Questões de Concurso
Comentadas para professor - artes
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No que se refere à Organização da Educação Nacional, considerando o que dispõe a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta as corretas.
I. Aos Estados, incumbe assegurar o ensino fundamental e oferecer, com prioridade, o ensino médio a todos que demandarem, respeitadas as disposições legais a respeito da matéria.
II. À União, incumbe autorizar, credenciar e supervisionar os estabelecimentos do sistema de ensino municipal.
III. Aos Estados, incumbe baixar normas complementares ao sistema de ensino municipal.
IV. À União, incumbe coletar, analisar e disseminar informações sobre a educação.
V. Aos Municípios, incumbe assumir o transporte da rede estadual de ensino.
Resiliência na escola traz desafios (mas também muitas possibilidades)
Ana Carolina C D'Agostini
07 de Fevereiro de 2019
Segundo definição da Sociedade Norte-Americana de Psicologia, a resiliência é definida como a capacidade psicológica de se adaptar às circunstâncias estressantes e se recuperar de eventos adversos. Na Física, resiliência é compreendida como a propriedade de um corpo de recuperar a sua forma original, após sofrer algum choque ou deformação. A palavra deriva do latim resilio, que significa saltar para trás, reduzir-se e afastar-se.
Os primeiros estudos sobre resiliência foram conduzidos há mais de 40 anos e enfatizaram a influência da genética nesse traço de personalidade, alegando que o indivíduo nasceria com ou sem essa característica. Embora o papel da genética deva ser considerado, pesquisas mais recentes indicam que a resiliência – em crianças e adultos – pode ser aprendida, e a escola é um espaço privilegiado para isso. Atualmente, defende-se que a resiliência resulta de uma conjunção de fatores genéticos, pessoais e ambientais. Norman Garmezy, norte-americano pioneiro na pesquisa sobre resiliência e desenvolvimento cerebral, defendeu que a resiliência em crianças que vivem em contexto de vulnerabilidade e adversidade ocorre de maneira mais próspera quando elas podem contar com um adulto com quem mantenham uma relação de proximidade e confiança. Além disso, em um estudo sobre o desenvolvimento da resiliência desde a infância até a adolescência conduzido por mais de dez anos em uma comunidade urbana, pesquisadores concluíram que os fatores que mais influenciam o quanto um indivíduo se torna resiliente são, principalmente, a existência de relacionamentos positivos, o desafio intelectual e o bom desempenho acadêmico. Esses resultados reforçam a importância de se concentrar nos processos que promovem e facilitam a resiliência e iluminam o papel dos educadores como potenciais adultos de referência nesse processo.
Viktor Frankl, autor do livro Em busca de sentido, narra a sua experiência como sobrevivente de um campo de concentração. Para ele, o principal elemento que permite a um ser humano buscar significado é eleger um propósito e criar metas concretas para si mesmo que vão além do sofrimento momentâneo. Ao construir uma ponte para o futuro, o indivíduo pode encontrar a direção para um cenário que lhe pareça possível e aliviar a sensação de que o presente é tão avassalador que não pode ser administrado. Ainda que ser criativo diante das adversidades possa ser muito desafiador, é importante construir o hábito de ser inventivo, fazer uso dos recursos disponíveis de formas inexploradas e visualizar possibilidades que muitas vezes não estão claras no início.
Há uma ideia geral de que é responsabilidade de cada um administrar as próprias emoções. Considerando que a escola é um espaço propício para o aprendizado, troca entre pares e desenvolvimento pessoal, seria interessante que diretores, coordenadores pedagógicos e outros gestores incentivassem os professores a desenvolver a resiliência como uma das habilidades socioemocionais. Isso pode ser feito priorizando essa habilidade como parte do treinamento de professores e explorando seu desenvolvimento em reuniões pedagógicas. Se os professores precisam se adaptar às mudanças trazidas pelo advento da tecnologia e se manter emocionalmente equilibrados para lidar com os desafios da profissão, a base desse processo deve se fundamentar nos aspectos emocionais e de bem-estar dentro do ambiente profissional.
Disponível em: <https//novaescola.org.br/conteudo/15537/resiliencia-na-escola-traz-desafios-mas-tambem-muitas-possibilidades>
Resiliência na escola traz desafios (mas também muitas possibilidades)
Ana Carolina C D'Agostini
07 de Fevereiro de 2019
Segundo definição da Sociedade Norte-Americana de Psicologia, a resiliência é definida como a capacidade psicológica de se adaptar às circunstâncias estressantes e se recuperar de eventos adversos. Na Física, resiliência é compreendida como a propriedade de um corpo de recuperar a sua forma original, após sofrer algum choque ou deformação. A palavra deriva do latim resilio, que significa saltar para trás, reduzir-se e afastar-se.
Os primeiros estudos sobre resiliência foram conduzidos há mais de 40 anos e enfatizaram a influência da genética nesse traço de personalidade, alegando que o indivíduo nasceria com ou sem essa característica. Embora o papel da genética deva ser considerado, pesquisas mais recentes indicam que a resiliência – em crianças e adultos – pode ser aprendida, e a escola é um espaço privilegiado para isso. Atualmente, defende-se que a resiliência resulta de uma conjunção de fatores genéticos, pessoais e ambientais. Norman Garmezy, norte-americano pioneiro na pesquisa sobre resiliência e desenvolvimento cerebral, defendeu que a resiliência em crianças que vivem em contexto de vulnerabilidade e adversidade ocorre de maneira mais próspera quando elas podem contar com um adulto com quem mantenham uma relação de proximidade e confiança. Além disso, em um estudo sobre o desenvolvimento da resiliência desde a infância até a adolescência conduzido por mais de dez anos em uma comunidade urbana, pesquisadores concluíram que os fatores que mais influenciam o quanto um indivíduo se torna resiliente são, principalmente, a existência de relacionamentos positivos, o desafio intelectual e o bom desempenho acadêmico. Esses resultados reforçam a importância de se concentrar nos processos que promovem e facilitam a resiliência e iluminam o papel dos educadores como potenciais adultos de referência nesse processo.
Viktor Frankl, autor do livro Em busca de sentido, narra a sua experiência como sobrevivente de um campo de concentração. Para ele, o principal elemento que permite a um ser humano buscar significado é eleger um propósito e criar metas concretas para si mesmo que vão além do sofrimento momentâneo. Ao construir uma ponte para o futuro, o indivíduo pode encontrar a direção para um cenário que lhe pareça possível e aliviar a sensação de que o presente é tão avassalador que não pode ser administrado. Ainda que ser criativo diante das adversidades possa ser muito desafiador, é importante construir o hábito de ser inventivo, fazer uso dos recursos disponíveis de formas inexploradas e visualizar possibilidades que muitas vezes não estão claras no início.
Há uma ideia geral de que é responsabilidade de cada um administrar as próprias emoções. Considerando que a escola é um espaço propício para o aprendizado, troca entre pares e desenvolvimento pessoal, seria interessante que diretores, coordenadores pedagógicos e outros gestores incentivassem os professores a desenvolver a resiliência como uma das habilidades socioemocionais. Isso pode ser feito priorizando essa habilidade como parte do treinamento de professores e explorando seu desenvolvimento em reuniões pedagógicas. Se os professores precisam se adaptar às mudanças trazidas pelo advento da tecnologia e se manter emocionalmente equilibrados para lidar com os desafios da profissão, a base desse processo deve se fundamentar nos aspectos emocionais e de bem-estar dentro do ambiente profissional.
Disponível em: <https//novaescola.org.br/conteudo/15537/resiliencia-na-escola-traz-desafios-mas-tambem-muitas-possibilidades>
I. O teatro no período helenístico dava mais ênfase para o desempenho dos atores e, por isso, precisou adaptar a arquitetura teatral. II. Os antigos gregos acreditavam que a dança foi inventada pelos deuses e, por isso, a associaram às suas cerimônias religiosas e aos cultos. III. Inspirados pela grande produção artística dos povos do Oriente Próximo e Egito, os gregos passaram a desenvolver suas produções culturais com funções religiosas. IV. A preocupação dos gregos com as representações bastante realistas pode ser observada nas esculturas e nos relevos esculpidos em monumentos. V. A pintura na Grécia Antiga aparecia como elemento decorativo na arquitetura.
Quais estão corretas?
“Na busca de identificar tendências e alternativas consistentes na Arte-Educação, desponta a Arte Relacional ou Estética Relacional – desenvolvida pelo francês Nicolas Bourriaud –, como proposta contemporânea no ensino da arte, pois os seus conceitos suscitam possibilidades significativas e instigantes no âmbito educacional e comunitário dialogando com realidades sociais urbanas.” (ROMANO, 2012, p. 66-67)
Analise as seguintes premissas da Arte Relacional e assinale com V as verdadeiras e com F as falsas.
( ) As proposições da educação estética no ensino da arte interagem com o saber experimental, estimulando atitude reflexiva, crítica e criativa.
( ) Considerando-se a construção de conhecimentos pertinentes às realidades vividas pelos alunos e suas famílias, a Arte Relacional inibe a inserção da expressão criadora no cotidiano da educação escolar.
( ) Atua-se em espaços que estimulam relações interativas, tangendo múltiplas situações que a população enfrenta na dinâmica urbana diária, como em ônibus, praças, escolas, supermercados, rodoviárias etc.
( ) A participação do público é fator-chave na efetivação da proposta, pois o espectador é tão importante que sem ele não existe obra de arte ou intervenção artística.
Assinale a sequência correta.
Ensinar arte é também viver arte.
São premissas presentes em um processo de ensino-aprendizagem em arte, sob a ótica de projetos em ação, exceto:
Em um trabalho de contextualização histórico-socioambiental, o professor de arte pode abordar o tema do processo de devastação da natureza, despertando nos alunos a cultura da sustentabilidade.
São sugestões de atividades adequadas ao projeto, exceto:
Segundo Cao (2005), dada sua capacidade de simbolização, a criação artística proporciona uma oportunidade sem igual para favorecer os processos de pensamentos divergentes.
A esse respeito, considere as afirmativas a seguir.
I. Por meio da simbolização, a criança duplica a realidade no plano da linguagem, da arte ou da ficção.
II. O deslocamento da realidade torna possível a simbolização na reestruturação cognitiva e emotiva de que a criança necessita para colaborar.
III. Facilitar o jogo simbólico significa, indiretamente, facilitar a cooperação.
IV. A simbolização é a condição que permite inventar estratégias na resolução das situações sociais e conflitos infantis.
Estão corretas as afirmativas
Segundo Parsons (2005), as imagens visuais encontradas em revistas, filmes, quadrinhos e em outros suportes são quase sempre acompanhados das palavras, por vezes de movimentos e de música, e esses elementos complementam-se de diferentes modos.
Considerando que isso representa consequências na vida dos estudantes, assinale a alternativa incorreta.