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Q1320471 Farmácia
Um importante processo para a efetividade de um fármaco, no seu sítio de ação, é o processo de biotransformação, responsável pelo processo de conversão metabólica. Em relação à biotransformação, marque o item INCORRETO:
Alternativas
Q1320470 Farmácia
Em relação ao Pacto pela Saúde, documento publicado no ano de 2006, é correto afirmar, EXCETO:
Alternativas
Q1320469 História e Geografia de Estados e Municípios

“Do latim limitrŏphus, limítrofe é algo contíguo, vizinho, fronteiriço ou confinante. O conceito está relacionado com a noção de limite (uma linha real ou imaginária que separa dois territórios, países ou terrenos).

Uma divisão político-administrativa apresenta diversas regiões diferenciadas por limites impostos pelo homem. As fronteiras territoriais supõem esses limites, que marcam as divisões. As regiões contíguas são limítrofes (partilham limites)”.

( Disponível em :<http://conceito.de/limitrofe>. Acesso em: 28 nov. 2016).


São municípios limítrofes de Esmeraldas, EXCETO:

Alternativas
Q1320468 História e Geografia de Estados e Municípios

Em relação às chuvas que atingem o município de Esmeraldas, assinale (V) para as afirmativas Verdadeiras e (F) para as Falsas.


( ) A precipitação média anual em Esmeraldas é de 1.557mm.

( ) O período chuvoso coincide com o verão e é mais forte nos meses de julho e agosto.

( ) O período seco, de quatro a cinco meses, corresponde ao inverno.

( ) Nos meses de maio, junho, julho e agosto, os índices pluviométricos ficam em torno de 91%.


A sequência CORRETA, de cima para baixo, é:

Alternativas
Q1320467 História e Geografia de Estados e Municípios

“Art déco” é um estilo artístico de caráter decorativo que surgiu na Europa, na década de 1920. Em seguida, o estilo alcançou os Estados unidos e outros países do mundo, já na década de 1930. Este estilo esteve presente na arquitetura, design industrial, mobiliário, moda e decoração.

( ESMERALDAS. Esmeraldas didático, 1ª edição, Esmeraldas: Formato 2, 2016.)


Há em Esmeraldas uma construção em estilo “Art déco” que atualmente abriga:

Alternativas
Q1320466 História e Geografia de Estados e Municípios

O solo é um corpo de material inconsolidado que cobre a superfície terrestre.

O solo, contudo, pode ser visto sobre diferentes óticas. Para um engenheiro agrônomo, o solo é a camada na qual pode-se desenvolver vida (vegetal e animal). Para um engenheiro civil, sob o ponto de vista da mecânica dos solos, solo é um corpo passível de ser escavado, sendo utilizado dessa forma como suporte para construções ou material de construção. Para um biólogo, através da ecologia e da pedologia, o solo infere sobre a ciclagem biogeoquímica dos nutrientes minerais e determina os diferentes ecossistemas e habitats dos seres vivos.

(Disponível em : < https://pt.wikipedia.org/wiki/Solo-> Acesso em: 28 nov. 2016).


Em relação aos tipos de solos detectados no município de Esmeraldas, relacione a 2ª coluna de acordo com a 1ª:


( 1 ) Solos Litólicos.

( 2 ) Solos Aluviais.

( 3 ) Solos Cambissolos.

( 4 ) Solos Podzólicos.

( 5 ) Solos Hidromórficos.


( ) Solos que se desenvolvem sob a influência de lençol freático alto.

( ) Solos que não apresentam muita variação nos teores de argila.

( ) Solos em camadas. São formados pela sedimentação de áreas de várzea e vales.

( ) Solos mais novos. A rocha está próxima à superfície.

( ) Solos de região florestal de clima úmido, com perfis bem desenvolvidos. 


A sequência CORRETA, de cima para baixo, é:

Alternativas
Q1320465 História e Geografia de Estados e Municípios
Em relação aos aspectos históricos do município de Esmeraldas, é INCORRETO afirmar:
Alternativas
Q1320464 Enfermagem
O principal objetivo de implantar o Núcleo de Assistência à Saúde da família (Nasf) nos municípios do Brasil é aumentar efetivamente a resolutividade e a qualidade da Atenção Básica. Sobre o Nasf, pode-se afirmar que: 
Alternativas
Q1320463 Enfermagem
Todas as questões estão corretas, segundo a Portaria nº 2488, de 21 de outubro de 2011, EXCETO:
Alternativas
Q1320462 Enfermagem

A Atenção Básica é desenvolvida por meio do exercício de práticas de cuidado e gestão, democráticas e participativas, sob forma de trabalho em equipe, dirigidas a populações de territórios definidos, pelas quais assume a responsabilidade sanitária, considerando a dinamicidade existente no território em que vivem essas populações.


Analise as proposições sobre a Atenção Básica.


I- A Atenção Básica é desenvolvida com o mais alto grau de descentralização e capilaridade, próxima da vida das pessoas.

II- A principal porta de entrada é o centro de comunicação da Rede de Atenção à Saúde.

III- Orienta-se pelos princípios da universalidade, da acessibilidade, do vínculo, da continuidade do cuidado, da integralidade da atenção, da responsabilização, da humanização, da equidade e da participação social.

IV-A Atenção Básica considera o sujeito em sua singularidade e inserção sociocultural, buscando produzir a atenção integral.


É CORRETO o que se afirma em:

Alternativas
Q1320461 Enfermagem
A Atenção Básica tem como fundamentos e diretrizes, EXCETO:
Alternativas
Q1320460 Enfermagem

A Atenção Básica caracteriza-se por um conjunto de ações de saúde, no âmbito individual e coletivo, que abrange a promoção e a proteção da saúde, a prevenção de agravos, o diagnóstico, o tratamento, a reabilitação, a redução de danos e a manutenção da saúde com o objetivo de desenvolver uma atenção integral que impacte na situação de saúde e autonomia das pessoas e nos determinantes e condicionantes de saúde das coletividades.


A partir dessa premissa, avalie as proposições abaixo.


I- É desenvolvida por meio do exercício de práticas que visam à cura e de forma pontual, sob forma de trabalho focada no médico, dirigidas a populações adoecidas, pelas quais assume a responsabilidade sanitária, considerando a dinamicidade existente no território em que vivem essas populações.

II- É desenvolvida com o mais alto grau de centralização e foco na doença, próxima da vida das pessoas.

III- Orienta-se pelos princípios do individual, com controle por ordem de acesso, amoral, descontinuidade do cuidado, da atenção parcial, da desresponsabilização, da desumanização, da desigualdade e da anulação social.

IV-A Atenção Básica considera o sujeito no coletivo proscrevendo sua inserção sociocultural, buscando produzir a atenção restrita.


É CORRETO o que se afirma em:

Alternativas
Q1320459 Enfermagem

Baseado nas diretrizes para a estruturação da Rede de Atenção a Saúde (RAS), avalie as afirmativas.


I- A Rede de Atenção à Saúde é definida como arranjos organizativos de ações e serviços de saúde, de diferentes densidades tecnológicas, que integradas por meio de sistemas de apoio técnico, logístico e de gestão, buscam garantir a integralidade do cuidado.

II- O objetivo da RAS é promover a integração sistêmica, de ações e serviços de saúde, com provisão de atenção descontínua, integral, de qualidade, responsável e humanizada, bem como incrementar o desempenho do Sistema, em termos de acesso, equidade, eficácia clínica e sanitária; e eficiência econômica.

III- Caracteriza-se pela formação de relações verticais entre os pontos de atenção com o centro de comunicação na Atenção Primária à Saúde (APS), pela centralidade nas necessidades em saúde de uma população, pela responsabilização na atenção contínua e integral, pelo cuidado multiprofissional, pelo compartilhamento de objetivos e compromissos com os resultados sanitários e econômicos.

IV-Fundamenta-se na compreensão da APS como primeiro nível de atenção, enfatizando a função resolutiva dos cuidados primários sobre os problemas mais comuns de saúde e a partir do qual se realiza e coordena o cuidado em todos os pontos de atenção.


É CORRETO o que se afirma em:

Alternativas
Q1320457 Enfermagem
Humanizar é, então, ofertar atendimento de qualidade articulando os avanços tecnológicos com acolhimento, com melhoria dos ambientes de cuidado e das condições de trabalho dos profissionais. Assim, esse processo pressupõe, EXCETO:
Alternativas
Q1320456 Enfermagem
A Lei n° 8.142 determina, EXCETO:
Alternativas
Q1320455 Saúde Pública
A Lei nº 8.080 determina que, EXCETO:
Alternativas
Q1320454 Português

TEXTO IV


Ouça um bom conselho...

    Uma das formas mais comuns e contraditórias de buscar transmitir experiência e proferir conselhos conclusivos a partir de uma vivência presumidamente autorizada e consistente é aquela expressa nas máximas e aforismos. Todos -desde pequenosouvimos dos mais idosos do que nós, independentemente da faixa etária, muitos provérbios e sentenças presentes nas fábulas, nos livros religiosos ou até nos parachoques de caminhões. Passamos a vida em contato com ditados e definições que carregam um conceito moral ou de conduta e cuja finalidade central, ao serem expressos, é ensinar ou advertir, seja pela sabedoria acumulada ou, especialmente, pela carga de repreensão e impacto contidos.

    Há uma forte suposição por trás do ensinamento ou da admoestação apoiados nas máximas: a eficácia da transmissão de uma experiência alheia já testada, degustada e corroborada, estando, assim, próxima do indiscutível. Caberia ao presenteado com o conselho proverbial apenas aquiescer e seguir obsequiosamente, louvando a sabedoria milenar à qual foi apresentado e salvo de ter de dolorosamente provar por si mesmo.

    Para evitar um dogmatismo que, muitas vezes, cumpre uma função doutrinadora e indutora de fragilidade mental, é preciso ir colocando incômodos pontos de interrogação ao final de muitas das máximas. De fato, quem espera sempre alcança? A pressa é inimiga da perfeição? A vingança tarda, mas não falha? Cada um sabe onde aperta o sapato? Deus ajuda quem cedo madruga? O silêncio é de ouro? Quem não deve não teme? Vaso ruim nunca quebra? Cão que ladra não morde? Tal pai, tal filho? Quem viver verá? O hábito faz o monge? Quem parte e reparte fica com a melhor parte? Perdido por um, perdido por cem? Duvidemos um pouco...

    Impossível transferir experiências! Daí, inclusive, a fraqueza contida nas boas intenções das frases que se iniciam com um "eu, se fosse você..." ou "olha, no seu lugar eu faria..." ou ainda "se eu estivesse na sua situação". É por isso que o dramaturgo espanhol Jacinto Benavente, não por acaso um especial usuário das ideias de Freud no teatro e na literatura da Espanha das décadas iniciais do século 20, foi tão enfático ao dizer que "ninguém aprende a viver pela experiência alheia; a vida seria ainda mais triste se, ao começarmos a viver, já soubéssemos que viveríamos apenas para renovar a dor dos que viveram antes".

    Ademais, o mundo dos provérbios na literatura foi majoritariamente um domínio masculino na convicção de que tais verdades são fruto de uma reflexão e vivência sobre as quais mulheres teriam um alcance limitado. Se "lugar de mulher é na cozinha" e "cada macaco no seu galho", a produção de máximas ou sentenças foi quase sempre privilégio de escritores ou políticos. Raríssimas foram as mulheres que se arvoraram a adentrar em um terreno que se supôs fora das fronteiras da vacuidade ou indigência cruelmente atribuídas à mente feminina.

     Uma das raras audaciosas a publicar um livro com aforismos foi a austríaca Marie von EbnerEschenbac, pertencente à nobreza do século 19 (e, por isso, com obras de cunho social censuradas pelo governo do imperador Francisco José). Essa mulher, a primeira na história a receber um doutorado honoris causa da Universidade de Viena, em 1900, teve reconhecida sua capacidade em um ambiente homocêntrico e não perdeu a chance de dizer que "ter experimentado muitas coisas ainda não quer dizer que se tem experiência".

    Alguns, em nome da profusão de coisas sofregamente vividas, são reféns de muitas e exageradas certezas! Mais vale um pássaro na mão do que dois voando? Melhor ficar livre, leve e solto com o iluminado Mário Quintana que, no seu "Poeminha do Contra", ensinou: "Todos esses que aí estão / atravancando meu caminho, / eles passarão... / eu passarinho!".


(CORTELLA, Mario Sergio. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/fsp/equilibrio/eq0602200320.htm>. Acesso em: 12 dez. 2016)

Leia os seguintes trechos.


I- Que [provérbios e máximas] carregam um conceito de moral ou de conduta e cuja finalidade central, ao serem expressos, é ensinar ou advertir.

II- Impossível transferir experiências! Daí, inclusive, a fraqueza contida nas boas intenções das frases que se iniciam com um “eu, se fosse você...”, ou “olha, no seu lugar eu faria...” ou ainda, “se eu estivesse na sua situação”.

III- Ademais, o mundo dos provérbios na literatura foi majoritariamente um domínio masculino.


Os trechos em que o autor apresenta seu ponto de vista em relação à temática do texto são:

Alternativas
Q1320453 Português

TEXTO IV


Ouça um bom conselho...

    Uma das formas mais comuns e contraditórias de buscar transmitir experiência e proferir conselhos conclusivos a partir de uma vivência presumidamente autorizada e consistente é aquela expressa nas máximas e aforismos. Todos -desde pequenosouvimos dos mais idosos do que nós, independentemente da faixa etária, muitos provérbios e sentenças presentes nas fábulas, nos livros religiosos ou até nos parachoques de caminhões. Passamos a vida em contato com ditados e definições que carregam um conceito moral ou de conduta e cuja finalidade central, ao serem expressos, é ensinar ou advertir, seja pela sabedoria acumulada ou, especialmente, pela carga de repreensão e impacto contidos.

    Há uma forte suposição por trás do ensinamento ou da admoestação apoiados nas máximas: a eficácia da transmissão de uma experiência alheia já testada, degustada e corroborada, estando, assim, próxima do indiscutível. Caberia ao presenteado com o conselho proverbial apenas aquiescer e seguir obsequiosamente, louvando a sabedoria milenar à qual foi apresentado e salvo de ter de dolorosamente provar por si mesmo.

    Para evitar um dogmatismo que, muitas vezes, cumpre uma função doutrinadora e indutora de fragilidade mental, é preciso ir colocando incômodos pontos de interrogação ao final de muitas das máximas. De fato, quem espera sempre alcança? A pressa é inimiga da perfeição? A vingança tarda, mas não falha? Cada um sabe onde aperta o sapato? Deus ajuda quem cedo madruga? O silêncio é de ouro? Quem não deve não teme? Vaso ruim nunca quebra? Cão que ladra não morde? Tal pai, tal filho? Quem viver verá? O hábito faz o monge? Quem parte e reparte fica com a melhor parte? Perdido por um, perdido por cem? Duvidemos um pouco...

    Impossível transferir experiências! Daí, inclusive, a fraqueza contida nas boas intenções das frases que se iniciam com um "eu, se fosse você..." ou "olha, no seu lugar eu faria..." ou ainda "se eu estivesse na sua situação". É por isso que o dramaturgo espanhol Jacinto Benavente, não por acaso um especial usuário das ideias de Freud no teatro e na literatura da Espanha das décadas iniciais do século 20, foi tão enfático ao dizer que "ninguém aprende a viver pela experiência alheia; a vida seria ainda mais triste se, ao começarmos a viver, já soubéssemos que viveríamos apenas para renovar a dor dos que viveram antes".

    Ademais, o mundo dos provérbios na literatura foi majoritariamente um domínio masculino na convicção de que tais verdades são fruto de uma reflexão e vivência sobre as quais mulheres teriam um alcance limitado. Se "lugar de mulher é na cozinha" e "cada macaco no seu galho", a produção de máximas ou sentenças foi quase sempre privilégio de escritores ou políticos. Raríssimas foram as mulheres que se arvoraram a adentrar em um terreno que se supôs fora das fronteiras da vacuidade ou indigência cruelmente atribuídas à mente feminina.

     Uma das raras audaciosas a publicar um livro com aforismos foi a austríaca Marie von EbnerEschenbac, pertencente à nobreza do século 19 (e, por isso, com obras de cunho social censuradas pelo governo do imperador Francisco José). Essa mulher, a primeira na história a receber um doutorado honoris causa da Universidade de Viena, em 1900, teve reconhecida sua capacidade em um ambiente homocêntrico e não perdeu a chance de dizer que "ter experimentado muitas coisas ainda não quer dizer que se tem experiência".

    Alguns, em nome da profusão de coisas sofregamente vividas, são reféns de muitas e exageradas certezas! Mais vale um pássaro na mão do que dois voando? Melhor ficar livre, leve e solto com o iluminado Mário Quintana que, no seu "Poeminha do Contra", ensinou: "Todos esses que aí estão / atravancando meu caminho, / eles passarão... / eu passarinho!".


(CORTELLA, Mario Sergio. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/fsp/equilibrio/eq0602200320.htm>. Acesso em: 12 dez. 2016)

Considerando as estratégias textuais empregadas pelo autor, é INCORRETO afirmar que:
Alternativas
Q1320452 Português

TEXTO IV


Ouça um bom conselho...

    Uma das formas mais comuns e contraditórias de buscar transmitir experiência e proferir conselhos conclusivos a partir de uma vivência presumidamente autorizada e consistente é aquela expressa nas máximas e aforismos. Todos -desde pequenosouvimos dos mais idosos do que nós, independentemente da faixa etária, muitos provérbios e sentenças presentes nas fábulas, nos livros religiosos ou até nos parachoques de caminhões. Passamos a vida em contato com ditados e definições que carregam um conceito moral ou de conduta e cuja finalidade central, ao serem expressos, é ensinar ou advertir, seja pela sabedoria acumulada ou, especialmente, pela carga de repreensão e impacto contidos.

    Há uma forte suposição por trás do ensinamento ou da admoestação apoiados nas máximas: a eficácia da transmissão de uma experiência alheia já testada, degustada e corroborada, estando, assim, próxima do indiscutível. Caberia ao presenteado com o conselho proverbial apenas aquiescer e seguir obsequiosamente, louvando a sabedoria milenar à qual foi apresentado e salvo de ter de dolorosamente provar por si mesmo.

    Para evitar um dogmatismo que, muitas vezes, cumpre uma função doutrinadora e indutora de fragilidade mental, é preciso ir colocando incômodos pontos de interrogação ao final de muitas das máximas. De fato, quem espera sempre alcança? A pressa é inimiga da perfeição? A vingança tarda, mas não falha? Cada um sabe onde aperta o sapato? Deus ajuda quem cedo madruga? O silêncio é de ouro? Quem não deve não teme? Vaso ruim nunca quebra? Cão que ladra não morde? Tal pai, tal filho? Quem viver verá? O hábito faz o monge? Quem parte e reparte fica com a melhor parte? Perdido por um, perdido por cem? Duvidemos um pouco...

    Impossível transferir experiências! Daí, inclusive, a fraqueza contida nas boas intenções das frases que se iniciam com um "eu, se fosse você..." ou "olha, no seu lugar eu faria..." ou ainda "se eu estivesse na sua situação". É por isso que o dramaturgo espanhol Jacinto Benavente, não por acaso um especial usuário das ideias de Freud no teatro e na literatura da Espanha das décadas iniciais do século 20, foi tão enfático ao dizer que "ninguém aprende a viver pela experiência alheia; a vida seria ainda mais triste se, ao começarmos a viver, já soubéssemos que viveríamos apenas para renovar a dor dos que viveram antes".

    Ademais, o mundo dos provérbios na literatura foi majoritariamente um domínio masculino na convicção de que tais verdades são fruto de uma reflexão e vivência sobre as quais mulheres teriam um alcance limitado. Se "lugar de mulher é na cozinha" e "cada macaco no seu galho", a produção de máximas ou sentenças foi quase sempre privilégio de escritores ou políticos. Raríssimas foram as mulheres que se arvoraram a adentrar em um terreno que se supôs fora das fronteiras da vacuidade ou indigência cruelmente atribuídas à mente feminina.

     Uma das raras audaciosas a publicar um livro com aforismos foi a austríaca Marie von EbnerEschenbac, pertencente à nobreza do século 19 (e, por isso, com obras de cunho social censuradas pelo governo do imperador Francisco José). Essa mulher, a primeira na história a receber um doutorado honoris causa da Universidade de Viena, em 1900, teve reconhecida sua capacidade em um ambiente homocêntrico e não perdeu a chance de dizer que "ter experimentado muitas coisas ainda não quer dizer que se tem experiência".

    Alguns, em nome da profusão de coisas sofregamente vividas, são reféns de muitas e exageradas certezas! Mais vale um pássaro na mão do que dois voando? Melhor ficar livre, leve e solto com o iluminado Mário Quintana que, no seu "Poeminha do Contra", ensinou: "Todos esses que aí estão / atravancando meu caminho, / eles passarão... / eu passarinho!".


(CORTELLA, Mario Sergio. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/fsp/equilibrio/eq0602200320.htm>. Acesso em: 12 dez. 2016)

De acordo com a leitura realizada, pode-se dizer que o objetivo do TEXTO IV é:

Alternativas
Q1320451 Português

TEXTO III


UTOPIA

Como poderíamos nós, seres humanos vivendo no século 21, ser contaminados por uma utopia? Para que um “não lugar” nos interesse e entusiasme, é preciso que o “lugar” tenha seu mapa e que nos repugne. Ora, as sociedades atuais são porosas, costurando o cheio e o vazio numa trama esburacada pela mídia, pela televisão, pelas artes, pelo cinema, combinando num só momento o real e o ideal, o rejeitado e o aspirado.


Não mais nos reconhecemos nas utopias, mas tão só nos ideais ou nas profundezas da religião. Não é por isso que diminuíram as contradições entre os humanos. Pelo contrário, nunca houve tanta riqueza e tanta pobreza relativa, tanta proximidade e tanto afastamento. E a paz prometida pelos Estados está esgarçada pelo terrorismo, nova figura da guerra total.


Também esta afirmação precisa ser contrabalançada lembrando que o embaralhar do tópico e do utópico se faz de muitas maneiras, mais ou menos perversas, distribuído pelos diversos lugares do globo. Além disso, essa distribuição selvagem é coberta por uma rede digital que recolhe, transforma, conserva informações em nuvens, embaralhando a própria sequência tradicional do tempo. Mais do que tudo se desfazer no ar, a terra e o mundo é que encaroçam.


Nessas novas condições, aceitar a diversidade se torna imperativo para evitar o caos e a morte. Diversidade que requer maior proximidade entre os seres humanos e melhor distribuição dos pontos decisórios que só podem se ligar, então, por semelhanças de família; aquela que se tece, por exemplo, entre eu mesmo, meu filho e meu longínquo primo italiano. Semelhança que é a matriz da representação.


Por isso, ao menos nos sobra ainda, neste mundo contemporâneo encruado, a pressão por nossos ideais, pelos procedimentos de uma democracia representativa.


(GIANOTTI, José Artur. Disponível em: . Acesso em: 11 nov. 2016.) 

A alternativa em que a função do termo destacado NÃO foi corretamente identificada entre parênteses é:
Alternativas
Respostas
481: C
482: C
483: D
484: B
485: A
486: C
487: C
488: C
489: C
490: D
491: C
492: B
493: C
494: A
495: D
496: A
497: B
498: A
499: C
500: D