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“(...) todas as histórias foram constituídas pelas experiências vividas e pelas expectativas das pessoas que atuam ou que sofrem (...). Mas nossos dois conceitos não se encontram apenas na execução concreta da história, na medida em que a fazem avançar (...). Eles remetem à temporalidade do homem, e com isto, de certa forma meta-historicamente, à temporalidade da história”.
(KOSELLECK, Reinhart. Futuro passado: contribuição à semântica dos tempos históricos. Rio de Janeiro: Contraponto/ Editora PUC-RIO, 2006. pp.306-309).
Considerando-se o trecho anterior e as discussões do campo da teoria da história, é correto afirmar que as categorias “espaço de experiência” e “horizonte de expectativa” se referem
Acerca deste processo histórico, é correto afirmar que o relatório da Comissão evidencia o (a)
“(...) os povos originários brasileiros vivenciam mais de quinhentos anos de imposições, diferenciadas em seus formatos e contextos históricos (...). Exemplar nesse sentido é pensar que em 2014, quando completavam cinquenta anos do golpe militar-civil de 1964, pouco se escreveu a respeito de como os mais de vinte anos do chamado “estado de exceção” brasileiro afetaram os Povos Indígenas”.
(ANGATU, Casé; TUPINAMBÁ, Ayra. Protagonismos Indígenas: (re)existências indígenas e indianidades. In: CARNEIRO, Maria Luiza Tucci, ROSSI, Miriam Silva (Orgs.) Índios no Brasil: vida, cultura e morte. São Paulo: Intermeios, 2019. p.25).
Considerando-se o texto anterior é correto afirmar que
“Mas o pressuposto que nos interessa mais diretamente nesse momento é o de que, no agir sobre o mundo e ser sujeito da história, o passado (e suas projeções de futuro) são tudo o que está à disposição do homem, como matéria-prima para a sua criação”.
(CERRI, Luis Fernando. Os conceitos de consciência histórica e os desafios da didática da história. Revista de história regional, v.6, n.2, p.93-112, 2001. p.94).
Considerando-se o texto e as discussões teóricas sobre o ensino de história é correto afirmar que o conceito de consciência histórica
“Esta poderia se chamar a história da construção de um silêncio porque, se há uma ausência inquestionável e longeva na historiografia produzida no (e sobre o) Amazonas, sem dúvida, é aquela que tematiza a presença negra. Para começar essa discussão, é preciso assumir a existência de tal silêncio e tentar delinear, na medida das possibilidades, suas motivações, alcances e limites na historiografia amazonense”.
(MELO, Patrícia Alves. Por uma história da escravidão africana e da presença negra na Amazônia. In: MELO, Patrícia Alves (Org.). O fim do silêncio. Presença negra na Amazônia. Curitiba: Editora CRV, 2021. p.13).
Sobre esses fatores, é correto afirmar que
( ) A reflexão sobre a educação escolar historicamente promovida pelo Estado brasileiro para os povos indígenas mostra, na maioria das vezes, a presença de um ensino de história de viés civilizatório.
( ) O ensino de história indígena, para assumir uma perspectiva plural, deve estar diretamente relacionado a um repensar da noção de história do Brasil como processo unívoco.
( ) A demanda por um ensino de história indígena diferenciado é, ela mesma, parte importante do processo histórico de resistência protagonizado pelos próprios sujeitos indígenas no Brasil.
( ) Historicamente, observa-se que o ensino de história praticado em escolas não-indígenas se difere daquele praticado em escolas indígenas por sua perspectiva menos folclorizada.
De acordo com a análise das afirmações, a sequência correta, no sentido da primeira à última afirmação, é
“Comece a história com as flechas dos indígenas americanos e não com a chegada dos britânicos, e a história será completamente diferente. Comece a história com o fracasso do Estado africano e não com a criação colonial do Estado africano, e a história será completamente diferente”.
(ADICHIE, Chimamanda Ngozie. O perigo de uma história única. São Paulo: Companhia das Letras, 2019. p.12).
“Toda pesquisa historiográfica se articula com um lugar de produção socioeconômico, político e cultural (...). É em função deste lugar que se instauram os métodos, que se delineia uma topografia de interesses, que os documentos e as questões, que lhe serão propostas, se organizam”.
(CERTEAU, Michel. A escrita da história. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1982. pp.66-67).
Acerca das perspectivas historiográficas expressas nos trechos, é correto afirmar que
Texto I
“Este é um livro sobre o Brasil, sobre um Brasil (...), mas, de um modo muito especial, é um livro sobre nós, dirigido a nós, os brasileiros que não se consideram índios. Pois com A queda do céu mudam-se o nível e os termos do diálogo pobre, esporádico e fortemente desigual entre os povos indígenas e a maioria não indígena de nosso país”.
(VIVEIROS DE CASTRO, Eduardo. O recado da mata. In: ALBERT, Bruce; KOPENAWA, David. A queda do céu: palavras de um xamã yanomami. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p.12).
Texto II
“Foi Omama que criou a terra e a floresta, o vento que agita suas folhas e os rios cuja água bebemos. Foi ele que nos deu a vida e nos fez muitos (...). Teria sido possível rejuvenescer continuamente e não morrer nunca. Era o que Omama desejava. No entanto, Yoasi, aproveitando-se da ausência do irmão, tratou de colocar na rede da mulher de Omama a casca de uma árvore de madeira fibrosa e mole, a que chamamos kotopori usihi (...). Imediatamente, os espíritos tucano começaram a entoar seus pungentes lamentos de luto. Omama ouvi-os e ficou furioso com o irmão. Mas era tarde demais, o mal estava feito. Yoasi tinha nos ensinado a morrer para sempre”.
(ALBERT, Bruce; KOPENAWA, David. A queda do céu: palavras de um xamã yanomami. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. pp.81-83).
Com base nas discussões do campo da historiografia indígena, é correto afirmar que os excertos evocam a
Vivendo na África, este foi o primeiro hominídeo a manifestar a capacidade de manipular utensílios. Aprendeu a cortar e lascar pedras e ossos, assim como transformá-los em armas de caça. Viveu a cerca de 2.2 a 1.6 milhões de anos atrás. Suas características físicas eram: o fato de ser um pouco mais alto que seu antecessor e o cérebro 30% maior; braços proporcionalmente muito mais longos. Explorava novos territórios e encontrava soluções práticas para todo o tipo de problema ou ameaça. Manipulava o fogo, o que proporcionou a diminuição do maxilar e o aumento da caixa craniana.
Fonte:https://www2.assis.unesp.br/darwinnobrasil/humanev2b.htm
O excerto apresentado faz referência ao chamado:
I.Os Estados Unidos romperam relações diplomáticas com Cuba no início de 1961 e os anos seguintes foram marcados por tensões crescentes, incluindo o Plano Marshall.
II.A Revolução Cubana foi um levante armado liderado por Fidel Castro que acabou derrubando a ditadura de Fulgencio Batista.
III.Os Estados Unidos foram um dos primeiros países a reconhecer o governo de Castro em Cuba, mas as relações entre os dois países se deterioraram rapidamente quando Castro implementou um regime comunista e forjou laços estreitos com a União Soviética, o inimigo dos EUA na Guerra Fria.
É CORRETO o que se afirma em:
Assinale a alternativa que preenche a lacuna corretamente:
Um(a) professor(a) de História do 9º ano do Ensino Fundamental está explicando sobre a Segunda Guerra Mundial e o Holocausto. Ao final da aula, o(a) docente fez uma importante indicação de leitura para os estudantes. Assinale a alternativa que apresenta a melhor obra a ser indicada considerando o assunto abordado:
(__)O ensino de História no currículo vem passando, ao longo do tempo, por reflexões e sendo cada vez mais permeado pelo desenvolvimento do protagonismo dos estudantes no processo de apropriação e aquisição de novos conhecimentos.
(__)A composição da turma, com a diversidade de estudantes, vivências e conhecimentos cotidianos, permeados pela cultura familiar, é fator relevante para a abordagem das unidades temáticas no componente de História.
(__)História é um campo de conhecimento estreitamente ligado às fontes históricas, cuja análise temporal permite o levantamento e a compreensão das particularidades do tempo passado em tempo presente por meio de processo investigativo.
Assinale a alternativa com a sequência correta: