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Q3764509 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Nevoeiro


    Coisas estranhas estão acontecendo na Zona Sul: a cidade inteira se abrasa em calor, e esse trecho do Rio desaparece no nevoeiro. Não estou pregando mentira, vejam as fotos que aí estão honrando minha palavra. Primeiro, um anel de bruma envolveu calmamente o Pão de Açúcar; a Urca e o bondinho aéreo foram tragados pela transformação do anel em muralha branca. Daí a bruma avançou para o Leme e papou a praia; foi seguindo e comendo um por um os postos de Copacabana, que não ofereceram resistência. O Arpoador, pensando que o Forte lhe daria apoio, protestou sem êxito; Ipanema e Leblon foram varridos da face da Guanabara.

    Tudo que eram cores e formas afundou num branco de espuma de sabão, inclusive o mar. Os brotos entreolharam-se, assombrados. Não havia mais nem onda nem surfe nem nada. Na areia, sumiu o frescobol e sumiu a própria areia. Em duas horas, se tanto, a névoa liquidou a vaidosa, a sensual, a existencialista orla marítima que constitui a pompa do Rio de Janeiro. 

    Saíram a campo, imediatamente, pessoas especializadas em achar explicação para tudo, e recorrendo a seus conhecimentos meteorológicos, sacaram de lá o encontro da massa fria com a massa quente, espécie de pacto de Lisboa aplicado ao tempo na Guanabara. Explicação nebulosa como a própria névoa assaltante, pois aludia ao recuo da frente fria diante da frente cálida, quando o que todo mundo presenciou foi a derrota da frente cálida pela frente fria no espaço de horas em que esta última ocupou e dissolveu as seletas imagens do Rio, criando um vácuo na paisagem.

    É verdade que, à noite, as montanhas, o mar, as praias e o bondinho reapareceram, mas ninguém é capaz de informar o que sucedeu com eles no intervalo em que ficamos privados desses elementos cariocas, nem dar explicação plausível para o ato mágico atestado pelos fotógrafos. Pois a verdade é que tudo sumiu por encanto e espanto, e era como se estivéssemos assistindo ao fim silencioso de um mundo que parecia eterno, de tanto que o trazíamos de cor na lembrança e conferido pelos olhos. (...)

    Não era ainda a eliminação. Era talvez um ensaio geral, ou nem isto: simples teste, experiência de magia alva, quem sabe mesmo se divertimento de altos poderes, a medir a fortaleza de alma dos moradores da costa? Se não foi — pois tudo pode acontecer na Zona Sul — promoção de objetivo turístico ou mera publicidade de alguma nova marca de sabão em pó, a ser lançada pelo Natal.


ANDRADE, Carlos Drummond. Nevoeiro. Rio de Janeiro: Correio da Manhã, 4 dez. 1966. Disponível em:<https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/17477/nevoeiro
>.  
No primeiro parágrafo, o termo “papou”, no trecho “Daí a bruma avançou para o Leme e papou a praia”, pode ser corretamente substituído, sem prejuízo do sentido, por qual dos termos a seguir?
Alternativas
Q3764508 Português
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Nevoeiro


    Coisas estranhas estão acontecendo na Zona Sul: a cidade inteira se abrasa em calor, e esse trecho do Rio desaparece no nevoeiro. Não estou pregando mentira, vejam as fotos que aí estão honrando minha palavra. Primeiro, um anel de bruma envolveu calmamente o Pão de Açúcar; a Urca e o bondinho aéreo foram tragados pela transformação do anel em muralha branca. Daí a bruma avançou para o Leme e papou a praia; foi seguindo e comendo um por um os postos de Copacabana, que não ofereceram resistência. O Arpoador, pensando que o Forte lhe daria apoio, protestou sem êxito; Ipanema e Leblon foram varridos da face da Guanabara.

    Tudo que eram cores e formas afundou num branco de espuma de sabão, inclusive o mar. Os brotos entreolharam-se, assombrados. Não havia mais nem onda nem surfe nem nada. Na areia, sumiu o frescobol e sumiu a própria areia. Em duas horas, se tanto, a névoa liquidou a vaidosa, a sensual, a existencialista orla marítima que constitui a pompa do Rio de Janeiro. 

    Saíram a campo, imediatamente, pessoas especializadas em achar explicação para tudo, e recorrendo a seus conhecimentos meteorológicos, sacaram de lá o encontro da massa fria com a massa quente, espécie de pacto de Lisboa aplicado ao tempo na Guanabara. Explicação nebulosa como a própria névoa assaltante, pois aludia ao recuo da frente fria diante da frente cálida, quando o que todo mundo presenciou foi a derrota da frente cálida pela frente fria no espaço de horas em que esta última ocupou e dissolveu as seletas imagens do Rio, criando um vácuo na paisagem.

    É verdade que, à noite, as montanhas, o mar, as praias e o bondinho reapareceram, mas ninguém é capaz de informar o que sucedeu com eles no intervalo em que ficamos privados desses elementos cariocas, nem dar explicação plausível para o ato mágico atestado pelos fotógrafos. Pois a verdade é que tudo sumiu por encanto e espanto, e era como se estivéssemos assistindo ao fim silencioso de um mundo que parecia eterno, de tanto que o trazíamos de cor na lembrança e conferido pelos olhos. (...)

    Não era ainda a eliminação. Era talvez um ensaio geral, ou nem isto: simples teste, experiência de magia alva, quem sabe mesmo se divertimento de altos poderes, a medir a fortaleza de alma dos moradores da costa? Se não foi — pois tudo pode acontecer na Zona Sul — promoção de objetivo turístico ou mera publicidade de alguma nova marca de sabão em pó, a ser lançada pelo Natal.


ANDRADE, Carlos Drummond. Nevoeiro. Rio de Janeiro: Correio da Manhã, 4 dez. 1966. Disponível em:<https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/17477/nevoeiro
>.  
Assinale a alternativa em que o termo destacado NÃO é um elemento de coesão referente ao elemento indicado no fim de cada alternativa:
Alternativas
Q3764507 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Nevoeiro


    Coisas estranhas estão acontecendo na Zona Sul: a cidade inteira se abrasa em calor, e esse trecho do Rio desaparece no nevoeiro. Não estou pregando mentira, vejam as fotos que aí estão honrando minha palavra. Primeiro, um anel de bruma envolveu calmamente o Pão de Açúcar; a Urca e o bondinho aéreo foram tragados pela transformação do anel em muralha branca. Daí a bruma avançou para o Leme e papou a praia; foi seguindo e comendo um por um os postos de Copacabana, que não ofereceram resistência. O Arpoador, pensando que o Forte lhe daria apoio, protestou sem êxito; Ipanema e Leblon foram varridos da face da Guanabara.

    Tudo que eram cores e formas afundou num branco de espuma de sabão, inclusive o mar. Os brotos entreolharam-se, assombrados. Não havia mais nem onda nem surfe nem nada. Na areia, sumiu o frescobol e sumiu a própria areia. Em duas horas, se tanto, a névoa liquidou a vaidosa, a sensual, a existencialista orla marítima que constitui a pompa do Rio de Janeiro. 

    Saíram a campo, imediatamente, pessoas especializadas em achar explicação para tudo, e recorrendo a seus conhecimentos meteorológicos, sacaram de lá o encontro da massa fria com a massa quente, espécie de pacto de Lisboa aplicado ao tempo na Guanabara. Explicação nebulosa como a própria névoa assaltante, pois aludia ao recuo da frente fria diante da frente cálida, quando o que todo mundo presenciou foi a derrota da frente cálida pela frente fria no espaço de horas em que esta última ocupou e dissolveu as seletas imagens do Rio, criando um vácuo na paisagem.

    É verdade que, à noite, as montanhas, o mar, as praias e o bondinho reapareceram, mas ninguém é capaz de informar o que sucedeu com eles no intervalo em que ficamos privados desses elementos cariocas, nem dar explicação plausível para o ato mágico atestado pelos fotógrafos. Pois a verdade é que tudo sumiu por encanto e espanto, e era como se estivéssemos assistindo ao fim silencioso de um mundo que parecia eterno, de tanto que o trazíamos de cor na lembrança e conferido pelos olhos. (...)

    Não era ainda a eliminação. Era talvez um ensaio geral, ou nem isto: simples teste, experiência de magia alva, quem sabe mesmo se divertimento de altos poderes, a medir a fortaleza de alma dos moradores da costa? Se não foi — pois tudo pode acontecer na Zona Sul — promoção de objetivo turístico ou mera publicidade de alguma nova marca de sabão em pó, a ser lançada pelo Natal.


ANDRADE, Carlos Drummond. Nevoeiro. Rio de Janeiro: Correio da Manhã, 4 dez. 1966. Disponível em:<https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/17477/nevoeiro
>.  
O autor da crônica, relata ter ocorrido um nevoeiro na Zona Sul do Rio de Janeiro. A respeito desse nevoeiro, ele afirma que:
Alternativas
Q3761994 Pedagogia
Conforme Vasconcellos (2002), o plano dos níveis intermediários (cursos, departamentos, áreas) ou dos serviços no interior da escola (direção, coordenação/supervisão, orientação, secretaria etc.) é denominado: 
Alternativas
Q3761860 Pedagogia
Considerando seu papel na organização da sala de aula, qual ação está mais alinhada à perspectiva do Projeto Político-Pedagógico?
Alternativas
Q3761859 Pedagogia
A avaliação da aprendizagem na educação básica deve ser um processo contínuo e coletivo. Considerando essa concepção, é uma forma correta de avaliação:
Alternativas
Q3761858 Pedagogia
No contexto da gestão democrática escolar, o planejamento participativo deve ser entendido como:
Alternativas
Q3761856 Pedagogia
Em uma prática pedagógica orientada pela aprendizagem baseada em jogos, qual ação está mais alinhada às finalidades formativas como metodologia ativa de acordo com Bacich e Moran (2017)? 
Alternativas
Q3761855 Pedagogia
Durante uma atividade de história, a maioria dos estudantes de uma turma demonstra desconhecer as contribuições da população negra para a formação do Brasil. Nesse sentido, qual abordagem pedagógica está de acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana?
Alternativas
Q3761854 Pedagogia
De acordo com as competências do Município quanto aos níveis e modalidades de ensino como previsto no Plano de Carreira do Magistério Público Municipal, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3761853 Pedagogia
Um professor da rede pública municipal, ao planejar suas ações pedagógicas e participar da gestão escolar, precisa atuar em consonância com as diretrizes e instrumentos de acompanhamento do PNE. Nessa perspectiva, qual prática profissional se mostra adequada às determinações legais apresentadas no PNE? 
Alternativas
Q3761852 Pedagogia
A implementação e a avaliação do Plano Nacional de Educação (PNE) envolvem mecanismos de acompanhamento e responsabilidades federativas. Considerando o texto legal apresentado, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3761851 Pedagogia
A segurança e o bem-estar das crianças e adolescentes em ambientes educacionais dependem de atenção às normas de proteção e acompanhamento de profissionais. Com base nos arts. 59-A, 74 e 75 do ECA, qual medida pedagógica é mais eficaz para assegurar a proteção de crianças e adolescentes em instituições educativas?
Alternativas
Q3761850 Pedagogia
O desenvolvimento integral da criança na Educação Infantil depende da promoção de direitos básicos, acesso à cultura, lazer e estímulo à criatividade. Considerando os arts. 53, 54 e 58 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), qual prática pedagógica é mais adequada para promover o direito à educação, cultura e lazer das crianças de 0 a 5 anos?
Alternativas
Q3761849 Pedagogia
Nos anos iniciais do Ensino Fundamental, o professor deve promover conteúdos curriculares que garantam inclusão e respeito à diversidade. Nesse sentido, qual das seguintes ações está de acordo com a LDBEN?
Alternativas
Q3761847 Pedagogia
Assinale a alternativa que melhor descreve o conceito de educação integral, conforme a BNCC. 
Alternativas
Q3761846 Pedagogia
A Política Nacional de Educação Digital (PNED) propõe uma articulação entre diferentes instâncias governamentais e setoriais. Nesse contexto, qual alternativa apresenta adequadamente o papel da PNED diante de outras políticas educativas e digitais já existentes no país?
Alternativas
Q3761838 Conhecimentos Gerais
Cantora americana, nascida no Bronx, reconhecida mundialmente por sucessos na música pop e latina, que gravou a música “Chegaste”, com Roberto Carlos. A descrição refere-se à:
Alternativas
Q3758761 Pedagogia
Segundo a obra: “Tecnologia e mídias digitais na educação: conceitos práticos e teóricos, 2021”, discutir o uso das tecnologias no contexto educacional envolve pensar em um todo, suas potencialidades, limites e desafios contemporâneos. Portanto, faz-se necessário repensar os processos de ensino e aprendizagem que não devem apenas significar uma mudança na formação físico-analógica para uma formação digital-virtual. Assinale V para as afirmações verdadeiras e F para as afirmações falsas.

( ) As inovações tecnológicas devem promover melhorias, maior acesso e inovações no processo de ensino e aprendizagem.
( ) A educação é o campo menos fértil para o uso das Tecnologias de Informação-(TICs). Quer seja no ensino superior com dispositivos e softwares mais avançados, quer seja na educação básica com recursos modernos, pois justificam uma menor mediação por parte do professor e aprendizagem menos dinâmica por parte do aluno.
( ) O uso das tecnologias na sala de aula, sem dúvida podem trazer inovação e resultados positivos se utilizados com um objetivo préestabelecido.
( ) O processo de ensino e aprendizagem constituise por ser um processo complexo e dessa maneira necessita de muita atenção por parte do educador, se a forma de ensino transmitida está gerando os resultados pretendidos. Assim, as tecnologias na educação têm a facilidade de auxiliar o professor para atingir aqueles alunos que possuem dificuldade de aprendizagem, por exemplo.

A sequência correta é:
Alternativas
Q3758759 Educação Física
A perspectiva ampla de escola composta por professores, alunos, gestores, técnicos, pais, comunidade e associações, pode tornar esse espaço como ambiente de intervenção da promoção da saúde em diversos aspectos, sendo um deles, a atividade física regular. Analise as assertivas abaixo:

I. Atualmente, o aumento de problemas de saúde relacionados ao excesso de atividade física tem atingido jovens adultos e adolescentes, principalmente com doenças crônico-não transmissíveis (DCNT), tais como obesidade, diabetes, hipertensão, dislipidemia, dentre outros.
II. A pouca atividade física é decorrente de fatores sociais e educacionais, sendo esse último ainda plenamente indefinido o seu papel na escola via componente curricular educação física devido a embates epistemológicos, diversas vezes pouco produtivos.
III. O esporte é o principal conteúdo da educação física na escola. Desde a forte influência política e econômica entre as décadas de 1950 a 1990, esse conteúdo é fonte de instrumentalização pedagógica, científica e cultural.
IV. É evidente que há desportos convencionais e desportos pouco convencionais, no entanto, as aulas de educação física tende a fornecer aos alunos a oportunidade de conhecer a cultura de movimento de diferentes desportos, seja individuais e coletivos, radicais ou de tabuleiro, com ou sem acessórios.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Respostas
3441: A
3442: E
3443: D
3444: C
3445: A
3446: C
3447: B
3448: E
3449: A
3450: C
3451: B
3452: D
3453: E
3454: B
3455: A
3456: C
3457: D
3458: D
3459: B
3460: C