Questões de Concurso
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I. São ontológicas porque definem as condições sem as quais um ser não pode existir nem ser pensado; as causas primeiras garantem, simultaneamente, a realidade e a racionalidade das coisas.
II. São aquelas que explicam o que a essência é e também a origem e o motivo da sua existência.
III. Nos dizem o que é, como é, por que é e para que é uma coisa. São quatro as causas primeiras.
Está correto o que se afirma em
Assinale a opção que apresenta, corretamente, aspectos das relações dialéticas aplicados ao estudo das relações entre o indivíduo e a sociedade.
Disponível em: https://www.academia.edu/36496277/ CONSCI%C3%8ANCIA_E_LIBERDADE _PRESSUPOSTOS_FUNDAMENTAIS_D A_%C3%89TICA. Acesso em 28 jan. 2024.
Considerando os fundamentos teóricos conceituais e éticos sobre consciência e liberdade, avalie as afirmações a seguir.
I. A consciência e a liberdade são condições necessárias para que um ato seja considerado ético.
II. A consciência é a faculdade humana capaz de ser um espelho para a pessoa refletindo seus próprios comportamentos permitindo ser juiz de si mesmo.
III. A liberdade embora uma questão muito debatida na filosofia é a condição de possibilidade de escolha de cada pessoa diante da sua própria existência.
É CORRETO o que se afirma em:
Priestley e Scheele, em pleno período em que dominava a teoria flogística, produziram um gás cujo nome eles próprios desconheciam, pois oxigênio foi uma denominação posterior. Carlos Henrique Escobar, em seu livro “Epistemologia das ciências hoje”, discute que eles tinham produzido oxigênio sem ter a menor ideia do que tinham feito, isto é, eles não possuíam ainda “o seu conceito”, pois não conseguiam sair da problemática específica da “flogística”. Sob essa perspectiva, os primeiros (Priestley e Scheele) produziram o oxigênio, mas apenas Lavoisier o descobriu e o conceituou. A partir dessa concepção de epistemologia das ciências, leia as afirmativas abaixo, considerando-as como V (Verdadeira) ou F (Falsa).
I. Uma determinada ciência pode ser desenvolvida em qualquer momento da história da humanidade, independente das condições materiais postas.
II. Oxigênio como conceito pode ser visto como ponto de início da Química como ciência, ao permitir o rompimento com a teoria do Flogisto e dos preceitos da Alquimia.
III. Flogisto, assim como Alquimia, apesar de terem sido essenciais para desenvolvendo de materiais, operações, processos e técnicas de laboratório, não contribuíram para o avanço da química como ciência.
IV. A conjuntura do período pré-capitalista colocava condições materiais e culturais propícias para desenvolvimento da química como ciência a partir dos trabalhos de Lavoisier, Priestley e Scheele.
As afirmativas I a IV são, respectivamente:
Sendo o conceito um operador sintagmático, conectivo e vicinal, isto é, que sempre se liga a outros conceitos e outras ideias para produzir novos sentidos, fica evidente que não se pode tomar a Filosofia de forma isolada.
GALLO, Sílvio. Filosofia: experiência do pensamento. São Paulo: Scipione, 2016. Manual do Professor, p.338.
Sobre o caráter interdisciplinar da Filosofia, estão corretas as afirmativas:
I. Enquanto as ciências modernas ganharam autonomia à medida que afirmaram sua singularidade disciplinar, a autonomia da Filosofia reside justamente em sua percepção da multiplicidade, sem a definição de objetos únicos.
II. O que é pensado pela Filosofia, na maioria das vezes é pensado também por outras disciplinas, sendo importante para ela o diálogo com as outras maneiras de abordar o mesmo objeto.
III. O diálogo com as demais disciplinas do currículo do Ensino Médio enriquece a reflexão filosófica experimentada dentro e fora da sala de aula, deixando claro que a Filosofia não é um conhecimento isolado.
IV. A aproximação da Filosofia por meio de temas facilita reaver a vocação inicial interdisciplinar dos estudos filosóficos, que foi tão frutífera para a história do pensamento.
O excerto a seguir serve de reflexão para a resolução da questão
[...] Ensinar filosofia é dar um lugar ao pensamento do outro. Não tem sentido transmitir “dados” filosóficos (isto é, informação extraída da história) como se fossem peças de uma loja de antiguidades com a qual os jovens não teriam qualquer relação. Não há sentido em tentar transmiti-los sem vivificá-los no perguntar dos alunos. A lógica do antiquário filosófico, que atesoura joias para oferecê-las a alguns poucos privilegiados, emudece o filosofar e mutila sua dimensão pública.
A filosofia não é uma questão privada, ela se constrói no diálogo. Ensinar significa retirar a filosofia do mundo privado e exclusivo de uns poucos para colocá-la aos olhos de todos, na construção coletiva de um espaço público. Por certo, em última instância, cada um escolherá se filosofa ou não, mas deve saber que pode fazê-lo, que não é um mistério insondável que apenas alguns atesouram. E nisso, o professor tem uma tarefa fundamental em estimular a vontade.
CERLETTI, A. O ensino de filosofia como problema filosófico. Belo Horizonte: Autêntica, 2009.p.87.
(1) Sensibilização
(2) Problematização
(3) Investigação
(4) Conceituação
( ) Trabalhar com uma história em quadrinhos, uma música ou um filme.
( ) Experimentar o pensamento, pensar por si mesmo o que já foi pensado e encontrar ferramentas para enfrentar os problemas.
( ) Dar visibilidade à questão, explicitá-la.
( ) Explorar autores e temas, trabalhando uma diversidade de elementos.
A sequência de numeração correta é:
O excerto a seguir serve de reflexão para a resolução da questão
[...] Ensinar filosofia é dar um lugar ao pensamento do outro. Não tem sentido transmitir “dados” filosóficos (isto é, informação extraída da história) como se fossem peças de uma loja de antiguidades com a qual os jovens não teriam qualquer relação. Não há sentido em tentar transmiti-los sem vivificá-los no perguntar dos alunos. A lógica do antiquário filosófico, que atesoura joias para oferecê-las a alguns poucos privilegiados, emudece o filosofar e mutila sua dimensão pública.
A filosofia não é uma questão privada, ela se constrói no diálogo. Ensinar significa retirar a filosofia do mundo privado e exclusivo de uns poucos para colocá-la aos olhos de todos, na construção coletiva de um espaço público. Por certo, em última instância, cada um escolherá se filosofa ou não, mas deve saber que pode fazê-lo, que não é um mistério insondável que apenas alguns atesouram. E nisso, o professor tem uma tarefa fundamental em estimular a vontade.
CERLETTI, A. O ensino de filosofia como problema filosófico. Belo Horizonte: Autêntica, 2009.p.87.
Quais os pensadores e filósofos utilizados em sala de aula fora do modelo universalista, moderno, europeu de conhecimento? A história do pensamento social e filosófico como é ensinado hoje permite traçar uma genealogia direta entre a Grécia Clássica e os pensadores modernos – como se houvesse apenas um percurso possível ao pensamento, e o racionalismo moderno ocidental fosse a única maneira viável e legítima de se construir o saber. Assim, há um continuum entre o mundo Helenístico, o Império Romano, o Renascimento e a Europa Moderna, como se fosse um percurso retilíneo, uniforme e o mundo eurocêntrico contemporâneo fosse a finalidade última de todos os povos (resultante da retórica da Modernidade); e/ou não fosse possível um pensamento fora dessa noção de paradigma.
FERNANDES, Estevão Rafael. Ruptura epistêmica, descolonidade e povos indígenas: reflexões sobre saberes-outros. In: DANNER, Leno Francisco; DANNER, Fernando. Ensino de Filosofia, gênero e diversidade: pensando o ensino de Filosofia na escola. Porto Alegre: Fi, 2014. P.68
Assinale a alternativa cuja conclusão deixa a afirmativa equivocada:
Em geral, as disciplinas se definem por seus objetos de estudo. Com a Filosofia, porém é diferente, pois ela estuda de tudo: o ser, a humanidade, o pensamento, o universo, a morte e muito mais... Não existe nada no mundo – ou fora dele – que não possa ser objeto de indagação filosófica. A Filosofia assim, se caracteriza não pelo que estuda, mas como estuda. Trata-se de uma atividade em que a reflexão ocupa o primeiro plano. Esse caráter aberto da especulação filosófica aliado ao fato de que a Filosofia lida com as questões mais profundas da vida humana, questões para as quais não há respostas simples, permite-se pensar essa disciplina de muitas formas diferentes.
(Adaptado do Manual do Professor de: Vasconcelos, José Antônio. Reflexões: Filosofia e cotidiano – Ensino Médio, Volume único. São Paulo: Edições SM, 2016)
Pensando sobre o Ensino de Filosofia no Ensino Médio, julgue as afirmativas que se seguem em verdadeiras ou falsas, e assinale a alternativa correta:
I. A Filosofia aprendida na escola deve ser mais que um conjunto de informações necessárias para a aprovação no vestibular ou para um bom desempenho no ENEM, ela precisa contribuir de modo efetivo e duradouro para a formação geral dos estudantes.
II. No passado, geralmente a Filosofia era apresentada como um saber enciclopédico, uma disciplina na qual os estudantes tinham que aprender vários nomes – alguns bem difíceis – e relacioná-los a expressões enigmáticas e conceitos excessivamente abstratos, de pouca relevância para a vida cotidiana.
III. Não é possível combinar uma abordagem histórica e uma abordagem temática no ensino de Filosofia, pois é pelo estudo da tradição filosófica que os estudantes podem superar o senso comum em Filosofia.
IV. Adotar uma abordagem problematizadora no ensino de Filosofia é propiciar que o saber filosófico se construa a partir de vivências e conhecimentos cotidianos, não deixando que a reflexão perca de vista seus principais objetivos: formação ética, autonomia intelectual e pensamento crítico.
V. A Filosofia se expressa não só por meio de escritos filosóficos, mas também por textos literários, jurídicos, jornalísticos e outros. É importante desenvolver a capacidade de filosofar com base na leitura de documentos de natureza diversa.