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Q3929705 Português
O governo federal encerrou 2024 com avanços expressivos na proteção da Terra Indígena Yanomami (TIY), localizada no estado de Roraima. Sob a coordenação da Casa de Governo, instalada na capital Boa Vista em março daquele ano, foram realizadas mais de 3.488 operações em apenas nove meses de atuação, consolidando a retirada de invasores, a redução da contaminação por mercúrio, a destruição da logística criminosa e a assistência às comunidades indígenas. 
Internet: <agenciagov.ebc.com.br> (com adaptações). 

O texto refere-se aos avanços na proteção da Terra Yanomami contra 
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Q3929645 Português
Mas, como digo, a mais engenhosa de todas as nossas experiências foi a de Diogo Meireles. Lavrava então na cidade uma singular doença, que consistia em fazer inchar os narizes, tanto e tanto, que tomavam metade e mais da cara ao paciente, e não só a punham horrenda, senão que era molesto carregar tamanho peso. Conquanto os físicos da terra propusessem extrair os narizes inchados, para alívio e melhoria dos enfermos, nenhum destes consentia em prestar-se ao curativo, preferindo o excesso à lacuna, e tendo por mais aborrecível que nenhuma outra coisa a ausência daquele órgão. Diogo Meireles, que desde algum tempo praticava a medicina, segundo ficou dito atrás, estudou a moléstia e reconheceu que não havia perigo em desnarigar os doentes, antes era vantajoso por lhes levar o mal, sem trazer fealdade, pois tanto valia um nariz disforme e pesado como nenhum; não alcançou, todavia, persuadir os infelizes ao sacrifício. Então ocorreu-lhe uma graciosa invenção. Assim foi que, reunindo muitos físicos, filósofos, bonzos, autoridades e povo, comunicou-lhes que tinha um segredo para eliminar o órgão; e esse segredo era nada menos que substituir o nariz achacado por um nariz são, mas de pura natureza metafísica, isto é, inacessível aos sentidos humanos, e contudo tão verdadeiro ou ainda mais do que o cortado; cura esta praticada por ele em várias partes, e muito aceita aos físicos de Malabar. A assembleia aclamou a Diogo Meireles; e os doentes começaram de buscá-lo, em tanta cópia, que ele não tinha mãos a medir. Diogo Meireles desnarigava-os com muitíssima arte; depois estendia delicadamente os dedos a uma caixa, onde fingia ter os narizes substitutos, colhia um e aplicava-o ao lugar vazio. Os enfermos, assim curados e supridos, olhavam uns para os outros, e não viam nada no lugar do órgão cortado; mas, certos e certíssimos de que ali estava o órgão substituto, e que este era inacessível aos sentidos humanos, não se davam por defraudados, e tornavam aos seus ofícios. 

Machado de Assis. O segredo do Bonzo. In: 50 Contos de Machado de Assis. Selecionados por John Gledson. São Paulo: Companhia das Letras, 2007, p. 95. 

Os elementos temáticos e estruturais do texto precedente permitem afirmar que tal composição  
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Q3929644 Português
EU
 Cavaleiro das armas escuras,  Onde vais pelas trevas impuras  Com a espada sanguenta na mão?  Por que brilham teus olhos ardentes  E gemidos nos lábios frementes  Vertem fogo do teu coração?
 Cavaleiro, quem és? — O remorso?  Do corcel te debruças no dorso...
 E galopas do vale através...  Oh! da estrada acordando as poeiras  Não escutas gritar as caveiras  E morder-te o fantasma nos pés?
 Onde vais pelas trevas impuras,  Cavaleiro das armas escuras,  Macilento qual morto na tumba?...  Tu escutas... Na longa montanha  Um tropel teu galope acompanha?  E um clamor de vingança retumba?
 Cavaleiro, quem és? que mistério...  Quem te força da morte no império  Pela noite assombrada a vagar?
 O FANTASMA
 Sou o sonho de tua esperança,  Tua febre que nunca descansa,  O delírio que te há de matar!...

Álvares de Azevedo. Meu sonho. In: Lira dos vinte anos. São Paulo: Martins Fontes, 1996, p. 39-40.

 À meia noite, como de costume,  passa o Cavaleiro  todo de ferro e horror. Passa ou não passa?  Duvido. (E tenho medo.)  Hoje não durmo. Hei de escutar  o som das ferraduras na gelada  Rua Municipal,  o estalar do chicote na garupa  do cavalo-fantasma.  Escuto, protegido  em cobertor de casa-fortaleza  de família importante. Passa, passa,  anda, passa, Cavaleiro, está com medo  do medo meu, quem sabe, da garrucha  do Coronel?
 O cavaleiro anda atrasado.  Vai esperar o sono me vencer  para aparecer dentro do sono?  Chego à janela. A branca  escuridão (o frio é branco)  não filtra nem um grilo de ruído.  Massa de cidade e serra: breu silente.  Boca seca, trêmulo,  não vejo o Cavaleiro, estou ouvindo  em mim o Cavaleiro, em mim é que ele passa,  sempre passou e passa sempre e não acaba  de passar. É isso. Vou dormir.  Dou descanso ao cavalo e ao Cavaleiro.

Carlos Drummond de Andrade. O Cavaleiro. In: Boitempo: Menino antigo. São Paulo: Companhia das Letras, 2017, p. 221.

 Da leitura comparativa entre os dois poemas apresentados é correto concluir que
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Q3929642 Português
Texto 1A1


   Os melhores arquitetos do mundo nunca se sentaram num banco de escola, muito menos leram um livro, não fazem a menor ideia de quem seja Oscar Niemeyer ou Lucio Costa. Os mais incríveis arquitetos da Terra fazem arquitetura muito antes de os indígenas amazônicos montarem seus tapiris no meio da selva ou dos esquimós esculpirem seus iglus no deserto de gelo.

     Animais de variadas espécies já nascem com a arquitetura escrita no corpo. Mamíferos, aves, insetos (e até protozoários) constroem seus abrigos com a matéria-prima que a natureza circundante lhes oferece. Tudo com economia, resistência, conforto, proteção e, aos olhos humanos, beleza.

      Uma das primeiras arquiteturas de bicho que a criança descobre é a teia de aranha. Mal sabe ela que aqueles fios aparentemente frágeis têm, proporcionalmente, uma resistência e uma elasticidade muito maior do que a do aço, o material de construção mais resistente que o homem já descobriu.

      Os arquitetos da natureza não padecem do mal humano de construir moradias-ostentação, muito mais para exibir do que para morar. Tudo na arquitetura animal tem uma razão funcional. E o espetáculo da forma se casa perfeitamente com a utilidade da função, sem disfarce.


Conceição Freitas. Os mais incríveis arquitetos do mundo não sabem ler nem escrever. In: Metrópoles. 19/02/2025. Internet: <www.metropoles.com/colunas> (com adaptações). 
Assinale a opção em que é corretamente indicado o processo de formação da palavra “moradias-ostentação” (primeiro período do último parágrafo do texto 1A1).  
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Q3929641 Português
Texto 1A1


   Os melhores arquitetos do mundo nunca se sentaram num banco de escola, muito menos leram um livro, não fazem a menor ideia de quem seja Oscar Niemeyer ou Lucio Costa. Os mais incríveis arquitetos da Terra fazem arquitetura muito antes de os indígenas amazônicos montarem seus tapiris no meio da selva ou dos esquimós esculpirem seus iglus no deserto de gelo.

     Animais de variadas espécies já nascem com a arquitetura escrita no corpo. Mamíferos, aves, insetos (e até protozoários) constroem seus abrigos com a matéria-prima que a natureza circundante lhes oferece. Tudo com economia, resistência, conforto, proteção e, aos olhos humanos, beleza.

      Uma das primeiras arquiteturas de bicho que a criança descobre é a teia de aranha. Mal sabe ela que aqueles fios aparentemente frágeis têm, proporcionalmente, uma resistência e uma elasticidade muito maior do que a do aço, o material de construção mais resistente que o homem já descobriu.

      Os arquitetos da natureza não padecem do mal humano de construir moradias-ostentação, muito mais para exibir do que para morar. Tudo na arquitetura animal tem uma razão funcional. E o espetáculo da forma se casa perfeitamente com a utilidade da função, sem disfarce.


Conceição Freitas. Os mais incríveis arquitetos do mundo não sabem ler nem escrever. In: Metrópoles. 19/02/2025. Internet: <www.metropoles.com/colunas> (com adaptações). 
No primeiro período do último parágrafo do texto 1A1, o sentido da forma verbal “padecem” é equivalente ao de  
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Q3929640 Português
Texto 1A1


   Os melhores arquitetos do mundo nunca se sentaram num banco de escola, muito menos leram um livro, não fazem a menor ideia de quem seja Oscar Niemeyer ou Lucio Costa. Os mais incríveis arquitetos da Terra fazem arquitetura muito antes de os indígenas amazônicos montarem seus tapiris no meio da selva ou dos esquimós esculpirem seus iglus no deserto de gelo.

     Animais de variadas espécies já nascem com a arquitetura escrita no corpo. Mamíferos, aves, insetos (e até protozoários) constroem seus abrigos com a matéria-prima que a natureza circundante lhes oferece. Tudo com economia, resistência, conforto, proteção e, aos olhos humanos, beleza.

      Uma das primeiras arquiteturas de bicho que a criança descobre é a teia de aranha. Mal sabe ela que aqueles fios aparentemente frágeis têm, proporcionalmente, uma resistência e uma elasticidade muito maior do que a do aço, o material de construção mais resistente que o homem já descobriu.

      Os arquitetos da natureza não padecem do mal humano de construir moradias-ostentação, muito mais para exibir do que para morar. Tudo na arquitetura animal tem uma razão funcional. E o espetáculo da forma se casa perfeitamente com a utilidade da função, sem disfarce.


Conceição Freitas. Os mais incríveis arquitetos do mundo não sabem ler nem escrever. In: Metrópoles. 19/02/2025. Internet: <www.metropoles.com/colunas> (com adaptações). 
Assinale a opção que apresenta uma proposta de reescrita gramaticalmente correta para o seguinte trecho do segundo período do último parágrafo texto 1A1: “Tudo na arquitetura animal tem uma razão funcional.”  
Alternativas
Q3929639 Português
Texto 1A1


   Os melhores arquitetos do mundo nunca se sentaram num banco de escola, muito menos leram um livro, não fazem a menor ideia de quem seja Oscar Niemeyer ou Lucio Costa. Os mais incríveis arquitetos da Terra fazem arquitetura muito antes de os indígenas amazônicos montarem seus tapiris no meio da selva ou dos esquimós esculpirem seus iglus no deserto de gelo.

     Animais de variadas espécies já nascem com a arquitetura escrita no corpo. Mamíferos, aves, insetos (e até protozoários) constroem seus abrigos com a matéria-prima que a natureza circundante lhes oferece. Tudo com economia, resistência, conforto, proteção e, aos olhos humanos, beleza.

      Uma das primeiras arquiteturas de bicho que a criança descobre é a teia de aranha. Mal sabe ela que aqueles fios aparentemente frágeis têm, proporcionalmente, uma resistência e uma elasticidade muito maior do que a do aço, o material de construção mais resistente que o homem já descobriu.

      Os arquitetos da natureza não padecem do mal humano de construir moradias-ostentação, muito mais para exibir do que para morar. Tudo na arquitetura animal tem uma razão funcional. E o espetáculo da forma se casa perfeitamente com a utilidade da função, sem disfarce.


Conceição Freitas. Os mais incríveis arquitetos do mundo não sabem ler nem escrever. In: Metrópoles. 19/02/2025. Internet: <www.metropoles.com/colunas> (com adaptações). 
No texto 1A1, as expressões “seus tapiris” e “seus iglus” (último período do primeiro parágrafo) funcionam sintaticamente como 
Alternativas
Q3929637 Português
Texto 1A1


   Os melhores arquitetos do mundo nunca se sentaram num banco de escola, muito menos leram um livro, não fazem a menor ideia de quem seja Oscar Niemeyer ou Lucio Costa. Os mais incríveis arquitetos da Terra fazem arquitetura muito antes de os indígenas amazônicos montarem seus tapiris no meio da selva ou dos esquimós esculpirem seus iglus no deserto de gelo.

     Animais de variadas espécies já nascem com a arquitetura escrita no corpo. Mamíferos, aves, insetos (e até protozoários) constroem seus abrigos com a matéria-prima que a natureza circundante lhes oferece. Tudo com economia, resistência, conforto, proteção e, aos olhos humanos, beleza.

      Uma das primeiras arquiteturas de bicho que a criança descobre é a teia de aranha. Mal sabe ela que aqueles fios aparentemente frágeis têm, proporcionalmente, uma resistência e uma elasticidade muito maior do que a do aço, o material de construção mais resistente que o homem já descobriu.

      Os arquitetos da natureza não padecem do mal humano de construir moradias-ostentação, muito mais para exibir do que para morar. Tudo na arquitetura animal tem uma razão funcional. E o espetáculo da forma se casa perfeitamente com a utilidade da função, sem disfarce.


Conceição Freitas. Os mais incríveis arquitetos do mundo não sabem ler nem escrever. In: Metrópoles. 19/02/2025. Internet: <www.metropoles.com/colunas> (com adaptações). 
As vírgulas presentes no primeiro período do texto 1A1  
Alternativas
Respostas
1: A
2: B
3: D
4: A
5: B
6: C
7: C
8: C