Questões de Concurso Comentadas para professor - geografia

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Ano: 2026 Banca: Fundação CETREDE Órgão: Prefeitura de Maracanaú - CE Provas: Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Alfabetizador 1º e 2º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Língua Inglesa - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Língua Portuguesa - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Matemática - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Fundamental - 3º ao 5º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Educação Infantil | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Arte e Educação - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Ciências - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Educação Infantil - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Ensino Religioso - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Geografia - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - História - 6º ao 9º Ano |
Q4008785 Português
Leia o texto e responda à questão.


“O café do intervalo e a teoria do quase”


   No intervalo da manhã, quando o corredor vira uma avenida de passos apressados e promessas de “já volto”, eu caminho até a cantina como quem vai cumprir um ritual civil. Não é fome: é aquela necessidade de um gole quente para reorganizar o pensamento, como se a cafeína soubesse arquivar dúvidas. A placa anuncia “Café passado na hora”, e eu me pego sorrindo para a expressão: como se existisse a hora oficial do café, com carimbo e assinatura.

   A fila começa curta e, por isso mesmo, suspeita. O primeiro obstáculo é o entusiasmo alheio. Uma colega me cumprimenta com um “rapidinho, só uma pergunta”, e essa frase, aprendi, tem o mesmo estatuto do “sem querer” antes de um comentário bem intencional. Eu respondo com um “claro”, que na língua da sobrevivência acadêmica significa: claro que não há escolha. Ela quer saber se eu “só poderia dar uma olhadinha” em um formulário, “bem simples”. Simples, aqui, é um adjetivo mágico: não descreve o objeto; descreve a tentativa de reduzir o tempo do outro.

   Enquanto finjo analisar campos e siglas, a fila cresce atrás de nós como argumento que se encorpa. Quando enfim chego ao balcão, o atendente aponta para um aviso escrito à mão: “PIX fora do ar”. A frase tem a concisão de um decreto e, ao mesmo tempo, a delicadeza de um pedido de desculpas. Procuro moedas, encontro um cartão que “agora não passa”, e sinto a vergonha minúscula de quem foi desmentida pelo próprio bolso. “É só reiniciar a maquininha”, diz alguém, como se reiniciar fosse sinônimo de resolver.

   Volto dois passos, tento sinal, tento fé. Na tela do celular, o círculo de carregamento gira com uma serenidade provocativa. Penso na teoria do quase: quase é a região onde a gente vive por prática, não por vocação. Quase respondi, quase terminei, quase publiquei, quase fui ao médico, quase dormi cedo. Quase é um jeito de manter a esperança em pé sem precisar encostar a realidade na parede. E, no intervalo, quase tem rosto: o “já”, o “só”, o “bem”, o “assim que der”.

   Finalmente pago em dinheiro emprestado — “me devolve depois, quando puder, sem pressa” — e essa generosidade traz embutida uma cobrança leve, do tipo que não pesa hoje, mas cobra amanhã. O café vem em copo de papel, tampado, e o vapor foge pela fresta como fofoca que não aguenta segredo. Dou o primeiro gole e percebo que não está tão quente quanto prometia a placa. Está morno, aquela temperatura neutra que não consola nem ofende.

   No caminho de volta, um aluno me alcança: “Prof, é rapidinho”. E eu, já com o café na mão e o intervalo no fim, ouço a frase como quem ouve o próprio nome dito errado. Ele abre o celular e me mostra uma mensagem: “Desculpa incomodar, mas eu quase desisti da disciplina”. Quase, outra vez.

   Eu me lembro de quantas vezes usei “quase” para suavizar pedidos: quase poderia enviar hoje? quase dá para remarcar? Como se a palavra amortecesse o impacto do desejo. Mas, ali, ela era um pedido de ajuda sem dramatização, um ponto de exclamação sussurrado bem mesmo.

   Só que, agora, o quase não adia; avisa. Eu paro. O corredor continua correndo. E, pela primeira vez na manhã, o café serve: não para acelerar, mas para ficar.


Fonte: Banca Examinadora
No fecho “Eu paro. O corredor continua correndo.”, o efeito de sentido é
Alternativas
Ano: 2026 Banca: Fundação CETREDE Órgão: Prefeitura de Maracanaú - CE Provas: Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Alfabetizador 1º e 2º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Língua Inglesa - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Língua Portuguesa - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Matemática - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Fundamental - 3º ao 5º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Educação Infantil | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Arte e Educação - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Ciências - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Educação Infantil - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Ensino Religioso - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Geografia - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - História - 6º ao 9º Ano |
Q4008784 Português
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“O café do intervalo e a teoria do quase”


   No intervalo da manhã, quando o corredor vira uma avenida de passos apressados e promessas de “já volto”, eu caminho até a cantina como quem vai cumprir um ritual civil. Não é fome: é aquela necessidade de um gole quente para reorganizar o pensamento, como se a cafeína soubesse arquivar dúvidas. A placa anuncia “Café passado na hora”, e eu me pego sorrindo para a expressão: como se existisse a hora oficial do café, com carimbo e assinatura.

   A fila começa curta e, por isso mesmo, suspeita. O primeiro obstáculo é o entusiasmo alheio. Uma colega me cumprimenta com um “rapidinho, só uma pergunta”, e essa frase, aprendi, tem o mesmo estatuto do “sem querer” antes de um comentário bem intencional. Eu respondo com um “claro”, que na língua da sobrevivência acadêmica significa: claro que não há escolha. Ela quer saber se eu “só poderia dar uma olhadinha” em um formulário, “bem simples”. Simples, aqui, é um adjetivo mágico: não descreve o objeto; descreve a tentativa de reduzir o tempo do outro.

   Enquanto finjo analisar campos e siglas, a fila cresce atrás de nós como argumento que se encorpa. Quando enfim chego ao balcão, o atendente aponta para um aviso escrito à mão: “PIX fora do ar”. A frase tem a concisão de um decreto e, ao mesmo tempo, a delicadeza de um pedido de desculpas. Procuro moedas, encontro um cartão que “agora não passa”, e sinto a vergonha minúscula de quem foi desmentida pelo próprio bolso. “É só reiniciar a maquininha”, diz alguém, como se reiniciar fosse sinônimo de resolver.

   Volto dois passos, tento sinal, tento fé. Na tela do celular, o círculo de carregamento gira com uma serenidade provocativa. Penso na teoria do quase: quase é a região onde a gente vive por prática, não por vocação. Quase respondi, quase terminei, quase publiquei, quase fui ao médico, quase dormi cedo. Quase é um jeito de manter a esperança em pé sem precisar encostar a realidade na parede. E, no intervalo, quase tem rosto: o “já”, o “só”, o “bem”, o “assim que der”.

   Finalmente pago em dinheiro emprestado — “me devolve depois, quando puder, sem pressa” — e essa generosidade traz embutida uma cobrança leve, do tipo que não pesa hoje, mas cobra amanhã. O café vem em copo de papel, tampado, e o vapor foge pela fresta como fofoca que não aguenta segredo. Dou o primeiro gole e percebo que não está tão quente quanto prometia a placa. Está morno, aquela temperatura neutra que não consola nem ofende.

   No caminho de volta, um aluno me alcança: “Prof, é rapidinho”. E eu, já com o café na mão e o intervalo no fim, ouço a frase como quem ouve o próprio nome dito errado. Ele abre o celular e me mostra uma mensagem: “Desculpa incomodar, mas eu quase desisti da disciplina”. Quase, outra vez.

   Eu me lembro de quantas vezes usei “quase” para suavizar pedidos: quase poderia enviar hoje? quase dá para remarcar? Como se a palavra amortecesse o impacto do desejo. Mas, ali, ela era um pedido de ajuda sem dramatização, um ponto de exclamação sussurrado bem mesmo.

   Só que, agora, o quase não adia; avisa. Eu paro. O corredor continua correndo. E, pela primeira vez na manhã, o café serve: não para acelerar, mas para ficar.


Fonte: Banca Examinadora
Considerando a repetição de “rapidinho” (na fala da colega e na do aluno), o texto constrói sobretudo um(a) 
Alternativas
Ano: 2026 Banca: Fundação CETREDE Órgão: Prefeitura de Maracanaú - CE Provas: Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Alfabetizador 1º e 2º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Língua Inglesa - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Língua Portuguesa - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Matemática - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Fundamental - 3º ao 5º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Educação Infantil | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Arte e Educação - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Ciências - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Educação Infantil - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Ensino Religioso - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Geografia - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - História - 6º ao 9º Ano |
Q4008783 Português
Leia o texto e responda à questão.


“O café do intervalo e a teoria do quase”


   No intervalo da manhã, quando o corredor vira uma avenida de passos apressados e promessas de “já volto”, eu caminho até a cantina como quem vai cumprir um ritual civil. Não é fome: é aquela necessidade de um gole quente para reorganizar o pensamento, como se a cafeína soubesse arquivar dúvidas. A placa anuncia “Café passado na hora”, e eu me pego sorrindo para a expressão: como se existisse a hora oficial do café, com carimbo e assinatura.

   A fila começa curta e, por isso mesmo, suspeita. O primeiro obstáculo é o entusiasmo alheio. Uma colega me cumprimenta com um “rapidinho, só uma pergunta”, e essa frase, aprendi, tem o mesmo estatuto do “sem querer” antes de um comentário bem intencional. Eu respondo com um “claro”, que na língua da sobrevivência acadêmica significa: claro que não há escolha. Ela quer saber se eu “só poderia dar uma olhadinha” em um formulário, “bem simples”. Simples, aqui, é um adjetivo mágico: não descreve o objeto; descreve a tentativa de reduzir o tempo do outro.

   Enquanto finjo analisar campos e siglas, a fila cresce atrás de nós como argumento que se encorpa. Quando enfim chego ao balcão, o atendente aponta para um aviso escrito à mão: “PIX fora do ar”. A frase tem a concisão de um decreto e, ao mesmo tempo, a delicadeza de um pedido de desculpas. Procuro moedas, encontro um cartão que “agora não passa”, e sinto a vergonha minúscula de quem foi desmentida pelo próprio bolso. “É só reiniciar a maquininha”, diz alguém, como se reiniciar fosse sinônimo de resolver.

   Volto dois passos, tento sinal, tento fé. Na tela do celular, o círculo de carregamento gira com uma serenidade provocativa. Penso na teoria do quase: quase é a região onde a gente vive por prática, não por vocação. Quase respondi, quase terminei, quase publiquei, quase fui ao médico, quase dormi cedo. Quase é um jeito de manter a esperança em pé sem precisar encostar a realidade na parede. E, no intervalo, quase tem rosto: o “já”, o “só”, o “bem”, o “assim que der”.

   Finalmente pago em dinheiro emprestado — “me devolve depois, quando puder, sem pressa” — e essa generosidade traz embutida uma cobrança leve, do tipo que não pesa hoje, mas cobra amanhã. O café vem em copo de papel, tampado, e o vapor foge pela fresta como fofoca que não aguenta segredo. Dou o primeiro gole e percebo que não está tão quente quanto prometia a placa. Está morno, aquela temperatura neutra que não consola nem ofende.

   No caminho de volta, um aluno me alcança: “Prof, é rapidinho”. E eu, já com o café na mão e o intervalo no fim, ouço a frase como quem ouve o próprio nome dito errado. Ele abre o celular e me mostra uma mensagem: “Desculpa incomodar, mas eu quase desisti da disciplina”. Quase, outra vez.

   Eu me lembro de quantas vezes usei “quase” para suavizar pedidos: quase poderia enviar hoje? quase dá para remarcar? Como se a palavra amortecesse o impacto do desejo. Mas, ali, ela era um pedido de ajuda sem dramatização, um ponto de exclamação sussurrado bem mesmo.

   Só que, agora, o quase não adia; avisa. Eu paro. O corredor continua correndo. E, pela primeira vez na manhã, o café serve: não para acelerar, mas para ficar.


Fonte: Banca Examinadora
De acordo com o texto, a “teoria do quase” funciona como metáfora para
Alternativas
Q4000334 Geografia
HINO OFICIAL DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS – SP

Ei-la envolta na neblina,
Debruçada na colina,
Sob o olhar da Mantiqueira
São José, a hospitaleira,
São José bicentenária.

Letra: Dr. Vítor Machado de Carvalho | Música: Maestro Pepe Ávila. Disponível em: https://www.camarasjc.sp.gov.br/hino-de-sao-jose-dos-campos Acesso: 14 Jan. 2026.

Uma característica física do município indicada na letra da canção, demonstra que o clima do município é 
Alternativas
Q4000333 Geografia
Tremor de terra assusta moradores de São José e Taubaté, SP Moradores de São José dos Campos e Taubaté, no interior de São Paulo, relataram um tremor de terra (...) o abalo durou cerca de quatro minutos e foi sentido por pessoas que moravam nos andares mais altos de prédios. Foram pelo menos nove ocorrências - seis em Taubaté e três em São José, segundo o Corpo de Bombeiros.

Disponível em: https://g1.globo.com/sp/ vale-do-paraiba-regiao/noticia/ Acesso: 14 jan. 2026.

A explicação do fenômeno para este local se dá pela
Alternativas
Q4000331 Geografia
As pessoas vivem no lugar, por isso esse conceito é o ponto de partida para a compreensão do espaço geográfico em escala nacional, regional ou mundial. É no lugar que as pessoas se relacionam, estabelecendo laços afetivos com parentes, amigos, colegas, vizinhos e também com a paisagem. É no lugar que são construídas as relações de cooperação, embora também as de conflito.

Disponível em: BRASIL. Ministério da Educação. Parâmetros Curriculares Nacionais: Geografia. Brasília: MEC/SEF, 1998. Acesso: 13 Jan. 2026 (Adaptado).
Sobre as escalas de abordagem do conceito apresentado e suas definições, correlacione as colunas a seguir:

1. local
2. regional
3. nacional

( ) implica a operacionalização do conceito de território controlado pelo Estado.
( ) exige a instrumentalização do conceito de lugar, associado ao conceito de paisagem.
( ) demanda trabalhar com a delimitação de áreas em extensões variáveis e com características em comum.

Assinale a opção que indica a relação correta na ordem apresentada: 
Alternativas
Q4000329 Geografia
O inglês Thomas Robert Malthus (1766-1834) elaborou um ensaio com um modelo que estimava o crescimento da população mundial, em 1798.

ROSA, Lorena Carolina. Uma contextualização histórica para o modelo clássico de Malthus. Disponível em: https://ojs.ifsp.edu.br/ Acesso: 10 Jan. 2026. Em relação ao modelo elaborado, avalie as afirmativas:

I. Determina que a população aumenta em progressão aritmética e a produção de alimentos em progressão geométrica.
II. Sustenta que os recursos naturais são finitos, comprometendo a capacidade de abastecimento de uma população crescente.
III. Considera que a pobreza seria o resultado da má distribuição de renda e da exploração do trabalho.

Está correto o que se afirma em 
Alternativas
Q4000326 Geografia
O Brasil, em razão de sua grande extensão territorial e da predominância de climas úmidos, possui uma extensa e densa rede hidrográfica. Os rios brasileiros têm diversos usos, como o abastecimento urbano e rural, a irrigação, o lazer e a pesca.

MOREIRA, João Carlos, SENE, Eustáquio de. Geografia geral e do Brasil: espaço geográfico e globalização São Paulo: Scipione, 2016, p. 211.

Um resultado positivo dessa grande rede em todo país é a(o) 
Alternativas
Q4000324 Geografia
A cartografia social é uma modalidade de cartografia participativa cujas raízes alicerçam-se em movimentos sociais, ONGs, pesquisas sociais etc. Neste aspecto posiciona-se politicamente pelo direito ao território para as comunidades tradicionais e grupos sociais minoritários.

ACSELRAD, Henri (org.). Cartografia social e dinâmicas territoriais: marcos para o debate. Rio de Janeiro: IPPUR/UFRJ, 2010.
As aproximações entre esse tipo de técnica e a escola favorecem a compreensão do espaço geográfico por crianças e jovens. Sobre este tema, avalie se as afirmativas a seguir são verdadeiras (V) ou falsas (F).

( ) Promove a legitimação de espaços não formais, com o objetivo de afirmar territorialidades, diferenças culturais e identidades.
( ) Permite o reconhecimento das práticas sociais no território como manifestações de diferentes usos do solo, conflitos e reivindicações.
( ) Possibilita o fortalecimento da noção de pertencimento e identidade territorial, com a participação comunitária.

As afirmativas são, respectivamente,
Alternativas
Q4000323 Geografia
A mata ciliar do Rio Paraíba do Sul em São José dos Campos (SJC) é um ecossistema da Mata Atlântica protegido pela APA Bacia do Rio Paraíba do Sul. A prefeitura promove a recuperação de nascentes e matas ciliares desde 2006, visando prevenir assoreamento, filtrar poluentes e preservar a biodiversidade local.

SÃO JOSÉ DOS CAMPOS (SP). Programa de Revitalização de Nascentes. São José dos Campos: Prefeitura Municipal de São José dos Campos, 2006–. Disponível em: https://nascentes.sjc.sp.gov.br/o-programa/. Acesso em: 10 fev. 2026.

Considerando os aspectos relevantes deste ecossistema em São José dos Campos, julgue as afirmativas a seguir:

I. A proteção das margens é fundamental, especialmente em áreas rurais e remanescentes de vegetação nativa, como na área do "Pantanal Joseense".
II. A preservação da vegetação ciliar contribui para aumentar a disponibilidade e melhorar a qualidade da água para o abastecimento da região, além de reduzir processos erosivos nas margens dos rios.
III. O incentivo ao plantio de mudas de espécies exóticas nas orlas desmatadas e aos passeios turísticos tradicionais, buscam aproximar a população da preservação da biodiversidade.

Está correto o que se afirma em 
Alternativas
Q4000322 Português
PAU DE ARARA

Só trazia a coragem e a cara
Viajando num pau-de-arara
Eu penei, mas aqui cheguei
Eu penei, mas aqui cheguei

GONZAGA, Luiz; MORAIS, Guio de. Pau-de-Arara. In: GONZAGA, Luiz. O Rei do Baião. Rio de Janeiro: RCA Victor, 1952.

O trecho da composição evidencia elementos regionais identitários da população migrante que retratam a 
Alternativas
Q4000321 Geografia
Muitos países ao redor do mundo já optaram por colocar seu território no centro do mapa-múndi. Essa escolha, geralmente motivada por causas políticas e estratégicas por países pertencentes ao Norte Global, altera a representação e percepção espacial de outros países.

Disponível em: https://revistaforum.com.br/brasil/ Acesso: 18 Jan. 2026.

Sobre a percepção cartográfico-política presente no texto, avalie as afirmativas a seguir.

I. Potências imperialistas em expansão usaram mapas para justificar suas reivindicações territoriais, tal como os portugueses fizeram com a Foz do Rio da Prata.
II. Colonizadores utilizaram mapas para detalhar recursos e infraestruturas essenciais para a dominação, reforçando autoridade e legitimando ações perante o mundo.
III. Nações expansionistas como os EUA promovem uma geografia ideológica voltada para a disputas de poder, tendo por estratégia observar seus inimigos posicionados no centro do tabuleiro global.

Está correto o que se afirma em 
Alternativas
Q4000318 Geografia
As relações raciais, nas suas múltiplas dimensões (de corporeidade, de religião, de cultura etc.), com suas manifestações de atributos e sistemas classificatórios constituem as suas próprias espacializações.

Disponível em: https://publicacoes.agb.org.br/boletimcampineiro/article/view/2840/2194. Acesso: 15 Jan. 2026.

Sobre o reconhecimento de manifestações e expressões concretas desse processo, avalie as afirmativas a seguir.

I. Manifestam-se nas políticas públicas, pretensamente universalistas, mas que privilegiam determinadas áreas, de população majoritária branca.
II. Configuram-se na existência de “fronteiras invisíveis” no espaço social das relações raciais, que se impõem através de constrangimentos à grupos considerados indesejados.
III. Explicitam-se na ruptura da subjetividade dos espaços, quando as ambiguidades territoriais são superadas, em favor da criação de um espaço democrático de uma mesma ordem social.

Está correto o que se afirma em
Alternativas
Q4000317 Geografia
Estudos sobre a verticalização em São José dos Campos mostraram as relações do fenômeno com os diferentes contextos socioeconômicos e políticos da produção do espaço urbano.

Disponível em: https://seer.pucgoias.edu.br/index.php/baru/ article/view/13508/7138 Acesso: 15 Jan. 2026.

Em alinhamento com a dinâmica de expansão urbana do município, avalie as afirmativas a seguir.

I. Produção de novas centralidades com o deslocamento de edifícios de escritórios, do centro histórico para as novas áreas de expansão urbana.
II. Destaque para a importância da renovação do sistema viário, ao longo do eixo da Dutra, como dinamizador do crescimento urbano.
III. Lançamento de empreendimentos de padrões arquitetônicos modernos e uso de novas tecnologias, combinado especulação imobiliária e marketing urbano.

Está correto o que se afirma em
Alternativas
Q4000316 Geografia
A aceleração contemporânea torna clara a necessidade de atualizar análises sobre antigos conflitos(...). Juntam-se a esse complexo quadro novos agentes e novas situações geográficas que desequilibram a balança do poder global.

Cataia, Márcio. "Notas metodológicas de um curso de Geografia Política." Boletim Campineiro de Geografia 14.1 (2024) Adaptado

Sobre a perspectiva colocada no texto, avalie as afirmativas a seguir.

I. A geopolítica atual conceitua a guerra híbrida como um enfrentamento militar de Estados distintos, que perturba um processo histórico normal da paz.
II. O ciberespaço é um novo espaço de disputa entre os Estados, marcado por sua infraestrutura técnica de redes digitais, satélites e sistemas de comunicação.
III. As fronteiras continuam tendo a função geopolítica de controle, administração e calibração de fluxos, mesmo que apresentem certa porosidade.

Está correto o que se afirma em 
Alternativas
Q4000315 Pedagogia
A BNCC, tanto para o ensino fundamental como para o ensino médio, define as aprendizagens essenciais que todos os estudantes devem desenvolver ao longo da educação básica – de forma progressiva e por áreas de conhecimentos (Linguagens, Matemática, Ciências da Natureza e Ciências Humanas e Sociais Aplicadas).

Pereira, Carolina Machado Rocha Busch, and Sonia Maria Vanzella Castellar. "Fundamentos do raciocínio geográfico e educação geográfica brasileira." Revista Brasileira de Educação em Geografia 14.24 (2024): 05-30.

Sobre a relação desse documento com a educação geográfica, avalie as afirmativas a seguir.

I. Sinaliza que o processo de ensino deve ir além da simples transmissão de conteúdos geográficos, proporcionando uma aprendizagem baseada na problematização da realidade, que permita análises críticas sobre os diferentes usos dos territórios.
II. Está organizado por sistemas conceituais e temáticos a partir da premissa do raciocínio geográfico, mantendo a dicotomia entre Geografia Física e Geografia Humana na abordagem escolar.
III. Apresenta no documento normativo a perspectiva do currículo organizado em círculos concêntricos, onde relações entre os fenômenos partem do lugar mais próximo até a esfera global.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4000314 Geografia
Associado a diversas outras palavras, tais como remoção branca, elitização e enobrecimento, serve para descrever uma série de acontecimentos que envolvem desde a mudança do público em determinada região até a expulsão de moradores para intervenções de embelezamento urbano.

Lafuente, Vanuza Domingues, et al. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação (2024): 17-57. Adaptado.

Conforme o texto, esse processo de transformação urbana é denominado
Alternativas
Q4000313 Pedagogia
A defesa pela Geografia enquanto componente curricular obrigatório nas escolas não pode ignorar o protagonismo que as dinâmicas espaciais vêm assumindo no atual estágio de globalização, que se apresenta como técnico, científico e informacional.

STRAFORINI, Rafael. O ensino de Geografia como prática espacial de significação. Estudos avançados, v. 32, n. 93, p. 175-195, 2018.

Sobre a defesa da posição apresentada no texto, avalie as afirmativas a seguir.

I. A Geografia Escolar tem um papel de destaque nos processos de reflexão crítica sobre os fenômenos e eventos espaciais em distintas escalas de análise.
II. A importância dos conhecimentos geográficos ensinados nas escolas está diretamente relacionada à tomada de decisões e resolução de problemas cotidianos.
III. A disciplina escolar, ao aprofundar os processos específicos de raciocínio geográfico, se torna autônoma, não sendo necessário o diálogo com outras disciplinas sociais.

Está correto o que se afirma em 
Alternativas
Q4000312 Geografia
Teorias demográficas.

Em abril de 2023, de acordo com projeções da Organização das Nações Unidas (ONU), a Índia se tornou oficialmente a nação mais populosa do planeta, ao ultrapassar a China, que até então liderava o ranking.

Disponível em: https://jornal.unesp.br/2023/05/08/ Acesso: 15 Jan. 2026. Sobre as dinâmicas demográficas distintas, avalie as afirmativas a seguir.

I. A China vem registrando menores taxas de natalidade, como reflexo direto da política do filho único (1979–2015).
II. A Índia apresenta um percentual maior de jovens na população, uma taxa de fertilidade mais alta e uma queda acentuada na mortalidade infantil.
III. Os dois países se encontram em fases diferentes da transição demográfica, a China apresentando um envelhecimento populacional, enquanto a Índia está em um estágio anterior.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4000311 Geografia
A produção de grãos é responsável pelo grande movimento da balança comercial brasileira, sendo puxada pela demanda externa por commodities. Ainda assim, o setor agroindustrial não tem conseguido solucionar o problema da fome e da desigualdade de renda.

Disponível em: https://pegasus.unochapeco.edu.br/revistas/ index.php/grifos/article/view/7169 Acesso em: 23 jan. 2026. Adaptada

Sobre o processo apresentado, avalie as afirmativas a seguir e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa.

( ) Evidencia o avanço da agricultura exportadora sobre as áreas ocupadas pela agricultura familiar.
( ) É responsável pelo aumento da concentração fundiária, com a redução do tamanho das propriedades rurais no país.
( ) Representa uma séria ameaça à soberania e à segurança alimentar, em razão da homogeneização dos alimentos.

As afirmativas são, respectivamente,
Alternativas
Respostas
741: D
742: B
743: C
744: D
745: E
746: D
747: B
748: C
749: A
750: B
751: B
752: C
753: C
754: E
755: D
756: A
757: B
758: C
759: E
760: A