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Q3821248 Português

Leia o texto a seguir e responda à questão.


Cultura de paz na escola



    Quando se fala em cultura de paz na escola, muita gente pensa logo em campanhas contra a violência ou em cartazes com frases bonitas nos corredores. O relato de um projeto desenvolvido com turmas de 1º ano do ensino fundamental mostra algo mais concreto: a paz também se constrói a partir de atitudes bem simples, como cuidar do espaço comum e aprender a conviver melhor com os colegas.

    O projeto nasceu de um incômodo do dia a dia. A equipe percebeu que os alunos deixavam lixo no chão, rasgavam cartazes, riscavam carteiras e empurravam a responsabilidade uns para os outros quando eram chamados a limpar a sala. Bastava alguém pedir que recolhessem papéis para surgirem brigas, acusações e frases como “não fui eu”, “isso não é meu”. A partir dessa situação, os professores decidiram transformar o problema em tema de estudo, relacionando cuidado com o ambiente, convivência e cultura de paz.

    Em vez de uma “bronca coletiva”, a escola organizou um projeto anual com foco em educação ambiental, articulado ao currículo e à Base Nacional Comum Curricular. As turmas passaram a investigar perguntas como: “De quem é a sala de aula?”, “O que acontece com o lixo que jogamos no chão?”, “Como o nosso comportamento afeta o bem-estar dos outros?”. Foram feitas rodas de conversa, leitura de histórias, observação do pátio e de outros espaços da escola, registros em desenhos e textos curtos, além de pequenos combinados construídos com as crianças.

    A proposta foi tratada como pesquisa-ação. Os professores observavam as atitudes dos alunos, planejavam intervenções, acompanhavam as mudanças e replanejavam as atividades quando necessário. Não se tratava apenas de cumprir um conteúdo de Ciências ou Língua Portuguesa, mas de integrar diferentes áreas em torno de um mesmo eixo: cuidar do ambiente para melhorar a convivência. Aos poucos, os estudantes começaram a perceber que jogar lixo no chão, empurrar o colega na fila ou se recusar a ajudar na arrumação também são formas de violência.

    Com o tempo, surgiram mudanças visíveis. As crianças passaram a zelar mais pela sala, discutir quem iria organizar determinados materiais e cobrar umas das outras, posturas mais respeitosas. Situações que, antes geravam discussões longas passaram a ser resolvidas com mais rapidez, porque os combinados estavam claros e haviam sido construídos em conjunto. O ambiente ficou mais limpo e, segundo os relatos, mais tranquilo.

    Outro resultado importante foi a aproximação com as famílias. Ao levar o tema para casa, os alunos começaram a comentar sobre separar lixo, cuidar do quintal, reaproveitar objetos e dividir tarefas. A escola aproveitou esse movimento para organizar atividades com participação dos responsáveis, como exposições de trabalhos e momentos de conversa sobre cuidado com o ambiente e convivência respeitosa.

    O projeto mostra que a cultura de paz na escola não se limita a campanhas pontuais. Ela pode ser construída no cotidiano, por meio de experiências concretas que relacionam educação ambiental, responsabilidade coletiva e respeito ao outro. Ao cuidar da sala, do pátio e dos materiais, as crianças aprendem, desde cedo, que viver em paz é também aprender a dividir, dialogar e reconhecer o espaço comum como lugar de todos.



(Texto adaptado para fins didáticos a partir de Farias, Leila Katia de Sousa; Bicalho, Frederico da Silva. “A cultura da paz na escola: educação ambiental como possibilidade de se promover a paz”. Revista Pedagógica, v. 26, 2024.)

Considerando a formação das palavras a seguir, assinale a alternativa em que todas são substantivos derivados que exprimem ação ou resultado de ação.
Alternativas
Q3821247 Português

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Cultura de paz na escola



    Quando se fala em cultura de paz na escola, muita gente pensa logo em campanhas contra a violência ou em cartazes com frases bonitas nos corredores. O relato de um projeto desenvolvido com turmas de 1º ano do ensino fundamental mostra algo mais concreto: a paz também se constrói a partir de atitudes bem simples, como cuidar do espaço comum e aprender a conviver melhor com os colegas.

    O projeto nasceu de um incômodo do dia a dia. A equipe percebeu que os alunos deixavam lixo no chão, rasgavam cartazes, riscavam carteiras e empurravam a responsabilidade uns para os outros quando eram chamados a limpar a sala. Bastava alguém pedir que recolhessem papéis para surgirem brigas, acusações e frases como “não fui eu”, “isso não é meu”. A partir dessa situação, os professores decidiram transformar o problema em tema de estudo, relacionando cuidado com o ambiente, convivência e cultura de paz.

    Em vez de uma “bronca coletiva”, a escola organizou um projeto anual com foco em educação ambiental, articulado ao currículo e à Base Nacional Comum Curricular. As turmas passaram a investigar perguntas como: “De quem é a sala de aula?”, “O que acontece com o lixo que jogamos no chão?”, “Como o nosso comportamento afeta o bem-estar dos outros?”. Foram feitas rodas de conversa, leitura de histórias, observação do pátio e de outros espaços da escola, registros em desenhos e textos curtos, além de pequenos combinados construídos com as crianças.

    A proposta foi tratada como pesquisa-ação. Os professores observavam as atitudes dos alunos, planejavam intervenções, acompanhavam as mudanças e replanejavam as atividades quando necessário. Não se tratava apenas de cumprir um conteúdo de Ciências ou Língua Portuguesa, mas de integrar diferentes áreas em torno de um mesmo eixo: cuidar do ambiente para melhorar a convivência. Aos poucos, os estudantes começaram a perceber que jogar lixo no chão, empurrar o colega na fila ou se recusar a ajudar na arrumação também são formas de violência.

    Com o tempo, surgiram mudanças visíveis. As crianças passaram a zelar mais pela sala, discutir quem iria organizar determinados materiais e cobrar umas das outras, posturas mais respeitosas. Situações que, antes geravam discussões longas passaram a ser resolvidas com mais rapidez, porque os combinados estavam claros e haviam sido construídos em conjunto. O ambiente ficou mais limpo e, segundo os relatos, mais tranquilo.

    Outro resultado importante foi a aproximação com as famílias. Ao levar o tema para casa, os alunos começaram a comentar sobre separar lixo, cuidar do quintal, reaproveitar objetos e dividir tarefas. A escola aproveitou esse movimento para organizar atividades com participação dos responsáveis, como exposições de trabalhos e momentos de conversa sobre cuidado com o ambiente e convivência respeitosa.

    O projeto mostra que a cultura de paz na escola não se limita a campanhas pontuais. Ela pode ser construída no cotidiano, por meio de experiências concretas que relacionam educação ambiental, responsabilidade coletiva e respeito ao outro. Ao cuidar da sala, do pátio e dos materiais, as crianças aprendem, desde cedo, que viver em paz é também aprender a dividir, dialogar e reconhecer o espaço comum como lugar de todos.



(Texto adaptado para fins didáticos a partir de Farias, Leila Katia de Sousa; Bicalho, Frederico da Silva. “A cultura da paz na escola: educação ambiental como possibilidade de se promover a paz”. Revista Pedagógica, v. 26, 2024.)

Quanto ao período “Aos poucos, os estudantes começaram a perceber que jogar lixo no chão, empurrar o colega na fila ou se recusar a ajudar na arrumação também são formas de violência.”, a alternativa que apresenta reescrita adequada, conservando concordância e sentido, é: 
Alternativas
Q3821246 Português

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Cultura de paz na escola



    Quando se fala em cultura de paz na escola, muita gente pensa logo em campanhas contra a violência ou em cartazes com frases bonitas nos corredores. O relato de um projeto desenvolvido com turmas de 1º ano do ensino fundamental mostra algo mais concreto: a paz também se constrói a partir de atitudes bem simples, como cuidar do espaço comum e aprender a conviver melhor com os colegas.

    O projeto nasceu de um incômodo do dia a dia. A equipe percebeu que os alunos deixavam lixo no chão, rasgavam cartazes, riscavam carteiras e empurravam a responsabilidade uns para os outros quando eram chamados a limpar a sala. Bastava alguém pedir que recolhessem papéis para surgirem brigas, acusações e frases como “não fui eu”, “isso não é meu”. A partir dessa situação, os professores decidiram transformar o problema em tema de estudo, relacionando cuidado com o ambiente, convivência e cultura de paz.

    Em vez de uma “bronca coletiva”, a escola organizou um projeto anual com foco em educação ambiental, articulado ao currículo e à Base Nacional Comum Curricular. As turmas passaram a investigar perguntas como: “De quem é a sala de aula?”, “O que acontece com o lixo que jogamos no chão?”, “Como o nosso comportamento afeta o bem-estar dos outros?”. Foram feitas rodas de conversa, leitura de histórias, observação do pátio e de outros espaços da escola, registros em desenhos e textos curtos, além de pequenos combinados construídos com as crianças.

    A proposta foi tratada como pesquisa-ação. Os professores observavam as atitudes dos alunos, planejavam intervenções, acompanhavam as mudanças e replanejavam as atividades quando necessário. Não se tratava apenas de cumprir um conteúdo de Ciências ou Língua Portuguesa, mas de integrar diferentes áreas em torno de um mesmo eixo: cuidar do ambiente para melhorar a convivência. Aos poucos, os estudantes começaram a perceber que jogar lixo no chão, empurrar o colega na fila ou se recusar a ajudar na arrumação também são formas de violência.

    Com o tempo, surgiram mudanças visíveis. As crianças passaram a zelar mais pela sala, discutir quem iria organizar determinados materiais e cobrar umas das outras, posturas mais respeitosas. Situações que, antes geravam discussões longas passaram a ser resolvidas com mais rapidez, porque os combinados estavam claros e haviam sido construídos em conjunto. O ambiente ficou mais limpo e, segundo os relatos, mais tranquilo.

    Outro resultado importante foi a aproximação com as famílias. Ao levar o tema para casa, os alunos começaram a comentar sobre separar lixo, cuidar do quintal, reaproveitar objetos e dividir tarefas. A escola aproveitou esse movimento para organizar atividades com participação dos responsáveis, como exposições de trabalhos e momentos de conversa sobre cuidado com o ambiente e convivência respeitosa.

    O projeto mostra que a cultura de paz na escola não se limita a campanhas pontuais. Ela pode ser construída no cotidiano, por meio de experiências concretas que relacionam educação ambiental, responsabilidade coletiva e respeito ao outro. Ao cuidar da sala, do pátio e dos materiais, as crianças aprendem, desde cedo, que viver em paz é também aprender a dividir, dialogar e reconhecer o espaço comum como lugar de todos.



(Texto adaptado para fins didáticos a partir de Farias, Leila Katia de Sousa; Bicalho, Frederico da Silva. “A cultura da paz na escola: educação ambiental como possibilidade de se promover a paz”. Revista Pedagógica, v. 26, 2024.)

Assinale a alternativa em que todas as palavras apresentam dígrafo consonantal.
Alternativas
Q3821245 Português

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Cultura de paz na escola



    Quando se fala em cultura de paz na escola, muita gente pensa logo em campanhas contra a violência ou em cartazes com frases bonitas nos corredores. O relato de um projeto desenvolvido com turmas de 1º ano do ensino fundamental mostra algo mais concreto: a paz também se constrói a partir de atitudes bem simples, como cuidar do espaço comum e aprender a conviver melhor com os colegas.

    O projeto nasceu de um incômodo do dia a dia. A equipe percebeu que os alunos deixavam lixo no chão, rasgavam cartazes, riscavam carteiras e empurravam a responsabilidade uns para os outros quando eram chamados a limpar a sala. Bastava alguém pedir que recolhessem papéis para surgirem brigas, acusações e frases como “não fui eu”, “isso não é meu”. A partir dessa situação, os professores decidiram transformar o problema em tema de estudo, relacionando cuidado com o ambiente, convivência e cultura de paz.

    Em vez de uma “bronca coletiva”, a escola organizou um projeto anual com foco em educação ambiental, articulado ao currículo e à Base Nacional Comum Curricular. As turmas passaram a investigar perguntas como: “De quem é a sala de aula?”, “O que acontece com o lixo que jogamos no chão?”, “Como o nosso comportamento afeta o bem-estar dos outros?”. Foram feitas rodas de conversa, leitura de histórias, observação do pátio e de outros espaços da escola, registros em desenhos e textos curtos, além de pequenos combinados construídos com as crianças.

    A proposta foi tratada como pesquisa-ação. Os professores observavam as atitudes dos alunos, planejavam intervenções, acompanhavam as mudanças e replanejavam as atividades quando necessário. Não se tratava apenas de cumprir um conteúdo de Ciências ou Língua Portuguesa, mas de integrar diferentes áreas em torno de um mesmo eixo: cuidar do ambiente para melhorar a convivência. Aos poucos, os estudantes começaram a perceber que jogar lixo no chão, empurrar o colega na fila ou se recusar a ajudar na arrumação também são formas de violência.

    Com o tempo, surgiram mudanças visíveis. As crianças passaram a zelar mais pela sala, discutir quem iria organizar determinados materiais e cobrar umas das outras, posturas mais respeitosas. Situações que, antes geravam discussões longas passaram a ser resolvidas com mais rapidez, porque os combinados estavam claros e haviam sido construídos em conjunto. O ambiente ficou mais limpo e, segundo os relatos, mais tranquilo.

    Outro resultado importante foi a aproximação com as famílias. Ao levar o tema para casa, os alunos começaram a comentar sobre separar lixo, cuidar do quintal, reaproveitar objetos e dividir tarefas. A escola aproveitou esse movimento para organizar atividades com participação dos responsáveis, como exposições de trabalhos e momentos de conversa sobre cuidado com o ambiente e convivência respeitosa.

    O projeto mostra que a cultura de paz na escola não se limita a campanhas pontuais. Ela pode ser construída no cotidiano, por meio de experiências concretas que relacionam educação ambiental, responsabilidade coletiva e respeito ao outro. Ao cuidar da sala, do pátio e dos materiais, as crianças aprendem, desde cedo, que viver em paz é também aprender a dividir, dialogar e reconhecer o espaço comum como lugar de todos.



(Texto adaptado para fins didáticos a partir de Farias, Leila Katia de Sousa; Bicalho, Frederico da Silva. “A cultura da paz na escola: educação ambiental como possibilidade de se promover a paz”. Revista Pedagógica, v. 26, 2024.)

No período “O ambiente ficou mais limpo e, segundo os relatos, mais tranquilo.”, a estrutura sintática pode ser classificada como
Alternativas
Q3821244 Português

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Cultura de paz na escola



    Quando se fala em cultura de paz na escola, muita gente pensa logo em campanhas contra a violência ou em cartazes com frases bonitas nos corredores. O relato de um projeto desenvolvido com turmas de 1º ano do ensino fundamental mostra algo mais concreto: a paz também se constrói a partir de atitudes bem simples, como cuidar do espaço comum e aprender a conviver melhor com os colegas.

    O projeto nasceu de um incômodo do dia a dia. A equipe percebeu que os alunos deixavam lixo no chão, rasgavam cartazes, riscavam carteiras e empurravam a responsabilidade uns para os outros quando eram chamados a limpar a sala. Bastava alguém pedir que recolhessem papéis para surgirem brigas, acusações e frases como “não fui eu”, “isso não é meu”. A partir dessa situação, os professores decidiram transformar o problema em tema de estudo, relacionando cuidado com o ambiente, convivência e cultura de paz.

    Em vez de uma “bronca coletiva”, a escola organizou um projeto anual com foco em educação ambiental, articulado ao currículo e à Base Nacional Comum Curricular. As turmas passaram a investigar perguntas como: “De quem é a sala de aula?”, “O que acontece com o lixo que jogamos no chão?”, “Como o nosso comportamento afeta o bem-estar dos outros?”. Foram feitas rodas de conversa, leitura de histórias, observação do pátio e de outros espaços da escola, registros em desenhos e textos curtos, além de pequenos combinados construídos com as crianças.

    A proposta foi tratada como pesquisa-ação. Os professores observavam as atitudes dos alunos, planejavam intervenções, acompanhavam as mudanças e replanejavam as atividades quando necessário. Não se tratava apenas de cumprir um conteúdo de Ciências ou Língua Portuguesa, mas de integrar diferentes áreas em torno de um mesmo eixo: cuidar do ambiente para melhorar a convivência. Aos poucos, os estudantes começaram a perceber que jogar lixo no chão, empurrar o colega na fila ou se recusar a ajudar na arrumação também são formas de violência.

    Com o tempo, surgiram mudanças visíveis. As crianças passaram a zelar mais pela sala, discutir quem iria organizar determinados materiais e cobrar umas das outras, posturas mais respeitosas. Situações que, antes geravam discussões longas passaram a ser resolvidas com mais rapidez, porque os combinados estavam claros e haviam sido construídos em conjunto. O ambiente ficou mais limpo e, segundo os relatos, mais tranquilo.

    Outro resultado importante foi a aproximação com as famílias. Ao levar o tema para casa, os alunos começaram a comentar sobre separar lixo, cuidar do quintal, reaproveitar objetos e dividir tarefas. A escola aproveitou esse movimento para organizar atividades com participação dos responsáveis, como exposições de trabalhos e momentos de conversa sobre cuidado com o ambiente e convivência respeitosa.

    O projeto mostra que a cultura de paz na escola não se limita a campanhas pontuais. Ela pode ser construída no cotidiano, por meio de experiências concretas que relacionam educação ambiental, responsabilidade coletiva e respeito ao outro. Ao cuidar da sala, do pátio e dos materiais, as crianças aprendem, desde cedo, que viver em paz é também aprender a dividir, dialogar e reconhecer o espaço comum como lugar de todos.



(Texto adaptado para fins didáticos a partir de Farias, Leila Katia de Sousa; Bicalho, Frederico da Silva. “A cultura da paz na escola: educação ambiental como possibilidade de se promover a paz”. Revista Pedagógica, v. 26, 2024.)

Considerando o modo de apresentação das informações e dos exemplos, a função da linguagem que predomina no texto é
Alternativas
Q3821243 Português

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Cultura de paz na escola



    Quando se fala em cultura de paz na escola, muita gente pensa logo em campanhas contra a violência ou em cartazes com frases bonitas nos corredores. O relato de um projeto desenvolvido com turmas de 1º ano do ensino fundamental mostra algo mais concreto: a paz também se constrói a partir de atitudes bem simples, como cuidar do espaço comum e aprender a conviver melhor com os colegas.

    O projeto nasceu de um incômodo do dia a dia. A equipe percebeu que os alunos deixavam lixo no chão, rasgavam cartazes, riscavam carteiras e empurravam a responsabilidade uns para os outros quando eram chamados a limpar a sala. Bastava alguém pedir que recolhessem papéis para surgirem brigas, acusações e frases como “não fui eu”, “isso não é meu”. A partir dessa situação, os professores decidiram transformar o problema em tema de estudo, relacionando cuidado com o ambiente, convivência e cultura de paz.

    Em vez de uma “bronca coletiva”, a escola organizou um projeto anual com foco em educação ambiental, articulado ao currículo e à Base Nacional Comum Curricular. As turmas passaram a investigar perguntas como: “De quem é a sala de aula?”, “O que acontece com o lixo que jogamos no chão?”, “Como o nosso comportamento afeta o bem-estar dos outros?”. Foram feitas rodas de conversa, leitura de histórias, observação do pátio e de outros espaços da escola, registros em desenhos e textos curtos, além de pequenos combinados construídos com as crianças.

    A proposta foi tratada como pesquisa-ação. Os professores observavam as atitudes dos alunos, planejavam intervenções, acompanhavam as mudanças e replanejavam as atividades quando necessário. Não se tratava apenas de cumprir um conteúdo de Ciências ou Língua Portuguesa, mas de integrar diferentes áreas em torno de um mesmo eixo: cuidar do ambiente para melhorar a convivência. Aos poucos, os estudantes começaram a perceber que jogar lixo no chão, empurrar o colega na fila ou se recusar a ajudar na arrumação também são formas de violência.

    Com o tempo, surgiram mudanças visíveis. As crianças passaram a zelar mais pela sala, discutir quem iria organizar determinados materiais e cobrar umas das outras, posturas mais respeitosas. Situações que, antes geravam discussões longas passaram a ser resolvidas com mais rapidez, porque os combinados estavam claros e haviam sido construídos em conjunto. O ambiente ficou mais limpo e, segundo os relatos, mais tranquilo.

    Outro resultado importante foi a aproximação com as famílias. Ao levar o tema para casa, os alunos começaram a comentar sobre separar lixo, cuidar do quintal, reaproveitar objetos e dividir tarefas. A escola aproveitou esse movimento para organizar atividades com participação dos responsáveis, como exposições de trabalhos e momentos de conversa sobre cuidado com o ambiente e convivência respeitosa.

    O projeto mostra que a cultura de paz na escola não se limita a campanhas pontuais. Ela pode ser construída no cotidiano, por meio de experiências concretas que relacionam educação ambiental, responsabilidade coletiva e respeito ao outro. Ao cuidar da sala, do pátio e dos materiais, as crianças aprendem, desde cedo, que viver em paz é também aprender a dividir, dialogar e reconhecer o espaço comum como lugar de todos.



(Texto adaptado para fins didáticos a partir de Farias, Leila Katia de Sousa; Bicalho, Frederico da Silva. “A cultura da paz na escola: educação ambiental como possibilidade de se promover a paz”. Revista Pedagógica, v. 26, 2024.)

No encerramento do texto, ao contrapor a cultura de paz a “campanhas pontuais”, o autor atribui a essa expressão o sentido de 
Alternativas
Q3821242 Português

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Cultura de paz na escola



    Quando se fala em cultura de paz na escola, muita gente pensa logo em campanhas contra a violência ou em cartazes com frases bonitas nos corredores. O relato de um projeto desenvolvido com turmas de 1º ano do ensino fundamental mostra algo mais concreto: a paz também se constrói a partir de atitudes bem simples, como cuidar do espaço comum e aprender a conviver melhor com os colegas.

    O projeto nasceu de um incômodo do dia a dia. A equipe percebeu que os alunos deixavam lixo no chão, rasgavam cartazes, riscavam carteiras e empurravam a responsabilidade uns para os outros quando eram chamados a limpar a sala. Bastava alguém pedir que recolhessem papéis para surgirem brigas, acusações e frases como “não fui eu”, “isso não é meu”. A partir dessa situação, os professores decidiram transformar o problema em tema de estudo, relacionando cuidado com o ambiente, convivência e cultura de paz.

    Em vez de uma “bronca coletiva”, a escola organizou um projeto anual com foco em educação ambiental, articulado ao currículo e à Base Nacional Comum Curricular. As turmas passaram a investigar perguntas como: “De quem é a sala de aula?”, “O que acontece com o lixo que jogamos no chão?”, “Como o nosso comportamento afeta o bem-estar dos outros?”. Foram feitas rodas de conversa, leitura de histórias, observação do pátio e de outros espaços da escola, registros em desenhos e textos curtos, além de pequenos combinados construídos com as crianças.

    A proposta foi tratada como pesquisa-ação. Os professores observavam as atitudes dos alunos, planejavam intervenções, acompanhavam as mudanças e replanejavam as atividades quando necessário. Não se tratava apenas de cumprir um conteúdo de Ciências ou Língua Portuguesa, mas de integrar diferentes áreas em torno de um mesmo eixo: cuidar do ambiente para melhorar a convivência. Aos poucos, os estudantes começaram a perceber que jogar lixo no chão, empurrar o colega na fila ou se recusar a ajudar na arrumação também são formas de violência.

    Com o tempo, surgiram mudanças visíveis. As crianças passaram a zelar mais pela sala, discutir quem iria organizar determinados materiais e cobrar umas das outras, posturas mais respeitosas. Situações que, antes geravam discussões longas passaram a ser resolvidas com mais rapidez, porque os combinados estavam claros e haviam sido construídos em conjunto. O ambiente ficou mais limpo e, segundo os relatos, mais tranquilo.

    Outro resultado importante foi a aproximação com as famílias. Ao levar o tema para casa, os alunos começaram a comentar sobre separar lixo, cuidar do quintal, reaproveitar objetos e dividir tarefas. A escola aproveitou esse movimento para organizar atividades com participação dos responsáveis, como exposições de trabalhos e momentos de conversa sobre cuidado com o ambiente e convivência respeitosa.

    O projeto mostra que a cultura de paz na escola não se limita a campanhas pontuais. Ela pode ser construída no cotidiano, por meio de experiências concretas que relacionam educação ambiental, responsabilidade coletiva e respeito ao outro. Ao cuidar da sala, do pátio e dos materiais, as crianças aprendem, desde cedo, que viver em paz é também aprender a dividir, dialogar e reconhecer o espaço comum como lugar de todos.



(Texto adaptado para fins didáticos a partir de Farias, Leila Katia de Sousa; Bicalho, Frederico da Silva. “A cultura da paz na escola: educação ambiental como possibilidade de se promover a paz”. Revista Pedagógica, v. 26, 2024.)

No trecho “A escola aproveitou esse movimento para organizar atividades com participação dos responsáveis”. A expressão “esse movimento” refere-se à(ao) 
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Q3821241 Português

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Cultura de paz na escola



    Quando se fala em cultura de paz na escola, muita gente pensa logo em campanhas contra a violência ou em cartazes com frases bonitas nos corredores. O relato de um projeto desenvolvido com turmas de 1º ano do ensino fundamental mostra algo mais concreto: a paz também se constrói a partir de atitudes bem simples, como cuidar do espaço comum e aprender a conviver melhor com os colegas.

    O projeto nasceu de um incômodo do dia a dia. A equipe percebeu que os alunos deixavam lixo no chão, rasgavam cartazes, riscavam carteiras e empurravam a responsabilidade uns para os outros quando eram chamados a limpar a sala. Bastava alguém pedir que recolhessem papéis para surgirem brigas, acusações e frases como “não fui eu”, “isso não é meu”. A partir dessa situação, os professores decidiram transformar o problema em tema de estudo, relacionando cuidado com o ambiente, convivência e cultura de paz.

    Em vez de uma “bronca coletiva”, a escola organizou um projeto anual com foco em educação ambiental, articulado ao currículo e à Base Nacional Comum Curricular. As turmas passaram a investigar perguntas como: “De quem é a sala de aula?”, “O que acontece com o lixo que jogamos no chão?”, “Como o nosso comportamento afeta o bem-estar dos outros?”. Foram feitas rodas de conversa, leitura de histórias, observação do pátio e de outros espaços da escola, registros em desenhos e textos curtos, além de pequenos combinados construídos com as crianças.

    A proposta foi tratada como pesquisa-ação. Os professores observavam as atitudes dos alunos, planejavam intervenções, acompanhavam as mudanças e replanejavam as atividades quando necessário. Não se tratava apenas de cumprir um conteúdo de Ciências ou Língua Portuguesa, mas de integrar diferentes áreas em torno de um mesmo eixo: cuidar do ambiente para melhorar a convivência. Aos poucos, os estudantes começaram a perceber que jogar lixo no chão, empurrar o colega na fila ou se recusar a ajudar na arrumação também são formas de violência.

    Com o tempo, surgiram mudanças visíveis. As crianças passaram a zelar mais pela sala, discutir quem iria organizar determinados materiais e cobrar umas das outras, posturas mais respeitosas. Situações que, antes geravam discussões longas passaram a ser resolvidas com mais rapidez, porque os combinados estavam claros e haviam sido construídos em conjunto. O ambiente ficou mais limpo e, segundo os relatos, mais tranquilo.

    Outro resultado importante foi a aproximação com as famílias. Ao levar o tema para casa, os alunos começaram a comentar sobre separar lixo, cuidar do quintal, reaproveitar objetos e dividir tarefas. A escola aproveitou esse movimento para organizar atividades com participação dos responsáveis, como exposições de trabalhos e momentos de conversa sobre cuidado com o ambiente e convivência respeitosa.

    O projeto mostra que a cultura de paz na escola não se limita a campanhas pontuais. Ela pode ser construída no cotidiano, por meio de experiências concretas que relacionam educação ambiental, responsabilidade coletiva e respeito ao outro. Ao cuidar da sala, do pátio e dos materiais, as crianças aprendem, desde cedo, que viver em paz é também aprender a dividir, dialogar e reconhecer o espaço comum como lugar de todos.



(Texto adaptado para fins didáticos a partir de Farias, Leila Katia de Sousa; Bicalho, Frederico da Silva. “A cultura da paz na escola: educação ambiental como possibilidade de se promover a paz”. Revista Pedagógica, v. 26, 2024.)

A frase “O projeto nasceu de um incômodo do dia a dia” permite inferir que o(a)
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Q3821240 Português

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Cultura de paz na escola



    Quando se fala em cultura de paz na escola, muita gente pensa logo em campanhas contra a violência ou em cartazes com frases bonitas nos corredores. O relato de um projeto desenvolvido com turmas de 1º ano do ensino fundamental mostra algo mais concreto: a paz também se constrói a partir de atitudes bem simples, como cuidar do espaço comum e aprender a conviver melhor com os colegas.

    O projeto nasceu de um incômodo do dia a dia. A equipe percebeu que os alunos deixavam lixo no chão, rasgavam cartazes, riscavam carteiras e empurravam a responsabilidade uns para os outros quando eram chamados a limpar a sala. Bastava alguém pedir que recolhessem papéis para surgirem brigas, acusações e frases como “não fui eu”, “isso não é meu”. A partir dessa situação, os professores decidiram transformar o problema em tema de estudo, relacionando cuidado com o ambiente, convivência e cultura de paz.

    Em vez de uma “bronca coletiva”, a escola organizou um projeto anual com foco em educação ambiental, articulado ao currículo e à Base Nacional Comum Curricular. As turmas passaram a investigar perguntas como: “De quem é a sala de aula?”, “O que acontece com o lixo que jogamos no chão?”, “Como o nosso comportamento afeta o bem-estar dos outros?”. Foram feitas rodas de conversa, leitura de histórias, observação do pátio e de outros espaços da escola, registros em desenhos e textos curtos, além de pequenos combinados construídos com as crianças.

    A proposta foi tratada como pesquisa-ação. Os professores observavam as atitudes dos alunos, planejavam intervenções, acompanhavam as mudanças e replanejavam as atividades quando necessário. Não se tratava apenas de cumprir um conteúdo de Ciências ou Língua Portuguesa, mas de integrar diferentes áreas em torno de um mesmo eixo: cuidar do ambiente para melhorar a convivência. Aos poucos, os estudantes começaram a perceber que jogar lixo no chão, empurrar o colega na fila ou se recusar a ajudar na arrumação também são formas de violência.

    Com o tempo, surgiram mudanças visíveis. As crianças passaram a zelar mais pela sala, discutir quem iria organizar determinados materiais e cobrar umas das outras, posturas mais respeitosas. Situações que, antes geravam discussões longas passaram a ser resolvidas com mais rapidez, porque os combinados estavam claros e haviam sido construídos em conjunto. O ambiente ficou mais limpo e, segundo os relatos, mais tranquilo.

    Outro resultado importante foi a aproximação com as famílias. Ao levar o tema para casa, os alunos começaram a comentar sobre separar lixo, cuidar do quintal, reaproveitar objetos e dividir tarefas. A escola aproveitou esse movimento para organizar atividades com participação dos responsáveis, como exposições de trabalhos e momentos de conversa sobre cuidado com o ambiente e convivência respeitosa.

    O projeto mostra que a cultura de paz na escola não se limita a campanhas pontuais. Ela pode ser construída no cotidiano, por meio de experiências concretas que relacionam educação ambiental, responsabilidade coletiva e respeito ao outro. Ao cuidar da sala, do pátio e dos materiais, as crianças aprendem, desde cedo, que viver em paz é também aprender a dividir, dialogar e reconhecer o espaço comum como lugar de todos.



(Texto adaptado para fins didáticos a partir de Farias, Leila Katia de Sousa; Bicalho, Frederico da Silva. “A cultura da paz na escola: educação ambiental como possibilidade de se promover a paz”. Revista Pedagógica, v. 26, 2024.)

A concepção de cultura de paz apresentada no texto pode ser caracterizada como um(a) 
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Q3821239 Português

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Cultura de paz na escola



    Quando se fala em cultura de paz na escola, muita gente pensa logo em campanhas contra a violência ou em cartazes com frases bonitas nos corredores. O relato de um projeto desenvolvido com turmas de 1º ano do ensino fundamental mostra algo mais concreto: a paz também se constrói a partir de atitudes bem simples, como cuidar do espaço comum e aprender a conviver melhor com os colegas.

    O projeto nasceu de um incômodo do dia a dia. A equipe percebeu que os alunos deixavam lixo no chão, rasgavam cartazes, riscavam carteiras e empurravam a responsabilidade uns para os outros quando eram chamados a limpar a sala. Bastava alguém pedir que recolhessem papéis para surgirem brigas, acusações e frases como “não fui eu”, “isso não é meu”. A partir dessa situação, os professores decidiram transformar o problema em tema de estudo, relacionando cuidado com o ambiente, convivência e cultura de paz.

    Em vez de uma “bronca coletiva”, a escola organizou um projeto anual com foco em educação ambiental, articulado ao currículo e à Base Nacional Comum Curricular. As turmas passaram a investigar perguntas como: “De quem é a sala de aula?”, “O que acontece com o lixo que jogamos no chão?”, “Como o nosso comportamento afeta o bem-estar dos outros?”. Foram feitas rodas de conversa, leitura de histórias, observação do pátio e de outros espaços da escola, registros em desenhos e textos curtos, além de pequenos combinados construídos com as crianças.

    A proposta foi tratada como pesquisa-ação. Os professores observavam as atitudes dos alunos, planejavam intervenções, acompanhavam as mudanças e replanejavam as atividades quando necessário. Não se tratava apenas de cumprir um conteúdo de Ciências ou Língua Portuguesa, mas de integrar diferentes áreas em torno de um mesmo eixo: cuidar do ambiente para melhorar a convivência. Aos poucos, os estudantes começaram a perceber que jogar lixo no chão, empurrar o colega na fila ou se recusar a ajudar na arrumação também são formas de violência.

    Com o tempo, surgiram mudanças visíveis. As crianças passaram a zelar mais pela sala, discutir quem iria organizar determinados materiais e cobrar umas das outras, posturas mais respeitosas. Situações que, antes geravam discussões longas passaram a ser resolvidas com mais rapidez, porque os combinados estavam claros e haviam sido construídos em conjunto. O ambiente ficou mais limpo e, segundo os relatos, mais tranquilo.

    Outro resultado importante foi a aproximação com as famílias. Ao levar o tema para casa, os alunos começaram a comentar sobre separar lixo, cuidar do quintal, reaproveitar objetos e dividir tarefas. A escola aproveitou esse movimento para organizar atividades com participação dos responsáveis, como exposições de trabalhos e momentos de conversa sobre cuidado com o ambiente e convivência respeitosa.

    O projeto mostra que a cultura de paz na escola não se limita a campanhas pontuais. Ela pode ser construída no cotidiano, por meio de experiências concretas que relacionam educação ambiental, responsabilidade coletiva e respeito ao outro. Ao cuidar da sala, do pátio e dos materiais, as crianças aprendem, desde cedo, que viver em paz é também aprender a dividir, dialogar e reconhecer o espaço comum como lugar de todos.



(Texto adaptado para fins didáticos a partir de Farias, Leila Katia de Sousa; Bicalho, Frederico da Silva. “A cultura da paz na escola: educação ambiental como possibilidade de se promover a paz”. Revista Pedagógica, v. 26, 2024.)

Quanto ao tipo e ao gênero textual predominante, bem como à situação comunicativa em que se insere o texto, conclui-se que se trata de
Alternativas
Q3821238 Português

Leia o texto a seguir e responda à questão.


Cultura de paz na escola



    Quando se fala em cultura de paz na escola, muita gente pensa logo em campanhas contra a violência ou em cartazes com frases bonitas nos corredores. O relato de um projeto desenvolvido com turmas de 1º ano do ensino fundamental mostra algo mais concreto: a paz também se constrói a partir de atitudes bem simples, como cuidar do espaço comum e aprender a conviver melhor com os colegas.

    O projeto nasceu de um incômodo do dia a dia. A equipe percebeu que os alunos deixavam lixo no chão, rasgavam cartazes, riscavam carteiras e empurravam a responsabilidade uns para os outros quando eram chamados a limpar a sala. Bastava alguém pedir que recolhessem papéis para surgirem brigas, acusações e frases como “não fui eu”, “isso não é meu”. A partir dessa situação, os professores decidiram transformar o problema em tema de estudo, relacionando cuidado com o ambiente, convivência e cultura de paz.

    Em vez de uma “bronca coletiva”, a escola organizou um projeto anual com foco em educação ambiental, articulado ao currículo e à Base Nacional Comum Curricular. As turmas passaram a investigar perguntas como: “De quem é a sala de aula?”, “O que acontece com o lixo que jogamos no chão?”, “Como o nosso comportamento afeta o bem-estar dos outros?”. Foram feitas rodas de conversa, leitura de histórias, observação do pátio e de outros espaços da escola, registros em desenhos e textos curtos, além de pequenos combinados construídos com as crianças.

    A proposta foi tratada como pesquisa-ação. Os professores observavam as atitudes dos alunos, planejavam intervenções, acompanhavam as mudanças e replanejavam as atividades quando necessário. Não se tratava apenas de cumprir um conteúdo de Ciências ou Língua Portuguesa, mas de integrar diferentes áreas em torno de um mesmo eixo: cuidar do ambiente para melhorar a convivência. Aos poucos, os estudantes começaram a perceber que jogar lixo no chão, empurrar o colega na fila ou se recusar a ajudar na arrumação também são formas de violência.

    Com o tempo, surgiram mudanças visíveis. As crianças passaram a zelar mais pela sala, discutir quem iria organizar determinados materiais e cobrar umas das outras, posturas mais respeitosas. Situações que, antes geravam discussões longas passaram a ser resolvidas com mais rapidez, porque os combinados estavam claros e haviam sido construídos em conjunto. O ambiente ficou mais limpo e, segundo os relatos, mais tranquilo.

    Outro resultado importante foi a aproximação com as famílias. Ao levar o tema para casa, os alunos começaram a comentar sobre separar lixo, cuidar do quintal, reaproveitar objetos e dividir tarefas. A escola aproveitou esse movimento para organizar atividades com participação dos responsáveis, como exposições de trabalhos e momentos de conversa sobre cuidado com o ambiente e convivência respeitosa.

    O projeto mostra que a cultura de paz na escola não se limita a campanhas pontuais. Ela pode ser construída no cotidiano, por meio de experiências concretas que relacionam educação ambiental, responsabilidade coletiva e respeito ao outro. Ao cuidar da sala, do pátio e dos materiais, as crianças aprendem, desde cedo, que viver em paz é também aprender a dividir, dialogar e reconhecer o espaço comum como lugar de todos.



(Texto adaptado para fins didáticos a partir de Farias, Leila Katia de Sousa; Bicalho, Frederico da Silva. “A cultura da paz na escola: educação ambiental como possibilidade de se promover a paz”. Revista Pedagógica, v. 26, 2024.)

No que se refere à organização dos parágrafos e à progressão temática do texto, a descrição mais adequada é:
Alternativas
Q3817891 Pedagogia
No uso pedagógico dos resultados do SPAECE, assinale a assertiva que configura estratégia de melhoria instrucional em ciclo curto.
Alternativas
Q3817890 Pedagogia
Considerando a interpretação de séries históricas de indicadores educacionais, assinale a afirmação que evita conclusões apressadas em análises de tendência.
Alternativas
Q3817889 Pedagogia
Considerando liderança educacional orientada à instrução, analise as afirmativas.

I. Relatórios extensos sem evidências de sala aumentam precisão e eficiência do acompanhamento.
II. Visitas à sala com foco em prática específica elevam a qualidade do feedback pedagógico.
III. Reuniões com análise de tarefas de estudantes orientam decisões sobre reensino e aprofundamento.
IV. Metas de aprendizagem por habilidade pactuadas por turma tornam o acompanhamento mais transparente.
V. Tempo do coordenador dedicado à observação e ao coplanejamento favorece consistência didática entre turmas.

Marque a opção que apresenta as afirmativas CORRETAS.
Alternativas
Q3817888 Administração Pública
No arranjo da gestão democrática, assinale a proposição que expressa o papel do Conselho de Educação municipal no controle social da política. 
Alternativas
Q3817887 Administração de Recursos Materiais
O Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) aportou recursos para pequenos reparos e materiais pedagógicos. Considerando gestão financeira e patrimonial, qual afirmação protege a integridade do gasto?
Alternativas
Q3817885 Pedagogia
O controle pedagógico por avaliação formativa no Ensino Fundamental exige coerência entre objetivos e evidências. Marque a assertiva que indica essa coerência.
Alternativas
Q3817884 Administração Pública
Na Administração Pública, a accountability educacional envolve dimensões complementares. Assinale a afirmativa que distingue, com precisão, mecanismos internos e sociais de controle. 
Alternativas
Q3817883 Pedagogia
Considerando sobre aprendizagem cooperativa, marque a afirmação que indica um princípio pedagógico consistente. 
Alternativas
Q3817882 Pedagogia
Uma escola precisa ampliar devolutivas a docentes iniciantes. No âmbito da gestão de pessoas, que ação sustenta um desenvolvimento profissional contínuo?
Alternativas
Respostas
221: A
222: E
223: D
224: C
225: D
226: B
227: E
228: B
229: D
230: A
231: C
232: C
233: B
234: A
235: E
236: C
237: A
238: C
239: D
240: D