Questões de Concurso

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Q3529849 História
Palmares serviria de exemplo para os dois lados. Na época, as autoridades coloniais o tomaram como um modelo para a repressão sem dó nem piedade: era isso que acontecia com aqueles que negavam a lei.
(Lilia M. Schwarcz e Heloisa M. Starling, Brasil: uma biografia)
Por outro lado, segundo a obra em análise, Palmares
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Q3529848 História
O processo de abertura continuou a ser perturbado no governo Figueiredo. Bombas explodiram em jornais da oposição e na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Uma carta-bomba, enviada ao presidente da OAB, estourou na sede da entidade, matando sua secretária. Figuras da Igreja ou ligadas à Igreja, como o bispo de Nova Iguaçu Dom Adriano Hypólito e o jurista Dalmo Dallari, foram vítimas de sequestros.
        Os atos criminosos culminaram com a tentativa de explodir bombas no centro de convenções do Riocentro, a 30 de abril de 1981.
(Boris Fausto, História do Brasil. Adaptado)
É correto afirmar que as ações citadas eram
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Q3529847 História
Uma lei de agosto de 1834, chamada de Ato Adicional, fez adições e alterações na Constituição de 1824.
(Boris Fausto, História do Brasil. Adaptado)
O referido Ato Adicional
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Q3529846 História
As duas instituições básicas que, por sua natureza, estavam destinadas a organizar a colonização do Brasil foram o Estado e a Igreja Católica. Embora se trate de instituições distintas, naqueles tempos, uma estava ligada à outra. Em princípio, houve uma divisão de trabalho entre as duas instituições. Ao Estado coube o papel fundamental de garantir a soberania portuguesa sobre a Colônia, dotá-la de uma administração, desenvolver uma política de povoamento, resolver problemas básicos, como o da mão de obra, estabelecer o tipo de relacionamento que deveria existir entre Metrópole e Colônia.
(Boris Fausto, História do Brasil. Adaptado)
Nesse processo histórico, segundo Fausto, a Igreja
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Q3529845 História
Há pouco mais de um século, imensos contingentes da humanidade saíram das brumas. O Egito e a Caldeia sacudiram suas mortalhas. As cidades da Ásia central revelaram suas línguas, que ninguém mais sabia falar, e suas religiões, há muito extintas. Uma civilização ignorada acaba de se levantar do túmulo, nas margens do Indo. Procedimentos de investigação até então desconhecidos também surgiram.
(Marc Bloch, Apologia da História ou o ofício do historiador. Adaptado)
Esses exemplos apresentados são utilizados por Bloch para afirmar que
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Q3529844 História
No século XVIII, o conceito laico de “civilização” complementa os benefícios pretensamente recebidos pelo africano na América. Nas polaridades paganismo/evangelização e barbárie/civilização, o argumento ideológico tem o mesmo feitio: o tráfico negreiro continua sendo apresentado como a via de passagem que carrega o indivíduo do pior para o menos ruim. Da natureza nativa cercada da propalada morte para a comunidade ultramarina aberta à alegada redenção espiritual.
(Luiz Felipe de Alencastro, O trato dos viventes: formação do Brasil no Atlântico Sul. Adaptado)
O excerto revela
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Q3529843 História
Em contrapartida ao intercâmbio direto das conquistas com a Metrópole, carreiras bilaterais vinculam diretamente o Brasil à África Ocidental. No século XVIII, quando as estatísticas passam a ser mais acuradas, se verifica que apenas 15% dos navios entrados no porto de Luanda vinham da Metrópole. Todo o resto da navegação para Angola saía do Rio de Janeiro, da Bahia e do Recife.
(Luiz Felipe de Alencastro, O trato dos viventes: formação do Brasil no Atlântico Sul. Adaptado)
O contexto apresentado pelo fragmento demonstra
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Q3529842 História
Não são necessárias extensas leituras sobre Portugal para compreender duas de suas particularidades: o fato de o país ter um imaginário baseado em mitos estruturais permanentes, contidos nas diferentes variantes conjunturais do nacionalismo, e __________.
(Leila Leite Hernandez, A África na sala de aula: visita à história contemporânea. Adaptado)
A lacuna é corretamente preenchida por: 
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Q3529841 História
O domínio italiano se encerrou, em 1941, quando houve a reconquista da sua independência com apoio anglo- -americano, que operou a partir do Sudão e do Quênia (com a participação de grande número de quenianos), promovendo a retomada do trono pelo imperador e a recaptura de Adis-Abeba. Tornou-se assim, em 1941, o primeiro Estado-nação independente da África, ainda durante a Segunda Guerra Mundial.
(Leila Leite Hernandez, A África na sala de aula: visita à história contemporânea. Adaptado)
O excerto trata
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Q3529840 História
As elites políticas à frente dos movimentos de independência africanos poucas vezes colocaram em discussão o desmantelamento das fronteiras coloniais, mesmo cientes de que estas não correspondiam à racionalidade das culturas africanas. Assim, confirmados pelos Estados nacionais, os traçados das fronteiras coloniais permanecem, no seu conjunto, até os dias de hoje, por vezes potencializando uma série de conflitos. São clássicos os casos recentes dos sérios conflitos em Serra Leoa, na Libéria, em Angola, em Ruanda, na República Democrática do Congo e no Sudão, para mencionar apenas alguns.
(Leila Leite Hernandez, A África na sala de aula: visita à história contemporânea. Adaptado)
O contexto apresentado pelo fragmento demonstra que
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Q3529839 História
Uma crise econômica mundial de profundidade sem precedentes pôs de joelhos até mesmo as economias capitalistas mais fortes e pareceu reverter a criação de uma economia mundial única, feito bastante notável do capitalismo liberal do século XIX. Mesmo os EUA, a salvo de guerra e revolução, pareceram próximos do colapso. Enquanto a economia balançava, as instituições da democracia liberal praticamente desapareceram entre 1917 e 1942; restou apenas uma borda da Europa e partes da América do Norte e da Austrália. Enquanto isso, avançavam o fascismo e seu corolário de movimentos e regimes autoritários.
(Eric Hobsbawm, Era dos extremos: o breve século XX: 1914-1991. Adaptado)
No contexto apresentado, segundo Hobsbawm, a democracia se salvou porque
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Q3529838 História
Em fins do século XIII, o papa Bonifácio VIII, defensor da monarquia universal pontifícia, proibiu que os eclesiásticos fizessem doações sem autorização da Santa Sé e que os poderes laicos cobrassem taxas sobre bens da Igreja. Na França, em pleno processo de afirmação da monarquia nacional, o rei Filipe IV, em resposta, proibiu a saída de metais preciosos do país e baniu os coletores de impostos papais. Pouco depois, o monarca francês prendeu um bispo, levantando fortes protestos do papa. Filipe acusou Bonifácio de ter sido eleito papa ilegitimamente e em 1303 conseguiu prendê-lo na cidade de Anagni. Apesar de solto logo depois, o papa estava claramente desmoralizado, e o sonho da teocracia pontifícia, falido.
(Hilário Franco Júnior, A Idade Média: nascimento do ocidente)
O excerto demonstra que
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Q3529837 História
De toda forma, a recuperação demográfica carolíngia, mesmo pequena, apontava para a expansão que começaria em meados do século X. Apesar da inexistência de uma documentação quantitativa, é inquestionável aquele crescimento na Idade Média Central, na Europa cristã, como se percebe por cinco claros indícios.
(Hilário Franco Júnior, A Idade Média: nascimento do ocidente. Adaptado)
Franco Júnior apresenta, como um desses indícios,
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Q3529836 História
Entendeu-se que a função do historiador é compreender, não julgar o passado. Logo, o único referencial possível para se ver a Idade Média é a própria Idade Média. Com base nessa postura, e elaborando, para concretizá-la, inúmeras novas metodologias e técnicas, a historiografia medievalística deu um enorme salto qualitativo.
        Isso não quer dizer, é claro, que os historiadores do século XX tenham resgatado a “verdadeira” Idade Média.
(Hilário Franco Júnior, A Idade Média: nascimento do ocidente. Adaptado)
Para Franco Júnior, não houve o resgate da “verdadeira” Idade Média porque
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Q3529835 História
Leia os excertos I e II a seguir.
I.
        A sua obra Quarto de despejo alcançou sucesso inesperado e impressionante. Sua primeira edição, de 10 mil exemplares, esgotou em menos de uma semana. O poder desta obra de caráter social mede-se por seu impacto na capital paulista: o fim da favela do Canindé, na ocasião a maior e a mais problemática de São Paulo.
(Kabengele Munanga e Nilma Lino Gomes, O negro no Brasil de hoje. Adaptado)
II.
        Em 1847 foi alfabetizado e, no ano seguinte, fugiu da fazenda e foi para São Paulo. Lá se casou, por volta de 1850, e frequentou o curso de Direito como ouvinte.
        Em 1873 foi um dos fundadores do Partido Republicano Paulista. Nos anos seguintes, teve intensa participação em sociedades emancipadoras, na organização de sociedades secretas para fugas e ajuda financeira a negros, além do auxílio na libertação nos tribunais de mais de 500 escravos foragidos.
(Kabengele Munanga e Nilma Lino Gomes, O negro no Brasil de hoje. Adaptado)
Os excertos I e II referem-se, respectivamente, a
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Q3529834 História
Na noite do dia 24 para o 25 de janeiro de 1835, um grupo de africanos escravizados e libertos ocupou as ruas de Salvador, e durante mais de três horas enfrentou soldados e civis armados.
(Kabengele Munanga e Nilma Lino Gomes, O negro no Brasil de hoje)
O excerto trata da 
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Q3529833 História
No ano de 1595, quarenta escravos fugiram, à noite, de um engenho no sul de Pernambuco. Esses escravos estavam armados de foices, chuços e cacetes e caminhavam vários dias de manhã à noite contornando lugares de difícil acesso até chegarem a um local onde se sentiram seguros. É assim que, na visão de alguns historiadores, começa a história de Palmares. No início foram poucas pessoas, mas o número foi crescendo até tornarem-se uma comunidade de 30 mil aquilombados, entre homens, mulheres e crianças.
(Kabengele Munanga e Nilma Lino Gomes, O negro no Brasil de hoje. Adaptado)
Para Munanga e Gomes,
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Q3529832 Atualidades
Cavalcanti e Rodrigues, no artigo “Trabalho escravo contemporâneo: hoje, o mesmo de ontem”, defendem a ideia de que
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Q3529829 História
Nas últimas décadas do século XX, na França, para se diferenciar da História Contemporânea já estabelecida e fazer jus à voragem do tempo no século XX, surgiu um novo conceito, voltado ao período simultâneo e posterior à Segunda Guerra Mundial.
(Marcos Napolitano, “Pensando a estranha História sem fim”. Em: Leandro Karnal (org.), História em sala de aula: conceitos, práticas e propostas. Adaptado)
O “novo conceito” refere-se à
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Q3529825 História
O passado deve ser interrogado a partir de questões que nos inquietam no presente (caso contrário, estudá-lo fica sem sentido). Portanto, as aulas de História serão muito melhores se conseguirem estabelecer um duplo compromisso: com o passado e com o presente. Compromisso com o presente não significa, contudo, presentismo vulgar.
(Jaime Pinsky e Carla Bassanezi Pinsky, “Por uma História prazerosa e consequente”. Em: Leandro Karnal (org.), História em sala de aula: conceitos, práticas e propostas. Adaptado)
No artigo citado, considera-se “presentismo vulgar” 
Alternativas
Respostas
5421: E
5422: A
5423: C
5424: B
5425: B
5426: E
5427: D
5428: A
5429: B
5430: C
5431: A
5432: D
5433: A
5434: E
5435: C
5436: C
5437: B
5438: E
5439: B
5440: A