Questões de Concurso
Comentadas para professor - língua portuguesa
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A utilização do acento agudo nas vogais das palavras da língua portuguesa é determinada não apenas pela posição da sílaba tônica, mas também pela interação dinâmica entre os padrões prosódicos e os fenômenos de harmonização vocálica, refletindo a complexidade intrínseca da estrutura silábica e das distinções fonéticas do idioma.
Os advérbios, em sua totalidade, mantêm invariabilidade em relação ao gênero e número, demonstrando uma uniformidade morfológica que transcende as nuances sintáticas e semânticas das construções linguísticas.
Dentro de análises gramaticais mais detalhadas, as palavras categoremáticas, incluindo pronomes e numerais, são classificadas com base em um sentido categorial linguístico específico, que determina sua função na estruturação da frase e sua relação contextual, evidenciando sua dependência intrínseca em relação ao discurso.
A relação entre os tempos verbais em português é estritamente determinística, de modo que cada tempo verbal tem uma interpretação fixa e imutável em qualquer contexto linguístico.
A formação de palavras compostas por hífen em português segue padrões específicos, especialmente nos casos de composição por prefixos e substantivos, contribuindo para a clareza e precisão na escrita.
Em contextos linguísticos mais formais e elaborados, especialmente no uso do modo subjuntivo, a próclise é uma regra fixa e obrigatória, superando qualquer exigência de ênclise.
O significado lexical das palavras representa um sentido pré-existente à própria palavra, alinhando-se a referentes do mundo extralinguístico, transcendendo a mera expressão verbal e conectando-se à realidade externa à linguagem.
As frases exclamativas não são marcadas pela entonação expressiva ou intencional. Geralmente apresentam declarações afirmativas ou negativas e são finalizadas com o ponto final (.). Exemplo: Amanhã não poderei levantar.
As dissertações representam um ideal de imparcialidade absoluta, desprovidas de qualquer vestígio de influência subjetiva ou interpretação pessoal, apresentando fatos e informações de maneira estritamente direta e objetiva.
As dissertações representam um tipo de texto, caracterizado pela abordagem analítica e argumentativa, que busca interpretar de maneira profunda e fundamentada um tema específico, refletindo um compromisso com a objetividade e a consistência argumentativa.
Todos os nomes derivados de adjetivos devem ser escritos com a letra "z" na língua portuguesa. Como "certeza", "beleza", "riqueza", "nobreza".
Sinônimos são palavras ou expressões que compartilham significados semânticos semelhantes ou idênticos, embora possam diferir em termos de registro, conotação ou contexto linguístico. Por exemplo, "rápido" e "veloz" são sinônimos que denotam alta velocidade, mas podem ser preferidos em diferentes contextos, como na linguagem formal versus informal.
A Lei n° 13.005/14, que institui o Plano Nacional de Educação (PNE), estabelece diretrizes e metas para o desenvolvimento da educação no Brasil até o ano de 2024, abrangendo aspectos como a universalização do acesso à educação básica, a melhoria da qualidade do ensino, a valorização dos profissionais da educação e a promoção da equidade educacional.
Na complexa tessitura da estrutura linguística do idioma português, há uma prescrição normativa que estabelece como mandatório que todas as unidades comunicativas, sob a designação de frases, sejam iniciadas por uma letra em caixa alta e concluídas com um ponto, representando uma convenção tipográfica fundamental para a organização formal do discurso escrito.
Atenção! Leia o texto para responder à próxima questão.
Com um estilo calculadamente racional e enxuto de subjetividade, João Cabral de Melo Neto (1920-1999) nunca pretendeu desnudar a própria vida em seus poemas.
Nascido em Recife, nos braços de uma família pertencente à elite açucareira, repleta de bacharéis e advogados, João Cabral passou a infância nas paisagens de engenhos das cidades de São Lourenço da Mata e Moreno. Antes de se entregar à poesia, sonhou com o futebol profissional e foi um craque juvenil. No final da adolescência, frequentou a vida intelectual do Recife e depois partiu para o Rio de Janeiro, onde conheceu Carlos Drummond de Andrade, que se tornaria seu grande amigo e referência. Foi lá também que publicou o primeiro livro, A pedra do sono, em 1942.
Sem interesse em ocupar posições tradicionais das elites, tais como as proporcionadas pelo curso de Direito da prestigiosa Faculdade do Recife, não frequenta nenhuma universidade. Após breve passagem pelo Departamento Administrativo do Serviço Público (Dasp), passa a integrar o quadro de diplomatas brasileiros, a partir de 1946, um ano depois de publicar O engenheiro. Faz assim da diplomacia sua carreira, com estabilidade para se dedicar à poesia e possibilidade de conhecer outras culturas.
PRADO, Luiz. Biografia entrelaça vida e obra de João Cabral de Melo Neto. Disponível em: https://jornal.usp.br/. Acesso em 21 jul. 2024. Adaptado.
Atenção! Leia o texto para responder à próxima questão.
Com um estilo calculadamente racional e enxuto de subjetividade, João Cabral de Melo Neto (1920-1999) nunca pretendeu desnudar a própria vida em seus poemas.
Nascido em Recife, nos braços de uma família pertencente à elite açucareira, repleta de bacharéis e advogados, João Cabral passou a infância nas paisagens de engenhos das cidades de São Lourenço da Mata e Moreno. Antes de se entregar à poesia, sonhou com o futebol profissional e foi um craque juvenil. No final da adolescência, frequentou a vida intelectual do Recife e depois partiu para o Rio de Janeiro, onde conheceu Carlos Drummond de Andrade, que se tornaria seu grande amigo e referência. Foi lá também que publicou o primeiro livro, A pedra do sono, em 1942.
Sem interesse em ocupar posições tradicionais das elites, tais como as proporcionadas pelo curso de Direito da prestigiosa Faculdade do Recife, não frequenta nenhuma universidade. Após breve passagem pelo Departamento Administrativo do Serviço Público (Dasp), passa a integrar o quadro de diplomatas brasileiros, a partir de 1946, um ano depois de publicar O engenheiro. Faz assim da diplomacia sua carreira, com estabilidade para se dedicar à poesia e possibilidade de conhecer outras culturas.
PRADO, Luiz. Biografia entrelaça vida e obra de João Cabral de Melo Neto. Disponível em: https://jornal.usp.br/. Acesso em 21 jul. 2024. Adaptado.
( ) Há coesão por elipse em “Sem interesse em ocupar posições tradicionais das elites, tais como as proporcionadas pelo curso de Direito”.
( ) Há coesão pelo emprego de palavras do mesmo campo semântico , como “açucareira” e “engenho”; “futebol” e “craque”.
( ) Há coesão sequencial por meio de operadores lógicos que estabelecem relações de conclusão em “Após breve passagem pelo Departamento” e “Faz assim da diplomacia sua carreira”.
As afirmativas são, respectivamente,
Atenção! Leia a crônica para responder à próxima questão.
Outra coisa que não parece ser entendida pelos outros é quando me chamam de intelectual e eu digo que não sou. De novo, não se trata de modéstia e sim de uma realidade que nem de longe me fere. Ser intelectual é usar sobretudo a inteligência, o que eu não faço: uso é a intuição, o instinto. Ser intelectual é também ter cultura, e eu sou tão má leitora que, agora já sem pudor, digo que não tenho mesmo cultura. Nem sequer li as obras importantes da humanidade. Além do que leio pouco: só li muito, e li avidamente o que me caísse nas mãos, entre os treze e os quinze anos de idade. Depois passei a ler esporadicamente, sem ter a orientação de ninguém. Isto sem confessar que – dessa vez digo-o com alguma vergonha – durante anos eu só lia romance policial. Hoje em dia, apesar de ter muitas vezes preguiça de escrever, chego de vez em quando a ter mais preguiça de ler do que de escrever.
Literata também não sou porque não tornei o fato de escrever livros “uma profissão”, nem uma “carreira”. Escrevi-os só quando espontaneamente me vieram, e só quando eu realmente quis.
O que sou então? Sou uma pessoa que tem um coração que por vezes percebe, sou uma pessoa que pretendeu pôr em palavras um mundo ininteligível e um mundo impalpável. Sobretudo uma pessoa cujo coração bate de alegria levíssima quando consegue em uma frase dizer alguma coisa sobre a vida humana ou animal.
LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999. Adaptado.
Atenção! Leia a crônica para responder à próxima questão.
Outra coisa que não parece ser entendida pelos outros é quando me chamam de intelectual e eu digo que não sou. De novo, não se trata de modéstia e sim de uma realidade que nem de longe me fere. Ser intelectual é usar sobretudo a inteligência, o que eu não faço: uso é a intuição, o instinto. Ser intelectual é também ter cultura, e eu sou tão má leitora que, agora já sem pudor, digo que não tenho mesmo cultura. Nem sequer li as obras importantes da humanidade. Além do que leio pouco: só li muito, e li avidamente o que me caísse nas mãos, entre os treze e os quinze anos de idade. Depois passei a ler esporadicamente, sem ter a orientação de ninguém. Isto sem confessar que – dessa vez digo-o com alguma vergonha – durante anos eu só lia romance policial. Hoje em dia, apesar de ter muitas vezes preguiça de escrever, chego de vez em quando a ter mais preguiça de ler do que de escrever.
Literata também não sou porque não tornei o fato de escrever livros “uma profissão”, nem uma “carreira”. Escrevi-os só quando espontaneamente me vieram, e só quando eu realmente quis.
O que sou então? Sou uma pessoa que tem um coração que por vezes percebe, sou uma pessoa que pretendeu pôr em palavras um mundo ininteligível e um mundo impalpável. Sobretudo uma pessoa cujo coração bate de alegria levíssima quando consegue em uma frase dizer alguma coisa sobre a vida humana ou animal.
LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999. Adaptado.
Atenção! Leia a crônica para responder à próxima questão.
Outra coisa que não parece ser entendida pelos outros é quando me chamam de intelectual e eu digo que não sou. De novo, não se trata de modéstia e sim de uma realidade que nem de longe me fere. Ser intelectual é usar sobretudo a inteligência, o que eu não faço: uso é a intuição, o instinto. Ser intelectual é também ter cultura, e eu sou tão má leitora que, agora já sem pudor, digo que não tenho mesmo cultura. Nem sequer li as obras importantes da humanidade. Além do que leio pouco: só li muito, e li avidamente o que me caísse nas mãos, entre os treze e os quinze anos de idade. Depois passei a ler esporadicamente, sem ter a orientação de ninguém. Isto sem confessar que – dessa vez digo-o com alguma vergonha – durante anos eu só lia romance policial. Hoje em dia, apesar de ter muitas vezes preguiça de escrever, chego de vez em quando a ter mais preguiça de ler do que de escrever.
Literata também não sou porque não tornei o fato de escrever livros “uma profissão”, nem uma “carreira”. Escrevi-os só quando espontaneamente me vieram, e só quando eu realmente quis.
O que sou então? Sou uma pessoa que tem um coração que por vezes percebe, sou uma pessoa que pretendeu pôr em palavras um mundo ininteligível e um mundo impalpável. Sobretudo uma pessoa cujo coração bate de alegria levíssima quando consegue em uma frase dizer alguma coisa sobre a vida humana ou animal.
LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999. Adaptado.
1. científico – exército – revólver
2. heroína – ânimo – jornalístico.
3. pôr – Paraná – jacaré
Em relação às regras de acentuação gráfica, é correto afirmar que,