Questões de Concurso

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Q3708878 Sociologia
TEXTO 1

Ao longo do processo de colonização, os povos indígenas vivenciaram processos de genocídio e de epistemicídio, sendo desconsiderados seus direitos aos modos próprios de vida, conhecimentos ancestrais e territórios. Nas últimas décadas, fortaleceram suas demandas por direitos. Nesse movimento, as mulheres indígenas têm se colocado em luta na defesa dos seus direitos, incluindo o direito a uma vida livre de violências. Dessa perspectiva surge o conceito de corpo-território como uma expressão que liga a espoliação do território à violência contra os corpos das mulheres.

TEXTO 2

São joia esmeralda princesa minha rainha

Te passo essa mensagem não cai nessa ladainha

Conheço a história de quem se apaixonou

O homem mais bonito logo te abandonou

Muito das princesa não teve essa sorte

O homem mais amado se transformou em morte

Quebrando torturando no silêncio a sua amada

Mesmo no silêncio é grito de madrugada.


MC ANARANDÀ. Feminicídio. Disponível em: www.youtube.com.

Acesso em: 16 jul. 2025 (fragmento).
Uma professora de Sociologia de uma escola urbana apresentou o rap Feminicídio, da rapper Anarandà, ao trabalhar com a temática da violência contra as mulheres e meninas. Nesse contexto, considera-se que
Alternativas
Q3708875 Sociologia
Estas diferenças [temperamentais], finalmente incorporadas à estrutura de caráter dos adultos, constituem, então, as chaves a partir das quais a cultura atua selecionando como desejável um temperamento e incorporando esta escolha a cada fio da tessitura social — ao cuidar das crianças pequenas, aos jogos que as crianças praticam, às músicas que as pessoas cantam, à estrutura da organização política, às práticas religiosas, à arte e à filosofia.

MEAD, M. Sexo e temperamento. São Paulo: Perspectiva, 2003 (adaptado).
Durante pesquisa etnográfica sobre juventudes em um colégio estadual, uma professora registra, em seu diário de campo, observações sobre como os estudantes do Ensino Médio constroem suas identidades corporais e sexuais. Inspirada nos trabalhos de Margaret Mead sobre a relatividade cultural da adolescência, ela documenta fotograficamente as diferentes formas de expressão juvenil. A professora nota como Kimberlé Crenshaw estava certa ao apontar que as experiências dos jovens não podem ser compreendidas considerando apenas uma categoria isolada, pois gênero, raça, classe e sexualidade se interseccionam na produção de suas subjetividades. As entrevistas em profundidade revelam narrativas complexas sobre descobertas sexuais, pressões sociais e resistências cotidianas que ecoam as análises de Guacira Lopes Louro sobre o funcionamento da escola como espaço de produção e regulação das sexualidades juvenis. Os estudantes relatam situações de discriminação, mas também de resistência, mostrando como seus corpos se tornam territórios de disputa política e cultural. A pesquisa revela como os jovens mobilizam estratégias criativas para negociar normas institucionais, criando espaços de liberdade dentro das estruturas disciplinares escolares.
Com base nessa pesquisa etnográfica, a análise que articula as discussões sobre produção do corpo e sexualidade ao conceito de juventude na perspectiva da Antropologia e Sociologia do Corpo é:
Alternativas
Q3708874 Antropologia
Estas diferenças [temperamentais], finalmente incorporadas à estrutura de caráter dos adultos, constituem, então, as chaves a partir das quais a cultura atua selecionando como desejável um temperamento e incorporando esta escolha a cada fio da tessitura social — ao cuidar das crianças pequenas, aos jogos que as crianças praticam, às músicas que as pessoas cantam, à estrutura da organização política, às práticas religiosas, à arte e à filosofia.

MEAD, M. Sexo e temperamento. São Paulo: Perspectiva, 2003 (adaptado).
Com base em pesquisas antropológicas com juventudes, advindas de instrumentos etnográficos de produção de dados, podemos dizer que
Alternativas
Q3708873 Antropologia
Estas diferenças [temperamentais], finalmente incorporadas à estrutura de caráter dos adultos, constituem, então, as chaves a partir das quais a cultura atua selecionando como desejável um temperamento e incorporando esta escolha a cada fio da tessitura social — ao cuidar das crianças pequenas, aos jogos que as crianças praticam, às músicas que as pessoas cantam, à estrutura da organização política, às práticas religiosas, à arte e à filosofia.

MEAD, M. Sexo e temperamento. São Paulo: Perspectiva, 2003 (adaptado).
Uma professora busca avaliar uma turma que passou por aulas sobre os estudos de juventude, corpo, gênero e sexualidade com base no conhecimento antropológico. A alternativa que apresenta uma forma de avaliação que prioriza a autonomia discente e dialoga com os métodos de pesquisa da Antropologia é:
Alternativas
Q3708872 Sociologia
Durante uma aula de Sociologia no Ensino Médio, o professor apresenta duas abordagens distintas sobre o aquecimento global: de um lado, dados científicos sobre mudanças climáticas; de outro, os saberes ancestrais do povo Krenak sobre os ciclos naturais e a relação entre humanidade e natureza. Um estudante questiona: “Professor, qual conhecimento está certo? O científico ou o indígena?”. O professor explica que, segundo Ailton Krenak, a modernidade ocidental criou uma “humanidade” como conceito universal que nega outras formas de existir e conhecer, impondo um modelo civilizatório único que desconsidera os saberes tradicionais dos povos originários. A discussão se aprofunda quando o professor introduz o conceito de “epistemicídio”. Os estudantes começam a reconhecer como esse processo se manifesta em suas próprias experiências: a desvalorização dos conhecimentos de suas avós sobre plantas medicinais, a ausência da história afro-brasileira nos currículos ou o preconceito contra religiões de matriz africana. O professor propõe que investiguem, em seu entorno, quais conhecimentos tradicionais foram silenciados e como isso afeta a construção de suas identidades e visões de mundo.
Para uma aula sobre epistemicídio que conecte o conceito com a realidade dos estudantes, o planejamento didático pertinente é:
Alternativas
Q3708871 Sociologia
Durante uma aula de Sociologia no Ensino Médio, o professor apresenta duas abordagens distintas sobre o aquecimento global: de um lado, dados científicos sobre mudanças climáticas; de outro, os saberes ancestrais do povo Krenak sobre os ciclos naturais e a relação entre humanidade e natureza. Um estudante questiona: “Professor, qual conhecimento está certo? O científico ou o indígena?”. O professor explica que, segundo Ailton Krenak, a modernidade ocidental criou uma “humanidade” como conceito universal que nega outras formas de existir e conhecer, impondo um modelo civilizatório único que desconsidera os saberes tradicionais dos povos originários. A discussão se aprofunda quando o professor introduz o conceito de “epistemicídio”. Os estudantes começam a reconhecer como esse processo se manifesta em suas próprias experiências: a desvalorização dos conhecimentos de suas avós sobre plantas medicinais, a ausência da história afro-brasileira nos currículos ou o preconceito contra religiões de matriz africana. O professor propõe que investiguem, em seu entorno, quais conhecimentos tradicionais foram silenciados e como isso afeta a construção de suas identidades e visões de mundo.
Considerando a proposta do professor de investigar saberes tradicionais silenciados no entorno dos estudantes, a atividade didática que se adéqua ao debate sobre epistemicídio e racismo epistêmico é:
Alternativas
Q3708870 Sociologia
Durante uma aula de Sociologia no Ensino Médio, o professor apresenta duas abordagens distintas sobre o aquecimento global: de um lado, dados científicos sobre mudanças climáticas; de outro, os saberes ancestrais do povo Krenak sobre os ciclos naturais e a relação entre humanidade e natureza. Um estudante questiona: “Professor, qual conhecimento está certo? O científico ou o indígena?”. O professor explica que, segundo Ailton Krenak, a modernidade ocidental criou uma “humanidade” como conceito universal que nega outras formas de existir e conhecer, impondo um modelo civilizatório único que desconsidera os saberes tradicionais dos povos originários. A discussão se aprofunda quando o professor introduz o conceito de “epistemicídio”. Os estudantes começam a reconhecer como esse processo se manifesta em suas próprias experiências: a desvalorização dos conhecimentos de suas avós sobre plantas medicinais, a ausência da história afro-brasileira nos currículos ou o preconceito contra religiões de matriz africana. O professor propõe que investiguem, em seu entorno, quais conhecimentos tradicionais foram silenciados e como isso afeta a construção de suas identidades e visões de mundo.
Indique a alternativa que apresenta uma descrição da colonização, considerando a perspectiva decolonial.
Alternativas
Q3708868 Sociologia
Não tem racismo melhor ou pior. O nosso racismo era o racismo não dito, não assumido. A democracia racial é dizer que nós não somos racistas, os racistas são os brancos dos EUA e da África do Sul. Aqui somos todos mestiços. Isso acabou por matar a consciência das vítimas, negros, a consciência das pessoas brancas e vitimizadas. Então, nesse sentido que eu costumo dizer que é um crime perfeito, mata duas vezes, a primeira vez pelo silêncio, dizendo que não somos racistas, e mata mesmo, fisicamente. É como um carrasco. Você não vê o rosto do carrasco, como diz o judeu Elie Wiesel, Nobel da Paz. O carrasco mata sempre duas vezes, a segunda vez pelo silêncio. Esse é o nosso modelo de racismo, por isso temos dificuldade de derrotá-lo.

Disponível em: https://teoriaedebate.org.br.

Acesso em: 18 jul. 2025 (adaptado).
Há uma máxima de que, quanto menos o indivíduo apresente traços físicos (fenótipos) que o vinculem aos povos africanos, maiores as suas chances de ascensão social. Isso porque, conforme já afirmou o sociólogo Oracy Nogueira, o preconceito racial no Brasil é de marca e não de origem. Nesse aspecto, um planejamento de ensino que se propõe a debater pedagogicamente a mestiçagem deve apresentar o contexto brasileiro como uma sociedade multirracial, na qual
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Q3708867 Sociologia
Não tem racismo melhor ou pior. O nosso racismo era o racismo não dito, não assumido. A democracia racial é dizer que nós não somos racistas, os racistas são os brancos dos EUA e da África do Sul. Aqui somos todos mestiços. Isso acabou por matar a consciência das vítimas, negros, a consciência das pessoas brancas e vitimizadas. Então, nesse sentido que eu costumo dizer que é um crime perfeito, mata duas vezes, a primeira vez pelo silêncio, dizendo que não somos racistas, e mata mesmo, fisicamente. É como um carrasco. Você não vê o rosto do carrasco, como diz o judeu Elie Wiesel, Nobel da Paz. O carrasco mata sempre duas vezes, a segunda vez pelo silêncio. Esse é o nosso modelo de racismo, por isso temos dificuldade de derrotá-lo.

Disponível em: https://teoriaedebate.org.br.

Acesso em: 18 jul. 2025 (adaptado).
Nas discussões sobre Raça e Identidade, a mestiçagem ocupa um lugar privilegiado na tradição intelectual brasileira desde meados do século XIX. Entretanto, ao longo da história, foi adquirindo novos contornos e o debate foi sendo (re)discutido ou (re)atualizado. Nessa perspectiva, é correto afirmar que, nos estudos sociológicos,
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Q3708864 Sociologia
A tontura da fome é pior do que a do álcool. A tontura do álcool nos impele a cantar. Mas a da fome nos faz tremer. Percebi que é horrível ter só ar dentro do estômago. Comecei a sentir a boca amarga. Pensei: já não basta as amarguras da vida? [...]. Pensei em guardar para comprar feijão. Mas vi que não podia porque o meu estômago reclamava e torturava-me. Resolvi tomar uma média e comprar um pão. Que efeito surpreendente faz a comida no nosso organismo! Eu que antes de comer via o céu, as árvores, as aves, tudo amarelo, depois que comi, tudo normalizou-se aos meus olhos. A comida no estômago é como combustível nas máquinas. Passei a trabalhar mais depressa. Meu corpo deixou de pesar. [...] Eu tinha a impressão que eu deslizava no espaço. Comecei a sorrir como se eu estivesse presenciando um lindo espetáculo. E haverá espetáculo mais lindo do que ter o que comer? Parece que eu estava comendo pela primeira vez na minha vida.

JESUS, C. M. Quarto de despejo: diário de uma favelada. São Paulo: Ática, 2007.
Com base na obra Quarto de despejo, de Carolina Maria de Jesus, o professor de Sociologia elaborou um plano de aula cujo objetivo é discutir criticamente a fome como efeito da sociedade capitalista. Assim, indique a alternativa que apresenta metodologia e atividades adequadas a esse objetivo.
Alternativas
Q3708863 Sociologia
A tontura da fome é pior do que a do álcool. A tontura do álcool nos impele a cantar. Mas a da fome nos faz tremer. Percebi que é horrível ter só ar dentro do estômago. Comecei a sentir a boca amarga. Pensei: já não basta as amarguras da vida? [...]. Pensei em guardar para comprar feijão. Mas vi que não podia porque o meu estômago reclamava e torturava-me. Resolvi tomar uma média e comprar um pão. Que efeito surpreendente faz a comida no nosso organismo! Eu que antes de comer via o céu, as árvores, as aves, tudo amarelo, depois que comi, tudo normalizou-se aos meus olhos. A comida no estômago é como combustível nas máquinas. Passei a trabalhar mais depressa. Meu corpo deixou de pesar. [...] Eu tinha a impressão que eu deslizava no espaço. Comecei a sorrir como se eu estivesse presenciando um lindo espetáculo. E haverá espetáculo mais lindo do que ter o que comer? Parece que eu estava comendo pela primeira vez na minha vida.

JESUS, C. M. Quarto de despejo: diário de uma favelada. São Paulo: Ática, 2007.
O professor de Sociologia resolveu trabalhar a questão da alimentação entre os estudantes do Ensino Médio. Para tal, pediu que os estudantes realizassem, com seus familiares, uma pesquisa sobre gostos/hábitos alimentares. Para sustentar teoricamente a pesquisa, o professor apresentou ao grupo a discussão feita por Pierre Bourdieu sobre capital cultural e habitus e mostrou qual a relação desses conceitos com a construção social do “gosto”. Nesse cenário, o debate que mais se aproxima de uma análise crítica sobre o gosto de classe e estilo de vida no contexto brasileiro é:
Alternativas
Q3708862 Sociologia
TEXTO 1
Em Sociologia e Antropologia, no renomado capítulo As técnicas do corpo (1934), Marcel Mauss demonstra que o uso que cada indivíduo faz do seu próprio corpo não se restringe a biologia, trata-se de um saber aprendido socialmente de “valor crucial para ciências do homem”. Para Mauss, longe de serem atos puramente instintivos ou individuais, nossos gestos e hábitos corporais são, fundamentalmente, “atos tradicionais eficazes” que são “impostos pela tradição” e pela sociedade. Mauss defende que gestos tão banais, quanto a forma como um camponês descansa em pé, com uma perna dobrada apoiada na outra, são transmitidos de geração para geração, e podem ser melhores testemunhos da história quanto “jazidas arqueológicas ou monumentos”.
Disponível em: www.ubueditora.com.br. Acesso
em: 18 jul. 2025 (adaptado). 

TEXTO 2

Triste, louca ou má
E um homem não me define
Minha casa não me define
Minha carne não me define
Eu sou meu próprio lar
FRANCISCO EL HOMBRE. Triste, louca ou má. In:
Soltasbruxa. São Paulo: s.n., 2016 (fragmento).

Para relacionar a noção de técnicas do corpo, de Marcel Mauss, ao trecho da letra da canção Triste, louca ou má, da banda Francisco El Hombre, as ações didáticas que dialogam com uma perspectiva interdisciplinar de ensino são:
Alternativas
Q3708861 Sociologia
Obedece-se não à pessoa em virtude de seu próprio direito, mas a regra estatuída, que estabelece ao mesmo tempo a quem e em que medida se deve obedecer. Também quem ordena obedece, ao emitir uma ordem, a uma regra; à “lei” ou “regulamento” de uma norma formalmente abstrata. O tipo daquele que ordena é o “superior”, cujo direito de mando está legitimado por uma regra estatuída, no âmbito de uma competência concreta, cuja delimitação e especialização se baseiam na utilidade objetiva e nas suas exigências profissionais estipuladas para a atividade do funcionário. O dever de obediência está graduado numa hierarquia de cargos, com subordinação dos inferiores aos superiores, e dispõe de um direito de queixa regulamento. A base do funcionamento técnico é a disciplina do serviço.

WEBER, M. Os três tipos puros de dominação legítima. In: COHN, G.

(Org.). Max Weber: Sociologia. São Paulo: Ática, 2003 (adaptado).
Na última década, passamos a conviver com o fenômeno da ascensão de novos líderes autoritários ao redor do mundo. Esses líderes estão se notabilizando por descumprirem leis e por desrespeitarem o Poder Judiciário e, principalmente, a Corte Constitucional de seus países, buscando ampliar seu poder individual. Considerando a teoria da dominação burocrática de Weber, esses líderes autoritários
Alternativas
Q3708860 Sociologia
Obedece-se não à pessoa em virtude de seu próprio direito, mas a regra estatuída, que estabelece ao mesmo tempo a quem e em que medida se deve obedecer. Também quem ordena obedece, ao emitir uma ordem, a uma regra; à “lei” ou “regulamento” de uma norma formalmente abstrata. O tipo daquele que ordena é o “superior”, cujo direito de mando está legitimado por uma regra estatuída, no âmbito de uma competência concreta, cuja delimitação e especialização se baseiam na utilidade objetiva e nas suas exigências profissionais estipuladas para a atividade do funcionário. O dever de obediência está graduado numa hierarquia de cargos, com subordinação dos inferiores aos superiores, e dispõe de um direito de queixa regulamento. A base do funcionamento técnico é a disciplina do serviço.

WEBER, M. Os três tipos puros de dominação legítima. In: COHN, G.

(Org.). Max Weber: Sociologia. São Paulo: Ática, 2003 (adaptado).
Uma professora elaborou um plano de aula sobre diferentes formas de organização do Estado. A alternativa que apresenta o objetivo geral adequado a um plano de aula para a 2ª série do Ensino Médio, sobre o funcionamento das instituições estatais, é:
Alternativas
Q3708858 Sociologia
Harriet Martineau, uma das fundadoras das Ciências Sociais, ressaltava a necessidade de uma metodologia para a coleta e descrição de dados sobre a realidade social de modo a tornar esse processo mais objetivo. No desenvolvimento da didática e das metodologias de ensino, a pesquisa como princípio pedagógico nas aulas de Sociologia tem sido mobilizada e teorizada por diversos autores da área de Ciências Sociais. As Orientações Curriculares para o Ensino Médio (2006) estimulam o uso da pesquisa vinculando-a ao princípios metodológicos de ensinar Sociologia a partir de temas, conceitos e teorias. Bernard Lahire, em conferência escrita para o Encontro Nacional do Ensino de Sociologia na Educação Básica, realizado em Fortaleza, em 2013, desenvolveu a ideia de que os instrumentos de pesquisa social deveriam ser socializados no ambiente escolar. A mobilização da pesquisa adaptada à realidade escolar também tem sido apresentada pelos livros didáticos de Sociologia, aprovados pela Política Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD), que estimulam o desenvolvimento das aprendizagens conceituais da Sociologia com base no exercício da pesquisa como princípio pedagógico.
No âmbito de uma atividade interdisciplinar, a escola realizou uma pesquisa sobre o posicionamento dos estudantes a respeito do tema da maioridade penal. Na pesquisa, 62% dos estudantes se posicionaram a favor da redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. O professor de Sociologia resolveu usar os resultados dessa pesquisa como base para uma de suas aulas.
A alternativa que descreve uma ação pedagógica com abordagem dos resultados de pesquisa conforme a perspectiva weberiana é:
Alternativas
Q3708857 Sociologia
Na ausência de uma pedagogia racional que coloque tudo em prática para neutralizar metodicamente e continuamente, da escola maternal à universidade, a ação dos fatores sociais de desigualdade cultural, a vontade política de oferecer a todos chances iguais diante do ensino não consegue vencer as desigualdades reais, ainda que se arme de todos os meios institucionais e econômicos; e, reciprocamente, uma pedagogia realmente racional, isto é, fundada numa sociologia das desigualdades culturais, sem dúvida contribuiria para reduzir as desigualdades diante da escola e da cultura, mas somente poderá concretizar-se efetivamente se forem oferecidas todas as condições de uma democratização real do recrutamento dos mestres e dos alunos, a começar pela instauração de uma pedagogia racional.

BOURDIEU, P.; PASERON, J. C. Os herdeiros: os estudantes e a cultura. Florianópolis: EDUFSC, 2013.
Com base no conceito de capital cultural, uma professora de Sociologia, que leciona para estudantes de diferentes origens sociais e étnico-raciais, busca conhecer os gostos e as práticas culturais da turma para organizar seu Planejamento de Ensino. Uma estratégia para alcançar esse objetivo e que considere os princípios éticos da Pesquisa em Ciências Humanas e Sociais é:
Alternativas
Q3708856 Sociologia
Na ausência de uma pedagogia racional que coloque tudo em prática para neutralizar metodicamente e continuamente, da escola maternal à universidade, a ação dos fatores sociais de desigualdade cultural, a vontade política de oferecer a todos chances iguais diante do ensino não consegue vencer as desigualdades reais, ainda que se arme de todos os meios institucionais e econômicos; e, reciprocamente, uma pedagogia realmente racional, isto é, fundada numa sociologia das desigualdades culturais, sem dúvida contribuiria para reduzir as desigualdades diante da escola e da cultura, mas somente poderá concretizar-se efetivamente se forem oferecidas todas as condições de uma democratização real do recrutamento dos mestres e dos alunos, a começar pela instauração de uma pedagogia racional.

BOURDIEU, P.; PASERON, J. C. Os herdeiros: os estudantes e a cultura. Florianópolis: EDUFSC, 2013.
A escola solicitou aos professores que trabalhassem, no seu planejamento didático, produções artísticas — filmes, música, literatura, fotografias, entre outros — que costumam ser mobilizadas nos exames de ingresso ao Ensino Superior. Com o objetivo de apresentar e mobilizar o conceito de capital cultural, a professora de Sociologia propôs as seguintes atividades:
Alternativas
Q3708855 Sociologia
Observe os trechos da letra de canção Não é sério, selecionados por um professor de Sociologia, que atua em uma escola de uma grande cidade, para o planejamento de uma aula sobre as juventudes e as desigualdades sociais e raciais brasileiras.


Eu vejo na TV o que eles falam sobre o jovem não é sério

O jovem no Brasil nunca é levado a sério

Eu vejo na TV o que eles falam sobre o jovem não é sério, não é sério

A polícia diz que já causei muito distúrbio

[...]

O que eu consigo ver é só um terço do problema

É o sistema que tem que mudar

Não se pode parar de lutar

Se não não muda

CHARLIE BROWN JR. e NEGRA LI. Nadando com tubarões. S.l.: Virgin, 2000 (fragmento).
Buscando consolidar a discussão sobre o tema e avaliar o aprendizado dos estudantes, o professor construiu, para a aula seguinte, uma proposta de atividade em grupo. Sabendo que parte da turma participa de coletivos artísticos na cidade, um exemplo de proposta adequada para cumprir os objetivos do professor é
Alternativas
Q3708854 Sociologia
Observe os trechos da letra de canção Não é sério, selecionados por um professor de Sociologia, que atua em uma escola de uma grande cidade, para o planejamento de uma aula sobre as juventudes e as desigualdades sociais e raciais brasileiras.


Eu vejo na TV o que eles falam sobre o jovem não é sério

O jovem no Brasil nunca é levado a sério

Eu vejo na TV o que eles falam sobre o jovem não é sério, não é sério

A polícia diz que já causei muito distúrbio

[...]

O que eu consigo ver é só um terço do problema

É o sistema que tem que mudar

Não se pode parar de lutar

Se não não muda

CHARLIE BROWN JR. e NEGRA LI. Nadando com tubarões. S.l.: Virgin, 2000 (fragmento).
Refletindo sobre os resultados das aulas a partir do tema, o professor se lembrou da fala de um estudante em relação à letra de canção trabalhada: “A música está certa. Só os adultos são levados a sério. Lá em casa é assim e aqui na escola também. Os adultos criam as regras, e a gente tem que seguir”.
Esse professor decidiu, então, aprofundar o tema do lugar das juventudes nas diferentes instituições sociais. Nesse sentido, uma atividade adequada para cumprir esse objetivo é
Alternativas
Q3708852 Sociologia
Durante uma assembleia escolar para revisão do Projeto Político-Pedagógico (PPP) de um colégio que oferece Ensino Médio na modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA), surge um intenso debate entre gestores, professores e estudantes. A professora de Sociologia, apoiando-se nas reflexões de Paulo Freire sobre educação democrática, propõe que os estudantes adultos participem ativamente da construção do documento, argumentando que o PPP deve refletir uma “pedagogia da autonomia” que reconheça os saberes dos educandos. O diretor questiona a capacidade dos estudantes trabalhadores noturnos de compreenderem questões pedagógicas complexas. A coordenadora pedagógica, influenciada pelas ideias de Vera Maria Ferrão Candau sobre educação intercultural, defende que a diversidade de experiências dos estudantes adultos constitui um patrimônio fundamental para repensar as práticas educativas. Um grupo de estudantes propõe criar uma comissão para mapear os principais problemas da escola e as formas de participação existentes na comunidade escolar. Contudo, emerge uma tensão: enquanto alguns defendem processos mais participativos de tomada de decisão, outros questionam se, no contexto atual de descrédito generalizado nas instituições, seria possível construir um projeto verdadeiramente democrático. Um estudante comenta: “Se nem confiamos mais nos políticos, por que acreditaríamos que o colégio vai ser mudado?”. Esse cenário reflete os desafios contemporâneos apontados por Norberto Bobbio sobre as promessas não cumpridas da democracia, evidenciando como a crise de legitimidade das instituições afeta também o espaço escolar.
Tendo em vista o questionamento do estudante sobre a confiança nas instituições, o conjunto de instrumentos avaliativos adequado para verificar se os estudantes desenvolveram compreensão crítica sobre os elementos que configuram a crise de legitimidade das instituições democráticas contemporâneas é:
Alternativas
Respostas
1021: C
1022: B
1023: A
1024: B
1025: B
1026: D
1027: C
1028: C
1029: B
1030: B
1031: A
1032: C
1033: B
1034: B
1035: B
1036: B
1037: A
1038: A
1039: A
1040: A