Questões de Concurso Comentadas para professor - história

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Q3867669 Português

“Embora os estudantes tivessem compreendido o conteúdo, a professora decidiu revisar o tema na aula seguinte.”.


A oração destacada – “Embora os estudantes tivessem compreendido o conteúdo” – exerce qual função sintática no período?

Alternativas
Q3867668 Português

Analise as afirmativas sobre o uso da crase na Língua Portuguesa:



I. A crase ocorre pela fusão da preposição exigida pelo termo regente com o artigo definido feminino “a” ou com o “a” inicial dos pronomes demonstrativos “aquele(s)”, “aquela(s)” ou “aquilo”;


II. A fusão de preposição com o “a” de artigo definido é obrigatória apenas quando o substantivo regido estiver no singular; no plural, o uso é facultativo;


III. O fenômeno da crase pode ser interpretado, do ponto de vista histórico, como uma marcação morfo-fonológica resultante da evolução do português arcaico, na qual o “a” preposicional se juntava ao artigo feminino inicial, produzindo alteração prosódica perceptível e registrada graficamente a partir do século XVII;


IV. O uso da crase antes de nomes masculinos, adjetivos substantivados masculinos ou pronomes retos é considerado culto, facultativo e puramente estilístico.



É CORRETO afirmar que:

Alternativas
Q3867667 Português
No trecho “O sol se pôs lentamente, tingindo o céu de tons alaranjados, e a brisa fresca espalhava o cheiro das flores.”. A tipologia predominante é: 
Alternativas
Q3867666 Português
O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa promoveu mudanças importantes nas regras de acentuação, especialmente, em casos de hiatos, ditongos e acentos diferenciais. Considerando essas alterações, assinale a única alternativa CORRETA de acordo com as normas atuais. 
Alternativas
Q3866428 História
Leia o texto a seguir.

O que os europeus mais bem registraram foram suas observações dos aspectos exteriores das sociedades africanas, dos chamados “usos e costumes”; os documentos fornecem descrições ricas, precisas e requintadas de várias cerimônias, vestimentas, comportamentos, estratégias e táticas de guerra, técnicas de produção, etc., não obstante, às vezes, a descrição ser acompanhada por epítetos como “bárbaro”, “primitivo”, “absurdo”, “ridículo” e outros termos pejorativos, o que, por si só, não significa muito; trata-se somente de um julgamento em função dos hábitos culturais do observador. Muito mais grave é a total falta de compreensão da estrutura interna das sociedades africanas, da complicada rede de relações sociais, da ramificação das obrigações mútuas, das razões mais profundas para determinados comportamentos. Em suma, os autores eram incapazes de descobrir as motivações profundas das atividades africanas.
HRBEK, I. As fontes escritas a partir do século XV. In: História geral da África, I: Metodologia e pré-história da África. Editado por Joseph Ki-Zerbo. 2.ed. rev. Brasília: UNESCO, 2010, p. 123.

A narrativa expressa uma visão sobre a África marcada 
Alternativas
Q3866425 História
Leia o texto a seguir.

A negligência no combate à pandemia, a negação das vacinas e a insistência na promoção de tratamentos comprovadamente ineficazes contra a covid-19 suscitaram um verdadeiro levante de pesquisadores e entidades científicas contra a praga da desinformação que se alastra com consequências cada vez mais nefastas pelas mídias digitais. Na ausência de uma campanha oficial de esclarecimento e incentivo à vacinação por parte das autoridades, diversas universidades, organizações e entidades médicocientíficos lançaram campanhas próprias sobre o tema nesta semana — num embate semelhante ao que já vem sendo travado desde 2019 na área ambiental, frente à negação sistemática de dados científicos sobre desmatamento e queimadas por parte do governo federal.
Disponível em: https://jornal.usp.br/ciencias/a-ciencia-contra-onegacionismo/. Acesso em: 16 nov. 2025.

O negacionismo evidencia uma crise contemporânea de autoridade científica que, em muitos aspectos, remete aos dilemas inaugurados ainda na Revolução Científica do século XVII. Naquele período, muitos pensadores transformaram radicalmente o entendimento do mundo ao defenderem que o conhecimento legítimo deveria basear-se na observação, na experimentação e na verificação empírica, rompendo com tradições, dogmas e crenças infundadas. Dentre esses pensadores, destacaram-se:
Alternativas
Q3866424 Português

Leia o texto a seguir.


O bêbado e a equilibrista


E nuvens lá no mata-borrão do céu

Chupavam manchas torturadas

Que sufoco!

Louco!

O bêbado com chapéu-coco

Fazia irreverências mil

Pra noite do Brasil

Meu Brasil!

Que sonha com a volta do irmão do Henfil

Com tanta gente que partiu

Num rabo de foguete

Chora

A nossa Pátria mãe gentil

Choram Marias e Clarisses

No solo do Brasil


(Aldir Blanc e João Bosco, 1975)


Disponível em: https://www.todamateria.com.br/musicas-da-ditadura-militar/. Acesso em: 15 nov. 2025.




A canção citada foi eternizada por Elis Regina e tornou-se um hino de esperança durante a ditadura militar brasileira. Seu significado central é simbólico e político. O bêbado representa o povo sofrido, mas que ainda sonha e resiste. A equilibrista representa a 


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Q3866423 Português
Leia o texto a seguir.

Segundo meu avô – gosto sempre de repetir – o único tempo que temos é o tempo presente. Ele até perguntava com certa frequência: por que o presente se chama presente? Dava um pouco de tempo e depois respondia: é porque é um presente que ganhamos do Criador. Quem ganha um objeto de presente tem que abrir na mesma hora para poder dar alegria a quem o deu. A vida é o presente que o Grande Espírito nos dá todos os dias, e viver esse presente alegra o coração do nosso Pai Primeiro. Meu avô era como um sábio que possuía todo o conhecimento de nossa gente. Qualquer coisa que a gente queria saber era só recorrer a ele que logo tinha uma história para contar. Foi ele que me ensinou que era preciso, de vez em quando, mudar. Disse isso pensando no rio. Fez-me olhar o rio que corria.
MUNDURUKU, Daniel. Antologia de contos indígenas de ensinamento: tempo de histórias. São Paulo: Moderna, 2005, p.19.

O trecho citado foi extraído de uma obra que compõe um conjunto de narrativas, textos, poemas, cantos, mitos, histórias orais, performances e produções escritas elaboradas por autores e autoras pertencentes aos diversos povos indígenas. Ela se caracteriza por expressar cosmovisões próprias, valores, memórias coletivas, modos de viver, relações com a natureza, com o território e com o sagrado, além de refletir questões políticas, históricas e identitárias desses povos. Trata-se da literatura
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Q3866421 Pedagogia
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Uma em cada seis crianças de até 6 anos de idade foi vítima de racismo no Brasil. As creches e pré-escolas são os locais onde ocorreu a maior parte desses crimes. Os dados são do Panorama da Primeira Infância: o impacto do racismo, pesquisa nacional encomendada ao Datafolha pela Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal - organização da sociedade civil que trabalha pela causa da primeira infância [...].
Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitoshumanos/noticia/2025-10/uma-em-cada-seis-criancas-de-ate-6-anos-foivitima-de-racismo. Acesso em: 15 nov. 2025.


A notícia evidencia um problema social que deve ser combatido com uma educação antirracista, a partir da Lei nº 10.639/2003, que torna obrigatório o ensino da História e Cultura
Alternativas
Q3866419 História
Leia o texto a seguir.

No tempo que governavam os três estados, começaram a levantarem-se uns tipos de gentes que se chamavam companheiros e que saqueavam a todos que levavam cofres. Digo que os nobres do reino da França e os prelados da santa Igreja começaram a se cansar da empresa e da ordem dos três estados. Deixaram atuar o preboste dos comerciantes e alguns burgueses de Paris, mas intervinham mais do que desejavam. Sucedeu um dia que o duque da Normandia estava em seu palácio com grande quantidade de cavaleiros e o preboste dos comerciantes reuniu também grande quantidade de comunas de Paris que eram de sua seita e de seu partido. Todos levavam gorros iguais para reconhecerem-se. Este preboste se dirigiu ao palácio rodeado por suas gentes e entrou na câmara do duque. Com grande acrimônia requereu que se ocupasse dos assuntos do reino e mantivesse conselho, de modo que o reino que devia herdar estaria bem protegido daqueles companheiros que o dominavam, saqueando e roubando por todo o país. O duque respondeu que se ocuparia com muito gosto, se obtivesse sentença de assim fazê-lo, mas que correspondia decidir o que determinava os ditames e juízos do reino. Não sei por que nem como sucedeu, mas as palavras foram crescendo tanto e tão alto que, na presença do duque da Normandia mataram os três maiores de seu conselho, tão próximo dele, que sua vestimenta ficou ensanguentada. O mesmo correu um grande perigo, mas lhe deram um dos gorros e concedeu perdoar a morte daqueles três cavaleiros, dois de armas e o terceiro de leis. Um deles se chamava meu senhor Robert de Clermont, um homem nobre e muito gentil; o outro, senhor de Conflans, marechal de Champagne e cavaleiro de leis, meu senhor Simon de Bucy. Foi uma grande pena que ali morressem, por falar e aconselhar bem a seu senhor.

FROISSART, Jean. Crônicas (c. 1337-1410). Disponível em: https://www.ricardocosta.com/extratos-de-documentos-medievais-sobre-ocampesinato-secs-v-xv#extrato-43. Acesso em: 14 nov. 2025.

Sobre as relações medievais presentes no trecho das Crônicas de Froissart, identifica-se uma sociedade
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Q3866418 Pedagogia
Leia o texto a seguir.

A educação inclusiva é o resultado de um longo processo de evolução no entendimento dos direitos humanos e do papel da educação na promoção da equidade. Ao longo dos anos, a sociedade tem passado por mudanças significativas em relação à forma como as pessoas com deficiência são vistas e tratadas, movendo-se de uma abordagem segregacionista para uma mais inclusiva, onde todos têm o direito de participar plenamente da vida em comunidade, incluindo o acesso à educação regular.
LIMA, Rafael Santos et al. Estratégias pedagógicas para inclusão de alunos com deficiência intelectual em salas regulares. Revista Foco, v.17 n.11, 2024, p. 4. 


Na docência em História, professores e professoras que trabalham na perspectiva de uma educação inclusiva utilizam estratégias de ensino e aprendizagem que
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Q3866416 Pedagogia
Leia o texto a seguir.

A inclusão nas discussões sobre a Didática da História de temas relacionados à diversidade, às novas relações com a natureza, bem como o combate radical ao eurocentrismo, tem indicado a necessidade de uma mudança e renovação estrutural dos conteúdos substantivos, além do trabalho efetivo com os conceitos epistemológicos constitutivos da formação do pensamento histórico. Exige também a consolidação da inclusão dos diferentes sujeitos no processo de ensino e aprendizagem, bem como o acolhimento da pluralidade de suas vozes em todos os elementos constitutivos dos artefatos da cultura escolar.

SCHMIDT, Maria Auxiliadora Moreira dos Santos. A formação como possibilidade de superação do status de “reçaga” da Didática da História na contemporaneidade. In: NICOLINI, Cristiano; SILVA, Maria da Conceição (org.). Natureza, diversidade e os desafios para a cultura histórica. 1. ed. Teresina: Cancioneiro, 2025, p. 22.


De acordo com o texto, a Didática da História tem como desafio a 
Alternativas
Q3866415 História
Leia o texto a seguir.

No cinema, as representações de Octaviano/Augusto tendem a recuperar e confirmar este tipo de episódios retratados na cultura e nas artes, a partir de visões literárias e pictóricas compostas em torno dos amores de Marco Antônio e de Cleópatra, remetendo invariavelmente a história de Augusto para segundo plano. [...]. É preciso não descurar este aspecto fundamental: o que chegou ao cinema e à televisão é o resultado de ficções e/ou mitos fundados e forjados inicialmente pela própria Cultura Clássica.

MENDES, Elsa Maria Carneiro. Narrativas audiovisuais sobre a Antiguidade Clássica: a representação do Imperador Augusto no cinema e na TV. ICONO14, Julio-diciembre, 2019, Volumen 17, Nº 2, p. 63.


Sobre a reprodução de imagens da Antiguidade na cultura histórica do tempo presente, o excerto evidencia que os mitos são
Alternativas
Q3866414 História
Leia o texto a seguir.

A queda da grande cidade mexica, principal mandatária da Tríplice Aliança, e o relativo domínio espanhol sobre a capital inca do Tahuantinsuyu também têm seus exclusivismos historiográficos replicados e cultivados na memória histórica ocidental, ou seja, na noção que a maioria dos habitantes dos atuais Estados-Nações da América e da Europa possui acerca do próprio passado. Obviamente, a ideia que os espanhóis venceram cabalmente os mexicas em 1521 e os incas em 1533 é mais relevante entre as populações dos Estados-Nações que se formaram a partir dos vice-reinos hispânicos na América, embora essa ideia também possua uma notória presença entre as populações dos demais países de nosso continente, como no Brasil e nos Estados Unidos. Essa memória histórica se nutriu, em alguma medida, dessas linhas historiográficas hegemônicas, assim como de relatos espanhóis do século XVI, como as famosas Historia verdadera de la conquista de la Nueva España, de Bernal Díaz del Castillo, e Verdadera Relación de la Conquista del Perú, de Francisco de Xerez. Expressões vigorosas e atuais dessa memória histórica ocidental sobre a conquista da América podem ser vistas em abundância nos currículos e aulas do ensino fundamental e médio, nos livros didáticos e em outros materiais destinados ao ensino de História, além de também caracterizarem pinturas artísticas, monumentos, museus, filmes, séries, novelas e documentários dedicados ao tema.

SANTOS, Eduardo Natalino dos. História dos vencidos, história da mestiçagem e história indígena. In: ACRUCHE, Hevelly Ferreira; SILVA, Bruno. As américas em perspectiva: das conquistas às independências. Juiz de Fora, MG: Editora UFJF/ClioEdel, 2023, p. 27.


O processo descrito no excerto se refere a uma transposição didática do conhecimento histórico associada à ideia de uma
Alternativas
Q3866412 História
Leia o texto a seguir.

O que faz sentido pensar historicamente, por que faz sentido pensar isso ou aquilo, para que apreender, entender, atribuir sentido a gentes e a grupos, a tempos e a episódios? A cada tempo sua intriga desafiadora. A cada quotidiano pertence uma nova bateria de questões ou a revisão de questões não raro múltiplas vezes tratadas. E a todas elaboram-se respostas ao sabor do tempo presente. Não me parece que as narrativas históricas sejam quaisquer, já que revestidas da confiabilidade metódica.
MARTINS, Estevão C. de Rezende. História: por quê? Para quê? In: AVELAR, Alexandre de Sá (org.). História para quê? Para quem? 1. ed. Teresina: Cancioneiro, 2024, p. 15.

A concepção de história presente na citação compreende o passado como
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Q3866411 História
Leia o texto a seguir.

A história não emerge como um dado ou um acidente que tudo explica: ela é a correlação de forças, de enfrentamentos e da batalha para a produção de sentidos e significados, que são constantemente reinterpretados por diferentes grupos sociais e suas demandas – o que, consequentemente, suscita outras questões e discussões.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018, p. 397.

O trecho foi retirado da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), em sua parte que aborda o ensino de História para a etapa do Ensino Fundamental. O parágrafo apresentado evidencia uma oposição à concepção de história 
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Q3866145 Pedagogia
O art. 214 da Constituição Federal de 1988 e a Emenda Constitucional nº 59, de 2009, tratam do planejamento da educação brasileira ao afirmarem que
Alternativas
Q3866144 Direito Constitucional
O art. 205 da Constituição Federal de 1988, ao tratar da educação, estabelece que a 
Alternativas
Q3866143 Pedagogia
O Plano Nacional de Educação (PNE), instituído pela Lei nº 13.005/2014, estabelece qual relação entre os entes federados?
Alternativas
Q3866141 Pedagogia
A educação brasileira é regida por leis, normas e documentos normativos. O documento normativo que orienta a elaboração dos currículos e das propostas pedagógicas da educação básica no Brasil é
Alternativas
Respostas
961: B
962: A
963: C
964: C
965: D
966: C
967: A
968: C
969: A
970: A
971: B
972: C
973: D
974: A
975: A
976: C
977: C
978: A
979: C
980: A