Questões de Concurso Comentadas para prefeitura de piracicaba - sp

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Q2091345 Português
    Todos os retratos que tenho de minha mãe não me dão nunca a verdadeira fisionomia que eu guardo dela – a doce fisionomia daquele rosto, daquela melancólica beleza do seu olhar. Ela passava o dia inteiro comigo. Era pequena e tinha os cabelos pretos. Junto dela eu não sentia necessidade dos meus brinquedos. Dona Clarisse, como lhe chamavam os criados, parecia mesmo uma figura de estampa. Falava para todos com um tom de voz de quem pedisse um favor, mansa e terna como uma menina de internato. À noite ela fazia-me dormir. Adormecer nos seus braços, ouvindo a surdina daquela voz, era o meu requinte de criança.
    Ela enchia-me de carícias. E quando o meu pai chegava, nas suas crises, exasperado como um pé-de-vento, eu via-a chorar e pronta a esquecer todas as intemperanças verbais do seu marido. Os criados amavam-na. Ela também os tratava com uma bondade que não conhecia mau humor.
    Horas inteiras eu fico a pintar o retrato dessa mãe angélica, com as cores que tiro da imaginação, e vejo-a assim, ainda tomando conta de mim, dando-me banhos e vestindo­-me. A minha memória ainda guarda detalhes bem vivos que o tempo não conseguiu destruir.

(José Lins do Rego. Menino de engenho. 94ª ed. Rio de Janeiro:
José Olympio, 2007. Excerto adaptado)
Nesse excerto, o narrador
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Q2091344 Português
Vozes ao ouvido

    Céu e mar estão competindo pelo azul nesta primavera carioca – um azul de tinteiro, de caneta Parker. Todas as manhãs, o calçadão Ipanema-Leblon transborda de gente contente por apenas estar ali, exercendo o seu direito de viver. É gente de vários estratos, idades, cores, línguas e de todos os estilos de caminhar ou correr. A exceção é a minoria que, indiferente ao azul, caminha atracada ao celular, o cenho franzido, discutindo coisas inadiáveis.
    Minoria na orla, mas maioria ao redor. No próprio calçadão, já vi um sem-teto em andrajos, sentado na escadaria do Leblon, falando ao celular. Sentei-me ao seu lado como quem não quer nada, tentando ouvir retalhos da conversa. Falava numa língua que eu não entendia, talvez português. Tudo bem, o importante era o homem falando ao celular – o meio era a mensagem.
    Há pouco, num shopping, um menino de quatro ou cinco anos levava ao ouvido um ursinho de pelúcia. Não sei se o ursinho tinha um celular embutido. Podia ser como o menino enxergava os adultos – todos com um objeto à orelha – e achasse que aquela era a maneira de usar o mundo.
    Não seria uma visão absurda. Descendo no Aeroporto Santos-Dumont na semana passada, eu era o único passageiro sem o telefone ao ouvido. Em vez disso, trazia na mão um objeto outrora tão popular quanto o celular: um livro. Por acaso, uma edição de bolso do clássico “Memórias de um Sargento de Milícias”.
      Instintivamente, repeti o gesto de todo mundo e levei o livro à orelha. E, então, deu-se o milagre. Escutei a voz dos personagens de Manuel Antonio de Almeida. Vozes vindas de um tempo remoto – mas que chegavam a mim com incrível nitidez.

(Ruy Castro. A arte de querer bem - Crônicas.
Rio de Janeiro: Estação Brasil, 2018. Excerto adaptado)

A expressão destacada na passagem do penúltimo parágrafo – ... trazia na mão um objeto outrora tão popular quanto o celular: um livro. – estabelece, no contexto, relação com sentido de
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Q2091343 Português
Vozes ao ouvido

    Céu e mar estão competindo pelo azul nesta primavera carioca – um azul de tinteiro, de caneta Parker. Todas as manhãs, o calçadão Ipanema-Leblon transborda de gente contente por apenas estar ali, exercendo o seu direito de viver. É gente de vários estratos, idades, cores, línguas e de todos os estilos de caminhar ou correr. A exceção é a minoria que, indiferente ao azul, caminha atracada ao celular, o cenho franzido, discutindo coisas inadiáveis.
    Minoria na orla, mas maioria ao redor. No próprio calçadão, já vi um sem-teto em andrajos, sentado na escadaria do Leblon, falando ao celular. Sentei-me ao seu lado como quem não quer nada, tentando ouvir retalhos da conversa. Falava numa língua que eu não entendia, talvez português. Tudo bem, o importante era o homem falando ao celular – o meio era a mensagem.
    Há pouco, num shopping, um menino de quatro ou cinco anos levava ao ouvido um ursinho de pelúcia. Não sei se o ursinho tinha um celular embutido. Podia ser como o menino enxergava os adultos – todos com um objeto à orelha – e achasse que aquela era a maneira de usar o mundo.
    Não seria uma visão absurda. Descendo no Aeroporto Santos-Dumont na semana passada, eu era o único passageiro sem o telefone ao ouvido. Em vez disso, trazia na mão um objeto outrora tão popular quanto o celular: um livro. Por acaso, uma edição de bolso do clássico “Memórias de um Sargento de Milícias”.
      Instintivamente, repeti o gesto de todo mundo e levei o livro à orelha. E, então, deu-se o milagre. Escutei a voz dos personagens de Manuel Antonio de Almeida. Vozes vindas de um tempo remoto – mas que chegavam a mim com incrível nitidez.

(Ruy Castro. A arte de querer bem - Crônicas.
Rio de Janeiro: Estação Brasil, 2018. Excerto adaptado)

Para responder à questão, considere a seguinte passagem do 1° parágrafo:

    Todas as manhãs, o calçadão Ipanema-Leblon transborda de gente contente por apenas estar ali, exercendo o seu direito de viver. É gente de vários estratos, idades, cores, línguas e de todos os estilos de caminhar ou correr. 

O termo destacado na frase – ... gente contente por apenas estar ali... – exprime a noção de 

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Q2091342 Português
Vozes ao ouvido

    Céu e mar estão competindo pelo azul nesta primavera carioca – um azul de tinteiro, de caneta Parker. Todas as manhãs, o calçadão Ipanema-Leblon transborda de gente contente por apenas estar ali, exercendo o seu direito de viver. É gente de vários estratos, idades, cores, línguas e de todos os estilos de caminhar ou correr. A exceção é a minoria que, indiferente ao azul, caminha atracada ao celular, o cenho franzido, discutindo coisas inadiáveis.
    Minoria na orla, mas maioria ao redor. No próprio calçadão, já vi um sem-teto em andrajos, sentado na escadaria do Leblon, falando ao celular. Sentei-me ao seu lado como quem não quer nada, tentando ouvir retalhos da conversa. Falava numa língua que eu não entendia, talvez português. Tudo bem, o importante era o homem falando ao celular – o meio era a mensagem.
    Há pouco, num shopping, um menino de quatro ou cinco anos levava ao ouvido um ursinho de pelúcia. Não sei se o ursinho tinha um celular embutido. Podia ser como o menino enxergava os adultos – todos com um objeto à orelha – e achasse que aquela era a maneira de usar o mundo.
    Não seria uma visão absurda. Descendo no Aeroporto Santos-Dumont na semana passada, eu era o único passageiro sem o telefone ao ouvido. Em vez disso, trazia na mão um objeto outrora tão popular quanto o celular: um livro. Por acaso, uma edição de bolso do clássico “Memórias de um Sargento de Milícias”.
      Instintivamente, repeti o gesto de todo mundo e levei o livro à orelha. E, então, deu-se o milagre. Escutei a voz dos personagens de Manuel Antonio de Almeida. Vozes vindas de um tempo remoto – mas que chegavam a mim com incrível nitidez.

(Ruy Castro. A arte de querer bem - Crônicas.
Rio de Janeiro: Estação Brasil, 2018. Excerto adaptado)

Para responder à questão, considere a seguinte passagem do 1° parágrafo:

    Todas as manhãs, o calçadão Ipanema-Leblon transborda de gente contente por apenas estar ali, exercendo o seu direito de viver. É gente de vários estratos, idades, cores, línguas e de todos os estilos de caminhar ou correr. 

No contexto, é empregada em sentido figurado a palavra

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Q2091341 Português
Vozes ao ouvido

    Céu e mar estão competindo pelo azul nesta primavera carioca – um azul de tinteiro, de caneta Parker. Todas as manhãs, o calçadão Ipanema-Leblon transborda de gente contente por apenas estar ali, exercendo o seu direito de viver. É gente de vários estratos, idades, cores, línguas e de todos os estilos de caminhar ou correr. A exceção é a minoria que, indiferente ao azul, caminha atracada ao celular, o cenho franzido, discutindo coisas inadiáveis.
    Minoria na orla, mas maioria ao redor. No próprio calçadão, já vi um sem-teto em andrajos, sentado na escadaria do Leblon, falando ao celular. Sentei-me ao seu lado como quem não quer nada, tentando ouvir retalhos da conversa. Falava numa língua que eu não entendia, talvez português. Tudo bem, o importante era o homem falando ao celular – o meio era a mensagem.
    Há pouco, num shopping, um menino de quatro ou cinco anos levava ao ouvido um ursinho de pelúcia. Não sei se o ursinho tinha um celular embutido. Podia ser como o menino enxergava os adultos – todos com um objeto à orelha – e achasse que aquela era a maneira de usar o mundo.
    Não seria uma visão absurda. Descendo no Aeroporto Santos-Dumont na semana passada, eu era o único passageiro sem o telefone ao ouvido. Em vez disso, trazia na mão um objeto outrora tão popular quanto o celular: um livro. Por acaso, uma edição de bolso do clássico “Memórias de um Sargento de Milícias”.
      Instintivamente, repeti o gesto de todo mundo e levei o livro à orelha. E, então, deu-se o milagre. Escutei a voz dos personagens de Manuel Antonio de Almeida. Vozes vindas de um tempo remoto – mas que chegavam a mim com incrível nitidez.

(Ruy Castro. A arte de querer bem - Crônicas.
Rio de Janeiro: Estação Brasil, 2018. Excerto adaptado)

O termo destacado na frase do 2° parágrafo – Sentei-me ao seu lado como quem não quer nada, tentando ouvir retalhos da conversa. – exprime a ideia de que a conversa em questão era ouvida pelo autor de forma
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Q2091340 Português
Vozes ao ouvido

    Céu e mar estão competindo pelo azul nesta primavera carioca – um azul de tinteiro, de caneta Parker. Todas as manhãs, o calçadão Ipanema-Leblon transborda de gente contente por apenas estar ali, exercendo o seu direito de viver. É gente de vários estratos, idades, cores, línguas e de todos os estilos de caminhar ou correr. A exceção é a minoria que, indiferente ao azul, caminha atracada ao celular, o cenho franzido, discutindo coisas inadiáveis.
    Minoria na orla, mas maioria ao redor. No próprio calçadão, já vi um sem-teto em andrajos, sentado na escadaria do Leblon, falando ao celular. Sentei-me ao seu lado como quem não quer nada, tentando ouvir retalhos da conversa. Falava numa língua que eu não entendia, talvez português. Tudo bem, o importante era o homem falando ao celular – o meio era a mensagem.
    Há pouco, num shopping, um menino de quatro ou cinco anos levava ao ouvido um ursinho de pelúcia. Não sei se o ursinho tinha um celular embutido. Podia ser como o menino enxergava os adultos – todos com um objeto à orelha – e achasse que aquela era a maneira de usar o mundo.
    Não seria uma visão absurda. Descendo no Aeroporto Santos-Dumont na semana passada, eu era o único passageiro sem o telefone ao ouvido. Em vez disso, trazia na mão um objeto outrora tão popular quanto o celular: um livro. Por acaso, uma edição de bolso do clássico “Memórias de um Sargento de Milícias”.
      Instintivamente, repeti o gesto de todo mundo e levei o livro à orelha. E, então, deu-se o milagre. Escutei a voz dos personagens de Manuel Antonio de Almeida. Vozes vindas de um tempo remoto – mas que chegavam a mim com incrível nitidez.

(Ruy Castro. A arte de querer bem - Crônicas.
Rio de Janeiro: Estação Brasil, 2018. Excerto adaptado)

Conforme o autor do texto,
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Q2038463 Engenharia Civil
O comando do programa AutoCAD© que possibilita selecionar entidades por meio de uma linha que passa por cima delas é 
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Q2038460 Engenharia Civil

Para garantir a segurança nos canteiros de obras, as rascunho escadas de uso coletivo devem ser dimensionadas em função do fluxo de trabalhadores, devem ter suas extremidades firmemente fixadas e devem ter patamar intermediário a cada lance de altura de, no máximo, 

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Q2038459 Engenharia Civil

O cronograma da figura representa a execução de uma obra cujas atividades são representadas por letras, seguidas de suas durações em semanas.


Imagem associada para resolução da questão



A folga no caminho das atividades C, F, J, N, em semanas, é de

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Q2038457 Engenharia Civil
Para fazer o orçamento da instalação do metro linear de rascunho tubos de dreno PVC corrugado perfurado, com 200 mm de diâmetro, foram utilizados os seguintes insumos: 1,0 hora de encanador (R$ 16,00/h), 1,0 hora de ajudante de encanador (R$ 14,00/h), 1,0 m tubo de dreno PVC corrugado perfurado com 200 mm de diâmetro (R$ 60,00/m) e 0,20 litro de adesivo para tubo PVC (R$ 50,00/L). Após o orçamento ter sido aprovado, verificou-se que o custo do tubo de dreno PVC corrugado perfurado aumentou 20%. Nessas condições, o custo unitário desse serviço aumentou em: 
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Q2038456 Engenharia Civil

Nos projetos das instalações elétricas prediais, devem ser previstos esquemas de aterramento como, por exemplo, o esquema representado pela figura a seguir. 


Imagem associada para resolução da questão



O aterramento da figura é denominado esquema 

Alternativas
Q2038452 Engenharia Civil
Na elaboração de projeto de rede de distribuição de água para abastecimento público em regiões com topografia pouco acidentada, a pressão estática máxima nas tubulações é de 
Alternativas
Q2038449 Engenharia Civil
No projeto e execução de instalações residenciais, a perda de carga máxima admitida para trecho de rede que alimenta diretamente um aparelho a gás, em relação à sua pressão de operação é de
Alternativas
Q2038446 Engenharia Civil
Uma sapata de fundação com área da base de 1,80 m2 está submetida a um carregamento excêntrico de solicitações de cálculo, que gera momentos de flexão na fundação. No dimensionamento, a área comprimida da sapata deve ter, no mínimo: 
Alternativas
Q2038445 Engenharia Civil
Nas estruturas de madeira, a área mínima da seção transversal e a espessura mínima das peças principais isoladas, como vigas e barras longitudinais de treliças, são, respectivamente, 
Alternativas
Q2038442 Engenharia Civil
A viga simplesmente apoiada da figura está submetida a uma carga concentrada de 60 kN no meio de seu vão de 8 m e a duas cargas concentradas de 20 kN localizadas a 2 m de cada apoio.


Imagem associada para resolução da questão



 O momento fletor máximo que traciona as fibras inferiores da viga é de


Alternativas
Q2038441 Engenharia Civil
Em projetos de edifícios públicos uma opção de criação de rota acessível é a construção de rampas. Dependendo do comprimento da rampa, é necessário prever patamar intermediário, cuja dimensão longitudinal mínima é de 
Alternativas
Q2038439 Engenharia Civil
Para o revestimento de argamassa das paredes internas e externas de uma edificação utilizou-se argamassa preparada em obra com traço 1:3:12 (cimento:cal:areia) em massa de materiais secos. As massas específicas do cimento, da cal e da areia são, respectivamente, 1200 kg/m3, 1800 kg/m3 e 1600 kg/m3. O traço em volume da argamassa é 
Alternativas
Q2037108 Economia

O índice de preços de Laspeyres, em uma determinada economia, foi 1,25. Já o índice de valor foi 1. Pode-se dizer que 

Alternativas
Q2037107 Economia
Uma regressão simples é estimada pelo método dos mínimos quadrados ordinários. A soma dos resíduos dessa regressão será zero 
Alternativas
Respostas
561: E
562: B
563: A
564: A
565: C
566: C
567: A
568: C
569: B
570: C
571: A
572: D
573: C
574: B
575: D
576: C
577: B
578: A
579: C
580: D