Questões de Concurso Comentadas para prefeitura de são josé dos quatro marcos - mt

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Q2702663 Português

Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 6.


Liberdade


Cecília Meireles


Deve existir nos homens um sentimento profundo que corresponde a essa palavra LIBERDADE, pois sobre ela se têm escrito poemas e hinos, a ela se têm levantado estátuas e monumentos, por ela se têm até morrido com alegria e felicidade.

Diz-se que o homem nasceu livre, que a liberdade de cada um acaba onde começa a liberdade de outrem; que onde não há liberdade não há pátria; que a morte é preferivel à falta de liberdade; que renunciar à liberdade é renunciar à própria condição humana; que a liberdade é o maior bem do mundo; que a liberdade é o oposto à fatalidade e à escravidão; nossos bisavós gritavam “Liberdade, Igualdade e Fraternidade! “ nossos avós cantaram: “Ou ficar a Pátria livre/ ou morrer pelo Brasil”; nossos pais pediam: “Liberdade! Liberdade!/ abre as asas sobre nós”, e nós recordamos todos os dias que “o sol da liberdade em raios fúlgidos/ brilhou no céu da Pátria...” em certo instante.

Somos, pois, criaturas nutridas de liberdade há muito tempo, com disposições de cantá-la, amá-la, combater e certamente morrer por ela.

Ser livre como diria o famoso conselheiro... é não ser escravo; é agir segundo a nossa cabeça e o nosso coração, mesmo tendo de partir esse coração e essa cabeça para encontrar um caminho... Enfim, ser livre é ser responsável, é repudiar a condição de autômato e de teleguiado, é proclamar o triunfo luminoso do espírito. (Suponho que seja isso.)

Ser livre é ir mais além: é buscar outro espaço, outras dimensões, é ampliar a órbita da vida. É não estar acorrentado. É não viver obrigatoriamente entre quatro paredes. Por isso, os meninos atiram pedras e soltam papagaios. A pedra inocentemente vai até onde o sonho das crianças deseja ir (Às vezes, é certo, quebra alguma coisa, no seu percurso...)

Os papagaios vão pelos ares até onde os meninos de outrora (muito de outrora!...) não acreditavam que se pudesse chegar tão simplesmente, com um fio de linha e um pouco de vento! ...

Acontece, porém, que um menino, para empinar um papagaio, esqueceu-se da fatalidade dos fios elétricos e perdeu a vida.

E os loucos que sonharam sair de seus pavilhões, usando a fórmula do incêndio para chegarem à liberdade, morreram queimados, com o mapa da Liberdade nas mãos...

São essas coisas tristes que contornam sombriamente aquele sentimento luminoso da LIBERDADE. Para alcançá-la, estamos todos os dias expostos à morte. E os tímidos preferem ficar onde estão, preferem mesmo prender melhor suas correntes e não pensar em assunto tão ingrato.

Mas os sonhadores vão para a frente, soltando seus papagaios, morrendo nos seus incêndios, como as crianças e os loucos. E cantando aqueles hinos, que falam de asas, de raios fúlgidos linguagem de seus antepassados, estranha linguagem humana, nestes andaimes dos construtores de Babel...


Texto extraído do livro “Escolha o seu sonho”,

Editora Record Rio de Janeiro, 2002, p. 07, Adaptado.

Em “ pois sobre ela se têm escrito poemas e hinos, a ela se têm levantado estátuas e monumentos”(1º parágrafo), a combinação do verbo auxiliar ter com o particípio do verbo principal, nos dois exemplos destacados, constitui um novo tempo chamado composto. Esta combinação denota que, no momento em que o autor escreve, essas ações verbais:

Alternativas
Q2702661 Português

Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 6.


Liberdade


Cecília Meireles


Deve existir nos homens um sentimento profundo que corresponde a essa palavra LIBERDADE, pois sobre ela se têm escrito poemas e hinos, a ela se têm levantado estátuas e monumentos, por ela se têm até morrido com alegria e felicidade.

Diz-se que o homem nasceu livre, que a liberdade de cada um acaba onde começa a liberdade de outrem; que onde não há liberdade não há pátria; que a morte é preferivel à falta de liberdade; que renunciar à liberdade é renunciar à própria condição humana; que a liberdade é o maior bem do mundo; que a liberdade é o oposto à fatalidade e à escravidão; nossos bisavós gritavam “Liberdade, Igualdade e Fraternidade! “ nossos avós cantaram: “Ou ficar a Pátria livre/ ou morrer pelo Brasil”; nossos pais pediam: “Liberdade! Liberdade!/ abre as asas sobre nós”, e nós recordamos todos os dias que “o sol da liberdade em raios fúlgidos/ brilhou no céu da Pátria...” em certo instante.

Somos, pois, criaturas nutridas de liberdade há muito tempo, com disposições de cantá-la, amá-la, combater e certamente morrer por ela.

Ser livre como diria o famoso conselheiro... é não ser escravo; é agir segundo a nossa cabeça e o nosso coração, mesmo tendo de partir esse coração e essa cabeça para encontrar um caminho... Enfim, ser livre é ser responsável, é repudiar a condição de autômato e de teleguiado, é proclamar o triunfo luminoso do espírito. (Suponho que seja isso.)

Ser livre é ir mais além: é buscar outro espaço, outras dimensões, é ampliar a órbita da vida. É não estar acorrentado. É não viver obrigatoriamente entre quatro paredes. Por isso, os meninos atiram pedras e soltam papagaios. A pedra inocentemente vai até onde o sonho das crianças deseja ir (Às vezes, é certo, quebra alguma coisa, no seu percurso...)

Os papagaios vão pelos ares até onde os meninos de outrora (muito de outrora!...) não acreditavam que se pudesse chegar tão simplesmente, com um fio de linha e um pouco de vento! ...

Acontece, porém, que um menino, para empinar um papagaio, esqueceu-se da fatalidade dos fios elétricos e perdeu a vida.

E os loucos que sonharam sair de seus pavilhões, usando a fórmula do incêndio para chegarem à liberdade, morreram queimados, com o mapa da Liberdade nas mãos...

São essas coisas tristes que contornam sombriamente aquele sentimento luminoso da LIBERDADE. Para alcançá-la, estamos todos os dias expostos à morte. E os tímidos preferem ficar onde estão, preferem mesmo prender melhor suas correntes e não pensar em assunto tão ingrato.

Mas os sonhadores vão para a frente, soltando seus papagaios, morrendo nos seus incêndios, como as crianças e os loucos. E cantando aqueles hinos, que falam de asas, de raios fúlgidos linguagem de seus antepassados, estranha linguagem humana, nestes andaimes dos construtores de Babel...


Texto extraído do livro “Escolha o seu sonho”,

Editora Record Rio de Janeiro, 2002, p. 07, Adaptado.

No contexto do 3º parágrafo, a palavra “nutridas” tem o mesmo significado de:

Alternativas
Q2702657 Português

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Liberdade


Cecília Meireles


Deve existir nos homens um sentimento profundo que corresponde a essa palavra LIBERDADE, pois sobre ela se têm escrito poemas e hinos, a ela se têm levantado estátuas e monumentos, por ela se têm até morrido com alegria e felicidade.

Diz-se que o homem nasceu livre, que a liberdade de cada um acaba onde começa a liberdade de outrem; que onde não há liberdade não há pátria; que a morte é preferivel à falta de liberdade; que renunciar à liberdade é renunciar à própria condição humana; que a liberdade é o maior bem do mundo; que a liberdade é o oposto à fatalidade e à escravidão; nossos bisavós gritavam “Liberdade, Igualdade e Fraternidade! “ nossos avós cantaram: “Ou ficar a Pátria livre/ ou morrer pelo Brasil”; nossos pais pediam: “Liberdade! Liberdade!/ abre as asas sobre nós”, e nós recordamos todos os dias que “o sol da liberdade em raios fúlgidos/ brilhou no céu da Pátria...” em certo instante.

Somos, pois, criaturas nutridas de liberdade há muito tempo, com disposições de cantá-la, amá-la, combater e certamente morrer por ela.

Ser livre como diria o famoso conselheiro... é não ser escravo; é agir segundo a nossa cabeça e o nosso coração, mesmo tendo de partir esse coração e essa cabeça para encontrar um caminho... Enfim, ser livre é ser responsável, é repudiar a condição de autômato e de teleguiado, é proclamar o triunfo luminoso do espírito. (Suponho que seja isso.)

Ser livre é ir mais além: é buscar outro espaço, outras dimensões, é ampliar a órbita da vida. É não estar acorrentado. É não viver obrigatoriamente entre quatro paredes. Por isso, os meninos atiram pedras e soltam papagaios. A pedra inocentemente vai até onde o sonho das crianças deseja ir (Às vezes, é certo, quebra alguma coisa, no seu percurso...)

Os papagaios vão pelos ares até onde os meninos de outrora (muito de outrora!...) não acreditavam que se pudesse chegar tão simplesmente, com um fio de linha e um pouco de vento! ...

Acontece, porém, que um menino, para empinar um papagaio, esqueceu-se da fatalidade dos fios elétricos e perdeu a vida.

E os loucos que sonharam sair de seus pavilhões, usando a fórmula do incêndio para chegarem à liberdade, morreram queimados, com o mapa da Liberdade nas mãos...

São essas coisas tristes que contornam sombriamente aquele sentimento luminoso da LIBERDADE. Para alcançá-la, estamos todos os dias expostos à morte. E os tímidos preferem ficar onde estão, preferem mesmo prender melhor suas correntes e não pensar em assunto tão ingrato.

Mas os sonhadores vão para a frente, soltando seus papagaios, morrendo nos seus incêndios, como as crianças e os loucos. E cantando aqueles hinos, que falam de asas, de raios fúlgidos linguagem de seus antepassados, estranha linguagem humana, nestes andaimes dos construtores de Babel...


Texto extraído do livro “Escolha o seu sonho”,

Editora Record Rio de Janeiro, 2002, p. 07, Adaptado.

Ao supor que ser livre “é ser responsável, é repudiar a condição de autômato, de teleguiado, é proclamar o triunfo luminoso do espírito”(4º parágrafo), a autora remete à seguinte condição humana:

Alternativas
Q2702485 Português

Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 6.


Liberdade


Cecília Meireles


Deve existir nos homens um sentimento profundo que corresponde a essa palavra LIBERDADE, pois sobre ela se têm escrito poemas e hinos, a ela se têm levantado estátuas e monumentos, por ela se têm até morrido com alegria e felicidade.

Diz-se que o homem nasceu livre, que a liberdade de cada um acaba onde começa a liberdade de outrem; que onde não há liberdade não há pátria; que a morte é preferivel à falta de liberdade; que renunciar à liberdade é renunciar à própria condição humana; que a liberdade é o maior bem do mundo; que a liberdade é o oposto à fatalidade e à escravidão; nossos bisavós gritavam “Liberdade, Igualdade e Fraternidade! “ nossos avós cantaram: “Ou ficar a Pátria livre/ ou morrer pelo Brasil”; nossos pais pediam: “Liberdade! Liberdade!/ abre as asas sobre nós”, e nós recordamos todos os dias que “o sol da liberdade em raios fúlgidos/ brilhou no céu da Pátria...” em certo instante.

Somos, pois, criaturas nutridas de liberdade há muito tempo, com disposições de cantá-la, amá-la, combater e certamente morrer por ela.

Ser livre como diria o famoso conselheiro... é não ser escravo; é agir segundo a nossa cabeça e o nosso coração, mesmo tendo de partir esse coração e essa cabeça para encontrar um caminho... Enfim, ser livre é ser responsável, é repudiar a condição de autômato e de teleguiado, é proclamar o triunfo luminoso do espírito. (Suponho que seja isso.)

Ser livre é ir mais além: é buscar outro espaço, outras dimensões, é ampliar a órbita da vida. É não estar acorrentado. É não viver obrigatoriamente entre quatro paredes. Por isso, os meninos atiram pedras e soltam papagaios. A pedra inocentemente vai até onde o sonho das crianças deseja ir (Às vezes, é certo, quebra alguma coisa, no seu percurso...)

Os papagaios vão pelos ares até onde os meninos de outrora (muito de outrora!...) não acreditavam que se pudesse chegar tão simplesmente, com um fio de linha e um pouco de vento! ...

Acontece, porém, que um menino, para empinar um papagaio, esqueceu-se da fatalidade dos fios elétricos e perdeu a vida.

E os loucos que sonharam sair de seus pavilhões, usando a fórmula do incêndio para chegarem à liberdade, morreram queimados, com o mapa da Liberdade nas mãos...

São essas coisas tristes que contornam sombriamente aquele sentimento luminoso da LIBERDADE. Para alcançá-la, estamos todos os dias expostos à morte. E os tímidos preferem ficar onde estão, preferem mesmo prender melhor suas correntes e não pensar em assunto tão ingrato.

Mas os sonhadores vão para a frente, soltando seus papagaios, morrendo nos seus incêndios, como as crianças e os loucos. E cantando aqueles hinos, que falam de asas, de raios fúlgidos linguagem de seus antepassados, estranha linguagem humana, nestes andaimes dos construtores de Babel...


Texto extraído do livro “Escolha o seu sonho”,

Editora Record Rio de Janeiro, 2002, p. 07, Adaptado.

De acordo com as ideias apresentadas no texto lido, compreende-se que a conquista da liberdade pressupõe:

Alternativas
Q1173268 Português

Texto I

Machado de Assis é mesmo realista?


    O aluno tem essa dúvida quando lê que o marco da fundação do realismo no Brasil se deu em 1881, quando se publicaram “O mulato”, de Aluísio de Azevedo, e “Memórias póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis. A informação aparece em muitos manuais didáticos.
    O romance de Aluísio de Azevedo de fato se encaixa bem no formato realista. Mas, sabendo que o personagem Brás Cubas escreveu as suas memórias depois de morto e que no século XIX não havia evidências de vida depois da morte (como não as há até hoje, aliás), ojovem leitor se pergunta: como pode ser realista um livro que se chama “Memórias póstumas”?
    A pergunta do aluno é inteligente. A obra de Machado nos oferece várias ocasiões para duvidar do realismo que lhe imputam, como a personagem do doutor Simão Bacamarte, o protagonista de “O alienista”: ele é o cientista que se vê sempre prestes a revelar a verdade verdadeira aos incautos e não arreda desta auto ilusão nem mesmo quando encontra tão somente o seu próprio erro, mostrando-se então a caricatura do realista de carteirinha, daquele que quer nos mostrar “a vida como ela é”.
    Não contente em atacar a concepção realista com seus personagens e metáforas, Machado de Assis a combateu explícita e frontalmente em vários textos críticos.
    Na dura crítica que fez a “O primo Basílio”, romance de Eça de Queiroz, o escritor brasileiro afirmou categoricamente: "voltemos os olhos para a realidade, mas excluamos o realismo; assim não sacrificarem os a verdade estética” . Machado ordenou a exclusão do realismo do campo da arte para não sacrificar a verdade estética, isto é, aquela verdade que não esconde do leitor que inventa realidades de papel.
    No ensaio “A Nova Geração”, Machado de Assis afirmou, de maneira mais categórica ainda: “a realidade é boa, o realismo é que não presta para nada”. Creio que ele não podia ser mais claro. Segundo o autor, o realismo “não presta para nada” porque sobrepõe à vida um ideal com o qual a vida mesma não concorda.
    O realismo quer dobrar a vida à sua perspectiva, mas com isso termina por recusá-la e não por afirmá-la. O realismo quer descrever a vida como ela é, mas faz apenas uma “reprodução fotográfica e servil das cousas mínimas e ignóbeis” para as tratar com uma “exação de inventário”, ou seja, para as dispor em gavetas uniformes como se cada acontecimento se reduzisse à dimensão de todos os outros.
    Por isso, Machado não perde a chance de reduzir o realismo a uma ironia divertida: “porque a nova poética é isto e só chegará à perfeição no dia em que nos disser o número exato dos fios de que se compõe um lenço de cambraia ou um esfregão de cozinha”.
    Mas por que, se o próprio Machado de Assis reduziu o realismo a pó de traque, há tantos que ainda insistem em considerá-lo realista?


Gustavo Bernardo

(Disponível em: http://www.revista.vestibular.uerj.br/coluna/ coluna.php?seq_coluna=16)

A acentuação da palavra está corretamente justificada em:
Alternativas
Q1173267 Português

Texto I

Machado de Assis é mesmo realista?


    O aluno tem essa dúvida quando lê que o marco da fundação do realismo no Brasil se deu em 1881, quando se publicaram “O mulato”, de Aluísio de Azevedo, e “Memórias póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis. A informação aparece em muitos manuais didáticos.
    O romance de Aluísio de Azevedo de fato se encaixa bem no formato realista. Mas, sabendo que o personagem Brás Cubas escreveu as suas memórias depois de morto e que no século XIX não havia evidências de vida depois da morte (como não as há até hoje, aliás), ojovem leitor se pergunta: como pode ser realista um livro que se chama “Memórias póstumas”?
    A pergunta do aluno é inteligente. A obra de Machado nos oferece várias ocasiões para duvidar do realismo que lhe imputam, como a personagem do doutor Simão Bacamarte, o protagonista de “O alienista”: ele é o cientista que se vê sempre prestes a revelar a verdade verdadeira aos incautos e não arreda desta auto ilusão nem mesmo quando encontra tão somente o seu próprio erro, mostrando-se então a caricatura do realista de carteirinha, daquele que quer nos mostrar “a vida como ela é”.
    Não contente em atacar a concepção realista com seus personagens e metáforas, Machado de Assis a combateu explícita e frontalmente em vários textos críticos.
    Na dura crítica que fez a “O primo Basílio”, romance de Eça de Queiroz, o escritor brasileiro afirmou categoricamente: "voltemos os olhos para a realidade, mas excluamos o realismo; assim não sacrificarem os a verdade estética” . Machado ordenou a exclusão do realismo do campo da arte para não sacrificar a verdade estética, isto é, aquela verdade que não esconde do leitor que inventa realidades de papel.
    No ensaio “A Nova Geração”, Machado de Assis afirmou, de maneira mais categórica ainda: “a realidade é boa, o realismo é que não presta para nada”. Creio que ele não podia ser mais claro. Segundo o autor, o realismo “não presta para nada” porque sobrepõe à vida um ideal com o qual a vida mesma não concorda.
    O realismo quer dobrar a vida à sua perspectiva, mas com isso termina por recusá-la e não por afirmá-la. O realismo quer descrever a vida como ela é, mas faz apenas uma “reprodução fotográfica e servil das cousas mínimas e ignóbeis” para as tratar com uma “exação de inventário”, ou seja, para as dispor em gavetas uniformes como se cada acontecimento se reduzisse à dimensão de todos os outros.
    Por isso, Machado não perde a chance de reduzir o realismo a uma ironia divertida: “porque a nova poética é isto e só chegará à perfeição no dia em que nos disser o número exato dos fios de que se compõe um lenço de cambraia ou um esfregão de cozinha”.
    Mas por que, se o próprio Machado de Assis reduziu o realismo a pó de traque, há tantos que ainda insistem em considerá-lo realista?


Gustavo Bernardo

(Disponível em: http://www.revista.vestibular.uerj.br/coluna/ coluna.php?seq_coluna=16)

No sétimo parágrafo, o emprego do modo verbal em “reduzisse” assume a função argumentativa de criar:
Alternativas
Q1173266 Português

Texto I

Machado de Assis é mesmo realista?


    O aluno tem essa dúvida quando lê que o marco da fundação do realismo no Brasil se deu em 1881, quando se publicaram “O mulato”, de Aluísio de Azevedo, e “Memórias póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis. A informação aparece em muitos manuais didáticos.
    O romance de Aluísio de Azevedo de fato se encaixa bem no formato realista. Mas, sabendo que o personagem Brás Cubas escreveu as suas memórias depois de morto e que no século XIX não havia evidências de vida depois da morte (como não as há até hoje, aliás), ojovem leitor se pergunta: como pode ser realista um livro que se chama “Memórias póstumas”?
    A pergunta do aluno é inteligente. A obra de Machado nos oferece várias ocasiões para duvidar do realismo que lhe imputam, como a personagem do doutor Simão Bacamarte, o protagonista de “O alienista”: ele é o cientista que se vê sempre prestes a revelar a verdade verdadeira aos incautos e não arreda desta auto ilusão nem mesmo quando encontra tão somente o seu próprio erro, mostrando-se então a caricatura do realista de carteirinha, daquele que quer nos mostrar “a vida como ela é”.
    Não contente em atacar a concepção realista com seus personagens e metáforas, Machado de Assis a combateu explícita e frontalmente em vários textos críticos.
    Na dura crítica que fez a “O primo Basílio”, romance de Eça de Queiroz, o escritor brasileiro afirmou categoricamente: "voltemos os olhos para a realidade, mas excluamos o realismo; assim não sacrificarem os a verdade estética” . Machado ordenou a exclusão do realismo do campo da arte para não sacrificar a verdade estética, isto é, aquela verdade que não esconde do leitor que inventa realidades de papel.
    No ensaio “A Nova Geração”, Machado de Assis afirmou, de maneira mais categórica ainda: “a realidade é boa, o realismo é que não presta para nada”. Creio que ele não podia ser mais claro. Segundo o autor, o realismo “não presta para nada” porque sobrepõe à vida um ideal com o qual a vida mesma não concorda.
    O realismo quer dobrar a vida à sua perspectiva, mas com isso termina por recusá-la e não por afirmá-la. O realismo quer descrever a vida como ela é, mas faz apenas uma “reprodução fotográfica e servil das cousas mínimas e ignóbeis” para as tratar com uma “exação de inventário”, ou seja, para as dispor em gavetas uniformes como se cada acontecimento se reduzisse à dimensão de todos os outros.
    Por isso, Machado não perde a chance de reduzir o realismo a uma ironia divertida: “porque a nova poética é isto e só chegará à perfeição no dia em que nos disser o número exato dos fios de que se compõe um lenço de cambraia ou um esfregão de cozinha”.
    Mas por que, se o próprio Machado de Assis reduziu o realismo a pó de traque, há tantos que ainda insistem em considerá-lo realista?


Gustavo Bernardo

(Disponível em: http://www.revista.vestibular.uerj.br/coluna/ coluna.php?seq_coluna=16)

No segundo parágrafo, a expressão introduzida pelo verbo “sabendo” estabelece com o restante da frase uma relação de:
Alternativas
Q1173265 Português

Texto I

Machado de Assis é mesmo realista?


    O aluno tem essa dúvida quando lê que o marco da fundação do realismo no Brasil se deu em 1881, quando se publicaram “O mulato”, de Aluísio de Azevedo, e “Memórias póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis. A informação aparece em muitos manuais didáticos.
    O romance de Aluísio de Azevedo de fato se encaixa bem no formato realista. Mas, sabendo que o personagem Brás Cubas escreveu as suas memórias depois de morto e que no século XIX não havia evidências de vida depois da morte (como não as há até hoje, aliás), ojovem leitor se pergunta: como pode ser realista um livro que se chama “Memórias póstumas”?
    A pergunta do aluno é inteligente. A obra de Machado nos oferece várias ocasiões para duvidar do realismo que lhe imputam, como a personagem do doutor Simão Bacamarte, o protagonista de “O alienista”: ele é o cientista que se vê sempre prestes a revelar a verdade verdadeira aos incautos e não arreda desta auto ilusão nem mesmo quando encontra tão somente o seu próprio erro, mostrando-se então a caricatura do realista de carteirinha, daquele que quer nos mostrar “a vida como ela é”.
    Não contente em atacar a concepção realista com seus personagens e metáforas, Machado de Assis a combateu explícita e frontalmente em vários textos críticos.
    Na dura crítica que fez a “O primo Basílio”, romance de Eça de Queiroz, o escritor brasileiro afirmou categoricamente: "voltemos os olhos para a realidade, mas excluamos o realismo; assim não sacrificarem os a verdade estética” . Machado ordenou a exclusão do realismo do campo da arte para não sacrificar a verdade estética, isto é, aquela verdade que não esconde do leitor que inventa realidades de papel.
    No ensaio “A Nova Geração”, Machado de Assis afirmou, de maneira mais categórica ainda: “a realidade é boa, o realismo é que não presta para nada”. Creio que ele não podia ser mais claro. Segundo o autor, o realismo “não presta para nada” porque sobrepõe à vida um ideal com o qual a vida mesma não concorda.
    O realismo quer dobrar a vida à sua perspectiva, mas com isso termina por recusá-la e não por afirmá-la. O realismo quer descrever a vida como ela é, mas faz apenas uma “reprodução fotográfica e servil das cousas mínimas e ignóbeis” para as tratar com uma “exação de inventário”, ou seja, para as dispor em gavetas uniformes como se cada acontecimento se reduzisse à dimensão de todos os outros.
    Por isso, Machado não perde a chance de reduzir o realismo a uma ironia divertida: “porque a nova poética é isto e só chegará à perfeição no dia em que nos disser o número exato dos fios de que se compõe um lenço de cambraia ou um esfregão de cozinha”.
    Mas por que, se o próprio Machado de Assis reduziu o realismo a pó de traque, há tantos que ainda insistem em considerá-lo realista?


Gustavo Bernardo

(Disponível em: http://www.revista.vestibular.uerj.br/coluna/ coluna.php?seq_coluna=16)

Há uma oração com função de objeto direto no seguinte trecho:
Alternativas
Q1173264 Português

Texto I

Machado de Assis é mesmo realista?


    O aluno tem essa dúvida quando lê que o marco da fundação do realismo no Brasil se deu em 1881, quando se publicaram “O mulato”, de Aluísio de Azevedo, e “Memórias póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis. A informação aparece em muitos manuais didáticos.
    O romance de Aluísio de Azevedo de fato se encaixa bem no formato realista. Mas, sabendo que o personagem Brás Cubas escreveu as suas memórias depois de morto e que no século XIX não havia evidências de vida depois da morte (como não as há até hoje, aliás), ojovem leitor se pergunta: como pode ser realista um livro que se chama “Memórias póstumas”?
    A pergunta do aluno é inteligente. A obra de Machado nos oferece várias ocasiões para duvidar do realismo que lhe imputam, como a personagem do doutor Simão Bacamarte, o protagonista de “O alienista”: ele é o cientista que se vê sempre prestes a revelar a verdade verdadeira aos incautos e não arreda desta auto ilusão nem mesmo quando encontra tão somente o seu próprio erro, mostrando-se então a caricatura do realista de carteirinha, daquele que quer nos mostrar “a vida como ela é”.
    Não contente em atacar a concepção realista com seus personagens e metáforas, Machado de Assis a combateu explícita e frontalmente em vários textos críticos.
    Na dura crítica que fez a “O primo Basílio”, romance de Eça de Queiroz, o escritor brasileiro afirmou categoricamente: "voltemos os olhos para a realidade, mas excluamos o realismo; assim não sacrificarem os a verdade estética” . Machado ordenou a exclusão do realismo do campo da arte para não sacrificar a verdade estética, isto é, aquela verdade que não esconde do leitor que inventa realidades de papel.
    No ensaio “A Nova Geração”, Machado de Assis afirmou, de maneira mais categórica ainda: “a realidade é boa, o realismo é que não presta para nada”. Creio que ele não podia ser mais claro. Segundo o autor, o realismo “não presta para nada” porque sobrepõe à vida um ideal com o qual a vida mesma não concorda.
    O realismo quer dobrar a vida à sua perspectiva, mas com isso termina por recusá-la e não por afirmá-la. O realismo quer descrever a vida como ela é, mas faz apenas uma “reprodução fotográfica e servil das cousas mínimas e ignóbeis” para as tratar com uma “exação de inventário”, ou seja, para as dispor em gavetas uniformes como se cada acontecimento se reduzisse à dimensão de todos os outros.
    Por isso, Machado não perde a chance de reduzir o realismo a uma ironia divertida: “porque a nova poética é isto e só chegará à perfeição no dia em que nos disser o número exato dos fios de que se compõe um lenço de cambraia ou um esfregão de cozinha”.
    Mas por que, se o próprio Machado de Assis reduziu o realismo a pó de traque, há tantos que ainda insistem em considerá-lo realista?


Gustavo Bernardo

(Disponível em: http://www.revista.vestibular.uerj.br/coluna/ coluna.php?seq_coluna=16)

Um recurso linguístico que sintetiza a crítica apresentada ao longo do texto é descrito em:
Alternativas
Q1173263 Português

Texto I

Machado de Assis é mesmo realista?


    O aluno tem essa dúvida quando lê que o marco da fundação do realismo no Brasil se deu em 1881, quando se publicaram “O mulato”, de Aluísio de Azevedo, e “Memórias póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis. A informação aparece em muitos manuais didáticos.
    O romance de Aluísio de Azevedo de fato se encaixa bem no formato realista. Mas, sabendo que o personagem Brás Cubas escreveu as suas memórias depois de morto e que no século XIX não havia evidências de vida depois da morte (como não as há até hoje, aliás), ojovem leitor se pergunta: como pode ser realista um livro que se chama “Memórias póstumas”?
    A pergunta do aluno é inteligente. A obra de Machado nos oferece várias ocasiões para duvidar do realismo que lhe imputam, como a personagem do doutor Simão Bacamarte, o protagonista de “O alienista”: ele é o cientista que se vê sempre prestes a revelar a verdade verdadeira aos incautos e não arreda desta auto ilusão nem mesmo quando encontra tão somente o seu próprio erro, mostrando-se então a caricatura do realista de carteirinha, daquele que quer nos mostrar “a vida como ela é”.
    Não contente em atacar a concepção realista com seus personagens e metáforas, Machado de Assis a combateu explícita e frontalmente em vários textos críticos.
    Na dura crítica que fez a “O primo Basílio”, romance de Eça de Queiroz, o escritor brasileiro afirmou categoricamente: "voltemos os olhos para a realidade, mas excluamos o realismo; assim não sacrificarem os a verdade estética” . Machado ordenou a exclusão do realismo do campo da arte para não sacrificar a verdade estética, isto é, aquela verdade que não esconde do leitor que inventa realidades de papel.
    No ensaio “A Nova Geração”, Machado de Assis afirmou, de maneira mais categórica ainda: “a realidade é boa, o realismo é que não presta para nada”. Creio que ele não podia ser mais claro. Segundo o autor, o realismo “não presta para nada” porque sobrepõe à vida um ideal com o qual a vida mesma não concorda.
    O realismo quer dobrar a vida à sua perspectiva, mas com isso termina por recusá-la e não por afirmá-la. O realismo quer descrever a vida como ela é, mas faz apenas uma “reprodução fotográfica e servil das cousas mínimas e ignóbeis” para as tratar com uma “exação de inventário”, ou seja, para as dispor em gavetas uniformes como se cada acontecimento se reduzisse à dimensão de todos os outros.
    Por isso, Machado não perde a chance de reduzir o realismo a uma ironia divertida: “porque a nova poética é isto e só chegará à perfeição no dia em que nos disser o número exato dos fios de que se compõe um lenço de cambraia ou um esfregão de cozinha”.
    Mas por que, se o próprio Machado de Assis reduziu o realismo a pó de traque, há tantos que ainda insistem em considerá-lo realista?


Gustavo Bernardo

(Disponível em: http://www.revista.vestibular.uerj.br/coluna/ coluna.php?seq_coluna=16)

Em diversas passagens do texto, o autor introduz citações atribuídas a Machado de Assis. Essas citações assumem a função argumentativa de:
Alternativas
Q1173262 Português

Texto I

Machado de Assis é mesmo realista?


    O aluno tem essa dúvida quando lê que o marco da fundação do realismo no Brasil se deu em 1881, quando se publicaram “O mulato”, de Aluísio de Azevedo, e “Memórias póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis. A informação aparece em muitos manuais didáticos.
    O romance de Aluísio de Azevedo de fato se encaixa bem no formato realista. Mas, sabendo que o personagem Brás Cubas escreveu as suas memórias depois de morto e que no século XIX não havia evidências de vida depois da morte (como não as há até hoje, aliás), ojovem leitor se pergunta: como pode ser realista um livro que se chama “Memórias póstumas”?
    A pergunta do aluno é inteligente. A obra de Machado nos oferece várias ocasiões para duvidar do realismo que lhe imputam, como a personagem do doutor Simão Bacamarte, o protagonista de “O alienista”: ele é o cientista que se vê sempre prestes a revelar a verdade verdadeira aos incautos e não arreda desta auto ilusão nem mesmo quando encontra tão somente o seu próprio erro, mostrando-se então a caricatura do realista de carteirinha, daquele que quer nos mostrar “a vida como ela é”.
    Não contente em atacar a concepção realista com seus personagens e metáforas, Machado de Assis a combateu explícita e frontalmente em vários textos críticos.
    Na dura crítica que fez a “O primo Basílio”, romance de Eça de Queiroz, o escritor brasileiro afirmou categoricamente: "voltemos os olhos para a realidade, mas excluamos o realismo; assim não sacrificarem os a verdade estética” . Machado ordenou a exclusão do realismo do campo da arte para não sacrificar a verdade estética, isto é, aquela verdade que não esconde do leitor que inventa realidades de papel.
    No ensaio “A Nova Geração”, Machado de Assis afirmou, de maneira mais categórica ainda: “a realidade é boa, o realismo é que não presta para nada”. Creio que ele não podia ser mais claro. Segundo o autor, o realismo “não presta para nada” porque sobrepõe à vida um ideal com o qual a vida mesma não concorda.
    O realismo quer dobrar a vida à sua perspectiva, mas com isso termina por recusá-la e não por afirmá-la. O realismo quer descrever a vida como ela é, mas faz apenas uma “reprodução fotográfica e servil das cousas mínimas e ignóbeis” para as tratar com uma “exação de inventário”, ou seja, para as dispor em gavetas uniformes como se cada acontecimento se reduzisse à dimensão de todos os outros.
    Por isso, Machado não perde a chance de reduzir o realismo a uma ironia divertida: “porque a nova poética é isto e só chegará à perfeição no dia em que nos disser o número exato dos fios de que se compõe um lenço de cambraia ou um esfregão de cozinha”.
    Mas por que, se o próprio Machado de Assis reduziu o realismo a pó de traque, há tantos que ainda insistem em considerá-lo realista?


Gustavo Bernardo

(Disponível em: http://www.revista.vestibular.uerj.br/coluna/ coluna.php?seq_coluna=16)

Para introduzir sua argumentação, Gustavo Bernardo menciona a dúvida de aluno. No texto, essa dúvida é considerada:
Alternativas
Q1173261 Português

Texto I

Machado de Assis é mesmo realista?


    O aluno tem essa dúvida quando lê que o marco da fundação do realismo no Brasil se deu em 1881, quando se publicaram “O mulato”, de Aluísio de Azevedo, e “Memórias póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis. A informação aparece em muitos manuais didáticos.
    O romance de Aluísio de Azevedo de fato se encaixa bem no formato realista. Mas, sabendo que o personagem Brás Cubas escreveu as suas memórias depois de morto e que no século XIX não havia evidências de vida depois da morte (como não as há até hoje, aliás), ojovem leitor se pergunta: como pode ser realista um livro que se chama “Memórias póstumas”?
    A pergunta do aluno é inteligente. A obra de Machado nos oferece várias ocasiões para duvidar do realismo que lhe imputam, como a personagem do doutor Simão Bacamarte, o protagonista de “O alienista”: ele é o cientista que se vê sempre prestes a revelar a verdade verdadeira aos incautos e não arreda desta auto ilusão nem mesmo quando encontra tão somente o seu próprio erro, mostrando-se então a caricatura do realista de carteirinha, daquele que quer nos mostrar “a vida como ela é”.
    Não contente em atacar a concepção realista com seus personagens e metáforas, Machado de Assis a combateu explícita e frontalmente em vários textos críticos.
    Na dura crítica que fez a “O primo Basílio”, romance de Eça de Queiroz, o escritor brasileiro afirmou categoricamente: "voltemos os olhos para a realidade, mas excluamos o realismo; assim não sacrificarem os a verdade estética” . Machado ordenou a exclusão do realismo do campo da arte para não sacrificar a verdade estética, isto é, aquela verdade que não esconde do leitor que inventa realidades de papel.
    No ensaio “A Nova Geração”, Machado de Assis afirmou, de maneira mais categórica ainda: “a realidade é boa, o realismo é que não presta para nada”. Creio que ele não podia ser mais claro. Segundo o autor, o realismo “não presta para nada” porque sobrepõe à vida um ideal com o qual a vida mesma não concorda.
    O realismo quer dobrar a vida à sua perspectiva, mas com isso termina por recusá-la e não por afirmá-la. O realismo quer descrever a vida como ela é, mas faz apenas uma “reprodução fotográfica e servil das cousas mínimas e ignóbeis” para as tratar com uma “exação de inventário”, ou seja, para as dispor em gavetas uniformes como se cada acontecimento se reduzisse à dimensão de todos os outros.
    Por isso, Machado não perde a chance de reduzir o realismo a uma ironia divertida: “porque a nova poética é isto e só chegará à perfeição no dia em que nos disser o número exato dos fios de que se compõe um lenço de cambraia ou um esfregão de cozinha”.
    Mas por que, se o próprio Machado de Assis reduziu o realismo a pó de traque, há tantos que ainda insistem em considerá-lo realista?


Gustavo Bernardo

(Disponível em: http://www.revista.vestibular.uerj.br/coluna/ coluna.php?seq_coluna=16)

A pergunta formulada no título do texto se baseia no seguinte aspecto, entre outros, da escrita de Machado de Assis:
Alternativas
Q1173260 Pedagogia
Os Parâmetros Curriculares Nacionais são uma referência nacional para o ensino fundamental e constituem o primeiro nível de concretização curricular. Por sua natureza aberta e flexível, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q1173259 Pedagogia
De acordo com o Artigo 14 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei n° 9394/96, os sistemas de ensino definirão as normas de gestão democrática do ensino público na educação básica de acordo com as suas peculiaridades e conforme dois princípios. O Inciso I trata da participação:
Alternativas
Q1173254 Português
Texto I
    A água é um recurso natural de valor econômico, estratégico e social, além de ser essencial para a existência e bem-estar humano e para a manutenção dos ecossistemas do planeta. Apesar de, aparentemente, a Terra dispor de enorme quantidade de recursos hídricos, a distribuição da água no planeta é desigual.
    Segundo a Agência Nacional de Águas (ANA), estima-se que 97,5% da água existente no mundo é salgada e não é adequada ao nosso consumo direto, nem mesmo para irrigação. Dos 2,5% de água doce, a m aior parte é de difícil acesso, pois está concentrada nas geleiras (69%) e armazenada em aquíferos (30%). Somente 1 % encontra-se nos rios e lagos. Deste último, apenas uma pequena parte está disponível para consumo humano. Mais da metade dos rios do mundo estão poluídos, fato que está associado ao assoreamento e à diminuição de seu volume efetivo.
    Nos países industrializados, a perda de água é causada por sistemas obsoletos de distribuição. Já nos países em desenvolvimento, o problema é a falta de esgotos e de água encanada. Além disso, mais de 80% das águas residuais são despejadas nos rios, lagos e oceanos sem tratamento adequado. Este fato leva à degradação destes ecossistemas, agravando ainda mais a crise hídrica.
    Estatísticas da Organização das Nações Unidas (ONU) revelam que aproximadamente 2,1 bilhões de pessoas não têm acesso a água tratada e cerca de 2,4 bilhões carecem de instalações sanitárias adequadas. A falta de água potável causa a morte de 1,7 milhão de crianças por ano, a partir de doenças como cólera, disenteria e malária.
    A solução para esses problemas envolve várias ações, desde a modernização da legislação até a conscientização de todos os setores da sociedade quanto ao uso e consumo consciente deste recurso.

Rosa Dias
(Disponível em https://revistabioika.org)
A única palavra que NÃO é acentuada pelo mesmo motivo de “econômico” é:
Alternativas
Q1173253 Português
Texto I
    A água é um recurso natural de valor econômico, estratégico e social, além de ser essencial para a existência e bem-estar humano e para a manutenção dos ecossistemas do planeta. Apesar de, aparentemente, a Terra dispor de enorme quantidade de recursos hídricos, a distribuição da água no planeta é desigual.
    Segundo a Agência Nacional de Águas (ANA), estima-se que 97,5% da água existente no mundo é salgada e não é adequada ao nosso consumo direto, nem mesmo para irrigação. Dos 2,5% de água doce, a m aior parte é de difícil acesso, pois está concentrada nas geleiras (69%) e armazenada em aquíferos (30%). Somente 1 % encontra-se nos rios e lagos. Deste último, apenas uma pequena parte está disponível para consumo humano. Mais da metade dos rios do mundo estão poluídos, fato que está associado ao assoreamento e à diminuição de seu volume efetivo.
    Nos países industrializados, a perda de água é causada por sistemas obsoletos de distribuição. Já nos países em desenvolvimento, o problema é a falta de esgotos e de água encanada. Além disso, mais de 80% das águas residuais são despejadas nos rios, lagos e oceanos sem tratamento adequado. Este fato leva à degradação destes ecossistemas, agravando ainda mais a crise hídrica.
    Estatísticas da Organização das Nações Unidas (ONU) revelam que aproximadamente 2,1 bilhões de pessoas não têm acesso a água tratada e cerca de 2,4 bilhões carecem de instalações sanitárias adequadas. A falta de água potável causa a morte de 1,7 milhão de crianças por ano, a partir de doenças como cólera, disenteria e malária.
    A solução para esses problemas envolve várias ações, desde a modernização da legislação até a conscientização de todos os setores da sociedade quanto ao uso e consumo consciente deste recurso.

Rosa Dias
(Disponível em https://revistabioika.org)
No trecho “A solução para esses problemas envolve várias ações”, a expressão “várias ações” encontra-se adequadamente substituída por um pronome em:
Alternativas
Q1173252 Português
Texto I
    A água é um recurso natural de valor econômico, estratégico e social, além de ser essencial para a existência e bem-estar humano e para a manutenção dos ecossistemas do planeta. Apesar de, aparentemente, a Terra dispor de enorme quantidade de recursos hídricos, a distribuição da água no planeta é desigual.
    Segundo a Agência Nacional de Águas (ANA), estima-se que 97,5% da água existente no mundo é salgada e não é adequada ao nosso consumo direto, nem mesmo para irrigação. Dos 2,5% de água doce, a m aior parte é de difícil acesso, pois está concentrada nas geleiras (69%) e armazenada em aquíferos (30%). Somente 1 % encontra-se nos rios e lagos. Deste último, apenas uma pequena parte está disponível para consumo humano. Mais da metade dos rios do mundo estão poluídos, fato que está associado ao assoreamento e à diminuição de seu volume efetivo.
    Nos países industrializados, a perda de água é causada por sistemas obsoletos de distribuição. Já nos países em desenvolvimento, o problema é a falta de esgotos e de água encanada. Além disso, mais de 80% das águas residuais são despejadas nos rios, lagos e oceanos sem tratamento adequado. Este fato leva à degradação destes ecossistemas, agravando ainda mais a crise hídrica.
    Estatísticas da Organização das Nações Unidas (ONU) revelam que aproximadamente 2,1 bilhões de pessoas não têm acesso a água tratada e cerca de 2,4 bilhões carecem de instalações sanitárias adequadas. A falta de água potável causa a morte de 1,7 milhão de crianças por ano, a partir de doenças como cólera, disenteria e malária.
    A solução para esses problemas envolve várias ações, desde a modernização da legislação até a conscientização de todos os setores da sociedade quanto ao uso e consumo consciente deste recurso.

Rosa Dias
(Disponível em https://revistabioika.org)
“ Este fato leva à degradação destes ecossistemas, agravando ainda mais a crise hídrica" (3º parágrafo). No trecho, a expressão destacada assume o valor de: 
Alternativas
Q1173251 Português
Texto I
    A água é um recurso natural de valor econômico, estratégico e social, além de ser essencial para a existência e bem-estar humano e para a manutenção dos ecossistemas do planeta. Apesar de, aparentemente, a Terra dispor de enorme quantidade de recursos hídricos, a distribuição da água no planeta é desigual.
    Segundo a Agência Nacional de Águas (ANA), estima-se que 97,5% da água existente no mundo é salgada e não é adequada ao nosso consumo direto, nem mesmo para irrigação. Dos 2,5% de água doce, a m aior parte é de difícil acesso, pois está concentrada nas geleiras (69%) e armazenada em aquíferos (30%). Somente 1 % encontra-se nos rios e lagos. Deste último, apenas uma pequena parte está disponível para consumo humano. Mais da metade dos rios do mundo estão poluídos, fato que está associado ao assoreamento e à diminuição de seu volume efetivo.
    Nos países industrializados, a perda de água é causada por sistemas obsoletos de distribuição. Já nos países em desenvolvimento, o problema é a falta de esgotos e de água encanada. Além disso, mais de 80% das águas residuais são despejadas nos rios, lagos e oceanos sem tratamento adequado. Este fato leva à degradação destes ecossistemas, agravando ainda mais a crise hídrica.
    Estatísticas da Organização das Nações Unidas (ONU) revelam que aproximadamente 2,1 bilhões de pessoas não têm acesso a água tratada e cerca de 2,4 bilhões carecem de instalações sanitárias adequadas. A falta de água potável causa a morte de 1,7 milhão de crianças por ano, a partir de doenças como cólera, disenteria e malária.
    A solução para esses problemas envolve várias ações, desde a modernização da legislação até a conscientização de todos os setores da sociedade quanto ao uso e consumo consciente deste recurso.

Rosa Dias
(Disponível em https://revistabioika.org)
Em “Apesar de, aparentemente, a Terra dispor de enorm e quantidade de recursos hídricos, a distribuição da água no planeta é desigual” (1° parágrafo), o conectivo “apesar de” pode ser substituído, fazendo-se as alterações necessárias e mantendo o sentido original da frase, por:
Alternativas
Q1173250 Português
Texto I
    A água é um recurso natural de valor econômico, estratégico e social, além de ser essencial para a existência e bem-estar humano e para a manutenção dos ecossistemas do planeta. Apesar de, aparentemente, a Terra dispor de enorme quantidade de recursos hídricos, a distribuição da água no planeta é desigual.
    Segundo a Agência Nacional de Águas (ANA), estima-se que 97,5% da água existente no mundo é salgada e não é adequada ao nosso consumo direto, nem mesmo para irrigação. Dos 2,5% de água doce, a m aior parte é de difícil acesso, pois está concentrada nas geleiras (69%) e armazenada em aquíferos (30%). Somente 1 % encontra-se nos rios e lagos. Deste último, apenas uma pequena parte está disponível para consumo humano. Mais da metade dos rios do mundo estão poluídos, fato que está associado ao assoreamento e à diminuição de seu volume efetivo.
    Nos países industrializados, a perda de água é causada por sistemas obsoletos de distribuição. Já nos países em desenvolvimento, o problema é a falta de esgotos e de água encanada. Além disso, mais de 80% das águas residuais são despejadas nos rios, lagos e oceanos sem tratamento adequado. Este fato leva à degradação destes ecossistemas, agravando ainda mais a crise hídrica.
    Estatísticas da Organização das Nações Unidas (ONU) revelam que aproximadamente 2,1 bilhões de pessoas não têm acesso a água tratada e cerca de 2,4 bilhões carecem de instalações sanitárias adequadas. A falta de água potável causa a morte de 1,7 milhão de crianças por ano, a partir de doenças como cólera, disenteria e malária.
    A solução para esses problemas envolve várias ações, desde a modernização da legislação até a conscientização de todos os setores da sociedade quanto ao uso e consumo consciente deste recurso.

Rosa Dias
(Disponível em https://revistabioika.org)
A sequência de percentuais apresentada tem a função argumentativa de:
Alternativas
Q1173249 Português
Texto I
    A água é um recurso natural de valor econômico, estratégico e social, além de ser essencial para a existência e bem-estar humano e para a manutenção dos ecossistemas do planeta. Apesar de, aparentemente, a Terra dispor de enorme quantidade de recursos hídricos, a distribuição da água no planeta é desigual.
    Segundo a Agência Nacional de Águas (ANA), estima-se que 97,5% da água existente no mundo é salgada e não é adequada ao nosso consumo direto, nem mesmo para irrigação. Dos 2,5% de água doce, a m aior parte é de difícil acesso, pois está concentrada nas geleiras (69%) e armazenada em aquíferos (30%). Somente 1 % encontra-se nos rios e lagos. Deste último, apenas uma pequena parte está disponível para consumo humano. Mais da metade dos rios do mundo estão poluídos, fato que está associado ao assoreamento e à diminuição de seu volume efetivo.
    Nos países industrializados, a perda de água é causada por sistemas obsoletos de distribuição. Já nos países em desenvolvimento, o problema é a falta de esgotos e de água encanada. Além disso, mais de 80% das águas residuais são despejadas nos rios, lagos e oceanos sem tratamento adequado. Este fato leva à degradação destes ecossistemas, agravando ainda mais a crise hídrica.
    Estatísticas da Organização das Nações Unidas (ONU) revelam que aproximadamente 2,1 bilhões de pessoas não têm acesso a água tratada e cerca de 2,4 bilhões carecem de instalações sanitárias adequadas. A falta de água potável causa a morte de 1,7 milhão de crianças por ano, a partir de doenças como cólera, disenteria e malária.
    A solução para esses problemas envolve várias ações, desde a modernização da legislação até a conscientização de todos os setores da sociedade quanto ao uso e consumo consciente deste recurso.

Rosa Dias
(Disponível em https://revistabioika.org)
No primeiro parágrafo, a ideia central em torno da água é construída pela relação entre:
Alternativas
Respostas
221: A
222: D
223: B
224: B
225: C
226: D
227: A
228: C
229: B
230: A
231: B
232: C
233: D
234: B
235: C
236: D
237: D
238: C
239: A
240: D