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Q3466359 Gestão de Pessoas
Sobre benefícios, é improcedente a afirmação: 
Alternativas
Q3466358 Gestão de Pessoas
Como é chamada a capacidade do funcionário de aplicar o que foi aprendido teoricamente em problemas no trabalho real e em situações parecidas, mas não necessariamente idênticas? 
Alternativas
Q3466357 Administração Geral
As organizações de aprendizagem têm como eixo o capital intelectual, um bem intangível e infimamente relacionado ao sucesso organizacional, por constituir vantagem competitiva para o negócio. O verdadeiro profissional intelectual possui um conjunto de conhecimentos que precisa ser constantemente atualizado, uma vez que há níveis específicos que caracterizam o tipo de conhecimento adquirido. Nesse contexto, destaque a seguir a alternativa que explicita o domínio básico de uma disciplina que os profissionais adquirem por meio de treinamento intensivo, geralmente em cursos especializados. Esse conhecimento é essencial, mas, geralmente, longe de ser suficiente para o sucesso comercial.
Alternativas
Q3466355 Direito Administrativo
Sobre os aspectos envolvidos na realização de um concurso público, é improcedente a seguinte afirmativa:
Alternativas
Q3466354 Direito Administrativo
Qual a alternativa traduz corretamente um dos aspectos que caracteriza o processo administrativo disciplinar? 
Alternativas
Q3466351 Administração Geral
Qual dos conceitos a seguir não corresponde à gestão da qualidade?
Alternativas
Q3466349 Administração Geral
Analogamente, as características de uma negociação correspondem aos aspectos presentes em um jogo. Dessa forma, há algumas estratégias (macrovisão e decisão) e táticas (ações localizadas) que são combinadas a fim de promover o fechamento de acordo. Sobre as táticas empregadas durante a dinâmica da negociação, é correto afirmar:
Alternativas
Q3466348 Ética na Administração Pública
Um assunto cada vez mais recorrente no âmbito organizacional é a importância da ética profissional. Uma vez que a ética influencia toda a dinâmica laboral é preciso saber diferenciar alguns aspectos presentes nesse contexto. Assim, destaque a alternativa incorreta.
Alternativas
Q3466347 Gestão de Pessoas
A natureza humana é marcada por diversas situações que em maior ou menor instância são fontes geradoras de conflitos. Logo, há conflitos que se diferenciam em razão de sua natureza. Para que haja um efetivo gerenciamento de conflitos no âmbito organizacional, é importante compreender suas causas, consequências e fontes geradoras. Leia os enunciados a seguir e destaque a alternativa que não faz referência correta às variáveis relativas ao conflito, em suas mais variadas formas.
Alternativas
Q3466346 Gestão de Pessoas
O gerenciamento de desempenho e a gestão de competências são processos síncronos que dependem da compreensão de alguns conceitos e da implementação de certas ações. Leia as afirmativas posteriores e destaque a alternativa elaborada corretamente.
Alternativas
Q3466345 Administração Geral
A partir da sistemática que envolve toda a estrutura do planejamento estratégico, é impertinente a seguinte asserção: 
Alternativas
Q3466344 Gestão de Pessoas
Para mensurar o nível de eficácia do treinamento ministrado, há métodos de avaliação. Algumas dessas medidas de eficácia foram definidas a seguir estabelecendo a relação com o resultado apresentado em cada nível. Destaque a alternativa que apresenta um erro ao estabelecer esse paralelo.
Alternativas
Q3466343 Gestão de Pessoas
Apesar de ser uma ferramenta útil e com forte embasamento para a correta tomada de decisão por parte dos gestores de uma empresa, a avaliação de desempenho pode surtir alguns efeitos negativos e apresentar problemas durante seu processo, como o exemplo explicitado por qual alternativa?
Alternativas
Q3466342 Gestão de Pessoas
Leia os conceitos a seguir e destaque o que foi elaborado erroneamente.
Alternativas
Q3466341 Gestão de Pessoas
Para compreender o padrão de liderança é possível analisar o tipo de abordagem concernente. Nesse contexto, destaque o tipo de abordagem que tem como atributo a troca entre líderes e liderados, no sentido de que a liderança poderia ocorrer por meio de uma recompensa, na qual, os liderados receberiam promoções ou aumento de salários, por exemplo, ao concluírem suas tarefas. Nesse sentido, cabe ao líder se esforçar pelos desejos de seus liderados, que nem sempre são recompensas materiais, podendo até mesmo ser um trato político ou psicológico.
Alternativas
Q3466340 Gestão de Pessoas
A cultura organizacional é um tema relevante que tem relação direta com o sucesso alcançado pelas empresas. Ao analisar as variáveis relativas à cultura organizacional, são encontrados conceitos que precisam ser compreendidos. Assim, leia o enunciado a seguir e complete posteriormente com o conceito explicitado.
____________ são fenômenos que podem ser vistos, ouvidos e sentidos ao entrar em contato com um novo grupo com uma cultura desconhecida. Eles incluem os produtos visíveis, como a arquitetura de seu ambiente físico; sua linguagem; sua tecnologia e produtos; suas criações artísticas; seu estilo personificado por roupas, maneiras de se comunicar e manifestações emocionais; os mitos e histórias contados sobre a organização; suas listas de valores explícitas; e seus rituais e cerimônias observáveis. 
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Q3466324 Português

Leia o texto para responder à questão.


O olhar da truta



        O homem pediu truta e o garçom perguntou se ele não gostaria de escolher uma pessoalmente.


        — Como, escolher?


        — No nosso viveiro. O senhor pode escolher a truta que quiser.


         Ele não tinha visto o viveiro ao entrar no restaurante. Foi atrás do garçom. As trutas davam voltas e voltas dentro do aquário, como num cortejo. Algumas paravam por um instante e ficavam olhando através do vidro, depois retomavam o cortejo. E o homem se viu encarando, olho no olho, uma truta que estacionara com a boca encostada no vidro à sua frente.


        — Essa está bonita... — disse o garçom.


        — Eu não sabia que se podia escolher. Pensei que elas já estivessem mortas.


        — Não, nossas trutas são mortas na hora. Da água direto para a panela. A truta continuava parada contra o vidro, olhando para o homem.


        — Vai essa, doutor? Ela parece que está pedindo...


        Mas o olhar da truta não era de quem queria ir direto para uma panela. Ela parecia examinar o homem. Parecia estar calculando a possibilidade de um diálogo. Estranho, pensou o homem. Nunca tive que tomar uma decisão assim. Decidir um destino, decidir entre a vida e a morte. Não era como no supermercado, em que os bichos já estavam mortos e a responsabilidade não era sua — pelo menos não diretamente. Você podia comê-los sem remorso. (...) Claro, era com sua aprovação tácita que bovinos, ovinos, suínos, caprinos, galinhas e peixes eram assassinados para lhe dar de comer. Mas você não estava presente no ato, não escolhia a vítima, não dava a ordem. (...) De certa maneira, pensou o homem, vivi sempre assim, protegido das entranhas do mundo. Sem precisar me comprometer. Sem encarar as vítimas. Mas agora era preciso escolher.


        — Vai essa, doutor? — insistiu o garçom.


        — Não sei. Eu...


        — Acho que foi ela que escolheu o senhor. Olha aí, ficou paradinha. Só faltando dizer “Me come”.


        O homem desejou que a truta deixasse de encará-lo e voltasse ao carrossel junto com as outras. Ou que pelo menos desviasse o olhar. Mas a truta continuava a fitá-lo. 


        — Vamos — estava dizendo a truta.


        — Pelo menos uma vez na vida, seja decidido. Me escolha e me condene à morte, ou me deixe viver. (...) Não posso decidir a minha vida, ou a de ninguém. Mas você pode. (...) Até agora foi um protegido, um desobrigado, um isento da vida. Mas chegou a hora de se comprometer. (...)


        — Vai essa mesmo, doutor? — quis saber o garçom, já com a rede na mão para pegar a truta.


        — Não — disse o homem. — Mudei de ideia. Vou pedir outra coisa.


        E de volta na mesa, depois de reexaminar o cardápio, perguntou:


        — Esses camarões estão vivos?


        — Não, doutor. Os camarões estão mortos.


        — Pode trazer.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.


       

        


    

Considere o excerto: “Não posso decidir a minha vida, ou a de ninguém.” No contexto apresentado, o vocábulo “a”, em sua segunda ocorrência, desempenha o papel gramatical de: 
Alternativas
Q3466322 Português

Leia o texto para responder à questão.


O olhar da truta



        O homem pediu truta e o garçom perguntou se ele não gostaria de escolher uma pessoalmente.


        — Como, escolher?


        — No nosso viveiro. O senhor pode escolher a truta que quiser.


         Ele não tinha visto o viveiro ao entrar no restaurante. Foi atrás do garçom. As trutas davam voltas e voltas dentro do aquário, como num cortejo. Algumas paravam por um instante e ficavam olhando através do vidro, depois retomavam o cortejo. E o homem se viu encarando, olho no olho, uma truta que estacionara com a boca encostada no vidro à sua frente.


        — Essa está bonita... — disse o garçom.


        — Eu não sabia que se podia escolher. Pensei que elas já estivessem mortas.


        — Não, nossas trutas são mortas na hora. Da água direto para a panela. A truta continuava parada contra o vidro, olhando para o homem.


        — Vai essa, doutor? Ela parece que está pedindo...


        Mas o olhar da truta não era de quem queria ir direto para uma panela. Ela parecia examinar o homem. Parecia estar calculando a possibilidade de um diálogo. Estranho, pensou o homem. Nunca tive que tomar uma decisão assim. Decidir um destino, decidir entre a vida e a morte. Não era como no supermercado, em que os bichos já estavam mortos e a responsabilidade não era sua — pelo menos não diretamente. Você podia comê-los sem remorso. (...) Claro, era com sua aprovação tácita que bovinos, ovinos, suínos, caprinos, galinhas e peixes eram assassinados para lhe dar de comer. Mas você não estava presente no ato, não escolhia a vítima, não dava a ordem. (...) De certa maneira, pensou o homem, vivi sempre assim, protegido das entranhas do mundo. Sem precisar me comprometer. Sem encarar as vítimas. Mas agora era preciso escolher.


        — Vai essa, doutor? — insistiu o garçom.


        — Não sei. Eu...


        — Acho que foi ela que escolheu o senhor. Olha aí, ficou paradinha. Só faltando dizer “Me come”.


        O homem desejou que a truta deixasse de encará-lo e voltasse ao carrossel junto com as outras. Ou que pelo menos desviasse o olhar. Mas a truta continuava a fitá-lo. 


        — Vamos — estava dizendo a truta.


        — Pelo menos uma vez na vida, seja decidido. Me escolha e me condene à morte, ou me deixe viver. (...) Não posso decidir a minha vida, ou a de ninguém. Mas você pode. (...) Até agora foi um protegido, um desobrigado, um isento da vida. Mas chegou a hora de se comprometer. (...)


        — Vai essa mesmo, doutor? — quis saber o garçom, já com a rede na mão para pegar a truta.


        — Não — disse o homem. — Mudei de ideia. Vou pedir outra coisa.


        E de volta na mesa, depois de reexaminar o cardápio, perguntou:


        — Esses camarões estão vivos?


        — Não, doutor. Os camarões estão mortos.


        — Pode trazer.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.


       

        


    

Analise os excertos a seguir e assinale a alternativa em que o excerto se apresenta em discurso indireto livre.
Alternativas
Q3466321 Português

Leia o texto para responder à questão.


O olhar da truta



        O homem pediu truta e o garçom perguntou se ele não gostaria de escolher uma pessoalmente.


        — Como, escolher?


        — No nosso viveiro. O senhor pode escolher a truta que quiser.


         Ele não tinha visto o viveiro ao entrar no restaurante. Foi atrás do garçom. As trutas davam voltas e voltas dentro do aquário, como num cortejo. Algumas paravam por um instante e ficavam olhando através do vidro, depois retomavam o cortejo. E o homem se viu encarando, olho no olho, uma truta que estacionara com a boca encostada no vidro à sua frente.


        — Essa está bonita... — disse o garçom.


        — Eu não sabia que se podia escolher. Pensei que elas já estivessem mortas.


        — Não, nossas trutas são mortas na hora. Da água direto para a panela. A truta continuava parada contra o vidro, olhando para o homem.


        — Vai essa, doutor? Ela parece que está pedindo...


        Mas o olhar da truta não era de quem queria ir direto para uma panela. Ela parecia examinar o homem. Parecia estar calculando a possibilidade de um diálogo. Estranho, pensou o homem. Nunca tive que tomar uma decisão assim. Decidir um destino, decidir entre a vida e a morte. Não era como no supermercado, em que os bichos já estavam mortos e a responsabilidade não era sua — pelo menos não diretamente. Você podia comê-los sem remorso. (...) Claro, era com sua aprovação tácita que bovinos, ovinos, suínos, caprinos, galinhas e peixes eram assassinados para lhe dar de comer. Mas você não estava presente no ato, não escolhia a vítima, não dava a ordem. (...) De certa maneira, pensou o homem, vivi sempre assim, protegido das entranhas do mundo. Sem precisar me comprometer. Sem encarar as vítimas. Mas agora era preciso escolher.


        — Vai essa, doutor? — insistiu o garçom.


        — Não sei. Eu...


        — Acho que foi ela que escolheu o senhor. Olha aí, ficou paradinha. Só faltando dizer “Me come”.


        O homem desejou que a truta deixasse de encará-lo e voltasse ao carrossel junto com as outras. Ou que pelo menos desviasse o olhar. Mas a truta continuava a fitá-lo. 


        — Vamos — estava dizendo a truta.


        — Pelo menos uma vez na vida, seja decidido. Me escolha e me condene à morte, ou me deixe viver. (...) Não posso decidir a minha vida, ou a de ninguém. Mas você pode. (...) Até agora foi um protegido, um desobrigado, um isento da vida. Mas chegou a hora de se comprometer. (...)


        — Vai essa mesmo, doutor? — quis saber o garçom, já com a rede na mão para pegar a truta.


        — Não — disse o homem. — Mudei de ideia. Vou pedir outra coisa.


        E de volta na mesa, depois de reexaminar o cardápio, perguntou:


        — Esses camarões estão vivos?


        — Não, doutor. Os camarões estão mortos.


        — Pode trazer.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.


       

        


    

Ao longo da narrativa, a interpretação do cliente a respeito do comportamento da truta o levava a crer que ela:
Alternativas
Q3466320 Português

Leia o texto para responder à questão.


O olhar da truta



        O homem pediu truta e o garçom perguntou se ele não gostaria de escolher uma pessoalmente.


        — Como, escolher?


        — No nosso viveiro. O senhor pode escolher a truta que quiser.


         Ele não tinha visto o viveiro ao entrar no restaurante. Foi atrás do garçom. As trutas davam voltas e voltas dentro do aquário, como num cortejo. Algumas paravam por um instante e ficavam olhando através do vidro, depois retomavam o cortejo. E o homem se viu encarando, olho no olho, uma truta que estacionara com a boca encostada no vidro à sua frente.


        — Essa está bonita... — disse o garçom.


        — Eu não sabia que se podia escolher. Pensei que elas já estivessem mortas.


        — Não, nossas trutas são mortas na hora. Da água direto para a panela. A truta continuava parada contra o vidro, olhando para o homem.


        — Vai essa, doutor? Ela parece que está pedindo...


        Mas o olhar da truta não era de quem queria ir direto para uma panela. Ela parecia examinar o homem. Parecia estar calculando a possibilidade de um diálogo. Estranho, pensou o homem. Nunca tive que tomar uma decisão assim. Decidir um destino, decidir entre a vida e a morte. Não era como no supermercado, em que os bichos já estavam mortos e a responsabilidade não era sua — pelo menos não diretamente. Você podia comê-los sem remorso. (...) Claro, era com sua aprovação tácita que bovinos, ovinos, suínos, caprinos, galinhas e peixes eram assassinados para lhe dar de comer. Mas você não estava presente no ato, não escolhia a vítima, não dava a ordem. (...) De certa maneira, pensou o homem, vivi sempre assim, protegido das entranhas do mundo. Sem precisar me comprometer. Sem encarar as vítimas. Mas agora era preciso escolher.


        — Vai essa, doutor? — insistiu o garçom.


        — Não sei. Eu...


        — Acho que foi ela que escolheu o senhor. Olha aí, ficou paradinha. Só faltando dizer “Me come”.


        O homem desejou que a truta deixasse de encará-lo e voltasse ao carrossel junto com as outras. Ou que pelo menos desviasse o olhar. Mas a truta continuava a fitá-lo. 


        — Vamos — estava dizendo a truta.


        — Pelo menos uma vez na vida, seja decidido. Me escolha e me condene à morte, ou me deixe viver. (...) Não posso decidir a minha vida, ou a de ninguém. Mas você pode. (...) Até agora foi um protegido, um desobrigado, um isento da vida. Mas chegou a hora de se comprometer. (...)


        — Vai essa mesmo, doutor? — quis saber o garçom, já com a rede na mão para pegar a truta.


        — Não — disse o homem. — Mudei de ideia. Vou pedir outra coisa.


        E de volta na mesa, depois de reexaminar o cardápio, perguntou:


        — Esses camarões estão vivos?


        — Não, doutor. Os camarões estão mortos.


        — Pode trazer.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.


       

        


    

No parágrafo final do texto, a atitude do cliente ao voltar à mesa e optar por camarões permite concluir que:
Alternativas
Respostas
21: B
22: C
23: A
24: C
25: C
26: B
27: E
28: C
29: B
30: E
31: C
32: B
33: C
34: C
35: A
36: A
37: C
38: A
39: C
40: B