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Q2144502 Serviço Social
A Lei 13.146, de 6 de julho de 2015 (Estatuto da Pessoa com Deficiência), determina que: A avaliação da deficiência, quando necessária, será biopsicossocial, realizada por equipe multiprofissional e interdisciplinar e considerará, exceto: 
Alternativas
Q2144501 Serviço Social
De acordo com a Lei nº 8.662, de 7 de junho de 1993, assinale a alternativa que corresponde à competência profissional do assistente social. 
Alternativas
Q2144500 Serviço Social
O debate acerca da interdisciplinaridade ocorre tanto no ambiente acadêmico quanto nos cenários de exercício profissional. A leitura interdisciplinar da realidade exige a necessidade de exercitar a visão da totalidade sobre a realidade.
Com base no texto Serviço Social e Interdisciplinaridade na Atenção Básica à Saúde, analise as afirmativas a seguir.  
I. No contexto dos serviços de saúde, persiste a distância entre o discurso e a prática interdisciplinar na atuação dos profissionais, caracterizada pela insuficiência de fundamentação teórico-conceitual e prática sobre interdisciplinaridade. II. Para o Serviço Social, por ser uma profissão cuja formação é vinculada às diversas áreas de conhecimento, a postura interdisciplinar é exigida à medida que a reflexão sobre a interação entre os diferentes saberes favorece a abrangência de sua prática profissional e em equipe. III. A Estratégia Saúde da Família é considerada como alternativa para a reorganização dos serviços de Atenção Especial do SUS, assumindo a atenção centrada no indivíduo, no território físico e social que a envolve e em ações preventivas. IV. Atuar em equipe na Atenção Básica exige profissionais críticos e reflexivos, com formação que atenda à diversidade da realidade que envolve os usuários, para desenvolver visão integral do processo saúde-doença.
Estão corretas as afirmativas 
Alternativas
Q2144499 Direito da Criança e do Adolescente - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - Lei nº 8.069 de 1990
Com base no disposto no Estatuto da Criança e Adolescente, Lei nº 8.069 de 13 de julho de 1990, acerca do direito à vida e saúde da criança e adolescente, é incorreto afirmar:
Alternativas
Q2144498 Saúde Pública
São princípios e / ou diretrizes estabelecidos pela Lei Federal nº 8.080 de 19 de setembro de 1990, exceto: 
Alternativas
Q2144497 Saúde Pública
Sobre imunização, analise as afirmativas a seguir.
I. Por meio das vacinas, é possível adquirir a imunidade natural e inata específica para cada agente infeccioso. II. Os adjuvantes são substâncias que protegem o organismo de vacinas que contêm micro-organismos vivos. III. Para a administração de vacinas, não é recomendada a assepsia da pele do usuário com álcool 70%. IV. Na sala de vacinação, todas as vacinas devem ser armazenadas entre +2ºC e +8ºC.
Estão corretas as afirmativas 
Alternativas
Q2144496 Saúde Pública
Muitos estudos apontam que a tripla carga de doenças torna ainda mais complexa a organização das ações de serviços de saúde.
O que significa essa tripla carga de doenças? 
Alternativas
Q2144495 Saúde Pública
A necessidade da valorização do desempenho das equipes e serviços de atenção primária para o alcance de resultados em saúde levou o Governo Federal a aprovar o programa Previne Brasil com qual objetivo? 
Alternativas
Q2144493 Saúde Pública
A Portaria nº 4.279/2010 reorganizou o sistema de saúde por meio de uma rede de serviços de diferentes densidades tecnológicas.
Qual é o objetivo dessa organização? 
Alternativas
Q2144492 Português

Leia o cartum de Laerte: 


15.png (334×215)


Disponível em: https://www.instagram.com/p/CVApPqps_Ll/.

Acesso em: 24 abr. 2022.


O cartum apresentado faz uma crítica social ao se referir à(ao)
Alternativas
Q2144488 Português
Fazendo referência ao tapa dado por Will Smith em Chris Rock, Adão Iturrusgarai, cartunista e ilustrador, publicou a seguinte tirinha na Folha de S.Paulo:
11_.png (674×213)

Adão Iturrusgarai. A vida como ela é. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/cartum/cartunsdiarios/#30/3/2022. Acesso em: 20 abr. 2022.
O diálogo entre as personagens e a linguagem visual indica que a reflexão proposta pela tirinha se relaciona à
Alternativas
Q2144483 Português

TEXTO I 


Aquela menina às margens do Igarapé


O bracinho da menina acena no seu corpinho em pé, na porta da casa de madeira nas margens do Igarapé. Respondo, respondemos com vários ternos acenos, do barco que avança dentro da massa de compacto calor amazônico. 


De tantas cenas com pássaros, árvores e casas de caboclo, a imagem dessa menina imprimiu-se logo em mim. Fotograficamente. Peço à minha mulher um papelzinho e anoto o que poderia ser o início de um poema. Procuro-o agora e percebo que o perdi como a tantos outros inúteis textos. Contudo, o bracinho da menina acena, em pé, na porta da casa de madeira nas margens do igarapé. 


Acena para mim e eu respondo. Um Brasil acena para outro Brasil, que passa. Estou conhecendo uma das muitas ilhas amazônicas, defronte de Belém do Pará, depois de ter feito uma conferência na inauguração do Centro Cultural Tancredo Neves sobre a questão da identidade nacional. Isto foi ontem. Agora estou no meio deste rio, que de tão largo parece mar, e continuo me perguntando “que país é este?”. E o bracinho da menina acena para mim. Como os moradores desta ilha, ela tem olhos claros e cabelos lisos: é uma caboclinha, mistura de portugueses e índios.


E ainda ontem na conferência eu citava Simon Bolívar: “Não somos nem índios nem europeus, somos qualquer coisa intermediária entre os senhores legítimos deste país e os usurpadores espanhóis. Em resumo, sendo americanos de nascença e beneficiando-nos dos direitos originais da Europa, não nos devemos opor aos direitos dos índios e ficar no nosso país para resistir aos invasores estrangeiros. Nossa situação é, portanto, ao mesmo tempo extraordinária e terrivelmente complicada”. 


O barco avança. Passa por outras casas, pássaros, árvores e muitas coisas que anotei no papelzinho que perdi. Sou um país que perde seus papéis e está perplexo entre a cidade e o igarapé. De repente no alto, cruzando de uma margem a outra, como numa rua de Ipanema, uma corda com estandarte de plástico da Copa/86. A emoção do futebol flutua nos mínimos canais da Amazônia.


Desembarcamos para conhecer a ilha. E vamos vendo, pegando, apalpando cajueiros, seringueiras já exploradas e imensos castanheiros. Um punhado de meninos de 5 a 10 anos, talvez irmãos, primos daquela menininha que me acenava, nos acompanha como um bando de macaquinhos felizes. Aguardam sob os pés de açaí a ordem do guia para uma demonstração de destreza: subir nos troncos rapidamente usando, amarrada aos pés, uma tira vegetal de apoio e impulso.


Desses meninos, quantos ficam por aqui? O guia mostra adiante uma casa rosa de madeira. Pertence a um morador que foi um desses meninos, cresceu, saiu da ilha, virou advogado em Belém e, no entanto, preserva a casa para fins de semana. Isto me lembra Oswald de Andrade: “o lado doutor. Fatalidade do primeiro branco aportando e dominando politicamente as selvas selvagens. O bacharel. Não podemos deixar de ser doutos. Doutores. País de dores anônimas, de doutores anônimos”. Mas aquele ali é diferente. Manteve suas raízes. Talvez tenha resolvido o dilema entre a selva e a escola. A escola, aliás, está ali: mais adiante. Mais de cinquenta garotos fazem as quatro séries do primário juntos. Só um está na quarta série. A velha professora batalhou ali mais de cinquenta anos. Uma caixinha na parede pede colaboração dos turistas. A escola tem o nome de uma mulher americana, lembrando a doação e a visita.


De repente, uma clareira. Houve um pequeno incêndio. E o chão é só areia. Diz o guia: É assim que ficará a Amazônia com o desmatamento. Esta é a terra típica daqui, arenosa. Penso no livro de Loyola, “Não Verás País Nenhum” e na “Amazônia Saqueada”, de Edmar Morel. Lembro a afirmação do ecólogo Paulo Fraga denunciando que as setecentas serrarias que devastaram o Espírito Santo deslocaram-se para a Amazônia. 


Foram cinco horas de viagem. Vou voltando para Belém de barco, vou comer um pato ao tucupi, tomar um sorvete de cupuaçu e graviola. Mas por onde quer que eu vá agora, um bracinho de menina acena, em pé, na porta da casa de madeira nas margens do igarapé. 


SANT’ANNA, Affonso Romano de. Porta de colégio e outras

crônicas. 7 ed. São Paulo: Ática, 2002.

Na crônica, o narrador faz referência a uma escola local e afirma: 


“A velha professora batalhou ali mais de cinquenta anos. Uma caixinha na parede pede colaboração dos turistas. A escola tem o nome de uma mulher americana, lembrando a doação e a visita.” 


Nessa passagem, o uso dos adjetivos “velha” e “americana” contribuem para uma crítica em relação à(ao) 

Alternativas
Q2144482 Português

TEXTO I 


Aquela menina às margens do Igarapé


O bracinho da menina acena no seu corpinho em pé, na porta da casa de madeira nas margens do Igarapé. Respondo, respondemos com vários ternos acenos, do barco que avança dentro da massa de compacto calor amazônico. 


De tantas cenas com pássaros, árvores e casas de caboclo, a imagem dessa menina imprimiu-se logo em mim. Fotograficamente. Peço à minha mulher um papelzinho e anoto o que poderia ser o início de um poema. Procuro-o agora e percebo que o perdi como a tantos outros inúteis textos. Contudo, o bracinho da menina acena, em pé, na porta da casa de madeira nas margens do igarapé. 


Acena para mim e eu respondo. Um Brasil acena para outro Brasil, que passa. Estou conhecendo uma das muitas ilhas amazônicas, defronte de Belém do Pará, depois de ter feito uma conferência na inauguração do Centro Cultural Tancredo Neves sobre a questão da identidade nacional. Isto foi ontem. Agora estou no meio deste rio, que de tão largo parece mar, e continuo me perguntando “que país é este?”. E o bracinho da menina acena para mim. Como os moradores desta ilha, ela tem olhos claros e cabelos lisos: é uma caboclinha, mistura de portugueses e índios.


E ainda ontem na conferência eu citava Simon Bolívar: “Não somos nem índios nem europeus, somos qualquer coisa intermediária entre os senhores legítimos deste país e os usurpadores espanhóis. Em resumo, sendo americanos de nascença e beneficiando-nos dos direitos originais da Europa, não nos devemos opor aos direitos dos índios e ficar no nosso país para resistir aos invasores estrangeiros. Nossa situação é, portanto, ao mesmo tempo extraordinária e terrivelmente complicada”. 


O barco avança. Passa por outras casas, pássaros, árvores e muitas coisas que anotei no papelzinho que perdi. Sou um país que perde seus papéis e está perplexo entre a cidade e o igarapé. De repente no alto, cruzando de uma margem a outra, como numa rua de Ipanema, uma corda com estandarte de plástico da Copa/86. A emoção do futebol flutua nos mínimos canais da Amazônia.


Desembarcamos para conhecer a ilha. E vamos vendo, pegando, apalpando cajueiros, seringueiras já exploradas e imensos castanheiros. Um punhado de meninos de 5 a 10 anos, talvez irmãos, primos daquela menininha que me acenava, nos acompanha como um bando de macaquinhos felizes. Aguardam sob os pés de açaí a ordem do guia para uma demonstração de destreza: subir nos troncos rapidamente usando, amarrada aos pés, uma tira vegetal de apoio e impulso.


Desses meninos, quantos ficam por aqui? O guia mostra adiante uma casa rosa de madeira. Pertence a um morador que foi um desses meninos, cresceu, saiu da ilha, virou advogado em Belém e, no entanto, preserva a casa para fins de semana. Isto me lembra Oswald de Andrade: “o lado doutor. Fatalidade do primeiro branco aportando e dominando politicamente as selvas selvagens. O bacharel. Não podemos deixar de ser doutos. Doutores. País de dores anônimas, de doutores anônimos”. Mas aquele ali é diferente. Manteve suas raízes. Talvez tenha resolvido o dilema entre a selva e a escola. A escola, aliás, está ali: mais adiante. Mais de cinquenta garotos fazem as quatro séries do primário juntos. Só um está na quarta série. A velha professora batalhou ali mais de cinquenta anos. Uma caixinha na parede pede colaboração dos turistas. A escola tem o nome de uma mulher americana, lembrando a doação e a visita.


De repente, uma clareira. Houve um pequeno incêndio. E o chão é só areia. Diz o guia: É assim que ficará a Amazônia com o desmatamento. Esta é a terra típica daqui, arenosa. Penso no livro de Loyola, “Não Verás País Nenhum” e na “Amazônia Saqueada”, de Edmar Morel. Lembro a afirmação do ecólogo Paulo Fraga denunciando que as setecentas serrarias que devastaram o Espírito Santo deslocaram-se para a Amazônia. 


Foram cinco horas de viagem. Vou voltando para Belém de barco, vou comer um pato ao tucupi, tomar um sorvete de cupuaçu e graviola. Mas por onde quer que eu vá agora, um bracinho de menina acena, em pé, na porta da casa de madeira nas margens do igarapé. 


SANT’ANNA, Affonso Romano de. Porta de colégio e outras

crônicas. 7 ed. São Paulo: Ática, 2002.

Releia a passagem a seguir, transcrita da crônica “Aquela menina às margens do Igarapé”. 


“Mais de cinquenta garotos fazem as quatro séries do primário.” 


A reflexão linguística auxilia na compreensão textual, uma vez que a construção verbal pode levar a uma interpretação mais precisa do texto lido.


Na passagem acima apresentada, a análise sintática revela que

Alternativas
Q2144481 Português

TEXTO I 


Aquela menina às margens do Igarapé


O bracinho da menina acena no seu corpinho em pé, na porta da casa de madeira nas margens do Igarapé. Respondo, respondemos com vários ternos acenos, do barco que avança dentro da massa de compacto calor amazônico. 


De tantas cenas com pássaros, árvores e casas de caboclo, a imagem dessa menina imprimiu-se logo em mim. Fotograficamente. Peço à minha mulher um papelzinho e anoto o que poderia ser o início de um poema. Procuro-o agora e percebo que o perdi como a tantos outros inúteis textos. Contudo, o bracinho da menina acena, em pé, na porta da casa de madeira nas margens do igarapé. 


Acena para mim e eu respondo. Um Brasil acena para outro Brasil, que passa. Estou conhecendo uma das muitas ilhas amazônicas, defronte de Belém do Pará, depois de ter feito uma conferência na inauguração do Centro Cultural Tancredo Neves sobre a questão da identidade nacional. Isto foi ontem. Agora estou no meio deste rio, que de tão largo parece mar, e continuo me perguntando “que país é este?”. E o bracinho da menina acena para mim. Como os moradores desta ilha, ela tem olhos claros e cabelos lisos: é uma caboclinha, mistura de portugueses e índios.


E ainda ontem na conferência eu citava Simon Bolívar: “Não somos nem índios nem europeus, somos qualquer coisa intermediária entre os senhores legítimos deste país e os usurpadores espanhóis. Em resumo, sendo americanos de nascença e beneficiando-nos dos direitos originais da Europa, não nos devemos opor aos direitos dos índios e ficar no nosso país para resistir aos invasores estrangeiros. Nossa situação é, portanto, ao mesmo tempo extraordinária e terrivelmente complicada”. 


O barco avança. Passa por outras casas, pássaros, árvores e muitas coisas que anotei no papelzinho que perdi. Sou um país que perde seus papéis e está perplexo entre a cidade e o igarapé. De repente no alto, cruzando de uma margem a outra, como numa rua de Ipanema, uma corda com estandarte de plástico da Copa/86. A emoção do futebol flutua nos mínimos canais da Amazônia.


Desembarcamos para conhecer a ilha. E vamos vendo, pegando, apalpando cajueiros, seringueiras já exploradas e imensos castanheiros. Um punhado de meninos de 5 a 10 anos, talvez irmãos, primos daquela menininha que me acenava, nos acompanha como um bando de macaquinhos felizes. Aguardam sob os pés de açaí a ordem do guia para uma demonstração de destreza: subir nos troncos rapidamente usando, amarrada aos pés, uma tira vegetal de apoio e impulso.


Desses meninos, quantos ficam por aqui? O guia mostra adiante uma casa rosa de madeira. Pertence a um morador que foi um desses meninos, cresceu, saiu da ilha, virou advogado em Belém e, no entanto, preserva a casa para fins de semana. Isto me lembra Oswald de Andrade: “o lado doutor. Fatalidade do primeiro branco aportando e dominando politicamente as selvas selvagens. O bacharel. Não podemos deixar de ser doutos. Doutores. País de dores anônimas, de doutores anônimos”. Mas aquele ali é diferente. Manteve suas raízes. Talvez tenha resolvido o dilema entre a selva e a escola. A escola, aliás, está ali: mais adiante. Mais de cinquenta garotos fazem as quatro séries do primário juntos. Só um está na quarta série. A velha professora batalhou ali mais de cinquenta anos. Uma caixinha na parede pede colaboração dos turistas. A escola tem o nome de uma mulher americana, lembrando a doação e a visita.


De repente, uma clareira. Houve um pequeno incêndio. E o chão é só areia. Diz o guia: É assim que ficará a Amazônia com o desmatamento. Esta é a terra típica daqui, arenosa. Penso no livro de Loyola, “Não Verás País Nenhum” e na “Amazônia Saqueada”, de Edmar Morel. Lembro a afirmação do ecólogo Paulo Fraga denunciando que as setecentas serrarias que devastaram o Espírito Santo deslocaram-se para a Amazônia. 


Foram cinco horas de viagem. Vou voltando para Belém de barco, vou comer um pato ao tucupi, tomar um sorvete de cupuaçu e graviola. Mas por onde quer que eu vá agora, um bracinho de menina acena, em pé, na porta da casa de madeira nas margens do igarapé. 


SANT’ANNA, Affonso Romano de. Porta de colégio e outras

crônicas. 7 ed. São Paulo: Ática, 2002.

Na crônica de Affonso Romano de Sant’Anna predominam as formas verbais conjugadas no pretérito perfeito do indicativo.
Releia o terceiro parágrafo: 
“Acena para mim e eu respondo. Um Brasil acena para outro Brasil, que passa. Estou conhecendo uma das muitas ilhas amazônicas, defronte de Belém do Pará, depois de ter feito uma conferência na inauguração do Centro Cultural Tancredo Neves sobre a questão da identidade nacional. Isto foi ontem. Agora estou no meio deste rio, que de tão largo parece mar, e continuo me perguntando “que país é este?”. E o bracinho da menina acena para mim. Como os moradores desta ilha, ela tem olhos claros e cabelos lisos: é uma caboclinha, mistura de portugueses e índios.”
No trecho do texto apresentado verifica-se o uso do
Alternativas
Q2144480 Português

TEXTO I 


Aquela menina às margens do Igarapé


O bracinho da menina acena no seu corpinho em pé, na porta da casa de madeira nas margens do Igarapé. Respondo, respondemos com vários ternos acenos, do barco que avança dentro da massa de compacto calor amazônico. 


De tantas cenas com pássaros, árvores e casas de caboclo, a imagem dessa menina imprimiu-se logo em mim. Fotograficamente. Peço à minha mulher um papelzinho e anoto o que poderia ser o início de um poema. Procuro-o agora e percebo que o perdi como a tantos outros inúteis textos. Contudo, o bracinho da menina acena, em pé, na porta da casa de madeira nas margens do igarapé. 


Acena para mim e eu respondo. Um Brasil acena para outro Brasil, que passa. Estou conhecendo uma das muitas ilhas amazônicas, defronte de Belém do Pará, depois de ter feito uma conferência na inauguração do Centro Cultural Tancredo Neves sobre a questão da identidade nacional. Isto foi ontem. Agora estou no meio deste rio, que de tão largo parece mar, e continuo me perguntando “que país é este?”. E o bracinho da menina acena para mim. Como os moradores desta ilha, ela tem olhos claros e cabelos lisos: é uma caboclinha, mistura de portugueses e índios.


E ainda ontem na conferência eu citava Simon Bolívar: “Não somos nem índios nem europeus, somos qualquer coisa intermediária entre os senhores legítimos deste país e os usurpadores espanhóis. Em resumo, sendo americanos de nascença e beneficiando-nos dos direitos originais da Europa, não nos devemos opor aos direitos dos índios e ficar no nosso país para resistir aos invasores estrangeiros. Nossa situação é, portanto, ao mesmo tempo extraordinária e terrivelmente complicada”. 


O barco avança. Passa por outras casas, pássaros, árvores e muitas coisas que anotei no papelzinho que perdi. Sou um país que perde seus papéis e está perplexo entre a cidade e o igarapé. De repente no alto, cruzando de uma margem a outra, como numa rua de Ipanema, uma corda com estandarte de plástico da Copa/86. A emoção do futebol flutua nos mínimos canais da Amazônia.


Desembarcamos para conhecer a ilha. E vamos vendo, pegando, apalpando cajueiros, seringueiras já exploradas e imensos castanheiros. Um punhado de meninos de 5 a 10 anos, talvez irmãos, primos daquela menininha que me acenava, nos acompanha como um bando de macaquinhos felizes. Aguardam sob os pés de açaí a ordem do guia para uma demonstração de destreza: subir nos troncos rapidamente usando, amarrada aos pés, uma tira vegetal de apoio e impulso.


Desses meninos, quantos ficam por aqui? O guia mostra adiante uma casa rosa de madeira. Pertence a um morador que foi um desses meninos, cresceu, saiu da ilha, virou advogado em Belém e, no entanto, preserva a casa para fins de semana. Isto me lembra Oswald de Andrade: “o lado doutor. Fatalidade do primeiro branco aportando e dominando politicamente as selvas selvagens. O bacharel. Não podemos deixar de ser doutos. Doutores. País de dores anônimas, de doutores anônimos”. Mas aquele ali é diferente. Manteve suas raízes. Talvez tenha resolvido o dilema entre a selva e a escola. A escola, aliás, está ali: mais adiante. Mais de cinquenta garotos fazem as quatro séries do primário juntos. Só um está na quarta série. A velha professora batalhou ali mais de cinquenta anos. Uma caixinha na parede pede colaboração dos turistas. A escola tem o nome de uma mulher americana, lembrando a doação e a visita.


De repente, uma clareira. Houve um pequeno incêndio. E o chão é só areia. Diz o guia: É assim que ficará a Amazônia com o desmatamento. Esta é a terra típica daqui, arenosa. Penso no livro de Loyola, “Não Verás País Nenhum” e na “Amazônia Saqueada”, de Edmar Morel. Lembro a afirmação do ecólogo Paulo Fraga denunciando que as setecentas serrarias que devastaram o Espírito Santo deslocaram-se para a Amazônia. 


Foram cinco horas de viagem. Vou voltando para Belém de barco, vou comer um pato ao tucupi, tomar um sorvete de cupuaçu e graviola. Mas por onde quer que eu vá agora, um bracinho de menina acena, em pé, na porta da casa de madeira nas margens do igarapé. 


SANT’ANNA, Affonso Romano de. Porta de colégio e outras

crônicas. 7 ed. São Paulo: Ática, 2002.

Releia o trecho seguinte trecho do texto.
“Acena para mim e eu respondo. Um Brasil acena para outro Brasil, que passa. Estou conhecendo uma das muitas ilhas amazônicas, defronte de Belém do Pará, depois de ter feito uma conferência na inauguração do Centro Cultural Tancredo Neves sobre a questão da identidade nacional. Isto foi ontem. Agora estou no meio deste rio, que de tão largo parece mar, e continuo me perguntando “que país é este?”. E o bracinho da menina acena para mim. [...].”
Considerando a temática e a intencionalidade discursiva da crônica, os adjuntos adverbiais destacados 
Alternativas
Q2144479 Português

TEXTO I 


Aquela menina às margens do Igarapé


O bracinho da menina acena no seu corpinho em pé, na porta da casa de madeira nas margens do Igarapé. Respondo, respondemos com vários ternos acenos, do barco que avança dentro da massa de compacto calor amazônico. 


De tantas cenas com pássaros, árvores e casas de caboclo, a imagem dessa menina imprimiu-se logo em mim. Fotograficamente. Peço à minha mulher um papelzinho e anoto o que poderia ser o início de um poema. Procuro-o agora e percebo que o perdi como a tantos outros inúteis textos. Contudo, o bracinho da menina acena, em pé, na porta da casa de madeira nas margens do igarapé. 


Acena para mim e eu respondo. Um Brasil acena para outro Brasil, que passa. Estou conhecendo uma das muitas ilhas amazônicas, defronte de Belém do Pará, depois de ter feito uma conferência na inauguração do Centro Cultural Tancredo Neves sobre a questão da identidade nacional. Isto foi ontem. Agora estou no meio deste rio, que de tão largo parece mar, e continuo me perguntando “que país é este?”. E o bracinho da menina acena para mim. Como os moradores desta ilha, ela tem olhos claros e cabelos lisos: é uma caboclinha, mistura de portugueses e índios.


E ainda ontem na conferência eu citava Simon Bolívar: “Não somos nem índios nem europeus, somos qualquer coisa intermediária entre os senhores legítimos deste país e os usurpadores espanhóis. Em resumo, sendo americanos de nascença e beneficiando-nos dos direitos originais da Europa, não nos devemos opor aos direitos dos índios e ficar no nosso país para resistir aos invasores estrangeiros. Nossa situação é, portanto, ao mesmo tempo extraordinária e terrivelmente complicada”. 


O barco avança. Passa por outras casas, pássaros, árvores e muitas coisas que anotei no papelzinho que perdi. Sou um país que perde seus papéis e está perplexo entre a cidade e o igarapé. De repente no alto, cruzando de uma margem a outra, como numa rua de Ipanema, uma corda com estandarte de plástico da Copa/86. A emoção do futebol flutua nos mínimos canais da Amazônia.


Desembarcamos para conhecer a ilha. E vamos vendo, pegando, apalpando cajueiros, seringueiras já exploradas e imensos castanheiros. Um punhado de meninos de 5 a 10 anos, talvez irmãos, primos daquela menininha que me acenava, nos acompanha como um bando de macaquinhos felizes. Aguardam sob os pés de açaí a ordem do guia para uma demonstração de destreza: subir nos troncos rapidamente usando, amarrada aos pés, uma tira vegetal de apoio e impulso.


Desses meninos, quantos ficam por aqui? O guia mostra adiante uma casa rosa de madeira. Pertence a um morador que foi um desses meninos, cresceu, saiu da ilha, virou advogado em Belém e, no entanto, preserva a casa para fins de semana. Isto me lembra Oswald de Andrade: “o lado doutor. Fatalidade do primeiro branco aportando e dominando politicamente as selvas selvagens. O bacharel. Não podemos deixar de ser doutos. Doutores. País de dores anônimas, de doutores anônimos”. Mas aquele ali é diferente. Manteve suas raízes. Talvez tenha resolvido o dilema entre a selva e a escola. A escola, aliás, está ali: mais adiante. Mais de cinquenta garotos fazem as quatro séries do primário juntos. Só um está na quarta série. A velha professora batalhou ali mais de cinquenta anos. Uma caixinha na parede pede colaboração dos turistas. A escola tem o nome de uma mulher americana, lembrando a doação e a visita.


De repente, uma clareira. Houve um pequeno incêndio. E o chão é só areia. Diz o guia: É assim que ficará a Amazônia com o desmatamento. Esta é a terra típica daqui, arenosa. Penso no livro de Loyola, “Não Verás País Nenhum” e na “Amazônia Saqueada”, de Edmar Morel. Lembro a afirmação do ecólogo Paulo Fraga denunciando que as setecentas serrarias que devastaram o Espírito Santo deslocaram-se para a Amazônia. 


Foram cinco horas de viagem. Vou voltando para Belém de barco, vou comer um pato ao tucupi, tomar um sorvete de cupuaçu e graviola. Mas por onde quer que eu vá agora, um bracinho de menina acena, em pé, na porta da casa de madeira nas margens do igarapé. 


SANT’ANNA, Affonso Romano de. Porta de colégio e outras

crônicas. 7 ed. São Paulo: Ática, 2002.

Affonso Romano de Sant’Anna parte de uma vivência pessoal para a construção de sua crônica.
Considerando os fatos narrados pelo cronista e as observações que ele faz ao longo do texto, pode-se afirmar que o objetivo central de “Aquela menina às margens do Igarapé” é 
Alternativas
Q2144478 Português

TEXTO I 


Aquela menina às margens do Igarapé


O bracinho da menina acena no seu corpinho em pé, na porta da casa de madeira nas margens do Igarapé. Respondo, respondemos com vários ternos acenos, do barco que avança dentro da massa de compacto calor amazônico. 


De tantas cenas com pássaros, árvores e casas de caboclo, a imagem dessa menina imprimiu-se logo em mim. Fotograficamente. Peço à minha mulher um papelzinho e anoto o que poderia ser o início de um poema. Procuro-o agora e percebo que o perdi como a tantos outros inúteis textos. Contudo, o bracinho da menina acena, em pé, na porta da casa de madeira nas margens do igarapé. 


Acena para mim e eu respondo. Um Brasil acena para outro Brasil, que passa. Estou conhecendo uma das muitas ilhas amazônicas, defronte de Belém do Pará, depois de ter feito uma conferência na inauguração do Centro Cultural Tancredo Neves sobre a questão da identidade nacional. Isto foi ontem. Agora estou no meio deste rio, que de tão largo parece mar, e continuo me perguntando “que país é este?”. E o bracinho da menina acena para mim. Como os moradores desta ilha, ela tem olhos claros e cabelos lisos: é uma caboclinha, mistura de portugueses e índios.


E ainda ontem na conferência eu citava Simon Bolívar: “Não somos nem índios nem europeus, somos qualquer coisa intermediária entre os senhores legítimos deste país e os usurpadores espanhóis. Em resumo, sendo americanos de nascença e beneficiando-nos dos direitos originais da Europa, não nos devemos opor aos direitos dos índios e ficar no nosso país para resistir aos invasores estrangeiros. Nossa situação é, portanto, ao mesmo tempo extraordinária e terrivelmente complicada”. 


O barco avança. Passa por outras casas, pássaros, árvores e muitas coisas que anotei no papelzinho que perdi. Sou um país que perde seus papéis e está perplexo entre a cidade e o igarapé. De repente no alto, cruzando de uma margem a outra, como numa rua de Ipanema, uma corda com estandarte de plástico da Copa/86. A emoção do futebol flutua nos mínimos canais da Amazônia.


Desembarcamos para conhecer a ilha. E vamos vendo, pegando, apalpando cajueiros, seringueiras já exploradas e imensos castanheiros. Um punhado de meninos de 5 a 10 anos, talvez irmãos, primos daquela menininha que me acenava, nos acompanha como um bando de macaquinhos felizes. Aguardam sob os pés de açaí a ordem do guia para uma demonstração de destreza: subir nos troncos rapidamente usando, amarrada aos pés, uma tira vegetal de apoio e impulso.


Desses meninos, quantos ficam por aqui? O guia mostra adiante uma casa rosa de madeira. Pertence a um morador que foi um desses meninos, cresceu, saiu da ilha, virou advogado em Belém e, no entanto, preserva a casa para fins de semana. Isto me lembra Oswald de Andrade: “o lado doutor. Fatalidade do primeiro branco aportando e dominando politicamente as selvas selvagens. O bacharel. Não podemos deixar de ser doutos. Doutores. País de dores anônimas, de doutores anônimos”. Mas aquele ali é diferente. Manteve suas raízes. Talvez tenha resolvido o dilema entre a selva e a escola. A escola, aliás, está ali: mais adiante. Mais de cinquenta garotos fazem as quatro séries do primário juntos. Só um está na quarta série. A velha professora batalhou ali mais de cinquenta anos. Uma caixinha na parede pede colaboração dos turistas. A escola tem o nome de uma mulher americana, lembrando a doação e a visita.


De repente, uma clareira. Houve um pequeno incêndio. E o chão é só areia. Diz o guia: É assim que ficará a Amazônia com o desmatamento. Esta é a terra típica daqui, arenosa. Penso no livro de Loyola, “Não Verás País Nenhum” e na “Amazônia Saqueada”, de Edmar Morel. Lembro a afirmação do ecólogo Paulo Fraga denunciando que as setecentas serrarias que devastaram o Espírito Santo deslocaram-se para a Amazônia. 


Foram cinco horas de viagem. Vou voltando para Belém de barco, vou comer um pato ao tucupi, tomar um sorvete de cupuaçu e graviola. Mas por onde quer que eu vá agora, um bracinho de menina acena, em pé, na porta da casa de madeira nas margens do igarapé. 


SANT’ANNA, Affonso Romano de. Porta de colégio e outras

crônicas. 7 ed. São Paulo: Ática, 2002.

Releia o quinto parágrafo da crônica de Affonso Romano de Sant’Anna.
“O barco avança. Passa por outras casas, pássaros, árvores e muitas coisas que anotei no papelzinho que perdi. Sou um país que perde seus papéis e está perplexo entre a cidade e o igarapé. De repente no alto, cruzando de uma margem a outra, como numa rua de Ipanema, uma corda com estandarte de plástico da Copa/86. A emoção do futebol flutua nos mínimos canais da Amazônia.”
Nesse trecho do texto é possível constatar que 
Alternativas
Q2104766 Odontologia
O clareamento dental é uma das ferramentas usadas pela Odontologia Estética em prol do bem-estar do paciente. Dentre os fatores que alteram a cor dos dentes, há as alterações cromáticas intrínsecas pré-eruptivas e pós-eruptivas. Assinale, a seguir, uma alteração cromática intrínseca pós-eruptiva.
Alternativas
Q2104765 Odontologia
Ao executar uma restauração classe IV distal extensa (terços horizontais médio e incisal) no elemento 21 de um paciente jovem, um colega cirurgião-dentista frustrou-se com o resultado ao avaliar o paciente na consulta de retorno. A restauração executada apresentava aparência “acinzentada” e incompatível com a cor do elemento dental, denotando excesso de translucidez. Sabe-se que foi selecionada a cor corretamente e, ainda, utilizada somente um tipo de resina composta em relação às partículas de carga. Dentre os tipos de resina composta (em relação ao tipo de partículas de carga), assinale a que apresenta maior relação com o fenômeno descrito.
Alternativas
Q2104764 Odontologia
Os sistemas adesivos autocondicionantes, de dois frascos (primer ácido + bond), já são uma realidade clínica quando se considera tempo de uso e resultados de adesão, durabilidade e baixa hipersensibilidade pós-operatória. Sobre o protocolo correto de uso deste material, assinale a afirmativa INCORRETA.
Alternativas
Respostas
12761: C
12762: B
12763: D
12764: C
12765: A
12766: C
12767: A
12768: D
12769: D
12770: A
12771: B
12772: A
12773: B
12774: A
12775: A
12776: D
12777: D
12778: D
12779: C
12780: B