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A respeito da definição apresentada no excerto, ela se refere a:
Primeira coluna: regras
1.Emprega-se o hífen nas palavras compostas por justaposição que não contêm formas de ligação e cujos elementos, de natureza nominal, adjetival, numeral ou verbal, constituem uma unidade sintagmática e semântica e mantêm acento próprio.
2.Emprega-se o hífen para ligar duas ou mais palavras que ocasionalmente se combinam, formando não propriamente vocábulos, mas encadeamentos vocabulares.
3.Emprega-se o hífen nas palavras compostas que designam espécies botânicas e zoológicas (com ou sem formas de ligação).
Segunda coluna: exemplos
(__)Rio-Niterói; teoria-prática; ensino-aprendizagem.
(__)bem-me-quer; abóbora-menina; erva-doce; cobra-d´água.
(__)anos-luz; afro-asiático; segunda-feira; conta-gotas; amor-perfeito.
Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas:
Leia o texto a seguir:


Analise as sentenças a seguir, tendo como referência a leitura da tirinha:
I.O sentido não está no texto, ele é construído a partir da interação autor-texto-leitor. Essa interação acontece tanto pela materialidade linguística, e no caso da tirinha, também pelo texto não verbal, apresentados pelo autor, quanto pelos conhecimentos prévios que o leitor mobiliza.
II.No processo de construção dos sentidos em um texto, o autor pode lançar mão de diversos recursos, entre eles as figuras de linguagem, construindo sentidos distintos do literal. Na tirinha, há uma metáfora e uma personificação, respectivamente nos 2º e 7º quadrinhos.
III.Na tirinha, Armandinho deixa explícito que não pode sujar o uniforme nas poças de lama. Na sequência de quadros, o leitor é convocado, como parte do processo de construção de sentidos, a identificar um pressuposto a partir das falas dos personagens: está implícito no texto que criança não resiste a uma poça de lama. Esse pressuposto é estabelecido ou posto pela construção linguística "Eu não consegui".
É correto o que se afirma em:
Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna no excerto:
I.A leitura e a escuta precisam considerar as dimensões social e verbal dos gêneros do discurso, contemplando questões contextuais, em sentido mais amplo, tanto quanto aspectos referentes à materialidade textual, uma vez que a atenção do sujeito leitor para os recursos linguísticos empregados pelo autor do texto é fundamental na ampliação das vivências com o ato de ler. Isso reflete um movimento de autoria nos processos de compreensão.
II.Na produção textual, vinculada tanto à oralidade quanto à escrita, deve-se criar condições para que os sujeitos revelem aquilo que têm a dizer, a partir da sua realidade, projetando a relação entre o local e o global e possibilitando que assumam a posição de autores de seus próprios textos; são oportunidades, entre outras, de "dar voz", de os alunos assumirem posições, de ampliarem a atuação social, tendo em vista que isso potencializa uma inserção mais efetiva deles na diversidade de espaços sociais em que as práticas de linguagem têm papel central.
III.Tanto na compreensão quanto na produção, a oralidade deve ocupar um lugar secundário, ainda que seja uma prática que contribua efetivamente para a inserção dos estudantes nas diferentes interações sociais. Isso se deve ao fato de que, no ambiente escolar, há "diferentes vozes", mas nem todos os estudantes estão aptos ou confortáveis a se expor oralmente, produzindo textos de gêneros típicos da oralidade. Forçá-los não favorece sua constituição como sujeitos da cidadania.
É correto o que se afirma em:
Partindo desse pressuposto e relacionando-o ao processo ensino-aprendizagem de Língua Portuguesa, analise as sentenças a seguir e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__)Não há como dissociar as manifestações linguísticas dos seus contextos de uso, da cultura de cada comunidade de falantes, pois os usos da língua se vinculam diretamente à identidade de um povo. Nessa perspectiva, em se tratando do ensino de línguas, é importante marcar o alinhamento ao plurilinguismo e à heterogeneidade linguística, pois no Brasil coexistem línguas indígenas, de imigração, de fronteira, de sinais, crioulas e afro-brasileiras, além do português e de suas variedades.
(__)Ao se considerar as línguas faladas, ao lado do português, pelas diferentes comunidades como um bem e um patrimônio cultural imaterial do próprio estado, muitas vezes, de pouco prestígio e estigmatizadas na sociedade em geral, torna-se crucial promover uma educação (pluri)linguística que valorize o conhecimento das línguas que compartilham esse mesmo território, acolhendo a todos na escola.
(__)Parte-se de uma ancoragem teórica e epistemológica que toma a interação social como central, compreendendo como papel da educação criar condições para a ampliação do repertório cultural e para um percurso formativo que possibilite aos(às) estudantes a compreensão crítica de si, do outro e do mundo, por meio dos usos da língua.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
É um documento fundamental das instituições de ensino. Serve como plano global, coletivo e participativo que orienta a prática educativa da escola. Sistematiza as ações pedagógicas, sociais e administrativas, definindo a identidade, as diretrizes e as metas da escola para garantir a qualidade do processo educativo e formar cidadãos críticos e atuantes na sociedade. Deve ser construído com a participação da comunidade escolar e é um instrumento dinâmico, que se aperfeiçoa ao longo do tempo. Esse documento é o(a):
Avaliação contínua durante o processo de ensino aprendizagem que visa a monitorar o progresso dos alunos, identificar lacunas no aprendizado e fornecer feedback para aprimoramento constante. Esse é conceito de avaliação:
Dinte do estado do mundo não surpreende que tantas
pessoas acompanhem, ansiosas, o trajeto de um meteorito, o 3I/
Atlas, e rezem para que seja uma nave alienígena.
Para essas pessoas, entre as quais se incluem alguns
cientistas desesperados, o meteorito representa a derradeira
esperança da Humanidade. Os extraterrestres viriam salvar-nos
de nós mesmos — da nossa crueldade, da nossa ganância e da
nossa incompetência. Teriam o coração generoso de Mahatma
Gandhi, o talento pacifi cador de Nelson Mandela e a inteligência
bem-humorada de Chimamanda Adichie. Viriam em missão
diplomática e pedagógica, trazer-nos a paz, e, ao mesmo tempo,
explicar-nos como se administra um planeta.
Durante séculos, erguemos os olhos para os céus em busca
de deuses. Agora procuramos engenheiros. Mudou o vocabulário,
não a fé. A teologia foi substituída pela astrobiologia. Já não
esperamos o Messias — aguardamos o bom marciano.
Os massacres se multiplicam, as democracias ameaçam
entrar em colapso, os glaciares derretem, o clima enlouquece.
Diante desse cenário, a Humanidade, incapaz de arrumar a
própria casa, começa a sonhar com um síndico intergaláctico. Que
venha alguém de fora, mais sensato, mais lúcido, menos violento,
que nos diga com voz doce e levemente metálica: “Queridos
terráqueos, isto assim não pode continuar. Vamos tentar fazer
diferente?”
Quanto a mim, acho que morreria de vergonha no momento
em que o nosso bom alienígena descesse da sua nave para
apertar a mão a Donald Trump, a Vladimir Putin ou a Xi Jinping.
Talvez existam, de fato, civilizações alienígenas conscientes
da nossa existência. Suspeito que olharão para nós com imensa
piedade — ou, pior, com profundo terror.
Acredito que uma civilização só consiga alcançar um estado
de desenvolvimento tecnológico muito avançado se tiver sido
capaz, antes, de abandonar a violência e a crueldade.
Civilizações violentas tendem a servir-se do conhecimento
para produzir armas cada vez mais letais, desgastando-se em
guerras absurdas, muito antes de aprenderem a navegar entre as
estrelas. É o que está acontecendo com a nossa.
O mais provável é que o 3I/Atlas não passe de uma grande
pedra vagando sem destino — como nós. No íntimo, porém,
também eu gostaria que fosse uma nave espacial. Imagino-a
pousando suavemente no discoporto de Barra do Garças, na
Serra Azul, em Mato Grosso. Dela desceriam seres luminosos,
dotados de infi nita paciência, que, com um simples estalar de
dedos, transformariam em água todas as armas existentes no
planeta. [...]
Não virá ninguém. Nenhum gigante alado atravessará
as nuvens para nos ensinar boas maneiras cósmicas.
Continuaremos assassinando crianças, incendiando fl orestas,
discutindo em casa e no trânsito. A nave que aguardamos somos
nós: enguiçada, ruidosa, movida a contradições. Cada pequeno
gesto de solidariedade para com os mais frágeis representa um
conserto improvisado no casco. Cada sorriso sincero, um reparo
na fuselagem.
Chegaremos algum dia a navegar entre as estrelas?
Sempre que assisto ao noticiário, duvido. Depois escuto a
gargalhada da minha fi lha e volto a acreditar.
Fonte: https://oglobo.globo.com/cultura/jose-eduardo-agualusa/coluna/2025/11/
esperando-os-aliens.ghtml. Acesso em 01/11/2025
Dinte do estado do mundo não surpreende que tantas
pessoas acompanhem, ansiosas, o trajeto de um meteorito, o 3I/
Atlas, e rezem para que seja uma nave alienígena.
Para essas pessoas, entre as quais se incluem alguns
cientistas desesperados, o meteorito representa a derradeira
esperança da Humanidade. Os extraterrestres viriam salvar-nos
de nós mesmos — da nossa crueldade, da nossa ganância e da
nossa incompetência. Teriam o coração generoso de Mahatma
Gandhi, o talento pacifi cador de Nelson Mandela e a inteligência
bem-humorada de Chimamanda Adichie. Viriam em missão
diplomática e pedagógica, trazer-nos a paz, e, ao mesmo tempo,
explicar-nos como se administra um planeta.
Durante séculos, erguemos os olhos para os céus em busca
de deuses. Agora procuramos engenheiros. Mudou o vocabulário,
não a fé. A teologia foi substituída pela astrobiologia. Já não
esperamos o Messias — aguardamos o bom marciano.
Os massacres se multiplicam, as democracias ameaçam
entrar em colapso, os glaciares derretem, o clima enlouquece.
Diante desse cenário, a Humanidade, incapaz de arrumar a
própria casa, começa a sonhar com um síndico intergaláctico. Que
venha alguém de fora, mais sensato, mais lúcido, menos violento,
que nos diga com voz doce e levemente metálica: “Queridos
terráqueos, isto assim não pode continuar. Vamos tentar fazer
diferente?”
Quanto a mim, acho que morreria de vergonha no momento
em que o nosso bom alienígena descesse da sua nave para
apertar a mão a Donald Trump, a Vladimir Putin ou a Xi Jinping.
Talvez existam, de fato, civilizações alienígenas conscientes
da nossa existência. Suspeito que olharão para nós com imensa
piedade — ou, pior, com profundo terror.
Acredito que uma civilização só consiga alcançar um estado
de desenvolvimento tecnológico muito avançado se tiver sido
capaz, antes, de abandonar a violência e a crueldade.
Civilizações violentas tendem a servir-se do conhecimento
para produzir armas cada vez mais letais, desgastando-se em
guerras absurdas, muito antes de aprenderem a navegar entre as
estrelas. É o que está acontecendo com a nossa.
O mais provável é que o 3I/Atlas não passe de uma grande
pedra vagando sem destino — como nós. No íntimo, porém,
também eu gostaria que fosse uma nave espacial. Imagino-a
pousando suavemente no discoporto de Barra do Garças, na
Serra Azul, em Mato Grosso. Dela desceriam seres luminosos,
dotados de infi nita paciência, que, com um simples estalar de
dedos, transformariam em água todas as armas existentes no
planeta. [...]
Não virá ninguém. Nenhum gigante alado atravessará
as nuvens para nos ensinar boas maneiras cósmicas.
Continuaremos assassinando crianças, incendiando fl orestas,
discutindo em casa e no trânsito. A nave que aguardamos somos
nós: enguiçada, ruidosa, movida a contradições. Cada pequeno
gesto de solidariedade para com os mais frágeis representa um
conserto improvisado no casco. Cada sorriso sincero, um reparo
na fuselagem.
Chegaremos algum dia a navegar entre as estrelas?
Sempre que assisto ao noticiário, duvido. Depois escuto a
gargalhada da minha fi lha e volto a acreditar.
Fonte: https://oglobo.globo.com/cultura/jose-eduardo-agualusa/coluna/2025/11/
esperando-os-aliens.ghtml. Acesso em 01/11/2025
Dinte do estado do mundo não surpreende que tantas
pessoas acompanhem, ansiosas, o trajeto de um meteorito, o 3I/
Atlas, e rezem para que seja uma nave alienígena.
Para essas pessoas, entre as quais se incluem alguns
cientistas desesperados, o meteorito representa a derradeira
esperança da Humanidade. Os extraterrestres viriam salvar-nos
de nós mesmos — da nossa crueldade, da nossa ganância e da
nossa incompetência. Teriam o coração generoso de Mahatma
Gandhi, o talento pacifi cador de Nelson Mandela e a inteligência
bem-humorada de Chimamanda Adichie. Viriam em missão
diplomática e pedagógica, trazer-nos a paz, e, ao mesmo tempo,
explicar-nos como se administra um planeta.
Durante séculos, erguemos os olhos para os céus em busca
de deuses. Agora procuramos engenheiros. Mudou o vocabulário,
não a fé. A teologia foi substituída pela astrobiologia. Já não
esperamos o Messias — aguardamos o bom marciano.
Os massacres se multiplicam, as democracias ameaçam
entrar em colapso, os glaciares derretem, o clima enlouquece.
Diante desse cenário, a Humanidade, incapaz de arrumar a
própria casa, começa a sonhar com um síndico intergaláctico. Que
venha alguém de fora, mais sensato, mais lúcido, menos violento,
que nos diga com voz doce e levemente metálica: “Queridos
terráqueos, isto assim não pode continuar. Vamos tentar fazer
diferente?”
Quanto a mim, acho que morreria de vergonha no momento
em que o nosso bom alienígena descesse da sua nave para
apertar a mão a Donald Trump, a Vladimir Putin ou a Xi Jinping.
Talvez existam, de fato, civilizações alienígenas conscientes
da nossa existência. Suspeito que olharão para nós com imensa
piedade — ou, pior, com profundo terror.
Acredito que uma civilização só consiga alcançar um estado
de desenvolvimento tecnológico muito avançado se tiver sido
capaz, antes, de abandonar a violência e a crueldade.
Civilizações violentas tendem a servir-se do conhecimento
para produzir armas cada vez mais letais, desgastando-se em
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dotados de infi nita paciência, que, com um simples estalar de
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Não virá ninguém. Nenhum gigante alado atravessará
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pessoas acompanhem, ansiosas, o trajeto de um meteorito, o 3I/
Atlas, e rezem para que seja uma nave alienígena.
Para essas pessoas, entre as quais se incluem alguns
cientistas desesperados, o meteorito representa a derradeira
esperança da Humanidade. Os extraterrestres viriam salvar-nos
de nós mesmos — da nossa crueldade, da nossa ganância e da
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Durante séculos, erguemos os olhos para os céus em busca
de deuses. Agora procuramos engenheiros. Mudou o vocabulário,
não a fé. A teologia foi substituída pela astrobiologia. Já não
esperamos o Messias — aguardamos o bom marciano.
Os massacres se multiplicam, as democracias ameaçam
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Diante desse cenário, a Humanidade, incapaz de arrumar a
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Quanto a mim, acho que morreria de vergonha no momento
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Acredito que uma civilização só consiga alcançar um estado
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capaz, antes, de abandonar a violência e a crueldade.
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esperando-os-aliens.ghtml. Acesso em 01/11/2025
Dinte do estado do mundo não surpreende que tantas
pessoas acompanhem, ansiosas, o trajeto de um meteorito, o 3I/
Atlas, e rezem para que seja uma nave alienígena.
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cientistas desesperados, o meteorito representa a derradeira
esperança da Humanidade. Os extraterrestres viriam salvar-nos
de nós mesmos — da nossa crueldade, da nossa ganância e da
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bem-humorada de Chimamanda Adichie. Viriam em missão
diplomática e pedagógica, trazer-nos a paz, e, ao mesmo tempo,
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Durante séculos, erguemos os olhos para os céus em busca
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não a fé. A teologia foi substituída pela astrobiologia. Já não
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Diante desse cenário, a Humanidade, incapaz de arrumar a
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venha alguém de fora, mais sensato, mais lúcido, menos violento,
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terráqueos, isto assim não pode continuar. Vamos tentar fazer
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Quanto a mim, acho que morreria de vergonha no momento
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Acredito que uma civilização só consiga alcançar um estado
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capaz, antes, de abandonar a violência e a crueldade.
Civilizações violentas tendem a servir-se do conhecimento
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Serra Azul, em Mato Grosso. Dela desceriam seres luminosos,
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Não virá ninguém. Nenhum gigante alado atravessará
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Continuaremos assassinando crianças, incendiando fl orestas,
discutindo em casa e no trânsito. A nave que aguardamos somos
nós: enguiçada, ruidosa, movida a contradições. Cada pequeno
gesto de solidariedade para com os mais frágeis representa um
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Chegaremos algum dia a navegar entre as estrelas?
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esperando-os-aliens.ghtml. Acesso em 01/11/2025
Dinte do estado do mundo não surpreende que tantas
pessoas acompanhem, ansiosas, o trajeto de um meteorito, o 3I/
Atlas, e rezem para que seja uma nave alienígena.
Para essas pessoas, entre as quais se incluem alguns
cientistas desesperados, o meteorito representa a derradeira
esperança da Humanidade. Os extraterrestres viriam salvar-nos
de nós mesmos — da nossa crueldade, da nossa ganância e da
nossa incompetência. Teriam o coração generoso de Mahatma
Gandhi, o talento pacifi cador de Nelson Mandela e a inteligência
bem-humorada de Chimamanda Adichie. Viriam em missão
diplomática e pedagógica, trazer-nos a paz, e, ao mesmo tempo,
explicar-nos como se administra um planeta.
Durante séculos, erguemos os olhos para os céus em busca
de deuses. Agora procuramos engenheiros. Mudou o vocabulário,
não a fé. A teologia foi substituída pela astrobiologia. Já não
esperamos o Messias — aguardamos o bom marciano.
Os massacres se multiplicam, as democracias ameaçam
entrar em colapso, os glaciares derretem, o clima enlouquece.
Diante desse cenário, a Humanidade, incapaz de arrumar a
própria casa, começa a sonhar com um síndico intergaláctico. Que
venha alguém de fora, mais sensato, mais lúcido, menos violento,
que nos diga com voz doce e levemente metálica: “Queridos
terráqueos, isto assim não pode continuar. Vamos tentar fazer
diferente?”
Quanto a mim, acho que morreria de vergonha no momento
em que o nosso bom alienígena descesse da sua nave para
apertar a mão a Donald Trump, a Vladimir Putin ou a Xi Jinping.
Talvez existam, de fato, civilizações alienígenas conscientes
da nossa existência. Suspeito que olharão para nós com imensa
piedade — ou, pior, com profundo terror.
Acredito que uma civilização só consiga alcançar um estado
de desenvolvimento tecnológico muito avançado se tiver sido
capaz, antes, de abandonar a violência e a crueldade.
Civilizações violentas tendem a servir-se do conhecimento
para produzir armas cada vez mais letais, desgastando-se em
guerras absurdas, muito antes de aprenderem a navegar entre as
estrelas. É o que está acontecendo com a nossa.
O mais provável é que o 3I/Atlas não passe de uma grande
pedra vagando sem destino — como nós. No íntimo, porém,
também eu gostaria que fosse uma nave espacial. Imagino-a
pousando suavemente no discoporto de Barra do Garças, na
Serra Azul, em Mato Grosso. Dela desceriam seres luminosos,
dotados de infi nita paciência, que, com um simples estalar de
dedos, transformariam em água todas as armas existentes no
planeta. [...]
Não virá ninguém. Nenhum gigante alado atravessará
as nuvens para nos ensinar boas maneiras cósmicas.
Continuaremos assassinando crianças, incendiando fl orestas,
discutindo em casa e no trânsito. A nave que aguardamos somos
nós: enguiçada, ruidosa, movida a contradições. Cada pequeno
gesto de solidariedade para com os mais frágeis representa um
conserto improvisado no casco. Cada sorriso sincero, um reparo
na fuselagem.
Chegaremos algum dia a navegar entre as estrelas?
Sempre que assisto ao noticiário, duvido. Depois escuto a
gargalhada da minha fi lha e volto a acreditar.
Fonte: https://oglobo.globo.com/cultura/jose-eduardo-agualusa/coluna/2025/11/
esperando-os-aliens.ghtml. Acesso em 01/11/2025
“Diante do estado do mundo não surpreende que tantas pessoas acompanhem, ansiosas, o trajeto de um meteorito, o 3I/Atlas, e rezem para que seja uma nave alienígena” (1º parágrafo). Nesse trecho, em seu contexto de uso, o verbo em destaque está flexionado no:
Dinte do estado do mundo não surpreende que tantas
pessoas acompanhem, ansiosas, o trajeto de um meteorito, o 3I/
Atlas, e rezem para que seja uma nave alienígena.
Para essas pessoas, entre as quais se incluem alguns
cientistas desesperados, o meteorito representa a derradeira
esperança da Humanidade. Os extraterrestres viriam salvar-nos
de nós mesmos — da nossa crueldade, da nossa ganância e da
nossa incompetência. Teriam o coração generoso de Mahatma
Gandhi, o talento pacifi cador de Nelson Mandela e a inteligência
bem-humorada de Chimamanda Adichie. Viriam em missão
diplomática e pedagógica, trazer-nos a paz, e, ao mesmo tempo,
explicar-nos como se administra um planeta.
Durante séculos, erguemos os olhos para os céus em busca
de deuses. Agora procuramos engenheiros. Mudou o vocabulário,
não a fé. A teologia foi substituída pela astrobiologia. Já não
esperamos o Messias — aguardamos o bom marciano.
Os massacres se multiplicam, as democracias ameaçam
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Diante desse cenário, a Humanidade, incapaz de arrumar a
própria casa, começa a sonhar com um síndico intergaláctico. Que
venha alguém de fora, mais sensato, mais lúcido, menos violento,
que nos diga com voz doce e levemente metálica: “Queridos
terráqueos, isto assim não pode continuar. Vamos tentar fazer
diferente?”
Quanto a mim, acho que morreria de vergonha no momento
em que o nosso bom alienígena descesse da sua nave para
apertar a mão a Donald Trump, a Vladimir Putin ou a Xi Jinping.
Talvez existam, de fato, civilizações alienígenas conscientes
da nossa existência. Suspeito que olharão para nós com imensa
piedade — ou, pior, com profundo terror.
Acredito que uma civilização só consiga alcançar um estado
de desenvolvimento tecnológico muito avançado se tiver sido
capaz, antes, de abandonar a violência e a crueldade.
Civilizações violentas tendem a servir-se do conhecimento
para produzir armas cada vez mais letais, desgastando-se em
guerras absurdas, muito antes de aprenderem a navegar entre as
estrelas. É o que está acontecendo com a nossa.
O mais provável é que o 3I/Atlas não passe de uma grande
pedra vagando sem destino — como nós. No íntimo, porém,
também eu gostaria que fosse uma nave espacial. Imagino-a
pousando suavemente no discoporto de Barra do Garças, na
Serra Azul, em Mato Grosso. Dela desceriam seres luminosos,
dotados de infi nita paciência, que, com um simples estalar de
dedos, transformariam em água todas as armas existentes no
planeta. [...]
Não virá ninguém. Nenhum gigante alado atravessará
as nuvens para nos ensinar boas maneiras cósmicas.
Continuaremos assassinando crianças, incendiando fl orestas,
discutindo em casa e no trânsito. A nave que aguardamos somos
nós: enguiçada, ruidosa, movida a contradições. Cada pequeno
gesto de solidariedade para com os mais frágeis representa um
conserto improvisado no casco. Cada sorriso sincero, um reparo
na fuselagem.
Chegaremos algum dia a navegar entre as estrelas?
Sempre que assisto ao noticiário, duvido. Depois escuto a
gargalhada da minha fi lha e volto a acreditar.
Fonte: https://oglobo.globo.com/cultura/jose-eduardo-agualusa/coluna/2025/11/
esperando-os-aliens.ghtml. Acesso em 01/11/2025
Dinte do estado do mundo não surpreende que tantas
pessoas acompanhem, ansiosas, o trajeto de um meteorito, o 3I/
Atlas, e rezem para que seja uma nave alienígena.
Para essas pessoas, entre as quais se incluem alguns
cientistas desesperados, o meteorito representa a derradeira
esperança da Humanidade. Os extraterrestres viriam salvar-nos
de nós mesmos — da nossa crueldade, da nossa ganância e da
nossa incompetência. Teriam o coração generoso de Mahatma
Gandhi, o talento pacifi cador de Nelson Mandela e a inteligência
bem-humorada de Chimamanda Adichie. Viriam em missão
diplomática e pedagógica, trazer-nos a paz, e, ao mesmo tempo,
explicar-nos como se administra um planeta.
Durante séculos, erguemos os olhos para os céus em busca
de deuses. Agora procuramos engenheiros. Mudou o vocabulário,
não a fé. A teologia foi substituída pela astrobiologia. Já não
esperamos o Messias — aguardamos o bom marciano.
Os massacres se multiplicam, as democracias ameaçam
entrar em colapso, os glaciares derretem, o clima enlouquece.
Diante desse cenário, a Humanidade, incapaz de arrumar a
própria casa, começa a sonhar com um síndico intergaláctico. Que
venha alguém de fora, mais sensato, mais lúcido, menos violento,
que nos diga com voz doce e levemente metálica: “Queridos
terráqueos, isto assim não pode continuar. Vamos tentar fazer
diferente?”
Quanto a mim, acho que morreria de vergonha no momento
em que o nosso bom alienígena descesse da sua nave para
apertar a mão a Donald Trump, a Vladimir Putin ou a Xi Jinping.
Talvez existam, de fato, civilizações alienígenas conscientes
da nossa existência. Suspeito que olharão para nós com imensa
piedade — ou, pior, com profundo terror.
Acredito que uma civilização só consiga alcançar um estado
de desenvolvimento tecnológico muito avançado se tiver sido
capaz, antes, de abandonar a violência e a crueldade.
Civilizações violentas tendem a servir-se do conhecimento
para produzir armas cada vez mais letais, desgastando-se em
guerras absurdas, muito antes de aprenderem a navegar entre as
estrelas. É o que está acontecendo com a nossa.
O mais provável é que o 3I/Atlas não passe de uma grande
pedra vagando sem destino — como nós. No íntimo, porém,
também eu gostaria que fosse uma nave espacial. Imagino-a
pousando suavemente no discoporto de Barra do Garças, na
Serra Azul, em Mato Grosso. Dela desceriam seres luminosos,
dotados de infi nita paciência, que, com um simples estalar de
dedos, transformariam em água todas as armas existentes no
planeta. [...]
Não virá ninguém. Nenhum gigante alado atravessará
as nuvens para nos ensinar boas maneiras cósmicas.
Continuaremos assassinando crianças, incendiando fl orestas,
discutindo em casa e no trânsito. A nave que aguardamos somos
nós: enguiçada, ruidosa, movida a contradições. Cada pequeno
gesto de solidariedade para com os mais frágeis representa um
conserto improvisado no casco. Cada sorriso sincero, um reparo
na fuselagem.
Chegaremos algum dia a navegar entre as estrelas?
Sempre que assisto ao noticiário, duvido. Depois escuto a
gargalhada da minha fi lha e volto a acreditar.
Fonte: https://oglobo.globo.com/cultura/jose-eduardo-agualusa/coluna/2025/11/
esperando-os-aliens.ghtml. Acesso em 01/11/2025
Dinte do estado do mundo não surpreende que tantas
pessoas acompanhem, ansiosas, o trajeto de um meteorito, o 3I/
Atlas, e rezem para que seja uma nave alienígena.
Para essas pessoas, entre as quais se incluem alguns
cientistas desesperados, o meteorito representa a derradeira
esperança da Humanidade. Os extraterrestres viriam salvar-nos
de nós mesmos — da nossa crueldade, da nossa ganância e da
nossa incompetência. Teriam o coração generoso de Mahatma
Gandhi, o talento pacifi cador de Nelson Mandela e a inteligência
bem-humorada de Chimamanda Adichie. Viriam em missão
diplomática e pedagógica, trazer-nos a paz, e, ao mesmo tempo,
explicar-nos como se administra um planeta.
Durante séculos, erguemos os olhos para os céus em busca
de deuses. Agora procuramos engenheiros. Mudou o vocabulário,
não a fé. A teologia foi substituída pela astrobiologia. Já não
esperamos o Messias — aguardamos o bom marciano.
Os massacres se multiplicam, as democracias ameaçam
entrar em colapso, os glaciares derretem, o clima enlouquece.
Diante desse cenário, a Humanidade, incapaz de arrumar a
própria casa, começa a sonhar com um síndico intergaláctico. Que
venha alguém de fora, mais sensato, mais lúcido, menos violento,
que nos diga com voz doce e levemente metálica: “Queridos
terráqueos, isto assim não pode continuar. Vamos tentar fazer
diferente?”
Quanto a mim, acho que morreria de vergonha no momento
em que o nosso bom alienígena descesse da sua nave para
apertar a mão a Donald Trump, a Vladimir Putin ou a Xi Jinping.
Talvez existam, de fato, civilizações alienígenas conscientes
da nossa existência. Suspeito que olharão para nós com imensa
piedade — ou, pior, com profundo terror.
Acredito que uma civilização só consiga alcançar um estado
de desenvolvimento tecnológico muito avançado se tiver sido
capaz, antes, de abandonar a violência e a crueldade.
Civilizações violentas tendem a servir-se do conhecimento
para produzir armas cada vez mais letais, desgastando-se em
guerras absurdas, muito antes de aprenderem a navegar entre as
estrelas. É o que está acontecendo com a nossa.
O mais provável é que o 3I/Atlas não passe de uma grande
pedra vagando sem destino — como nós. No íntimo, porém,
também eu gostaria que fosse uma nave espacial. Imagino-a
pousando suavemente no discoporto de Barra do Garças, na
Serra Azul, em Mato Grosso. Dela desceriam seres luminosos,
dotados de infi nita paciência, que, com um simples estalar de
dedos, transformariam em água todas as armas existentes no
planeta. [...]
Não virá ninguém. Nenhum gigante alado atravessará
as nuvens para nos ensinar boas maneiras cósmicas.
Continuaremos assassinando crianças, incendiando fl orestas,
discutindo em casa e no trânsito. A nave que aguardamos somos
nós: enguiçada, ruidosa, movida a contradições. Cada pequeno
gesto de solidariedade para com os mais frágeis representa um
conserto improvisado no casco. Cada sorriso sincero, um reparo
na fuselagem.
Chegaremos algum dia a navegar entre as estrelas?
Sempre que assisto ao noticiário, duvido. Depois escuto a
gargalhada da minha fi lha e volto a acreditar.
Fonte: https://oglobo.globo.com/cultura/jose-eduardo-agualusa/coluna/2025/11/
esperando-os-aliens.ghtml. Acesso em 01/11/2025