Questões de Concurso
Comentadas para prefeitura de tavares - pb
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Leia as informações a seguir acerca do texto acima e responda o que se pede.
I- O texto aponta para a ideia central de que a literatura digital, aquela que nasce no meio digital, comandada pela chamada hipermídia do ciberespaço e popularizada a partir do séc. XX, representa novas formas agregadoras de som, imagens moventes, intuição e interação, mas que, por inúmeras razões, ainda não se massificou por parte da sociedade.
II- A expressão “porque ler virtualmente significa ter que ativar pontos cognitivos até então adormecidos” (4º parágrafo) de acordo com o contexto no qual está sendo empregada, pode significar que a literatura digital provoca o leitor a buscar novas formas de conhecimento até então completamente desconhecidos e inexistentes.
III- Um dos desafios que o texto digital apresenta ao leitor, de acordo com o texto acima, refere-se apenas às limitações financeiras à compra de um notebook ou smartfone.
IV- A parte sublinhada na expressão navegar “nas arquiteturas líquidas e alineares da hipermídia no ciberespaço” (SANTAELLA, 2004, p. 18, 4º parágrafo) pode remeter à ideia de uma constituição e disposição do texto em espaço-tempo digital movente, que permite uma leitura multidirecional e marcada por muitos 'nós'.
Está CORRETO o que se afirma apenas em:
Dentre os seis princípios e/ou mecanismos de estruturação interna, necessários à construção dos textos, propostos por Azeredo (2007, p. 59-65), destacamos a sinalização e a modalização, cujos conceitos, respectivamente, são:
Segundo Rojo, “os multiletramentos levam em conta a multimodalidade (linguística, visual, gestual, espacial e de áudio) e a multiplicidade de significações e contextos/culturas”. (ROJO, 2012, p. 38). Consiste no exemplo de um design diferente de leitura de texto, nesta perspectiva da multimodalidade, e que extrapola a linearidade tradicional do texto, é o(a)
Atente aos enunciados a seguir e responda o que se pede:
I- “São formas relativamente estáveis pelas quais a comunicação verbal se materializa nos diferentes contextos sociocomunicativos”. (AZEREDO, 2007, p. 109). Para Marcuschi corresponde a “uma noção propositalmente vaga para referir os textos materializados que encontramos em nossa vida diária e que apresentam características sociocomunicativas definidas por conteúdos, propriedades funcionais, estilo e composição característica.” (MARCUSCHI, Luiz Antônio. Gêneros textuais: definição e funcionalidade. Disponível em: > https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/133018/mod_resource/content/3/Art_Marcuschi_G%C3%AAneros_textuais_defini%C3%A7%C3%B5es_funciona lidade.pdf<. Data da consulta: 02/03/2022)
II- “Designam uma espécie de construção teórica definida pela natureza linguística de sua composição (aspectos lexicais, sintáticos, tempos verbais, relações lógicas). (MARCUSCHI, Luiz Antônio. Gêneros textuais: definição e funcionalidade. Disponível em: > https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/133018/mod_resource/content/3/Art_Marcuschi_G%C3%AAneros_textuais_defini%C3%A7%C3%B5es_funciona lidade.pdf<. Data da consulta: 02/03/2022)
III- “Eles são interativos; mais que isso, colaborativos; fraturam e transgridem as relações de poder estabelecidas, em especial as relações de propriedade (das máquinas, das ferramentas, das ideias, dos textos – verbais ou não; são híbridos, fronteiriços, mestiços (de linguagens, modos, mídias e culturas); existem “nas nuvens”. (ROJO, 2012, p. 23)
IV- “É o resultado da ação de ensinar ou de aprender a ler e escrever: o estado ou a condição que adquire um grupo social ou um indivíduo como consequência de ter-se apropriado da escrita”. (SOARES, 2009, p. 18).
Os conceitos acima, na sequência, referem-se a(os) de:
De acordo com Oliveira (2013), a interdisciplinaridade começou a ser abordada no Brasil a partir da Lei Nº 5.692/71. Desde então, sua presença no cenário educacional brasileiro tem se tornado mais presente e, mais ainda, com a nova Lei de Diretrizes e Bases Nº 9.394/96 e com os Parâmetros Curriculares Nacionais. Além da sua grande influência na legislação e nas propostas curriculares, a interdisciplinaridade tornou-se cada vez mais presente no discurso e na prática de professores. Sobre interdisciplinaridade, podemos afirmar que:
I- Autilização da interdisciplinaridade como forma de desenvolver um trabalho de integração dos conteúdos de uma disciplina com outras áreas de conhecimento é uma proposta que contribui para o aprendizado do aluno.
II- É possível a interação entre disciplinas aparentemente distintas. Esta interação é uma maneira complementar ou suplementar que possibilita a formulação de um saber crítico-reflexivo deve ser valorizado cada vez no processo de ensino-aprendizado.
III- Trabalhar nessa perspectiva exige uma postura do professor que vai além do que está descrito nos documentos oficiais, pois é necessário que ele assuma uma atitude exógena e que faça uso de metodologias didáticas iguais para todos os alunos, sem distinção.
A alternativa que responde CORRETAMENTE é:
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é um documento de caráter normativo que define o conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais que todos os alunos devem desenvolver ao longo das etapas e modalidades da Educação Básica, de modo a que tenham assegurados seus direitos de aprendizagem e desenvolvimento, em conformidade com o que preceitua o Plano Nacional de Educação (PNE). Na BNCC, a área de Linguagens é composta pelos seguintes componentes curriculares: Língua Portuguesa, Arte, Educação Física e, no Ensino Fundamental – Anos Finais, Língua Inglesa. A finalidade é possibilitar aos estudantes participar de práticas de linguagem diversificadas, que lhes permitam ampliar suas capacidades expressivas em manifestações artísticas, corporais e linguísticas, como também seus conhecimentos sobre essas linguagens, em continuidade às experiências vividas na Educação Infantil.
De acordo com esse documento, a área de Linguagens deve garantir aos alunos o desenvolvimento de competências específicas.
Analise as proposições e coloque (V) para verdadeiro e (F) para falso, em relação a algumas dessas competências previstas na BNCC:
( ) Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e digital –, para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao diálogo, à resolução de conflitos e à cooperação.
( ) Compreender e utilizar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares), para se comunicar por meio das diferentes linguagens e mídias, produzir conhecimentos, resolver problemas e desenvolver projetos autorais e coletivos.
( ) Conhecer e explorar diversas práticas de linguagem (artísticas, corporais e linguísticas) em diferentes campos da atividade humana para continuar aprendendo, ampliar suas possibilidades de participação na vida social e colaborar para a construção de uma sociedade excludente e antidemocrática.
Marque a alternativa que contém a sequência CORRETA de preenchimentos dos parênteses.
O Plano Nacional de Educação (PNE), com vigência entre 2014 e 2024, constitui um documento que define compromissos colaborativos entre os entes federativos e diversas instituições pelo avanço da educação brasileira. A agenda contemporânea de políticas públicas educacionais encontra no PNE uma referência para a construção e acompanhamento dos planos de educação estaduais e municipais, o que o caracteriza como uma política orientadora para ações governamentais em todos os níveis federativos e impõe ao seu acompanhamento um alto grau de complexidade. Dentre outras, são metas do PNE:
I- universalizar, até 2016, a educação infantil na pré-escola para as crianças de 4 (quatro) a 5 (cinco) anos de idade e ampliar a oferta de educação infantil em creches, de forma a atender, no mínimo, 50% (cinquenta por cento) das crianças de até 3 (três) anos até o final da vigência deste PNE.
II- universalizar o ensino fundamental de 9 (nove) anos para toda a população de 6 (seis) a 14 (quatorze) anos e garantir que pelo menos 95% (noventa e cinco por cento) dos alunos concluam essa etapa na idade recomendada, até o último ano de vigência deste PNE.
III- oferecer educação em tempo integral em, no mínimo, 50% (cinquenta por cento) das escolas públicas, de forma a atender, pelo menos, 25% (vinte e cinco por cento) dos(as) alunos(as) da educação básica.
A alternativa que responde CORRETAMENTE é:
A Emenda Constitucional nº 108/2020 altera a Constituição Federal para estabelecer critérios de distribuição da cota municipal do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS), para disciplinar a disponibilização de dados contábeis pelos entes federados, para tratar do planejamento na ordem social e para dispor sobre o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb); altera o Ato das Disposições Constitucionais Transitórias e dá outras providências. Analise as proposições e coloque (V) para verdadeiro e (F) para falso, em relação ao que preconiza a Emenda Constitucional nº 108/2020:
( ) Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios destinarão parte dos recursos a que se refere o caput do art. 212 desta Constituição à manutenção e ao desenvolvimento do ensino na educação básica e à remuneração condigna de seus profissionais.
( ) A distribuição dos recursos e de responsabilidades entre o Distrito Federal, os Estados e seus Municípios é assegurada mediante a instituição, no âmbito de cada Estado e do Distrito Federal, de um Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), de natureza contábil.
( ) Os fundos referidos no inciso I do caput deste artigo serão constituídos por 20% (vinte por cento) dos recursos a que se referem os incisos I, II e III do caput do art. 155, o inciso II do caput do art. 157, os incisos II, III e IV do caput do art. 158, as alíneas "a" e "b" do inciso I e o inciso II do caput do art. 159 desta Constituição.
( ) Os recursos referidos no inciso II do caput deste artigo serão distribuídos entre cada Estado e seus Municípios de forma igualitária, independentemente do número de alunos das diversas etapas e modalidades da educação básica presencial matriculados nas respectivas redes.
Marque a alternativa que contém a sequência CORRETA de preenchimentos dos parênteses:
Para Libâneo (2013, p. 48), o trabalho docente constitui o exercício profissional do professor e este é o seu primeiro compromisso com a sociedade. Sua responsabilidade é preparar os alunos para se tornarem cidadãos ativos e participantes na família, no trabalho, nas associações de classe, na vida cultural e política. Considerando o compromisso social e ético dos professores defendido pelo autor, analise as proposições e coloque (V) para verdadeiro e (F) para falso.
( ) A característica mais importante da atividade profissional do professor é a mediação entre o aluno e a sociedade, entre as condições de origem do aluno e sua destinação social, papel que cumpre provendo as condições e os meios (conhecimento, métodos, organização do ensino) que assegurem o encontro do aluno com as matérias de estudo.
( ) O sinal mais indicativo da responsabilidade profissional do professor é o seu permanente empenho na educação dos seus alunos, dirigindo o ensino e as atividades de estudo de modo que aqueles dominem os conhecimentos básicos e as habilidades, e desenvolvam suas forças, capacidades físicas e intelectuais.
( ) O compromisso social, expresso primordialmente na competência profissional, é exercido no âmbito da vida social e política. Como toda profissão, o magistério é um ato político, porque se realiza no contexto das relações sociais onde se manifestam os interesses das classes sociais.
Marque a alternativa que contém a sequência CORRETA de preenchimentos dos parênteses.
A educação inclusiva constitui um paradigma educacional fundamentado na concepção de direitos humanos, que conjuga igualdade e diferença como valores indissociáveis, [...] dentro e fora da escola (BRASIL2007, p. 1). A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB nº 9394/96) em vigor tem um capítulo específico para a Educação Especial. Nele, afirma-se que “haverá, quando necessário, serviços de apoio especializado, na escola regular, para atender às peculiaridades da clientela de Educação Especial.” Considerando os princípios da educação inclusiva e o que estabelece a LDB no que diz respeito à Educação Especial, é CORRETO afirmar que:
I- Entende-se por Educação Especial, para os efeitos desta Lei, a modalidade de educação escolar oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação.
II- Os sistemas de ensino assegurarão aos educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e organização específicos, para atender às suas necessidades.
III- Ainda, os sistemas de ensino assegurarão aos educandos a terminalidade específica para aqueles que não puderem atingir o nível exigido para a conclusão do Ensino Fundamental, em virtude de suas deficiências, não estando prevista em lei qualquer possibilidade de aceleração para concluir em menor tempo o programa escolar.
A alternativa que responde CORRETAMENTE é:
Para Libâneo (2013), o planejamento não assegura, por si só, o andamento do processo de ensino. É preciso que os planos estejam continuamente ligados à prática, de modo que sejam sempre revistos e refeitos. Considerando a importância do planejamento escolar e da ação do professor para o processo de ensino e aprendizagem, podemos afirmar que:
I- A ação docente vai ganhando eficácia, na medida em que o professor vai acumulando e enriquecendo experiências ao lidar com as situações concretas de ensino.
II- Para planejar, o professor se serve, de um lado, dos conhecimentos do processo didático e das metodologias específicas das matérias e, de outro, da sua própria experiência prática.
III- A cada etapa do processo de ensino convém, que o professor vá registrando no plano de ensino e no plano de aulas novos conhecimentos, novas experiências. Com isso, vai criando e recriando a sua própria didática, vai enriquecendo a sua prática profissional e ganhando mais experiência.
IV- O professor pode usar o planejamento como oportunidade de reflexão e avaliação da sua prática, pois o planejamento escolar é um instrumento que orienta a tomada de decisões em relação às situações docentes de ensino e aprendizagem.
A alternativa que apresenta a(as) afirmativa(as) CORRETA(AS) é:
Após a leitura do texto abaixo, responda à questão
Não há dados sobre o descarte irregular de esgotos e efluentes industriais no Brasil
O cenário de emissões de efluentes no País é turvo. Não temos um atlas completo, no âmbito privado, sobre o quanto empresas, indústrias, condomínios e centros comerciais descartam todos os dias, de forma irregular, milhões de litros dos mais diversos tipos de líquidos que causam impacto extremamente nocivo a rios, lagos, ao solo e aos lençóis freáticos. Não conhecer o tamanho e a geografia desse imenso problema é um alerta que aponta para o complexo desafio que temos pela frente: enfrentarmos a gestão da água como prioridade.
Há, sim, alguns estudos que trazem sinais claros sobre pontos relacionados ao problema do saneamento e do acesso à água no país. O Instituto Trata Brasil realiza um trabalho sério e que contribui na definição de políticas públicas e tomadas de decisões sobre, por exemplo, quais os locais mais carentes de investimentos.
Um dado relevante publicado pela ANA – Agência Nacional das Águas – estima que o consumo das indústrias corresponda a 7% do volume de água consumida no Brasil.[...] Ainda de acordo com o Trata Brasil, em um estudo divulgado esse ano, 35 milhões de pessoas não têm acesso à água potável e cerca de 100 milhões não têm serviço de coleta de esgoto no país. Tendo uma ideia de onde não há acesso à saneamento, têm-se referências sobre os locais mais propensos a ocorrer irregularidades.
Mas os dados parecem ficar sem outras respostas fundamentais. Quais são as maiores indústrias poluidoras que descartam efluentes contaminados? [...] Por fim, por que as instituições de fiscalização não coíbem com eficácia este que é um crime ambiental?
São respostas complexas mas que precisam ser buscadas. Sabe-se, por exemplo, que a indústria automotiva é umas das grandes consumidoras, mas as montadoras - todas com padrões globais - investem muito em tratamento de efluentes e reúso de água. O que já não ocorre tanto com as indústrias periféricas do setor, na qual encontramos ainda muitas irregulares.
A indústria têxtil também necessita de muita água em seus processos. Grandes players precisam seguir rígidos padrões internacionais. Mas e os médios e pequenos negócios que utilizam de componentes tóxicos na tinturaria de tecidos? Não temos essa foto!
Onde há abundância de recursos hídricos como na região norte, nos arredores de Manaus (AM) e Belém (PA), e na região sul no estado de Santa Catarina, por exemplo, o reúso de água na indústria é quase inexistente, assim como são poucos os cases de tratamento legal de efluentes. Há uma triste razão muito clara que explica essa cultura tóxica da gestão de água no Brasil: é mais barato não tratar o efluente e descartá-lo de forma irregular! Lavam as mãos e viram de costas para a natureza e para os valores de ESG, cada vez mais latentes na sociedade atual. E fazem isso pois sabem que correm pouco risco de serem multados ou processados pelas autoridades.
O efluente não tratado quase não deixa rastro, pois acaba se misturando com as águas do corpo receptor onde são lançados. É diferente do resíduo sólido, que é muito mais complicado de escondê-lo.
É preciso que toda a sociedade esteja mobilizada para denunciar quem está irregular, e motivar o cumprimento das leis ambientais.
O Brasil e as empresas de tratamento de águas e efluentes aqui instaladas têm acesso as mais modernas tecnologias que existem no mundo. Tecnologias de ponta, que são práticas confiáveis e que entregam qualidades muito superiores às requeridas pela legislação nacional, que, vale destacar, é considerada uma das mais restritas e exigentes do mundo. Um empreendimento que trata seus efluentes e atende as regulamentações não está somente cumprindo sua obrigação legal, ele estará contribuindo com a melhoria dos mananciais, a sustentabilidade e subsistências das gerações futuras.[...] (DIOGO TARANTO - 07/01/22, Jornal do Brasil)
Na frase abaixo transcrita, presente no 5º parágrafo do texto, há um deslize gramatical no emprego do pronome relativo. Na sequência, são propostas versões com a substituição da forma apresentada no texto-base.
“[...] a indústria automotiva é umas das grandes consumidoras, mas as montadoras [...] investem muito em tratamento de efluentes e reúso de água. O que já não ocorre tanto com as indústrias periféricas do setor, na qual encontramos ainda muitas irregulares”.
I- O que já não ocorre tanto com as indústrias periféricas do setor, no qual encontramos ainda muitas irregulares”.
II- O que já não ocorre tanto com as indústrias periféricas do setor, nas quais encontramos ainda muitas irregulares”.
III- O que já não ocorre tanto com as indústrias periféricas do setor, em que encontramos ainda muitas irregulares”.
IV- O que já não ocorre tanto com as indústrias periféricas do setor, onde encontramos ainda muitas irregulares”.
V- O que já não ocorre tanto com as indústrias periféricas do setor, que encontramos ainda muitas irregulares”.
Algumas estruturas estão corretas, COM EXCEÇÃO apenas de:
Após a leitura do texto abaixo, responda à questão
Não há dados sobre o descarte irregular de esgotos e efluentes industriais no Brasil
O cenário de emissões de efluentes no País é turvo. Não temos um atlas completo, no âmbito privado, sobre o quanto empresas, indústrias, condomínios e centros comerciais descartam todos os dias, de forma irregular, milhões de litros dos mais diversos tipos de líquidos que causam impacto extremamente nocivo a rios, lagos, ao solo e aos lençóis freáticos. Não conhecer o tamanho e a geografia desse imenso problema é um alerta que aponta para o complexo desafio que temos pela frente: enfrentarmos a gestão da água como prioridade.
Há, sim, alguns estudos que trazem sinais claros sobre pontos relacionados ao problema do saneamento e do acesso à água no país. O Instituto Trata Brasil realiza um trabalho sério e que contribui na definição de políticas públicas e tomadas de decisões sobre, por exemplo, quais os locais mais carentes de investimentos.
Um dado relevante publicado pela ANA – Agência Nacional das Águas – estima que o consumo das indústrias corresponda a 7% do volume de água consumida no Brasil.[...] Ainda de acordo com o Trata Brasil, em um estudo divulgado esse ano, 35 milhões de pessoas não têm acesso à água potável e cerca de 100 milhões não têm serviço de coleta de esgoto no país. Tendo uma ideia de onde não há acesso à saneamento, têm-se referências sobre os locais mais propensos a ocorrer irregularidades.
Mas os dados parecem ficar sem outras respostas fundamentais. Quais são as maiores indústrias poluidoras que descartam efluentes contaminados? [...] Por fim, por que as instituições de fiscalização não coíbem com eficácia este que é um crime ambiental?
São respostas complexas mas que precisam ser buscadas. Sabe-se, por exemplo, que a indústria automotiva é umas das grandes consumidoras, mas as montadoras - todas com padrões globais - investem muito em tratamento de efluentes e reúso de água. O que já não ocorre tanto com as indústrias periféricas do setor, na qual encontramos ainda muitas irregulares.
A indústria têxtil também necessita de muita água em seus processos. Grandes players precisam seguir rígidos padrões internacionais. Mas e os médios e pequenos negócios que utilizam de componentes tóxicos na tinturaria de tecidos? Não temos essa foto!
Onde há abundância de recursos hídricos como na região norte, nos arredores de Manaus (AM) e Belém (PA), e na região sul no estado de Santa Catarina, por exemplo, o reúso de água na indústria é quase inexistente, assim como são poucos os cases de tratamento legal de efluentes. Há uma triste razão muito clara que explica essa cultura tóxica da gestão de água no Brasil: é mais barato não tratar o efluente e descartá-lo de forma irregular! Lavam as mãos e viram de costas para a natureza e para os valores de ESG, cada vez mais latentes na sociedade atual. E fazem isso pois sabem que correm pouco risco de serem multados ou processados pelas autoridades.
O efluente não tratado quase não deixa rastro, pois acaba se misturando com as águas do corpo receptor onde são lançados. É diferente do resíduo sólido, que é muito mais complicado de escondê-lo.
É preciso que toda a sociedade esteja mobilizada para denunciar quem está irregular, e motivar o cumprimento das leis ambientais.
O Brasil e as empresas de tratamento de águas e efluentes aqui instaladas têm acesso as mais modernas tecnologias que existem no mundo. Tecnologias de ponta, que são práticas confiáveis e que entregam qualidades muito superiores às requeridas pela legislação nacional, que, vale destacar, é considerada uma das mais restritas e exigentes do mundo. Um empreendimento que trata seus efluentes e atende as regulamentações não está somente cumprindo sua obrigação legal, ele estará contribuindo com a melhoria dos mananciais, a sustentabilidade e subsistências das gerações futuras.[...] (DIOGO TARANTO - 07/01/22, Jornal do Brasil)
Analise as proposições abaixo que dizem respeito aos pontos temáticos abordados no texto:
I- A imprecisão quanto à dimensão do descarte de material nocivo ao ambiente dificulta o enfrentamento e, consequente, o encaminhamento de soluções por parte do setor responsável pela gestão da água.
II- O tratamento de água e efluentes é mais caro em comparação aos resíduos sólidos, motivo de ser mais recorrente o descarte irregular.
III- As indústrias automotiva e têxtil utilizam muita água em suas atividades, mas, apesar dos cuidados para atender às normas de regularização, ainda se detectam infrações por parte das indústrias periféricas do setor e de empresas têxteis de menor porte.
IV- As irregularidades observadas no tratamento dos efluentes ocorrem principalmente nas regiões onde não há acesso a saneamento e, como não há clareza sobre quais são essas regiões, o problema com a gestão da água no Brasil persiste.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Leia o texto abaixo de modo a responder à questão.
A JANELA DOS OUTROS
Gosto dos livros de ficção do psiquiatra Irvin Yalom (Quando Nietzsche chorou, A cura de Schopenhauer) e por isso acabei comprando também seu Os desafios da terapia, em que ele discute alguns relacionamentos-padrão entre terapeuta e paciente, dando exemplos reais. Eu devo ter sido psicanalista em outra encarnação, tanto o assunto me fascina. Ainda no início do livro, ele conta a história de uma paciente que tinha um relacionamento difícil com o pai. Quase nunca conversavam, mas surgiu a oportunidade de viajarem juntos de carro e ela imaginou que seria um bom momento para se aproximarem. Durante o trajeto, o pai, que estava na direção, comentou sobre a sujeira e a degradação de um córrego que acompanhava a estrada. A garota olhou para o córrego a seu lado e viu águas límpidas, um cenário de Walt Disney. E teve a certeza de que ela e o pai realmente não tinham a mesma visão da vida. Seguiram a viagem sem trocar mais palavra. Muitos anos depois essa mulher fez a mesma viagem, pela mesma estrada, dessa vez com uma amiga. Estando agora ao volante, ela surpreendeu-se: do lado esquerdo, o córrego era realmente feio e poluído, como seu pai havia descrito, ao contrário do belo córrego que ficava do lado direito da pista. E uma tristeza profunda se abateu sobre ela por não ter levado em consideração o comentário de seu pai, que a essa altura já havia falecido. Parece uma parábola, mas acontece todo dia: a gente só tem olhos para o que mostra a nossa janela, nunca a janela do outro. O que a gente vê é o que vale, não importa que alguém bem perto esteja vendo algo diferente. A mesma estrada, para uns, é infinita, e para outros, curta. Para uns, o pedágio sai caro; para outros, não pesa no bolso. Boa parte dos brasileiros acredita que o país está melhorando, enquanto que a outra perdeu totalmente a esperança. Alguns celebram a tecnologia como um fator evolutivo da sociedade, outros lamentam que as relações humanas estejam tão frias. Uns enxergam nossa cultura estagnada, outros aplaudem a crescente diversidade. Cada um gruda o nariz na sua janela, na sua própria paisagem. Eu costumo dar uma espiada no ângulo de visão do vizinho. Me deixa menos enclausurada nos meus próprios pontos de vistas, mas, em contrapartida, me tira a certeza de tudo. Dependendo de onde se esteja posicionado, a razão pode estar do nosso lado, mas a perderemos assim que trocarmos de lugar. Só possuindo uma visão de 360 graus para nos declararmos sábios. E a sabedoria recomenda que falemos menos, que batamos menos o martelo e que sejamos menos enfáticos, pois todos estão certos e todos estão errados em algum aspecto da análise. É o triunfo da dúvida. (15/07/2007)
Fonte impressa: Martha Medeiros – Doidas e Santas - Porto Alegre, RS: L&PM, 2010
Na segunda parte do período abaixo exposto, depreende-se da combinação das duas orações uma relação de temporalidade.
“Dependendo de onde se esteja posicionado, a razão pode estar do nosso lado, mas a perderemos assim que trocarmos de lugar”.
Essa mesma relação semântica pode ser estabelecida com a utilização de outros elementos de conexão e/ou ajustes nas formas verbais.
Analise as sugestões apresentadas na sequência e indique a única que NÃO tem equivalência com a do texto-base:
Leia o texto abaixo de modo a responder à questão.
A JANELA DOS OUTROS
Gosto dos livros de ficção do psiquiatra Irvin Yalom (Quando Nietzsche chorou, A cura de Schopenhauer) e por isso acabei comprando também seu Os desafios da terapia, em que ele discute alguns relacionamentos-padrão entre terapeuta e paciente, dando exemplos reais. Eu devo ter sido psicanalista em outra encarnação, tanto o assunto me fascina. Ainda no início do livro, ele conta a história de uma paciente que tinha um relacionamento difícil com o pai. Quase nunca conversavam, mas surgiu a oportunidade de viajarem juntos de carro e ela imaginou que seria um bom momento para se aproximarem. Durante o trajeto, o pai, que estava na direção, comentou sobre a sujeira e a degradação de um córrego que acompanhava a estrada. A garota olhou para o córrego a seu lado e viu águas límpidas, um cenário de Walt Disney. E teve a certeza de que ela e o pai realmente não tinham a mesma visão da vida. Seguiram a viagem sem trocar mais palavra. Muitos anos depois essa mulher fez a mesma viagem, pela mesma estrada, dessa vez com uma amiga. Estando agora ao volante, ela surpreendeu-se: do lado esquerdo, o córrego era realmente feio e poluído, como seu pai havia descrito, ao contrário do belo córrego que ficava do lado direito da pista. E uma tristeza profunda se abateu sobre ela por não ter levado em consideração o comentário de seu pai, que a essa altura já havia falecido. Parece uma parábola, mas acontece todo dia: a gente só tem olhos para o que mostra a nossa janela, nunca a janela do outro. O que a gente vê é o que vale, não importa que alguém bem perto esteja vendo algo diferente. A mesma estrada, para uns, é infinita, e para outros, curta. Para uns, o pedágio sai caro; para outros, não pesa no bolso. Boa parte dos brasileiros acredita que o país está melhorando, enquanto que a outra perdeu totalmente a esperança. Alguns celebram a tecnologia como um fator evolutivo da sociedade, outros lamentam que as relações humanas estejam tão frias. Uns enxergam nossa cultura estagnada, outros aplaudem a crescente diversidade. Cada um gruda o nariz na sua janela, na sua própria paisagem. Eu costumo dar uma espiada no ângulo de visão do vizinho. Me deixa menos enclausurada nos meus próprios pontos de vistas, mas, em contrapartida, me tira a certeza de tudo. Dependendo de onde se esteja posicionado, a razão pode estar do nosso lado, mas a perderemos assim que trocarmos de lugar. Só possuindo uma visão de 360 graus para nos declararmos sábios. E a sabedoria recomenda que falemos menos, que batamos menos o martelo e que sejamos menos enfáticos, pois todos estão certos e todos estão errados em algum aspecto da análise. É o triunfo da dúvida. (15/07/2007)
Fonte impressa: Martha Medeiros – Doidas e Santas - Porto Alegre, RS: L&PM, 2010
Analise as explicações a seguir com relação ao modo de estruturação do período abaixo transcrito:
“E a sabedoria recomenda que falemos menos, que batamos menos o martelo e que sejamos menos enfáticos, pois todos estão certos e todos estão errados em algum aspecto da análise”.
I- É um período misto, sendo composto por três orações subordinadas substantivas objetivas diretas que estão coordenadas entre si.
II- Os verbos presentes nas orações subordinadas se apresentam no imperativo.
III- É um período misto, que apresenta, além de três orações subordinadas, três estruturas coordenadas.
IV- A oração introduzida pelo item pois classifica-se como subordinada adverbial causal.
V- As estruturas iniciadas pelo que admitem a paráfrase: “E a sabedoria recomenda falarmos menos, batermos menos o martelo e sermos menos enfáticos.”
São CORRETAS apenas as afirmações:
Leia o texto abaixo de modo a responder à questão.
A JANELA DOS OUTROS
Gosto dos livros de ficção do psiquiatra Irvin Yalom (Quando Nietzsche chorou, A cura de Schopenhauer) e por isso acabei comprando também seu Os desafios da terapia, em que ele discute alguns relacionamentos-padrão entre terapeuta e paciente, dando exemplos reais. Eu devo ter sido psicanalista em outra encarnação, tanto o assunto me fascina. Ainda no início do livro, ele conta a história de uma paciente que tinha um relacionamento difícil com o pai. Quase nunca conversavam, mas surgiu a oportunidade de viajarem juntos de carro e ela imaginou que seria um bom momento para se aproximarem. Durante o trajeto, o pai, que estava na direção, comentou sobre a sujeira e a degradação de um córrego que acompanhava a estrada. A garota olhou para o córrego a seu lado e viu águas límpidas, um cenário de Walt Disney. E teve a certeza de que ela e o pai realmente não tinham a mesma visão da vida. Seguiram a viagem sem trocar mais palavra. Muitos anos depois essa mulher fez a mesma viagem, pela mesma estrada, dessa vez com uma amiga. Estando agora ao volante, ela surpreendeu-se: do lado esquerdo, o córrego era realmente feio e poluído, como seu pai havia descrito, ao contrário do belo córrego que ficava do lado direito da pista. E uma tristeza profunda se abateu sobre ela por não ter levado em consideração o comentário de seu pai, que a essa altura já havia falecido. Parece uma parábola, mas acontece todo dia: a gente só tem olhos para o que mostra a nossa janela, nunca a janela do outro. O que a gente vê é o que vale, não importa que alguém bem perto esteja vendo algo diferente. A mesma estrada, para uns, é infinita, e para outros, curta. Para uns, o pedágio sai caro; para outros, não pesa no bolso. Boa parte dos brasileiros acredita que o país está melhorando, enquanto que a outra perdeu totalmente a esperança. Alguns celebram a tecnologia como um fator evolutivo da sociedade, outros lamentam que as relações humanas estejam tão frias. Uns enxergam nossa cultura estagnada, outros aplaudem a crescente diversidade. Cada um gruda o nariz na sua janela, na sua própria paisagem. Eu costumo dar uma espiada no ângulo de visão do vizinho. Me deixa menos enclausurada nos meus próprios pontos de vistas, mas, em contrapartida, me tira a certeza de tudo. Dependendo de onde se esteja posicionado, a razão pode estar do nosso lado, mas a perderemos assim que trocarmos de lugar. Só possuindo uma visão de 360 graus para nos declararmos sábios. E a sabedoria recomenda que falemos menos, que batamos menos o martelo e que sejamos menos enfáticos, pois todos estão certos e todos estão errados em algum aspecto da análise. É o triunfo da dúvida. (15/07/2007)
Fonte impressa: Martha Medeiros – Doidas e Santas - Porto Alegre, RS: L&PM, 2010
Analise as proposições a seguir, que abordam aspectos temáticos e estruturais do texto e, em seguida, responda ao que se pede.
I- Tendo como base uma situação de conflito de opiniões entre pai e filha, o texto tem a pretensão de trazer um ensinamento, ou a moral da história – ninguém está totalmente certo ou totalmente errado. Em virtude dessa característica, classifica-se, quanto ao gênero, como uma fábula.
II- Em tempos de tanta informação – verdadeiras e falsas – e de embates de opiniões, o texto destaca a coexistência de diferentes perspectivas de análise dos fatos, fruto das diferentes visões de mundo – como ilustram a experiência vivida por pai e filha nas situações diversas do cotidiano apresentadas.
III- O texto caracteriza-se, quanto à estruturação, como predominantemente narrativo, com sequências expositivas e um tom argumentativo, pois a autora inicia a narrativa em 1ª pessoa, logo muda para a 3ª pessoa, ao se reportar ao livro que traz a história vivida por pai e filha e, em seguida, passa a expor fatos do cotidiano de modo a assegurar seu posicionamento a favor da relatividade de opiniões.
É CORRETO o que se afirma em:
Após a leitura do texto abaixo, responda à questão:
AS DORES DA CONQUISTA
A dor é o denominador comum a todo tipo de sucesso. Sem aquele esforço extra que a provoca, pouco ou nada se conquista. Pode reparar: sem muito trabalho não se obtêm resultados excelentes – uma regra de ouro que vale para atletas profissionais e amadores, concertista, chefs, executivos, empresários ou qualquer pessoa que se imponha um desafio. Não importam o tamanho e a natureza do obstáculo a ser contornado. Pode ser a complexidade da burocracia para dar início a um novo empreendimento, a disposição de acordar mais cedo, a determinação de emagrecer. Em qualquer caso, a labuta resulta em superação, em excelência, em aperfeiçoamento.
[...] Mas a questão não é se é bom ou ruim sentir dor. A questão é: se a dor é inevitável para progredir na vida, então como lidar com ela? Em primeiro lugar, é preciso ter consciência de que toda dor sempre é localizada. O cérebro é que se encarrega de transmitir a sensação de dor generalizada, como se uma torção no tornozelo, por exemplo, tivesse reflexo no corpo inteiro.
Qualquer dor é chata, claro, e não quis aqui dourar a pílula. Mas ganhamos quando conseguimos coloca-la no devido lugar – o lugar onde ela deveria ficar circunscrita. Não é impossível. Para ajudar, pense nela como aquele ingrediente sem o qual não calibramos a doçura de um coquetel. (Veja, 27/10/21)
Analise as proposições a seguir elencadas, que tratam de alguns recursos linguísticos empregados no texto e as classifique, indicando (V) para verdadeiro e (F), para falso:
( ) Em “O cérebro é que se encarrega de transmitir a sensação de dor generalizada.”, ocorre o uso da partícula expletiva de realce “É QUE”, cuja função é focalizar ou pôr em destaque o papel do cérebro.
( ) Em “Não importam o tamanho e a natureza do obstáculo a ser contornado.”, há uma inversão na disposição dos termos oracionais, estando o sujeito composto posposto ao verbo.
( ) Em “Qualquer dor é chata, claro, e não quis aqui dourar a pílula. Mas ganhamos quando conseguimos coloca-la no devido lugar – o lugar onde ela deveria ficar circunscrita.”, a informação que segue ao sinal de travessão corresponde a um aposto.
( ) Em “Para ajudar, pense nela como aquele ingrediente sem o qual não calibramos a doçura de um coquetel”, a oração introduzida pelo SEM O QUAL classifica-se como adjetiva explicativa.
A sequência CORRETA de preenchimento dos parênteses é:
Após a leitura do texto abaixo, responda à questão:
AS DORES DA CONQUISTA
A dor é o denominador comum a todo tipo de sucesso. Sem aquele esforço extra que a provoca, pouco ou nada se conquista. Pode reparar: sem muito trabalho não se obtêm resultados excelentes – uma regra de ouro que vale para atletas profissionais e amadores, concertista, chefs, executivos, empresários ou qualquer pessoa que se imponha um desafio. Não importam o tamanho e a natureza do obstáculo a ser contornado. Pode ser a complexidade da burocracia para dar início a um novo empreendimento, a disposição de acordar mais cedo, a determinação de emagrecer. Em qualquer caso, a labuta resulta em superação, em excelência, em aperfeiçoamento.
[...] Mas a questão não é se é bom ou ruim sentir dor. A questão é: se a dor é inevitável para progredir na vida, então como lidar com ela? Em primeiro lugar, é preciso ter consciência de que toda dor sempre é localizada. O cérebro é que se encarrega de transmitir a sensação de dor generalizada, como se uma torção no tornozelo, por exemplo, tivesse reflexo no corpo inteiro.
Qualquer dor é chata, claro, e não quis aqui dourar a pílula. Mas ganhamos quando conseguimos coloca-la no devido lugar – o lugar onde ela deveria ficar circunscrita. Não é impossível. Para ajudar, pense nela como aquele ingrediente sem o qual não calibramos a doçura de um coquetel. (Veja, 27/10/21)