Foram encontradas 23.793 questões
Resolva questões gratuitamente!
Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!
Os adolescentes, a criatividade, as bolhas e os algoritmos
País do futebol arte, da bossa nova, do carnaval espetáculo, do cinema novo e de tantas outras formas de arte admiráveis. Essas sempre foram justificativas para que o Brasil fosse visto como um país criativo, que inova em diversas situações. Por isso, qual não foi a surpresa quando o Pisa, a avaliação internacional para estudantes com 15 anos, realizada pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), divulgou os resultados do exame de 2022 no quesito pensamento criativo: estamos no 49º lugar, com 23 pontos.
Desde o ano 2000, o Pisa avalia os conhecimentos gerais em matemática, ciências e leitura de alunos de escolas públicas e particulares, e essa foi a primeira vez em que a criatividade foi considerada nas respostas. Com o tema “Mentes criativas e escolas criativas”, a proposta era avaliar como os diferentes países integram a criatividade nos currículos escolares, com o objetivo de formar cidadãos capazes de explorar novas perspectivas para solucionar problemas de maneira original e eficaz. Mas por que será que o Brasil apareceu entre os 12 piores resultados?
Especialistas analisam a questão sob diferentes perspectivas: a escola brasileira precisa ser um ambiente mais propício à criatividade, oferecendo mais espaço para disciplinas e atividades que estimulem os alunos a buscarem alternativas novas para os problemas cotidianos e não apenas focar nas disciplinas obrigatórias; os educadores precisam ser melhor formados para implementar atividades e projetos que desenvolvam diferentes competências e habilidades artísticas e inovadoras nas crianças e jovens; os brasileiros são um dos públicos que mais tempo passa em frente às telas de celulares e tablets e, por fim, há quem chame a atenção para as imensas desigualdades de toda ordem existentes em nosso país, que dificultam o aprendizado de conteúdos básicos como leitura, escrita e cálculo.
Todas as análises fazem sentido, porém, questões complexas como essa pedem respostas na mesma linha. Há uma crise de criatividade entre as crianças e jovens das novas gerações, e isso é um sinal de que há algo acontecendo nos corações e mentes desse público no mundo inteiro. Como sabemos, a adolescência é a fase de transição entre a infância e a vida adulta, e traz, em seu bojo, a dicotomia entre a saudade dos tempos pueris e o desejo de desbravar o desconhecido, de preferência, por conta e risco. Em tempos em que as conexões digitais têm tomado o espaço precioso das interações reais em que se aprendia a solucionar os problemas por meio da experiência concreta de ter de lidar cara a cara com o diferente e o diverso, assistimos a esses indivíduos aguardando que os algoritmos e sistemas de busca lhes forneçam todas as respostas. E como as máquinas ainda não dão conta da miríade de possibilidades que as relações nos oferecem para a resolução dos problemas, temos meninos e meninas mais acomodados, passivos, entediados. Como exercer a criatividade em uma bolha na qual todos pensam e agem de maneira igual? Como buscar novas visões sobre o que nos rodeia com um algoritmo nos propondo, sem cessar, mais conteúdos sobre o que gostamos e com os quais nos sentimos mais confortáveis?
Essas são perguntas que também nós, adultos, temos de nos fazer. Não só como educadores dessa nova geração, mas como indivíduos e cidadãos. Sair das bolhas, combater a polarização e tudo o que nos divide e desumaniza é um exercício cotidiano de criatividade. “Consumimos sempre as mesmas coisas nas redes, ignorando o que é diferente. Por isso, é sempre bom dar um nó no algoritmo. Ouvir playlists fora do que estamos acostumados, andar por regiões diferentes, escutar o que os outros pensam, nos relacionar com pessoas que trazem olhares diferentes das coisas”, aconselha a jornalista e especialista em comunicação digital Pollyana Ferrari, autora do livro “Como sair das bolhas”. Olhar para além das redes é, sobretudo, um exercício de manutenção da saúde mental, mas, como tudo o que envolve um certo esforço e nos desacomoda, torna-se um grande desafio. E andamos cansados demais para dar conta desses e de tantos outros que a vida contemporânea tem nos colocado.
É interessante observar como a aparente facilidade que nos é oferecida pelos algoritmos e bolhas vai diminuindo não apenas a nossa criatividade e criticidade. Eles, ao moldarem nossos gostos e necessidades, resumem as nossas preferências a meia dúzia de coisas que conduzem a uma reprodução automática, gerando tédio e desinteresse pelo que nem sabemos existir. Como afirmou um estudante que entrevistamos para o podcast “curti, e daí?”: “Eu estava no TikTok e apareceu um vídeo para mim. Coisas que eu mais gosto, e aí, todas as coisas que apareceram no vídeo eram as coisas que eu mais gostava de fazer. Eu percebo que a cada dia isso é mais evidente, como se fosse diminuindo tudo que eu gosto mais, sabe? Como se fosse compactando as coisas que eu mais gosto…”.
Ter consciência do que nos acontece é sempre um bom começo. Porém, é preciso lembrar do porquê de estarmos nas redes: em busca da sensação de pertencimento, algo que é fundamental para o ser humano e mais ainda para aqueles que estão em formação. Estamos sempre à procura de afeto e reconhecimento, e nas redes isso vem de maneira rápida e volumosa, traduzido por cliques e likes. “Desinformação, fake news, tudo é sintoma. Tire-as da reta e o problema continuará ali, igual, de pé. Porque o problema principal é o do alinhamento de identidades e de como é reconfortante estar num grupo homogêneo. Toda conversa, nas redes sociais, se torna um ritual de reafirmação dessa identidade alinhada. Somos atores num palco eternamente demonstrando o quanto somos parecidos com os nossos e distintos daqueles outros”, alerta o jornalista Pedro Dória em seu artigo “A rede social perfeita para as democracias”, publicado no Canal Meio.
Nesse sentido, cabe-nos perguntar não apenas por que vivemos uma crise de criatividade, mas sobretudo por que não conseguimos nos encontrar nos espaços que promovem o diálogo, a interação corpo a corpo, que estimulam a imaginação nos trazendo novas paisagens (físicas e ficcionais). Precisamos recuperar a nossa capacidade de imaginar para além dos fatos, dados e informações, já que estamos inundados por eles. Um bom começo pode estar no resgate de alguns sonhos e projetos que não estão no nosso feed. Não requer muito esforço, apenas iniciativa, atitude indissociável da criatividade.
(Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/colunistas/2024/07/04/os-adolescentes-a-criatividade-as-bolhas-e-os-algoritmos. Acesso em: setembro de 2024. Adaptado.)
Durante a Segunda Guerra Mundial, o partido nazista que governava a Alemanha buscou soluções para tratar a “questão judaica” (Endlösung der Judenfrage).
Assinale a alternativa que indica corretamente a solução encontrada.
Analise o texto abaixo:
“A África propriamente dita é a parte característica deste continente. […]. Não tem interesse histórico próprio, senão o de que homens vivem ali na barbárie e na selvageria, sem fornecer nenhum elemento à civilização. Por mais que retrocedamos na história, acharemos que a África está sempre fechada no contato com o resto do mundo, é um Eldorado recolhido em si mesmo, é o país criança, envolvido na escuridão da noite, aquém da luz da história consciente. […] Nesta parte principal da África, não pode haver história”.
Apud: Hernandez, Leila Leite. A África em sala de aula.
Assinale a alternativa correta de acordo com o texto.
Analise as afirmativas abaixo. Segundo, Pedro Paulo Funari e Ana Piñon:
1. Os indígenas não são personagens de um passado distante. Existem, no Brasil contemporâneo, cerca de 235 povos indígenas.
2. A história do Brasil tem início em 1500 quando os navegadores portugueses aqui aportaram.
3. Os indígenas foram vítimas do avanço da civilização branca e hoje estão quase extintos, exceto por algumas centenas de sobreviventes esquecidos nos rincões das florestas.
4. A mandioca, o tomate, a batata e o chocolate são algumas das contribuições dos povos americanos para o mundo.
5. Muitas palavras da língua brasileira, como caju, Pindamonhangaba e Anhanguera, são de origem indígena.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
No final da década de 2010, novos estudos feitos a partir de DNA fóssil confirmaram uma hipótese a respeito da origem dos primeiros habitantes da América.
Assinale a alternativa que indica corretamente essa teoria.
Durante grande parte da Idade Média preponderou na Europa Ocidental um modo de produção econômico, político e social baseado na posse da terra.
Assinale a alternativa que identifica corretamente esse modo de produção e uma de suas características.
Analise o texto abaixo:
O rio cobria anualmente a sua planície aluvial inundável. […] A cheia ocorre entre julho e novembro quando as águas da inundação escoam e o rio diminui progressivamente o seu débito, sem nunca secar totalmente […]. À medida que as águas se espraiam, sua velocidade diminui e só aluviões mais leves, altamente fertilizantes, são carregados e depositados.
CARDOSO, Ciro Flamarion. Sete olhares sobre a Antiguidade.
Assinale a alternativa que pode ser corretamente relacionada ao texto.
Relacione as formas de registro da coluna 2 com as sociedades listadas na coluna 1.
Coluna 1 Sociedades
1. Egípcios
2. Fenícios
3. Mesopotâmia
4. Povos da América Andina
5. Visigodos
Coluna 2 Formas de registro
( ) Escrita cuneiforme
( ) Hieróglifos sobre papiro
( ) Alfabeto (representação fonética)
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) sobre a pedagogia histórico-crítica.
( ) Favorece o diálogo dos alunos entre si e com o professor.
( ) Foca os conteúdos que confrontam as realidades sociais.
( ) Articula a teoria e a prática.
( ) Tem como fundamento a ENP (Pedagogia da Escola Nova).
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
No cotidiano da aula de História, devem ser garantidos momentos de interação de ideias, de hipóteses, debates, levantamento e resoluções de problemas, bem como o contato com diferentes versões e registros acerca dos objetos de conhecimento.
Currículo Base do Ensino Fundamental do Município de Chapecó.
Essa afirmação pode ser associada à (ao):
Analise as afirmativas abaixo sobre o documento Currículo Base do Ensino Fundamental do Município de Chapecó.
1. A aprendizagem inicia-se muito antes da inserção escolar e continua paralelamente a ela durante toda a vida do aluno.
2. O currículo escolar não pode –nem deve– propor a construção do pensamento investigativo e da autonomia cognitiva.
3. Cabe à escola estimular o pensamento crítico e criativo, organizando a rotina de exploração dos objetos de conhecimento.
4. A missão da escola é unicamente reproduzir os conhecimentos obtidos pelos historiadores, uma vez que não lhe cabe a produção do conhecimento.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
"Educação é um conceito amplo que se refere ao processo de desenvolvimento unilateral da personalidade, envolvendo a formação de qualidades humanas físicas, morais intelectuais, estéticas tendo em vista a orientação da atividade humana na sua relação com o meio social, em determinado contexto de relações sociais."
Tendo o fragmento do texto acima como referência inicial e considerando a relevância do tema por ele tratado, julgue o item seguinte.
LIBÂNEO, J. C. Didática. 28ª reimpressão. São Paulo: Cortez, 2008, p. 21.
"Educação é um conceito amplo que se refere ao processo de desenvolvimento unilateral da personalidade, envolvendo a formação de qualidades humanas físicas, morais intelectuais, estéticas tendo em vista a orientação da atividade humana na sua relação com o meio social, em determinado contexto de relações sociais."
Tendo o fragmento do texto acima como referência inicial e considerando a relevância do tema por ele tratado, julgue o item seguinte.
LIBÂNEO, J. C. Didática. 28ª reimpressão. São Paulo: Cortez, 2008, p. 21.
Com relação às avaliações educacionais, julgue o item seguinte.
As provas de múltipla escolha são o melhor método de avaliação, pois permitem uma correção objetiva e rápida, sendo ideais para todos os contextos educacionais.
Com relação às avaliações educacionais, julgue o item seguinte.
A avaliação diagnóstica é aplicada no final de um período letivo com o objetivo de medir o desempenho dos alunos e classificar seu aproveitamento.