Questões de Concurso Comentadas para professor - história

Foram encontradas 23.790 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q2154849 Português

TEXTO 1


A espiritualidade das pedras

Meu Deus, como ter um "eu" cansa! Os místicos têm razão. Não é necessário ser um "crente" para ver isso, basta ter algum senso de ridículo para ver o quão cansativo é satisfazer o "eu". E a modernidade é toda uma sinfonia (ou melhor, uma "diafonia", contrário da sinfonia) para este pequeno "eu" infantil.

Outro dia, contemplava pessoas num aeroporto embarcando para os EUA com malas vazias para poder comprar um monte de coisas lá. Que vergonha. É o tal do "eu" que faz isso. Ele precisa comprar, adquirir, sentir-se tendo vantagem em tudo. O "eu" sente um "frisson" num outlet baratinho em Miami. [...]

A filosofia inglesa tem uma expressão muito boa que é "wants", para se referir a nossas necessidades a serem satisfeitas. Poderíamos traduzir de modo livre por "quereres". O "eu" é um poço sem fundo de "wants". Isso me deprime um tanto.

Como dizia acima, a modernidade é toda feita para servir ao pequeno autoritário, o "eu": ele exige mais sucesso, mais autoestima, mais saúde, mais dinheiro, mais beleza, mais celulares, mais viagens, mais consumo, mais direitos, mais rapidez, mais eficiência, mais atenção, mais reconhecimento, mais equilíbrio, melhor alimentação, mais espiritualidade para que ele não se sinta um materialista grosseiro. [...]

Outra armadilha típica do mundinho do "eu" é a idolatria do desejo. A filosofia sempre problematizou o desejo como modo de escravidão, e isso nada tem a ver com a dita repressão cristã (que nem foi o cristianismo que inventou) do desejo. [...]

O "eu" falante inunda o mundo com seu ruído. O "eu" mais discreto tece um silêncio que desperta o interesse em conhecê-lo. Mas hoje vivemos num mundo da falação de si, como numa espécie de contínuo striptease da alma. O corpo nu é mais interessante do que a alma que se oferece. Por isso toda poesia sincera é ruim (Oscar Wilde). O "eu" deve agir como as mulheres quando fecham as pernas em sinal de pudor e vergonha.

A alta literatura espiritual, oriental ou ocidental, há muito compreende o ridículo do culto ao "eu". Uma leveza peculiar está presente em narrativas gregas (neoplatonismo), budistas (o "eu" como prisão) ou místicas (cristã, judaica ou islâmica).

Conceitos como "aniquilamento" (anéantissement, comum em textos franceses entre os séculos 14 e 17), "desprendimento" (abegescheidenheit, em alemão medieval) e "aphalé panta" (grego antigo) descrevem exatamente esse processo de superação da obsessão do "eu" por si mesmo. A leveza nasce da sensação de que atender ao "eu" é uma prisão maior do que atender ao mundo, porque do "eu" nunca nos libertamos quando queremos servi-lo. Ele está em toda parte como um deus ressentido.

Por isso, um autor como Nikos Kazantzakis, em seu primoroso "Ascese", diz que apenas quando não queremos nada, quando não desejamos nada é que somos livres. Muito próximo dele, o filósofo epicurista André Comte-Sponville, no seu maior livro, "Tratado do Desespero e da Beatitude", defende o "des-espero" como superação de uma vida pautada por expectativas. 

Entre as piores expectativas está a da vida eterna. Espero que ao final o descanso das pedras nos espere. Amém.

PONDÉ, Luiz Felipe. A espiritualidade das pedras. Folha de S. Paulo, São Paulo, 29 de julho de 2013.

No texto, as metáforas “poço sem fundo”, “pequeno autoritário” e “deus ressentido” contribuem para 
Alternativas
Q2154843 Português

TEXTO 1


A espiritualidade das pedras

Meu Deus, como ter um "eu" cansa! Os místicos têm razão. Não é necessário ser um "crente" para ver isso, basta ter algum senso de ridículo para ver o quão cansativo é satisfazer o "eu". E a modernidade é toda uma sinfonia (ou melhor, uma "diafonia", contrário da sinfonia) para este pequeno "eu" infantil.

Outro dia, contemplava pessoas num aeroporto embarcando para os EUA com malas vazias para poder comprar um monte de coisas lá. Que vergonha. É o tal do "eu" que faz isso. Ele precisa comprar, adquirir, sentir-se tendo vantagem em tudo. O "eu" sente um "frisson" num outlet baratinho em Miami. [...]

A filosofia inglesa tem uma expressão muito boa que é "wants", para se referir a nossas necessidades a serem satisfeitas. Poderíamos traduzir de modo livre por "quereres". O "eu" é um poço sem fundo de "wants". Isso me deprime um tanto.

Como dizia acima, a modernidade é toda feita para servir ao pequeno autoritário, o "eu": ele exige mais sucesso, mais autoestima, mais saúde, mais dinheiro, mais beleza, mais celulares, mais viagens, mais consumo, mais direitos, mais rapidez, mais eficiência, mais atenção, mais reconhecimento, mais equilíbrio, melhor alimentação, mais espiritualidade para que ele não se sinta um materialista grosseiro. [...]

Outra armadilha típica do mundinho do "eu" é a idolatria do desejo. A filosofia sempre problematizou o desejo como modo de escravidão, e isso nada tem a ver com a dita repressão cristã (que nem foi o cristianismo que inventou) do desejo. [...]

O "eu" falante inunda o mundo com seu ruído. O "eu" mais discreto tece um silêncio que desperta o interesse em conhecê-lo. Mas hoje vivemos num mundo da falação de si, como numa espécie de contínuo striptease da alma. O corpo nu é mais interessante do que a alma que se oferece. Por isso toda poesia sincera é ruim (Oscar Wilde). O "eu" deve agir como as mulheres quando fecham as pernas em sinal de pudor e vergonha.

A alta literatura espiritual, oriental ou ocidental, há muito compreende o ridículo do culto ao "eu". Uma leveza peculiar está presente em narrativas gregas (neoplatonismo), budistas (o "eu" como prisão) ou místicas (cristã, judaica ou islâmica).

Conceitos como "aniquilamento" (anéantissement, comum em textos franceses entre os séculos 14 e 17), "desprendimento" (abegescheidenheit, em alemão medieval) e "aphalé panta" (grego antigo) descrevem exatamente esse processo de superação da obsessão do "eu" por si mesmo. A leveza nasce da sensação de que atender ao "eu" é uma prisão maior do que atender ao mundo, porque do "eu" nunca nos libertamos quando queremos servi-lo. Ele está em toda parte como um deus ressentido.

Por isso, um autor como Nikos Kazantzakis, em seu primoroso "Ascese", diz que apenas quando não queremos nada, quando não desejamos nada é que somos livres. Muito próximo dele, o filósofo epicurista André Comte-Sponville, no seu maior livro, "Tratado do Desespero e da Beatitude", defende o "des-espero" como superação de uma vida pautada por expectativas. 

Entre as piores expectativas está a da vida eterna. Espero que ao final o descanso das pedras nos espere. Amém.

PONDÉ, Luiz Felipe. A espiritualidade das pedras. Folha de S. Paulo, São Paulo, 29 de julho de 2013.

Um artigo de opinião se caracteriza pela defesa de um ponto de vista. No texto, predomina a defesa da ideia de que 
Alternativas
Q2134138 História e Geografia de Estados e Municípios
Leia o texto a seguir.
O oeste, território – aqui pensado como uma porção de terra na qual viviam diversos sujeitos – que não se pode precisar com exatidão o lugar de seu início ou término passou a ser um espaço disputado e valorizado economicamente: tornou-se “a última fronteira agricultável do globo”, algo bem diferente do ocorrido décadas atrás, quando a região era vista com severas restrições, sobretudo quando o assunto versava a respeito da densidade populacional e da agricultura.
Fonte: DAL MORO, N. Formas de Conceber a Terra no Oeste do Brasil. História Revista, Goiânia, v. 19, n. 1, 2014. p. 238.
A mudança apontada no texto na denominação do Mato Grosso foi decorrente
Alternativas
Q2134137 História e Geografia de Estados e Municípios
Leia o texto a seguir.
O município de Itiquira está muito próximo do Pantanal Mato-grossense e isto pode ser observado em alguns acidentes físicos com características específicas desse importante sistema ecológico brasileiro. Toda área que hoje constitui o município de Itiquira foi habitada por povos indígenas. Relatam alguns historiadores que essa área também foi palmilhada por bandeirantes no decorrer do século XVIII.
Fonte: CARVALHO, Maria Aparecida de. Contribuições para o Atlas Toponímico do estado de Mato Grosso - mesorregião sudeste mato-grossense. 2010. 540 f. Tese (Doutorado em Linguística) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, 2010. p. 237.
Em que resultou a ação, mencionada no texto, dos bandeirantes em Itiquira-MT?
Alternativas
Q2134122 Português
Leia o Texto I, a seguir para responder a questão.

Texto I

A espiritualidade das pedras

Meu Deus, como ter um "eu" cansa! Os místicos têm razão. Não é necessário ser um "crente" para ver isso, basta ter algum senso de ridículo para ver o quão cansativo é satisfazer o "eu". E a modernidade é toda uma sinfonia (ou melhor, uma "diafonia", contrário da sinfonia) para este pequeno "eu" infantil.

Outro dia, contemplava pessoas num aeroporto embarcando para os EUA com malas vazias para poder comprar um monte de coisas lá. Que vergonha. É o tal do "eu" que faz isso. Ele precisa comprar, adquirir, sentir-se tendo vantagem em tudo. O "eu" sente um "frisson" num outlet baratinho em Miami. [...]

A filosofia inglesa tem uma expressão muito boa que é "wants", para se referir a nossas necessidades a serem satisfeitas. Poderíamos traduzir de modo livre por "quereres". O "eu" é um poço sem fundo de "wants". Isso me deprime um tanto.

Como dizia acima, a modernidade é toda feita para servir ao pequeno autoritário, o "eu": ele exige mais sucesso, mais autoestima, mais saúde, mais dinheiro, mais beleza, mais celulares, mais viagens, mais consumo, mais direitos, mais rapidez, mais eficiência, mais atenção, mais reconhecimento, mais equilíbrio, melhor alimentação, mais espiritualidade para que ele não se sinta um materialista grosseiro. [...]

Outra armadilha típica do mundinho do "eu" é a idolatria do desejo. A filosofia sempre problematizou o desejo como modo de escravidão, e isso nada tem a ver com a dita repressão cristã (que nem foi o cristianismo que inventou) do desejo. [...]

O "eu" falante inunda o mundo com seu ruído. O "eu" mais discreto tece um silêncio que desperta o interesse em conhecê-lo. Mas hoje vivemos num mundo da falação de si, como numa espécie de contínuo striptease da alma. O corpo nu é mais interessante do que a alma que se oferece. Por isso toda poesia sincera é ruim (Oscar Wilde). O "eu" deve agir como as mulheres quando fecham as pernas em sinal de pudor e vergonha.

A alta literatura espiritual, oriental ou ocidental, há muito compreende o ridículo do culto ao "eu". Uma leveza peculiar está presente em narrativas gregas (neoplatonismo), budistas (o "eu" como prisão) ou místicas (cristã, judaica ou islâmica).

Conceitos como "aniquilamento" (anéantissement, comum em textos franceses entre os séculos 14 e 17), "desprendimento" (abegescheidenheit, em alemão medieval) e "aphalé panta" (grego antigo) descrevem exatamente esse processo de superação da obsessão do "eu" por si mesmo.

A leveza nasce da sensação de que atender ao "eu" é uma prisão maior do que atender ao mundo, porque do "eu" nunca nos libertamos quando queremos servi-lo. Ele está em toda parte como um deus ressentido.

Por isso, um autor como Nikos Kazantzakis, em seu primoroso "Ascese", diz que apenas quando não queremos nada, quando não desejamos nada é que somos livres. Muito próximo dele, o filósofo epicurista André Comte-Sponville, no seu maior livro, "Tratado do Desespero e da Beatitude", defende o "des-espero" como superação de uma vida pautada por expectativas.

Entre as piores expectativas está a da vida eterna. Espero que ao final o descanso das pedras nos espere. Amém.

PONDÉ, Luiz Felipe. A espiritualidade das pedras. Folha de S. Paulo, São Paulo, 29 de julho de 2013. 
No sexto parágrafo, a palavra “mas” estabelece uma oposição que pode ser depreendida lexicalmente por meio do par
Alternativas
Q2134121 Português
Leia o Texto I, a seguir para responder a questão.

Texto I

A espiritualidade das pedras

Meu Deus, como ter um "eu" cansa! Os místicos têm razão. Não é necessário ser um "crente" para ver isso, basta ter algum senso de ridículo para ver o quão cansativo é satisfazer o "eu". E a modernidade é toda uma sinfonia (ou melhor, uma "diafonia", contrário da sinfonia) para este pequeno "eu" infantil.

Outro dia, contemplava pessoas num aeroporto embarcando para os EUA com malas vazias para poder comprar um monte de coisas lá. Que vergonha. É o tal do "eu" que faz isso. Ele precisa comprar, adquirir, sentir-se tendo vantagem em tudo. O "eu" sente um "frisson" num outlet baratinho em Miami. [...]

A filosofia inglesa tem uma expressão muito boa que é "wants", para se referir a nossas necessidades a serem satisfeitas. Poderíamos traduzir de modo livre por "quereres". O "eu" é um poço sem fundo de "wants". Isso me deprime um tanto.

Como dizia acima, a modernidade é toda feita para servir ao pequeno autoritário, o "eu": ele exige mais sucesso, mais autoestima, mais saúde, mais dinheiro, mais beleza, mais celulares, mais viagens, mais consumo, mais direitos, mais rapidez, mais eficiência, mais atenção, mais reconhecimento, mais equilíbrio, melhor alimentação, mais espiritualidade para que ele não se sinta um materialista grosseiro. [...]

Outra armadilha típica do mundinho do "eu" é a idolatria do desejo. A filosofia sempre problematizou o desejo como modo de escravidão, e isso nada tem a ver com a dita repressão cristã (que nem foi o cristianismo que inventou) do desejo. [...]

O "eu" falante inunda o mundo com seu ruído. O "eu" mais discreto tece um silêncio que desperta o interesse em conhecê-lo. Mas hoje vivemos num mundo da falação de si, como numa espécie de contínuo striptease da alma. O corpo nu é mais interessante do que a alma que se oferece. Por isso toda poesia sincera é ruim (Oscar Wilde). O "eu" deve agir como as mulheres quando fecham as pernas em sinal de pudor e vergonha.

A alta literatura espiritual, oriental ou ocidental, há muito compreende o ridículo do culto ao "eu". Uma leveza peculiar está presente em narrativas gregas (neoplatonismo), budistas (o "eu" como prisão) ou místicas (cristã, judaica ou islâmica).

Conceitos como "aniquilamento" (anéantissement, comum em textos franceses entre os séculos 14 e 17), "desprendimento" (abegescheidenheit, em alemão medieval) e "aphalé panta" (grego antigo) descrevem exatamente esse processo de superação da obsessão do "eu" por si mesmo.

A leveza nasce da sensação de que atender ao "eu" é uma prisão maior do que atender ao mundo, porque do "eu" nunca nos libertamos quando queremos servi-lo. Ele está em toda parte como um deus ressentido.

Por isso, um autor como Nikos Kazantzakis, em seu primoroso "Ascese", diz que apenas quando não queremos nada, quando não desejamos nada é que somos livres. Muito próximo dele, o filósofo epicurista André Comte-Sponville, no seu maior livro, "Tratado do Desespero e da Beatitude", defende o "des-espero" como superação de uma vida pautada por expectativas.

Entre as piores expectativas está a da vida eterna. Espero que ao final o descanso das pedras nos espere. Amém.

PONDÉ, Luiz Felipe. A espiritualidade das pedras. Folha de S. Paulo, São Paulo, 29 de julho de 2013. 
No contexto da discussão realizada no texto, a formação da palavra “des-espero” sugere 
Alternativas
Q2134120 Português
Leia o Texto I, a seguir para responder a questão.

Texto I

A espiritualidade das pedras

Meu Deus, como ter um "eu" cansa! Os místicos têm razão. Não é necessário ser um "crente" para ver isso, basta ter algum senso de ridículo para ver o quão cansativo é satisfazer o "eu". E a modernidade é toda uma sinfonia (ou melhor, uma "diafonia", contrário da sinfonia) para este pequeno "eu" infantil.

Outro dia, contemplava pessoas num aeroporto embarcando para os EUA com malas vazias para poder comprar um monte de coisas lá. Que vergonha. É o tal do "eu" que faz isso. Ele precisa comprar, adquirir, sentir-se tendo vantagem em tudo. O "eu" sente um "frisson" num outlet baratinho em Miami. [...]

A filosofia inglesa tem uma expressão muito boa que é "wants", para se referir a nossas necessidades a serem satisfeitas. Poderíamos traduzir de modo livre por "quereres". O "eu" é um poço sem fundo de "wants". Isso me deprime um tanto.

Como dizia acima, a modernidade é toda feita para servir ao pequeno autoritário, o "eu": ele exige mais sucesso, mais autoestima, mais saúde, mais dinheiro, mais beleza, mais celulares, mais viagens, mais consumo, mais direitos, mais rapidez, mais eficiência, mais atenção, mais reconhecimento, mais equilíbrio, melhor alimentação, mais espiritualidade para que ele não se sinta um materialista grosseiro. [...]

Outra armadilha típica do mundinho do "eu" é a idolatria do desejo. A filosofia sempre problematizou o desejo como modo de escravidão, e isso nada tem a ver com a dita repressão cristã (que nem foi o cristianismo que inventou) do desejo. [...]

O "eu" falante inunda o mundo com seu ruído. O "eu" mais discreto tece um silêncio que desperta o interesse em conhecê-lo. Mas hoje vivemos num mundo da falação de si, como numa espécie de contínuo striptease da alma. O corpo nu é mais interessante do que a alma que se oferece. Por isso toda poesia sincera é ruim (Oscar Wilde). O "eu" deve agir como as mulheres quando fecham as pernas em sinal de pudor e vergonha.

A alta literatura espiritual, oriental ou ocidental, há muito compreende o ridículo do culto ao "eu". Uma leveza peculiar está presente em narrativas gregas (neoplatonismo), budistas (o "eu" como prisão) ou místicas (cristã, judaica ou islâmica).

Conceitos como "aniquilamento" (anéantissement, comum em textos franceses entre os séculos 14 e 17), "desprendimento" (abegescheidenheit, em alemão medieval) e "aphalé panta" (grego antigo) descrevem exatamente esse processo de superação da obsessão do "eu" por si mesmo.

A leveza nasce da sensação de que atender ao "eu" é uma prisão maior do que atender ao mundo, porque do "eu" nunca nos libertamos quando queremos servi-lo. Ele está em toda parte como um deus ressentido.

Por isso, um autor como Nikos Kazantzakis, em seu primoroso "Ascese", diz que apenas quando não queremos nada, quando não desejamos nada é que somos livres. Muito próximo dele, o filósofo epicurista André Comte-Sponville, no seu maior livro, "Tratado do Desespero e da Beatitude", defende o "des-espero" como superação de uma vida pautada por expectativas.

Entre as piores expectativas está a da vida eterna. Espero que ao final o descanso das pedras nos espere. Amém.

PONDÉ, Luiz Felipe. A espiritualidade das pedras. Folha de S. Paulo, São Paulo, 29 de julho de 2013. 
Ao usar a frase “Por isso, toda poesia sincera é ruim”, de Oscar Wilde, o autor estabelece a seguinte relação implícita: 
Alternativas
Q2126271 História e Geografia de Estados e Municípios
No final de 2020, apesar da pandemia de Covid-19, a praça que fica entre o Teatro José de Alencar e a Igreja do Patrocínio ganhou, mais uma vez, restauração, após muitas polêmicas entre os ambulantes e o IPHAN na preservação do patrimônio cultural. A praça foi reinaugurada agora com elementos do século XXI com uma fonte luminosa e estação do Bicicletar marcando a nova era da mobilidade.
Disponível em: https://g1.globo.com/ce/ceara/noticia/2020/12/31/reformana-praca-jose-de-alencar-em-fortaleza.
Ao passar por vários nomes ao longo dos séculos, a Praça José de Alencar chamava-se antes de:
Alternativas
Q2126270 História e Geografia de Estados e Municípios
A grande seca de 1915, que assolou, dentre outros estados, o Ceará, foi contada em uma obra literária mostrando os horrores dessa estiagem, sob o olhar da memória de uma pessoa que vivenciou o período. A obra fez muito sucesso no ano de publicação 1930 tornando nosso estado em evidência literária. Ganhou vários prêmios como o da Fundação Graça Aranha. Para a História, o romance é o primeiro a falar sobre as questões sociais da época. Estamos falando de:
Alternativas
Q2126269 História e Geografia de Estados e Municípios
O bairro de Messejana, na sua história, traz elementos da miscigenação entre nativos e colonos a começar pelo nome dúbio que, segundo pesquisadores, tem origem indígena e portuguesa. É conhecida por sua lagoa, onde um personagem considerado como um símbolo da nossa identidade está representado em forma de imagem.
Disponível em: https://g1.globo.com/ceara/noticia/2014/04/conheca-maissobre-lagoa-de-messejana-em-fortaleza.
Estamos nos referindo:
Alternativas
Q2126268 História e Geografia de Estados e Municípios
Sobre as secas que assolaram o Ceará ao longo dos séculos XIX e XX, temos marcada na nossa história uma política de contenção de pessoas que migravam para as capitais em busca de melhores condições, já que, em suas terras natais, não havia esperança de sobrevivência. Inaugurados primeiramente em Fortaleza durante a seca de 1915 os lugares de concentração de pessoas foram utilizados como forma de esconder todo o pânico e o caos da seca. Sobre essa medida na seca de 1915, podemos dizer que:
Alternativas
Q2126267 História e Geografia de Estados e Municípios
Com relação ao patrimônio cultural, Fortaleza que é uma capital de sol e de praia tem como atração turística a Praia do Futuro considerada a mais moderna com parques aquáticos na orla, a Praia de Iracema e a famosa Beira-Mar que é palco de muitas poesias e músicas para seus usuários. No entanto, paralelo ao apelo do sol, temos os equipamentos culturais urbanos que também são atrações turísticas, tendo o setor privado investido nas últimas décadas. São equipamentos culturais privados:
Alternativas
Q2126266 História e Geografia de Estados e Municípios
O estado do Ceará dentre outras atribuições de um povo hospitaleiro é também bem-humorado, e suas proezas foram denominadas de “Ceará Moleque”. Dentre várias brincadeiras, temos o episódio de uma eleição em 1922 que foi marcada pela irreverência e pelo escárnio aos políticos da época. Essa eleição completa 100 anos e está sendo lembrada e homenageada pelo Museu do Ceará. Estamos falando da eleição de:
Alternativas
Q2126265 História e Geografia de Estados e Municípios
Neste ano, comemora-se o centenário da Semana de Arte Moderna de 1922 considerada um marco para a arte e para a cultura nacional por seus membros terem buscado elementos nacionais para caracterizar a arte e a identidade nacional. No entanto, antes de 22, já se tinha um movimento artístico literário e revolucionário pelo mesmo propósito em Fortaleza de 1892. Estamos falando de:
Alternativas
Q2126264 História e Geografia de Estados e Municípios
Sob o influxo do crescimento comercial, da concentração de capital na cidade e da assimilação dos novos padrões e valores burgueses europeus, as novas elites se voltaram para a construção de novas e suntuosas edificações que evidenciavam seu poderio econômico e seu alinhamento com o censo estético do mundo moderno.
PONTE, Sebastião Rogério. Fortaleza Belle Époque: reformas urbanas e controle social (1860-1930) – 2 ª Ed. Fortaleza: Fundação Demócrito Rocha, 1999, p. 27.
Na citação acima, Sebastião Ponte mostra-nos como a cidade de Fortaleza constituiu-se enquanto uma capital, moldando-se de acordo com a arquitetura europeia demonstrando poder e riqueza. Podemos considerar desse processo que:
I- O Centro da cidade foi palco dessa mudança onde tudo se concentrava, como moradias e comércio, facilitando a comunicação e a ostentação de riqueza. Morar no Centro era sinônimo de status social.
II- A cidade expandiu-se mais, e os comerciantes migraram para os arredores formando os bairros residenciais deixando a população pobre morar no Centro e usufruir do comércio local.
III- As praças eram pontos de encontro e de convergência de luxo e de riqueza da elite, que se misturava com as demais camadas nos passeios e nos eventos públicos, como cinemas e lojas.
IV- O primeiro piso do Passeio Público era frequentado por essa nova elite que morava no Centro com seus casarões e comércio. As famílias eram reconhecidas pelo sobrenome na soleira das casas.
V- Os equipamentos culturais da época estavam instalados no Centro, como cinemas, clubes e passeios. Olhar as vitrines das lojas como a Cearense era um evento social da elite.
Estão corretas: 
Alternativas
Q2126263 História e Geografia de Estados e Municípios
Durante a grande epidemia de varíola que assolou o Estado do Ceará, principalmente Fortaleza diante da falta de saneamento básico, milhares de pessoas morreram. No início do século XX, um pernambucano que morava em Fortaleza resolveu sanar o problema fazendo uma vacina que combatia o vírus da varíola, sendo muito perseguido pelas elites, por conta de sua ascensão entre os mais pobres, acusavam a sua vacina de causar a morte em crianças espalhando medo e dúvida até vim o aval da vacina pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC) em 1907.
REIS, Nathacha Regazzini Bianchi. Rodolfo Teófilo e a luta contra a varíola no Ceará, 1905, História, ciência e saúde-Manguinhos. Jun/2001.
Estamos falando do: 
Alternativas
Q2126262 História
“Tempo e espaço constituem os materiais básicos dos historiadores. De fato, qualquer escrita da história fundamenta-se em uma dimensão temporal e espacial.
Um dos objetivos básicos da História é compreender o tempo vivido de outras épocas e converter o passado em “nossos tempos”. A História propõe-se a reconstruir os tempos distantes da experiência do presente e assim transformá-lo em tempos familiares para nós.
BINTTENCOURT, Circe Maria Fernandes. Ensino de História: Fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez, 2008, p.204.
O trecho acima faz referência ao tempo estudado pelos historiadores. Esse estudo é proposto pela Escola dos Annales que vai interagir com o tempo vivido e o tempo presente para que o aluno perceba que há: 
Alternativas
Q2126261 História e Geografia de Estados e Municípios
A arte no Ceará nos eleva a uma fama nacional desde o século passado, em ter famosos cantores da MPB, humoristas e literatos. Com relação ao cinema, temos hoje o importante Cine Ceará, que traz a Fortaleza famosos atores e cineastas do Brasil e do mundo para apresentar seus trabalhos e prestigiar o evento. Sobre esse processo, podemos dizer que:
I- O Cine Ceará começou como Festival de Mostra de Cinema de Fortaleza, produzido por Eusélio Oliveira que foi um dos pioneiros a trabalhar a arte cinematográfica criando um espaço de divulgação.
II- A Mostra de Cinema de Fortaleza deu visibilidade e incentivo para os jovens que queriam investir na carreira cinematográfica, mas não proporcionou um curso ou outros incentivos para a formação de cineastas.
III- A Casa Amarela (CAEO) fundada por Eusélio Oliveira da UFC, vinculada a Secult Arte/UFC ainda hoje funciona com cursos para jovens e estudantes de artes visuais, sendo de grande apoio para a cena de produção cinematográfica do Estado.
IV- Atualmente, o Cine Ceará que teve sua primeira mostra em 1991, realizada por Eusélio Oliveira, como um evento local, hoje é chamado Festival Ibero-Americano de Cinema que acontece no Cinema São Luiz.
V- A Casa Amarela (CAEO) se mantém somente pela Universidade Federal do Ceará sem a participação do Governo do Estado e é um importante equipamento cultural do Estado por ser formador das artes visuais.
Estão corretas: 
Alternativas
Q2126260 História e Geografia de Estados e Municípios
No final da década de 1990, a cidade de Fortaleza passou por grandes mudanças, principalmente no setor cultural que teve grande incentivo da cultura local. Foi o momento de grande fomentação da arte com a criação de espaços culturais permanentes e o incentivo para os jovens em idade escolar. Fazem parte desse movimento:
Alternativas
Q2126259 História
O "grupo das mudanças", ao apresentar a candidatura de Tasso Jereissati ao governo do Estado em 1986, numa coligação partidária integrada pelo PMDB, pelo PDC e por setores da esquerda, como o PC e o PC do B, mostrou-se como uma alternativa tanto ao clientelismo e à corrupção dos "coronéis", como à inoperância da "esquerda petista". As palavras-chave no discurso de Tasso Jereissati são "mudança", "miséria" e "clientelismo", numa articulação onde se enfatiza a eliminação deste último como a grande novidade que se faz necessária não apenas como um fim moralizador em si mesmo, mas como meio de acabar com a "pobreza absoluta”.
GONDIM, Linda. Quando os “outros” novos personagens entram em cena: o modelo de gestão social-democracia cearense. In: https://bibliotecadigital.fgv.br ›.
A citação acima faz menção ao primeiro governo estadual com eleição direta pós-Ditadura Militar. Com relação à eleição do governador Tasso Jereissati, podemos dizer que:
I- Houve grande apoio dos coronéis para que Tasso Jereissati ganhasse a eleição para o Governo do Estado com a promessa de manter certos privilégios da elite.
II- O movimento pró-mudança teve adesão dos sindicatos e dos movimentos sociais que estavam com a esperança de rompimento com a elite dos coronéis.
III- Tasso Jereissati ficou no PMDB em todos os seus mandatos no Governo do Estado, fez grandes transformações na máquina do Estado, mantendo a folha de pagamento em dia.
IV- O movimento pró-mudança veio como uma alternativa moderada considerando o apoio dos jovens empresários do CIC no qual Tasso fazia parte.
V- O Governo das Mudanças deu início ao desenvolvimento do Estado por meio da industrialização tanto da capital como demais cidades, aumentando a empregabilidade.
Estão corretas: 
Alternativas
Respostas
12381: D
12382: D
12383: D
12384: C
12385: B
12386: C
12387: A
12388: D
12389: B
12390: C
12391: C
12392: B
12393: A
12394: A
12395: D
12396: C
12397: A
12398: D
12399: C
12400: B