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Uma criança de cinco anos de idade, previamente hígida, foi atendida no pronto-socorro com febre de 39,5°C há 3 dias, tosse produtiva intensa e dispneia progressiva. Os pais relataram fadiga excessiva e ingestão reduzida de líquidos. O exame físico revelou: taquipneia (FR 48 irpm), saturação de oxigênio 91% em ar ambiente, tiragem subcostal, gemência, ausculta pulmonar com estertores crepitantes difusos e roncos localizados em base direita, FC 160 bpm, PA 85/50 mmHg. Na radiografia de tórax observou-se: consolidação segmentar extensa em lobo inferior direito com sinais sugestivos de derrame pleural pequeno a moderado.
Com base na situação hipotética apresentada e nas diretrizes do Ministério da Saúde para pneumonia adquirida na comunidade em crianças, assinale a opção que corresponde à conduta inicial recomendada.
Bebê de cinco meses de idade, previamente hígido, é admitido na UTI pediátrica após apresentar episódio súbito de sonolência intensa e dificuldade para mamar, segundo relato da cuidadora. Há vômitos intermitentes nas últimas 6 horas. A história familiar é considerada inconsistente, e não há relato de queda ou trauma doméstico claro. Ao exame físico observou-se: lactente letárgico, hipotônico, com fontanela tensa, pupilas desiguais (anisocoria leve), múltiplos hematomas de padrão linear em região dorsal e braços, sem fraturas aparentes. Os sinais vitais aferidos foram: FC 165 bpm, FR 38 irpm, PA 72/44 mmHg, SpO₂ 94% em ar ambiente. Os exames iniciais revelaram: glicemia 92 mg/dl, discreta anemia, plaquetas normais, coagulograma normal.
Considerando a situação apresentada e os achados clínicos, assinale a opção que corresponde à conduta inicial recomendada para o paciente.
Um lactente de 14 meses encostou no fio desencapado de uma tomada residencial e recebeu choque elétrico de baixa tensão (220 V). Os pais relataram grito intenso, seguido de desmaio breve (~30 segundos). Ao exame físico constatou-se: pontos de entrada e saída visíveis em mão direita e pé esquerdo, pele avermelhada com discreta formação de vesículas e edema leve local. O lactente está irritável, taquicárdico (180 bpm), taquipneico (45 irpm), PA 70/45 mmHg, mucosas secas, diurese diminuída (<0,5 mL/kg/h). Dados adicionais: não há convulsões, ECG inicial normal.
Com base na situação precedente, assinale a opção que apresenta
a conduta inicial indicada no caso de queimadura elétrica
pediátrica.
Um menino de seis anos de idade, previamente hígido, sofreu queda da bicicleta com capacete, colidindo contra o chão de asfalto. Os pais relataram perda de consciência por 1 minuto, episódios de vômitos repetidos e cefaleia intensa. Ao exame constatou-se: Glasgow 14, pupilas isocóricas e fotorreagentes, pressão arterial 110/70 mmHg, frequência cardíaca 125 bpm, sem déficits motores, hematoma parietal discreto.
Considerando o quadro clínico apresentado e o algoritmo PECARN (Pediatric Emergency Care Applied Research Network), a conduta recomendada é
Certa paciente com cardiopatia congênita complexa (atresia pulmonar), já tendo sido submetida à cirurgia paliativa de shunt sistêmico-pulmonar (cirurgia de Blalock- Taussig) no período neonatal e cirurgia de Glenn bidirecional aos 6 meses de idade, foi internada aos 12 meses de vida e faleceu por pneumonia bacteriana complicada por choque séptico.
Com base na situação hipotética, assinale a opção que apresenta a causa básica para o preenchimento da declaração de óbito.
Paciente criança em idade pré-escolar apresenta febre alta, odinofagia, prostação e recusa alimentar. A tomografia de crânio é normal. A análise do líquido cefalorraquidiano revela: proteína 50 mg/dl, glicose 49 mg/dl, glicemia capilar 84 mg/dl e 10 células mononucleares. O paciente evolui com piora do nível de consciência, necessitando de intubação orotraqueal e transferência para a UTI.
Do quadro clínico e dos achados laboratoriais apresentados na situação hipotética precedente é correto concluir que a hipótese diagnóstica mais provável é
Um lactente com três semanas de vida apresenta vômitos, recusa do seio materno e desconforto respiratório. Foi entubado no pronto-socorro após observação de hipoxemia grave. Verificada alteração de pulsos (piores em membros inferiores), sopro sistólico e perfusão lenta. A pressão arterial aferida foi de 116 por 62 em membro superior direito e 66 por 48 em membro inferior esquerdo.
Com base no caso clínico precedente, assinale a opção em que são apresentadas, respectivamente, a hipótese diagnóstica mais provável e a conduta de escolha imediata para o manejo do paciente em questão.
Um adolescente de treze anos de idade chega ao serviço de emergência com história de uma semana de polidipsia e polifagia, associada a perda de peso progressiva. Relata, ainda, que há um dia desenvolveu fraqueza muscular importante e desconforto respiratório. Os exames laboratoriais revelaram: glicemia 508 mg/dl; gasometria arterial: pH 7,04; pCO2 17 mmHg e bicarbonato 7 mEq/L; eletrólitos: sódio 162 mEq/L e potássio 3,0 mEq/L.
A partir do quadro clínico apresentado e dos achados laboratoriais, é correto afirmar que o diagnóstico mais provável para o paciente em questão é de
Um lactente de quatro meses de idade, com peso de 5 kg, previamente hígido e eutrófico, foi internado na UTI pediátrica, em ventilação mecânica, com quadro de bronquiolite grave causada por vírus sincicial respiratório.
Considerando o suporte nutricional enteral, assinale a opção que corresponde à conduta recomendada nas primeiras 48 horas de internação do paciente mencionado na situação hipotética apresentada.
Um paciente do sexo masculino, com nove anos de idade e diagnóstico de acidente ofídico, recebeu soro anti-botrópico + anti-crotálico. Foi admitido na UTI, em ventilação mecânica, sedoanalgesia com midazolam e fentanil e suporte hemodinâmico com dobutamina 10 mcg/kg/min, PA estável, pulsos cheios e amplos. Apresentava diurese reduzida (<0,3 mL/kg/h) com aspecto colúrico (hemoglobinúrica). Aos exames laboratoriais, apresentou os seguintes resultados: creatinina 4,88 mg/dl; ureia 236 mg/dl; sódio 127 mEq/L; potássio 6,27 mEq/L; glicose 60 mg/dl, TAP 16,9 seg (controle 12 s); INR 1,49; TTPA 28,2 seg.; gasometria arterial: pH 7,2; pCO2 36,7 mmHg; pO2 68 mmHg; bicarbonato 13,7 mEq/L; BE -13.
Considerando o quadro de insuficiência renal aguda estabelecida, assinale a opção que apresenta a conduta médica apropriada no manejo do paciente da situação hipotética precedente.
Uma criança de doze anos de idade, com quadro de febre e desconforto respiratório, refere história de asma prévia sem seguimento. Foram iniciadas cânula nasal de alto fluxo (CNAF) e, posteriormente, ventilação não invasiva (VNI), sem sucesso. A equipe decidiu por intubação orotraqueal e ventilação mecânica. Os parâmetros ventilatórios iniciais revelaram: pressão de insuflação (PI): 15 cm H2O; PEEP: 5 cm H2O; FiO2: 40%; frequência respiratória (FR): 16 irpm; tempo inspiratório (TI): 0,9 s; complacência pulmonar estática: 19 mL/cm H2O e resistência das vias aéreas: 25 cm H2O/L/s.
Considerando a fisiopatologia da crise asmática grave e os parâmetros da mecânica pulmonar fornecidos, assinale a opção que apresenta a alteração fisiopatológica principal que justifica a falha da ventilação não invasiva e a necessidade de intubação orotraqueal no paciente da situação precedente.
Com base nos dados clínicos e ecocardiográficos do paciente da situação hipotética apresentada, assinale a opção correta acerca da próxima intervenção terapêutica recomendada.
Um menino de oito anos de idade, após sofrer uma queda de uma rede na qual se balançava, é admitido no box de emergência com trauma contuso no flanco direito há 24 horas. Apresenta dor local, mas encontra-se hemodinamicamente estável. Os exames de imagem (USG) de abdome revelam os seguintes achados: lesão heterogênea de 4,3 cm nos segmentos VI/VII do fígado e moderada quantidade de líquido livre intra-abdominal. Já nos exames laboratoriais, são obtidos os seguintes resultados: Hb 11,3 g/dL, Ht 33,1%, plaquetas 246.000, TGO 407 H/L, TGP 552 U/L. O paciente é, então, diagnosticado com trauma hepático grau III (AAST) e internado para observação.
Com base na situação hipotética precedente e considerando a estabilidade hemodinâmica do paciente, assinale a opção que apresenta a conduta recomendada.
Uma criança indígena de dois anos de idade, com gastroenterite aguda há três dias, é admitida na UTI com letargia, mucosas secas, enchimento capilar de 3 segundos e oligúria. Apresenta história de microcefalia e atraso de desenvolvimento. Os resultados dos exames laboratoriais foram: gasometria (pH 7,35; pCO2 22; pO2 67; bicarbonato 15 mEq/L); Na 176 mEq/L; Cl 156 mEq/L; K 2,8 mEq/L e Cai 1,21 mmol/L.
Considerando a situação hipotética apresentada, assinale a opção que apresenta a conduta recomendada para o manejo do paciente em questão.
Um lactente procedente do centro cirúrgico foi, após cistoscopia para correção de ureterocele, admitido na UTI apresentando perfuração da bexiga e extravasamento do soro na cavidade abdominal. O paciente estava entubado e em ventilação mecânica. A frequência cardíaca era de 173 batimentos por minuto com QRS alargado no monitor. Após 30 minutos, o lactente evoluiu com bradicardia sintomática, seguida rapidamente por taquicardia ventricular sem pulso (TVSP) e, por fim, fibrilação ventricular (FV).
Considerando o provável mecanismo fisiopatológico desencadeante dos eventos mencionados na situação hipotética precedente, assinale a opção que apresenta a conduta de escolha no manejo da parada cardiorrespiratória do paciente em apreço.
Uma gestante de 30 anos de idade, G2P1, com 39 semanas de gestação, em trabalho de parto ativo, relata dor intensa e solicita analgesia. Apresenta sinais vitais estáveis, sem comorbidades e sem alterações laboratoriais, bolsa íntegra, dilatação cervical de 5 cm, contratilidade uterina adequada. A paciente deseja manter percepção mínima, para poder colaborar ativamente no parto.
Com base na situação apresentada, assinale a opção que indica a recomendação de analgesia para a paciente.
Uma gestante de 28 anos de idade, G2P1, com antecedente de parto a termo, compareceu para ultrassonografia morfológica com 21 semanas de gestação. O exame revelou colo uterino de 20 mm, sem sinais de contrações ou dilatação cervical. A paciente está assintomática.
Considerando a situação apresentada, assinale a opção que corresponde à conduta recomendada para reduzir o risco de parto pré-termo espontâneo.