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Q3548310 Português
A palavra é nomofobia

Em série de reportagens da Rádio UFMG Educativa, especialistas analisam as implicações da dependência digital e do uso excessivo de celulares pelas crianças

Por UFMG | Pesquisa e Inovação

        As novas tecnologias, como smartphones, tablets e outros dispositivos digitais móveis, provocaram a incorporação de uma nova palavra ao léxico especializado: nomofobia. O termo se refere ao uso exacerbado e dependente do celular e de outras tecnologias digitais. Desde 2018, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece a dependência digital como transtorno: ela desencadeia um medo irracional de estar sem o celular ou sem aparelhos eletrônicos no geral.

        A doença está listada na chamada Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID). Nos Estados Unidos, pesquisa realizada pela Common Sense Media trouxe resultados alarmantes: metade dos adolescentes se sentem viciados em usar o celular. Na UFMG, alguns estudos avaliam as consequências do vício em celular. Um deles foi realizado pela psiquiatra Júlia Khoury, que se dedicou no mestrado, no doutorado e no pós-doutorado a compreender a dependência digital.

        Júlia Khoury ensina como identificar crianças e adolescentes viciados no celular: “A criança ou adolescente aumenta cada vez mais o seu tempo de exposição. O tempo gasto nas telas impede a realização ou diminui a realização de outras atividades, principalmente aquelas de que gostava e que são incompatíveis com o smartphone, como esportes e o contato com a natureza. Além disso, a pessoa pode alterar seu comportamento. Uma criança que era tranquila começa a ficar agressiva. Uma criança que interagia bem começa a ficar mais introspectiva e deixa de interagir com as pessoas”, explica a pesquisadora.

[...] 

        Ainda na UFMG, a terapeuta ocupacional e doutora em Medicina Molecular Renata Santos estudou as associações entre tempo de tela e saúde mental. Ela também indica como perceber a nomofobia infantojuvenil: “Ela aparece quando começa a atrapalhar as outras atividades, quando começam os atrasos na entrega de tarefas de casa e da escola. As crianças também começam a mentir sobre a quantidade de tempo que passam no celular. Elas não acham nada mais interessante do que ficar no celular. Elas se sentem às vezes frustradas e tristes quando não podem usar. Precisam ficar cada vez mais tempo para poder satisfazer suas necessidades. E a gente percebe que elas têm fracassado nas tentativas de diminuir o uso”. 

        O córtex pré-frontal é a região do cérebro responsável por planejamento, tomada de decisões, autocontrole e regulação emocional, e pode não estar completamente desenvolvido até os 20 anos ou mais tarde. Em geral, de acordo com o campo da neuropediatria, os celulares estimulam vias de processamento cerebral passivas. O tempo excessivo durante o qual crianças e adolescentes passam diante de telas é um tempo em que deveriam ser estimulados pelas vias ativas. O ideal é praticar atividades para desenvolvimento da coordenação motora, da comunicação, da resolução de problemas e da sociabilidade de maneira off-line.

        Um cuidado especial deve ser tomado com as recompensas fáceis que as redes sociais ofertam ao córtex pré-frontal, prejudicando o desenvolvimento de uma região cerebral controladora de impulsos, atenção, julgamentos e tomada de decisão. Apesar de tanto se falar em vício em celular, muitos pais ainda duvidam que o dispositivo e outros eletrônicos possam viciar. A neuropediatra Letícia Sampaio responde se o cérebro infantojuvenil pode mesmo se viciar no uso de celular e demais telas: “Sim, a dependência digital ou o vício em tecnologia existe. Quando se está interagindo com um dispositivo eletrônico, muitas vezes, se tem como recompensa uma gratificação imediata por meio dos jogos ou das redes sociais, dos vídeos ou de alguma forma de entretenimento. Então, isso leva a um ciclo de recompensa que vai estimular cada vez mais o uso contínuo dos aplicativos desses conteúdos digitais. Eles são projetados para ser envolventes e estimulantes, o que leva a um comportamento mais compulsivo. É aquela necessidade de verificar toda hora o telefone: a pessoa não pode ficar off-line nem um minuto, tem medo de perder algo que seja importante nas redes sociais”. 

Adaptado de: https://ufmg.br/comunicacao/noticias/vicio-aoalcance-das-maos-uso-abusivo-infanto-juvenil-de-celulares. Acesso em: 6 mar. 2025. 
Referente à funcionalidade das expressões em destaque, assinale a alternativa correta.  
Alternativas
Q3548309 Português
A palavra é nomofobia

Em série de reportagens da Rádio UFMG Educativa, especialistas analisam as implicações da dependência digital e do uso excessivo de celulares pelas crianças

Por UFMG | Pesquisa e Inovação

        As novas tecnologias, como smartphones, tablets e outros dispositivos digitais móveis, provocaram a incorporação de uma nova palavra ao léxico especializado: nomofobia. O termo se refere ao uso exacerbado e dependente do celular e de outras tecnologias digitais. Desde 2018, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece a dependência digital como transtorno: ela desencadeia um medo irracional de estar sem o celular ou sem aparelhos eletrônicos no geral.

        A doença está listada na chamada Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID). Nos Estados Unidos, pesquisa realizada pela Common Sense Media trouxe resultados alarmantes: metade dos adolescentes se sentem viciados em usar o celular. Na UFMG, alguns estudos avaliam as consequências do vício em celular. Um deles foi realizado pela psiquiatra Júlia Khoury, que se dedicou no mestrado, no doutorado e no pós-doutorado a compreender a dependência digital.

        Júlia Khoury ensina como identificar crianças e adolescentes viciados no celular: “A criança ou adolescente aumenta cada vez mais o seu tempo de exposição. O tempo gasto nas telas impede a realização ou diminui a realização de outras atividades, principalmente aquelas de que gostava e que são incompatíveis com o smartphone, como esportes e o contato com a natureza. Além disso, a pessoa pode alterar seu comportamento. Uma criança que era tranquila começa a ficar agressiva. Uma criança que interagia bem começa a ficar mais introspectiva e deixa de interagir com as pessoas”, explica a pesquisadora.

[...] 

        Ainda na UFMG, a terapeuta ocupacional e doutora em Medicina Molecular Renata Santos estudou as associações entre tempo de tela e saúde mental. Ela também indica como perceber a nomofobia infantojuvenil: “Ela aparece quando começa a atrapalhar as outras atividades, quando começam os atrasos na entrega de tarefas de casa e da escola. As crianças também começam a mentir sobre a quantidade de tempo que passam no celular. Elas não acham nada mais interessante do que ficar no celular. Elas se sentem às vezes frustradas e tristes quando não podem usar. Precisam ficar cada vez mais tempo para poder satisfazer suas necessidades. E a gente percebe que elas têm fracassado nas tentativas de diminuir o uso”. 

        O córtex pré-frontal é a região do cérebro responsável por planejamento, tomada de decisões, autocontrole e regulação emocional, e pode não estar completamente desenvolvido até os 20 anos ou mais tarde. Em geral, de acordo com o campo da neuropediatria, os celulares estimulam vias de processamento cerebral passivas. O tempo excessivo durante o qual crianças e adolescentes passam diante de telas é um tempo em que deveriam ser estimulados pelas vias ativas. O ideal é praticar atividades para desenvolvimento da coordenação motora, da comunicação, da resolução de problemas e da sociabilidade de maneira off-line.

        Um cuidado especial deve ser tomado com as recompensas fáceis que as redes sociais ofertam ao córtex pré-frontal, prejudicando o desenvolvimento de uma região cerebral controladora de impulsos, atenção, julgamentos e tomada de decisão. Apesar de tanto se falar em vício em celular, muitos pais ainda duvidam que o dispositivo e outros eletrônicos possam viciar. A neuropediatra Letícia Sampaio responde se o cérebro infantojuvenil pode mesmo se viciar no uso de celular e demais telas: “Sim, a dependência digital ou o vício em tecnologia existe. Quando se está interagindo com um dispositivo eletrônico, muitas vezes, se tem como recompensa uma gratificação imediata por meio dos jogos ou das redes sociais, dos vídeos ou de alguma forma de entretenimento. Então, isso leva a um ciclo de recompensa que vai estimular cada vez mais o uso contínuo dos aplicativos desses conteúdos digitais. Eles são projetados para ser envolventes e estimulantes, o que leva a um comportamento mais compulsivo. É aquela necessidade de verificar toda hora o telefone: a pessoa não pode ficar off-line nem um minuto, tem medo de perder algo que seja importante nas redes sociais”. 

Adaptado de: https://ufmg.br/comunicacao/noticias/vicio-aoalcance-das-maos-uso-abusivo-infanto-juvenil-de-celulares. Acesso em: 6 mar. 2025. 
Em “É aquela necessidade de verificar toda hora o telefone [...]”, as expressões destacadas podem ser substituídas – sem alteração semântica e de forma correta –, respectivamente, por
Alternativas
Q3548308 Português
A palavra é nomofobia

Em série de reportagens da Rádio UFMG Educativa, especialistas analisam as implicações da dependência digital e do uso excessivo de celulares pelas crianças

Por UFMG | Pesquisa e Inovação

        As novas tecnologias, como smartphones, tablets e outros dispositivos digitais móveis, provocaram a incorporação de uma nova palavra ao léxico especializado: nomofobia. O termo se refere ao uso exacerbado e dependente do celular e de outras tecnologias digitais. Desde 2018, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece a dependência digital como transtorno: ela desencadeia um medo irracional de estar sem o celular ou sem aparelhos eletrônicos no geral.

        A doença está listada na chamada Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID). Nos Estados Unidos, pesquisa realizada pela Common Sense Media trouxe resultados alarmantes: metade dos adolescentes se sentem viciados em usar o celular. Na UFMG, alguns estudos avaliam as consequências do vício em celular. Um deles foi realizado pela psiquiatra Júlia Khoury, que se dedicou no mestrado, no doutorado e no pós-doutorado a compreender a dependência digital.

        Júlia Khoury ensina como identificar crianças e adolescentes viciados no celular: “A criança ou adolescente aumenta cada vez mais o seu tempo de exposição. O tempo gasto nas telas impede a realização ou diminui a realização de outras atividades, principalmente aquelas de que gostava e que são incompatíveis com o smartphone, como esportes e o contato com a natureza. Além disso, a pessoa pode alterar seu comportamento. Uma criança que era tranquila começa a ficar agressiva. Uma criança que interagia bem começa a ficar mais introspectiva e deixa de interagir com as pessoas”, explica a pesquisadora.

[...] 

        Ainda na UFMG, a terapeuta ocupacional e doutora em Medicina Molecular Renata Santos estudou as associações entre tempo de tela e saúde mental. Ela também indica como perceber a nomofobia infantojuvenil: “Ela aparece quando começa a atrapalhar as outras atividades, quando começam os atrasos na entrega de tarefas de casa e da escola. As crianças também começam a mentir sobre a quantidade de tempo que passam no celular. Elas não acham nada mais interessante do que ficar no celular. Elas se sentem às vezes frustradas e tristes quando não podem usar. Precisam ficar cada vez mais tempo para poder satisfazer suas necessidades. E a gente percebe que elas têm fracassado nas tentativas de diminuir o uso”. 

        O córtex pré-frontal é a região do cérebro responsável por planejamento, tomada de decisões, autocontrole e regulação emocional, e pode não estar completamente desenvolvido até os 20 anos ou mais tarde. Em geral, de acordo com o campo da neuropediatria, os celulares estimulam vias de processamento cerebral passivas. O tempo excessivo durante o qual crianças e adolescentes passam diante de telas é um tempo em que deveriam ser estimulados pelas vias ativas. O ideal é praticar atividades para desenvolvimento da coordenação motora, da comunicação, da resolução de problemas e da sociabilidade de maneira off-line.

        Um cuidado especial deve ser tomado com as recompensas fáceis que as redes sociais ofertam ao córtex pré-frontal, prejudicando o desenvolvimento de uma região cerebral controladora de impulsos, atenção, julgamentos e tomada de decisão. Apesar de tanto se falar em vício em celular, muitos pais ainda duvidam que o dispositivo e outros eletrônicos possam viciar. A neuropediatra Letícia Sampaio responde se o cérebro infantojuvenil pode mesmo se viciar no uso de celular e demais telas: “Sim, a dependência digital ou o vício em tecnologia existe. Quando se está interagindo com um dispositivo eletrônico, muitas vezes, se tem como recompensa uma gratificação imediata por meio dos jogos ou das redes sociais, dos vídeos ou de alguma forma de entretenimento. Então, isso leva a um ciclo de recompensa que vai estimular cada vez mais o uso contínuo dos aplicativos desses conteúdos digitais. Eles são projetados para ser envolventes e estimulantes, o que leva a um comportamento mais compulsivo. É aquela necessidade de verificar toda hora o telefone: a pessoa não pode ficar off-line nem um minuto, tem medo de perder algo que seja importante nas redes sociais”. 

Adaptado de: https://ufmg.br/comunicacao/noticias/vicio-aoalcance-das-maos-uso-abusivo-infanto-juvenil-de-celulares. Acesso em: 6 mar. 2025. 
Analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta a(s) correta(s).
I. Em “Eles são projetados para ser envolventes e estimulantes, o que leva a um [...]”, o termo em destaque introduz uma relação subordinada adverbial causal por ligar a ideia anterior à consequência posposta.
II. Em “Uma criança que era tranquila começa a ficar agressiva [...]”, o termo em destaque materializa uma função subordinada adjetiva restritiva ao retomar o termo antecedente.
III. Em “[...] foi realizado pela psiquiatra Júlia Khoury, que se dedicou [...]”, o termo em destaque constitui um complemento ao nome da psiquiatra, o que assegura uma posição livre na oração. 
Alternativas
Q3548307 Português
A palavra é nomofobia

Em série de reportagens da Rádio UFMG Educativa, especialistas analisam as implicações da dependência digital e do uso excessivo de celulares pelas crianças

Por UFMG | Pesquisa e Inovação

        As novas tecnologias, como smartphones, tablets e outros dispositivos digitais móveis, provocaram a incorporação de uma nova palavra ao léxico especializado: nomofobia. O termo se refere ao uso exacerbado e dependente do celular e de outras tecnologias digitais. Desde 2018, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece a dependência digital como transtorno: ela desencadeia um medo irracional de estar sem o celular ou sem aparelhos eletrônicos no geral.

        A doença está listada na chamada Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID). Nos Estados Unidos, pesquisa realizada pela Common Sense Media trouxe resultados alarmantes: metade dos adolescentes se sentem viciados em usar o celular. Na UFMG, alguns estudos avaliam as consequências do vício em celular. Um deles foi realizado pela psiquiatra Júlia Khoury, que se dedicou no mestrado, no doutorado e no pós-doutorado a compreender a dependência digital.

        Júlia Khoury ensina como identificar crianças e adolescentes viciados no celular: “A criança ou adolescente aumenta cada vez mais o seu tempo de exposição. O tempo gasto nas telas impede a realização ou diminui a realização de outras atividades, principalmente aquelas de que gostava e que são incompatíveis com o smartphone, como esportes e o contato com a natureza. Além disso, a pessoa pode alterar seu comportamento. Uma criança que era tranquila começa a ficar agressiva. Uma criança que interagia bem começa a ficar mais introspectiva e deixa de interagir com as pessoas”, explica a pesquisadora.

[...] 

        Ainda na UFMG, a terapeuta ocupacional e doutora em Medicina Molecular Renata Santos estudou as associações entre tempo de tela e saúde mental. Ela também indica como perceber a nomofobia infantojuvenil: “Ela aparece quando começa a atrapalhar as outras atividades, quando começam os atrasos na entrega de tarefas de casa e da escola. As crianças também começam a mentir sobre a quantidade de tempo que passam no celular. Elas não acham nada mais interessante do que ficar no celular. Elas se sentem às vezes frustradas e tristes quando não podem usar. Precisam ficar cada vez mais tempo para poder satisfazer suas necessidades. E a gente percebe que elas têm fracassado nas tentativas de diminuir o uso”. 

        O córtex pré-frontal é a região do cérebro responsável por planejamento, tomada de decisões, autocontrole e regulação emocional, e pode não estar completamente desenvolvido até os 20 anos ou mais tarde. Em geral, de acordo com o campo da neuropediatria, os celulares estimulam vias de processamento cerebral passivas. O tempo excessivo durante o qual crianças e adolescentes passam diante de telas é um tempo em que deveriam ser estimulados pelas vias ativas. O ideal é praticar atividades para desenvolvimento da coordenação motora, da comunicação, da resolução de problemas e da sociabilidade de maneira off-line.

        Um cuidado especial deve ser tomado com as recompensas fáceis que as redes sociais ofertam ao córtex pré-frontal, prejudicando o desenvolvimento de uma região cerebral controladora de impulsos, atenção, julgamentos e tomada de decisão. Apesar de tanto se falar em vício em celular, muitos pais ainda duvidam que o dispositivo e outros eletrônicos possam viciar. A neuropediatra Letícia Sampaio responde se o cérebro infantojuvenil pode mesmo se viciar no uso de celular e demais telas: “Sim, a dependência digital ou o vício em tecnologia existe. Quando se está interagindo com um dispositivo eletrônico, muitas vezes, se tem como recompensa uma gratificação imediata por meio dos jogos ou das redes sociais, dos vídeos ou de alguma forma de entretenimento. Então, isso leva a um ciclo de recompensa que vai estimular cada vez mais o uso contínuo dos aplicativos desses conteúdos digitais. Eles são projetados para ser envolventes e estimulantes, o que leva a um comportamento mais compulsivo. É aquela necessidade de verificar toda hora o telefone: a pessoa não pode ficar off-line nem um minuto, tem medo de perder algo que seja importante nas redes sociais”. 

Adaptado de: https://ufmg.br/comunicacao/noticias/vicio-aoalcance-das-maos-uso-abusivo-infanto-juvenil-de-celulares. Acesso em: 6 mar. 2025. 
Assinale a alternativa que apresenta, em relação à concordância, uma reescrita INCORRETA de frases adaptadas do texto.
Alternativas
Q3548306 Português
A palavra é nomofobia

Em série de reportagens da Rádio UFMG Educativa, especialistas analisam as implicações da dependência digital e do uso excessivo de celulares pelas crianças

Por UFMG | Pesquisa e Inovação

        As novas tecnologias, como smartphones, tablets e outros dispositivos digitais móveis, provocaram a incorporação de uma nova palavra ao léxico especializado: nomofobia. O termo se refere ao uso exacerbado e dependente do celular e de outras tecnologias digitais. Desde 2018, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece a dependência digital como transtorno: ela desencadeia um medo irracional de estar sem o celular ou sem aparelhos eletrônicos no geral.

        A doença está listada na chamada Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID). Nos Estados Unidos, pesquisa realizada pela Common Sense Media trouxe resultados alarmantes: metade dos adolescentes se sentem viciados em usar o celular. Na UFMG, alguns estudos avaliam as consequências do vício em celular. Um deles foi realizado pela psiquiatra Júlia Khoury, que se dedicou no mestrado, no doutorado e no pós-doutorado a compreender a dependência digital.

        Júlia Khoury ensina como identificar crianças e adolescentes viciados no celular: “A criança ou adolescente aumenta cada vez mais o seu tempo de exposição. O tempo gasto nas telas impede a realização ou diminui a realização de outras atividades, principalmente aquelas de que gostava e que são incompatíveis com o smartphone, como esportes e o contato com a natureza. Além disso, a pessoa pode alterar seu comportamento. Uma criança que era tranquila começa a ficar agressiva. Uma criança que interagia bem começa a ficar mais introspectiva e deixa de interagir com as pessoas”, explica a pesquisadora.

[...] 

        Ainda na UFMG, a terapeuta ocupacional e doutora em Medicina Molecular Renata Santos estudou as associações entre tempo de tela e saúde mental. Ela também indica como perceber a nomofobia infantojuvenil: “Ela aparece quando começa a atrapalhar as outras atividades, quando começam os atrasos na entrega de tarefas de casa e da escola. As crianças também começam a mentir sobre a quantidade de tempo que passam no celular. Elas não acham nada mais interessante do que ficar no celular. Elas se sentem às vezes frustradas e tristes quando não podem usar. Precisam ficar cada vez mais tempo para poder satisfazer suas necessidades. E a gente percebe que elas têm fracassado nas tentativas de diminuir o uso”. 

        O córtex pré-frontal é a região do cérebro responsável por planejamento, tomada de decisões, autocontrole e regulação emocional, e pode não estar completamente desenvolvido até os 20 anos ou mais tarde. Em geral, de acordo com o campo da neuropediatria, os celulares estimulam vias de processamento cerebral passivas. O tempo excessivo durante o qual crianças e adolescentes passam diante de telas é um tempo em que deveriam ser estimulados pelas vias ativas. O ideal é praticar atividades para desenvolvimento da coordenação motora, da comunicação, da resolução de problemas e da sociabilidade de maneira off-line.

        Um cuidado especial deve ser tomado com as recompensas fáceis que as redes sociais ofertam ao córtex pré-frontal, prejudicando o desenvolvimento de uma região cerebral controladora de impulsos, atenção, julgamentos e tomada de decisão. Apesar de tanto se falar em vício em celular, muitos pais ainda duvidam que o dispositivo e outros eletrônicos possam viciar. A neuropediatra Letícia Sampaio responde se o cérebro infantojuvenil pode mesmo se viciar no uso de celular e demais telas: “Sim, a dependência digital ou o vício em tecnologia existe. Quando se está interagindo com um dispositivo eletrônico, muitas vezes, se tem como recompensa uma gratificação imediata por meio dos jogos ou das redes sociais, dos vídeos ou de alguma forma de entretenimento. Então, isso leva a um ciclo de recompensa que vai estimular cada vez mais o uso contínuo dos aplicativos desses conteúdos digitais. Eles são projetados para ser envolventes e estimulantes, o que leva a um comportamento mais compulsivo. É aquela necessidade de verificar toda hora o telefone: a pessoa não pode ficar off-line nem um minuto, tem medo de perder algo que seja importante nas redes sociais”. 

Adaptado de: https://ufmg.br/comunicacao/noticias/vicio-aoalcance-das-maos-uso-abusivo-infanto-juvenil-de-celulares. Acesso em: 6 mar. 2025. 
No trecho “Apesar de tanto se falar em vício em celular [...]”, a expressão em destaque indica uma noção
Alternativas
Q3548305 Português
A palavra é nomofobia

Em série de reportagens da Rádio UFMG Educativa, especialistas analisam as implicações da dependência digital e do uso excessivo de celulares pelas crianças

Por UFMG | Pesquisa e Inovação

        As novas tecnologias, como smartphones, tablets e outros dispositivos digitais móveis, provocaram a incorporação de uma nova palavra ao léxico especializado: nomofobia. O termo se refere ao uso exacerbado e dependente do celular e de outras tecnologias digitais. Desde 2018, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece a dependência digital como transtorno: ela desencadeia um medo irracional de estar sem o celular ou sem aparelhos eletrônicos no geral.

        A doença está listada na chamada Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID). Nos Estados Unidos, pesquisa realizada pela Common Sense Media trouxe resultados alarmantes: metade dos adolescentes se sentem viciados em usar o celular. Na UFMG, alguns estudos avaliam as consequências do vício em celular. Um deles foi realizado pela psiquiatra Júlia Khoury, que se dedicou no mestrado, no doutorado e no pós-doutorado a compreender a dependência digital.

        Júlia Khoury ensina como identificar crianças e adolescentes viciados no celular: “A criança ou adolescente aumenta cada vez mais o seu tempo de exposição. O tempo gasto nas telas impede a realização ou diminui a realização de outras atividades, principalmente aquelas de que gostava e que são incompatíveis com o smartphone, como esportes e o contato com a natureza. Além disso, a pessoa pode alterar seu comportamento. Uma criança que era tranquila começa a ficar agressiva. Uma criança que interagia bem começa a ficar mais introspectiva e deixa de interagir com as pessoas”, explica a pesquisadora.

[...] 

        Ainda na UFMG, a terapeuta ocupacional e doutora em Medicina Molecular Renata Santos estudou as associações entre tempo de tela e saúde mental. Ela também indica como perceber a nomofobia infantojuvenil: “Ela aparece quando começa a atrapalhar as outras atividades, quando começam os atrasos na entrega de tarefas de casa e da escola. As crianças também começam a mentir sobre a quantidade de tempo que passam no celular. Elas não acham nada mais interessante do que ficar no celular. Elas se sentem às vezes frustradas e tristes quando não podem usar. Precisam ficar cada vez mais tempo para poder satisfazer suas necessidades. E a gente percebe que elas têm fracassado nas tentativas de diminuir o uso”. 

        O córtex pré-frontal é a região do cérebro responsável por planejamento, tomada de decisões, autocontrole e regulação emocional, e pode não estar completamente desenvolvido até os 20 anos ou mais tarde. Em geral, de acordo com o campo da neuropediatria, os celulares estimulam vias de processamento cerebral passivas. O tempo excessivo durante o qual crianças e adolescentes passam diante de telas é um tempo em que deveriam ser estimulados pelas vias ativas. O ideal é praticar atividades para desenvolvimento da coordenação motora, da comunicação, da resolução de problemas e da sociabilidade de maneira off-line.

        Um cuidado especial deve ser tomado com as recompensas fáceis que as redes sociais ofertam ao córtex pré-frontal, prejudicando o desenvolvimento de uma região cerebral controladora de impulsos, atenção, julgamentos e tomada de decisão. Apesar de tanto se falar em vício em celular, muitos pais ainda duvidam que o dispositivo e outros eletrônicos possam viciar. A neuropediatra Letícia Sampaio responde se o cérebro infantojuvenil pode mesmo se viciar no uso de celular e demais telas: “Sim, a dependência digital ou o vício em tecnologia existe. Quando se está interagindo com um dispositivo eletrônico, muitas vezes, se tem como recompensa uma gratificação imediata por meio dos jogos ou das redes sociais, dos vídeos ou de alguma forma de entretenimento. Então, isso leva a um ciclo de recompensa que vai estimular cada vez mais o uso contínuo dos aplicativos desses conteúdos digitais. Eles são projetados para ser envolventes e estimulantes, o que leva a um comportamento mais compulsivo. É aquela necessidade de verificar toda hora o telefone: a pessoa não pode ficar off-line nem um minuto, tem medo de perder algo que seja importante nas redes sociais”. 

Adaptado de: https://ufmg.br/comunicacao/noticias/vicio-aoalcance-das-maos-uso-abusivo-infanto-juvenil-de-celulares. Acesso em: 6 mar. 2025. 
A respeito de aspectos estruturais do texto, com base em alguns trechos, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta.
( ) O texto tem uma composição argumentativa por defender a ideia de um novo tipo de dependência digital, fato comprovado neste trecho: “As novas tecnologias [...] provocaram a incorporação de uma nova palavra ao léxico especializado: nomofobia [...]”.
( ) Em “Júlia Khoury ensina como identificar crianças e adolescentes viciados no celular: ‘A criança ou adolescente aumenta cada vez mais o seu tempo de exposição [...]’”, identifica-se uma noção instrutiva do texto, a fim de fornecer orientações ao leitor, persuadindo-o.
( ) O texto assume uma composição expositiva por transmitir informações sobre dependência digital, respaldadas em especialistas e agências, como no trecho: “[...] a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece a dependência digital como transtorno [...]”.
Alternativas
Q3548304 Português
A palavra é nomofobia

Em série de reportagens da Rádio UFMG Educativa, especialistas analisam as implicações da dependência digital e do uso excessivo de celulares pelas crianças

Por UFMG | Pesquisa e Inovação

        As novas tecnologias, como smartphones, tablets e outros dispositivos digitais móveis, provocaram a incorporação de uma nova palavra ao léxico especializado: nomofobia. O termo se refere ao uso exacerbado e dependente do celular e de outras tecnologias digitais. Desde 2018, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece a dependência digital como transtorno: ela desencadeia um medo irracional de estar sem o celular ou sem aparelhos eletrônicos no geral.

        A doença está listada na chamada Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID). Nos Estados Unidos, pesquisa realizada pela Common Sense Media trouxe resultados alarmantes: metade dos adolescentes se sentem viciados em usar o celular. Na UFMG, alguns estudos avaliam as consequências do vício em celular. Um deles foi realizado pela psiquiatra Júlia Khoury, que se dedicou no mestrado, no doutorado e no pós-doutorado a compreender a dependência digital.

        Júlia Khoury ensina como identificar crianças e adolescentes viciados no celular: “A criança ou adolescente aumenta cada vez mais o seu tempo de exposição. O tempo gasto nas telas impede a realização ou diminui a realização de outras atividades, principalmente aquelas de que gostava e que são incompatíveis com o smartphone, como esportes e o contato com a natureza. Além disso, a pessoa pode alterar seu comportamento. Uma criança que era tranquila começa a ficar agressiva. Uma criança que interagia bem começa a ficar mais introspectiva e deixa de interagir com as pessoas”, explica a pesquisadora.

[...] 

        Ainda na UFMG, a terapeuta ocupacional e doutora em Medicina Molecular Renata Santos estudou as associações entre tempo de tela e saúde mental. Ela também indica como perceber a nomofobia infantojuvenil: “Ela aparece quando começa a atrapalhar as outras atividades, quando começam os atrasos na entrega de tarefas de casa e da escola. As crianças também começam a mentir sobre a quantidade de tempo que passam no celular. Elas não acham nada mais interessante do que ficar no celular. Elas se sentem às vezes frustradas e tristes quando não podem usar. Precisam ficar cada vez mais tempo para poder satisfazer suas necessidades. E a gente percebe que elas têm fracassado nas tentativas de diminuir o uso”. 

        O córtex pré-frontal é a região do cérebro responsável por planejamento, tomada de decisões, autocontrole e regulação emocional, e pode não estar completamente desenvolvido até os 20 anos ou mais tarde. Em geral, de acordo com o campo da neuropediatria, os celulares estimulam vias de processamento cerebral passivas. O tempo excessivo durante o qual crianças e adolescentes passam diante de telas é um tempo em que deveriam ser estimulados pelas vias ativas. O ideal é praticar atividades para desenvolvimento da coordenação motora, da comunicação, da resolução de problemas e da sociabilidade de maneira off-line.

        Um cuidado especial deve ser tomado com as recompensas fáceis que as redes sociais ofertam ao córtex pré-frontal, prejudicando o desenvolvimento de uma região cerebral controladora de impulsos, atenção, julgamentos e tomada de decisão. Apesar de tanto se falar em vício em celular, muitos pais ainda duvidam que o dispositivo e outros eletrônicos possam viciar. A neuropediatra Letícia Sampaio responde se o cérebro infantojuvenil pode mesmo se viciar no uso de celular e demais telas: “Sim, a dependência digital ou o vício em tecnologia existe. Quando se está interagindo com um dispositivo eletrônico, muitas vezes, se tem como recompensa uma gratificação imediata por meio dos jogos ou das redes sociais, dos vídeos ou de alguma forma de entretenimento. Então, isso leva a um ciclo de recompensa que vai estimular cada vez mais o uso contínuo dos aplicativos desses conteúdos digitais. Eles são projetados para ser envolventes e estimulantes, o que leva a um comportamento mais compulsivo. É aquela necessidade de verificar toda hora o telefone: a pessoa não pode ficar off-line nem um minuto, tem medo de perder algo que seja importante nas redes sociais”. 

Adaptado de: https://ufmg.br/comunicacao/noticias/vicio-aoalcance-das-maos-uso-abusivo-infanto-juvenil-de-celulares. Acesso em: 6 mar. 2025. 
De acordo com o texto, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3541349 Português
Para o desenvolvimento de um projeto de leitura com estudantes do ensino médio, a professora de língua portuguesa definiu todos os objetivos e todas as atividades a serem aplicadas, ao longo do trabalho, com base na concepção de leitura como processo de interação. Partindo desse pressuposto, ao encerrar as atividades do projeto, a professora realizou uma avaliação diagnóstica com os estudantes participantes, por meio da qual constatou que o projeto obteve sucesso em todos os objetivos traçados. Diante disso, é correto afirmar que, ao longo da aplicação do projeto,
Alternativas
Q3541348 Português
Em relação ao novo acordo ortográfico, assinale a alternativa INCORRETA. 
Alternativas
Q3541347 Português
Sobre as regras de uso do hífen estabelecidas pelo novo acordo ortográfico, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3541346 Pedagogia
Ao definir as metas para o ano letivo que se inicia, um grupo de professores do ensino médio debate sobre a necessidade do trabalho com as modalidades escrita e oral da língua nas aulas de português. A respeito disso, para o estabelecimento dos parâmetros que devem direcionar tais atividades, os professores concordam em adotar uma concepção interacional e sociocognitiva da linguagem. Assim, sobre a abordagem das modalidades da fala e da escrita nas aulas de português, é correto afirmar que os referidos professores devem considerar que
Alternativas
Q3541345 Português
Informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta.

( ) Além do uso de itens gramaticais para remissão a referentes textuais, a coesão referencial pode ser obtida por meio da elipse.

( ) A metáfora é uma figura de linguagem que ocorre quando dois elementos (pessoas ou coisas) são unidos por nexo comparativo e são confrontados com o objetivo de lhes destacar as características em comum, as semelhanças, visando a um efeito expressivo.

( ) Denomina-se coerência a forma como os elementos linguísticos se interconectam na superfície textual.

( ) Em língua portuguesa, predomina a ordem direta dos termos da oração, apesar disso, inversões dos termos por motivações estilísticas podem ocorrer sem prejuízo das regras gramaticais.
Alternativas
Q3541344 Português
Quanto à classificação dos vocábulos em língua portuguesa, preencha as lacunas e assinale a alternativa correta.
___________ é, pelo critério sintático e funcional, a classe de palavras que integra o núcleo do sintagma nominal podendo exercer a função de sujeito; de outro modo, __________ é, pelo critério funcional e morfológico, a classe de palavras que atua como um modificador invariável.
Alternativas
Q3541343 Português
Texto 3

A SELVA DOS TEMPOS VERBAIS

Alessandro Boechat de Medeiro


   No português e em muitas línguas, verbos expressam tempo. Por exemplo, na frase (1) abaixo, sabemos pela terminação do verbo comprar que a ação que ele designa ocorreu no passado, ou seja, antes do momento em que a frase foi dita:

(1) Mario comprou uma vara de pesca.
    A terminação -ou, que exprime esse passado, é adicionada à raiz verbal compr-, raiz de um verbo regular de primeira conjugação da língua. Sabemos das nossas aulas de português na escola que essa terminação não codifica somente o tempo passado, mas também outras coisas importantes, como a concordância com o sujeito, o aspecto e o modo, pelo menos.

   As línguas do mundo variam no que diz respeito ao que “colocam” no verbo. Por exemplo, além do tempo e do aspecto, os verbos podem carregar concordâncias de sujeito e objeto – como é o caso da língua georgiana, língua caucasiana meridional falada na Geórgia. Podem expressar inúmeras coisas através de partículas ou morfemas acoplados: concordâncias, advérbios, objetos indiretos etc. – como é o caso da língua terena, língua aruak falada principalmente no Mato Grosso do Sul. Podem simplesmente não expressar tempo algum nem concordâncias com afixos, recorrendo, para a veiculação do tempo dos acontecimentos descritos, a advérbios ou partículas, que podem estar em outras partes da frase – como acontece com o mandarim, língua sino-tibetana falada por mais ou menos 850 milhões de pessoas na China. Contudo, grande parte das línguas estudadas pelos linguistas e antropólogos expressa alguma dimensão temporal no verbo [...].


Disponível em: https://lefufrj.wordpress.com/wpcontent/uploads/2023/12/1702995734270_ebook_noslinguistica.pdf. Acesso em: 04 de abr. de 2025. 
Analise o seguinte excerto retirado do Texto 3:
“Por exemplo, na frase (1) abaixo, sabemos pela terminação do verbo comprar que a ação que ele designa ocorreu no passado, ou seja, antes do momento em que a frase foi dita:
(1) Mario comprou uma vara de pesca. A terminação -ou, que exprime esse passado, é adicionada à raiz verbal compr-, raiz de um verbo regular de primeira conjugação da língua.”.
O excerto apresentado é centrado em qual elemento da comunicação?
Alternativas
Q3541342 Português
Texto 3

A SELVA DOS TEMPOS VERBAIS

Alessandro Boechat de Medeiro


   No português e em muitas línguas, verbos expressam tempo. Por exemplo, na frase (1) abaixo, sabemos pela terminação do verbo comprar que a ação que ele designa ocorreu no passado, ou seja, antes do momento em que a frase foi dita:

(1) Mario comprou uma vara de pesca.
    A terminação -ou, que exprime esse passado, é adicionada à raiz verbal compr-, raiz de um verbo regular de primeira conjugação da língua. Sabemos das nossas aulas de português na escola que essa terminação não codifica somente o tempo passado, mas também outras coisas importantes, como a concordância com o sujeito, o aspecto e o modo, pelo menos.

   As línguas do mundo variam no que diz respeito ao que “colocam” no verbo. Por exemplo, além do tempo e do aspecto, os verbos podem carregar concordâncias de sujeito e objeto – como é o caso da língua georgiana, língua caucasiana meridional falada na Geórgia. Podem expressar inúmeras coisas através de partículas ou morfemas acoplados: concordâncias, advérbios, objetos indiretos etc. – como é o caso da língua terena, língua aruak falada principalmente no Mato Grosso do Sul. Podem simplesmente não expressar tempo algum nem concordâncias com afixos, recorrendo, para a veiculação do tempo dos acontecimentos descritos, a advérbios ou partículas, que podem estar em outras partes da frase – como acontece com o mandarim, língua sino-tibetana falada por mais ou menos 850 milhões de pessoas na China. Contudo, grande parte das línguas estudadas pelos linguistas e antropólogos expressa alguma dimensão temporal no verbo [...].


Disponível em: https://lefufrj.wordpress.com/wpcontent/uploads/2023/12/1702995734270_ebook_noslinguistica.pdf. Acesso em: 04 de abr. de 2025. 
Quanto aos seguintes verbos retirados do Texto 3, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3541341 Português
Texto 3

A SELVA DOS TEMPOS VERBAIS

Alessandro Boechat de Medeiro


   No português e em muitas línguas, verbos expressam tempo. Por exemplo, na frase (1) abaixo, sabemos pela terminação do verbo comprar que a ação que ele designa ocorreu no passado, ou seja, antes do momento em que a frase foi dita:

(1) Mario comprou uma vara de pesca.
    A terminação -ou, que exprime esse passado, é adicionada à raiz verbal compr-, raiz de um verbo regular de primeira conjugação da língua. Sabemos das nossas aulas de português na escola que essa terminação não codifica somente o tempo passado, mas também outras coisas importantes, como a concordância com o sujeito, o aspecto e o modo, pelo menos.

   As línguas do mundo variam no que diz respeito ao que “colocam” no verbo. Por exemplo, além do tempo e do aspecto, os verbos podem carregar concordâncias de sujeito e objeto – como é o caso da língua georgiana, língua caucasiana meridional falada na Geórgia. Podem expressar inúmeras coisas através de partículas ou morfemas acoplados: concordâncias, advérbios, objetos indiretos etc. – como é o caso da língua terena, língua aruak falada principalmente no Mato Grosso do Sul. Podem simplesmente não expressar tempo algum nem concordâncias com afixos, recorrendo, para a veiculação do tempo dos acontecimentos descritos, a advérbios ou partículas, que podem estar em outras partes da frase – como acontece com o mandarim, língua sino-tibetana falada por mais ou menos 850 milhões de pessoas na China. Contudo, grande parte das línguas estudadas pelos linguistas e antropólogos expressa alguma dimensão temporal no verbo [...].


Disponível em: https://lefufrj.wordpress.com/wpcontent/uploads/2023/12/1702995734270_ebook_noslinguistica.pdf. Acesso em: 04 de abr. de 2025. 
Analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta a(s) correta(s).

I. Em “No português e em muitas línguas, verbos expressam tempo.”, o uso da vírgula é motivado pelo deslocamento do adjunto adnominal.

II. Em “A terminação -ou, que exprime esse passado, é adicionada à raiz verbal compr- [...]”, as vírgulas são utilizadas para isolar uma oração adjetiva explicativa.

III. Em “Podem expressar inúmeras coisas através de partículas ou morfemas acoplados: concordâncias, advérbios, objetos indiretos etc.”, o uso dos dois-pontos é motivado pela introdução de uma enumeração explicativa.
Alternativas
Q3541340 Português
Texto 3

A SELVA DOS TEMPOS VERBAIS

Alessandro Boechat de Medeiro


   No português e em muitas línguas, verbos expressam tempo. Por exemplo, na frase (1) abaixo, sabemos pela terminação do verbo comprar que a ação que ele designa ocorreu no passado, ou seja, antes do momento em que a frase foi dita:

(1) Mario comprou uma vara de pesca.
    A terminação -ou, que exprime esse passado, é adicionada à raiz verbal compr-, raiz de um verbo regular de primeira conjugação da língua. Sabemos das nossas aulas de português na escola que essa terminação não codifica somente o tempo passado, mas também outras coisas importantes, como a concordância com o sujeito, o aspecto e o modo, pelo menos.

   As línguas do mundo variam no que diz respeito ao que “colocam” no verbo. Por exemplo, além do tempo e do aspecto, os verbos podem carregar concordâncias de sujeito e objeto – como é o caso da língua georgiana, língua caucasiana meridional falada na Geórgia. Podem expressar inúmeras coisas através de partículas ou morfemas acoplados: concordâncias, advérbios, objetos indiretos etc. – como é o caso da língua terena, língua aruak falada principalmente no Mato Grosso do Sul. Podem simplesmente não expressar tempo algum nem concordâncias com afixos, recorrendo, para a veiculação do tempo dos acontecimentos descritos, a advérbios ou partículas, que podem estar em outras partes da frase – como acontece com o mandarim, língua sino-tibetana falada por mais ou menos 850 milhões de pessoas na China. Contudo, grande parte das línguas estudadas pelos linguistas e antropólogos expressa alguma dimensão temporal no verbo [...].


Disponível em: https://lefufrj.wordpress.com/wpcontent/uploads/2023/12/1702995734270_ebook_noslinguistica.pdf. Acesso em: 04 de abr. de 2025. 
Qual é a figura de linguagem presente no título do Texto 3?
Alternativas
Q3541339 Português
Texto 2


O LINGUISTA LIBERTÁRIO

Carlos Fioravanti (Jornal da Unicamp)

Quem foi e como era sua primeira professora ou professor de português?

Ataliba Castilho – Foi o professor Amaury de Assis Ferreira (1920-1995), pai do apresentador de TV Amauri Jr. Era um professor muito bom, lia e estudava muito, mostrava os livros que comprava com muito entusiasmo. De vez em quando eu ia na casa dele, meu pai era eletricista e ia trocar a resistência de seu fogão elétrico. Ele me chamava e mostrava a biblioteca e os livros que tinha comprado. Ele tinha muito prazer no que ele fazia. Pensei: “Quero ser um cara assim”. Depois peguei outros professores ótimos em São Paulo, como o Theodoro Maurer, meu orientador de doutorado. Quietinho, magrinho, filho de suíços, ele escreveu sozinho um dos trabalhos mais extensos do mundo sobre a gramática e a sintaxe do latim vulgar.

Qual sua participação no Museu da Língua Portuguesa?

Ataliba Castilho – Em 2004, Jarbas Mantovanini, que atuava na Fundação Roberto Marinho, apareceu na USP, apresentou o projeto do museu e disse que queria me fazer dois pedidos. O primeiro era dar ideias para o museu. O segundo era para fazer a linha do tempo sobre a história do português. Aryon iria fazer a parte das línguas indígenas e Yeda Pessoa de Castro, da Universidade Federal da Bahia, se ocuparia das línguas africanas. Jarbas disse para chamar quem eu quisesse. Chamei Mário Viaro e Marilza de Oliveira, os dois da USP, para fazer outras partes. Jarbas me perguntou como eu queria representar a linha do tempo, se com filmes ou painéis fixos. Preferi os painéis, porque já haveria filmes do outro lado da sala. Entreguei o projeto, ele gostou: “Está tudo muito bonito, mas no lugar do último quadro vou colocar um espelho. Todos vão percorrer aquela baita história de 2 mil anos e quando chegam no final vão ver a si mesmos”. Sabe que ele acertou na mosca? Muita gente que via a própria imagem, depois de fazer o percurso histórico, caía no choro. Uma colega de Minas, Maria Antonieta Cohen, ia no começo para ver o museu e depois para ver as pessoas quando chegavam no espelho. Ela me perguntou: “Por que será que elas choram?”. Fiquei pensando muito naquilo. As pessoas choravam, decerto, porque viam ali sua identidade. O que é a língua portuguesa? Sou eu, que represento agora todo esse percurso. A língua é minha identidade.


Adaptado de: https://unicamp.br/unicamp/ju/noticias/2017/10/06/olinguista-libertario/. Acesso em: 04 de abr. de 2025.
Sobre as regras de concordância da língua portuguesa e a flexão dos vocábulos, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3541338 Português
Texto 2


O LINGUISTA LIBERTÁRIO

Carlos Fioravanti (Jornal da Unicamp)

Quem foi e como era sua primeira professora ou professor de português?

Ataliba Castilho – Foi o professor Amaury de Assis Ferreira (1920-1995), pai do apresentador de TV Amauri Jr. Era um professor muito bom, lia e estudava muito, mostrava os livros que comprava com muito entusiasmo. De vez em quando eu ia na casa dele, meu pai era eletricista e ia trocar a resistência de seu fogão elétrico. Ele me chamava e mostrava a biblioteca e os livros que tinha comprado. Ele tinha muito prazer no que ele fazia. Pensei: “Quero ser um cara assim”. Depois peguei outros professores ótimos em São Paulo, como o Theodoro Maurer, meu orientador de doutorado. Quietinho, magrinho, filho de suíços, ele escreveu sozinho um dos trabalhos mais extensos do mundo sobre a gramática e a sintaxe do latim vulgar.

Qual sua participação no Museu da Língua Portuguesa?

Ataliba Castilho – Em 2004, Jarbas Mantovanini, que atuava na Fundação Roberto Marinho, apareceu na USP, apresentou o projeto do museu e disse que queria me fazer dois pedidos. O primeiro era dar ideias para o museu. O segundo era para fazer a linha do tempo sobre a história do português. Aryon iria fazer a parte das línguas indígenas e Yeda Pessoa de Castro, da Universidade Federal da Bahia, se ocuparia das línguas africanas. Jarbas disse para chamar quem eu quisesse. Chamei Mário Viaro e Marilza de Oliveira, os dois da USP, para fazer outras partes. Jarbas me perguntou como eu queria representar a linha do tempo, se com filmes ou painéis fixos. Preferi os painéis, porque já haveria filmes do outro lado da sala. Entreguei o projeto, ele gostou: “Está tudo muito bonito, mas no lugar do último quadro vou colocar um espelho. Todos vão percorrer aquela baita história de 2 mil anos e quando chegam no final vão ver a si mesmos”. Sabe que ele acertou na mosca? Muita gente que via a própria imagem, depois de fazer o percurso histórico, caía no choro. Uma colega de Minas, Maria Antonieta Cohen, ia no começo para ver o museu e depois para ver as pessoas quando chegavam no espelho. Ela me perguntou: “Por que será que elas choram?”. Fiquei pensando muito naquilo. As pessoas choravam, decerto, porque viam ali sua identidade. O que é a língua portuguesa? Sou eu, que represento agora todo esse percurso. A língua é minha identidade.


Adaptado de: https://unicamp.br/unicamp/ju/noticias/2017/10/06/olinguista-libertario/. Acesso em: 04 de abr. de 2025.
Um professor de língua portuguesa solicitou aos estudantes que substituíssem as expressões destacadas no trecho a seguir, com o objetivo de aumentar a formalidade do texto, sem, entretanto, alterá-lo semanticamente.
“Entreguei o projeto, ele gostou: ‘Está tudo muito bonito, mas no lugar do último quadro vou colocar um espelho. Todos vão percorrer aquela baita história de 2 mil anos e quando chegam no final vão ver a si mesmos’. Sabe que ele acertou na mosca?”.
Nesse caso, fará a substituição correta e sem prejuízo para a compreensão do enunciado o estudante que, respectivamente, substituir as palavras destacadas por
Alternativas
Q3541337 Português
Texto 2


O LINGUISTA LIBERTÁRIO

Carlos Fioravanti (Jornal da Unicamp)

Quem foi e como era sua primeira professora ou professor de português?

Ataliba Castilho – Foi o professor Amaury de Assis Ferreira (1920-1995), pai do apresentador de TV Amauri Jr. Era um professor muito bom, lia e estudava muito, mostrava os livros que comprava com muito entusiasmo. De vez em quando eu ia na casa dele, meu pai era eletricista e ia trocar a resistência de seu fogão elétrico. Ele me chamava e mostrava a biblioteca e os livros que tinha comprado. Ele tinha muito prazer no que ele fazia. Pensei: “Quero ser um cara assim”. Depois peguei outros professores ótimos em São Paulo, como o Theodoro Maurer, meu orientador de doutorado. Quietinho, magrinho, filho de suíços, ele escreveu sozinho um dos trabalhos mais extensos do mundo sobre a gramática e a sintaxe do latim vulgar.

Qual sua participação no Museu da Língua Portuguesa?

Ataliba Castilho – Em 2004, Jarbas Mantovanini, que atuava na Fundação Roberto Marinho, apareceu na USP, apresentou o projeto do museu e disse que queria me fazer dois pedidos. O primeiro era dar ideias para o museu. O segundo era para fazer a linha do tempo sobre a história do português. Aryon iria fazer a parte das línguas indígenas e Yeda Pessoa de Castro, da Universidade Federal da Bahia, se ocuparia das línguas africanas. Jarbas disse para chamar quem eu quisesse. Chamei Mário Viaro e Marilza de Oliveira, os dois da USP, para fazer outras partes. Jarbas me perguntou como eu queria representar a linha do tempo, se com filmes ou painéis fixos. Preferi os painéis, porque já haveria filmes do outro lado da sala. Entreguei o projeto, ele gostou: “Está tudo muito bonito, mas no lugar do último quadro vou colocar um espelho. Todos vão percorrer aquela baita história de 2 mil anos e quando chegam no final vão ver a si mesmos”. Sabe que ele acertou na mosca? Muita gente que via a própria imagem, depois de fazer o percurso histórico, caía no choro. Uma colega de Minas, Maria Antonieta Cohen, ia no começo para ver o museu e depois para ver as pessoas quando chegavam no espelho. Ela me perguntou: “Por que será que elas choram?”. Fiquei pensando muito naquilo. As pessoas choravam, decerto, porque viam ali sua identidade. O que é a língua portuguesa? Sou eu, que represento agora todo esse percurso. A língua é minha identidade.


Adaptado de: https://unicamp.br/unicamp/ju/noticias/2017/10/06/olinguista-libertario/. Acesso em: 04 de abr. de 2025.
Sobre a morfologia das palavras, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Respostas
101: A
102: C
103: B
104: E
105: D
106: C
107: D
108: B
109: C
110: A
111: C
112: D
113: E
114: B
115: C
116: A
117: D
118: D
119: E
120: C