Questões de Concurso Comentadas para professor - artes

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Q2720886 Português

Leia o texto para responder às questões 1 a 6.


ANTES QUE ELAS CRESÇAM


Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos.

É que as crianças crescem. Independentes de nós, como árvores, tagarelas e pássaros estabanados, elas crescem sem pedir licença. Crescem como a inflação, independente do governo e da vontade popular. Entre os estupros dos preços, os disparos dos discursos e o assalto das estações, elas crescem com uma estridência alegre e, às vezes, com alardeada arrogância.

Mas não crescem todos os dias de igual maneira; crescem de repente.

Um dia se assentam perto de você no terraço e dizem uma frase de tal maturidade, que você sente que não pode mais trocar as fraldas daquela criatura.

Onde é que andou crescendo aquela danadinha que você não percebia? Cadê aquele cheirinho de leite sobre a pele? Cadê a pazinha de brincar na areia, as festinhas de aniversário com palhaços, amiguinhos e o primeiro uniforme do maternal ou escola experimental?

Ela está crescendo num ritual de obediência orgânica e desobediência civil. E você agora está ali na porta da discoteca esperando que ela não apenas cresça, mas apareça. Ali estão muitos pais, ao volante, esperando que saiam esfuziantes sobre patins[...].

Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas, lá estão elas com o uniforme de sua geração: incômodas mochilas da moda nos ombros ou, então, com a suéter amarrada na cintura. Está quente, a gente diz que vão estragar a suéter, mas não tem jeito, é o emblema da geração. [...]

Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos.

Longe já vai o momento em que o primeiro mênstruo foi recebido como um impacto de rosas vermelhas. Não mais as colheremos nas portas das discotecas e festas, quando surgiam entre gírias e canções. Passou o tempo do balé, da cultura francesa e inglesa. Saíram do banco de trás e passaram para o volante das próprias vidas. Só nos resta dizer “bonne route< bonne route” como naquela canção francesa narrando a emoção do pai quando a filha lhe oferece o primeiro jantar no apartamento dela.

Deveríamos ter ido, mais vezes, à cama delas ao anoitecer para ouvir sua alma respirando conversas e confidências entre os lençóis da infância e os adolescentes cobertores naquele quarto cheio de colagens, posters e agendas coloridas de Pilot. Não, não as levamos suficientes vezes ao shopping, ao circo, ao teatro, não lhes demos suficientes hambúrgueres e cocas, não lhes compramos todos os sorvetes e roupas merecidas.

Elas cresceram sem que esgotássemos nelas todo nosso afeto.

No princípio subiam a serra ou iam à casa de praia entre embrulhos, comidas, engarrafamentos, natais, páscoas, piscinas e amiguinhas. Sim, havia as brigas dentro do carro, disputa pela janela, pedidos de sorvetes e sanduíches, cantorias infantis. Depois chegou a idade em que subir para a casa de campo com os pais começou a ser um esforço, um sofrimento, pois era impossível largar a turma aqui na praia e os primeiros namorados. Esse exílio dos pais, esse divórcio dos filhos, vai durar sete anos bíblicos. Agora é hora dos pais nas montanhas terem a solidão que queriam, mas, de repente, exalarem contagiosa saudade daquelas pestes.

O jeito é esperar. Qualquer hora podem nos dar netos. O neto é a hora do carinho ocioso e estocado, não exercido nos próprios filhos, e que não pode morrer conosco. Por isto os avós são tão desmesurados e distribuem tão incontrolável afeição. Os netos são a última oportunidade de reeditar o nosso afeto.

Por isso, é necessário fazer alguma coisa a mais, antes que elas cresçam.


Affonso Romano de Sant’Anna

Deveríamos ter ido mais vezes à cama delas ao anoitecer...” O verbo destacado encontra-se no

Alternativas
Q2720885 Português

Leia o texto para responder às questões 1 a 6.


ANTES QUE ELAS CRESÇAM


Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos.

É que as crianças crescem. Independentes de nós, como árvores, tagarelas e pássaros estabanados, elas crescem sem pedir licença. Crescem como a inflação, independente do governo e da vontade popular. Entre os estupros dos preços, os disparos dos discursos e o assalto das estações, elas crescem com uma estridência alegre e, às vezes, com alardeada arrogância.

Mas não crescem todos os dias de igual maneira; crescem de repente.

Um dia se assentam perto de você no terraço e dizem uma frase de tal maturidade, que você sente que não pode mais trocar as fraldas daquela criatura.

Onde é que andou crescendo aquela danadinha que você não percebia? Cadê aquele cheirinho de leite sobre a pele? Cadê a pazinha de brincar na areia, as festinhas de aniversário com palhaços, amiguinhos e o primeiro uniforme do maternal ou escola experimental?

Ela está crescendo num ritual de obediência orgânica e desobediência civil. E você agora está ali na porta da discoteca esperando que ela não apenas cresça, mas apareça. Ali estão muitos pais, ao volante, esperando que saiam esfuziantes sobre patins[...].

Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas, lá estão elas com o uniforme de sua geração: incômodas mochilas da moda nos ombros ou, então, com a suéter amarrada na cintura. Está quente, a gente diz que vão estragar a suéter, mas não tem jeito, é o emblema da geração. [...]

Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos.

Longe já vai o momento em que o primeiro mênstruo foi recebido como um impacto de rosas vermelhas. Não mais as colheremos nas portas das discotecas e festas, quando surgiam entre gírias e canções. Passou o tempo do balé, da cultura francesa e inglesa. Saíram do banco de trás e passaram para o volante das próprias vidas. Só nos resta dizer “bonne route< bonne route” como naquela canção francesa narrando a emoção do pai quando a filha lhe oferece o primeiro jantar no apartamento dela.

Deveríamos ter ido, mais vezes, à cama delas ao anoitecer para ouvir sua alma respirando conversas e confidências entre os lençóis da infância e os adolescentes cobertores naquele quarto cheio de colagens, posters e agendas coloridas de Pilot. Não, não as levamos suficientes vezes ao shopping, ao circo, ao teatro, não lhes demos suficientes hambúrgueres e cocas, não lhes compramos todos os sorvetes e roupas merecidas.

Elas cresceram sem que esgotássemos nelas todo nosso afeto.

No princípio subiam a serra ou iam à casa de praia entre embrulhos, comidas, engarrafamentos, natais, páscoas, piscinas e amiguinhas. Sim, havia as brigas dentro do carro, disputa pela janela, pedidos de sorvetes e sanduíches, cantorias infantis. Depois chegou a idade em que subir para a casa de campo com os pais começou a ser um esforço, um sofrimento, pois era impossível largar a turma aqui na praia e os primeiros namorados. Esse exílio dos pais, esse divórcio dos filhos, vai durar sete anos bíblicos. Agora é hora dos pais nas montanhas terem a solidão que queriam, mas, de repente, exalarem contagiosa saudade daquelas pestes.

O jeito é esperar. Qualquer hora podem nos dar netos. O neto é a hora do carinho ocioso e estocado, não exercido nos próprios filhos, e que não pode morrer conosco. Por isto os avós são tão desmesurados e distribuem tão incontrolável afeição. Os netos são a última oportunidade de reeditar o nosso afeto.

Por isso, é necessário fazer alguma coisa a mais, antes que elas cresçam.


Affonso Romano de Sant’Anna

Marque a opção INCORRETA de acordo com o texto.

Alternativas
Q2720884 Português

Leia o texto para responder às questões 1 a 6.


ANTES QUE ELAS CRESÇAM


Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos.

É que as crianças crescem. Independentes de nós, como árvores, tagarelas e pássaros estabanados, elas crescem sem pedir licença. Crescem como a inflação, independente do governo e da vontade popular. Entre os estupros dos preços, os disparos dos discursos e o assalto das estações, elas crescem com uma estridência alegre e, às vezes, com alardeada arrogância.

Mas não crescem todos os dias de igual maneira; crescem de repente.

Um dia se assentam perto de você no terraço e dizem uma frase de tal maturidade, que você sente que não pode mais trocar as fraldas daquela criatura.

Onde é que andou crescendo aquela danadinha que você não percebia? Cadê aquele cheirinho de leite sobre a pele? Cadê a pazinha de brincar na areia, as festinhas de aniversário com palhaços, amiguinhos e o primeiro uniforme do maternal ou escola experimental?

Ela está crescendo num ritual de obediência orgânica e desobediência civil. E você agora está ali na porta da discoteca esperando que ela não apenas cresça, mas apareça. Ali estão muitos pais, ao volante, esperando que saiam esfuziantes sobre patins[...].

Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas, lá estão elas com o uniforme de sua geração: incômodas mochilas da moda nos ombros ou, então, com a suéter amarrada na cintura. Está quente, a gente diz que vão estragar a suéter, mas não tem jeito, é o emblema da geração. [...]

Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos.

Longe já vai o momento em que o primeiro mênstruo foi recebido como um impacto de rosas vermelhas. Não mais as colheremos nas portas das discotecas e festas, quando surgiam entre gírias e canções. Passou o tempo do balé, da cultura francesa e inglesa. Saíram do banco de trás e passaram para o volante das próprias vidas. Só nos resta dizer “bonne route< bonne route” como naquela canção francesa narrando a emoção do pai quando a filha lhe oferece o primeiro jantar no apartamento dela.

Deveríamos ter ido, mais vezes, à cama delas ao anoitecer para ouvir sua alma respirando conversas e confidências entre os lençóis da infância e os adolescentes cobertores naquele quarto cheio de colagens, posters e agendas coloridas de Pilot. Não, não as levamos suficientes vezes ao shopping, ao circo, ao teatro, não lhes demos suficientes hambúrgueres e cocas, não lhes compramos todos os sorvetes e roupas merecidas.

Elas cresceram sem que esgotássemos nelas todo nosso afeto.

No princípio subiam a serra ou iam à casa de praia entre embrulhos, comidas, engarrafamentos, natais, páscoas, piscinas e amiguinhas. Sim, havia as brigas dentro do carro, disputa pela janela, pedidos de sorvetes e sanduíches, cantorias infantis. Depois chegou a idade em que subir para a casa de campo com os pais começou a ser um esforço, um sofrimento, pois era impossível largar a turma aqui na praia e os primeiros namorados. Esse exílio dos pais, esse divórcio dos filhos, vai durar sete anos bíblicos. Agora é hora dos pais nas montanhas terem a solidão que queriam, mas, de repente, exalarem contagiosa saudade daquelas pestes.

O jeito é esperar. Qualquer hora podem nos dar netos. O neto é a hora do carinho ocioso e estocado, não exercido nos próprios filhos, e que não pode morrer conosco. Por isto os avós são tão desmesurados e distribuem tão incontrolável afeição. Os netos são a última oportunidade de reeditar o nosso afeto.

Por isso, é necessário fazer alguma coisa a mais, antes que elas cresçam.


Affonso Romano de Sant’Anna

“Crescem como a inflação, independente do governo e da vontade popular”. Que circunstância expressa esse período?

Alternativas
Q2720883 Português

Leia o texto para responder às questões 1 a 6.


ANTES QUE ELAS CRESÇAM


Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos.

É que as crianças crescem. Independentes de nós, como árvores, tagarelas e pássaros estabanados, elas crescem sem pedir licença. Crescem como a inflação, independente do governo e da vontade popular. Entre os estupros dos preços, os disparos dos discursos e o assalto das estações, elas crescem com uma estridência alegre e, às vezes, com alardeada arrogância.

Mas não crescem todos os dias de igual maneira; crescem de repente.

Um dia se assentam perto de você no terraço e dizem uma frase de tal maturidade, que você sente que não pode mais trocar as fraldas daquela criatura.

Onde é que andou crescendo aquela danadinha que você não percebia? Cadê aquele cheirinho de leite sobre a pele? Cadê a pazinha de brincar na areia, as festinhas de aniversário com palhaços, amiguinhos e o primeiro uniforme do maternal ou escola experimental?

Ela está crescendo num ritual de obediência orgânica e desobediência civil. E você agora está ali na porta da discoteca esperando que ela não apenas cresça, mas apareça. Ali estão muitos pais, ao volante, esperando que saiam esfuziantes sobre patins[...].

Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas, lá estão elas com o uniforme de sua geração: incômodas mochilas da moda nos ombros ou, então, com a suéter amarrada na cintura. Está quente, a gente diz que vão estragar a suéter, mas não tem jeito, é o emblema da geração. [...]

Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos.

Longe já vai o momento em que o primeiro mênstruo foi recebido como um impacto de rosas vermelhas. Não mais as colheremos nas portas das discotecas e festas, quando surgiam entre gírias e canções. Passou o tempo do balé, da cultura francesa e inglesa. Saíram do banco de trás e passaram para o volante das próprias vidas. Só nos resta dizer “bonne route< bonne route” como naquela canção francesa narrando a emoção do pai quando a filha lhe oferece o primeiro jantar no apartamento dela.

Deveríamos ter ido, mais vezes, à cama delas ao anoitecer para ouvir sua alma respirando conversas e confidências entre os lençóis da infância e os adolescentes cobertores naquele quarto cheio de colagens, posters e agendas coloridas de Pilot. Não, não as levamos suficientes vezes ao shopping, ao circo, ao teatro, não lhes demos suficientes hambúrgueres e cocas, não lhes compramos todos os sorvetes e roupas merecidas.

Elas cresceram sem que esgotássemos nelas todo nosso afeto.

No princípio subiam a serra ou iam à casa de praia entre embrulhos, comidas, engarrafamentos, natais, páscoas, piscinas e amiguinhas. Sim, havia as brigas dentro do carro, disputa pela janela, pedidos de sorvetes e sanduíches, cantorias infantis. Depois chegou a idade em que subir para a casa de campo com os pais começou a ser um esforço, um sofrimento, pois era impossível largar a turma aqui na praia e os primeiros namorados. Esse exílio dos pais, esse divórcio dos filhos, vai durar sete anos bíblicos. Agora é hora dos pais nas montanhas terem a solidão que queriam, mas, de repente, exalarem contagiosa saudade daquelas pestes.

O jeito é esperar. Qualquer hora podem nos dar netos. O neto é a hora do carinho ocioso e estocado, não exercido nos próprios filhos, e que não pode morrer conosco. Por isto os avós são tão desmesurados e distribuem tão incontrolável afeição. Os netos são a última oportunidade de reeditar o nosso afeto.

Por isso, é necessário fazer alguma coisa a mais, antes que elas cresçam.


Affonso Romano de Sant’Anna

De acordo com o autor, os pais poderão esgotar o amor pelos filhos quando
Alternativas
Q2720882 Português

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ANTES QUE ELAS CRESÇAM


Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos.

É que as crianças crescem. Independentes de nós, como árvores, tagarelas e pássaros estabanados, elas crescem sem pedir licença. Crescem como a inflação, independente do governo e da vontade popular. Entre os estupros dos preços, os disparos dos discursos e o assalto das estações, elas crescem com uma estridência alegre e, às vezes, com alardeada arrogância.

Mas não crescem todos os dias de igual maneira; crescem de repente.

Um dia se assentam perto de você no terraço e dizem uma frase de tal maturidade, que você sente que não pode mais trocar as fraldas daquela criatura.

Onde é que andou crescendo aquela danadinha que você não percebia? Cadê aquele cheirinho de leite sobre a pele? Cadê a pazinha de brincar na areia, as festinhas de aniversário com palhaços, amiguinhos e o primeiro uniforme do maternal ou escola experimental?

Ela está crescendo num ritual de obediência orgânica e desobediência civil. E você agora está ali na porta da discoteca esperando que ela não apenas cresça, mas apareça. Ali estão muitos pais, ao volante, esperando que saiam esfuziantes sobre patins[...].

Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas, lá estão elas com o uniforme de sua geração: incômodas mochilas da moda nos ombros ou, então, com a suéter amarrada na cintura. Está quente, a gente diz que vão estragar a suéter, mas não tem jeito, é o emblema da geração. [...]

Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos.

Longe já vai o momento em que o primeiro mênstruo foi recebido como um impacto de rosas vermelhas. Não mais as colheremos nas portas das discotecas e festas, quando surgiam entre gírias e canções. Passou o tempo do balé, da cultura francesa e inglesa. Saíram do banco de trás e passaram para o volante das próprias vidas. Só nos resta dizer “bonne route< bonne route” como naquela canção francesa narrando a emoção do pai quando a filha lhe oferece o primeiro jantar no apartamento dela.

Deveríamos ter ido, mais vezes, à cama delas ao anoitecer para ouvir sua alma respirando conversas e confidências entre os lençóis da infância e os adolescentes cobertores naquele quarto cheio de colagens, posters e agendas coloridas de Pilot. Não, não as levamos suficientes vezes ao shopping, ao circo, ao teatro, não lhes demos suficientes hambúrgueres e cocas, não lhes compramos todos os sorvetes e roupas merecidas.

Elas cresceram sem que esgotássemos nelas todo nosso afeto.

No princípio subiam a serra ou iam à casa de praia entre embrulhos, comidas, engarrafamentos, natais, páscoas, piscinas e amiguinhas. Sim, havia as brigas dentro do carro, disputa pela janela, pedidos de sorvetes e sanduíches, cantorias infantis. Depois chegou a idade em que subir para a casa de campo com os pais começou a ser um esforço, um sofrimento, pois era impossível largar a turma aqui na praia e os primeiros namorados. Esse exílio dos pais, esse divórcio dos filhos, vai durar sete anos bíblicos. Agora é hora dos pais nas montanhas terem a solidão que queriam, mas, de repente, exalarem contagiosa saudade daquelas pestes.

O jeito é esperar. Qualquer hora podem nos dar netos. O neto é a hora do carinho ocioso e estocado, não exercido nos próprios filhos, e que não pode morrer conosco. Por isto os avós são tão desmesurados e distribuem tão incontrolável afeição. Os netos são a última oportunidade de reeditar o nosso afeto.

Por isso, é necessário fazer alguma coisa a mais, antes que elas cresçam.


Affonso Romano de Sant’Anna

Algumas frases do texto fazem referência a diferentes períodos de crescimento do ser humano. A frase “Saíram do banco de trás e passaram para o volante das próprias vidas”, refere-se a que fase da vida?

Alternativas
Q2720793 Português

Leia o texto para responder às questões 1 a 6.


ANTES QUE ELAS CRESÇAM


Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos.

É que as crianças crescem. Independentes de nós, como árvores, tagarelas e pássaros estabanados, elas crescem sem pedir licença. Crescem como a inflação, independente do governo e da vontade popular. Entre os estupros dos preços, os disparos dos discursos e o assalto das estações, elas crescem com uma estridência alegre e, às vezes, com alardeada arrogância.

Mas não crescem todos os dias de igual maneira; crescem de repente.

Um dia se assentam perto de você no terraço e dizem uma frase de tal maturidade, que você sente que não pode mais trocar as fraldas daquela criatura.

Onde é que andou crescendo aquela danadinha que você não percebia? Cadê aquele cheirinho de leite sobre a pele? Cadê a pazinha de brincar na areia, as festinhas de aniversário com palhaços, amiguinhos e o primeiro uniforme do maternal ou escola experimental?

Ela está crescendo num ritual de obediência orgânica e desobediência civil. E você agora está ali na porta da discoteca esperando que ela não apenas cresça, mas apareça. Ali estão muitos pais, ao volante, esperando que saiam esfuziantes sobre patins[...].

Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas, lá estão elas com o uniforme de sua geração: incômodas mochilas da moda nos ombros ou, então, com a suéter amarrada na cintura. Está quente, a gente diz que vão estragar a suéter, mas não tem jeito, é o emblema da geração. [...]

Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos.

Longe já vai o momento em que o primeiro mênstruo foi recebido como um impacto de rosas vermelhas. Não mais as colheremos nas portas das discotecas e festas, quando surgiam entre gírias e canções. Passou o tempo do balé, da cultura francesa e inglesa. Saíram do banco de trás e passaram para o volante das próprias vidas. Só nos resta dizer “bonne route< bonne route” como naquela canção francesa narrando a emoção do pai quando a filha lhe oferece o primeiro jantar no apartamento dela.

Deveríamos ter ido, mais vezes, à cama delas ao anoitecer para ouvir sua alma respirando conversas e confidências entre os lençóis da infância e os adolescentes cobertores naquele quarto cheio de colagens, posters e agendas coloridas de Pilot. Não, não as levamos suficientes vezes ao shopping, ao circo, ao teatro, não lhes demos suficientes hambúrgueres e cocas, não lhes compramos todos os sorvetes e roupas merecidas.

Elas cresceram sem que esgotássemos nelas todo nosso afeto.

No princípio subiam a serra ou iam à casa de praia entre embrulhos, comidas, engarrafamentos, natais, páscoas, piscinas e amiguinhas. Sim, havia as brigas dentro do carro, disputa pela janela, pedidos de sorvetes e sanduíches, cantorias infantis. Depois chegou a idade em que subir para a casa de campo com os pais começou a ser um esforço, um sofrimento, pois era impossível largar a turma aqui na praia e os primeiros namorados. Esse exílio dos pais, esse divórcio dos filhos, vai durar sete anos bíblicos. Agora é hora dos pais nas montanhas terem a solidão que queriam, mas, de repente, exalarem contagiosa saudade daquelas pestes.

O jeito é esperar. Qualquer hora podem nos dar netos. O neto é a hora do carinho ocioso e estocado, não exercido nos próprios filhos, e que não pode morrer conosco. Por isto os avós são tão desmesurados e distribuem tão incontrolável afeição. Os netos são a última oportunidade de reeditar o nosso afeto.

Por isso, é necessário fazer alguma coisa a mais, antes que elas cresçam.


Affonso Romano de Sant’Anna

O texto apresenta o pensamento do autor sobre o crescimento dos filhos e os sentimentos dos pais. Que frase traduz a visão do autor sobre esse aspecto?

Alternativas
Q2719666 Atualidades

Analise:

Com média da população passando de 100 anos, países desenvolvidos vivem 'bomba-relógio da aposentadoria', diz Fórum Econômico Mundial.

Segundo organização, deficit previdenciário de seis países somará US$ 225 trilhões em 2050 se não forem aplicadas mudanças como aumento da idade de aposentadoria para 70 anos.

(fonte: g1.globo.com > acesso em 01 de junho de 2017)


A notícia acima evidencia um problema econômico presente em vários países. Sobre o tema assinale a alternativa correta:

Alternativas
Q2719665 Atualidades

Assinale a alternativa que apresenta corretamente a definição de mercado comum:

Alternativas
Q2719664 Atualidades

Assinale (V) para as afirmações verdadeiras e (F) para as afirmações falsas a respeito de quais as obras de arte são de Michelangelo:

(__) A Última Ceia.

(__) O Juízo Final.

(__) Afrescos no teto da Capela Sistina.

Alternativas
Q2719663 Português

(Texto)


1 Toda criança adora brincar e a brincadeira é

muito importante para estimular o

desenvolvimento infantil. Não é só

entretenimento; ela ela tem alto valor de

5 aprendizagem, desenvolvimento do cérebro,

social e cultural, como haviam destacado os

estudiosos décadas atrás. A brincadeira pode

ajudar até a tirar as fraldas.

O brincar estimula a imaginação das crianças

10 e forma o pensamento mágico. Esse

pensamento transforma qualquer objeto

inanimado em algo incrível. Para uma criança,

qualquer objeto vira brinquedo. A brincadeira

também mostra que no mundo há regras e

15 ajuda a controlar a impulsividade. A criança

precisa esperar a sua vez e precisa seguir a

ordem do jogo.

(Adaptado de G1, 25/05/2017)

A segunda oração do período abaixo relaciona-se à oração principal. Apesar de não possuir conectivo explícito, ela mantém com a primeira oração determinado valor semântico, caracterizado como:

“Não é só entretenimento; ela tem alto valor de aprendizagem, desenvolvimento do cérebro, social e cultural (...)” (linhas 3 a 6)

Alternativas
Q2719662 Português

(Texto)


1 Toda criança adora brincar e a brincadeira é

muito importante para estimular o

desenvolvimento infantil. Não é só

entretenimento; ela ela tem alto valor de

5 aprendizagem, desenvolvimento do cérebro,

social e cultural, como haviam destacado os

estudiosos décadas atrás. A brincadeira pode

ajudar até a tirar as fraldas.

O brincar estimula a imaginação das crianças

10 e forma o pensamento mágico. Esse

pensamento transforma qualquer objeto

inanimado em algo incrível. Para uma criança,

qualquer objeto vira brinquedo. A brincadeira

também mostra que no mundo há regras e

15 ajuda a controlar a impulsividade. A criança

precisa esperar a sua vez e precisa seguir a

ordem do jogo.

(Adaptado de G1, 25/05/2017)

De acordo com as regras de pontuação, a vírgula presente imediatamente após “aprendizagem” (linha 5) no Texto é de uso:

Alternativas
Q2719661 Português

(Texto)


1 Toda criança adora brincar e a brincadeira é

muito importante para estimular o

desenvolvimento infantil. Não é só

entretenimento; ela ela tem alto valor de

5 aprendizagem, desenvolvimento do cérebro,

social e cultural, como haviam destacado os

estudiosos décadas atrás. A brincadeira pode

ajudar até a tirar as fraldas.

O brincar estimula a imaginação das crianças

10 e forma o pensamento mágico. Esse

pensamento transforma qualquer objeto

inanimado em algo incrível. Para uma criança,

qualquer objeto vira brinquedo. A brincadeira

também mostra que no mundo há regras e

15 ajuda a controlar a impulsividade. A criança

precisa esperar a sua vez e precisa seguir a

ordem do jogo.

(Adaptado de G1, 25/05/2017)

Sobre as orações (1) “e forma o pensamento mágico” (linha 10) e (2) “Para uma criança, qualquer objeto vira brinquedo.” (linhas 12 e 13) do Texto, assinale a alternativa correta:

Alternativas
Q2719660 Português

(Texto)


1 Toda criança adora brincar e a brincadeira é

muito importante para estimular o

desenvolvimento infantil. Não é só

entretenimento; ela ela tem alto valor de

5 aprendizagem, desenvolvimento do cérebro,

social e cultural, como haviam destacado os

estudiosos décadas atrás. A brincadeira pode

ajudar até a tirar as fraldas.

O brincar estimula a imaginação das crianças

10 e forma o pensamento mágico. Esse

pensamento transforma qualquer objeto

inanimado em algo incrível. Para uma criança,

qualquer objeto vira brinquedo. A brincadeira

também mostra que no mundo há regras e

15 ajuda a controlar a impulsividade. A criança

precisa esperar a sua vez e precisa seguir a

ordem do jogo.

(Adaptado de G1, 25/05/2017)

“A brincadeira também mostra que no mundo há regras (...)” (linhas 13 e 14). Assinale a alternativa em que o termo retirado do Texto exerce a mesma função sintática que a partícula “que” sublinhada no trecho acima:

Alternativas
Q2719628 Português

(Texto)


1 Toda criança adora brincar e a brincadeira é

muito importante para estimular o

desenvolvimento infantil. Não é só

entretenimento; ela ela tem alto valor de

5 aprendizagem, desenvolvimento do cérebro,

social e cultural, como haviam destacado os

estudiosos décadas atrás. A brincadeira pode

ajudar até a tirar as fraldas.

O brincar estimula a imaginação das crianças

10 e forma o pensamento mágico. Esse

pensamento transforma qualquer objeto

inanimado em algo incrível. Para uma criança,

qualquer objeto vira brinquedo. A brincadeira

também mostra que no mundo há regras e

15 ajuda a controlar a impulsividade. A criança

precisa esperar a sua vez e precisa seguir a

ordem do jogo.

(Adaptado de G1, 25/05/2017)

“...como haviam destacado os estudiosos décadas atrás.” (linhas 6 e 7). No trecho retirado do Texto, o verbo “haviam” encontra-se no plural, pois:

Alternativas
Q2714110 Pedagogia

“Henri Wallon (1879 – 1962) defendeu o desenvolvimento intelectual dentro de uma cultura mais humanizada, diferente dos métodos tradicionais (que priorizam a inteligência e o desempenho em sala de aula). A proposta walloniana propõe uma abordagem que sempre considere a criança como um todo.”

O trecho acima:

Alternativas
Q2714109 Direito Constitucional

Complete a lacuna corretamente com base no Estatuto da Criança e Adolescente:

Art. 13: Os casos de suspeita ou confirmação de castigo físico, de tratamento cruel ou degradante e de maus-tratos contra criança ou adolescente serão obrigatoriamente comunicados ao ____________________________ da respectiva localidade, sem prejuízo de outras providências legais.

Alternativas
Q2714108 Pedagogia

A preparação geral para o trabalho e, facultativamente, a habilitação profissional poderão ser desenvolvidas nos próprios estabelecimentos de ensino médio ou em cooperação com instituições especializadas em educação profissional. A educação profissional técnica de nível médio será desenvolvida nas seguintes formas:


I - articulada com o ensino médio;

II - subsequente, em cursos destinados a quem já tenha concluído o ensino médio.

Segundo o disposto na Lei nº 9.394/96, dos itens acima:

Alternativas
Ano: 2017 Banca: FUNDATEC Órgão: Prefeitura de Araranguá - SC
Q1238192 Noções de Informática
Analise as assertivas abaixo sobre o Thunderbird e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.    (  ) Podemos alterar a aparência do Thunderbird com temas que estão disponíveis.  (  ) É possível carregar e-mails em abas separadas para que você possa pular entre elas rapidamente.   (  ) A interface de busca no Thunderbird contém ferramentas de filtro e linha do tempo para identificar o e-mail exato que você está procurando.  (  ) Você consegue gerenciar várias contas de e-mail, combinando pastas especiais como a pasta caixa de entrada, enviadas ou arquivadas. Em vez de ir para a caixa de entrada para cada uma das suas contas de correio, você pode ver todos seus e-mails recebidos em uma pasta de caixa de entrada.    A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Alternativas
Respostas
17821: E
17822: E
17823: A
17824: C
17825: D
17826: B
17827: B
17828: D
17829: A
17830: B
17831: C
17832: C
17833: D
17834: A
17835: B
17836: A
17837: A
17838: B
17839: D
17840: B