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Q3187681 Geografia
A população brasileira é marcada pela diversidade étnica, resultado de processos históricos como a colonização, o tráfico de escravizados africanos e a imigração europeia e asiática. Além disso, o crescimento demográfico, as mudanças na estrutura etária e os movimentos populacionais internos e externos influenciaram significativamente a organização socioeconômica do país ao longo do tempo.
Sobre a formação étnica, o crescimento demográfico e os movimentos populacionais no Brasil, indique quais afirmativas estão corretas:

I.A formação étnica do Brasil é resultado da miscigenação entre indígenas, africanos e europeus, sendo que essa diversidade contribui para a pluralidade cultural do país.
II.A transição demográfica no Brasil, iniciada na segunda metade do século XX, resultou em uma rápida queda das taxas de natalidade e mortalidade, o que levou ao envelhecimento da população e a uma crescente preocupação com a sustentabilidade dos sistemas previdenciário e de saúde.
III.O crescimento demográfico nas últimas décadas foi impulsionado principalmente pela imigração externa, especialmente por fluxos migratórios vindos da Europa e da Ásia.
IV.O movimento populacional interno mais significativo no século XX foi a migração em direção às áreas urbanas, que causou o esvaziamento populacional do campo e a formação de grandes centros urbanos, especialmente nas regiões Sudeste e Sul, embora o Centro-Oeste tenha recebido importante migração para atividades agrícolas e a construção de Brasília.
Alternativas
Q3187680 Geografia
O processo de urbanização tem seguido trajetórias distintas nos países desenvolvidos e nos países em desenvolvimento. Enquanto as cidades nos países desenvolvidos já apresentam um alto grau de urbanização consolidada, os países subdesenvolvidos enfrentam um crescimento urbano acelerado e desordenado. As metrópoles e cidades globais desempenham papéis fundamentais nas redes urbanas e na economia mundial, mas também enfrentam desafios únicos em termos de infraestrutura, desigualdade e planejamento urbano.
Sobre os processos de urbanização nos mundos desenvolvido e subdesenvolvido, indique quais afirmativas estão corretas:

I.Nos países desenvolvidos, o processo de urbanização ocorreu de forma gradual e foi fortemente impulsionado pela industrialização, enquanto nos países subdesenvolvidos o crescimento urbano recente é marcado pela falta de planejamento e pela expansão acelerada de áreas periféricas.
II.As cidades globais, como Nova York, Londres e Tóquio, se destacam como centros de comando da economia global, atraindo investimentos, sedes corporativas e concentrando fluxos financeiros, mas essas cidades também enfrentam altos níveis de desigualdade social. 
III.A urbanização nos países subdesenvolvidos, especialmente em algumas grandes metrópoles, tem visto investimentos pontuais em infraestrutura urbana, resultando em melhorias localizadas em transporte, saneamento e habitação, de modo que essas melhorias têm sido suficientes para reduzir significativamente as desigualdades em todas as regiões dessas cidades.
IV.As redes urbanas globais, que conectam metrópoles e cidades globais, intensificam o fluxo de pessoas, bens, serviços e informações, mas também tendem a acentuar as desigualdades regionais, favorecendo áreas mais integradas aos sistemas econômicos globais.
Alternativas
Q3181193 Pedagogia
Considerando a importância das relações humanas no contexto educacional, analise as afirmativas a seguir:
I. O respeito à diversidade e à inclusão são aspectos fundamentais nas relações humanas no contexto educacional.
II. As relações entre professores e estudantes devem ser estritamente formais, evitando qualquer vínculo afetivo.
III. A colaboração e a cooperação entre os membros da comunidade escolar contribuem para um ambiente educativo mais produtivo e harmonioso.
IV. As relações humanas no contexto escolar não influenciam o processo de ensino-aprendizagem.
É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3181189 Geografia
Associe a segunda coluna de acordo com a primeira:
Primeira coluna:
1. Megacidade
2. Metrópole Mundial
3. Megalópole
Segunda coluna:
(__) São cidades que desempenham grande influência política e econômica e têm o papel de articular diferentes regiões do mundo.
(__) Termo definido pela ONU que designa áreas urbanas com mais de 10 milhões de habitantes.
(__) Região ou área muito adensada que articula pelo menos duas metrópoles, regiões metropolitanas e várias cidades importantes.
Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas:
Alternativas
Q3181188 Geografia
"A formação da sociedade global reabre a problemática da modernidade em suas implicações filosóficas, científicas e artísticas. No âmbito da globalização de coisas, gentes e ideias, modificam-se os quadros sociais e mentais de referência. Tudo que é evidentemente local, nacional e regional revela-se também global" (IANNI, 1995). Sobre a Globalização, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3181187 Ciências
Analise as afirmações a seguir:
(__) Os equinócios marcam o início do Verão e do Inverno. No dia em que começam essas estações, o dia e a noite têm a mesma duração em horas.
(__) Rotação é o movimento que a Terra faz em torno do seu próprio eixo e é responsável pela alternância entre o dia e a noite.
(__) Paralelos são linhas perpendiculares ao Equador que divide a Terra em Leste e Oeste.
(__) O movimento de Translação da Terra em torno do Sol dura cerca de 365 dias e origina as estações do ano.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q3181186 Geografia
"A decisão do governo catarinense de fechar comportas da Barragem Norte, no município de José Boiteux (SC), provocou revolta de indígenas da etnia Xokleng, que convocaram um ato de resistência, tentando evitar a ação de agentes do estado. O temor é de que o fechamento resulte em inundação, atingindo aldeias e residências. (...) A barragem, planejada para controle de cheias, teve as obras iniciadas em 1976 pela ditadura militar. As operações tiveram início apenas em 1992, mas a estrutura está sem uso desde 2014. Ela foi construída no rio Hercílio, que deságua no rio Itajaí-Açu, o qual corta diversas cidades do estado. Uma delas é Blumenau que, em função dos impactos causados pelas chuvas, cancelou a Oktoberfest, evento que tradicionalmente ocorre em outubro."

(Agência Brasil. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2023-10/indigenas-em-sctemem-que-fechamento-de-barragem-inunde-aldeia)

Isso posto, analise as afirmações a seguir:
I. O rio Itajaí-Açu pertence à bacia hidrográfica do Itajaí e se forma no município de Rio do Sul pela junção dos rios Itajaí do Oeste e Itajaí do Sul.
II. A Oktoberfest é um festival de tradições germânicas que ocorre em Blumenau desde 1984, similar àquela de Munique (Alemanha).
III. Os primeiros habitantes da região de Blumenau são os imigrantes alemães que receberam 1850 terras para o estabelecimento de uma colônia agrícola.
IV. As enchentes ocorrem historicamente em Blumenau, desde a formação do primeiro vilarejo, sendo causadas naturalmente pelos altos índices pluviométricos da região.
É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3181185 Geografia
"Podemos então definir, no interior da Geografia, uma constelação ou sistema de conceitos que, mergulhados na categoria espaço, se ordenam e se reordenam constantemente a partir das problemáticas que enfrentamos e das bases teórico-filosóficas que acionamos (...)" (HAESBAERT, 2014). Ao encontro disso, considere as afirmações a seguir sobre os conceitos geográficos:
I. O espaço geográfico é definido por Milton Santos como um conjunto indissociável de sistemas de objetos e sistemas de ações, sendo a noção-mestre da família de categorias analíticas.
II. Paisagem abarca o domínio do visível e se restringe aos aspectos físicos que alcançamos pelo sentido da visão.
III. Lugar se refere à relação afetiva com o espaço e envolve as questões que se manifestam na construção da identidade e do espaço vivido.
IV. A região é tratada como um instrumento analítico estabelecido a partir de critérios definidos, podendo ser físico-naturais e/ou socioculturais.
É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3181184 Geografia
Sobre o Cerrado, analise as afirmações a seguir:
I. É segundo bioma brasileiro em extensão e possui uma variedade de fisionomias, dentre elas: o Cerrado típico, o Campo Sujo, o Cerradão, Mata de Galeria e a Vereda.
II. O Cerrado abrange 12 estados brasileiros, entretanto, Maranhão, Piauí, Bahia e Tocantins concentram os maiores índices de perda da vegetação nativa nos últimos anos.
III. Apesar do predomínio de latossolos pouco férteis, a expansão do agronegócio, sobretudo o cultivo de soja, tem sido a principal causa do desmatamento do Cerrado.
IV. As recentes queimadas no Cerrado têm causa exclusivamente natural já que o clima está mais seco devido ao fenômeno La niña.
É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3181183 Geografia
O Decreto Federal nº 6.040/2007 define Povos e Comunidades Tradicionais e seus territórios. Sobre esses povos e suas territorialidades, podemos afirmar que:
Alternativas
Q3181182 Geografia
Segundo a Comissão Pastoral da Terra (CPT), foram registrados, em 2023, os maiores números de conflito no campo no Brasil desde o início dos levantamentos, em 1985. Ao total, foram 2.203 conflitos, contra 2.050 do ano anterior e 2.130 do ano de 2020, até então o ano com o primeiro lugar em conflitos. Sobre a questão agrária no Brasil, julgue as afirmações a seguir:
(__) A origem da concentração de terras no Brasil está relacionada às sesmarias, grandes extensões de terra concedidas durante a colônia para a produção monocultora no sistema de plantation, destinada à exportação.
(__) A lei de terras de 1850 foi um instrumento que democratizou o acesso à terra no Brasil já que facilitou a apropriação de pequenas propriedades nos estados do Sudeste e Sul.
(__) Os conflitos no campo se concentram apenas nos estados das regiões Centro-Oeste e Norte do país, onde predominam grandes propriedades com pecuária e agricultura de grãos.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q3181175 Pedagogia
Em relação ao percurso formativo no contexto do Currículo da Educação Básica do Sistema Municipal de Ensino de Blumenau, analise as afirmativas a seguir:
I. O percurso formativo compreende apenas as experiências formais vivenciadas nas instituições de ensino.
II. O percurso formativo é refletido pelo conjunto de cursos e treinamentos pontuais, que visam à transmissão de novas informações e técnicas de ensino aos professores.
III. O percurso formativo inclui todas as experiências que proveem as capacidades necessárias para o desempenho das atividades nos diferentes campos da vida.
É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3181171 Pedagogia
O Instituto Federal da Paraíba, campus Campina Grande, em setembro, inaugurou um espaço voltado para estudantes neurodivergentes. A sala de autorregulação emocional foi criada para proporcionar um ambiente adequado para a gestão de estresse e crises emocionais. Trata-se de um ambiente sensorialmente adequado com iluminação suave, cores calmantes e ferramentas como painel sensorial e almofadas de diferentes texturas para facilitar a autorregulação. O local também foi equipado com fones de ouvido que bloqueiam ruídos externos e um botão de pânico para comunicação imediata em momentos de crise. A sala foi projetada com a colaboração de uma terapeuta ocupacional voluntária e teve a idealização do professor Eduardo Cruz, professor do campus. Ao encontro disso, o Decreto n.º 7611/2011, que dispõe sobre a Educação Especial no atendimento educacional especializado e dá outras providências, alega que o dever do Estado com a educação das pessoas público-alvo da educação especial será efetivado de acordo, dentre outros, com as seguintes diretrizes:
I. Garantia de um sistema educacional inclusivo em todos os níveis, sem discriminação e com base na igualdade de oportunidades.
II. Oferta de apoio necessário, no âmbito do sistema educacional geral, com vistas a facilitar sua efetiva educação.
III. Adoção de medidas de apoio individualizadas e efetivas, em ambientes que maximizem o desenvolvimento acadêmico e social, de acordo com a meta de inclusão plena.
É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3181169 Conhecimentos Gerais
No primeiro semestre de 2024, cerca de 200 profissionais de Centros de Educação Infantil (CEI) de Blumenau receberam de forma gratuita as oficinas do projeto "O Corpo do Som". As vivências na área de Educação Musical foram compartilhadas pelas artistas Bruna Hedler e Clara Mendes. O projeto foi contemplado na quinta Edição do Prêmio Herbert Holetz, do Fundo Municipal de Apoio à Cultura de Blumenau e os CEI atendidos foram: Fortaleza: CEIs Anilda Batista Schmitt, Emília Piske e Edgar Sasse; Água Verde: CEI Hilca Piazera Schneider; Velha Central: CEI Professor João Bertoldo Petry; Vila Nova: CEI Augusto Köster; Itoupava Central: CEI Alwin Knaesel; Bairro Garcia: CEI Antônio José Curtipassi. O "O Corpo do Som", conforme expuseram as idealizadoras, objetiva transformar as práticas pedagógicas na educação infantil através da integração da música ao cotidiano escolar. Por meio de vivências que unem movimento e musicalidade, as oficinas visam despertar corpos muitas vezes anestesiados pelo sistema. Portanto, essa abordagem visa ampliar o repertório cultural dos educadores e, consequentemente, das crianças atendidas.
Fonte: PMB. O Corpo do Som chega aos Centros de Educação Infantil. 2024. Disponível em< https://www.blumenau.sc.gov.br/secretarias/fundacao-cultural/fcblu/o-corpo-do-som-chega-aos-centros-de-educaacaao-infantil80> Acesso em 15 out 2024. Adaptado.
Tendo em vista a notícia apresentada, analise as afirmativas em relação ao desenvolvimento cultural e educacional de Blumenau:
I. O alcance do projeto em diferentes bairros demonstra uma política de descentralização cultural.
II. O projeto evidencia uma valorização exclusiva da música erudita europeia, característica histórica da colonização da região.
III. política de fomento à cultura em Blumenau inclui mecanismos de financiamento público através de fundos municipais e editais de premiação.
É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3181163 Português

O texto a seguir servirá de base para responder à questão.



Escrever as emoções: o sentido de dar palavras à ebulição interior


Julián Fuks



Às vezes sinto que minha filha tem escrito mais do que eu, ou tem sido mais verdadeira no que escreve. Mais imediata, talvez, no desembaraço de seus sete anos de idade. Criou agora seu caderno de sentimentos, algo como um diário ilustrado onde ela registra cada emoção forte que a acomete. Eu olho a urgência com que ela corre para o caderno, o vigor com que empunha o lápis, a concentração com que passa a ignorar tudo o que a cerca. Nada mais lhe importa nesse momento, a escrita toma toda a sua existência, e assim cada emoção turbulenta de origem se faz satisfação e leveza. Escreveu algo de essencial, traçou em linhas exatas seu sentimento, deu a uma vaga abstração sua forma concreta. Quisera eu escrever dessa maneira.


Seu caderno se inicia com a mais simples e expressiva das páginas. Tutu triste, vê-se em letras pequenas, e embaixo seu autorretrato de olhos pesados e duas lágrimas gordas sobre as bochechas. Segue ainda por afetos límpidos: Tutu animada, raivosa, impaciente, sonolenta, Tutu sem acreditar no que está acontecendo, neste caso um desenho de si boquiaberta e de olhos vidrados. Depois disso ela parece ter percebido a necessidade de explorar as causas subjacentes aos sentimentos, como Balzac alguma vez decidiu dar as raízes ocultas de cada fato. Passou a anotar coisas como "Tutu empolgada com o acampamento", e "Tutu aliviada porque um homem horrível não ganhou as eleições".


"Escrever é procurar entender, é procurar reproduzir o irreproduzível, é sentir até o último fim o sentimento que permaneceria apenas vago e sufocador". Leio essa frase em Clarice Lispector e acredito entender algo sobre minha filha, e algo sobre mim. Clarice emenda que talvez por isso tome tantos anos entre um verdadeiro escrever e outro, ainda que se empunhe o lápis todos os dias por uma vida inteira. Para mim dá-se o mesmo, alinhavo palavras sempre que me visita o caderno de sentimentos. Ali, se o tivesse, talvez me fosse mais sincero dizer: "Julián embevecido de admiração por sua filha."


Não posso, no entanto, encerrar meu comentário sobre o caso nesse ponto, porque há um acontecimento recente muito mais digno de nota do que tudo isso que contei. Lê-se numa das páginas do caderno: "Tutu infeliz porque a Peps não está sendo uma boa pessoa". Não sei qual conflito a levou a registrar palavras tão acerbas contra a irmã, decerto alguma dessas pequenezas que diariamente trovejam na relação entre as duas, precedidas e sucedidas de risos desabridos e abraços enérgicos.


Penélope não deixou passar sem vingança a acusação insolente. Enquanto folheava o caderno da irmã e tentava decifrar as palavras escritas com que já começa a se familiarizar — começa a se irmanar, eu poderia dizer — acabou calhando de rasgar uma folha, digamos sem querer. Foi tal a indignação da irmã com o gesto destrutivo que me pareceu razoável mostrar a ela a página em que Tulipa descrevera sua decepção primeira e indagar com veemência: é isso o que você deseja? Essa é a emoção que você quer provocar na sua irmã, a infelicidade? Não seria preferível criar nela uma impressão mais positiva, e constar numa página que falasse de entusiasmo, carinho, alegria?


Penélope então me encarou com olhos indecifráveis, ainda um tanto severos, e respondeu com segurança e presteza: claro que sim, dou um jeito nisso. Correu até seu quarto, fechou-se ali por alguns minutos, criou entre os que a esperávamos um momento palpável de apreensão e suspense. Retornou com o semblante desanuviado, plena de satisfação e leveza. Numa folha avulsa ela desenhara a irmã com seu inseparável caderninho nas mãos, com um largo sorriso a lhe cruzar o rosto inteiro, e delineara na ortografia atrevida de seus quatro anos: "Tutu feliz porque a Peps se comportou bem."


Não pude senão me espantar com sua intrepidez, com sua decisão de se fazer autora da página que gostaria de ver. Sua sagacidade buscara um atalho: não era preciso suscitar na irmã o devido sentimento, a ficção poderia suprir bem esse seu desejo, e ainda expor o ridículo da bronca que o pai lhe dera. Ela é uma escritora diferente de nós, foi o que pensei, talvez mais inventiva, mais livre, menos submissa às insignificâncias da realidade e às suas emoções correspondentes. E ao pensá-lo entendi que, se tivesse afinal meu próprio caderno de sentimentos, também anotaria em página nova minha profunda admiração por ela.


Um último ato encerra a história, mostrando as intrincadas relações entre ficção e realidade, ou o modo como a escrita das emoções pode alterar nossa existência no mundo, cuidando estranhamente de nos aproximar dos outros. Tulipa viu a página que a irmã depositara sobre a mesa, e sentiu que um sorriso largo lhe cruzava o rosto inteiro, sentiu uma comoção que lhe dominava o peito. Correu nesse mesmo instante para registrar o sentimento novo em seu caderno, para criar com suas mãos a exata correspondência com o desenho da irmã. Deu assim testemunho de uma ficção que se fez emoção tão verdadeira que foi capaz de coincidir com a vida. Também assim eu desejaria a minha escrita.


Disponível em: https://www.uol.com.br/ecoa/colunas/julian-fuks/2024/10/12/escrever-as-emocoes-o-sentido-de-dar-palavras-a-ebulicao-interior.htm. Acesso em 18 out. 2024.

A partir da leitura do texto, é possível inferir que:


I. A escrita tem o poder de entrecruzar ficção e realidade, dando "testemunho de uma ficção que se fez emoção tão verdadeira que foi capaz de coincidir com a vida".


II. As filhas do autor têm uma relação saudável, que passa por conflitos que levam Tutu "a registrar palavras tão acerbas contra a irmã, decerto alguma dessas pequenezas que diariamente trovejam na relação entre as duas, precedidas e sucedidas de risos desabridos e abraços enérgicos".


III. O autor do texto, escritor e crítico literário, relata que Tutu, sua filha, no desembaraço de seus sete anos, "Escreveu algo de essencial, traçou em linhas exatas seu sentimento, deu a uma vaga abstração sua forma concreta", desejando que sua escrita também fora assim, desembaraçada, tomando toda a sua existência e fazendo com que emoção turbulenta se fizesse satisfação e leveza.


É correto o que se afirma em:

Alternativas
Q3181162 Português

O texto a seguir servirá de base para responder à questão.



Escrever as emoções: o sentido de dar palavras à ebulição interior


Julián Fuks



Às vezes sinto que minha filha tem escrito mais do que eu, ou tem sido mais verdadeira no que escreve. Mais imediata, talvez, no desembaraço de seus sete anos de idade. Criou agora seu caderno de sentimentos, algo como um diário ilustrado onde ela registra cada emoção forte que a acomete. Eu olho a urgência com que ela corre para o caderno, o vigor com que empunha o lápis, a concentração com que passa a ignorar tudo o que a cerca. Nada mais lhe importa nesse momento, a escrita toma toda a sua existência, e assim cada emoção turbulenta de origem se faz satisfação e leveza. Escreveu algo de essencial, traçou em linhas exatas seu sentimento, deu a uma vaga abstração sua forma concreta. Quisera eu escrever dessa maneira.


Seu caderno se inicia com a mais simples e expressiva das páginas. Tutu triste, vê-se em letras pequenas, e embaixo seu autorretrato de olhos pesados e duas lágrimas gordas sobre as bochechas. Segue ainda por afetos límpidos: Tutu animada, raivosa, impaciente, sonolenta, Tutu sem acreditar no que está acontecendo, neste caso um desenho de si boquiaberta e de olhos vidrados. Depois disso ela parece ter percebido a necessidade de explorar as causas subjacentes aos sentimentos, como Balzac alguma vez decidiu dar as raízes ocultas de cada fato. Passou a anotar coisas como "Tutu empolgada com o acampamento", e "Tutu aliviada porque um homem horrível não ganhou as eleições".


"Escrever é procurar entender, é procurar reproduzir o irreproduzível, é sentir até o último fim o sentimento que permaneceria apenas vago e sufocador". Leio essa frase em Clarice Lispector e acredito entender algo sobre minha filha, e algo sobre mim. Clarice emenda que talvez por isso tome tantos anos entre um verdadeiro escrever e outro, ainda que se empunhe o lápis todos os dias por uma vida inteira. Para mim dá-se o mesmo, alinhavo palavras sempre que me visita o caderno de sentimentos. Ali, se o tivesse, talvez me fosse mais sincero dizer: "Julián embevecido de admiração por sua filha."


Não posso, no entanto, encerrar meu comentário sobre o caso nesse ponto, porque há um acontecimento recente muito mais digno de nota do que tudo isso que contei. Lê-se numa das páginas do caderno: "Tutu infeliz porque a Peps não está sendo uma boa pessoa". Não sei qual conflito a levou a registrar palavras tão acerbas contra a irmã, decerto alguma dessas pequenezas que diariamente trovejam na relação entre as duas, precedidas e sucedidas de risos desabridos e abraços enérgicos.


Penélope não deixou passar sem vingança a acusação insolente. Enquanto folheava o caderno da irmã e tentava decifrar as palavras escritas com que já começa a se familiarizar — começa a se irmanar, eu poderia dizer — acabou calhando de rasgar uma folha, digamos sem querer. Foi tal a indignação da irmã com o gesto destrutivo que me pareceu razoável mostrar a ela a página em que Tulipa descrevera sua decepção primeira e indagar com veemência: é isso o que você deseja? Essa é a emoção que você quer provocar na sua irmã, a infelicidade? Não seria preferível criar nela uma impressão mais positiva, e constar numa página que falasse de entusiasmo, carinho, alegria?


Penélope então me encarou com olhos indecifráveis, ainda um tanto severos, e respondeu com segurança e presteza: claro que sim, dou um jeito nisso. Correu até seu quarto, fechou-se ali por alguns minutos, criou entre os que a esperávamos um momento palpável de apreensão e suspense. Retornou com o semblante desanuviado, plena de satisfação e leveza. Numa folha avulsa ela desenhara a irmã com seu inseparável caderninho nas mãos, com um largo sorriso a lhe cruzar o rosto inteiro, e delineara na ortografia atrevida de seus quatro anos: "Tutu feliz porque a Peps se comportou bem."


Não pude senão me espantar com sua intrepidez, com sua decisão de se fazer autora da página que gostaria de ver. Sua sagacidade buscara um atalho: não era preciso suscitar na irmã o devido sentimento, a ficção poderia suprir bem esse seu desejo, e ainda expor o ridículo da bronca que o pai lhe dera. Ela é uma escritora diferente de nós, foi o que pensei, talvez mais inventiva, mais livre, menos submissa às insignificâncias da realidade e às suas emoções correspondentes. E ao pensá-lo entendi que, se tivesse afinal meu próprio caderno de sentimentos, também anotaria em página nova minha profunda admiração por ela.


Um último ato encerra a história, mostrando as intrincadas relações entre ficção e realidade, ou o modo como a escrita das emoções pode alterar nossa existência no mundo, cuidando estranhamente de nos aproximar dos outros. Tulipa viu a página que a irmã depositara sobre a mesa, e sentiu que um sorriso largo lhe cruzava o rosto inteiro, sentiu uma comoção que lhe dominava o peito. Correu nesse mesmo instante para registrar o sentimento novo em seu caderno, para criar com suas mãos a exata correspondência com o desenho da irmã. Deu assim testemunho de uma ficção que se fez emoção tão verdadeira que foi capaz de coincidir com a vida. Também assim eu desejaria a minha escrita.


Disponível em: https://www.uol.com.br/ecoa/colunas/julian-fuks/2024/10/12/escrever-as-emocoes-o-sentido-de-dar-palavras-a-ebulicao-interior.htm. Acesso em 18 out. 2024.

Considerando as proposições, marque V, para as verdadeiras, e F, para as falsas:
No excerto "Depois disso ela parece ter percebido a necessidade de explorar as causas subjacentes aos sentimentos", a palavra em destaque pode ser substituída, sem prejuízo no sentido, por
(__) escondidas, desde que faça a adequação da regência nominal.
(__) explícitas, sem necessidade de adequar a regência nominal.
(__) evidentes, desde que faça a adequação da regência nominal.
(__) pressupostas, sem necessidade de adequar a regência nominal.
Marque a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q3181159 Português

O texto a seguir servirá de base para responder à questão.



Escrever as emoções: o sentido de dar palavras à ebulição interior


Julián Fuks



Às vezes sinto que minha filha tem escrito mais do que eu, ou tem sido mais verdadeira no que escreve. Mais imediata, talvez, no desembaraço de seus sete anos de idade. Criou agora seu caderno de sentimentos, algo como um diário ilustrado onde ela registra cada emoção forte que a acomete. Eu olho a urgência com que ela corre para o caderno, o vigor com que empunha o lápis, a concentração com que passa a ignorar tudo o que a cerca. Nada mais lhe importa nesse momento, a escrita toma toda a sua existência, e assim cada emoção turbulenta de origem se faz satisfação e leveza. Escreveu algo de essencial, traçou em linhas exatas seu sentimento, deu a uma vaga abstração sua forma concreta. Quisera eu escrever dessa maneira.


Seu caderno se inicia com a mais simples e expressiva das páginas. Tutu triste, vê-se em letras pequenas, e embaixo seu autorretrato de olhos pesados e duas lágrimas gordas sobre as bochechas. Segue ainda por afetos límpidos: Tutu animada, raivosa, impaciente, sonolenta, Tutu sem acreditar no que está acontecendo, neste caso um desenho de si boquiaberta e de olhos vidrados. Depois disso ela parece ter percebido a necessidade de explorar as causas subjacentes aos sentimentos, como Balzac alguma vez decidiu dar as raízes ocultas de cada fato. Passou a anotar coisas como "Tutu empolgada com o acampamento", e "Tutu aliviada porque um homem horrível não ganhou as eleições".


"Escrever é procurar entender, é procurar reproduzir o irreproduzível, é sentir até o último fim o sentimento que permaneceria apenas vago e sufocador". Leio essa frase em Clarice Lispector e acredito entender algo sobre minha filha, e algo sobre mim. Clarice emenda que talvez por isso tome tantos anos entre um verdadeiro escrever e outro, ainda que se empunhe o lápis todos os dias por uma vida inteira. Para mim dá-se o mesmo, alinhavo palavras sempre que me visita o caderno de sentimentos. Ali, se o tivesse, talvez me fosse mais sincero dizer: "Julián embevecido de admiração por sua filha."


Não posso, no entanto, encerrar meu comentário sobre o caso nesse ponto, porque há um acontecimento recente muito mais digno de nota do que tudo isso que contei. Lê-se numa das páginas do caderno: "Tutu infeliz porque a Peps não está sendo uma boa pessoa". Não sei qual conflito a levou a registrar palavras tão acerbas contra a irmã, decerto alguma dessas pequenezas que diariamente trovejam na relação entre as duas, precedidas e sucedidas de risos desabridos e abraços enérgicos.


Penélope não deixou passar sem vingança a acusação insolente. Enquanto folheava o caderno da irmã e tentava decifrar as palavras escritas com que já começa a se familiarizar — começa a se irmanar, eu poderia dizer — acabou calhando de rasgar uma folha, digamos sem querer. Foi tal a indignação da irmã com o gesto destrutivo que me pareceu razoável mostrar a ela a página em que Tulipa descrevera sua decepção primeira e indagar com veemência: é isso o que você deseja? Essa é a emoção que você quer provocar na sua irmã, a infelicidade? Não seria preferível criar nela uma impressão mais positiva, e constar numa página que falasse de entusiasmo, carinho, alegria?


Penélope então me encarou com olhos indecifráveis, ainda um tanto severos, e respondeu com segurança e presteza: claro que sim, dou um jeito nisso. Correu até seu quarto, fechou-se ali por alguns minutos, criou entre os que a esperávamos um momento palpável de apreensão e suspense. Retornou com o semblante desanuviado, plena de satisfação e leveza. Numa folha avulsa ela desenhara a irmã com seu inseparável caderninho nas mãos, com um largo sorriso a lhe cruzar o rosto inteiro, e delineara na ortografia atrevida de seus quatro anos: "Tutu feliz porque a Peps se comportou bem."


Não pude senão me espantar com sua intrepidez, com sua decisão de se fazer autora da página que gostaria de ver. Sua sagacidade buscara um atalho: não era preciso suscitar na irmã o devido sentimento, a ficção poderia suprir bem esse seu desejo, e ainda expor o ridículo da bronca que o pai lhe dera. Ela é uma escritora diferente de nós, foi o que pensei, talvez mais inventiva, mais livre, menos submissa às insignificâncias da realidade e às suas emoções correspondentes. E ao pensá-lo entendi que, se tivesse afinal meu próprio caderno de sentimentos, também anotaria em página nova minha profunda admiração por ela.


Um último ato encerra a história, mostrando as intrincadas relações entre ficção e realidade, ou o modo como a escrita das emoções pode alterar nossa existência no mundo, cuidando estranhamente de nos aproximar dos outros. Tulipa viu a página que a irmã depositara sobre a mesa, e sentiu que um sorriso largo lhe cruzava o rosto inteiro, sentiu uma comoção que lhe dominava o peito. Correu nesse mesmo instante para registrar o sentimento novo em seu caderno, para criar com suas mãos a exata correspondência com o desenho da irmã. Deu assim testemunho de uma ficção que se fez emoção tão verdadeira que foi capaz de coincidir com a vida. Também assim eu desejaria a minha escrita.


Disponível em: https://www.uol.com.br/ecoa/colunas/julian-fuks/2024/10/12/escrever-as-emocoes-o-sentido-de-dar-palavras-a-ebulicao-interior.htm. Acesso em 18 out. 2024.

Em "Penélope não deixou passar sem vingança a acusação insolente", a palavra em destaque pode ser substituída sem prejuízo no sentido do texto por:
Alternativas
Q3181155 Português

O texto a seguir servirá de base para responder à questão.



Escrever as emoções: o sentido de dar palavras à ebulição interior


Julián Fuks



Às vezes sinto que minha filha tem escrito mais do que eu, ou tem sido mais verdadeira no que escreve. Mais imediata, talvez, no desembaraço de seus sete anos de idade. Criou agora seu caderno de sentimentos, algo como um diário ilustrado onde ela registra cada emoção forte que a acomete. Eu olho a urgência com que ela corre para o caderno, o vigor com que empunha o lápis, a concentração com que passa a ignorar tudo o que a cerca. Nada mais lhe importa nesse momento, a escrita toma toda a sua existência, e assim cada emoção turbulenta de origem se faz satisfação e leveza. Escreveu algo de essencial, traçou em linhas exatas seu sentimento, deu a uma vaga abstração sua forma concreta. Quisera eu escrever dessa maneira.


Seu caderno se inicia com a mais simples e expressiva das páginas. Tutu triste, vê-se em letras pequenas, e embaixo seu autorretrato de olhos pesados e duas lágrimas gordas sobre as bochechas. Segue ainda por afetos límpidos: Tutu animada, raivosa, impaciente, sonolenta, Tutu sem acreditar no que está acontecendo, neste caso um desenho de si boquiaberta e de olhos vidrados. Depois disso ela parece ter percebido a necessidade de explorar as causas subjacentes aos sentimentos, como Balzac alguma vez decidiu dar as raízes ocultas de cada fato. Passou a anotar coisas como "Tutu empolgada com o acampamento", e "Tutu aliviada porque um homem horrível não ganhou as eleições".


"Escrever é procurar entender, é procurar reproduzir o irreproduzível, é sentir até o último fim o sentimento que permaneceria apenas vago e sufocador". Leio essa frase em Clarice Lispector e acredito entender algo sobre minha filha, e algo sobre mim. Clarice emenda que talvez por isso tome tantos anos entre um verdadeiro escrever e outro, ainda que se empunhe o lápis todos os dias por uma vida inteira. Para mim dá-se o mesmo, alinhavo palavras sempre que me visita o caderno de sentimentos. Ali, se o tivesse, talvez me fosse mais sincero dizer: "Julián embevecido de admiração por sua filha."


Não posso, no entanto, encerrar meu comentário sobre o caso nesse ponto, porque há um acontecimento recente muito mais digno de nota do que tudo isso que contei. Lê-se numa das páginas do caderno: "Tutu infeliz porque a Peps não está sendo uma boa pessoa". Não sei qual conflito a levou a registrar palavras tão acerbas contra a irmã, decerto alguma dessas pequenezas que diariamente trovejam na relação entre as duas, precedidas e sucedidas de risos desabridos e abraços enérgicos.


Penélope não deixou passar sem vingança a acusação insolente. Enquanto folheava o caderno da irmã e tentava decifrar as palavras escritas com que já começa a se familiarizar — começa a se irmanar, eu poderia dizer — acabou calhando de rasgar uma folha, digamos sem querer. Foi tal a indignação da irmã com o gesto destrutivo que me pareceu razoável mostrar a ela a página em que Tulipa descrevera sua decepção primeira e indagar com veemência: é isso o que você deseja? Essa é a emoção que você quer provocar na sua irmã, a infelicidade? Não seria preferível criar nela uma impressão mais positiva, e constar numa página que falasse de entusiasmo, carinho, alegria?


Penélope então me encarou com olhos indecifráveis, ainda um tanto severos, e respondeu com segurança e presteza: claro que sim, dou um jeito nisso. Correu até seu quarto, fechou-se ali por alguns minutos, criou entre os que a esperávamos um momento palpável de apreensão e suspense. Retornou com o semblante desanuviado, plena de satisfação e leveza. Numa folha avulsa ela desenhara a irmã com seu inseparável caderninho nas mãos, com um largo sorriso a lhe cruzar o rosto inteiro, e delineara na ortografia atrevida de seus quatro anos: "Tutu feliz porque a Peps se comportou bem."


Não pude senão me espantar com sua intrepidez, com sua decisão de se fazer autora da página que gostaria de ver. Sua sagacidade buscara um atalho: não era preciso suscitar na irmã o devido sentimento, a ficção poderia suprir bem esse seu desejo, e ainda expor o ridículo da bronca que o pai lhe dera. Ela é uma escritora diferente de nós, foi o que pensei, talvez mais inventiva, mais livre, menos submissa às insignificâncias da realidade e às suas emoções correspondentes. E ao pensá-lo entendi que, se tivesse afinal meu próprio caderno de sentimentos, também anotaria em página nova minha profunda admiração por ela.


Um último ato encerra a história, mostrando as intrincadas relações entre ficção e realidade, ou o modo como a escrita das emoções pode alterar nossa existência no mundo, cuidando estranhamente de nos aproximar dos outros. Tulipa viu a página que a irmã depositara sobre a mesa, e sentiu que um sorriso largo lhe cruzava o rosto inteiro, sentiu uma comoção que lhe dominava o peito. Correu nesse mesmo instante para registrar o sentimento novo em seu caderno, para criar com suas mãos a exata correspondência com o desenho da irmã. Deu assim testemunho de uma ficção que se fez emoção tão verdadeira que foi capaz de coincidir com a vida. Também assim eu desejaria a minha escrita.


Disponível em: https://www.uol.com.br/ecoa/colunas/julian-fuks/2024/10/12/escrever-as-emocoes-o-sentido-de-dar-palavras-a-ebulicao-interior.htm. Acesso em 18 out. 2024.

Considerando as regras de formação de palavras com prefixos e falsos prefixos, assinale a alternativa em que todas as palavras seguem a mesma regra da palavra destacada no seguinte excerto: "e embaixo seu autorretrato de olhos pesados".
Alternativas
Q3180919 Geografia
A desertificação é um processo que ocorre em algumas regiões devido a:
Alternativas
Q3180918 Geografia
Os fenômenos endógenos e exógenos são importantes na formação do relevo terrestre. Um exemplo de fenômeno endógeno é a(o): 
Alternativas
Respostas
6281: A
6282: A
6283: B
6284: C
6285: E
6286: E
6287: C
6288: A
6289: C
6290: C
6291: C
6292: E
6293: D
6294: C
6295: C
6296: E
6297: A
6298: E
6299: A
6300: C