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Q3170996 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


A tarde a multidão


       Todos estão tristes às 4h25 da tarde, na avenida Nossa Senhora de Copacabana. São muitas pessoas e todos os rostos são apreensivos. É como se houvesse uma causa comum, essencial, anterior. Todos caminham amargurados às 4h25 da tarde, na avenida Nossa Senhora de Copacabana.


       Por quê, se não vai chover e se o mar não vai transbordar? Por que esse ar de todos, tão aflito, de quem não se sabe achar? 


     Tempos atrás, passei pela avenida Nossa Senhora de Copacabana, todos eram felizes. O amargurado era eu. Hoje, na multidão, não tenho mais que dois problemas. Dói-me a botina nova, no pé esquerdo, e vou comprar um ferro elétrico. Quanto à botina, bastará descalçá-la quando chegar em casa. E sentir a dor passando, que é um prazer muito maior que o de nunca ter tido dor nenhuma. Mas, o ferro elétrico? E o ferro elétrico? Como é que se compra um ferro elétrico? 


       Pergunta-me o homem do balcão:


       — Como é que o senhor quer o ferro elétrico?


       Hesito e respondo, na medida do possível:


       — Um que seja bem elétrico. 



      Sim, porque se vou comprar um ferro elétrico, quanto mais elétrico for, melhor. Se fosse comprar um quadro-negro, tinha que ser o mais negro de todos. 


      Volto à rua e as pessoas estão ainda mais aflitas às 5h15 da tarde, na avenida Nossa Senhora de Copacabana. A tarde vã, desperdiçada, no rosto de cada semelhante. Como se cada um tivesse uma coisa sem remédio na parte alta da cavidade torácica. Uma angústia, uma falta de ar, malgrado a tarde estival. 


       Falta de exercício respiratório. Nada mais que isso. O homem se desentende consigo mesmo porque se esquece de respirar. É preciso aspirar, no mínimo, quatro litros de oxigênio em cada tomada de ar. O homem de hoje não respira, ofega. Como os cachorros. E isto altera o equilíbrio moral de cada um. 


      Aflige-me o pobre olhar das multidões. Por nada. Não há culpa ou causa comum. Cada qual carrega o seu deserto, seu calvário particular, porque na angústia, no fundo da grande angústia, há uma cômoda preguiça, um estágio de lânguido torpor como o do ópio. Não há nada a fazer pelas pessoas da tarde, na avenida Nossa Senhora de Copacabana. 


MARIA, A. A tarde e a multidão. In: TAUIL, G. (Org.) Vento vadio: as crônicas de Antônio Maria, 2021, p. 122-123. 

Ao dizer “um estágio de lânguido torpor como o do ópio” para tratar da angústia, o narrador se refere: 
Alternativas
Q3170995 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


A tarde a multidão


       Todos estão tristes às 4h25 da tarde, na avenida Nossa Senhora de Copacabana. São muitas pessoas e todos os rostos são apreensivos. É como se houvesse uma causa comum, essencial, anterior. Todos caminham amargurados às 4h25 da tarde, na avenida Nossa Senhora de Copacabana.


       Por quê, se não vai chover e se o mar não vai transbordar? Por que esse ar de todos, tão aflito, de quem não se sabe achar? 


     Tempos atrás, passei pela avenida Nossa Senhora de Copacabana, todos eram felizes. O amargurado era eu. Hoje, na multidão, não tenho mais que dois problemas. Dói-me a botina nova, no pé esquerdo, e vou comprar um ferro elétrico. Quanto à botina, bastará descalçá-la quando chegar em casa. E sentir a dor passando, que é um prazer muito maior que o de nunca ter tido dor nenhuma. Mas, o ferro elétrico? E o ferro elétrico? Como é que se compra um ferro elétrico? 


       Pergunta-me o homem do balcão:


       — Como é que o senhor quer o ferro elétrico?


       Hesito e respondo, na medida do possível:


       — Um que seja bem elétrico. 



      Sim, porque se vou comprar um ferro elétrico, quanto mais elétrico for, melhor. Se fosse comprar um quadro-negro, tinha que ser o mais negro de todos. 


      Volto à rua e as pessoas estão ainda mais aflitas às 5h15 da tarde, na avenida Nossa Senhora de Copacabana. A tarde vã, desperdiçada, no rosto de cada semelhante. Como se cada um tivesse uma coisa sem remédio na parte alta da cavidade torácica. Uma angústia, uma falta de ar, malgrado a tarde estival. 


       Falta de exercício respiratório. Nada mais que isso. O homem se desentende consigo mesmo porque se esquece de respirar. É preciso aspirar, no mínimo, quatro litros de oxigênio em cada tomada de ar. O homem de hoje não respira, ofega. Como os cachorros. E isto altera o equilíbrio moral de cada um. 


      Aflige-me o pobre olhar das multidões. Por nada. Não há culpa ou causa comum. Cada qual carrega o seu deserto, seu calvário particular, porque na angústia, no fundo da grande angústia, há uma cômoda preguiça, um estágio de lânguido torpor como o do ópio. Não há nada a fazer pelas pessoas da tarde, na avenida Nossa Senhora de Copacabana. 


MARIA, A. A tarde e a multidão. In: TAUIL, G. (Org.) Vento vadio: as crônicas de Antônio Maria, 2021, p. 122-123. 

A expressão “calvário particular”, que ocorre no texto ‒ “Cada qual carrega o seu deserto, seu calvário particular” ‒, se refere: 
Alternativas
Q3166818 Educação Artística
O Romantismo:
I. Teve sua gestação na Europa e pode definir-se sumariamente como uma reação ao Classicismo e suas derivações.
II. Elegeu a emoção, a individualidade, a alma, os sentimentos e as manifestações exageradas de afeição como forma de expressão artística.
III. Relegou para segundo plano os padrões rígidos coletivos, o equilíbrio e a razão.
São corretas as afirmativas:
Alternativas
Q3166816 Educação Artística
Sobre os reflexos dos movimentos europeus no Brasil, julgue as seguintes afirmativas:
I. No Brasil, a maior parte das produções artísticas próximas do período da Independência (1822) manifestou de modo idealizado o nacionalismo, o heroísmo e o historicismo.
II. A pintura acadêmica da Academia Imperial de Belas Artes mesclou todo o rigor neoclássico a elementos românticos e realistas adaptados à realidade nacional.
III. Meirelles expressou em suas obras a idealização tanto dos colonizadores, como heróis nacionais, quanto dos indígenas, geralmente retratados como puros e ingênuos.
São corretas as afirmativas:
Alternativas
Q3166815 Educação Artística
A arte gótica, ou o estilo gótico foi assim nomeada pelos renascentistas pois: 
Alternativas
Q3166814 Educação Artística
É o mais antigo tipo de arte da História. Esse tipo de arte teve início no período Paleolítico Superior e é encontrada em todos os continentes. Seu estudo favoreceu o conhecimento de pesquisadores em relação aos hábitos dos povos da Antiguidade e a sua cultura. Trata-se:
Alternativas
Q3166813 Artes Cênicas
Julgue as seguintes afirmativas sobre o teatro:
I. Consiste em manifestação artística que envolve a ação física.
II. Suas narrativas são construídas por meios exclusivamente verbais.
III. Normalmente, o teatro é desenvolvido de modo coletivo e colaborativo, embora também possa ser individual.
IV. É composto de elementos como as personagens, o espaço cênico, a ação e o público.
São corretas as afirmativas:
Alternativas
Q3166358 História e Geografia de Estados e Municípios
Recentemente o município de Lavrinhas começou a contar com uma Rampa de Voo Livre denominada Rampa do Jacu, pois: 
Alternativas
Q3166354 Legislação dos Municípios do Estado de São Paulo
Representar judicial e extrajudicialmente o Município é função institucional:
Alternativas
Q3166348 Português

Leia atentamente o poema Eterna mágoa, de Augusto dos Anjos, escritor brasileiro, para responder às questões de 1 a 5.



Eterna mágoa


O homem por sobre quem caiu a praga

Da tristeza do Mundo, o homem que é triste

Para todos os séculos existe

E nunca mais o seu pesar se apaga!


Não crê em nada, pois, nada há que traga

Consolo à Mágoa, a que só ele assiste.

Quer resistir, e quanto mais resiste

Mais se lhe aumenta e se lhe afunda a chaga.


Sabe que sofre, mas o que não sabe

E que essa mágoa infinda assim não cabe

Na sua vida, é que essa mágoa infinda


Transpõe a vida do seu corpo inerme;

E quando esse homem se transforma em verme

É essa mágoa que o acompanha ainda!

A palavra “inerme”, presente no décimo segundo verso, pode ser substituída, sem prejuízo semântico, por:
Alternativas
Q3166347 Português

Leia atentamente o poema Eterna mágoa, de Augusto dos Anjos, escritor brasileiro, para responder às questões de 1 a 5.



Eterna mágoa


O homem por sobre quem caiu a praga

Da tristeza do Mundo, o homem que é triste

Para todos os séculos existe

E nunca mais o seu pesar se apaga!


Não crê em nada, pois, nada há que traga

Consolo à Mágoa, a que só ele assiste.

Quer resistir, e quanto mais resiste

Mais se lhe aumenta e se lhe afunda a chaga.


Sabe que sofre, mas o que não sabe

E que essa mágoa infinda assim não cabe

Na sua vida, é que essa mágoa infinda


Transpõe a vida do seu corpo inerme;

E quando esse homem se transforma em verme

É essa mágoa que o acompanha ainda!

Nos versos “[...] nada há que traga/ Consolo à Mágoa [...]”, a palavra em destaque:
Alternativas
Q3166346 Português

Leia atentamente o poema Eterna mágoa, de Augusto dos Anjos, escritor brasileiro, para responder às questões de 1 a 5.



Eterna mágoa


O homem por sobre quem caiu a praga

Da tristeza do Mundo, o homem que é triste

Para todos os séculos existe

E nunca mais o seu pesar se apaga!


Não crê em nada, pois, nada há que traga

Consolo à Mágoa, a que só ele assiste.

Quer resistir, e quanto mais resiste

Mais se lhe aumenta e se lhe afunda a chaga.


Sabe que sofre, mas o que não sabe

E que essa mágoa infinda assim não cabe

Na sua vida, é que essa mágoa infinda


Transpõe a vida do seu corpo inerme;

E quando esse homem se transforma em verme

É essa mágoa que o acompanha ainda!

A figura de linguagem presente no verso “E quando esse homem se transforma em verme” é:
Alternativas
Q3166345 Português

Leia atentamente o poema Eterna mágoa, de Augusto dos Anjos, escritor brasileiro, para responder às questões de 1 a 5.



Eterna mágoa


O homem por sobre quem caiu a praga

Da tristeza do Mundo, o homem que é triste

Para todos os séculos existe

E nunca mais o seu pesar se apaga!


Não crê em nada, pois, nada há que traga

Consolo à Mágoa, a que só ele assiste.

Quer resistir, e quanto mais resiste

Mais se lhe aumenta e se lhe afunda a chaga.


Sabe que sofre, mas o que não sabe

E que essa mágoa infinda assim não cabe

Na sua vida, é que essa mágoa infinda


Transpõe a vida do seu corpo inerme;

E quando esse homem se transforma em verme

É essa mágoa que o acompanha ainda!

Leia atentamente as afirmações a seguir:
I – É possível afirmar que o homem representado no poema sabe que sua dor um dia acabará.
II – A morte é retratada no poema como uma espécie de rendição.
III – O autor preocupa-se com a forma do poema, atentando-se para as rimas.

É (São) incorreta(s) a(s) afirmação(ões):
Alternativas
Q3166344 Português

Leia atentamente o poema Eterna mágoa, de Augusto dos Anjos, escritor brasileiro, para responder às questões de 1 a 5.



Eterna mágoa


O homem por sobre quem caiu a praga

Da tristeza do Mundo, o homem que é triste

Para todos os séculos existe

E nunca mais o seu pesar se apaga!


Não crê em nada, pois, nada há que traga

Consolo à Mágoa, a que só ele assiste.

Quer resistir, e quanto mais resiste

Mais se lhe aumenta e se lhe afunda a chaga.


Sabe que sofre, mas o que não sabe

E que essa mágoa infinda assim não cabe

Na sua vida, é que essa mágoa infinda


Transpõe a vida do seu corpo inerme;

E quando esse homem se transforma em verme

É essa mágoa que o acompanha ainda!

Leia atentamente as afirmações a seguir:
I – A principal temática do poema é a angústia existencial e sua inevitabilidade.
II – O homem retratado no poema é caracterizado por sua falta de crença em qualquer coisa que possa trazer consolo à sua mágoa.
III – É possível afirmar que o homem retratado no poema tenta resistir ao sofrimento e obtém considerável êxito.

É (São) correta(s) a(s) afirmação(ões):
Alternativas
Q3164882 Educação Artística
Primeiro pintor realmente voltado para o surreal no Brasil, era um figurativo nato, auto retratava-se continuamente, unido seu perfil ao de sua mulher, a poetisa Adalgisa, em pinturas carregadas de mistério e lirismo, o que o torna um dos nossos pintores mais originais. Trata-se de:
Alternativas
Q3164881 Educação Artística
Na arte brasileira, a " mão afro-brasileira ", na expressão do artista e curador Emanoel Araújo, sempre se fez sentir nas artes visuais e arquitetura. Grande parte dos nomes ligados ao __________ era de afrodescendentes, como o Mestre Manuel da Costa Ataíde (1762-1830) e Antônio Francisco Lisboa (c. 1738-1814). Completa corretamente a lacuna:
Alternativas
Q3164880 Educação Artística
Ludwig van Beethoven (1770-1827) consolidou os ideais de gênio do: 
Alternativas
Q3164879 Educação Artística
Qual tipo de arquitetura é conhecida como " arte das catedrais "?
Alternativas
Q3164878 Educação Artística
A arte do Egito antigo tinha como função predominantemente: 
Alternativas
Q3164877 Educação Física

Julgue as seguintes afirmativas sobre a dança:



I. A dança é uma linguagem que explora a articulação de movimentos do corpo significativos na cultura em que são produzidos ou em outras matrizes culturais, em um contexto específico, e dão origem a diversos estilos como o balé, a valsa, a sala, o funk, o frevo, entre outros.


II. Os elementos/ fatores do movimento são fluência, espaço, peso e tempo.


III. No Brasil essa manifestação artística é marcante na cultura popular como forma de expressão e comunicação social.



São corretas as afirmativas:

Alternativas
Respostas
5421: D
5422: B
5423: D
5424: D
5425: B
5426: A
5427: B
5428: B
5429: C
5430: A
5431: D
5432: C
5433: B
5434: A
5435: A
5436: C
5437: D
5438: B
5439: C
5440: D