Questões de Concurso Comentadas para professor - inglês

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Q2549572 Noções de Informática
No Word 2016 (Pt-Br), qual é o método mais eficiente para criar um formulário interativo com caixas de seleção e campos de preenchimento?
Alternativas
Q2549570 Português

Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão.


Tretas da vida

"Que maravilha de serenata, cara! É a primeira vez que ganho uma!"

Carlos Starling | 12/12/2023


    Certa vez, arranquei a cabeça do dedão do pé. Chutei o chão descalço. A tentativa de encobrir o goleiro me custou metade daquele que um dia soube que se chamava “hálux”.

    Durante semanas, essa foi a treta que atormentou minha vida. Até hoje, quando calço sapatos de bico fino, me vem à memória aquele chute ________[MAL/MAU] dado.

    Passou a dor, ficou a sequela.

    No princípio da adolescência, me apaixonei por uma moça linda e serelepe. Olhos de jabuticaba e puxadinhos! Lindos.

    Deu certo! Quase certo! A convite da candidata a sogra, fui passar uns dias na casa dela em Bambuí! Fiquei confortavelmente alocado no quarto da moça. Ela, obviamente, foi dormir no quarto das irmãs.

    Naquela época, vigorava a dura lei do “comeu, casou”.

    Na primeira noite, após uma sessão quente de namoro, quando ainda pegava no sono, uma música do outro lado da janela me acordou! Uma serenata do ex dela!

    Para mim?! Não, para ela, claro! O pior é que o cara tocava e cantava bem. Tava bonito! 

    Quando ele cantou, ‘abre a janela meu amor’, eu não resisti! Pisquei a luz! Ele empolgou e cantou mais afinado ainda. Foi quando eu abri a janela. Que maravilha de serenata, cara! É a primeira vez que ganho uma! Desse jeito eu me apaixono!! Pude perceber a decepção dele e a gargalhada dos amigos que bateram em retirada.

    O meu namoro com a moça terminou por ali! Acho que ela percebeu que tinha gente mais apaixonada do que eu. Eu também! No dia seguinte, passei a mão na minha mochila e fui para a estrada pegar carona e voltar para Ibiá. A estrada cura tudo, até amor ________[MAL/MAU] resolvido.

    Tretas da vida! Vida sem tretas não é vida.

    Hoje, após vários anos, escrevo esse texto durante um voo turbulento entre São Paulo e BH. Turbulência de céu claro. Balança, mas não cai! Espero.

    Após vários anos, muitas tretas, amores perdidos e achados, ainda não descobri os atalhos dessa estrada. Continuo pegando carona na vida que passa a jato e que o tempo nos presenteia.

    O dedão continua doendo com sapatos finos. A moça de olhos puxadinhos, eu nunca mais encontrei. Mas não me esqueço daquela serenata.



STARLING, Carlos. Tretas da vida. Estado de Minas, 12 de dezembro de 2023. Colunistas. Disponível em: https://www.em.com.br/colunistas/carlos-starling/2024/01/6791228-as-maos.html. Acesso em: 23 jan. 2024. Adaptado.

No nono parágrafo do texto, foram grifadas duas orações iniciadas pelo conectivo QUE. Assinale a alternativa que apresenta a classificação sintática correta dessas orações.
Alternativas
Q2549569 Português

Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão.


Tretas da vida

"Que maravilha de serenata, cara! É a primeira vez que ganho uma!"

Carlos Starling | 12/12/2023


    Certa vez, arranquei a cabeça do dedão do pé. Chutei o chão descalço. A tentativa de encobrir o goleiro me custou metade daquele que um dia soube que se chamava “hálux”.

    Durante semanas, essa foi a treta que atormentou minha vida. Até hoje, quando calço sapatos de bico fino, me vem à memória aquele chute ________[MAL/MAU] dado.

    Passou a dor, ficou a sequela.

    No princípio da adolescência, me apaixonei por uma moça linda e serelepe. Olhos de jabuticaba e puxadinhos! Lindos.

    Deu certo! Quase certo! A convite da candidata a sogra, fui passar uns dias na casa dela em Bambuí! Fiquei confortavelmente alocado no quarto da moça. Ela, obviamente, foi dormir no quarto das irmãs.

    Naquela época, vigorava a dura lei do “comeu, casou”.

    Na primeira noite, após uma sessão quente de namoro, quando ainda pegava no sono, uma música do outro lado da janela me acordou! Uma serenata do ex dela!

    Para mim?! Não, para ela, claro! O pior é que o cara tocava e cantava bem. Tava bonito! 

    Quando ele cantou, ‘abre a janela meu amor’, eu não resisti! Pisquei a luz! Ele empolgou e cantou mais afinado ainda. Foi quando eu abri a janela. Que maravilha de serenata, cara! É a primeira vez que ganho uma! Desse jeito eu me apaixono!! Pude perceber a decepção dele e a gargalhada dos amigos que bateram em retirada.

    O meu namoro com a moça terminou por ali! Acho que ela percebeu que tinha gente mais apaixonada do que eu. Eu também! No dia seguinte, passei a mão na minha mochila e fui para a estrada pegar carona e voltar para Ibiá. A estrada cura tudo, até amor ________[MAL/MAU] resolvido.

    Tretas da vida! Vida sem tretas não é vida.

    Hoje, após vários anos, escrevo esse texto durante um voo turbulento entre São Paulo e BH. Turbulência de céu claro. Balança, mas não cai! Espero.

    Após vários anos, muitas tretas, amores perdidos e achados, ainda não descobri os atalhos dessa estrada. Continuo pegando carona na vida que passa a jato e que o tempo nos presenteia.

    O dedão continua doendo com sapatos finos. A moça de olhos puxadinhos, eu nunca mais encontrei. Mas não me esqueço daquela serenata.



STARLING, Carlos. Tretas da vida. Estado de Minas, 12 de dezembro de 2023. Colunistas. Disponível em: https://www.em.com.br/colunistas/carlos-starling/2024/01/6791228-as-maos.html. Acesso em: 23 jan. 2024. Adaptado.

A qual classe de palavras pertencem as duas vogais “A” em destaque no quinto parágrafo da crônica?
Alternativas
Q2549566 Português

Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão.


Tretas da vida

"Que maravilha de serenata, cara! É a primeira vez que ganho uma!"

Carlos Starling | 12/12/2023


    Certa vez, arranquei a cabeça do dedão do pé. Chutei o chão descalço. A tentativa de encobrir o goleiro me custou metade daquele que um dia soube que se chamava “hálux”.

    Durante semanas, essa foi a treta que atormentou minha vida. Até hoje, quando calço sapatos de bico fino, me vem à memória aquele chute ________[MAL/MAU] dado.

    Passou a dor, ficou a sequela.

    No princípio da adolescência, me apaixonei por uma moça linda e serelepe. Olhos de jabuticaba e puxadinhos! Lindos.

    Deu certo! Quase certo! A convite da candidata a sogra, fui passar uns dias na casa dela em Bambuí! Fiquei confortavelmente alocado no quarto da moça. Ela, obviamente, foi dormir no quarto das irmãs.

    Naquela época, vigorava a dura lei do “comeu, casou”.

    Na primeira noite, após uma sessão quente de namoro, quando ainda pegava no sono, uma música do outro lado da janela me acordou! Uma serenata do ex dela!

    Para mim?! Não, para ela, claro! O pior é que o cara tocava e cantava bem. Tava bonito! 

    Quando ele cantou, ‘abre a janela meu amor’, eu não resisti! Pisquei a luz! Ele empolgou e cantou mais afinado ainda. Foi quando eu abri a janela. Que maravilha de serenata, cara! É a primeira vez que ganho uma! Desse jeito eu me apaixono!! Pude perceber a decepção dele e a gargalhada dos amigos que bateram em retirada.

    O meu namoro com a moça terminou por ali! Acho que ela percebeu que tinha gente mais apaixonada do que eu. Eu também! No dia seguinte, passei a mão na minha mochila e fui para a estrada pegar carona e voltar para Ibiá. A estrada cura tudo, até amor ________[MAL/MAU] resolvido.

    Tretas da vida! Vida sem tretas não é vida.

    Hoje, após vários anos, escrevo esse texto durante um voo turbulento entre São Paulo e BH. Turbulência de céu claro. Balança, mas não cai! Espero.

    Após vários anos, muitas tretas, amores perdidos e achados, ainda não descobri os atalhos dessa estrada. Continuo pegando carona na vida que passa a jato e que o tempo nos presenteia.

    O dedão continua doendo com sapatos finos. A moça de olhos puxadinhos, eu nunca mais encontrei. Mas não me esqueço daquela serenata.



STARLING, Carlos. Tretas da vida. Estado de Minas, 12 de dezembro de 2023. Colunistas. Disponível em: https://www.em.com.br/colunistas/carlos-starling/2024/01/6791228-as-maos.html. Acesso em: 23 jan. 2024. Adaptado.

Levando-se em consideração as informações do texto, o que o autor da crônica entende por “treta”?
Alternativas
Q2549565 Português

Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão.


As mãos

O mundo é mais fácil com ternura

Carlos Starling | 23/01/2024


    Hoje ganhei de uma paciente um creme para as mãos. Junto havia um bilhetinho de agradecimento pelo sucesso obtido através de tratamento de uma situação complexa contra a qual lutava há mais de quatro anos.

    O bilhete escrito em papel minúsculo e o simbolismo do creme para as mãos foram emocionantes.

    Comecemos pela escrita com caneta esferográfica azul em espaço reduzido. Palavras de carinho com letras miúdas expressam gratidão do fundo da alma. Coisa de alguém que sofreu e não perdeu a esperança. Amor atomizado.

    O creme é a expressão máxima de ternura para com as mãos ressecadas pelo álcool, que lhe deram alívio. Simboliza o fim da aspereza com que a vida lhe tratará até o controle de sua tormenta infecciosa. Felicidade compartilhava comigo. O meu ‘eu médico’, com 42 anos de trabalho, se sentiu acolhido e realizado.

    O cuidado dela com as minhas mãos expressava a consciência máxima do respeito ao profissional que a atendera.

    Ao longo de todos esses anos, já recebi presentes e carinho de inúmeros pacientes.

    Durante o internato rural, em Jequitaí, Norte de Minas, um pescador, percebendo a minha total inabilidade para aquela atividade beira-rio, me presenteou com um belíssimo dourado. Mais tarde, celebrando o “meu” feito e contando estória de pescador, tomamos uma no bar da esquina. Ele confirmou a minha versão dos fatos.

    Dias depois, fiz o parto de sua mulher. Nasceu uma linda menina, que hoje já deve ser mãe, e ele avô! Milagre dos peixes?! Claro que sim!

    Vida que flui com carinho, como as águas do Jequitaí para o São Francisco e deste para o mar.

    Outro presente inesquecível foi um cordeiro inteiro deixado dentro de uma megacaixa de isopor na portaria do hospital. O meu susto e do porteiro ao abrirmos a caixa foi enorme. Pensamos se tratar de um corpo. Era um corpo. Corpo de cordeiro, que pelo tamanho não havia geladeira que coubesse. Fui socorrido pelo superchefe Ivo Faria, que transformou o problema em prazerosa solução.

    Na madrugada do meu dia de São Sebastião, ganhei um presente às avessas. A fiação do prédio onde fica o nosso centro de pesquisas foi furtada. Furto frequente em BH, que compromete a vida de muita gente.

    No nosso caso, comprometeu um estoque de vacinas contra Covid-19, que estamos pesquisando em parceria com o CT-Vacinas da UFMG. Consequência grave, que atrasa todo esforço para nos tornarmos independentes na produção de vacinas. Ainda deve estar fresco na memória de todos o sufoco que passamos há cerca de três anos, quando os países produtores de vacinas reservaram os seus estoques para as suas próprias populações.

    A pandemia de Covid-19 nos deu a oportunidade de enxergar um outro conceito de segurança nacional. Muito além de armas para proteger nossas fronteiras e território, precisamos de gente capacitada para fazer ciência e desenvolver insumos que protejam nossa população. [...]

    As mãos que furtam fios nas madrugadas de BH certamente são estômagos vazios de uma complexa rede criminosa promovida pela desigualdade social. Coisa que só nossas mãos podem resolver.

    Presentes às avessas também me emocionam. Flechas de São Sebastião.



STARLING, Carlos. As mãos. Estado de Minas, 23 de janeiro de 2024. Colunistas. Disponível em: https://www.em.com.br/colunistas/carlosstarling/2023/12/6668841-tretas-da-vida.html. Acesso em: 23 jan. 2024. Adaptado.

Quais são, respectivamente, os núcleos do sujeito da oração que compõe o segundo parágrafo do texto?
Alternativas
Q2549564 Português

Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão.


As mãos

O mundo é mais fácil com ternura

Carlos Starling | 23/01/2024


    Hoje ganhei de uma paciente um creme para as mãos. Junto havia um bilhetinho de agradecimento pelo sucesso obtido através de tratamento de uma situação complexa contra a qual lutava há mais de quatro anos.

    O bilhete escrito em papel minúsculo e o simbolismo do creme para as mãos foram emocionantes.

    Comecemos pela escrita com caneta esferográfica azul em espaço reduzido. Palavras de carinho com letras miúdas expressam gratidão do fundo da alma. Coisa de alguém que sofreu e não perdeu a esperança. Amor atomizado.

    O creme é a expressão máxima de ternura para com as mãos ressecadas pelo álcool, que lhe deram alívio. Simboliza o fim da aspereza com que a vida lhe tratará até o controle de sua tormenta infecciosa. Felicidade compartilhava comigo. O meu ‘eu médico’, com 42 anos de trabalho, se sentiu acolhido e realizado.

    O cuidado dela com as minhas mãos expressava a consciência máxima do respeito ao profissional que a atendera.

    Ao longo de todos esses anos, já recebi presentes e carinho de inúmeros pacientes.

    Durante o internato rural, em Jequitaí, Norte de Minas, um pescador, percebendo a minha total inabilidade para aquela atividade beira-rio, me presenteou com um belíssimo dourado. Mais tarde, celebrando o “meu” feito e contando estória de pescador, tomamos uma no bar da esquina. Ele confirmou a minha versão dos fatos.

    Dias depois, fiz o parto de sua mulher. Nasceu uma linda menina, que hoje já deve ser mãe, e ele avô! Milagre dos peixes?! Claro que sim!

    Vida que flui com carinho, como as águas do Jequitaí para o São Francisco e deste para o mar.

    Outro presente inesquecível foi um cordeiro inteiro deixado dentro de uma megacaixa de isopor na portaria do hospital. O meu susto e do porteiro ao abrirmos a caixa foi enorme. Pensamos se tratar de um corpo. Era um corpo. Corpo de cordeiro, que pelo tamanho não havia geladeira que coubesse. Fui socorrido pelo superchefe Ivo Faria, que transformou o problema em prazerosa solução.

    Na madrugada do meu dia de São Sebastião, ganhei um presente às avessas. A fiação do prédio onde fica o nosso centro de pesquisas foi furtada. Furto frequente em BH, que compromete a vida de muita gente.

    No nosso caso, comprometeu um estoque de vacinas contra Covid-19, que estamos pesquisando em parceria com o CT-Vacinas da UFMG. Consequência grave, que atrasa todo esforço para nos tornarmos independentes na produção de vacinas. Ainda deve estar fresco na memória de todos o sufoco que passamos há cerca de três anos, quando os países produtores de vacinas reservaram os seus estoques para as suas próprias populações.

    A pandemia de Covid-19 nos deu a oportunidade de enxergar um outro conceito de segurança nacional. Muito além de armas para proteger nossas fronteiras e território, precisamos de gente capacitada para fazer ciência e desenvolver insumos que protejam nossa população. [...]

    As mãos que furtam fios nas madrugadas de BH certamente são estômagos vazios de uma complexa rede criminosa promovida pela desigualdade social. Coisa que só nossas mãos podem resolver.

    Presentes às avessas também me emocionam. Flechas de São Sebastião.



STARLING, Carlos. As mãos. Estado de Minas, 23 de janeiro de 2024. Colunistas. Disponível em: https://www.em.com.br/colunistas/carlosstarling/2023/12/6668841-tretas-da-vida.html. Acesso em: 23 jan. 2024. Adaptado.

A quais classes de palavras, respectivamente, as palavras sublinhadas na porção central da crônica pertencem, tendo em vista seus empregos no enunciado?
Alternativas
Q2549563 Português

Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão.


As mãos

O mundo é mais fácil com ternura

Carlos Starling | 23/01/2024


    Hoje ganhei de uma paciente um creme para as mãos. Junto havia um bilhetinho de agradecimento pelo sucesso obtido através de tratamento de uma situação complexa contra a qual lutava há mais de quatro anos.

    O bilhete escrito em papel minúsculo e o simbolismo do creme para as mãos foram emocionantes.

    Comecemos pela escrita com caneta esferográfica azul em espaço reduzido. Palavras de carinho com letras miúdas expressam gratidão do fundo da alma. Coisa de alguém que sofreu e não perdeu a esperança. Amor atomizado.

    O creme é a expressão máxima de ternura para com as mãos ressecadas pelo álcool, que lhe deram alívio. Simboliza o fim da aspereza com que a vida lhe tratará até o controle de sua tormenta infecciosa. Felicidade compartilhava comigo. O meu ‘eu médico’, com 42 anos de trabalho, se sentiu acolhido e realizado.

    O cuidado dela com as minhas mãos expressava a consciência máxima do respeito ao profissional que a atendera.

    Ao longo de todos esses anos, já recebi presentes e carinho de inúmeros pacientes.

    Durante o internato rural, em Jequitaí, Norte de Minas, um pescador, percebendo a minha total inabilidade para aquela atividade beira-rio, me presenteou com um belíssimo dourado. Mais tarde, celebrando o “meu” feito e contando estória de pescador, tomamos uma no bar da esquina. Ele confirmou a minha versão dos fatos.

    Dias depois, fiz o parto de sua mulher. Nasceu uma linda menina, que hoje já deve ser mãe, e ele avô! Milagre dos peixes?! Claro que sim!

    Vida que flui com carinho, como as águas do Jequitaí para o São Francisco e deste para o mar.

    Outro presente inesquecível foi um cordeiro inteiro deixado dentro de uma megacaixa de isopor na portaria do hospital. O meu susto e do porteiro ao abrirmos a caixa foi enorme. Pensamos se tratar de um corpo. Era um corpo. Corpo de cordeiro, que pelo tamanho não havia geladeira que coubesse. Fui socorrido pelo superchefe Ivo Faria, que transformou o problema em prazerosa solução.

    Na madrugada do meu dia de São Sebastião, ganhei um presente às avessas. A fiação do prédio onde fica o nosso centro de pesquisas foi furtada. Furto frequente em BH, que compromete a vida de muita gente.

    No nosso caso, comprometeu um estoque de vacinas contra Covid-19, que estamos pesquisando em parceria com o CT-Vacinas da UFMG. Consequência grave, que atrasa todo esforço para nos tornarmos independentes na produção de vacinas. Ainda deve estar fresco na memória de todos o sufoco que passamos há cerca de três anos, quando os países produtores de vacinas reservaram os seus estoques para as suas próprias populações.

    A pandemia de Covid-19 nos deu a oportunidade de enxergar um outro conceito de segurança nacional. Muito além de armas para proteger nossas fronteiras e território, precisamos de gente capacitada para fazer ciência e desenvolver insumos que protejam nossa população. [...]

    As mãos que furtam fios nas madrugadas de BH certamente são estômagos vazios de uma complexa rede criminosa promovida pela desigualdade social. Coisa que só nossas mãos podem resolver.

    Presentes às avessas também me emocionam. Flechas de São Sebastião.



STARLING, Carlos. As mãos. Estado de Minas, 23 de janeiro de 2024. Colunistas. Disponível em: https://www.em.com.br/colunistas/carlosstarling/2023/12/6668841-tretas-da-vida.html. Acesso em: 23 jan. 2024. Adaptado.

Qual é a figura de linguagem que se manifesta nas duas expressões destacadas no penúltimo parágrafo do texto?
Alternativas
Q2549562 Português

Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão.


As mãos

O mundo é mais fácil com ternura

Carlos Starling | 23/01/2024


    Hoje ganhei de uma paciente um creme para as mãos. Junto havia um bilhetinho de agradecimento pelo sucesso obtido através de tratamento de uma situação complexa contra a qual lutava há mais de quatro anos.

    O bilhete escrito em papel minúsculo e o simbolismo do creme para as mãos foram emocionantes.

    Comecemos pela escrita com caneta esferográfica azul em espaço reduzido. Palavras de carinho com letras miúdas expressam gratidão do fundo da alma. Coisa de alguém que sofreu e não perdeu a esperança. Amor atomizado.

    O creme é a expressão máxima de ternura para com as mãos ressecadas pelo álcool, que lhe deram alívio. Simboliza o fim da aspereza com que a vida lhe tratará até o controle de sua tormenta infecciosa. Felicidade compartilhava comigo. O meu ‘eu médico’, com 42 anos de trabalho, se sentiu acolhido e realizado.

    O cuidado dela com as minhas mãos expressava a consciência máxima do respeito ao profissional que a atendera.

    Ao longo de todos esses anos, já recebi presentes e carinho de inúmeros pacientes.

    Durante o internato rural, em Jequitaí, Norte de Minas, um pescador, percebendo a minha total inabilidade para aquela atividade beira-rio, me presenteou com um belíssimo dourado. Mais tarde, celebrando o “meu” feito e contando estória de pescador, tomamos uma no bar da esquina. Ele confirmou a minha versão dos fatos.

    Dias depois, fiz o parto de sua mulher. Nasceu uma linda menina, que hoje já deve ser mãe, e ele avô! Milagre dos peixes?! Claro que sim!

    Vida que flui com carinho, como as águas do Jequitaí para o São Francisco e deste para o mar.

    Outro presente inesquecível foi um cordeiro inteiro deixado dentro de uma megacaixa de isopor na portaria do hospital. O meu susto e do porteiro ao abrirmos a caixa foi enorme. Pensamos se tratar de um corpo. Era um corpo. Corpo de cordeiro, que pelo tamanho não havia geladeira que coubesse. Fui socorrido pelo superchefe Ivo Faria, que transformou o problema em prazerosa solução.

    Na madrugada do meu dia de São Sebastião, ganhei um presente às avessas. A fiação do prédio onde fica o nosso centro de pesquisas foi furtada. Furto frequente em BH, que compromete a vida de muita gente.

    No nosso caso, comprometeu um estoque de vacinas contra Covid-19, que estamos pesquisando em parceria com o CT-Vacinas da UFMG. Consequência grave, que atrasa todo esforço para nos tornarmos independentes na produção de vacinas. Ainda deve estar fresco na memória de todos o sufoco que passamos há cerca de três anos, quando os países produtores de vacinas reservaram os seus estoques para as suas próprias populações.

    A pandemia de Covid-19 nos deu a oportunidade de enxergar um outro conceito de segurança nacional. Muito além de armas para proteger nossas fronteiras e território, precisamos de gente capacitada para fazer ciência e desenvolver insumos que protejam nossa população. [...]

    As mãos que furtam fios nas madrugadas de BH certamente são estômagos vazios de uma complexa rede criminosa promovida pela desigualdade social. Coisa que só nossas mãos podem resolver.

    Presentes às avessas também me emocionam. Flechas de São Sebastião.



STARLING, Carlos. As mãos. Estado de Minas, 23 de janeiro de 2024. Colunistas. Disponível em: https://www.em.com.br/colunistas/carlosstarling/2023/12/6668841-tretas-da-vida.html. Acesso em: 23 jan. 2024. Adaptado.

Em qual dos trechos abaixo, extraídos da crônica, é possível identificar o emprego da voz verbal passiva?
Alternativas
Q2547342 Pedagogia
O processo didático efetiva a mediação escolar de objetivos, conteúdos e métodos das matérias de ensino. Em função disso, a Didática:
I - Descreve e explica os nexos, as relações e ligações entre os processos de ensino e de aprendizagem. II - Se opõe a investigar os fatores codeterminantes desses processos. III - Indica princípios, condições e meios de direção do ensino, tendo em vista a aprendizagem.
Estão corretas as afirmativas:
Alternativas
Q2547341 Pedagogia
São princípios norteadores do projeto político-pedagógico, EXCETO:
Alternativas
Q2547340 Pedagogia
Aos educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, os sistemas de ensino assegurarão currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e organização específicos visando:
Alternativas
Q2547339 Pedagogia
“Em que pese as diferenças entre uma terminologia e outra, suas ênfases, pontos de contato e eventuais sobreposições, o tratamento dado ao componente Língua Inglesa na BNCC prioriza o foco da função social e ____________ do inglês e, nesse sentido, passa a tratá-la em seu status de língua ___________.”
De acordo com as disposições da BNCC, as lacunas acima são, correta e respectivamente, preenchidas por:
Alternativas
Q2547338 Pedagogia
Com base na BNCC, analise as afirmativas abaixo sobre a área de linguagens e assinale V para verdadeiro e F para falso.
( ) No Ensino Fundamental - Anos Iniciais, os componentes curriculares tematizam diversas práticas, exceto aquelas relativas às culturas infantis tradicionais e contemporâneas. Nesse conjunto de práticas, nos dois primeiros anos desse segmento, o processo de alfabetização deve ser o foco da ação pedagógica. ( ) No Ensino Fundamental - Anos Finais, as aprendizagens, nos componentes curriculares dessa área, ampliam as práticas de linguagem conquistadas no Ensino Fundamental - Anos Iniciais, incluindo a aprendizagem de Língua Inglesa. ( ) Uma das competências específicas de linguagens para o ensino fundamental é compreender as linguagens como construção humana, histórica, social e cultural, de natureza dinâmica, reconhecendo-as e valorizando-as como formas de significação da realidade e expressão de subjetividades e identidades sociais e culturais.
As afirmativas são, de cima para baixo, respectivamente:
Alternativas
Q2547337 Pedagogia
Na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), a área de Linguagens é composta pelos seguintes componentes curriculares:
I - Língua Portuguesa. II - História. III - Arte. IV - Língua Inglesa. V - Educação Física.
É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q2547336 Inglês
Analyze the following sentences and choose the correct answer:
I - There’s __ great restaurant nearby. II - ___ next part will be next month, time and venue TBA. III - Is there anybody here?
Alternativas
Q2547335 Inglês
Choose the sentence that indicates the correct use of a preposition.
Alternativas
Q2547334 Inglês
“Spotify made a lot of money in Q1: yesterday (April 23, 2024), the streaming music giant announced that last quarter its revenue increased by 20%. The smash report comes after Spotify cut costs last year, which included laying off more than a quarter of its workforce. The company also raised prices ___ 2023 for the first time in a decade as it further expanded beyond music into audiobooks and other categories”. (Adapted from: https://www.morningbrew.com/daily/issues/whi ffed)
Analyze the assertions below.
I - "In" correctly fills the gap in the text. II - There is a phrasal verb in the sentence “(…) which included laying off more than (…)”. III - The words in italics are respectively: an uncountable noun; a personal pronoun; the comparative form of the adjective “quart”.
It is correct to affirm that:
Alternativas
Q2547333 Inglês
As regards possessive adjectives and possessive pronouns, fill in the gaps in the sentences below by choosing one of the two options in parenthesis.
A - Is that notebook _______ (your/yours)? B - I encountered _____ (his/theirs) sister at the park last Sunday, can you believe it? C - Has Lucy seen ___ (my/mine) coat?
In the order presented, the gaps are correctly and respectively filled by:
Alternativas
Q2547332 Inglês

Read Text I and answer question.


Text I


How to have a healthier relationship with your phone


    A few years ago, a Google employee sent an email to thousands of her co-workers: What if for six weeks straight, you spent one night per week without technology? The email was from Laura Mae Martin, Google’s executive productivity adviser, a role that, among other things, was created to help staff members foster healthier relationships with their gadgets and apps. After she sent the note, Ms. Martin was flooded with responses from coworkers eager for a respite from some of the very products they helped build. Thousands of employees have since participated in the annual “No-Tech Tuesday Night Challenge,” said Ms. Martin.

    The problem she was trying to solve isn’t unique to Google workers. One survey found that Americans say they spend too much time on their phones. But dramatic solutions – a digital detox, a phone downgrade or a complete exit from social media – may feel impractical. 

    Is it possible to have a healthy relationship with technology while still using it daily? Fortunately, according to experts, the answer is a resounding ‘yes’ and here are a few things you can try:

    First, start with one simple question.

    You know that urge you get to reach for your phone without realizing it? And then, before you know it, you’re an hour into a social media binge? If you want to peacefully coexist with technology, you need to get a handle on those impulses, said Richard J. Davidson, the founder and director of the Center for Healthy Minds at the University of Wisconsin-Madison. According to him, people should start by noticing when they have an urge to lift their phone or open social media on their browser window. By becoming conscious of what you’re about to do, you’re interrupting an automatic behavior and awakening the part of your brain that governs self-control, he added. As one research article suggests, awareness of your actions can help you rein in bad habits.

    Secondly, take the “mobile” out of your mobile devices.

    Dr. Anna Lembke, a professor of psychiatry and addiction medicine at Stanford University School of Medicine, said one of the biggest problems with smartphones is what she calls “texting while running to catch a bus.” Using our devices while we’re on the move – walking from meeting to meeting, taking a child to school or catching a bus – prevents us from being more engaged in our lives, Dr. Lembke said.

    One way to create harmony with technology is to limit your phone use when you’re on the move. Headed out for a walk? Turn off your notifications. Going to grab a coffee? Leave your phone on your desk. If you’re feeling brave, try powering down your phone while in transit. It won’t buzz with notifications, text messages or phone calls, which Dr. Lembke said could help you focus on the world around you.

    Last of all, make technology work for you.

    One thing experts agree on: To forge a healthy relationship with technology, you need to be in control of it and not the other way around. Think about your gadgets as tools that you decide how to use. 

    “Make it work for you, not against you; whether it’s an email program or your dishwasher, it’s the intention behind how you’re using it that really makes the big difference”, said Ms. Martin, the productivity expert at Google.


(Adapted from: https://www.nytimes.com/2024/03/21/well/social-media-phone-addiction.html)

Choose the sentence in which the word in italics is a countable noun:
Alternativas
Q2547331 Inglês

Read Text I and answer question.


Text I


How to have a healthier relationship with your phone


    A few years ago, a Google employee sent an email to thousands of her co-workers: What if for six weeks straight, you spent one night per week without technology? The email was from Laura Mae Martin, Google’s executive productivity adviser, a role that, among other things, was created to help staff members foster healthier relationships with their gadgets and apps. After she sent the note, Ms. Martin was flooded with responses from coworkers eager for a respite from some of the very products they helped build. Thousands of employees have since participated in the annual “No-Tech Tuesday Night Challenge,” said Ms. Martin.

    The problem she was trying to solve isn’t unique to Google workers. One survey found that Americans say they spend too much time on their phones. But dramatic solutions – a digital detox, a phone downgrade or a complete exit from social media – may feel impractical. 

    Is it possible to have a healthy relationship with technology while still using it daily? Fortunately, according to experts, the answer is a resounding ‘yes’ and here are a few things you can try:

    First, start with one simple question.

    You know that urge you get to reach for your phone without realizing it? And then, before you know it, you’re an hour into a social media binge? If you want to peacefully coexist with technology, you need to get a handle on those impulses, said Richard J. Davidson, the founder and director of the Center for Healthy Minds at the University of Wisconsin-Madison. According to him, people should start by noticing when they have an urge to lift their phone or open social media on their browser window. By becoming conscious of what you’re about to do, you’re interrupting an automatic behavior and awakening the part of your brain that governs self-control, he added. As one research article suggests, awareness of your actions can help you rein in bad habits.

    Secondly, take the “mobile” out of your mobile devices.

    Dr. Anna Lembke, a professor of psychiatry and addiction medicine at Stanford University School of Medicine, said one of the biggest problems with smartphones is what she calls “texting while running to catch a bus.” Using our devices while we’re on the move – walking from meeting to meeting, taking a child to school or catching a bus – prevents us from being more engaged in our lives, Dr. Lembke said.

    One way to create harmony with technology is to limit your phone use when you’re on the move. Headed out for a walk? Turn off your notifications. Going to grab a coffee? Leave your phone on your desk. If you’re feeling brave, try powering down your phone while in transit. It won’t buzz with notifications, text messages or phone calls, which Dr. Lembke said could help you focus on the world around you.

    Last of all, make technology work for you.

    One thing experts agree on: To forge a healthy relationship with technology, you need to be in control of it and not the other way around. Think about your gadgets as tools that you decide how to use. 

    “Make it work for you, not against you; whether it’s an email program or your dishwasher, it’s the intention behind how you’re using it that really makes the big difference”, said Ms. Martin, the productivity expert at Google.


(Adapted from: https://www.nytimes.com/2024/03/21/well/social-media-phone-addiction.html)

Analyze the sentences below.
I - “The problem she was trying to solve (…)”. II - “First, start with one simple question.” III - “(…) or a complete exit from social media – may feel impractical.” IV - “Last of all, make technology work for you”. V - “(…) eager for a respite from some of the very products they helped build”.
Choose the correct answer:
Alternativas
Respostas
8601: B
8602: A
8603: D
8604: C
8605: B
8606: A
8607: B
8608: C
8609: B
8610: E
8611: C
8612: A
8613: D
8614: B
8615: D
8616: B
8617: A
8618: C
8619: C
8620: D