Questões de Concurso Comentadas para psicólogo organizacional

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Q844529 Psicologia
O acúmulo de conhecimentos gerados ao longo do tempo sobre a socialização organizacional, interagindo com a evolução dos campos de conhecimento em que se inserem, deu origem a vários enfoques de estudo a respeito do tema. Além dos modelos que têm intenção de serem efetivamente integradores, é possível considerar dois grandes enfoques na construção socio-histórica do campo. São eles:
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Q844528 Psicologia

Na perspectiva do interacionismo simbólico, parte-se da compreensão de que os indivíduos são sujeitos do processo, no qual desenvolvem sua própria personalidade e, ao mesmo tempo, apropriam-se dos costumes e valores sociais em interação com o contexto sociohistórico em que cada pessoa se insere, por intermédio do convívio em vários grupos sociais (Borges, 2004). Em relação a essa perspectiva de análise, considere as afirmações a seguir:


I Considera-se a socialização como a maneira de um indivíduo tornar-se membro de um grupo, organização ou sociedade, em um processo no qual ocorre a transformação de um organismo em uma personalidade.

II A socialização implica sempre certo nível de conformismo, porque processa a inserção de alguém em um contexto de normas e costumes previamente definidos por outros, o que é incompatível com as possibilidades de realização e iniciativa pessoal.

III Socialização é um processo contínuo, que acompanha toda a vida sem se esgotar. A natureza vinculante desse processo tem um caráter histórico na concretude temporal e espacial do mundo.

IV O indivíduo é um produto do meio, fruto da dinâmica em que é sujeito e objeto ao mesmo tempo, onde há um espaço ilimitado de deliberação do sujeito.


Das afirmações, estão corretas:

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Q844527 Psicologia
Aprendizagem Organizacional (AO) refere-se ao desenvolvimento de CHAs dos membros da organização. No entanto, a aquisição individual apenas é efetiva como organizacional quando ocorre a aplicação no trabalho e é compartilhada entre trabalhadores, sendo ainda condicionada por diversos contextos, entre os quais,
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Q844526 Psicologia
Um dos grandes desafios das áreas de TD&E é garantir um alto grau de estruturação dos eventos instrucionais e, ao mesmo tempo, respeitar as diferenças individuais. Nas pesquisas de avaliação de TD&E, o estudo da influência das características individuais na efetividade dos programas tem recebido maior atenção, no intuito de melhor compreender a contribuição de TD&E para a melhoria dos desempenhos individuais e organizacionais. Uma dessas características, conceito central na Teoria da Aprendizagem Social de Bandura (1977), concerne às crenças do indivíduo sobre suas próprias capacidades para mobilizar motivação, recursos cognitivos e cursos de ação necessários ao sucesso das ações em que se engaja. Essa característica é
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Q844525 Psicologia
O Modelo de Avaliação Integrado e Somativo (MAIS), proposto em 1982, para avaliar sistemas instrucionais e reapresentado com a finalidade de realizar a avaliação de TD&E (Borges-Andrade, 2006) inclui quatro componentes “internos” ou relativos ao sistema de TD&E: insumos, procedimentos, processos e resultados. Também abarca quatro componentes “externos” ou concernentes ao contexto ou ambiente organizacional: necessidades, suporte, disseminação e efeitos a longo prazo. Neste modelo,
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Q844524 Psicologia
A classificação e a hierarquização de resultados de aprendizagem possibilitam a identificação das expectativas e dos padrões organizacionais de excelência como também a escolha do tipo de evento educacional adequado ao desenvolvimento de conhecimentos, habilidades e atitudes (CHAs) necessários ao desempenho competente e exemplar. O sistema de classificação de Bloom e colaboradores (1971 e 1974) compreende os domínios cognitivo, afetivo e psicomotor. De acordo com esse sistema de classificação,
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Q844523 Psicologia
Pesquisas desenvolvidas sobre as emoções e os afetos no trabalho concluem a favor da importância da média gerência na redução de impactos negativos sobre o trabalhador e identificam padrões para esse gerenciamento. Assim, são técnicas para o gerenciamento das emoções no ambiente de trabalho:
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Q844522 Psicologia

Peter Warr foi um dos primeiros autores a propor um modelo que leva em conta antecedentes e indicadores do bem-estar afetivo no trabalho, abordando, em conjunto, as dimensões organizacionais e individuais desse construto. Warr e seus colaboradores desenvolveram uma tipologia para os antecedentes do bem-estar afetivo no trabalho contendo, inicialmente, nove categorias ou características do ambiente organizacional.


Demandas da tarefa em termos qualitativos e quantitativos, como as pressões do tempo e a carga de responsabilidade inerente à função, corresponde à categoria

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Q844521 Psicologia
A fim de problematizar a discussão sobre o compromisso social do psicólogo, Bastos, Yamamoto e Rodrigues (2013) consideram alguns critérios de compromisso social. De acordo com esses autores, há um critério "...segundo o qual não é suficiente localizar as atividades do psicólogo em espaços criados para a inclusão de usuários não atendidos, se não há a perspectiva de transformação e supressão das desigualdades sociais." Trata-se do critério de
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Q844520 Psicologia

Há práticas de gestão de pessoas que promovem altos níveis de comprometimento e maior retenção dos trabalhadores"aposentáveis". Numa das poucas pesquisas sobre o tema, Armstrong-Stassen (2008) apresenta estudo que aponta as características dessas práticas. Considere as seguintes afirmações sobre as práticas de gestão de pessoas:


I As que promovem a retenção dos trabalhadores "aposentáveis" são muito comuns entre as organizações.

II- As que oferecem incentivos e opções de trabalho flexível causam tanta influência na decisão de permanência na organização, quanto o treinamento e o desenvolvimento

III- As que são relativas a treinamento e desenvolvimento têm pouca influência na decisão de permanência na organização.

IV- As que envolvem reconhecimento e respeito ao trabalhador têm forte influência na decisão permanência na organização.


Das afirmações, estão corretas

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Q844519 Psicologia

Diagnosticar ou pesquisar clima organizacional serve para embasar ações estratégicas de reforço ou correção de rumos na organização. A gestão do clima deve pautar-se por diagnóstico realizado com instrumentos que possuam duas características imprescindíveis:


1) comprovação psicométrica de que avalia o que realmente pretende avaliar.

2) prova de que avalia com estabilidade ou com a menor ocorrência de erro possível.


Essas características correspondem, respectivamente, à

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Q844518 Psicologia
Um dos mais importantes estudos sobre a relação entre cultura nacional e cultura organizacional foi apresentado por Hofstede (1980). De acordo com esse estudo,
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Q844517 Psicologia

Considere o quadro comparativo reproduzido a seguir, que apresenta características das dimensões interpessoal e organizacional de assédio moral no trabalho.


Imagem associada para resolução da questão


A partir dessa comparação, as informações associadas corretamente estão nos itens

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Q844516 Psicologia
A satisfação no trabalho pode ser concebida como um sentimento positivo resultante do trabalho ou uma atitude reativa ao trabalho. Considerando a satisfação em sua essência psicológica, cognitiva e multidimensional, há fortes fatores de satisfação componentes da gestão de pessoas que se manifestam na troca de investimentos entre o empregado e a organização. Dentre esses fatores, os mais fortes são:
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Q844515 Psicologia

Diversos estudos têm apontado relações entre envolvimento com o trabalho e uma extensa gama de características pessoais e situacionais, em variados contextos laborais. Entre os fatores apontados como determinantes do envolvimento com o trabalho, destacam-se: variáveis de personalidade, características do cargo, características dos líderes e papeis organizacionais.


Em relação a esses fatores, considere as seguintes afirmações:


I Locus de controle é uma característica de líder que antecede o envolvimento no trabalho.

II Quantidade e qualidade da comunicação existente entre chefias e subordinados no ambiente de trabalho são características de líder que antecedem o envolvimento no trabalho.

III Necessidade de crescimento é uma variável de personalidade que antecede o envolvimento no trabalho.

IV O significado das tarefas para o trabalhador é um antecedente do envolvimento no trabalho da categoria dos papéis organizacionais.


Estão corretas as afirmações

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Q844514 Psicologia
A teoria das atitudes, dentro dos estudos sobre afetividade, concebe atitudes como um conjunto articulado de crenças, sentimentos e tendências dirigidas a pessoas, grupos, ideias ou objetos. Considerando o contexto do trabalho, constituem os principais conceitos atitudinais:
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Q844513 Psicologia
A saúde positiva pretende extrapolar a ausência de doenças, conforme entendimento da OMS – Organização Mundial da Saúde. O profissional de psicologia que atua no campo da Psicologia Organizacional e do Trabalho, objetivando a promoção da saúde positiva do trabalhador, deverá atentar para alguns aspectos básicos associados à consecução desse objetivo. Um desses aspectos é
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Q844512 Psicologia

A concepção psicológica de bem-estar pode ser apresentada em duas dimensões: 1) a que engloba aspectos cognitivos (bem-estar psicológico) e refere-se a conceitos de autoaceitação, autonomia, propósito de vida, domínio do ambiente, crescimento pessoal e relações positivas com os outros; e 2) a que engloba aspectos afetivos (bem-estar subjetivo) tais como otimismo, satisfação com a vida e felicidade.


Considerando o consenso entre estudiosos da atualidade a respeito do tema, a abordagem adequada para fins de compreensão do bem-estar no trabalho seria a

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Q844511 Psicologia
O modelo conceitual de Walton avalia a qualidade de vida no trabalho considerando-a como promotora de uma organização mais humanizada e utilizando oito categorias de análise. Uma dessas categorias é denominada
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Q843297 Português

                                              MOÇA BONITA NÃO PAGA?

                                                                                                                                           Maíra Zapater


      Em junho de 2017, uma juíza do Distrito Federal, ao julgar uma ação proposta por um homem contra os organizadores de uma festa que cobrava preços diferentes para os ingressos de homens e mulheres, declarou ser ilegal a prática. À decisão, seguiu-se agora, em julho, nota técnica da Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça reafirmando a ilegalidade da cobrança diferenciada e ressaltando que os estabelecimentos que não se adaptassem estariam sujeitos às sanções previstas no artigo 56 do Código de Defesa do Consumidor.

      Ambas as determinações geraram polêmica (aliás, como parece acontecer com tudo – ou quase tudo – que envolva demandas feministas relacionadas à desigualdade de gênero). Se até então eram frequentes, nas conversas de bar travadas tanto nas mesas quanto nas redes sociais, afirmações tais como “nunca vi feminista reclamar na hora de entrar de graça ou pagar mais barato na balada!” (em geral proferida com sua gêmea siamesa “na hora de pedir serviço militar obrigatório, as feministas ficam quietas”), agora parece que o jogo virou, e os críticos preferem manifestar sua indignação dizendo que “as feministas querem impor sua ideologia pra todo mundo e obrigar as mulheres a pagarem mais caro na balada”, “vai acabar balada”, “nunca mais ninguém vai sair pra night”, “ninguém vai pegar mais ninguém”, “as feministas vão fazer fechar as casas noturnas” e por aí vai.

      Piadas à parte, e sem entrar no mérito da (in)coerência das críticas, quero, na coluna de hoje, contribuir com argumentos para a discussão, sugerindo duas perguntas para, juntos, pensarmos sobre o assunto. Parece-me ser relevante refletir sobre dois aspectos: primeiro, é discriminatório cobrar preços diferentes para homens e mulheres na balada? E, segundo: se for discriminatório, o estabelecimento (que é privado) tem liberdade de discriminar seu público, cabendo ao consumidor exercer a sua liberdade de frequentar ou não o local conforme suas próprias convicções?

      Os exemplos – ainda que hipotéticos – são sempre úteis para trazer à concretude abstrações por vezes nem tão acessíveis. Então, vamos lá: um exercício sempre eficaz para examinar se a questão de gênero faz ou não diferença em determinada situação é a inversão dos gêneros dos protagonistas. Pois imaginemos que uma determinada balada resolva cobrar mais barato o ingresso dos homens. O dono do estabelecimento justifica a adoção dessa política de preços afirmando preferir que haja maioria de homens no local, porque “como todo mundo sabe, muita mulher junta sempre acaba dando confusão” e que “ninguém gosta de estar numa festa em que só tenha mulher”. “Além disso”, continua ele, “todo mundo sabe que, quando a mulherada sai pra night, só quer saber de pegação e, com certeza, vai preferir ir a um lugar onde tenha o máximo possível de homens para escolher”.

      A situação hipotética pareceu estranha, de alguma forma, com a inversão dos lugares-comuns em geral apresentados para justificar a cobrança mais barata para mulheres? Bom, se a narrativa ganhou conotações diferentes em decorrência dessa inversão, significa que há expectativas diferentes para homens e mulheres colocados em uma mesma situação social e que se construiu ali uma relação desigual entre homens e mulheres – e, portanto, (no mínimo, potencialmente) discriminatória e ilícita, já que a Constituição veda o tratamento desigual entre iguais (vale lembrar que o inciso II do artigo 5º da CF estabelece que “homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações”, o que só reforça a invalidade jurídica do fator de discriminação com o qual se pretende justificar a cobrança diferenciada).

      Pois bem. Assumindo que concordamos – eu e você, leitora e leitor – que há discriminação na prática de cobrar ingresso mais barato de mulheres nas festas e casas noturnas, resta pensar no segundo questionamento que propus acima: o estabelecimento privado tem a liberdade de adotar uma política considerada discriminatória, cabendo ao público consumidor escolher se quer ou não frequentar o local?

      Ilustremos com outro exemplo hipotético (ou talvez menos fictício do que gostaríamos): imaginemos que o dono de uma casa noturna queira construir uma reputação de que seu estabelecimento seja um local “onde só vai gente bonita”. Para garantir que, segundo seus critérios subjetivos e seu “tino empresarial”, seja mantido um padrão estético mínimo nos frequentadores da casa, esse proprietário estabelece uma “cota máxima” para negros no local, estipulando um número limite de pessoas negras por noite, e determinando, ainda, que pessoas brancas têm direito a um ingresso com desconto. Esse empresário se justifica dizendo o seguinte: “Não é racismo, é só uma questão de gosto. Eu concordo com o padrão hegemônico de beleza que, em geral, vemos nas revistas, novelas e filmes e acho que as pessoas brancas são mesmo mais bonitas e que é muito mais agradável estar numa balada com maioria de pessoas brancas. É só a minha opinião. Quem não concordar e tiver uma opinião diversa, não é obrigado a vir na minha casa noturna”.

      Teria o nosso empresário hipotético a liberdade de adotar uma política discriminatória por entender ser a mais lucrativa para o seu estabelecimento? 

      Aqui tocamos no sensível ponto dos limites entre a liberdade no campo privado e o dever de atuação do Estado quando há uma violação de direitos humanos entre particulares – sim, discriminar em razão de cor, raça, religião, gênero, orientação sexual etc. viola o direito à igualdade. Da mesma forma que a discriminação racial do segundo exemplo, a discriminação de gênero é também uma forma de violação – ainda que pareça vir disfarçada do “privilégio” de pagar mais barato um ingresso.

      A ideia de uma presença majoritária de mulheres diz respeito a um tipo específico de balada, na qual, seguramente, as mulheres não gozam das mesmas prerrogativas de liberdade sexual que os homens – será que as moças que “saem pra pegação” são socialmente vistas da mesma maneira que os meninos na mesma situação? Ao defender a possibilidade de manutenção de cobrança diferenciada para mulheres, não estaremos a reafirmar estereótipos profundamente prejudiciais? E, de mais a mais, não é com essa alteração que “a balada ficou cara”, não é mesmo? Que tal revermos toda essa política de preços na qual se vendem “experiências” – e, claro, vai e paga quem pode e quem quer – mas tornando esse espaço de acesso público friendly* para mulheres da mesma forma que para os homens? 

Disponível em:<http://justificando.cartacapital.com.br> . Acesso em: 11 jul. 2017.

*friendly = amigável 

Considere o período:


Assumindo que concordamos (1º) – eu e você, leitora e leitor – que há discriminação na prática de cobrar ingresso mais barato de mulheres nas festas e casas noturnas, resta (2º) pensar (3º) no segundo questionamento que propus (4º) acima [...].


Nesse período, o verbo da oração principal é o

Alternativas
Respostas
721: C
722: D
723: B
724: A
725: B
726: C
727: C
728: D
729: B
730: D
731: B
732: A
733: D
734: D
735: A
736: D
737: B
738: C
739: A
740: D