Questões de Concurso Comentadas para itaipu parquetec

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Q4049373 Biologia
“Os biólogos, de forma a auxiliar em trazer sentido à diversidade da vida, classificam espécies em grupos que estão organizados em grupos ainda mais amplos. De acordo com o sistema ‘lineano’, o urso preto norte-americano está classificado no domínio Eukarya e reino Animalia, gênero _________________, filo ________________ e família ________________.” Assinale a alternativa que completa correta e sequencialmente a afirmativa anterior.
Alternativas
Q4049372 Biologia
De acordo com a legislação brasileira sobre meio ambiente e biodiversidade, considerando o conceito de conservação de biodiversidade, recuperação e restauração de áreas degradadas, analise as afirmativas a seguir.

I. Recuperação: restituição de um ecossistema ou de uma população silvestre degradada a uma condição não degradada, que pode ser diferente de sua condição original.

II. Restauração: restituição de um ecossistema ou de uma população silvestre degradada a uma condição não degradada, que pode ser diferente de sua condição original.

III. Restauração: restituição de um ecossistema ou de uma população silvestre degradada o mais próximo possível da sua condição original.

IV. Recuperação: restituição de um ecossistema ou de uma população silvestre degradada a uma condição não degradada idêntica à sua condição original.


Está correto o que se afirma apenas em 
Alternativas
Q4049369 Biologia
Os grupos químicos – hidroxila, carbonila, carboxila, amino, sulfidrila, fosfato e metila – são os mais importantes para os processos biológicos. Seis grupos podem ser quimicamente reativos; e, todos, exceto um, é, também, hidrofílico. O grupo que não é reativo quimicamente e o grupo que não é hidrofílico são, respectivamente: 
Alternativas
Q4049365 Biologia
Para realizar uma extração de DNA, foram utilizadas cinco etapas, sendo uma delas a lavagem do DNA. Nessa etapa, é possível depreender que foi aplicada a seguinte solução: 
Alternativas
Q4049353 Inglês
Private customized tour of Niagara Falls What to expect

     We offer a customizable option which includes the Iconic Maid of the Mist, Cave of the Winds, Niagara Adventure Movie and Underground Railroad Museum and more. IF you would like to customize the tour to your specifications when the guides make contact with you they will go over all details. We believe in personal attention to our guests and we want to provide an ideal experience that you and your loved ones will never forget. Transportation from hotels and back is provided.
      We will pick up guests at many different locations, the tour for the most part is outside the vehicle as we will guide you through the park and when the tour is over we will embark on a Wine Tour where you will see the country of Western New York and get tastings at some of our best wineries in the area.

Departure Point Goat Island, Niagara Falls, NY 14303, USA.

Duration 7–8 hours.

Additional Info
 Confirmation will be received at time of booking;  Not wheelchair accessible;  Stroller accessible;  Service animals allowed;  No heart problems or other serious medical conditions;  Travelers should have a moderate physical fitness.

(Available: https://niagararegionaltours.com. Adapted.)

Mark the option that matches text content. 
Alternativas
Q4049348 Espanhol
Invitan a disfrutar de ocho diferentes atractivos en el
Complejo Turístico Itaipu


Complejo Turístico Itaipu: excelente opción para
vacaciones.


    Hernandarias. El Complejo Turístico Itaipu invita a disfrutar de sus ocho atractivos habilitados para el público en general. Los sitios, que ofrecen contacto con la naturaleza y un paseo por la historia, entre otras experiencias, se encuentran situados en el departamento de Alto Paraná y Canindeyú. Siguiendo los protocolos sanitarios vigentes por la pandemia del Covid-19, las visitas se realizan previo agendamiento.

      En el departamento de Alto Paraná, se pueden visitar la Central Hidroeléctrica, el Modelo Reducido, la Reserva Natural Tatí Yupí, la Iluminación Monumental, el Museo de Itaipu Tierra Guaraní, la Costanera de Hernandarias y el Parque Lineal Manuel Ortiz Guerrero de Ciudad del Este. En el departamento de Canindeyú se encuentra el Refugio Biológico de Mbaracayú, habilitado recientemente con numerosas opciones para el visitante.

     Rogelio Sallaberry, asesor de Turismo de la Entidad, comentó que todos los atractivos están habilitados, sin embargo, algunos con limitaciones debido a refacciones. Este es el caso de la Reserva Natural Tatí Yupí, pues el último temporal que azotó a la zona causó daños en el mirador y prosiguen los trabajos de reparación.

       El profesional remarcó que este año se realizaron varios trabajos de hermoseamiento en los distintos atractivos. Entre ellos se destaca la reparación de los quinchos de la Playa de Hernandarias, el asfaltado total de ese sector y la construcción de camineros que se hicieron desde la ciclovía hasta el polideportivo. Además, se pudieron concluir los trabajos en el Refugio de Mbaracayú, habilitado el pasado 21 de julio cuando lo permitieron las condiciones sanitarias.

    En el Parque Lineal Manuel Ortiz Guerrero de CDE ya se encuentra a disposición del público el parque infantil y en las próximas semanas se habilitará nuevamente la ciclovía, la cual había sido clausurada de modo a evitar aglomeraciones.

     Sallaberry destacó que, desde este año, Itaipu implementó el uso de códigos QR (respuesta rápida) con la finalidad de disminuir el uso de folletos. “Este sistema además permite que personas con discapacidad auditiva o visual tengan las informaciones básicas de manera más simple.

    El año próximo queremos implementar más opciones, de manera a hacer que definitivamente el circuito sea inclusivo”, puntualizó. El horario habilitado para el acceso a la Costanera de Hernandarias y al Parque Lineal es de lunes a domingo, de 8:00 a 21:00. La Reserva Natural Tatí Yupí recibe a los visitantes de martes a domingo, de 8:30 a 11:45 y de 13:00 a 14:30. El Museo de ITAIPU Tierra Guaraní y el Modelo Reducido de la Represa están habilitados para recorridos grupales de martes a domingo, a las 9:00, 10:00, 11:00, 13:15 y 14:15. El tour para conocer la central hidroeléctrica puede realizarse a las 9:00, 10:00, 10:30, 13:10 y 13:30.

       Las reservaciones, en los atractivos que así lo ameriten, se podrán realizar a los teléfonos (061) 599-8040/8094, o a través del correo electrónico: [email protected]. También está disponible la aplicación móvil Ib-tur para el efecto.


(Disponible en: https://www.itaipu.gov.py/es/sala-deprensa/noticia/complejo-turistico-itaipu-invita-disfrutar-de-ochodiferentes-atractivos acceso en 25/01/2022. Adaptación.)
Sobre los verbos sacados del texto: “Invitan a disfrutar de ocho diferentes atractivos en el Complejo Turístico Itaipu”: causó, remarcó, pudieron y destacó es posible afirmar que: 
Alternativas
Q4049340 Turismo
De acordo com a Lei nº 11.771/2008, que dispõe sobre a Política Nacional do Turismo, são considerados prestadores de serviços turísticos cadastrados, obrigatoriamente, no Ministério do Turismo:
Alternativas
Q4049332 Geografia
Milhares de pessoas se divertiram com o início das celebrações anuais do Carnaval em Veneza; alguns foliões se fantasiaram e foram para as ruas. Marcou um lento retorno à normalidade após a pandemia de Covid-19 atingir as duas edições anteriores. O Carnaval de Veneza foi interrompido em 2020, quando a pandemia eclodiu na Itália. Depois, foi cancelado no ano seguinte para tentar conter infecções.
(Disponível em: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2022/02/13/carnaval-de-venezae-retomado-apos-dois-anos-sem-festa-veja-fotos.ghtml. Adaptado.)

Considerando que Veneza fica localizada na Itália, são características deste país, EXCETO: 
Alternativas
Q4049331 Serviço Social
O Auxílio Brasil, que substituiu o Bolsa Família, em novembro do ano passado, ampliou a base de beneficiários em janeiro e fevereiro. O benefício do vale-gás, que paga metade do valor do botijão de 13 kg, teve o início de seu pagamento em janeiro; porém, com menor abrangência de beneficiários. Sua base deverá ser ampliada gradualmente. Sobre os Programas Sociais do país, está correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q4049329 Atualidades
A Agenda 2030 é um plano de ação global que coaduna objetivos de desenvolvimento sustentável, com o compromisso de direcionar as medidas de acordo com as orientações preconizadas no documento “Transformando o Nosso Mundo: A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável” para os próximos quinze anos, 2016-2030. No que tange à Agenda 2030, assinale a afirmativa INCORRETA. 
Alternativas
Q4049323 Português
As estações perplexas



      Naturalmente, por culpa desses engenhos clandestinos que gregos e troianos estão atirando ao espaço, as estações se equivocaram, e o inverno, de barbas brancas, insiste com a primavera em que o seu tempo ainda não passou, enquanto a primavera, com suas coroas desmanchadas, vê avançar o verão, de roupas de fogo, e não sabe o que fazer de flores e pássaros.

        As estações perplexas, mas bem‐educadas, apresentam suas razões com bons modos, não por desejarem estar no cartaz, mas pela disciplina do próprio ofício. Elas, antigamente, executavam suas danças com grande acerto e, enquanto uma andava no primeiro plano, com seus véus e outros acessórios, as outras, com muita elegância, evoluíam em planos sucessivos, esperando o momento de se apresentarem, com todo o seu brilho e poder.

        Mas com os tais engenhos que perfuram o espaço, embora tão miseráveis, em relação ao universo como um espinho no pé de um elefante, creio que sempre há distúrbios: e só assim me parece explicável que neste mês de novembro possamos ainda trazer roupas de lã.

     Pelo jardim há numerosos estragos. As plantas andam meio loucas: gardênias, que costumam desabrochar em dezembro, abriram repentinamente em outubro e agora estão secas e caem melancolicamente, querendo ainda conservar o perfume e o aveludado nas pétalas queimadas. Qualquer flor que aparece, por saber que estamos na primavera, vem o vento e a desfolha, vem o frio e a faz murchar, vem a chuva e arrasta‐a para o chão. Que aconteceu? Pensam as flores. (Sim, porque as flores pensam.) E logo desaparecem, tristes. (Porque as flores também entristecem).

        Quanto aos passarinhos, nesta região de sabiás e pardais, pintassilgos e cambaxirras, nesta região onde, o dia inteiro, o ar está cheio de pios, de cantos, de lamentos, de beijinhos d’água e risadinhas verdes e azuis, os passarinhos não sabem mais onde fazer seus ninhos e, por acharem tão fria esta primavera, abandonam as árvores de ar condicionado e metem‐se pelo vão das telhas e pelos canos dos aquecedores.

       Quanto aos pobres humanos, uns andam com gripes invernais muito prolongadas, outros não sabem o que fazer do seu belo guarda‐roupa de verão. Todas as manhãs, olha-se para o céu: onde estamos? Na Holanda? Em Paris? Na Suíça? Vem o vento ríspido misturar os nossos papéis, sacudir as trepadeiras, estremecer as portas e distribuir lumbagos e torcicolos. A lama respinga por toda a parte. Nunca se sabe se o pé vai entrar numa poça ou num bueiro... E a primavera, primadona, espera no seu camarim, um pouco rouca, enquanto gregos e troianos jogam para o alto seus engenhos, que valem palácios, museus, hospitais, universidades, teatros, pacíficas habitações terrenas que seriam felizes com um pouco de graça e amor.


(Cecília Meireles. Crônicas para jovens; seleção, prefácio e notas biobibliográficas. Antonieta Cunha. São Paulo: Global, 2012. Adaptado.)
No trecho “E a primavera, primadona, espera no seu camarim (...)” (6º§), as vírgulas foram utilizadas para:
Alternativas
Q4049322 Português
As estações perplexas



      Naturalmente, por culpa desses engenhos clandestinos que gregos e troianos estão atirando ao espaço, as estações se equivocaram, e o inverno, de barbas brancas, insiste com a primavera em que o seu tempo ainda não passou, enquanto a primavera, com suas coroas desmanchadas, vê avançar o verão, de roupas de fogo, e não sabe o que fazer de flores e pássaros.

        As estações perplexas, mas bem‐educadas, apresentam suas razões com bons modos, não por desejarem estar no cartaz, mas pela disciplina do próprio ofício. Elas, antigamente, executavam suas danças com grande acerto e, enquanto uma andava no primeiro plano, com seus véus e outros acessórios, as outras, com muita elegância, evoluíam em planos sucessivos, esperando o momento de se apresentarem, com todo o seu brilho e poder.

        Mas com os tais engenhos que perfuram o espaço, embora tão miseráveis, em relação ao universo como um espinho no pé de um elefante, creio que sempre há distúrbios: e só assim me parece explicável que neste mês de novembro possamos ainda trazer roupas de lã.

     Pelo jardim há numerosos estragos. As plantas andam meio loucas: gardênias, que costumam desabrochar em dezembro, abriram repentinamente em outubro e agora estão secas e caem melancolicamente, querendo ainda conservar o perfume e o aveludado nas pétalas queimadas. Qualquer flor que aparece, por saber que estamos na primavera, vem o vento e a desfolha, vem o frio e a faz murchar, vem a chuva e arrasta‐a para o chão. Que aconteceu? Pensam as flores. (Sim, porque as flores pensam.) E logo desaparecem, tristes. (Porque as flores também entristecem).

        Quanto aos passarinhos, nesta região de sabiás e pardais, pintassilgos e cambaxirras, nesta região onde, o dia inteiro, o ar está cheio de pios, de cantos, de lamentos, de beijinhos d’água e risadinhas verdes e azuis, os passarinhos não sabem mais onde fazer seus ninhos e, por acharem tão fria esta primavera, abandonam as árvores de ar condicionado e metem‐se pelo vão das telhas e pelos canos dos aquecedores.

       Quanto aos pobres humanos, uns andam com gripes invernais muito prolongadas, outros não sabem o que fazer do seu belo guarda‐roupa de verão. Todas as manhãs, olha-se para o céu: onde estamos? Na Holanda? Em Paris? Na Suíça? Vem o vento ríspido misturar os nossos papéis, sacudir as trepadeiras, estremecer as portas e distribuir lumbagos e torcicolos. A lama respinga por toda a parte. Nunca se sabe se o pé vai entrar numa poça ou num bueiro... E a primavera, primadona, espera no seu camarim, um pouco rouca, enquanto gregos e troianos jogam para o alto seus engenhos, que valem palácios, museus, hospitais, universidades, teatros, pacíficas habitações terrenas que seriam felizes com um pouco de graça e amor.


(Cecília Meireles. Crônicas para jovens; seleção, prefácio e notas biobibliográficas. Antonieta Cunha. São Paulo: Global, 2012. Adaptado.)
No fragmento “Mas com os tais engenhos que perfuram o espaço, embora tão miseráveis, em relação ao universo como um espinho no pé de um elefante, creio que sempre há distúrbios: (...)” (3º§), o termo indicado expressa ideia de:
Alternativas
Q4049321 Português
As estações perplexas



      Naturalmente, por culpa desses engenhos clandestinos que gregos e troianos estão atirando ao espaço, as estações se equivocaram, e o inverno, de barbas brancas, insiste com a primavera em que o seu tempo ainda não passou, enquanto a primavera, com suas coroas desmanchadas, vê avançar o verão, de roupas de fogo, e não sabe o que fazer de flores e pássaros.

        As estações perplexas, mas bem‐educadas, apresentam suas razões com bons modos, não por desejarem estar no cartaz, mas pela disciplina do próprio ofício. Elas, antigamente, executavam suas danças com grande acerto e, enquanto uma andava no primeiro plano, com seus véus e outros acessórios, as outras, com muita elegância, evoluíam em planos sucessivos, esperando o momento de se apresentarem, com todo o seu brilho e poder.

        Mas com os tais engenhos que perfuram o espaço, embora tão miseráveis, em relação ao universo como um espinho no pé de um elefante, creio que sempre há distúrbios: e só assim me parece explicável que neste mês de novembro possamos ainda trazer roupas de lã.

     Pelo jardim há numerosos estragos. As plantas andam meio loucas: gardênias, que costumam desabrochar em dezembro, abriram repentinamente em outubro e agora estão secas e caem melancolicamente, querendo ainda conservar o perfume e o aveludado nas pétalas queimadas. Qualquer flor que aparece, por saber que estamos na primavera, vem o vento e a desfolha, vem o frio e a faz murchar, vem a chuva e arrasta‐a para o chão. Que aconteceu? Pensam as flores. (Sim, porque as flores pensam.) E logo desaparecem, tristes. (Porque as flores também entristecem).

        Quanto aos passarinhos, nesta região de sabiás e pardais, pintassilgos e cambaxirras, nesta região onde, o dia inteiro, o ar está cheio de pios, de cantos, de lamentos, de beijinhos d’água e risadinhas verdes e azuis, os passarinhos não sabem mais onde fazer seus ninhos e, por acharem tão fria esta primavera, abandonam as árvores de ar condicionado e metem‐se pelo vão das telhas e pelos canos dos aquecedores.

       Quanto aos pobres humanos, uns andam com gripes invernais muito prolongadas, outros não sabem o que fazer do seu belo guarda‐roupa de verão. Todas as manhãs, olha-se para o céu: onde estamos? Na Holanda? Em Paris? Na Suíça? Vem o vento ríspido misturar os nossos papéis, sacudir as trepadeiras, estremecer as portas e distribuir lumbagos e torcicolos. A lama respinga por toda a parte. Nunca se sabe se o pé vai entrar numa poça ou num bueiro... E a primavera, primadona, espera no seu camarim, um pouco rouca, enquanto gregos e troianos jogam para o alto seus engenhos, que valem palácios, museus, hospitais, universidades, teatros, pacíficas habitações terrenas que seriam felizes com um pouco de graça e amor.


(Cecília Meireles. Crônicas para jovens; seleção, prefácio e notas biobibliográficas. Antonieta Cunha. São Paulo: Global, 2012. Adaptado.)
Assinale a afirmativa transcrita do texto que denota uma ação habitual. 
Alternativas
Q4049320 Português
As estações perplexas



      Naturalmente, por culpa desses engenhos clandestinos que gregos e troianos estão atirando ao espaço, as estações se equivocaram, e o inverno, de barbas brancas, insiste com a primavera em que o seu tempo ainda não passou, enquanto a primavera, com suas coroas desmanchadas, vê avançar o verão, de roupas de fogo, e não sabe o que fazer de flores e pássaros.

        As estações perplexas, mas bem‐educadas, apresentam suas razões com bons modos, não por desejarem estar no cartaz, mas pela disciplina do próprio ofício. Elas, antigamente, executavam suas danças com grande acerto e, enquanto uma andava no primeiro plano, com seus véus e outros acessórios, as outras, com muita elegância, evoluíam em planos sucessivos, esperando o momento de se apresentarem, com todo o seu brilho e poder.

        Mas com os tais engenhos que perfuram o espaço, embora tão miseráveis, em relação ao universo como um espinho no pé de um elefante, creio que sempre há distúrbios: e só assim me parece explicável que neste mês de novembro possamos ainda trazer roupas de lã.

     Pelo jardim há numerosos estragos. As plantas andam meio loucas: gardênias, que costumam desabrochar em dezembro, abriram repentinamente em outubro e agora estão secas e caem melancolicamente, querendo ainda conservar o perfume e o aveludado nas pétalas queimadas. Qualquer flor que aparece, por saber que estamos na primavera, vem o vento e a desfolha, vem o frio e a faz murchar, vem a chuva e arrasta‐a para o chão. Que aconteceu? Pensam as flores. (Sim, porque as flores pensam.) E logo desaparecem, tristes. (Porque as flores também entristecem).

        Quanto aos passarinhos, nesta região de sabiás e pardais, pintassilgos e cambaxirras, nesta região onde, o dia inteiro, o ar está cheio de pios, de cantos, de lamentos, de beijinhos d’água e risadinhas verdes e azuis, os passarinhos não sabem mais onde fazer seus ninhos e, por acharem tão fria esta primavera, abandonam as árvores de ar condicionado e metem‐se pelo vão das telhas e pelos canos dos aquecedores.

       Quanto aos pobres humanos, uns andam com gripes invernais muito prolongadas, outros não sabem o que fazer do seu belo guarda‐roupa de verão. Todas as manhãs, olha-se para o céu: onde estamos? Na Holanda? Em Paris? Na Suíça? Vem o vento ríspido misturar os nossos papéis, sacudir as trepadeiras, estremecer as portas e distribuir lumbagos e torcicolos. A lama respinga por toda a parte. Nunca se sabe se o pé vai entrar numa poça ou num bueiro... E a primavera, primadona, espera no seu camarim, um pouco rouca, enquanto gregos e troianos jogam para o alto seus engenhos, que valem palácios, museus, hospitais, universidades, teatros, pacíficas habitações terrenas que seriam felizes com um pouco de graça e amor.


(Cecília Meireles. Crônicas para jovens; seleção, prefácio e notas biobibliográficas. Antonieta Cunha. São Paulo: Global, 2012. Adaptado.)
No excerto “Que aconteceu? Pensam as flores. (Sim, porque as flores pensam.) E logo desaparecem, tristes. (Porque as flores também entristecem).” (4º§), a autora faz uma pausa na narrativa para: 
Alternativas
Q4049319 Português
As estações perplexas



      Naturalmente, por culpa desses engenhos clandestinos que gregos e troianos estão atirando ao espaço, as estações se equivocaram, e o inverno, de barbas brancas, insiste com a primavera em que o seu tempo ainda não passou, enquanto a primavera, com suas coroas desmanchadas, vê avançar o verão, de roupas de fogo, e não sabe o que fazer de flores e pássaros.

        As estações perplexas, mas bem‐educadas, apresentam suas razões com bons modos, não por desejarem estar no cartaz, mas pela disciplina do próprio ofício. Elas, antigamente, executavam suas danças com grande acerto e, enquanto uma andava no primeiro plano, com seus véus e outros acessórios, as outras, com muita elegância, evoluíam em planos sucessivos, esperando o momento de se apresentarem, com todo o seu brilho e poder.

        Mas com os tais engenhos que perfuram o espaço, embora tão miseráveis, em relação ao universo como um espinho no pé de um elefante, creio que sempre há distúrbios: e só assim me parece explicável que neste mês de novembro possamos ainda trazer roupas de lã.

     Pelo jardim há numerosos estragos. As plantas andam meio loucas: gardênias, que costumam desabrochar em dezembro, abriram repentinamente em outubro e agora estão secas e caem melancolicamente, querendo ainda conservar o perfume e o aveludado nas pétalas queimadas. Qualquer flor que aparece, por saber que estamos na primavera, vem o vento e a desfolha, vem o frio e a faz murchar, vem a chuva e arrasta‐a para o chão. Que aconteceu? Pensam as flores. (Sim, porque as flores pensam.) E logo desaparecem, tristes. (Porque as flores também entristecem).

        Quanto aos passarinhos, nesta região de sabiás e pardais, pintassilgos e cambaxirras, nesta região onde, o dia inteiro, o ar está cheio de pios, de cantos, de lamentos, de beijinhos d’água e risadinhas verdes e azuis, os passarinhos não sabem mais onde fazer seus ninhos e, por acharem tão fria esta primavera, abandonam as árvores de ar condicionado e metem‐se pelo vão das telhas e pelos canos dos aquecedores.

       Quanto aos pobres humanos, uns andam com gripes invernais muito prolongadas, outros não sabem o que fazer do seu belo guarda‐roupa de verão. Todas as manhãs, olha-se para o céu: onde estamos? Na Holanda? Em Paris? Na Suíça? Vem o vento ríspido misturar os nossos papéis, sacudir as trepadeiras, estremecer as portas e distribuir lumbagos e torcicolos. A lama respinga por toda a parte. Nunca se sabe se o pé vai entrar numa poça ou num bueiro... E a primavera, primadona, espera no seu camarim, um pouco rouca, enquanto gregos e troianos jogam para o alto seus engenhos, que valem palácios, museus, hospitais, universidades, teatros, pacíficas habitações terrenas que seriam felizes com um pouco de graça e amor.


(Cecília Meireles. Crônicas para jovens; seleção, prefácio e notas biobibliográficas. Antonieta Cunha. São Paulo: Global, 2012. Adaptado.)
Quanto à classe gramatical das palavras grifadas, tem-se a correspondência INCORRETA em:
Alternativas
Q4049318 Português
As estações perplexas



      Naturalmente, por culpa desses engenhos clandestinos que gregos e troianos estão atirando ao espaço, as estações se equivocaram, e o inverno, de barbas brancas, insiste com a primavera em que o seu tempo ainda não passou, enquanto a primavera, com suas coroas desmanchadas, vê avançar o verão, de roupas de fogo, e não sabe o que fazer de flores e pássaros.

        As estações perplexas, mas bem‐educadas, apresentam suas razões com bons modos, não por desejarem estar no cartaz, mas pela disciplina do próprio ofício. Elas, antigamente, executavam suas danças com grande acerto e, enquanto uma andava no primeiro plano, com seus véus e outros acessórios, as outras, com muita elegância, evoluíam em planos sucessivos, esperando o momento de se apresentarem, com todo o seu brilho e poder.

        Mas com os tais engenhos que perfuram o espaço, embora tão miseráveis, em relação ao universo como um espinho no pé de um elefante, creio que sempre há distúrbios: e só assim me parece explicável que neste mês de novembro possamos ainda trazer roupas de lã.

     Pelo jardim há numerosos estragos. As plantas andam meio loucas: gardênias, que costumam desabrochar em dezembro, abriram repentinamente em outubro e agora estão secas e caem melancolicamente, querendo ainda conservar o perfume e o aveludado nas pétalas queimadas. Qualquer flor que aparece, por saber que estamos na primavera, vem o vento e a desfolha, vem o frio e a faz murchar, vem a chuva e arrasta‐a para o chão. Que aconteceu? Pensam as flores. (Sim, porque as flores pensam.) E logo desaparecem, tristes. (Porque as flores também entristecem).

        Quanto aos passarinhos, nesta região de sabiás e pardais, pintassilgos e cambaxirras, nesta região onde, o dia inteiro, o ar está cheio de pios, de cantos, de lamentos, de beijinhos d’água e risadinhas verdes e azuis, os passarinhos não sabem mais onde fazer seus ninhos e, por acharem tão fria esta primavera, abandonam as árvores de ar condicionado e metem‐se pelo vão das telhas e pelos canos dos aquecedores.

       Quanto aos pobres humanos, uns andam com gripes invernais muito prolongadas, outros não sabem o que fazer do seu belo guarda‐roupa de verão. Todas as manhãs, olha-se para o céu: onde estamos? Na Holanda? Em Paris? Na Suíça? Vem o vento ríspido misturar os nossos papéis, sacudir as trepadeiras, estremecer as portas e distribuir lumbagos e torcicolos. A lama respinga por toda a parte. Nunca se sabe se o pé vai entrar numa poça ou num bueiro... E a primavera, primadona, espera no seu camarim, um pouco rouca, enquanto gregos e troianos jogam para o alto seus engenhos, que valem palácios, museus, hospitais, universidades, teatros, pacíficas habitações terrenas que seriam felizes com um pouco de graça e amor.


(Cecília Meireles. Crônicas para jovens; seleção, prefácio e notas biobibliográficas. Antonieta Cunha. São Paulo: Global, 2012. Adaptado.)
Considerando que o adjetivo é uma classe de palavras que atribui características aos substantivos, ou seja, indica suas qualidades e estados, assinale a expressão assinalada que NÃO se trata de tal classe gramatical.
Alternativas
Q4049317 Português
As estações perplexas



      Naturalmente, por culpa desses engenhos clandestinos que gregos e troianos estão atirando ao espaço, as estações se equivocaram, e o inverno, de barbas brancas, insiste com a primavera em que o seu tempo ainda não passou, enquanto a primavera, com suas coroas desmanchadas, vê avançar o verão, de roupas de fogo, e não sabe o que fazer de flores e pássaros.

        As estações perplexas, mas bem‐educadas, apresentam suas razões com bons modos, não por desejarem estar no cartaz, mas pela disciplina do próprio ofício. Elas, antigamente, executavam suas danças com grande acerto e, enquanto uma andava no primeiro plano, com seus véus e outros acessórios, as outras, com muita elegância, evoluíam em planos sucessivos, esperando o momento de se apresentarem, com todo o seu brilho e poder.

        Mas com os tais engenhos que perfuram o espaço, embora tão miseráveis, em relação ao universo como um espinho no pé de um elefante, creio que sempre há distúrbios: e só assim me parece explicável que neste mês de novembro possamos ainda trazer roupas de lã.

     Pelo jardim há numerosos estragos. As plantas andam meio loucas: gardênias, que costumam desabrochar em dezembro, abriram repentinamente em outubro e agora estão secas e caem melancolicamente, querendo ainda conservar o perfume e o aveludado nas pétalas queimadas. Qualquer flor que aparece, por saber que estamos na primavera, vem o vento e a desfolha, vem o frio e a faz murchar, vem a chuva e arrasta‐a para o chão. Que aconteceu? Pensam as flores. (Sim, porque as flores pensam.) E logo desaparecem, tristes. (Porque as flores também entristecem).

        Quanto aos passarinhos, nesta região de sabiás e pardais, pintassilgos e cambaxirras, nesta região onde, o dia inteiro, o ar está cheio de pios, de cantos, de lamentos, de beijinhos d’água e risadinhas verdes e azuis, os passarinhos não sabem mais onde fazer seus ninhos e, por acharem tão fria esta primavera, abandonam as árvores de ar condicionado e metem‐se pelo vão das telhas e pelos canos dos aquecedores.

       Quanto aos pobres humanos, uns andam com gripes invernais muito prolongadas, outros não sabem o que fazer do seu belo guarda‐roupa de verão. Todas as manhãs, olha-se para o céu: onde estamos? Na Holanda? Em Paris? Na Suíça? Vem o vento ríspido misturar os nossos papéis, sacudir as trepadeiras, estremecer as portas e distribuir lumbagos e torcicolos. A lama respinga por toda a parte. Nunca se sabe se o pé vai entrar numa poça ou num bueiro... E a primavera, primadona, espera no seu camarim, um pouco rouca, enquanto gregos e troianos jogam para o alto seus engenhos, que valem palácios, museus, hospitais, universidades, teatros, pacíficas habitações terrenas que seriam felizes com um pouco de graça e amor.


(Cecília Meireles. Crônicas para jovens; seleção, prefácio e notas biobibliográficas. Antonieta Cunha. São Paulo: Global, 2012. Adaptado.)
Considerando que a língua é um “potencial de significado” e, neste caso particular, há entre os falantes uma troca e uma negociação do significado a partir de “uma coleção harmoniosa de significados apropriados ao seu contexto, com um objetivo comunicativo”, no excerto “As plantas andam meio loucas: gardênias, que costumam desabrochar em dezembro, abriram repentinamente em outubro (...)” (4º§), o termo “repentinamente” significa:
Alternativas
Q4049316 Português
As estações perplexas



      Naturalmente, por culpa desses engenhos clandestinos que gregos e troianos estão atirando ao espaço, as estações se equivocaram, e o inverno, de barbas brancas, insiste com a primavera em que o seu tempo ainda não passou, enquanto a primavera, com suas coroas desmanchadas, vê avançar o verão, de roupas de fogo, e não sabe o que fazer de flores e pássaros.

        As estações perplexas, mas bem‐educadas, apresentam suas razões com bons modos, não por desejarem estar no cartaz, mas pela disciplina do próprio ofício. Elas, antigamente, executavam suas danças com grande acerto e, enquanto uma andava no primeiro plano, com seus véus e outros acessórios, as outras, com muita elegância, evoluíam em planos sucessivos, esperando o momento de se apresentarem, com todo o seu brilho e poder.

        Mas com os tais engenhos que perfuram o espaço, embora tão miseráveis, em relação ao universo como um espinho no pé de um elefante, creio que sempre há distúrbios: e só assim me parece explicável que neste mês de novembro possamos ainda trazer roupas de lã.

     Pelo jardim há numerosos estragos. As plantas andam meio loucas: gardênias, que costumam desabrochar em dezembro, abriram repentinamente em outubro e agora estão secas e caem melancolicamente, querendo ainda conservar o perfume e o aveludado nas pétalas queimadas. Qualquer flor que aparece, por saber que estamos na primavera, vem o vento e a desfolha, vem o frio e a faz murchar, vem a chuva e arrasta‐a para o chão. Que aconteceu? Pensam as flores. (Sim, porque as flores pensam.) E logo desaparecem, tristes. (Porque as flores também entristecem).

        Quanto aos passarinhos, nesta região de sabiás e pardais, pintassilgos e cambaxirras, nesta região onde, o dia inteiro, o ar está cheio de pios, de cantos, de lamentos, de beijinhos d’água e risadinhas verdes e azuis, os passarinhos não sabem mais onde fazer seus ninhos e, por acharem tão fria esta primavera, abandonam as árvores de ar condicionado e metem‐se pelo vão das telhas e pelos canos dos aquecedores.

       Quanto aos pobres humanos, uns andam com gripes invernais muito prolongadas, outros não sabem o que fazer do seu belo guarda‐roupa de verão. Todas as manhãs, olha-se para o céu: onde estamos? Na Holanda? Em Paris? Na Suíça? Vem o vento ríspido misturar os nossos papéis, sacudir as trepadeiras, estremecer as portas e distribuir lumbagos e torcicolos. A lama respinga por toda a parte. Nunca se sabe se o pé vai entrar numa poça ou num bueiro... E a primavera, primadona, espera no seu camarim, um pouco rouca, enquanto gregos e troianos jogam para o alto seus engenhos, que valem palácios, museus, hospitais, universidades, teatros, pacíficas habitações terrenas que seriam felizes com um pouco de graça e amor.


(Cecília Meireles. Crônicas para jovens; seleção, prefácio e notas biobibliográficas. Antonieta Cunha. São Paulo: Global, 2012. Adaptado.)
No trecho “As estações perplexas, mas bem‐educadas, apresentam suas razões com bons modos, não por desejarem estar no cartaz, (...)” (2º§), a expressão destacada confere ideia de: 
Alternativas
Q4049315 Português
As estações perplexas



      Naturalmente, por culpa desses engenhos clandestinos que gregos e troianos estão atirando ao espaço, as estações se equivocaram, e o inverno, de barbas brancas, insiste com a primavera em que o seu tempo ainda não passou, enquanto a primavera, com suas coroas desmanchadas, vê avançar o verão, de roupas de fogo, e não sabe o que fazer de flores e pássaros.

        As estações perplexas, mas bem‐educadas, apresentam suas razões com bons modos, não por desejarem estar no cartaz, mas pela disciplina do próprio ofício. Elas, antigamente, executavam suas danças com grande acerto e, enquanto uma andava no primeiro plano, com seus véus e outros acessórios, as outras, com muita elegância, evoluíam em planos sucessivos, esperando o momento de se apresentarem, com todo o seu brilho e poder.

        Mas com os tais engenhos que perfuram o espaço, embora tão miseráveis, em relação ao universo como um espinho no pé de um elefante, creio que sempre há distúrbios: e só assim me parece explicável que neste mês de novembro possamos ainda trazer roupas de lã.

     Pelo jardim há numerosos estragos. As plantas andam meio loucas: gardênias, que costumam desabrochar em dezembro, abriram repentinamente em outubro e agora estão secas e caem melancolicamente, querendo ainda conservar o perfume e o aveludado nas pétalas queimadas. Qualquer flor que aparece, por saber que estamos na primavera, vem o vento e a desfolha, vem o frio e a faz murchar, vem a chuva e arrasta‐a para o chão. Que aconteceu? Pensam as flores. (Sim, porque as flores pensam.) E logo desaparecem, tristes. (Porque as flores também entristecem).

        Quanto aos passarinhos, nesta região de sabiás e pardais, pintassilgos e cambaxirras, nesta região onde, o dia inteiro, o ar está cheio de pios, de cantos, de lamentos, de beijinhos d’água e risadinhas verdes e azuis, os passarinhos não sabem mais onde fazer seus ninhos e, por acharem tão fria esta primavera, abandonam as árvores de ar condicionado e metem‐se pelo vão das telhas e pelos canos dos aquecedores.

       Quanto aos pobres humanos, uns andam com gripes invernais muito prolongadas, outros não sabem o que fazer do seu belo guarda‐roupa de verão. Todas as manhãs, olha-se para o céu: onde estamos? Na Holanda? Em Paris? Na Suíça? Vem o vento ríspido misturar os nossos papéis, sacudir as trepadeiras, estremecer as portas e distribuir lumbagos e torcicolos. A lama respinga por toda a parte. Nunca se sabe se o pé vai entrar numa poça ou num bueiro... E a primavera, primadona, espera no seu camarim, um pouco rouca, enquanto gregos e troianos jogam para o alto seus engenhos, que valem palácios, museus, hospitais, universidades, teatros, pacíficas habitações terrenas que seriam felizes com um pouco de graça e amor.


(Cecília Meireles. Crônicas para jovens; seleção, prefácio e notas biobibliográficas. Antonieta Cunha. São Paulo: Global, 2012. Adaptado.)
A narrativa desenvolvida pela autora apresenta como elemento motivador: 
Alternativas
Q4049314 Português
As estações perplexas



      Naturalmente, por culpa desses engenhos clandestinos que gregos e troianos estão atirando ao espaço, as estações se equivocaram, e o inverno, de barbas brancas, insiste com a primavera em que o seu tempo ainda não passou, enquanto a primavera, com suas coroas desmanchadas, vê avançar o verão, de roupas de fogo, e não sabe o que fazer de flores e pássaros.

        As estações perplexas, mas bem‐educadas, apresentam suas razões com bons modos, não por desejarem estar no cartaz, mas pela disciplina do próprio ofício. Elas, antigamente, executavam suas danças com grande acerto e, enquanto uma andava no primeiro plano, com seus véus e outros acessórios, as outras, com muita elegância, evoluíam em planos sucessivos, esperando o momento de se apresentarem, com todo o seu brilho e poder.

        Mas com os tais engenhos que perfuram o espaço, embora tão miseráveis, em relação ao universo como um espinho no pé de um elefante, creio que sempre há distúrbios: e só assim me parece explicável que neste mês de novembro possamos ainda trazer roupas de lã.

     Pelo jardim há numerosos estragos. As plantas andam meio loucas: gardênias, que costumam desabrochar em dezembro, abriram repentinamente em outubro e agora estão secas e caem melancolicamente, querendo ainda conservar o perfume e o aveludado nas pétalas queimadas. Qualquer flor que aparece, por saber que estamos na primavera, vem o vento e a desfolha, vem o frio e a faz murchar, vem a chuva e arrasta‐a para o chão. Que aconteceu? Pensam as flores. (Sim, porque as flores pensam.) E logo desaparecem, tristes. (Porque as flores também entristecem).

        Quanto aos passarinhos, nesta região de sabiás e pardais, pintassilgos e cambaxirras, nesta região onde, o dia inteiro, o ar está cheio de pios, de cantos, de lamentos, de beijinhos d’água e risadinhas verdes e azuis, os passarinhos não sabem mais onde fazer seus ninhos e, por acharem tão fria esta primavera, abandonam as árvores de ar condicionado e metem‐se pelo vão das telhas e pelos canos dos aquecedores.

       Quanto aos pobres humanos, uns andam com gripes invernais muito prolongadas, outros não sabem o que fazer do seu belo guarda‐roupa de verão. Todas as manhãs, olha-se para o céu: onde estamos? Na Holanda? Em Paris? Na Suíça? Vem o vento ríspido misturar os nossos papéis, sacudir as trepadeiras, estremecer as portas e distribuir lumbagos e torcicolos. A lama respinga por toda a parte. Nunca se sabe se o pé vai entrar numa poça ou num bueiro... E a primavera, primadona, espera no seu camarim, um pouco rouca, enquanto gregos e troianos jogam para o alto seus engenhos, que valem palácios, museus, hospitais, universidades, teatros, pacíficas habitações terrenas que seriam felizes com um pouco de graça e amor.


(Cecília Meireles. Crônicas para jovens; seleção, prefácio e notas biobibliográficas. Antonieta Cunha. São Paulo: Global, 2012. Adaptado.)
Assinale a alternativa que melhor justifica o título do texto. 
Alternativas
Respostas
181: A
182: B
183: A
184: C
185: C
186: B
187: D
188: B
189: A
190: C
191: A
192: C
193: D
194: A
195: B
196: A
197: D
198: C
199: C
200: B