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Q3810035 História e Geografia de Estados e Municípios
Leia o trecho a seguir que aborda a dinâmica industrial catarinense:
"As atividades produtivas catarinense historicamente caracterizam-se pela constituição e desenvolvimento de segmentos especializados regionalmente que, por sua vez, apresenta uma elevada concentração geográfica. [...] O setor eletro metal mecânico concentra-se em Joinville e difunde-se para suas áreas próximas (Blumenau e São Bento do Sul) e áreas não próximas como Chapecó, Criciúma e Tubarão. Apesar do setor têxtil estar concentrado na sua região de formação (Vale do Itajaí), sua dispersão atingiu áreas distantes como Criciúma, São Carlos e Maravilha no oeste do estado".
(Adaptado de: ESPÍNDOLA, Carlos José. Configurações socioespaciais das estruturas produtivas catarinenses pós-2000. Entrelugar, Dourados, v. 11, n. 21, p. 159-182, 2020.)

O excerto descreve o padrão da atividade produtiva em Santa Catarina. A característica socioespacial predominante desses segmentos é:
Alternativas
Q3810034 História e Geografia de Estados e Municípios
Sobre a Guerra do Contestado e a presença de povos indígenas, leia:
"Durante a Guerra do Contestado, indígenas Kaingang e Xokleng achavam-se espalhados por todo o Planalto [catarinense] e participaram de múltiplas maneiras do conflito, estabelecendo formas de aliança e trocas, seja integrando-se aos redutos, fornecendo alimentos aos membros do movimento ou abrigando-os nos aldeamentos. Lutaram pelo direito à terra e contra a barbárie provocada pelos ataques de "bugreiros" e pela invasão de seus territórios, ou seja, nem todos os 'brancos' eram iguais, e parte dos caboclos foram indianizados pelos próprios indígenas, constituindo uma nova combinação de resistência a uma nova elite nacional que os ameaçava".
Adaptado de: WIIK, Flavio Braune; MUCHALOVSKI, Eloi Giovane. Os povos indígenas na região do Planalto Catarinense: dinâmicas históricas e permanências. In: GRANADA, Daniel (Org.). As identidades culturais no planalto catarinense. Florianópolis: Edições do Bosque; UFSC; CFU; NUPPE, 2023. p. 27.

A citação problematiza a Guerra do Contestado a partir da presença de povos indígenas. A principal implicação dessa análise para a Geografia Histórica do conflito é: 
Alternativas
Q3810033 Geografia
Considere a seguinte passagem, com o cientista José Luís Fiori em uma entrevista:
"Do ponto de vista estritamente econômico, as ideias e objetivos de Trump já foram formulados por vários de seus auxiliares, faz bastante tempo, e já estiveram presentes no seu primeiro mandato. No curto prazo, reequilibrar o balanço comercial deficitário dos EUA, e o mesmo do ponto do desequilíbrio fiscal norte-americano. E no médio e longo prazo, promover um processo de 'reindustrialização da economia americana', sobretudo através da transferência ou retorno dos capitais e das empresas americanas sediadas no exterior".
(Adaptado de: FIORI, José Luís. Tarifaço de Trump. Instituto Humanitas Unisinos, 19 ago. 2025. Disponível em: http://ihu.unisinos.br/categorias/655992-tarifaco-de-trump-entrevista-co m-jose-luis-fiori. Acesso em: 30 out. 2025.)

O trecho reproduzido anteriormente descreve a política econômica de Donald Trump implementada no período recente. O principal objetivo de médio e longo prazo dessa estratégia, segundo o texto, é:
Alternativas
Q3810032 Geografia
Leia atentamente o seguinte trecho:
"O objetivo dos mapas temáticos é o de fornecer, com o auxílio de símbolos qualitativos e/ou quantitativos dispostos sobre uma base de referência, geralmente extraída dos mapas topográficos ou dos mapas de conjunto. uma representação convencional dos fenômenos localizáveis de qual- quer natureza e de suas correlações".
(Adaptado de: JOLY, Fernand. A cartografia. Campinas: Papirus, 2015. p. 74-75.)

Conforme o excerto, o papel primordial dos mapas temáticos na Geografia é: 
Alternativas
Q3810031 Geografia
Considere a seguinte descrição apresentada por Aziz Ab'Saber: "Uma rápida e discreta perda da tropicalidade, sobretudo no que diz respeito às temperaturas médias, é a principal característica física do Brasil Meridional. Trata-se de uma condicionante climática que tornou possível a ampla e contínua instalação de um domínio de natureza extratropical [...]. O mato é baixo e relativamente descontínuo, com pinhais altos, esguios e imponentes [...] Um cenário de marcante originalidade ecológica, que se distancia igualmente da retorcida e monótona paisagem dos cerrados centrais ou das grandes matas que outrora dominavam as terras do Brasil de Sudeste, estendendo-se por toda a fachada tropical-atlântica do país. Ainda hoje sobrevivem [...] nos arredores de Curitiba e de Lages [...]".
(Adaptado de: AB'SABER, Aziz Nacib. Os domínios de natureza no Brasil: potencialidades paisagísticas. São Paulo: Ateliê Editorial, 2003. p. 101.)

A citação apresentada descreve um domínio morfoclimático brasileiro. Esse domínio é:
Alternativas
Q3810030 Geografia
O geógrafo Rogério Haesbaert caracteriza a desterritorialização do seguinte modo: "Desterritorialização [...] nunca 'total' ou desvinculada dos processos de (re)territorialização, deve ser aplicada a fenômenos de efetiva instabilidade ou fragilização territorial, principalmente entre grupos socialmente mais excluídos e/ou profundamente segregados e, como tal, de fato impossibilitados de construir e exercer efetivo controle sobre seus territórios, seja no sentido de dominação político-econômica, seja no sentido de apropriação simbólico-cultural".
(Adaptado de: HAESBAERT, Rogério. O mito da des-territorialização: do "fim dos territórios" à multiterritorialidade. 6. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2011. p. 312.)

A passagem exposta define a desterritorialização sob uma perspectiva crítica. Assinale a alternativa que indica a correta compreensão desse processo em relação aos grupos sociais mais excluídos:
Alternativas
Q3810029 Geografia
Atente-se para o seguinte trecho: "Todos os objetos que chamam a atenção do geógrafo não estão na mesma escala. A paisagem revela os objetos próximos, os pomares onde se podem contar as árvores, as vinhas onde se descobrem as cepas e a maneira como estão alinhadas. Ela oferece também perspectivas mais amplas. Quando se caminha numa zona plana, são as colinas ou as montanhas que a dominam que se descobrem ao longe: não é questão de se deter sobre as plantas uma a uma, de distinguir as espécies. O olhar só distingue massas coloridas; essas se tornam azuladas quando a distância aumenta. Quando se sobe num cume, a vista se abre, a disposição em camadas dos planos torna-se mais complexa. Analisar uma paisagem é, pois, apreender o real em diversas escalas".
(Adaptado de: CLAVAL, Paul. Epistemologia da Geografia. 2. ed. Florianópolis: Ed. da UFSC, 2014. p. 65.)

A citação anterior reflete sobre o papel da escala na análise geográfica. O papel essencial da mudança de escala na interpretação da paisagem, conforme o trecho, é: 
Alternativas
Q3810028 Pedagogia
Considerando-se os conceitos fundamentais da Geografia, leia o excerto a seguir:
"[...] um cotidiano compartido entre as mais diversas pessoas, firmas e instituições − cooperação e conflito são a base da vida em comum. Porque cada qual exerce uma ação própria, a vida social se individualiza; e porque a contiguidade é criadora de comunhão, a política se territorializa, com o confronto entre organização e espontaneidade. [...] é o quadro de uma referência pragmática ao mundo, do qual lhe vêm solicitações e ordens precisas de ações condicionadas, mas é também o teatro insubstituível das paixões humanas, responsáveis, através da ação comunicativa, pelas mais diversas manifestações da espontaneidade e da criatividade".
(Adaptado de: SANTOS, Milton. A natureza do espaço: técnica e tempo, razão e emoção. 6. ed. São Paulo: Edusp, 2014. p. 322.)

Considerando o trecho citado, que enfoca o cotidiano, as relações e a afetividade, o conceito central para a Geografia explorado no excerto é:
Alternativas
Q3809805 Geografia
A regionalização da economia global é frequentemente analisada sob a ótica da Divisão Internacional do Trabalho (DIT), que historicamente reflete a inserção diferenciada de países no sistema capitalista. Considerando o cenário atual, assinale a alternativa que indica corretamente como a DIT foi reconfigurada pela ascensão de economias emergentes e pela complexificação das cadeias globais de valor, impactando o conceito tradicional de centro-periferia na Geografia:
Alternativas
Q3809804 Geografia
A urbanização brasileira, em seu processo histórico e geográfico, gerou metrópoles com expressivas segregações socioespaciais. Considere a dinâmica das regiões metropolitanas e sua relação com a mobilidade urbana e o acesso a serviços públicos essenciais. A proposição que avalia corretamente as complexas interações que perpetuam ou mitigam essas disparidades na Geografia Urbana brasileira é:
Alternativas
Q3809803 Geografia
O conceito de Lugar, na perspectiva fenomenológica da Geografia, destaca a dimensão afetiva, identitária e existencial que os indivíduos estabelecem com porções específicas do espaço. Como essa abordagem do Lugar, que ultrapassa a objetividade cartográfica, contribui para a formulação de políticas de planejamento territorial mais eficazes e humanizadas, de acordo com a concepção da ciência geográfica? Assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q3809802 Geografia
A Epistemologia da Geografia contemporânea debate intensamente a natureza do Espaço Geográfico como objeto de estudo, frequentemente conceituando-o não apenas como palco, mas como produto e produtor das relações sociais. Considerando essa perspectiva, assinale a alternativa que melhor integra a compreensão do Espaço Geográfico como uma construção social dinâmica com o objetivo último da ciência geográfica:
Alternativas
Q3809801 Geografia
O continente africano, apesar de sua vasta riqueza natural e cultural, é frequentemente retratado sob a ótica de desafios socioeconômicos e conflitos. A regionalização da África, por sua vez, é um campo complexo que reflete tanto aspectos geográficos quanto históricos e políticos. Considerando essa complexidade, assinale a alternativa que descreve como as fronteiras coloniais, em grande parte artificiais, influenciaram a dinâmica econômica e os conflitos contemporâneos em certas regiões africanas:
Alternativas
Q3809783 Geografia
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Sob os trilhos do metrô, hortas urbanas combatem avanço de ultraprocessados na periferia de São Paulo


Moradores do Jardim Ibirapuera plantam legumes e verduras sem agrotóxico como alternativa à pobreza de nutrientes identificada em estudo inédito conduzido pela comunidade.


Adriano Wilkson


Debaixo dos trilhos do metrô de São Paulo, quatro agricultores urbanos observam o lento crescimento de mudas de milho cuidadosamente organizadas em um canteiro montado com restos de construção civil. Alguns metros adiante, pés de alface, couve, banana e erva-cidreira dividem terreno com uma vaca que pasta displicente.

Ao caminhar em meio ao verde, por um momento você até poderia supor que saiu da capital paulista, mas o frenesi do trânsito da avenida Guido Caloi, que dá acesso à Marginal Pinheiros, logo chama à realidade. Essa é uma das vias mais movimentadas e caóticas de São Paulo. Mas é ali, no meio de um conjunto de favelas chamado Jardim Ibirapuera, que os moradores decidiram construir uma alternativa à pobreza alimentar que assola a comunidade.

Dos 41 mil moradores do bairro, 13 mil, ou 31%, passam fome. Tecnicamente, essas pessoas vivem em "insegurança alimentar grave", o que significa que a falta de renda as impede de fazer todas as refeições que gostariam. Essa taxa é maior do que a registrada no município de São Paulo como um todo, onde 12% da população passa fome [...]. A conclusão consta em uma pesquisa inédita feita pelo Observatório Ibira30, um braço do Bloco do Beco, organização não governamental que atua no Jardim Ibirapuera desde 2003. Durante seis meses, entre janeiro e junho de 2025, pesquisadores do observatório bateram de porta em porta para entrevistar moradores e investigar seus hábitos alimentares.

As 382 entrevistas revelaram a presença da fome não apenas na ausência de alimentos, mas também no avanço de ultraprocessados e de opções menos nutritivas entre os moradores. Por exemplo, 86% dos entrevistados disseram já terem precisado trocar alimentos saudáveis por opções mais baratas e menos nutritivas.

A situação piorou durante a pandemia, quando muitos moradores perderam renda e precisaram contar com doações para sobreviver. Biscoitos, bebidas açucaradas e alimentos instantâneos se tornaram então ainda mais comuns nas despensas do bairro. Segundo a pesquisa, dois em cada três deles disseram que seus hábitos alimentares pioraram com a chegada da covid.

Foi após esse cenário de crise que um cozinheiro pernambucano viu em um terreno abandonado a chance de produzir comida de qualidade.[...] É nesse pequeno espaço que ele tenta construir, junto com os vizinhos, uma alternativa limpa e natural para substituir o avanço dos ultraprocessados. [...] Hoje as três hortas do bairro produzem verduras, legumes, frutas e plantas para chá, dos quais a população faz uso medicinal.

"Eu me considero hoje outra pessoa mexendo com a terra, trabalhando no ritmo da natureza e sabendo exatamente o que tem no alimento que eu como", afirma Neto, que, assim como os demais agricultores, não usa agrotóxico na produção e adota princípios da agroecologia para fazer a gestão de pragas. "Demora mais, às vezes a gente erra, mas vale a pena porque é saudável." [...]

A etnografia do observatório identificou que no Jardim Ibirapuera 29% dos moradores têm origem no Nordeste e três em cada quatro são pessoas pretas ou pardas. Para muitas delas os hábitos alimentares refletem a cultura e as tradições que a vida e a rotina em uma cidade como São Paulo ainda não foram capazes de apagar.

"Na São Paulo urbana e formalizada, as gôndolas dos mercados podem até ocultar as origens dos ingredientes", escreveu Marcelo Zarzuela Coelho, o Lelo, um dos coordenadores do estudo. "Mas nas periferias, o cuscuz de milho ainda é memória nordestina em estado sólido, o leite de coco ainda carrega o sopro da diáspora africana, o azeite de dendê resiste ao embranquecimento do paladar urbano, e a mandioca segue sendo mais que raiz: é símbolo de autonomia e continuidade." [...]

"Nosso sonho até 2030 é construir um tripé", explica Luiz Claudio de Souza, articulador institucional do Observatório. "Potencializar as hortas, criar um banco de alimentos, também com a contribuição de mercados e hortifrutis do bairro, e construir uma cozinha comunitária que possa manipular esses alimentos junto com a comunidade. Mas pra isso precisamos de parceiros."

Enquanto esse sonho não se concretiza, os agricultores urbanos colhem das hortas frutos que não se resumem aos vegetais que crescem ali. São valores intangíveis que se espalham pela comunidade como sementes levadas pelo vento. [...] 


(Disponível em: https://ojoioeotrigo.com.br/2025/11/sob-os-trilhos-do-metro-hortas-urba nas-combatem-avanco-de-ultraprocessados-na-periferia-de-sao-paulo/. Acesso em: 25 nov. 2025. Adaptado.)
A partir da leitura do texto e da mobilização de seus conhecimentos, analise as sentenças a seguir:

I.A pesquisa que identifica a realidade de pessoas em "insegurança alimentar grave" foi um estudo conduzido pela própria comunidade.
II.No contexto da comunidade, estar entre aquelas pessoas que vivem em "insegurança alimentar grave" é resultado da falta de renda, ou seja, sem renda elas não podem fazer todas as refeições diárias.
III.No Jardim Ibirapuera há, proporcionalmente, mais pessoas em situação de vulnerabilidade alimentar do que em toda a cidade de São Paulo.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3809778 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Sob os trilhos do metrô, hortas urbanas combatem avanço de ultraprocessados na periferia de São Paulo


Moradores do Jardim Ibirapuera plantam legumes e verduras sem agrotóxico como alternativa à pobreza de nutrientes identificada em estudo inédito conduzido pela comunidade.


Adriano Wilkson


Debaixo dos trilhos do metrô de São Paulo, quatro agricultores urbanos observam o lento crescimento de mudas de milho cuidadosamente organizadas em um canteiro montado com restos de construção civil. Alguns metros adiante, pés de alface, couve, banana e erva-cidreira dividem terreno com uma vaca que pasta displicente.

Ao caminhar em meio ao verde, por um momento você até poderia supor que saiu da capital paulista, mas o frenesi do trânsito da avenida Guido Caloi, que dá acesso à Marginal Pinheiros, logo chama à realidade. Essa é uma das vias mais movimentadas e caóticas de São Paulo. Mas é ali, no meio de um conjunto de favelas chamado Jardim Ibirapuera, que os moradores decidiram construir uma alternativa à pobreza alimentar que assola a comunidade.

Dos 41 mil moradores do bairro, 13 mil, ou 31%, passam fome. Tecnicamente, essas pessoas vivem em "insegurança alimentar grave", o que significa que a falta de renda as impede de fazer todas as refeições que gostariam. Essa taxa é maior do que a registrada no município de São Paulo como um todo, onde 12% da população passa fome [...]. A conclusão consta em uma pesquisa inédita feita pelo Observatório Ibira30, um braço do Bloco do Beco, organização não governamental que atua no Jardim Ibirapuera desde 2003. Durante seis meses, entre janeiro e junho de 2025, pesquisadores do observatório bateram de porta em porta para entrevistar moradores e investigar seus hábitos alimentares.

As 382 entrevistas revelaram a presença da fome não apenas na ausência de alimentos, mas também no avanço de ultraprocessados e de opções menos nutritivas entre os moradores. Por exemplo, 86% dos entrevistados disseram já terem precisado trocar alimentos saudáveis por opções mais baratas e menos nutritivas.

A situação piorou durante a pandemia, quando muitos moradores perderam renda e precisaram contar com doações para sobreviver. Biscoitos, bebidas açucaradas e alimentos instantâneos se tornaram então ainda mais comuns nas despensas do bairro. Segundo a pesquisa, dois em cada três deles disseram que seus hábitos alimentares pioraram com a chegada da covid.

Foi após esse cenário de crise que um cozinheiro pernambucano viu em um terreno abandonado a chance de produzir comida de qualidade.[...] É nesse pequeno espaço que ele tenta construir, junto com os vizinhos, uma alternativa limpa e natural para substituir o avanço dos ultraprocessados. [...] Hoje as três hortas do bairro produzem verduras, legumes, frutas e plantas para chá, dos quais a população faz uso medicinal.

"Eu me considero hoje outra pessoa mexendo com a terra, trabalhando no ritmo da natureza e sabendo exatamente o que tem no alimento que eu como", afirma Neto, que, assim como os demais agricultores, não usa agrotóxico na produção e adota princípios da agroecologia para fazer a gestão de pragas. "Demora mais, às vezes a gente erra, mas vale a pena porque é saudável." [...]

A etnografia do observatório identificou que no Jardim Ibirapuera 29% dos moradores têm origem no Nordeste e três em cada quatro são pessoas pretas ou pardas. Para muitas delas os hábitos alimentares refletem a cultura e as tradições que a vida e a rotina em uma cidade como São Paulo ainda não foram capazes de apagar.

"Na São Paulo urbana e formalizada, as gôndolas dos mercados podem até ocultar as origens dos ingredientes", escreveu Marcelo Zarzuela Coelho, o Lelo, um dos coordenadores do estudo. "Mas nas periferias, o cuscuz de milho ainda é memória nordestina em estado sólido, o leite de coco ainda carrega o sopro da diáspora africana, o azeite de dendê resiste ao embranquecimento do paladar urbano, e a mandioca segue sendo mais que raiz: é símbolo de autonomia e continuidade." [...]

"Nosso sonho até 2030 é construir um tripé", explica Luiz Claudio de Souza, articulador institucional do Observatório. "Potencializar as hortas, criar um banco de alimentos, também com a contribuição de mercados e hortifrutis do bairro, e construir uma cozinha comunitária que possa manipular esses alimentos junto com a comunidade. Mas pra isso precisamos de parceiros."

Enquanto esse sonho não se concretiza, os agricultores urbanos colhem das hortas frutos que não se resumem aos vegetais que crescem ali. São valores intangíveis que se espalham pela comunidade como sementes levadas pelo vento. [...] 


(Disponível em: https://ojoioeotrigo.com.br/2025/11/sob-os-trilhos-do-metro-hortas-urba nas-combatem-avanco-de-ultraprocessados-na-periferia-de-sao-paulo/. Acesso em: 25 nov. 2025. Adaptado.)
Leia o excerto:

"A situação piorou durante a pandemia, quando muitos moradores perderam renda e precisaram contar com doações para sobreviver. Biscoitos, bebidas açucaradas e alimentos instantâneos se tornaram então ainda mais comuns nas despensas do bairro. Segundo a pesquisa, dois em cada três deles disseram que seus hábitos alimentares pioraram com a chegada da covid.
Foi após esse cenário de crise que um cozinheiro pernambucano viu em um terreno abandonado a chance de produzir comida de qualidade.[...] É nesse pequeno espaço que ele tenta construir, junto com os vizinhos, uma alternativa limpa e natural para substituir o avanço dos ultraprocessados. [...] Hoje as três hortas do bairro produzem verduras, legumes, frutas e plantas para chá, dos quais a população faz uso medicinal. "
Analise as sentenças a seguir tendo como base o excerto e também o contexto a que ele pertence:

I.Observando a coesão textual do excerto, o pronome pessoal "eles" (parágrafo 1) se refere a "muitos moradores", evitando a repetição desnecessária do substantivo "moradores". O mesmo ocorre no parágrafo seguinte em que "ele" substitui "cozinheiro pernambucano".
II."A situação" se refere a todo o contexto de vulnerabilidade alimentar descrito no parágrafo anterior.
III.Em "esse cenário", tem-se uma coesão referencial, possibilitando ao leitor compreender que se trata do cenário da insegurança alimentar agravado pela pandemia, tratado anteriormente.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3807902 Geografia
Segundo a Organização Mundial de Meteorologia, quantos anos são necessários para estabelecer a média climática de uma região? Assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q3807901 Geografia
O homem é capaz de gerar impactos ambientais muito ruins e destrutivos, mas também é capaz de gerar impactos positivos. Assinale a alternativa a seguir que contenha apenas impactos positivos: 
Alternativas
Q3807900 Geografia
Para o geógrafo Roberto Lobato Corrêa, são cinco os agentes modeladores do Espaço Urbano:
1.Os proprietários dos meios de produção;
2.Os promotores imobiliários;
3.Os proprietários fundiários;
4.O Estado;
5.Os grupos sociais excluídos.
Dentre esses agentes, qual deles necessita, para se instalar, grandes áreas urbanas contíguas e baratas para exercer suas atividades lucrativas, que não envolvem a comercialização da terra? Assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q3807899 Geografia
O aumento da quantidade de pessoas que moram nas cidades pode se dar por diferentes razões: ___________________ é o nome do movimento de deslocamento das pessoas do campo para as cidades. Já, _____________________é o nome do movimento que indica o deslocamento das pessoas para as metrópoles.
Assinale a alternativa que corretamente preenche as lacunas no excerto: 
Alternativas
Q3807898 Geologia
Sobre a estrutura interna da Terra (Núcleo, Manto e Crosta), analise as sentenças a seguir:
I.O Núcleo possui cerca de um terço da massa terrestre. Alguns chamam de NIFE porque é principalmente  composto por níquel e ferro.
II.O Manto é a camada mais extensa da Terra, a que sustenta as placas tectônicas.
III.A Crosta é a camada mais fina, formada por rochas.
É correto o que se afirma em:
Alternativas
Respostas
2241: D
2242: B
2243: D
2244: A
2245: D
2246: B
2247: E
2248: A
2249: B
2250: C
2251: C
2252: E
2253: C
2254: B
2255: D
2256: B
2257: A
2258: E
2259: A
2260: A