Questões de Concurso
Comentadas para professor - geografia
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I. O medo DA AVALIAÇÃO paralisou alguns candidatos.
II. O medo DO PROFESSOR era visível em sua fala trêmula.
Os termos "DA AVALIAÇÃO" (I) e "DO PROFESSOR" (II) classificam-se sintaticamente, de forma respectiva, como:
– Professor A: "Você PODERIA me emprestar seu diário de classe?"
– Professor B: "Claro, ESTAVA justamente pensando em procurá-lo."
Os usos do Futuro do Pretérito (PODERIA) e do Pretérito Imperfeito do Indicativo (ESTAVA) cumprem, respectivamente, as seguintes funções semânticas no contexto:
A colocação do pronome "LHES" antes do verbo ("pôde") justifica-se pela presença de:
I. O geólogo analisou a PEDRA encontrada na expedição.
II. O professor afirmou: "Você será a PEDRA fundamental desta nova escola."
Quanto ao sentido da palavra "PEDRA", é correto afirmar que:
"Amor é fogo que arde sem se ver; / é ferida que DÓI, e NÃO SE SENTE; / é um contentamento DESCONTENTE; / é dor que desatina sem doer."
A definição do amor pela coexistência de impossibilidades lógicas (como "doer e não se sentir" e "contentamento descontente") configura qual figura de pensamento?
"Ensinar Geografia é uma tarefa que exige do professor um conjunto de conhecimentos, saberes e linguagens específicas que contribuam para o desenvolvimento da leitura e análise espacial [...]. Para que isso se efetive no contexto escolar, torna-se necessário que o docente tenha compreensão da importância de articular o conceito de espaço geográfico com as práticas cotidianas vivenciadas pelos estudantes. Nesse sentido, um dos possíveis percursos metodológicos para realizar tal demanda está no uso de mapas mentais atrelados ao trabalho da Geografia escolar".
(Adaptado de: RICHTER, Denis. A leitura e análise espacial por meio de mapas mentais na Geografia escolar. Signos Geográficos, Goiânia, v. 4, 2022.)
Sobre o processo de ensino e aprendizagem na Geografia e tendo como referência a citação, assinale a alternativa que indica o fundamento metodológico necessário para que o professor desenvolva a leitura e análise espacial do(a) estudante:
(Adaptado de: PEREIRA, Raquel Maria Fontes do Amaral. Formação sócio-espacial do litoral de Santa Catarina (Brasil): gênese e transformações recentes. Geosul, Florianópolis, v. 18, n. 35, p. 99-129, jan./jun., 2003.)
A citação evidencia a superação do isolamento geoeconômico da capital catarinense. O processo que resulta fundamentalmente nesse rompimento é:
"As atividades produtivas catarinense historicamente caracterizam-se pela constituição e desenvolvimento de segmentos especializados regionalmente que, por sua vez, apresenta uma elevada concentração geográfica. [...] O setor eletro metal mecânico concentra-se em Joinville e difunde-se para suas áreas próximas (Blumenau e São Bento do Sul) e áreas não próximas como Chapecó, Criciúma e Tubarão. Apesar do setor têxtil estar concentrado na sua região de formação (Vale do Itajaí), sua dispersão atingiu áreas distantes como Criciúma, São Carlos e Maravilha no oeste do estado".
(Adaptado de: ESPÍNDOLA, Carlos José. Configurações socioespaciais das estruturas produtivas catarinenses pós-2000. Entrelugar, Dourados, v. 11, n. 21, p. 159-182, 2020.)
O excerto descreve o padrão da atividade produtiva em Santa Catarina. A característica socioespacial predominante desses segmentos é:
"Durante a Guerra do Contestado, indígenas Kaingang e Xokleng achavam-se espalhados por todo o Planalto [catarinense] e participaram de múltiplas maneiras do conflito, estabelecendo formas de aliança e trocas, seja integrando-se aos redutos, fornecendo alimentos aos membros do movimento ou abrigando-os nos aldeamentos. Lutaram pelo direito à terra e contra a barbárie provocada pelos ataques de "bugreiros" e pela invasão de seus territórios, ou seja, nem todos os 'brancos' eram iguais, e parte dos caboclos foram indianizados pelos próprios indígenas, constituindo uma nova combinação de resistência a uma nova elite nacional que os ameaçava".
Adaptado de: WIIK, Flavio Braune; MUCHALOVSKI, Eloi Giovane. Os povos indígenas na região do Planalto Catarinense: dinâmicas históricas e permanências. In: GRANADA, Daniel (Org.). As identidades culturais no planalto catarinense. Florianópolis: Edições do Bosque; UFSC; CFU; NUPPE, 2023. p. 27.
A citação problematiza a Guerra do Contestado a partir da presença de povos indígenas. A principal implicação dessa análise para a Geografia Histórica do conflito é:
"Do ponto de vista estritamente econômico, as ideias e objetivos de Trump já foram formulados por vários de seus auxiliares, faz bastante tempo, e já estiveram presentes no seu primeiro mandato. No curto prazo, reequilibrar o balanço comercial deficitário dos EUA, e o mesmo do ponto do desequilíbrio fiscal norte-americano. E no médio e longo prazo, promover um processo de 'reindustrialização da economia americana', sobretudo através da transferência ou retorno dos capitais e das empresas americanas sediadas no exterior".
(Adaptado de: FIORI, José Luís. Tarifaço de Trump. Instituto Humanitas Unisinos, 19 ago. 2025. Disponível em: http://ihu.unisinos.br/categorias/655992-tarifaco-de-trump-entrevista-co m-jose-luis-fiori. Acesso em: 30 out. 2025.)
O trecho reproduzido anteriormente descreve a política econômica de Donald Trump implementada no período recente. O principal objetivo de médio e longo prazo dessa estratégia, segundo o texto, é:
"O objetivo dos mapas temáticos é o de fornecer, com o auxílio de símbolos qualitativos e/ou quantitativos dispostos sobre uma base de referência, geralmente extraída dos mapas topográficos ou dos mapas de conjunto. uma representação convencional dos fenômenos localizáveis de qual- quer natureza e de suas correlações".
(Adaptado de: JOLY, Fernand. A cartografia. Campinas: Papirus, 2015. p. 74-75.)
Conforme o excerto, o papel primordial dos mapas temáticos na Geografia é:
(Adaptado de: AB'SABER, Aziz Nacib. Os domínios de natureza no Brasil: potencialidades paisagísticas. São Paulo: Ateliê Editorial, 2003. p. 101.)
A citação apresentada descreve um domínio morfoclimático brasileiro. Esse domínio é:
(Adaptado de: HAESBAERT, Rogério. O mito da des-territorialização: do "fim dos territórios" à multiterritorialidade. 6. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2011. p. 312.)
A passagem exposta define a desterritorialização sob uma perspectiva crítica. Assinale a alternativa que indica a correta compreensão desse processo em relação aos grupos sociais mais excluídos:
(Adaptado de: CLAVAL, Paul. Epistemologia da Geografia. 2. ed. Florianópolis: Ed. da UFSC, 2014. p. 65.)
A citação anterior reflete sobre o papel da escala na análise geográfica. O papel essencial da mudança de escala na interpretação da paisagem, conforme o trecho, é:
"[...] um cotidiano compartido entre as mais diversas pessoas, firmas e instituições − cooperação e conflito são a base da vida em comum. Porque cada qual exerce uma ação própria, a vida social se individualiza; e porque a contiguidade é criadora de comunhão, a política se territorializa, com o confronto entre organização e espontaneidade. [...] é o quadro de uma referência pragmática ao mundo, do qual lhe vêm solicitações e ordens precisas de ações condicionadas, mas é também o teatro insubstituível das paixões humanas, responsáveis, através da ação comunicativa, pelas mais diversas manifestações da espontaneidade e da criatividade".
(Adaptado de: SANTOS, Milton. A natureza do espaço: técnica e tempo, razão e emoção. 6. ed. São Paulo: Edusp, 2014. p. 322.)
Considerando o trecho citado, que enfoca o cotidiano, as relações e a afetividade, o conceito central para a Geografia explorado no excerto é: