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Q1180833 Português

Khruschov anunciou que não tomaria parte na disputa para chegar à Lua, mas seu país continuava na frente. Os russos enviaram a primeira mulher ao espaço – Valentina Tereshkova – e conseguiram que um de seus astronautas saísse da nave e passeasse no cosmos. Além disso, apenas um astronauta soviético perdeu a vida durante a primeira década de viagens espaciais. Para milhões de pessoas, a corrida espacial tornava-se fascinante quando tinha como destino pontos familiares do céu. O planeta Marte foi um dos primeiros. Com um décimo da massa da Terra, Marte supostamente abrigava organismos vivos. Foi Giovanni Schiaparelli, em seu observatório nos arredores de Milão, quem examinou Marte em 5 de setembro de 1877, dia em que o planeta estava próximo da Terra e a atmosfera sobre aquela cidade industrial estava limpa. Focalizando o distante astro com seu telescópio, acreditou ter avistado o contorno de 41 longos canais ou leitos de rio. Se fossem canais, argumentou, deveriam ser “obras de seres inteligentes”. A tão aguardada oportunidade de inspecionar os misteriosos canais chegou em 1965, quando uma nave norte-americana não tripulada, a Mariner 4, voou perto de Marte. Seus instrumentos não detectaram sinal de vida. Tal resultado foi confirmado onze anos mais tarde, quando dois robôs desceram, até a superfície do planeta. Milhares de fotografias e outras imagens transmitidas para a Terra revelaram um terreno frio e avermelhado, coberto de pedras e assolado por fortes ventos. Os preparativos para o pouso na Lua continuaram à custa de muito dinheiro. Por fim, em 16 de julho de 1969, na Flórida, um grande foguete, o Saturno V, foi lançado, levando uma espaçonave tripulada por três norte-americanos. Cinco dias mais tarde, Neil Armstrong pisou na superfície da Lua, tendo seus vagarosos passos observados por milhões de pessoas pela televisão.

(BLAINEY, Geoffrey. Uma Breve História do Século XX. 2 ed. São Paulo: Fundamento, 2011, p. 220). 

Ainda de acordo com o texto, analise os itens a seguir e, ao final, assinale a alternativa correta:


I – A russa Valentina Tereshkova foi a primeira mulher a pisar na Lua.

II – Os norte-americanos chegaram à Lua no ano de 1965.

III – A extensão do Planeta Terra corresponde à décima parte do Planeta Marte.

Alternativas
Q1180832 Português

Khruschov anunciou que não tomaria parte na disputa para chegar à Lua, mas seu país continuava na frente. Os russos enviaram a primeira mulher ao espaço – Valentina Tereshkova – e conseguiram que um de seus astronautas saísse da nave e passeasse no cosmos. Além disso, apenas um astronauta soviético perdeu a vida durante a primeira década de viagens espaciais. Para milhões de pessoas, a corrida espacial tornava-se fascinante quando tinha como destino pontos familiares do céu. O planeta Marte foi um dos primeiros. Com um décimo da massa da Terra, Marte supostamente abrigava organismos vivos. Foi Giovanni Schiaparelli, em seu observatório nos arredores de Milão, quem examinou Marte em 5 de setembro de 1877, dia em que o planeta estava próximo da Terra e a atmosfera sobre aquela cidade industrial estava limpa. Focalizando o distante astro com seu telescópio, acreditou ter avistado o contorno de 41 longos canais ou leitos de rio. Se fossem canais, argumentou, deveriam ser “obras de seres inteligentes”. A tão aguardada oportunidade de inspecionar os misteriosos canais chegou em 1965, quando uma nave norte-americana não tripulada, a Mariner 4, voou perto de Marte. Seus instrumentos não detectaram sinal de vida. Tal resultado foi confirmado onze anos mais tarde, quando dois robôs desceram, até a superfície do planeta. Milhares de fotografias e outras imagens transmitidas para a Terra revelaram um terreno frio e avermelhado, coberto de pedras e assolado por fortes ventos. Os preparativos para o pouso na Lua continuaram à custa de muito dinheiro. Por fim, em 16 de julho de 1969, na Flórida, um grande foguete, o Saturno V, foi lançado, levando uma espaçonave tripulada por três norte-americanos. Cinco dias mais tarde, Neil Armstrong pisou na superfície da Lua, tendo seus vagarosos passos observados por milhões de pessoas pela televisão.

(BLAINEY, Geoffrey. Uma Breve História do Século XX. 2 ed. São Paulo: Fundamento, 2011, p. 220). 

Considerando o texto, analise os itens a seguir e, ao final, assinale a alternativa correta:


I – Apenas um soviético perdeu a vida na guerra.

II – Khruschov era soviético.

III – O primeiro ser humano a pisar na Lua foi Giovanni Schiaparelli.

Alternativas
Q1174489 Noções de Informática
No Microsoft Office Word 2010, em sua configuração padrão português do Brasil, os documentos elaborados são salvos com a extensão:
Alternativas
Q1174479 Português

(Fonte adaptada:https//g1.globo.com>acesso em 29 de setembro de 2019)

“Na tentativa de responder a essa pergunta sobre evolução, os cientistas observaram como os membros antigos da árvore genealógica humana davam à luz.” (linhas 6 a 9).


Assinale a alternativa em que o termo destacado não exerce função sintática alguma no período:

Alternativas
Q1173268 Português

Texto I

Machado de Assis é mesmo realista?


    O aluno tem essa dúvida quando lê que o marco da fundação do realismo no Brasil se deu em 1881, quando se publicaram “O mulato”, de Aluísio de Azevedo, e “Memórias póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis. A informação aparece em muitos manuais didáticos.
    O romance de Aluísio de Azevedo de fato se encaixa bem no formato realista. Mas, sabendo que o personagem Brás Cubas escreveu as suas memórias depois de morto e que no século XIX não havia evidências de vida depois da morte (como não as há até hoje, aliás), ojovem leitor se pergunta: como pode ser realista um livro que se chama “Memórias póstumas”?
    A pergunta do aluno é inteligente. A obra de Machado nos oferece várias ocasiões para duvidar do realismo que lhe imputam, como a personagem do doutor Simão Bacamarte, o protagonista de “O alienista”: ele é o cientista que se vê sempre prestes a revelar a verdade verdadeira aos incautos e não arreda desta auto ilusão nem mesmo quando encontra tão somente o seu próprio erro, mostrando-se então a caricatura do realista de carteirinha, daquele que quer nos mostrar “a vida como ela é”.
    Não contente em atacar a concepção realista com seus personagens e metáforas, Machado de Assis a combateu explícita e frontalmente em vários textos críticos.
    Na dura crítica que fez a “O primo Basílio”, romance de Eça de Queiroz, o escritor brasileiro afirmou categoricamente: "voltemos os olhos para a realidade, mas excluamos o realismo; assim não sacrificarem os a verdade estética” . Machado ordenou a exclusão do realismo do campo da arte para não sacrificar a verdade estética, isto é, aquela verdade que não esconde do leitor que inventa realidades de papel.
    No ensaio “A Nova Geração”, Machado de Assis afirmou, de maneira mais categórica ainda: “a realidade é boa, o realismo é que não presta para nada”. Creio que ele não podia ser mais claro. Segundo o autor, o realismo “não presta para nada” porque sobrepõe à vida um ideal com o qual a vida mesma não concorda.
    O realismo quer dobrar a vida à sua perspectiva, mas com isso termina por recusá-la e não por afirmá-la. O realismo quer descrever a vida como ela é, mas faz apenas uma “reprodução fotográfica e servil das cousas mínimas e ignóbeis” para as tratar com uma “exação de inventário”, ou seja, para as dispor em gavetas uniformes como se cada acontecimento se reduzisse à dimensão de todos os outros.
    Por isso, Machado não perde a chance de reduzir o realismo a uma ironia divertida: “porque a nova poética é isto e só chegará à perfeição no dia em que nos disser o número exato dos fios de que se compõe um lenço de cambraia ou um esfregão de cozinha”.
    Mas por que, se o próprio Machado de Assis reduziu o realismo a pó de traque, há tantos que ainda insistem em considerá-lo realista?


Gustavo Bernardo

(Disponível em: http://www.revista.vestibular.uerj.br/coluna/ coluna.php?seq_coluna=16)

A acentuação da palavra está corretamente justificada em:
Alternativas
Q1173267 Português

Texto I

Machado de Assis é mesmo realista?


    O aluno tem essa dúvida quando lê que o marco da fundação do realismo no Brasil se deu em 1881, quando se publicaram “O mulato”, de Aluísio de Azevedo, e “Memórias póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis. A informação aparece em muitos manuais didáticos.
    O romance de Aluísio de Azevedo de fato se encaixa bem no formato realista. Mas, sabendo que o personagem Brás Cubas escreveu as suas memórias depois de morto e que no século XIX não havia evidências de vida depois da morte (como não as há até hoje, aliás), ojovem leitor se pergunta: como pode ser realista um livro que se chama “Memórias póstumas”?
    A pergunta do aluno é inteligente. A obra de Machado nos oferece várias ocasiões para duvidar do realismo que lhe imputam, como a personagem do doutor Simão Bacamarte, o protagonista de “O alienista”: ele é o cientista que se vê sempre prestes a revelar a verdade verdadeira aos incautos e não arreda desta auto ilusão nem mesmo quando encontra tão somente o seu próprio erro, mostrando-se então a caricatura do realista de carteirinha, daquele que quer nos mostrar “a vida como ela é”.
    Não contente em atacar a concepção realista com seus personagens e metáforas, Machado de Assis a combateu explícita e frontalmente em vários textos críticos.
    Na dura crítica que fez a “O primo Basílio”, romance de Eça de Queiroz, o escritor brasileiro afirmou categoricamente: "voltemos os olhos para a realidade, mas excluamos o realismo; assim não sacrificarem os a verdade estética” . Machado ordenou a exclusão do realismo do campo da arte para não sacrificar a verdade estética, isto é, aquela verdade que não esconde do leitor que inventa realidades de papel.
    No ensaio “A Nova Geração”, Machado de Assis afirmou, de maneira mais categórica ainda: “a realidade é boa, o realismo é que não presta para nada”. Creio que ele não podia ser mais claro. Segundo o autor, o realismo “não presta para nada” porque sobrepõe à vida um ideal com o qual a vida mesma não concorda.
    O realismo quer dobrar a vida à sua perspectiva, mas com isso termina por recusá-la e não por afirmá-la. O realismo quer descrever a vida como ela é, mas faz apenas uma “reprodução fotográfica e servil das cousas mínimas e ignóbeis” para as tratar com uma “exação de inventário”, ou seja, para as dispor em gavetas uniformes como se cada acontecimento se reduzisse à dimensão de todos os outros.
    Por isso, Machado não perde a chance de reduzir o realismo a uma ironia divertida: “porque a nova poética é isto e só chegará à perfeição no dia em que nos disser o número exato dos fios de que se compõe um lenço de cambraia ou um esfregão de cozinha”.
    Mas por que, se o próprio Machado de Assis reduziu o realismo a pó de traque, há tantos que ainda insistem em considerá-lo realista?


Gustavo Bernardo

(Disponível em: http://www.revista.vestibular.uerj.br/coluna/ coluna.php?seq_coluna=16)

No sétimo parágrafo, o emprego do modo verbal em “reduzisse” assume a função argumentativa de criar:
Alternativas
Q1173266 Português

Texto I

Machado de Assis é mesmo realista?


    O aluno tem essa dúvida quando lê que o marco da fundação do realismo no Brasil se deu em 1881, quando se publicaram “O mulato”, de Aluísio de Azevedo, e “Memórias póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis. A informação aparece em muitos manuais didáticos.
    O romance de Aluísio de Azevedo de fato se encaixa bem no formato realista. Mas, sabendo que o personagem Brás Cubas escreveu as suas memórias depois de morto e que no século XIX não havia evidências de vida depois da morte (como não as há até hoje, aliás), ojovem leitor se pergunta: como pode ser realista um livro que se chama “Memórias póstumas”?
    A pergunta do aluno é inteligente. A obra de Machado nos oferece várias ocasiões para duvidar do realismo que lhe imputam, como a personagem do doutor Simão Bacamarte, o protagonista de “O alienista”: ele é o cientista que se vê sempre prestes a revelar a verdade verdadeira aos incautos e não arreda desta auto ilusão nem mesmo quando encontra tão somente o seu próprio erro, mostrando-se então a caricatura do realista de carteirinha, daquele que quer nos mostrar “a vida como ela é”.
    Não contente em atacar a concepção realista com seus personagens e metáforas, Machado de Assis a combateu explícita e frontalmente em vários textos críticos.
    Na dura crítica que fez a “O primo Basílio”, romance de Eça de Queiroz, o escritor brasileiro afirmou categoricamente: "voltemos os olhos para a realidade, mas excluamos o realismo; assim não sacrificarem os a verdade estética” . Machado ordenou a exclusão do realismo do campo da arte para não sacrificar a verdade estética, isto é, aquela verdade que não esconde do leitor que inventa realidades de papel.
    No ensaio “A Nova Geração”, Machado de Assis afirmou, de maneira mais categórica ainda: “a realidade é boa, o realismo é que não presta para nada”. Creio que ele não podia ser mais claro. Segundo o autor, o realismo “não presta para nada” porque sobrepõe à vida um ideal com o qual a vida mesma não concorda.
    O realismo quer dobrar a vida à sua perspectiva, mas com isso termina por recusá-la e não por afirmá-la. O realismo quer descrever a vida como ela é, mas faz apenas uma “reprodução fotográfica e servil das cousas mínimas e ignóbeis” para as tratar com uma “exação de inventário”, ou seja, para as dispor em gavetas uniformes como se cada acontecimento se reduzisse à dimensão de todos os outros.
    Por isso, Machado não perde a chance de reduzir o realismo a uma ironia divertida: “porque a nova poética é isto e só chegará à perfeição no dia em que nos disser o número exato dos fios de que se compõe um lenço de cambraia ou um esfregão de cozinha”.
    Mas por que, se o próprio Machado de Assis reduziu o realismo a pó de traque, há tantos que ainda insistem em considerá-lo realista?


Gustavo Bernardo

(Disponível em: http://www.revista.vestibular.uerj.br/coluna/ coluna.php?seq_coluna=16)

No segundo parágrafo, a expressão introduzida pelo verbo “sabendo” estabelece com o restante da frase uma relação de:
Alternativas
Q1173265 Português

Texto I

Machado de Assis é mesmo realista?


    O aluno tem essa dúvida quando lê que o marco da fundação do realismo no Brasil se deu em 1881, quando se publicaram “O mulato”, de Aluísio de Azevedo, e “Memórias póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis. A informação aparece em muitos manuais didáticos.
    O romance de Aluísio de Azevedo de fato se encaixa bem no formato realista. Mas, sabendo que o personagem Brás Cubas escreveu as suas memórias depois de morto e que no século XIX não havia evidências de vida depois da morte (como não as há até hoje, aliás), ojovem leitor se pergunta: como pode ser realista um livro que se chama “Memórias póstumas”?
    A pergunta do aluno é inteligente. A obra de Machado nos oferece várias ocasiões para duvidar do realismo que lhe imputam, como a personagem do doutor Simão Bacamarte, o protagonista de “O alienista”: ele é o cientista que se vê sempre prestes a revelar a verdade verdadeira aos incautos e não arreda desta auto ilusão nem mesmo quando encontra tão somente o seu próprio erro, mostrando-se então a caricatura do realista de carteirinha, daquele que quer nos mostrar “a vida como ela é”.
    Não contente em atacar a concepção realista com seus personagens e metáforas, Machado de Assis a combateu explícita e frontalmente em vários textos críticos.
    Na dura crítica que fez a “O primo Basílio”, romance de Eça de Queiroz, o escritor brasileiro afirmou categoricamente: "voltemos os olhos para a realidade, mas excluamos o realismo; assim não sacrificarem os a verdade estética” . Machado ordenou a exclusão do realismo do campo da arte para não sacrificar a verdade estética, isto é, aquela verdade que não esconde do leitor que inventa realidades de papel.
    No ensaio “A Nova Geração”, Machado de Assis afirmou, de maneira mais categórica ainda: “a realidade é boa, o realismo é que não presta para nada”. Creio que ele não podia ser mais claro. Segundo o autor, o realismo “não presta para nada” porque sobrepõe à vida um ideal com o qual a vida mesma não concorda.
    O realismo quer dobrar a vida à sua perspectiva, mas com isso termina por recusá-la e não por afirmá-la. O realismo quer descrever a vida como ela é, mas faz apenas uma “reprodução fotográfica e servil das cousas mínimas e ignóbeis” para as tratar com uma “exação de inventário”, ou seja, para as dispor em gavetas uniformes como se cada acontecimento se reduzisse à dimensão de todos os outros.
    Por isso, Machado não perde a chance de reduzir o realismo a uma ironia divertida: “porque a nova poética é isto e só chegará à perfeição no dia em que nos disser o número exato dos fios de que se compõe um lenço de cambraia ou um esfregão de cozinha”.
    Mas por que, se o próprio Machado de Assis reduziu o realismo a pó de traque, há tantos que ainda insistem em considerá-lo realista?


Gustavo Bernardo

(Disponível em: http://www.revista.vestibular.uerj.br/coluna/ coluna.php?seq_coluna=16)

Há uma oração com função de objeto direto no seguinte trecho:
Alternativas
Q1173264 Português

Texto I

Machado de Assis é mesmo realista?


    O aluno tem essa dúvida quando lê que o marco da fundação do realismo no Brasil se deu em 1881, quando se publicaram “O mulato”, de Aluísio de Azevedo, e “Memórias póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis. A informação aparece em muitos manuais didáticos.
    O romance de Aluísio de Azevedo de fato se encaixa bem no formato realista. Mas, sabendo que o personagem Brás Cubas escreveu as suas memórias depois de morto e que no século XIX não havia evidências de vida depois da morte (como não as há até hoje, aliás), ojovem leitor se pergunta: como pode ser realista um livro que se chama “Memórias póstumas”?
    A pergunta do aluno é inteligente. A obra de Machado nos oferece várias ocasiões para duvidar do realismo que lhe imputam, como a personagem do doutor Simão Bacamarte, o protagonista de “O alienista”: ele é o cientista que se vê sempre prestes a revelar a verdade verdadeira aos incautos e não arreda desta auto ilusão nem mesmo quando encontra tão somente o seu próprio erro, mostrando-se então a caricatura do realista de carteirinha, daquele que quer nos mostrar “a vida como ela é”.
    Não contente em atacar a concepção realista com seus personagens e metáforas, Machado de Assis a combateu explícita e frontalmente em vários textos críticos.
    Na dura crítica que fez a “O primo Basílio”, romance de Eça de Queiroz, o escritor brasileiro afirmou categoricamente: "voltemos os olhos para a realidade, mas excluamos o realismo; assim não sacrificarem os a verdade estética” . Machado ordenou a exclusão do realismo do campo da arte para não sacrificar a verdade estética, isto é, aquela verdade que não esconde do leitor que inventa realidades de papel.
    No ensaio “A Nova Geração”, Machado de Assis afirmou, de maneira mais categórica ainda: “a realidade é boa, o realismo é que não presta para nada”. Creio que ele não podia ser mais claro. Segundo o autor, o realismo “não presta para nada” porque sobrepõe à vida um ideal com o qual a vida mesma não concorda.
    O realismo quer dobrar a vida à sua perspectiva, mas com isso termina por recusá-la e não por afirmá-la. O realismo quer descrever a vida como ela é, mas faz apenas uma “reprodução fotográfica e servil das cousas mínimas e ignóbeis” para as tratar com uma “exação de inventário”, ou seja, para as dispor em gavetas uniformes como se cada acontecimento se reduzisse à dimensão de todos os outros.
    Por isso, Machado não perde a chance de reduzir o realismo a uma ironia divertida: “porque a nova poética é isto e só chegará à perfeição no dia em que nos disser o número exato dos fios de que se compõe um lenço de cambraia ou um esfregão de cozinha”.
    Mas por que, se o próprio Machado de Assis reduziu o realismo a pó de traque, há tantos que ainda insistem em considerá-lo realista?


Gustavo Bernardo

(Disponível em: http://www.revista.vestibular.uerj.br/coluna/ coluna.php?seq_coluna=16)

Um recurso linguístico que sintetiza a crítica apresentada ao longo do texto é descrito em:
Alternativas
Q1173263 Português

Texto I

Machado de Assis é mesmo realista?


    O aluno tem essa dúvida quando lê que o marco da fundação do realismo no Brasil se deu em 1881, quando se publicaram “O mulato”, de Aluísio de Azevedo, e “Memórias póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis. A informação aparece em muitos manuais didáticos.
    O romance de Aluísio de Azevedo de fato se encaixa bem no formato realista. Mas, sabendo que o personagem Brás Cubas escreveu as suas memórias depois de morto e que no século XIX não havia evidências de vida depois da morte (como não as há até hoje, aliás), ojovem leitor se pergunta: como pode ser realista um livro que se chama “Memórias póstumas”?
    A pergunta do aluno é inteligente. A obra de Machado nos oferece várias ocasiões para duvidar do realismo que lhe imputam, como a personagem do doutor Simão Bacamarte, o protagonista de “O alienista”: ele é o cientista que se vê sempre prestes a revelar a verdade verdadeira aos incautos e não arreda desta auto ilusão nem mesmo quando encontra tão somente o seu próprio erro, mostrando-se então a caricatura do realista de carteirinha, daquele que quer nos mostrar “a vida como ela é”.
    Não contente em atacar a concepção realista com seus personagens e metáforas, Machado de Assis a combateu explícita e frontalmente em vários textos críticos.
    Na dura crítica que fez a “O primo Basílio”, romance de Eça de Queiroz, o escritor brasileiro afirmou categoricamente: "voltemos os olhos para a realidade, mas excluamos o realismo; assim não sacrificarem os a verdade estética” . Machado ordenou a exclusão do realismo do campo da arte para não sacrificar a verdade estética, isto é, aquela verdade que não esconde do leitor que inventa realidades de papel.
    No ensaio “A Nova Geração”, Machado de Assis afirmou, de maneira mais categórica ainda: “a realidade é boa, o realismo é que não presta para nada”. Creio que ele não podia ser mais claro. Segundo o autor, o realismo “não presta para nada” porque sobrepõe à vida um ideal com o qual a vida mesma não concorda.
    O realismo quer dobrar a vida à sua perspectiva, mas com isso termina por recusá-la e não por afirmá-la. O realismo quer descrever a vida como ela é, mas faz apenas uma “reprodução fotográfica e servil das cousas mínimas e ignóbeis” para as tratar com uma “exação de inventário”, ou seja, para as dispor em gavetas uniformes como se cada acontecimento se reduzisse à dimensão de todos os outros.
    Por isso, Machado não perde a chance de reduzir o realismo a uma ironia divertida: “porque a nova poética é isto e só chegará à perfeição no dia em que nos disser o número exato dos fios de que se compõe um lenço de cambraia ou um esfregão de cozinha”.
    Mas por que, se o próprio Machado de Assis reduziu o realismo a pó de traque, há tantos que ainda insistem em considerá-lo realista?


Gustavo Bernardo

(Disponível em: http://www.revista.vestibular.uerj.br/coluna/ coluna.php?seq_coluna=16)

Em diversas passagens do texto, o autor introduz citações atribuídas a Machado de Assis. Essas citações assumem a função argumentativa de:
Alternativas
Q1173262 Português

Texto I

Machado de Assis é mesmo realista?


    O aluno tem essa dúvida quando lê que o marco da fundação do realismo no Brasil se deu em 1881, quando se publicaram “O mulato”, de Aluísio de Azevedo, e “Memórias póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis. A informação aparece em muitos manuais didáticos.
    O romance de Aluísio de Azevedo de fato se encaixa bem no formato realista. Mas, sabendo que o personagem Brás Cubas escreveu as suas memórias depois de morto e que no século XIX não havia evidências de vida depois da morte (como não as há até hoje, aliás), ojovem leitor se pergunta: como pode ser realista um livro que se chama “Memórias póstumas”?
    A pergunta do aluno é inteligente. A obra de Machado nos oferece várias ocasiões para duvidar do realismo que lhe imputam, como a personagem do doutor Simão Bacamarte, o protagonista de “O alienista”: ele é o cientista que se vê sempre prestes a revelar a verdade verdadeira aos incautos e não arreda desta auto ilusão nem mesmo quando encontra tão somente o seu próprio erro, mostrando-se então a caricatura do realista de carteirinha, daquele que quer nos mostrar “a vida como ela é”.
    Não contente em atacar a concepção realista com seus personagens e metáforas, Machado de Assis a combateu explícita e frontalmente em vários textos críticos.
    Na dura crítica que fez a “O primo Basílio”, romance de Eça de Queiroz, o escritor brasileiro afirmou categoricamente: "voltemos os olhos para a realidade, mas excluamos o realismo; assim não sacrificarem os a verdade estética” . Machado ordenou a exclusão do realismo do campo da arte para não sacrificar a verdade estética, isto é, aquela verdade que não esconde do leitor que inventa realidades de papel.
    No ensaio “A Nova Geração”, Machado de Assis afirmou, de maneira mais categórica ainda: “a realidade é boa, o realismo é que não presta para nada”. Creio que ele não podia ser mais claro. Segundo o autor, o realismo “não presta para nada” porque sobrepõe à vida um ideal com o qual a vida mesma não concorda.
    O realismo quer dobrar a vida à sua perspectiva, mas com isso termina por recusá-la e não por afirmá-la. O realismo quer descrever a vida como ela é, mas faz apenas uma “reprodução fotográfica e servil das cousas mínimas e ignóbeis” para as tratar com uma “exação de inventário”, ou seja, para as dispor em gavetas uniformes como se cada acontecimento se reduzisse à dimensão de todos os outros.
    Por isso, Machado não perde a chance de reduzir o realismo a uma ironia divertida: “porque a nova poética é isto e só chegará à perfeição no dia em que nos disser o número exato dos fios de que se compõe um lenço de cambraia ou um esfregão de cozinha”.
    Mas por que, se o próprio Machado de Assis reduziu o realismo a pó de traque, há tantos que ainda insistem em considerá-lo realista?


Gustavo Bernardo

(Disponível em: http://www.revista.vestibular.uerj.br/coluna/ coluna.php?seq_coluna=16)

Para introduzir sua argumentação, Gustavo Bernardo menciona a dúvida de aluno. No texto, essa dúvida é considerada:
Alternativas
Q1173261 Português

Texto I

Machado de Assis é mesmo realista?


    O aluno tem essa dúvida quando lê que o marco da fundação do realismo no Brasil se deu em 1881, quando se publicaram “O mulato”, de Aluísio de Azevedo, e “Memórias póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis. A informação aparece em muitos manuais didáticos.
    O romance de Aluísio de Azevedo de fato se encaixa bem no formato realista. Mas, sabendo que o personagem Brás Cubas escreveu as suas memórias depois de morto e que no século XIX não havia evidências de vida depois da morte (como não as há até hoje, aliás), ojovem leitor se pergunta: como pode ser realista um livro que se chama “Memórias póstumas”?
    A pergunta do aluno é inteligente. A obra de Machado nos oferece várias ocasiões para duvidar do realismo que lhe imputam, como a personagem do doutor Simão Bacamarte, o protagonista de “O alienista”: ele é o cientista que se vê sempre prestes a revelar a verdade verdadeira aos incautos e não arreda desta auto ilusão nem mesmo quando encontra tão somente o seu próprio erro, mostrando-se então a caricatura do realista de carteirinha, daquele que quer nos mostrar “a vida como ela é”.
    Não contente em atacar a concepção realista com seus personagens e metáforas, Machado de Assis a combateu explícita e frontalmente em vários textos críticos.
    Na dura crítica que fez a “O primo Basílio”, romance de Eça de Queiroz, o escritor brasileiro afirmou categoricamente: "voltemos os olhos para a realidade, mas excluamos o realismo; assim não sacrificarem os a verdade estética” . Machado ordenou a exclusão do realismo do campo da arte para não sacrificar a verdade estética, isto é, aquela verdade que não esconde do leitor que inventa realidades de papel.
    No ensaio “A Nova Geração”, Machado de Assis afirmou, de maneira mais categórica ainda: “a realidade é boa, o realismo é que não presta para nada”. Creio que ele não podia ser mais claro. Segundo o autor, o realismo “não presta para nada” porque sobrepõe à vida um ideal com o qual a vida mesma não concorda.
    O realismo quer dobrar a vida à sua perspectiva, mas com isso termina por recusá-la e não por afirmá-la. O realismo quer descrever a vida como ela é, mas faz apenas uma “reprodução fotográfica e servil das cousas mínimas e ignóbeis” para as tratar com uma “exação de inventário”, ou seja, para as dispor em gavetas uniformes como se cada acontecimento se reduzisse à dimensão de todos os outros.
    Por isso, Machado não perde a chance de reduzir o realismo a uma ironia divertida: “porque a nova poética é isto e só chegará à perfeição no dia em que nos disser o número exato dos fios de que se compõe um lenço de cambraia ou um esfregão de cozinha”.
    Mas por que, se o próprio Machado de Assis reduziu o realismo a pó de traque, há tantos que ainda insistem em considerá-lo realista?


Gustavo Bernardo

(Disponível em: http://www.revista.vestibular.uerj.br/coluna/ coluna.php?seq_coluna=16)

A pergunta formulada no título do texto se baseia no seguinte aspecto, entre outros, da escrita de Machado de Assis:
Alternativas
Q1173260 Pedagogia
Os Parâmetros Curriculares Nacionais são uma referência nacional para o ensino fundamental e constituem o primeiro nível de concretização curricular. Por sua natureza aberta e flexível, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q1173259 Pedagogia
De acordo com o Artigo 14 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei n° 9394/96, os sistemas de ensino definirão as normas de gestão democrática do ensino público na educação básica de acordo com as suas peculiaridades e conforme dois princípios. O Inciso I trata da participação:
Alternativas
Q1173254 Português
Texto I
    A água é um recurso natural de valor econômico, estratégico e social, além de ser essencial para a existência e bem-estar humano e para a manutenção dos ecossistemas do planeta. Apesar de, aparentemente, a Terra dispor de enorme quantidade de recursos hídricos, a distribuição da água no planeta é desigual.
    Segundo a Agência Nacional de Águas (ANA), estima-se que 97,5% da água existente no mundo é salgada e não é adequada ao nosso consumo direto, nem mesmo para irrigação. Dos 2,5% de água doce, a m aior parte é de difícil acesso, pois está concentrada nas geleiras (69%) e armazenada em aquíferos (30%). Somente 1 % encontra-se nos rios e lagos. Deste último, apenas uma pequena parte está disponível para consumo humano. Mais da metade dos rios do mundo estão poluídos, fato que está associado ao assoreamento e à diminuição de seu volume efetivo.
    Nos países industrializados, a perda de água é causada por sistemas obsoletos de distribuição. Já nos países em desenvolvimento, o problema é a falta de esgotos e de água encanada. Além disso, mais de 80% das águas residuais são despejadas nos rios, lagos e oceanos sem tratamento adequado. Este fato leva à degradação destes ecossistemas, agravando ainda mais a crise hídrica.
    Estatísticas da Organização das Nações Unidas (ONU) revelam que aproximadamente 2,1 bilhões de pessoas não têm acesso a água tratada e cerca de 2,4 bilhões carecem de instalações sanitárias adequadas. A falta de água potável causa a morte de 1,7 milhão de crianças por ano, a partir de doenças como cólera, disenteria e malária.
    A solução para esses problemas envolve várias ações, desde a modernização da legislação até a conscientização de todos os setores da sociedade quanto ao uso e consumo consciente deste recurso.

Rosa Dias
(Disponível em https://revistabioika.org)
A única palavra que NÃO é acentuada pelo mesmo motivo de “econômico” é:
Alternativas
Q1173253 Português
Texto I
    A água é um recurso natural de valor econômico, estratégico e social, além de ser essencial para a existência e bem-estar humano e para a manutenção dos ecossistemas do planeta. Apesar de, aparentemente, a Terra dispor de enorme quantidade de recursos hídricos, a distribuição da água no planeta é desigual.
    Segundo a Agência Nacional de Águas (ANA), estima-se que 97,5% da água existente no mundo é salgada e não é adequada ao nosso consumo direto, nem mesmo para irrigação. Dos 2,5% de água doce, a m aior parte é de difícil acesso, pois está concentrada nas geleiras (69%) e armazenada em aquíferos (30%). Somente 1 % encontra-se nos rios e lagos. Deste último, apenas uma pequena parte está disponível para consumo humano. Mais da metade dos rios do mundo estão poluídos, fato que está associado ao assoreamento e à diminuição de seu volume efetivo.
    Nos países industrializados, a perda de água é causada por sistemas obsoletos de distribuição. Já nos países em desenvolvimento, o problema é a falta de esgotos e de água encanada. Além disso, mais de 80% das águas residuais são despejadas nos rios, lagos e oceanos sem tratamento adequado. Este fato leva à degradação destes ecossistemas, agravando ainda mais a crise hídrica.
    Estatísticas da Organização das Nações Unidas (ONU) revelam que aproximadamente 2,1 bilhões de pessoas não têm acesso a água tratada e cerca de 2,4 bilhões carecem de instalações sanitárias adequadas. A falta de água potável causa a morte de 1,7 milhão de crianças por ano, a partir de doenças como cólera, disenteria e malária.
    A solução para esses problemas envolve várias ações, desde a modernização da legislação até a conscientização de todos os setores da sociedade quanto ao uso e consumo consciente deste recurso.

Rosa Dias
(Disponível em https://revistabioika.org)
No trecho “A solução para esses problemas envolve várias ações”, a expressão “várias ações” encontra-se adequadamente substituída por um pronome em:
Alternativas
Q1173252 Português
Texto I
    A água é um recurso natural de valor econômico, estratégico e social, além de ser essencial para a existência e bem-estar humano e para a manutenção dos ecossistemas do planeta. Apesar de, aparentemente, a Terra dispor de enorme quantidade de recursos hídricos, a distribuição da água no planeta é desigual.
    Segundo a Agência Nacional de Águas (ANA), estima-se que 97,5% da água existente no mundo é salgada e não é adequada ao nosso consumo direto, nem mesmo para irrigação. Dos 2,5% de água doce, a m aior parte é de difícil acesso, pois está concentrada nas geleiras (69%) e armazenada em aquíferos (30%). Somente 1 % encontra-se nos rios e lagos. Deste último, apenas uma pequena parte está disponível para consumo humano. Mais da metade dos rios do mundo estão poluídos, fato que está associado ao assoreamento e à diminuição de seu volume efetivo.
    Nos países industrializados, a perda de água é causada por sistemas obsoletos de distribuição. Já nos países em desenvolvimento, o problema é a falta de esgotos e de água encanada. Além disso, mais de 80% das águas residuais são despejadas nos rios, lagos e oceanos sem tratamento adequado. Este fato leva à degradação destes ecossistemas, agravando ainda mais a crise hídrica.
    Estatísticas da Organização das Nações Unidas (ONU) revelam que aproximadamente 2,1 bilhões de pessoas não têm acesso a água tratada e cerca de 2,4 bilhões carecem de instalações sanitárias adequadas. A falta de água potável causa a morte de 1,7 milhão de crianças por ano, a partir de doenças como cólera, disenteria e malária.
    A solução para esses problemas envolve várias ações, desde a modernização da legislação até a conscientização de todos os setores da sociedade quanto ao uso e consumo consciente deste recurso.

Rosa Dias
(Disponível em https://revistabioika.org)
“ Este fato leva à degradação destes ecossistemas, agravando ainda mais a crise hídrica" (3º parágrafo). No trecho, a expressão destacada assume o valor de: 
Alternativas
Q1173251 Português
Texto I
    A água é um recurso natural de valor econômico, estratégico e social, além de ser essencial para a existência e bem-estar humano e para a manutenção dos ecossistemas do planeta. Apesar de, aparentemente, a Terra dispor de enorme quantidade de recursos hídricos, a distribuição da água no planeta é desigual.
    Segundo a Agência Nacional de Águas (ANA), estima-se que 97,5% da água existente no mundo é salgada e não é adequada ao nosso consumo direto, nem mesmo para irrigação. Dos 2,5% de água doce, a m aior parte é de difícil acesso, pois está concentrada nas geleiras (69%) e armazenada em aquíferos (30%). Somente 1 % encontra-se nos rios e lagos. Deste último, apenas uma pequena parte está disponível para consumo humano. Mais da metade dos rios do mundo estão poluídos, fato que está associado ao assoreamento e à diminuição de seu volume efetivo.
    Nos países industrializados, a perda de água é causada por sistemas obsoletos de distribuição. Já nos países em desenvolvimento, o problema é a falta de esgotos e de água encanada. Além disso, mais de 80% das águas residuais são despejadas nos rios, lagos e oceanos sem tratamento adequado. Este fato leva à degradação destes ecossistemas, agravando ainda mais a crise hídrica.
    Estatísticas da Organização das Nações Unidas (ONU) revelam que aproximadamente 2,1 bilhões de pessoas não têm acesso a água tratada e cerca de 2,4 bilhões carecem de instalações sanitárias adequadas. A falta de água potável causa a morte de 1,7 milhão de crianças por ano, a partir de doenças como cólera, disenteria e malária.
    A solução para esses problemas envolve várias ações, desde a modernização da legislação até a conscientização de todos os setores da sociedade quanto ao uso e consumo consciente deste recurso.

Rosa Dias
(Disponível em https://revistabioika.org)
Em “Apesar de, aparentemente, a Terra dispor de enorm e quantidade de recursos hídricos, a distribuição da água no planeta é desigual” (1° parágrafo), o conectivo “apesar de” pode ser substituído, fazendo-se as alterações necessárias e mantendo o sentido original da frase, por:
Alternativas
Q1173250 Português
Texto I
    A água é um recurso natural de valor econômico, estratégico e social, além de ser essencial para a existência e bem-estar humano e para a manutenção dos ecossistemas do planeta. Apesar de, aparentemente, a Terra dispor de enorme quantidade de recursos hídricos, a distribuição da água no planeta é desigual.
    Segundo a Agência Nacional de Águas (ANA), estima-se que 97,5% da água existente no mundo é salgada e não é adequada ao nosso consumo direto, nem mesmo para irrigação. Dos 2,5% de água doce, a m aior parte é de difícil acesso, pois está concentrada nas geleiras (69%) e armazenada em aquíferos (30%). Somente 1 % encontra-se nos rios e lagos. Deste último, apenas uma pequena parte está disponível para consumo humano. Mais da metade dos rios do mundo estão poluídos, fato que está associado ao assoreamento e à diminuição de seu volume efetivo.
    Nos países industrializados, a perda de água é causada por sistemas obsoletos de distribuição. Já nos países em desenvolvimento, o problema é a falta de esgotos e de água encanada. Além disso, mais de 80% das águas residuais são despejadas nos rios, lagos e oceanos sem tratamento adequado. Este fato leva à degradação destes ecossistemas, agravando ainda mais a crise hídrica.
    Estatísticas da Organização das Nações Unidas (ONU) revelam que aproximadamente 2,1 bilhões de pessoas não têm acesso a água tratada e cerca de 2,4 bilhões carecem de instalações sanitárias adequadas. A falta de água potável causa a morte de 1,7 milhão de crianças por ano, a partir de doenças como cólera, disenteria e malária.
    A solução para esses problemas envolve várias ações, desde a modernização da legislação até a conscientização de todos os setores da sociedade quanto ao uso e consumo consciente deste recurso.

Rosa Dias
(Disponível em https://revistabioika.org)
A sequência de percentuais apresentada tem a função argumentativa de:
Alternativas
Q1173249 Português
Texto I
    A água é um recurso natural de valor econômico, estratégico e social, além de ser essencial para a existência e bem-estar humano e para a manutenção dos ecossistemas do planeta. Apesar de, aparentemente, a Terra dispor de enorme quantidade de recursos hídricos, a distribuição da água no planeta é desigual.
    Segundo a Agência Nacional de Águas (ANA), estima-se que 97,5% da água existente no mundo é salgada e não é adequada ao nosso consumo direto, nem mesmo para irrigação. Dos 2,5% de água doce, a m aior parte é de difícil acesso, pois está concentrada nas geleiras (69%) e armazenada em aquíferos (30%). Somente 1 % encontra-se nos rios e lagos. Deste último, apenas uma pequena parte está disponível para consumo humano. Mais da metade dos rios do mundo estão poluídos, fato que está associado ao assoreamento e à diminuição de seu volume efetivo.
    Nos países industrializados, a perda de água é causada por sistemas obsoletos de distribuição. Já nos países em desenvolvimento, o problema é a falta de esgotos e de água encanada. Além disso, mais de 80% das águas residuais são despejadas nos rios, lagos e oceanos sem tratamento adequado. Este fato leva à degradação destes ecossistemas, agravando ainda mais a crise hídrica.
    Estatísticas da Organização das Nações Unidas (ONU) revelam que aproximadamente 2,1 bilhões de pessoas não têm acesso a água tratada e cerca de 2,4 bilhões carecem de instalações sanitárias adequadas. A falta de água potável causa a morte de 1,7 milhão de crianças por ano, a partir de doenças como cólera, disenteria e malária.
    A solução para esses problemas envolve várias ações, desde a modernização da legislação até a conscientização de todos os setores da sociedade quanto ao uso e consumo consciente deste recurso.

Rosa Dias
(Disponível em https://revistabioika.org)
No primeiro parágrafo, a ideia central em torno da água é construída pela relação entre:
Alternativas
Respostas
17881: E
17882: B
17883: C
17884: A
17885: C
17886: D
17887: A
17888: C
17889: B
17890: A
17891: B
17892: C
17893: D
17894: B
17895: C
17896: D
17897: D
17898: C
17899: A
17900: D