos dos senhores. “Boçal” é ainda hoje uma pessoa com reduzida discriminação de locais e espaços – um tonto; assim como “ladino” continua a ser sinônimo de “esperto”. Em seu sentido primeiro, “boçais” eram os escravos recém-chegados e que, diferentemente dos “ladinos” – os cativos de segunda geração –, não dominavam a língua ou a região, tendo, por isso, poucas possibilidades de fuga.

Alguns termos desapareceram, como é o caso da expressão “bens semoventes”, outrora empregada para descrever de maneira indiscriminada, nos inventários e testamentos, as posses que podiam se movimentar: quais sejam, escravos e animais. Hoje o termo permanece apenas no meio jurídico, que o emprega para os bens dotados de movimento próprio, como os animais. Não obstante, permanece uma divisão guardada em silêncio e condicionada por um vocabulário que transforma cor em marcador social de diferença, reificado todos os dias pelas ações da polícia, que aborda muito mais negros do que brancos e neles dá flagrantes. Aqui é usual a prática de “interpelação”, esse pequeno teatro teórico e pragmático. Diante da força policial, não raro os indivíduos assumem um lugar que corriqueiramente optariam por rejeitar. Não basta ser inocente para ser considerado e se considerar culpado. Esse tipo de reação é chamado pelo antropólogo Didier Fassin de “memória incorporada”, quando, antes mesmo de refletir, os corpos lembram. Se na época da escravidão indivíduos negros trafegando soltos eram presos “por suspeita de escravos”, hoje são detidos com base em outras alegações que lhes devolvem sempre o mesmo passado e origem.

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SCHWARCZ, Lilia Moritz; STARLING, Heloisa Murgel. Brasil: uma biografia. 2. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2018. p. 91-93. (Fragmentos)
São apresentados, a seguir, excertos do Texto 1 com algumas palavras em destaque. Assinale a alternativa cujo excerto é seguido de uma palavra que NÃO pode substituir a que está destacada, uma vez que traria prejuízos às ideias do texto.
Alternativas
Q3727732 Português
TEXTO 1


Escravidão é sinônimo de violência


Só se pode entender a montagem de uma instituição do porte do escravismo moderno atentando-se para a articulação entre a criação de colônias no ultramar e seu funcionamento sob a forma de grandes unidades produtoras voltadas para o mercado externo. A monocultura em larga escala exigia um grande contingente de trabalhadores que deveriam se submeter a uma rotina espinhosa, sem ter nem lucro nem motivação pessoal. Recriou-se, desse modo, a escravidão em novas bases, com a utilização de mão de obra compulsória e que exigia – ao menos teoricamente − trabalhadores de todo alienados de sua origem, liberdade e produção. Tudo deveria escapar à consciência e ao arbítrio desse produtor direto.

Da parte dos contratantes, a ideologia que se conformava procurava desenhar o trabalho nos trópicos como um fardo, um sofrimento, uma punição e uma pena para ambos os lados: senhores e escravos. O discurso proferido pela Igreja e pelos proprietários entendia tal trabalho árduo como uma atividade disciplinadora e civilizadora. Havia inclusive manuais − verdadeiros modelos de aplicação de sevícias pedagógicas, punitivas e exemplares − que instruíam, didaticamente, os fazendeiros sobre como submeter os escravizados e transformá-los em trabalhadores obedientes. Um exemplo regular era o famoso quebra-negro, castigo muito utilizado no Brasil para educar escravos novos ou recém-adquiridos e que, por meio da chibatada pública e outras sevícias, ensinava os cativos a sempre olhar para o chão na presença de qualquer autoridade.

[...]

Um sistema como o escravismo moderno só se enraíza com o exercício da violência. Da parte dos proprietários, a sanha contínua que visava à sujeição e obediência cegas para o trabalho. Da parte dos escravos, a reação se dava a partir de gradações que iam das pequenas insubordinações diárias e persistentes até as grandes revoltas e os quilombos.

De todo modo, a escravidão se enraizou de tal forma no Brasil, que costumes e palavras ficaram por ela marcados. Se a casagrande delimitava a fronteira entre a área social e a de serviços, a mesma arquitetura simbólica permaneceria presente nas casas e edifícios, onde, até os dias que correm, elevador de serviço não é só para carga, mas também e, sobretudo, para os empregados que guardam a marca do passado africano na cor. Termos de época mantêm-se operantes, apesar de o significado original ter se perdido. A expressão “ama-seca” era até pouco tempo usada no país, esquecendo-se, entretanto, de que naquele período essas amas se opunham às amas de leite, mulheres que muitas vezes deixavam de amamentar seus filhos para cuidar dos rebentos dos senhores. “Boçal” é ainda hoje uma pessoa com reduzida discriminação de locais e espaços – um tonto; assim como “ladino” continua a ser sinônimo de “esperto”. Em seu sentido primeiro, “boçais” eram os escravos recém-chegados e que, diferentemente dos “ladinos” – os cativos de segunda geração –, não dominavam a língua ou a região, tendo, por isso, poucas possibilidades de fuga.

Alguns termos desapareceram, como é o caso da expressão “bens semoventes”, outrora empregada para descrever de maneira indiscriminada, nos inventários e testamentos, as posses que podiam se movimentar: quais sejam, escravos e animais. Hoje o termo permanece apenas no meio jurídico, que o emprega para os bens dotados de movimento próprio, como os animais. Não obstante, permanece uma divisão guardada em silêncio e condicionada por um vocabulário que transforma cor em marcador social de diferença, reificado todos os dias pelas ações da polícia, que aborda muito mais negros do que brancos e neles dá flagrantes. Aqui é usual a prática de “interpelação”, esse pequeno teatro teórico e pragmático. Diante da força policial, não raro os indivíduos assumem um lugar que corriqueiramente optariam por rejeitar. Não basta ser inocente para ser considerado e se considerar culpado. Esse tipo de reação é chamado pelo antropólogo Didier Fassin de “memória incorporada”, quando, antes mesmo de refletir, os corpos lembram. Se na época da escravidão indivíduos negros trafegando soltos eram presos “por suspeita de escravos”, hoje são detidos com base em outras alegações que lhes devolvem sempre o mesmo passado e origem.

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SCHWARCZ, Lilia Moritz; STARLING, Heloisa Murgel. Brasil: uma biografia. 2. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2018. p. 91-93. (Fragmentos)
A associação entre escravidão e violência é o tema central a partir do qual o Texto 1 se desenvolve. Para manter esse tema do início ao fim, são empregados recursos linguísticos diversos, entre os quais se pode destacar o uso de itens lexicais semanticamente afins, dentro do universo temático da escravidão. Assim, tendo em mente a construção lexical do tema do Texto 1, assinale a alternativa que apresenta palavras responsáveis por trazê-lo para o campo semântico da escravidão.
Alternativas
Q3727731 Português
TEXTO 1


Escravidão é sinônimo de violência


Só se pode entender a montagem de uma instituição do porte do escravismo moderno atentando-se para a articulação entre a criação de colônias no ultramar e seu funcionamento sob a forma de grandes unidades produtoras voltadas para o mercado externo. A monocultura em larga escala exigia um grande contingente de trabalhadores que deveriam se submeter a uma rotina espinhosa, sem ter nem lucro nem motivação pessoal. Recriou-se, desse modo, a escravidão em novas bases, com a utilização de mão de obra compulsória e que exigia – ao menos teoricamente − trabalhadores de todo alienados de sua origem, liberdade e produção. Tudo deveria escapar à consciência e ao arbítrio desse produtor direto.

Da parte dos contratantes, a ideologia que se conformava procurava desenhar o trabalho nos trópicos como um fardo, um sofrimento, uma punição e uma pena para ambos os lados: senhores e escravos. O discurso proferido pela Igreja e pelos proprietários entendia tal trabalho árduo como uma atividade disciplinadora e civilizadora. Havia inclusive manuais − verdadeiros modelos de aplicação de sevícias pedagógicas, punitivas e exemplares − que instruíam, didaticamente, os fazendeiros sobre como submeter os escravizados e transformá-los em trabalhadores obedientes. Um exemplo regular era o famoso quebra-negro, castigo muito utilizado no Brasil para educar escravos novos ou recém-adquiridos e que, por meio da chibatada pública e outras sevícias, ensinava os cativos a sempre olhar para o chão na presença de qualquer autoridade.

[...]

Um sistema como o escravismo moderno só se enraíza com o exercício da violência. Da parte dos proprietários, a sanha contínua que visava à sujeição e obediência cegas para o trabalho. Da parte dos escravos, a reação se dava a partir de gradações que iam das pequenas insubordinações diárias e persistentes até as grandes revoltas e os quilombos.

De todo modo, a escravidão se enraizou de tal forma no Brasil, que costumes e palavras ficaram por ela marcados. Se a casagrande delimitava a fronteira entre a área social e a de serviços, a mesma arquitetura simbólica permaneceria presente nas casas e edifícios, onde, até os dias que correm, elevador de serviço não é só para carga, mas também e, sobretudo, para os empregados que guardam a marca do passado africano na cor. Termos de época mantêm-se operantes, apesar de o significado original ter se perdido. A expressão “ama-seca” era até pouco tempo usada no país, esquecendo-se, entretanto, de que naquele período essas amas se opunham às amas de leite, mulheres que muitas vezes deixavam de amamentar seus filhos para cuidar dos rebentos dos senhores. “Boçal” é ainda hoje uma pessoa com reduzida discriminação de locais e espaços – um tonto; assim como “ladino” continua a ser sinônimo de “esperto”. Em seu sentido primeiro, “boçais” eram os escravos recém-chegados e que, diferentemente dos “ladinos” – os cativos de segunda geração –, não dominavam a língua ou a região, tendo, por isso, poucas possibilidades de fuga.

Alguns termos desapareceram, como é o caso da expressão “bens semoventes”, outrora empregada para descrever de maneira indiscriminada, nos inventários e testamentos, as posses que podiam se movimentar: quais sejam, escravos e animais. Hoje o termo permanece apenas no meio jurídico, que o emprega para os bens dotados de movimento próprio, como os animais. Não obstante, permanece uma divisão guardada em silêncio e condicionada por um vocabulário que transforma cor em marcador social de diferença, reificado todos os dias pelas ações da polícia, que aborda muito mais negros do que brancos e neles dá flagrantes. Aqui é usual a prática de “interpelação”, esse pequeno teatro teórico e pragmático. Diante da força policial, não raro os indivíduos assumem um lugar que corriqueiramente optariam por rejeitar. Não basta ser inocente para ser considerado e se considerar culpado. Esse tipo de reação é chamado pelo antropólogo Didier Fassin de “memória incorporada”, quando, antes mesmo de refletir, os corpos lembram. Se na época da escravidão indivíduos negros trafegando soltos eram presos “por suspeita de escravos”, hoje são detidos com base em outras alegações que lhes devolvem sempre o mesmo passado e origem.

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SCHWARCZ, Lilia Moritz; STARLING, Heloisa Murgel. Brasil: uma biografia. 2. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2018. p. 91-93. (Fragmentos)
O Texto 1 tem uma preocupação claramente histórica de desvelar alguns aspectos da escravidão no Brasil, explicando a forma violenta como ela ocorreu no contexto de nosso país. Sobre o modo como se expõem esses fatos no texto, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q2674752 Terapia Ocupacional

O desempenho e a participação consistem na capacidade de uma pessoa se engajar em ocupações que apoiam papéis em casa, no trabalho e em ambientes comunitários e de lazer. Para abordar integralmente o desempenho e a participação e enfatizar seu papel único e vital na saúde, terapeutas ocupacionais devem ser habilidosos na avaliação e no tratamento da cognição.


Neste aspecto, NÃO é correto afirmar que

Alternativas
Q2674751 Terapia Ocupacional

O terapeuta ocupacional tem grandes desafios ao propor intervenções no campo da saúde mental, uma vez que, quando o terapeuta ocupacional passa a integrar a equipe multidisciplinar e a apresentar suas contribuições, exige-se uma fundamentação teórica. Para programar ações e tomar decisões quanto à condução dos casos, afastando totalmente o empirismo das propostas da terapia ocupacional, cabe ao terapeuta ocupacional

Alternativas
Q2674750 Terapia Ocupacional

Identifique se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma sobre o lazer na perspectiva da terapia ocupacional.


( ) A ocupação de tempo com atividades de lazer, sem compreensão do que isso representa para a vida, é algo muito comum em nossa sociedade.

( ) O uso do tempo livre é uma forma de se exercitar a criatividade, de aprender a escolher e apreciar as boas coisas da vida, feita não apenas de trabalho, mas também de ócio inteligente.

( ) A visão do profissional não apenas está centrada nas incapacidades e déficits como algo a ser restaurado, mas na compreensão das potencialidades, capacidades remanescentes, limitações, presentes na vida de qualquer pessoa, deficiente ou não.

( ) A significação do fazer pode ser alcançada por meio de um fazer criativo que permita a espontaneidade e a criatividade; portanto, tanto para o trabalho quanto para o lazer é necessário que essas atividades tenham uma significação vinda do terapeuta.

( ) O uso de métodos e técnicas específicas para avaliação do lazer, desde entrevistas a instrumentos padronizados que facilitam uma linguagem comum entre os profissionais e medem os efeitos da intervenção, centrando-se principalmente na avaliação das funções.


De acordo com as afirmações, a sequência correta é

Alternativas
Q2674749 Terapia Ocupacional

Numere na sequência os estágios de recuperação do movimento da porção proximal da extremidade superior e da mão, como identificados por Brunnstrom no pós Acidente Vascular Encefálico (AVE).


( ) Atividade reflexa.

( ) Atividade reflexa normal.

( ) Movimento fora dass.

( ) Movimento voluntário dentro da sinergia.

( ) Movimento voluntário misturando sinergias flexoras e extensoras.


A sequência correta dessa numeração é

Alternativas
Q2674747 Terapia Ocupacional

Associe corretamente os processos de avaliação em terapia ocupacional com a descrição, conforme o proposto por Crepeau e Blesedell (2011).


PROCESSOS


1 - Identificar a finalidade geral da avaliação

2 - Fazer com que os clientes identifiquem necessidades, interesses e dificuldades

3 - Conhecer as atividades do ponto de vista operacional

4 - Estimar os fatores do cliente

5 - Identificar os fatores contextuais que afetam a medida


DESCRIÇÕES


( ) Detectar as atividades em que o desempenho é deficiente, levantar dados sobre a causa ou as causas da limitação das atividades e as possibilidades de modificação de desempenho da atividade do cliente.

( ) Considerar o ambiente do tratamento e seu impacto sobre a avaliação das Atividades de Vida Diária (AVD) e Atividade Instrumental de Vida Diária (AIVD), que incluem ambiente físico, contexto social, segurança, experiência do cliente, restrições de tempo, treinamento e experiência do profissional, disponibilidade dos recursos e exigências da instituição ou da fonte pagadora.

( ) Verificar se os termos de AVD e AIVD são claros para o cliente; nesse momento, o terapeuta precisa de uma definição operacional e parâmetros de desempenho.

( ) Fornecer uma visão sobre os problemas subjacentes aos déficits ocupacionais através da coleta ou observação de informações necessárias para o tratamento.

( ) Desvelar os problemas de AVD e AIVD que preocupam o cliente; suas necessidades e metas podem ser coletadas por meio de um processo semiestruturado ou fechado, como exemplo.


A sequência correta dessa associação é

Alternativas
Q2674744 Terapia Ocupacional

Preencha corretamente as lacunas do texto a seguir quanto aos instrumentos de avaliação.


Os instrumentos devem ser válidos, confiáveis e sensíveis. Um instrumento válido mensura o que se propõe medir, ou seja, mede o ____________ sob estudo com constância, é sensível para detectar a menor das mudanças, não importa quem esteja mensurando, tem confiabilidade ____________ e confiabilidade ___________.


A sequência que preenche corretamente as lacunas é:

Alternativas
Q2674741 Terapia Ocupacional

Analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.


I - O atendimento terapêutico ocupacional em um CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) é uma potência profissional que, por vezes em rede, participa da construção do Projeto Terapêutico Singular (PTS) de forma compartilhada, interdisciplinar e territorializada.


PORQUE,


II - no contexto da Reforma Psiquiátrica, o CAPS constitui- se como um equipamento inserido numa rede de atenção psicossocial, que tem como papel estratégico a articulação e o tecimento de redes, a regulação e organização do cuidado em saúde mental de um dado território.


A respeito das asserções é correto afirmar que

Alternativas
Q2674729 Terapia Ocupacional

O Código de Ética e Deontologia para os profissionais terapeutas ocupacionais normaliza os padrões de conduta do profissional em relação aos membros da própria categoria, bem como de outras, com seus pacientes ou clientes, familiares de pacientes, autoridades e administrações, entre outros. (CAVALCANTI, GALVÃO, 2007)


Considerando-se o Código de Ética profissional, avalie a assertiva que NÃO se aplica ao terapeuta ocupacional.

Alternativas
Q2674723 Terapia Ocupacional

A terapia ocupacional trabalha na área da saúde em todos os níveis de atenção, com as demandas relacionadas ao desempenho ocupacional das atividades cotidianas dos indivíduos.


Avalie as afirmações a seguir sobre a atuação do terapeuta ocupacional na Estratégia Saúde da Família (ESF).


I - Nas equipes do Consultório na Rua, com o propósito de formar equipes fixas, atua na atenção à saúde dos moradores em situação de rua, com o direcionamento de suas ações para a saúde mental.

II - No matriciamento, formação/solidificação dos centros de saúde, realiza ações de prevenção dos agravos e promoção da saúde, construindo espaços de convivência e socialização, com a realização tão somente grupal.

III - No suporte para as equipes de saúde da família e ações de saúde bucal em temas relacionados com a população acompanhada, como referentes a deficiências, alterações no desenvolvimento e atividades cotidianas.

IV - Nas reuniões com a equipe de saúde, nas quais ocorre o planejamento de estratégias essencialmente clínicas, a serem utilizadas pelos profissionais, identificando novas situações problemáticas existentes no território.

V - Nas ações preventivas e interventivas, significativas e com foco na realização do indivíduo, seja em seus projetos de vida, em sua casa ou em seu trabalho.


Está correto apenas o que se afirma em

Alternativas
Q2674720 Terapia Ocupacional

Os grupos terapêuticos podem assumir formatos variados no interior de diferentes instituições e/ou contextos e cenários diversos, o que exigirá do profissional habilidade e manejo técnico. Nesse contexto, o terapeuta ocupacional deve se atentar para

Alternativas
Q2674528 História e Geografia de Estados e Municípios

Ao redor do triângulo vermelho, no centro da bandeira de Minas Gerais, há uma expressão em latim que significa:

Alternativas
Q2674526 História e Geografia de Estados e Municípios

Qual cidade NÃO faz divisa geográfica com o município de Santa Cruz do Escalvado?

Alternativas
Q2674525 Atualidades

Em setembro de 2022 o Brasil celebrará 200 anos de qual evento?

Alternativas
Q2674524 Atualidades

No ano de 2021 o governo dos Estados Unidos retirou suas tropas de um país que estava ocupado desde o início dos anos 2000. Esse país, hoje governado pelos Talibãs, é o

Alternativas
Q2674523 Legislação dos Municípios do Estado de Minas Gerais

O artigo 14 do Plano Diretor Participativo do Município de Santa Cruz do Escalvado relaciona a Política Urbana com a Política Municipal de Desenvolvimento Humano, prevendo ações contínuas como

Alternativas
Q2674522 História e Geografia de Estados e Municípios

Leia o trecho a seguir.


“Santa Cruz do Escalvado possui inúmeras riquezas em seu patrimônio, como imóveis, estradas, tradições religiosas e práticas do cotidiano, objetos de uso pessoal ou coletivo, histórias de seus antepassados, enfim, todo um conjunto de bens materiais e imateriais que, somados, compõem a variedade cultural do município e explicam sua especificidade.”


ASSIS, Ângelo Adriano Faria de; FARIA, André Luiz Lopes de & REIS, Marcus Vinícius Reis. História de Santa Cruz do Escalvado. Viçosa, MG: Geographica, 2009, p. 45.


Informe se são verdadeiras (V) ou falsas (F) as afirmações sobre a história, a geografia e a economia do município de Santa Cruz do Escalvado.


( ) A história do município relaciona-se com o processo de ocupação da Zona da Mata, iniciado no século XVIII, quando a região serviu de passagem entre a área mineradora e o Rio de Janeiro.

( ) Ao longo do tempo, onde hoje é o município de Santa Cruz do Escalvado, a Mata Atlântica foi aos poucos sendo destruída para ceder espaço à agricultura e à criação de animais.

( ) No século XIX a Freguesia ou o Distrito de Santa Cruz do Escalvado passou a integrar o município de Ponte Nova, do qual veio a se emancipar no ano de 1948.

( ) Uma das principais atividades econômicas de Santa Cruz do Escalvado é a mineração para exportação de alumínio, manganês e ferro.

( ) O município situa-se na Bacia do Rio Doce e abrange a Represa da Candonga, ou Hidrelétrica Risoleta Neves, que, em 2015, foi castigada por toneladas de rejeitos, liberadas pela Samarco.


De acordo com as afirmações, a sequência correta é

Alternativas
Respostas
9101: A
9102: D
9103: D
9104: B
9105: B
9106: D
9107: C
9108: A
9109: D
9110: D
9111: B
9112: C
9113: B
9114: B
9115: C
9116: D
9117: A
9118: D
9119: D
9120: C