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Uma analista de sistemas de 33 anos, casada e mãe de duas crianças, foi levada ao pronto-socorro depois de 10 dias do que o marido descreveu como “outro ciclo de depressão”, caracterizado por irritabilidade, choro, pensamentos negativos e praticamente nenhum sono. Ele observou que esses “períodos negros” ocorriam desde que ele a conheceu, mas ela passara por pelo menos meia dúzia desses episódios no ano anterior. Ele afirmou que, normalmente, eles melhoravam algumas semanas depois de retomar a administração de fluoxetina. O marido dessa senhora disse que ela vinha trabalhando freneticamente mesmo fora do horário do serviço, negligenciando suas próprias refeições e também suas responsabilidades em casa com as crianças. Durante o exame, a paciente caminhava irritada de um lado para outro na sala. Seus olhos pareciam vidrados e sem foco. Na consulta, disse que tudo era um mal-entendido, que ela estava bem e precisava voltar para casa imediatamente para cuidar de seus negócios.
A respeito do caso descrito, é correto afirmar que
Homem de 45 anos faz acompanhamento com clínico geral em posto de saúde por dislipidemia e diabetes, estando em uso de sinvastatina e metformina, respectivamente, com bom controle. É paciente com precária situação financeira; tem dieta saudável, mas é sedentário; não fuma e toma bebida alcoólica moderadamente uma vez na semana. O paciente diz estar um pouco mais triste que o habitual há um mês, por sentir falta de seu único filho que passou no vestibular e se mudou de cidade. Ao mesmo tempo, demora uma a duas horas para dormir, pensando se o filho está bem, e acaba acordando mais tarde que o habitual, além de cochilar uma hora após almoço. Nega outras preocupações excessivas. Tem trabalhado normalmente, mas às vezes se distrai pensando no filho. Notou que tem comido mais que o habitual, mas não sabe se ganhou peso. Ficou um pouco mais desanimado nesse período de um mês. Ao chegar em casa do trabalho e não ver o filho, fica com "preguiça" e só quer ficar no sofá vendo TV. Por outro lado, ainda sai de casa e consegue desfrutar de eventos sociais e atividades de lazer. Nega pensamentos de morte, de culpa ou de menos valia.
Qual a postura e orientação terapêutica mais adequadas do médico para esse paciente?
Um homem de 31 anos foi inicialmente tratado por quadro de TOC e depressão com fluvoxamina 200 mg/dia. Evoluiu com emergência de sintomas maníacos, sendo associada olanzapina 10 mg/dia e, com isso, o estado de eutimia foi restaurado. Porém, após 3 meses, voltaram a ocorrer sintomas hipomaníacos, o que fez o psiquiatra optar por suspender a fluvoxamina. Porém o paciente em seguida piorou, falando que seus pensamentos estavam ainda mais acelerados, mais irritado e agitado.
Qual é a interpretação mais correta a respeito do que ocorreu com esse paciente?
Um paciente de 45 anos apresenta-se em consulta relatando que faz tratamento psiquiátrico há anos por um quadro depressivo sem ter resolução sintomática. Disse ter passado por diferentes médicos e utilizado diferentes antidepressivos, com os quais obteve alívio parcial e temporário dos sintomas, mas com efeitos colaterais ou piora concomitante de outros sintomas. Atualmente está em uso de vortioxetina 20 mg/dia e brexpiprazol 2 mg/dia, e, embora reconheça algum benefício, ainda relata vários sintomas como irritabilidade, inquietação, esquecimentos, falta de atenção e inapetência. Traz consigo um laudo de avaliação farmacogenética, pedido por clínico geral, relata ter visto que o laudo aponta que teria resposta satisfatória à bupropiona, medicação que só se lembra de ter usado por pouco tempo em 150 mg/dia, associada a outros antidepressivos, mas sem se recordar ao certo da resposta.
A melhor conduta a ser tomada a respeito desse caso é
Analise os dois casos clínicos a seguir:
CASO 1 - Mulher de 35 anos com queixa de “problemas com vômitos” há 5 anos, quando começou a fazer dietas, apesar de um IMC normal. Aos 26 anos, após terminar a faculdade, começou a comer demais no contexto de exigências ocupacionais e sociais. Um ganho de 6,5 kg em um ano fez com que começasse a pular refeições, muitas vezes comendo exageradamente no final da tarde e à noite. Os episódios de ingestão demasiada de alimentos se intensificaram com o passar dos anos, tanto em frequência quanto em volume de alimentos, e a paciente se sentia cada vez mais sem controle. Preocupada em ter ganho de peso, começou a induzir vômito, uma prática que aprendera na internet. O padrão se enraizou: restrição alimentar pela manhã, seguida por compulsão alimentar e, então, vômitos autoinduzidos. Por muito tempo, escondeu esses comportamentos, até do terapeuta com quem se consultava há alguns meses. Apresentava-se bem nutrida, com afeto triste, mas cooperativa e com insight preservado.
CASO 2 – Mulher, 32 anos, consultou com clínico geral com queixa de cefaleias frequentes e fadiga crônica. O exame físico não revelou nada de interesse, exceto IMC de 14,5 kg/m². Preocupado com seu peso, o médico encaminhou-a a um psiquiatra. Durante a consulta para avaliação psiquiátrica, a paciente estava cooperativa e calma. Manifestou preocupação em relação ao baixo peso e negou medo de ganho de peso ou perturbação da imagem corporal: “Sei que preciso ganhar peso. Estou magra demais”, afirmou. Apesar da aparente motivação para corrigir sua desnutrição, o diário alimentar revelou que ela consumia apenas 600 calorias por dia, o que justificava por falta de apetite, inchaço e sintomas gastrointestinais vagos. Diz que caminhava todo dia, além de alternar dias de subir escadas e correr por cerca de uma hora e nega que fosse para perder calorias, mas para manter-se saudável já que o avô havia infartado aos 65 anos. A família já vinha alertando sobre seu baixo peso, chegou a fazer uma consulta com endocrinologista há alguns meses, mas não seguiu acompanhamento. Parecia eutímica, mas com afeto ligeiramente aplainado.
Considerando esses dois casos clínicos, assinale a alternativa correta.
Mulher de 19 anos, solteira, desempregada e evangélica, é levada pelos pais à consulta. No momento, a paciente nega queixas psiquiátricas ou história familiar de transtorno psiquiátrico. Durante a entrevista, refere que, há cerca de 2 anos, começou a ouvir vozes chamando pelo seu nome, e que corria para fora de casa para checar se havia alguém no portão, voltando assustada e se trancando no quarto. Essas vozes ocorriam em diferentes momentos do dia, praticamente todos os dias, mas eram mais frequentes à noite. Negava alterações de humor ou uso de drogas. Passou a ficar muito tensa dentro de casa e a não dormir, com medo das vozes. Não sabia explicar o que era, mas estava certa de que ouvia de fato alguém a chamando, embora achasse estranho nunca ter confirmado isso. Ficava, porém, várias semanas sem ter esses sintomas, que retornavam sem motivo aparente em alguns momentos. Há seis meses, teve queda no funcionamento acadêmico, pois vinha fazendo curso pré-vestibular e disse que “não conseguia mais estudar”. Também ficou mais quieta e trancada no quarto, estranhamente lendo mais a Bíblia do que fazia antes, e parou de procurar amigos, pois não achava que tinham mais interesses em comum. No entanto nega sentir-se triste ou ter pensamentos de cunho pessimista.
A respeito do quadro clínico relatado, é correto afirmar que
Preencha as lacunas e assinale a alternativa correta.
A ___________ é o metabólito ativo do antipsicótico de segunda geração ___________ e apresenta uma formulação de liberação sustentada de aplicação mensal e outra de aplicação _____________.
Leia o trecho do discurso de um paciente fictício:
“Oi! Sou o Rafael. Tenho um primo que se chama Daniel. Mas não caí do Céu. Adoro o azul. É a minha cor favorita. Lasanha é a minha comida favorita. Massa engorda muito. Estou pesando setenta quilos. No mês passado, fiz dieta e andei muito de bicicleta. Eu sou um superatleta. Você sabia que ganhei quinhentas medalhas nos Jogos Olímpicos?”.
Diante desse discurso, assinale a alternativa que apresenta alterações psicopatológicas desse caso.