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Q3518143 Medicina
Um paciente foi internado para investigação de quadro diarreico e dispéptico há 2 semanas. Teve que interromper o tratamento para mieloma múltiplo iniciado há 5 meses com bortezomibe, ciclofosfamida e dexametasona. Mantinha uso regular de corticoide, metadona e bisfosfonatos devido a lesões líticas difusas e dores ósseas. Fazia profilaxia com cotrimoxazol (sulfametoxazol e trimetoprima) e aciclovir conforme recomendação do hematologista. Durante a internação, foram evidenciadas lesões urticariformes e estrias elevadas, rosadas, pruriginosas e evanescentes ao longo da parte inferior do tronco, coxas e nádegas. Um dado interessante é que essas lesões desbotaram ao longo de 2 ou 3 dias, desaparecendo. No entanto, o paciente começou a apresentar dispneia, broncoespasmo, dor torácica e febre, sendo confirmado infiltrado difuso e bilateral sugestivo de transmissão pulmonar e atenuação em vidro fosco em tomografia de tórax. Os sintomas diarreicos recrudesceram, apresentando sangramento vivo nas fezes com tenesmo e satisfação retal. O laboratório demonstrou leucócitos normais com predomínio de neutrófilos e desvio para a esquerda. Eosinófilos: 895/mm³, hiponatremia, PCR: 5 vezes o valor de base do paciente.
Diante do quadro, o planejamento mais acertado em relação à hipótese diagnóstica e gravidade é:
Alternativas
Q3518142 Medicina
Um paciente de 35 anos, em estado de imunossupressão grave por não adesão medicamentosa contra o HIV (CD4: 85 células), apresentou quadro de diarreia crônica, síndrome consumptiva e odinofagia. Na avaliação endoscópica, houve presença de exulcerações e ulcerações longitudinais em esôfago e reto, evitando invasão por citomegalovírus (CMV). O paciente apresentava pancitopenia em investigação e com neutrófilos totais em 600 células/mm³.
A maneira custo-efetiva de tentar o diagnóstico e iniciar o tratamento é: 
Alternativas
Q3518141 Medicina
O professor de semiologia pediu ao residente de clínica médica para ajudar o aluno de medicina. Estavam diante de um paciente de 25 anos com síndrome consumtiva associada a síndrome respiratória de início há 1 mês. O quadro completo abarcava perda ponderal de 5% do peso habitual em um mês, tosse incialmente seca e depois com trâmite mucoide, dispneia aos médios esforços e febre vespertina ao final do dia. O residente falou sobre o exame físico do resultado para o aluno: resultado sem massas, cicatrizes ou retrações à inspeção estática. Na inspeção dinâmica, a frequência respiratória foi de 32 incursões por minuto, com uso de musculatura acessória como intercostais e esternocleidomastóideo. Respiração de predomínio abdominal sem retração intercostal no setor toracolombar à direita. À palpação foi percebida a redução da expansibilidade anteroposterior e laterolateral, principalmente à direita. Percussão com macicez na base do hemitórax direito, terço médio e região axilar do mesmo lado. Restaurante com som claro atimpânico. Não foi realizado frenético toracovocal por inexperiência na manobra. A ausculta foi reduzida em terço médio do hemitórax direito e abolida na base e região axilar direita. Murmúrios audíveis com sons traqueais e sons brônquicos sem alterações e murmúrios em vias aéreas distais normais em hemitórax esquerdo. Diante da descrição, o professor pediu para que voltassem ao leito a fim de levantar a síndrome clínica do paciente. O restante da descrição completa e suas possibilidades, retornadas pelo residente e pelo aluno, são: 
O restante da descrição completa e suas possibilidades, retornadas pelo residente e pelo aluno, são: 
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Q3518140 Medicina
Um paciente idoso atendido em consulta ambulatorial com perda ponderal significativa não intencional poderia ser classificado com síndrome consumtiva na dependência de outros sinais e sintomas. As principais possibilidades para síndrome consumtiva em idosos ambulatoriais são:
As principais possibilidades para síndrome consumptiva em idosos ambulatoriais são:
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Q3518139 Medicina
Após internação prolongada por sepse, um rapaz da enfermaria de clínica médica, tratado para tumor de células germinativas, persistência em neutropenia grave e prolongada. Já havia feito amoxicilina com clavulanato e estava atualmente com piperacilina com tazobactam. Seu quadro iniciou-se com febre, dor torácica tipo pleurítica, dispneia e tosse com hemoptoico. Ele piorou clinicamente ao longo dos últimos 3 dias, agravando com hipoxemia. Prontamente, foi realizada tomografia de tórax, com os seguintes achados: múltiplos nódulos, alguns com cavitação, declarados irregulares em segmentos do lobo inferior esquerdo e infiltrados peribrônquicos com padrões de árvore em brotamento predominantemente em lobo inferior direito. A equipe de clínica médica anunciou a possibilidade de aspergilose pulmonar invasiva. Diante dessa possibilidade, e considerando o agravamento do paciente descrito, é correto afirmar que:
Diante dessa possibilidade, e considerando o agravamento do paciente descrito, é correto afirmar que:
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Q3518138 Medicina
O residente de clínica médica foi chamado para responder a um pedido de parecer da equipe cirúrgica referente a uma senhora de 70 anos com novo episódio de diarreia há 7 dias. Ela foi internada com diverticulite aguda complicada por abscesso, o que não respondeu ao primeiro ciclo de antibiótico (ciprofloxacina e metronidazol) e ao segundo ciclo (piperacilina com tazobactam), ambos por 14 dias. Apresentou nova infecção peritoneal com deiscência da anastomose primária, sendo necessária abordagem cirúrgica para desvio do abscesso. Um paciente apresentou o segundo episódio de diarreia na internação (60 dias) intervalado com 7 dias de constipação. A idosa fica com cólicas, distensão abdominal e tenesmo há pelo menos 2 semanas. Estava febril (38,0 °C), mas estável hemodinamicamente. As morbidades eram apenas uma doença renal crônica (Cr 1,5 mg/dl). Os episódios eram frequentes (em torno de 5 por dia) e mais aquosos. A calprotectina fecal era de 1500 mg/kg, mas os exames parasitológicos de fezes, coletados dessa vez e no outro episódio, foram negativos. O residente descobriu a possibilidade de infecção por Clostridioides difficile.
Para confirmação do quadro em ambiente hospitalar e proposição de um tratamento ideal, o residente deve:
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Q3518137 Medicina
Uma mulher de 39 anos foi internada em clínica médica, a pedido da dermatologia, apresentando lesões ulceradas e infectadas em glúteos e região interna das coxas. Há 10 anos, um paciente, previamente hígida, infundira substância oleosa de uso veterinário em glúteos e coxas. Segundo relato, com o passar dos anos, diversas infecções foram acontecendo, motivando internações e uso de antibióticos sistêmicos. Na primeira internação, meses após a infusão do óleo, foi solicitada ao desbridamento do material da coxa, mas isso não evitou o surgimento de úlceras infectadas e fístulas. Ainda segundo a descrição do paciente, a pele apresenta escurecimento e persistência estendendo-se além dos locais de infiltração. Três anos antes da internação, foi feito diagnóstico de doença reumatológica devido a fator reumatoide positivo e artrite de mãos, punhos, tornozelos e pés – artrite reumatoide (sic) – iniciando uso de corticoide oral. Na consulta são descritos síndrome de fadiga crônica, poliartralgias com desconforto matinal, mialgia, distúrbios do sono, depressão, ressecamento de mucosas, febre e linfonodomegalia inguinal. Na investigação hospitalar atual, além de bom estado geral e aparência lenhosa da pele ao redor das úlceras, confirma-se fator reumatóide em altos títulos, velocidade de hemossedimentação de 60 mm, proteína C reativa 43 mg/L (normal: até 10 mg/L), leucocitose com desvio à esquerda e anemia normocítica e normocrômica (Hb 10,2 g/dl).
Sobre a investigação e propedêutica do caso descrito, é correto afirmar que:
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Q3518136 Medicina
Uma jovem de 24 anos apresentou odinofagia associada à fadiga e uma cervicalgia mais pronunciada à esquerda, identificando ser um caroço de aproximadamente 1 cm. O quadro progrediu durante os três dias com piora dos sintomas, além de febrícula – de até 37,8 °C – constante. A seguir, ocorre no hipocôndrio direito. No quinto dia de sintomas, foram prescritos amoxicilina e antiinflamatórios não esteroidais devido a hiperemia de orofaringe com placas brancascentas – um paciente teve diagnóstico de amigdalite bacteriana, apresentando náuseas e anorexia. Com aproximadamente 1 semana de sintomas e 3 dias de uso do antibiótico, o jovem decidiu procurar novo atendimento médico, que revelou: sinais evidentes, porém com taquicardia (FC 110 bpm), eutrófica, sem evidência de emagrecimento, eupneica. A erupção apareceu eritematosa maculopaular difusa era visível em tronco, abdômen e porção próxima de membros superiores e inferiores. Havia presença de edema periorbitário bilateral. Linfonodos posteriores aos músculos esternocleidomastoideos eram aumentados e pouco dolorosos (1,5 e 1,2 cm), fibroelásticos, móveis. Havia também micropoliadenopatia em outras cadeias cervicais superficiais. Orofaringe apresentou hipertrofia amigdaliana, petéquias no palato e exsudato membranoso. Ao exame ginecológico com ectopia no colo uterino, foi detectado corrimento fisiológico, sem presença de outras alterações como úlceras. O abdômen era doloroso em andar superior à palpação profunda com hepatimetria de 14 cm e borda romba e dolorosa e espaço de Traube ocupado.
Sobre as hipóteses diagnósticas e complementação da investigação, é correto afirmar que:
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Q3518135 Medicina
Uma paciente de 54 anos foi internada por tosse, desconforto e aumento do volume abdominal. Está em acompanhamento conjunto com a equipe de cuidados paliativos realizados paracentese de surto devido à ascite. É portadora de câncer de ovário com metástases para peritônio. Após a realização de tomografia de tórax e abdômen com contraste para avaliar trombose de veias abdominais, observou-se trombo em tronco da artéria pulmonar esquerda de aspecto recente. A equipe médica não teve dúvidas sobre a melhor condução do caso, após análise do exame laboratorial: anemia: Hb 8,5 g/dl, leucócitos e coagulograma normais, plaquetas: 85 mil e função renal normal. Um paciente estava estável e era eutrófico, não tendo histórico de sangramento recente.
Pronto, a equipe fez:
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Q3517383 Medicina
Um paciente 47 anos realizou endoscopia digestiva alta, que mostrou lesão ulcerada e antro de cerca de 2 cm, com bordos elevados. A biópsia mostrou se tratar de um linfoma do tipo MALT de baixo grau e presença de H. pylori. A tomografia de abdômen não evidenciou metástases a distância nem linfonodos acometidos.
A próxima conduta terapêutica é:
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Q3517371 Medicina
Um paciente de 18 anos, vítima de perfuração por arma de fogo em hipocôndrio direito, apresenta, durante a laparotomia, laceração profunda, estrelada, de cerca de 10 cm, em lobo direito do fígado, com sangramento profuso que pouco diminuiu com a manobra de Pringle. Desde a chegada do paciente, foram feitos 2 concentrados de hemácias, 1 de plaqueta e 1 plasma fresco. A pressão arterial é de 80 x 40 mmHg e a FC é de 120 bpm. A gasometria arterial de momento revela pH: 7,12; déficit de base: 18 mmol/L; pCO2: 45 mmHg; HCO3: 16 mEq/L; INR: 2,2. A melhor conduta nesse caso é:
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Q3517364 Medicina
Um homem de 54 anos apresenta-se no consultório com história de disfagia progressiva para sólidos e líquidos, regurgitação noturna de alimentos não digeridos e perda de peso significativa nos últimos oito meses. Ele não relata dor torácica, mas menciona uma sensação de "comida parada" no meio do peito. Não há história de doenças crônicas ou cirurgias prévias. O exame físico revela um paciente emagrecido, sem outras alterações significativas. A endoscopia digestiva alta mostra retenção de alimentos no esôfago sem lesões obstrutivas evidentes. Uma esofagografia com contraste revela um esôfago dilatado com afilamento distal, que sugere um "bico de pássaro". A manometria esofágica confirma aperistalse do corpo esofágico e ausência de relaxamento adequado do esfíncter esofágico inferior.
O tratamento cirúrgico mais indicado para esse paciente é: 
Alternativas
Q3517363 Medicina
Uma mulher de 39 anos chega ao ambulatório com queixa de dificuldade para engolir, inicialmente apenas para sólidos, mas agora também para líquidos, que vem se agravando progressivamente nos últimos 8 meses. Ela também relata perda de peso significativa de mais de 10 kg e episódios de regurgitação de alimentos não digeridos. Não há histórico de doenças crônicas ou cirurgia prévia. No exame físico, o estado geral é bom, mas com perda ponderal evidente. A endoscopia digestiva alta revela retenção de alimentos no esôfago, sem evidências de estenose ou massa. A manometria esofágica mostra aperistalse no corpo do esôfago e ausência de relaxamento do esfíncter esofágico inferior durante a deglutição.
Diante desse quadro clínico, o diagnóstico mais provável para essa paciente é:
Alternativas
Q3517351 Medicina
Um paciente de 68 anos queixa-se de dor abdominal intermitente e perda de peso inexplicada. Apresenta anemia ferropriva. Ele relata um histórico de síndrome do intestino irritável, mas observou um aumento na frequência e na gravidade dos sintomas nos últimos quatro meses. O exame físico revela uma massa palpável, com certa mobilidade, no quadrante inferior direito do abdômen. Diante desse quadro clínico, a hipótese diagnóstica principal é: 
Alternativas
Q3517240 Medicina
Um paciente de 23 anos, vítima de lesão penetrante por arma de fogo em hemitórax esquerdo, ao nível da linha axilar anterior, no 3º espaço intercostal, apresenta pressão arterial de 80 x 30 mmHg, FC: 126 bpm e FR: 28 irpm. É feita drenagem torácica em selo d’água no 5º espaço intercostal esquerdo com saída imediata de 1600 mL de sangue.
A próxima conduta a ser adotada é:
Alternativas
Q3517222 Medicina
Um paciente de 55 anos, em pré-operatório de retossigmoidectomia, com diagnóstico de adenocarcinoma de junção retossigmoide, relata perda de 7 kg nos últimos 3 meses (peso habitual 85 kg), referindo também perda de apetite nas últimas duas semanas. A ferritina sérica é de 280 ng/dL e a albumina sérica é de 4,2 g/dL. A terapia nutricional ideal para esse paciente é:
Alternativas
Q3517215 Medicina
Um homem de 72 anos chega ao pronto-socorro com quadro de dor de início súbito em membro inferior direito, associado a parestesia, palidez e dificuldade de mobilização do membro há cerca de 3 horas. Ao exame físico, constatam-se frequência cardíaca de 114 bpm (pulso irregular) e frequência respiratória de 20 irpm. O exame dos membros revela membro inferior direito sem pulso desde a região femoral e pulso normal no membro inferior esquerdo.
A conduta mais apropriada neste momento é:
Alternativas
Q3517197 Medicina
Uma mulher jovem, 19 anos, chega ao serviço de emergência com dor abdominal intensa e súbita. O exame físico mostra sinais de choque hipovolêmico, como taquicardia e hipotensão. Revela ainda rigidez abdominal difusa, sensibilidade e dor à palpação. A hipótese mais provável para esse quadro clínico é:
Alternativas
Q3517186 Medicina
Um paciente de 47 anos chega ao serviço de emergência após ter sido baleado no abdômen. Ele está consciente, mas apresenta sinais de choque hipovolêmico com pressão arterial de 85/50 mmHg e frequência cardíaca de 130 bpm. Está taquipneico, com 20 ipm, apresenta pulsos finos e confusão mental. O exame físico revela uma ferida de entrada no quadrante inferior direito do abdômen, sem orifício de saída visível. O paciente tem dor abdominal generalizada com rigidez muscular e sinais de peritonite.
A conduta cirúrgica mais apropriada para esse paciente é:
Alternativas
Q3517179 Medicina
Um homem de 28 anos, admitido no pronto-socorro após um acidente automobilístico, apresenta ectoscopicamente sinais evidentes de trauma abdominal. Na avaliação neurológica inicial, está consciente, mas confuso. Seus sinais vitais são: pressão arterial de 85/60 mmHg, frequência cardíaca de 130 bpm, frequência respiratória de 28 ipm, saturação de oxigênio de 94% em ar ambiente. Sua pele está fria e pegajosa, com enchimento capilar prolongado. Refere dor intensa no abdômen. O abdômen está tenso e distendido, com dor à palpação e sem peristaltismo audível.
Os exames complementares mostram hemoglobina 8 g/dL com hematócrito de 24%. Foi realizado um FAST (Focused Assessment with Sonography for Trauma), que mostrou líquido livre na cavidade peritoneal. Radiografia de tórax e pelve não mostrou fraturas.
Nesse momento, seu diagnóstico é de choque hipovolêmico grau III por hemorragia intra-abdominal.
A conduta adotada deverá ser: 
Alternativas
Respostas
4041: E
4042: E
4043: A
4044: B
4045: D
4046: D
4047: A
4048: B
4049: C
4050: A
4051: E
4052: C
4053: D
4054: D
4055: B
4056: B
4057: A
4058: B
4059: D
4060: B