Foram encontradas 747 questões
Resolva questões gratuitamente!
Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!
Considere que um grupo de estudantes do 7º ano do Ensino Fundamental para elaborar um trabalho sobre recursos hídricos escolheu tratar do tema: nascentes em ambientes urbanos. Nesse trabalho, os estudantes pretendem localizar algumas nascentes no bairro da escola. Como instrumento de apoio, eles encontraram quatro cartas topográficas do município, porém com escalas diferentes.
Qual é a escala mais apropriada para a realização do trabalho desses estudantes
Leia o texto a seguir.
“Belo Horizonte tem sido objeto de intensa e ubíqua competição por seus muros, fachadas e monumentos públicos. Complexos e incompreensíveis signos tatuam a paisagem urbana, deixando pistas acerca dos limites das áreas de influência de grupos de pichadores. Trata-se de uma forma de expressão e apropriação do espaço urbano levada a cabo por indivíduos e grupos marginalizados, que travam silenciosas batalhas pelo controle de muros, fachadas e quarteirões da cidade. Dessa forma, além de representar as contradições inerentes aos grupos sociais urbanos, a paisagem armazena o presente e o passado dessas silentes batalhas, transformando-se em referência histórica para os praticantes do picho”.
DINIZ, AMA; FERREIRA, RBG; ALCÂNTARA, SA. “Pichação, paisagem e território no hipercentro de Belo Horizonte”. In: Cadernos de Arquitetura e Urbanismo. V.22, nº 30, 2015. p. 85-103 (Adaptação).
Analise as afirmativas a seguir a respeito do fenômeno urbano da pichação.
I. As pichações resultam na fragmentação do espaço urbano em pequenos territórios, que, muitas vezes, restringem-se à escala dos muros, onde são inscritos signos reveladores das especificidades de indivíduos e de grupos de pichadores.
II. Se um indivíduo de determinado grupo ou região pichar um muro e, em um segundo momento, outro pichador sobrepuser a marcação original com outra inscrição, estabelece-se um conflito de territorialidades, podendo causar atritos entre os grupos.
III. O espaço demarcado pelas pichações deve ser visto na perspectiva de apropriação que incorpora uma dimensão simbólica, identitária, por isso o conceito de lugar é o mais adequado à sua compreensão.
Estão corretas as afirmativas

Analise as definições a seguir.
I. Porção do espaço caracterizada por um tipo de combinação dinâmica, portanto instável, de elementos físicos, biológicos e antrópicos que, ao reagirem dialeticamente uns sobre os outros, formam um conjunto geográfico indissociável.
II. É fundamentalmente um espaço definido e delimitado por e a partir de relações de poder, podendo ser analisado, sobretudo, por meio das vertentes jurídico-política, cultural e econômica.
III. Conjunto de área onde há o domínio de determinadas características que distinguem aquela porção do espaço das demais.
As definições I, II e III referem-se respectivamente, às seguintes categorias da análise geográfica:
Guyard (2011), no capítulo “Objeto e método da Literatura Comparada”, fala das diferentes vias em que se engajam os estudos de Literatura Comparada.
A partir das reflexões esboçadas nesse capítulo, analise as afirmativas a seguir.
I. A literatura comparada é a história das relações literárias internacionais, por isso o comparatista se encontra nas fronteiras, linguísticas ou nacionais, e acompanha as mudanças de temas, de ideias, de livros ou de sentimentos entre duas ou mais literaturas.
II. Faz parte do escopo dos comparatistas inquirir acerca do destino dos gêneros, levantando questões como: Por que não se compõem mais tragédias de cinco atos em versos? Por que, no início do século XIX, em todos os países da Europa se escreviam romances históricos? Por que em todo o Ocidente os poetas da Renascença celebram em sonetos seus amores?
III. Os métodos comparatistas deverão se adaptar a pesquisas também variadas. Todos, entretanto, pressupõem preencher as mesmas condições necessárias: conhecimento aprofundado da obra e do homem, dos quais se especula o destino, bem como do meio receptor; estudo meticuloso dos livros, dos jornais, das revistas; atenção constante à cronologia; na exposição das conclusões, prudente distinção entre influência e sucesso e entre os diferentes tipos de influência.
Estão corretas as afirmativas
Leia a seguir um trecho da Base Nacional Curricular Comum (BNCC) referente ao ensino de Língua Portuguesa nos anos finais do Ensino Fundamental.
“Aprofunda-se, nessa etapa, o tratamento dos gêneros que circulam na esfera pública, nos campos jornalísticomidiático e de atuação na vida pública. No primeiro campo, os gêneros jornalísticos – informativos e opinativos – e os publicitários são privilegiados, com foco em estratégias linguístico-discursivas e semióticas voltadas para a argumentação e persuasão. Para além dos gêneros, são consideradas práticas contemporâneas de curtir, comentar, redistribuir, publicar notícias, curar etc. e tematizadas questões polêmicas envolvendo as dinâmicas das redes sociais e os interesses que movem a esfera jornalística-midiática. [...] Trata-se de promover uma formação que faça frente a fenômenos como o da pós-verdade, o efeito bolha e proliferação de discursos de ódio, que possa promover uma sensibilidade para com os fatos que afetam drasticamente a vida de pessoas e prever um trato ético com o debate de ideias.”
(BRASIL, 2018, p. 134-135)
Considerando esses indicadores da BNCC, avalie as afirmativas a seguir.
I. Tem destaque na atualidade a questão da confiabilidade da informação, da proliferação de fake news, da manipulação de fatos e opiniões.
II. A proliferação de discurso de ódio é crescente na atualidade.
III. É preciso comparar e analisar notícias em diferentes fontes e mídias, com análise de sites e serviços checadores de notícias e com exercício de curadoria, utilizando para isso, inclusive, ferramentas digitais.
IV. São fundamentais o trato e o respeito com o diferente para que exista uma participação ética e respeitosa em debates de ideias.
A respeito dessas afirmativas, assinale a alternativa correta.
Leia o trecho a seguir.
“Ao contrário das pessoas, línguas podem ressuscitar, desde que o conhecimento seja preservado (num dicionário, por exemplo) e passado adiante. Foi o que aconteceu com o hebraico, que sumiu na Idade Média – quando passou a ter somente uso litúrgico – para renascer como o idioma oficial de Israel. Se a língua morre sem registro, ela é considerada extinta. A linguista Januacele da Costa, da UFPE, estima que esse tenha sido o destino de 1.200 idiomas brasileiros desde a chegada dos portugueses. Na tentativa de salvar as línguas indígenas, linguistas e professores se esforçam para ensiná-las às novas gerações. Hoje, há 2 422 escolas que oferecem alfabetização bilíngue para as crianças índias.”
Disponível em: <https://super.abril.com.br/historia/quantas-linguas-sao-faladas-no-Brasil/>.Acesso em: 12 mar. 2019. [Fragmento].
“A linguista Januacele da Costa, da UFPE, estima que esse tenha sido o destino de 1.200 idiomas brasileiros desde a chegada dos portugueses”, o pronome demonstrativo em destaque retoma a ideia de
A seguir, tem-se o trecho de um texto literário em que se representa uma fala espontânea.
Mas
Deixa eu falar eu não acabei ainda não deixa eu desabafar eu nunca falo
As crianças... vai acabar acordando as fico segurando as pontas aqui dentro de casa nem para trocar uma lâmpada você serve claro você tem muitas qualidades é fiel honesto trabalhador mas uma mulher uma mulher precisa muito mais do que isso muito mais
In: RUFFATO, L. Eles eram muitos cavalos. 11 ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2013.
Qual das características a seguir evidencia ser esse trecho a representação de um texto oral?
Sou preta fujona Preparada para enfrentar o sistema Empino o black sem problema Invado a cena
Sou preta fujona Defendo um escurecimento necessário Tiro qualquer racista do armário Enfio o pé na porta e entro
Cristiane Sobral. Disponível em: <https://pretaeacademica.wordpress.com/2017/04/26/retina-negra-por-cristiane-sobral/>.Acesso em: 10 mar. 2019.
Sobre a imagem poética construída nesse poema, é correto afirmar que
O poema “desconjugações” utiliza, como recurso expressivo no interior dos versos, ora a repetição de sons consonantais, como em “digo, / dizes, / [...] ditadores”, ora a repetição de sons vocálicos, como em “informo, / informas, / [...] infames”.
Esses recursos expressivos denominam-se, respectivamente,
Em A gramática do texto, no texto, Costa Val (2002)
propõe, para se ensinar “a gramática que ‘acontece’ no
texto” (p. 130), uma abordagem que
“O acento grave (`) no a tem duas aplicações distintas, explica Celso Pedro Luft (1921-1995) no hoje clássico Decifrando a Crase (Globo, 2005: 16):
1. Sinalizar uma fusão (a crase): indica que o a vale por dois (à = a a).
2. Evitar ambiguidade: sinaliza a preposição a em expressões de circunstância com substantivo feminino singular, indicando que não se deve confundi-la com o artigo a.”
Disponível em: <http://www.revistaeducacao.com.br/quando-crase-muda-o-sentido/>.Acesso em: 10 mar. 2019. [Fragmento].
Tendo em vista a regência verbal na norma-padrão, assinale a alternativa em que a desambiguação entre os exemplos com e sem crase, nos parênteses, foi interpretada incorretamente.
Leia o texto a seguir.
A língua e o caráter de um povo
A linguagem é muito mais do que um meio de comunicação ou de interação social. Ela é a roupa que veste nossas intenções comunicativas, nossos pontos de vista, nossa capacidade de influenciar, emocionar e questionar. Ao enunciar num idioma e numa determinada sintaxe, não há escapatória. Há apenas um redundante beco sem saída. Somos condenados a ter uma posição. Quando falamos, expomos nossa visão de mundo, revelamos se somos conservadores, machistas, liberais, de direita, de esquerda, moderados, malucos, razoáveis e por aí vai.
A linguagem revela as intenções do usuário — e uma língua, o caráter de um povo. Em nosso idioma, então, a situação se complica, porque ele espelha nossa volubilidade e frouxidão moral. Basta que se solte um “meio proibido” para que coloquemos em dúvida o caráter de uma nação. Ora, caberia a possibilidade de que tenhamos uma situação mais proibida do que outra? Por exemplo, é proibido estacionar sobre a calçada ou é apenas meio proibido? Mas, como somos um povo normativo e trambiqueiro — que gosta de regras, mas ama quebrá-las —, a língua deu um jeito de colocar os pingos nos is, inventar uma proibição de verdade e lavrar com mão nas escrituras a sentença definitiva: “expressamente proibido”.
A nossa conjunção adversativa “mas”, indicadora de oposição e de contrariedade, revela mais do que gostaríamos de dizer. “Não sou machista, mas é que as mulheres…”. Não há dúvida de que a sequência da frase revelará o machismo que se pretende esconder ou atenuar. Basta observar que o “mas” é um reforçador do que se enuncia. Não é diferente dizer “voto em fulano porque ele rouba, mas faz” ou “não voto em fulano porque ele faz, mas rouba”?
Na selva perigosa da linguagem não há isenção na enunciação, nela não basta alardear o feito sem o bicho (fazendo uma alusão à expressão “matar a cobra e mostrar o pau”).
Disponível em: <http://www.revistaeducacao.com.br/lingua-e-ocarater-de-um-povo/>. Acesso em: 10 mar. 2019. (Adaptação)
O texto “A língua e o caráter de um povo” tem como objetivo principal
Disponível em: <https://www.letras.mus.br/gonzaguinha/490928/>. Acesso: 12 mar. 2019.
A música de Gonzaguinha foi composta em uma variedade linguística regional. Na letra, essa variedade revela-se na grafia de certas palavras que se distingue da correspondente na variedade linguística considerada padrão. Assinale a alternativa em que as alterações gráficas apontadas seguem a mesma regularidade.
Cafieiro (2010) apresenta uma reflexão sobre o ensino de leitura e a formação de leitores críticos no Ensino Fundamental. A partir da discussão promovida pela autora, assinale com V as afirmativas verdadeiras e com F as falsas.
( ) A leitura é um processo cognitivo, histórico, cultural e social de produção de sentidos.
( ) O leitor é sujeito ativo do processo de leitura, pois estabelece relações entre as informações do texto e seus conhecimentos de mundo.
( ) Os textos, em geral, são atemporais e desprendidos da cultura que os gerou.
( ) O planejamento macro da escola deve indicar quais gêneros de textos serão enfatizados em cada série / ano para evitar que os mesmos gêneros sejam estudados novamente em séries / anos subsequentes.
( ) Os gêneros de texto devem ser meio e não fim na condução das atividades de ensino de leitura. Assinale a sequência correta.
Leia o trecho a seguir.
Bechara (2004) faz uma distinção de elementos que denotam circunstâncias (lugar, tempo etc) entre adjuntos circunstanciais e complementos relativos, ambos categorizados como adjuntos adverbiais pela gramática tradicional. O autor utiliza como exemplo a oração “Os carregadores puseram o móvel na sala logo pela manhã” e aplica um teste de redução – em que se retira um termo da oração para verificar se esse termo é obrigatório, se pertence à regência do verbo. Mostra que “na sala” é complemento relativo e “logo pela manhã” é adjunto adverbial, pois, com a retirada do primeiro (“Os carregadores puseram o móvel logo pela manhã”), a oração se torna sintaticamente incompleta.
Considerando a perspectiva de Bechara (2004), assinale a alternativa em que o elemento em destaque se categoriza como complemento relativo.
Na obra Ensino de Português e Linguística, Ana Carolina Sperança-Criscuolo propõe ao professor de português uma atividade em que aparecem as seguintes sentenças, relativamente ao estudo do período composto:
a. Disseram que João arrumou um novo emprego.
b. Ontem encontrei Joaquim e ele disse: “João arrumou um novo emprego”.
c. Eu vi que João arrumou um novo emprego.
d. Acho que João arrumou um novo emprego.
e. É provável que João tenha arrumado um novo emprego.
f. O fato é que João arrumou um novo emprego.
SPERANÇA-CRISCUOLO, 2016, p. 94. (Adaptação)
A autora propõe, por meio da apresentação dessas setenças, que o professor deve levar o aluno a ser capaz de