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Q4012528 Filosofia
Sobre a ética discursiva de Jürgen Habermas (1929-2026), temos a seguinte síntese:
Portanto, a Ética-discursiva desenvolvida por J. Habermas não possui um caráter normativo intrínseco, isto é, não estabelece os padrões de “certo ou errado” para o agir moral. Por ser de configuração e estruturação dialógica, a adequação do agir às normas se dá dentro de um esforço comunicacional de busca pelo consenso. Seu aspecto e pretensão de universalidade reside no procedimento.
FRAGA. M. l. A teoria ético-discursiva de Jürgen Habermas e o esforço para a atualização da possibilidade de universalização. Disponível em: https://esbocosfilosoficos.wordpress.com/2022/12/17/a-teoria-etico-discursiva-de-jurgen-habermas. Acesso em: 12 dez. 2025.

A respeito da ética discursiva de Jürgen Habermas, é VERDADE que: 
Alternativas
Q4012526 Filosofia
Atente-se para as duas citações que seguem.

“Os seres cuja existência depende [...] não da nossa vontade, mas da natureza, têm, no entanto, quando são seres privados da razão, apenas um valor relativo, o dos meios.”
KANT, I. Fundamentação da metafísica dos costumes. São Paulo: Abril Cultural, 1984, p. 294.

“Concebida para a felicidade humana, a submissão da natureza, na sob medida de seu sucesso [...] conduziu ao maior desafio já posto ao ser humano pela sua própria ação”.  
JONAS, H. Apud DURANTE, D.; LEAL, A. Disponível em: https://revistas.ufpr.br>made>article>dowload.PDFarquivo. Acesso em: 31.jan.2026.

Intervindo no relevante debate entre empiristas e racionalistas, o filósofo alemão Immanuel Kant (1724-1804) defende, a partir de um exercício crítico – ao qual chama tribunal da razão – sobre a natureza do conhecimento humano a perspectiva na qual:
Alternativas
Q4012523 Filosofia

Para a presente questão, considere o texto a seguir.


O hábito que temos de, na vida cotidiana, falar de um belo céu, de uma bela árvore, [...] e de uma bela cor etc., leva-nos a ver como definição arbitrária a que exclui o belo natural. Não podemos agora examinar a questão de saber se há razão em qualificar de belos objetos da natureza [...] se tais objetos merecem em geral aquela qualificação e se, por conseguinte, na mesma definição devemos abranger o belo natural e o belo artístico. Segundo a opinião corrente, a beleza criada pela arte seria inferior à da natureza e o maior mérito da arte residiria em aproximar as suas criações do belo natural. Se, na verdade, assim acontecesse, ficaria excluída da estética, compreendida como ciência unicamente do belo artístico, uma grande parte do domínio da arte. Mas, contra essa maneira de ver, julgamos nós poder afirmar que o belo artístico é superior ao belo natural, por ser um produto do espírito que, superior à natureza, comunica essa superioridade aos seus produtos e, por conseguinte, à arte; por isso é o belo artístico superior ao belo natural.


HEGEL, F. Estética. In: Os Pensadores. Trad. Orlando Vitorino. São Paulo: Abril Cultural, 1974, p.85




I. Hegel afirma que o belo na arte é mera imitação do belo natural.



II. Hegel nega beleza ao que não é do domínio da arte.



III. Hegel entende o belo artístico como criação do espírito.



IV. Hegel afirma a superioridade do belo artístico frente ao natural.



É CORRETA a alternativa que diz que:

Alternativas
Q4010823 Filosofia
Leia para responder à questão.

As amizades históricas frequentemente moldaram o curso da humanidade, transcendendo laços pessoais para influenciar política, arte e ciência. Um exemplo paradigmático é a entre Aristóteles e Platão, no século IV a.C., na Academia de Atenas, onde o discípulo Aristóteles absorveu e contestou as ideias idealistas do mestre, fomentando o empirismo que ecoa na filosofia ocidental. Essa relação mestre-aluno, marcada por debates intensos, simboliza a amizade como motor intelectual, inspirando gerações de pensadores.

No Renascimento italiano, a amizade entre Leonardo da Vinci e o mecenas Francesco Melzi perdurou por três décadas, do início do século XVI até a morte do gênio em 1519, nos braços do amigo. Melzi não só financiou obras como a "Mona Lisa", mas preservou milhares de páginas de anotações leonardescas, garantindo seu legado científico e artístico. Essa aliança entre criador e guardião reflete tradições renascentistas de patronato, onde a lealdade pessoal elevava a cultura humana a novos patamares. 

Na era das independências americanas, a amizade entre George Washington e o Marquês de Lafayette, iniciada em 1777 durante a Guerra de Independência, forjou laços transatlânticos de liberdade. O jovem francês lutou ao lado do general americano, influenciando a vitória em Yorktown, e mais tarde inspirou revoluções na Europa. Essa camaradagem, celebrada em cartas e monumentos, ilustra como amizades históricas tecem redes de ideais republicanos, marcando o tempo com símbolos de irmandade universal.
A relação entre Aristóteles e Platão, desenvolvida na Academia de Atenas, é apresentada como um exemplo de como a interação pessoal pode impulsionar o avanço do conhecimento. O texto destaca que, ao contestar as ideias idealistas de seu mestre, Aristóteles fomentou uma nova corrente de pensamento filosófico denominada: 
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Q3990865 Filosofia
Investiga os fundamentos, fins e valores da educação. Essa dimensão envolve questões epistemológicas, axiológicas e teleológicas. Uma de suas grandes perguntas é “Para que educar?”. Essa dimensão específica da prática educativa é a: 
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Q3973347 Filosofia
    As crianças indígenas não são educadas, mas orientadas. Não aprendem a ser vencedoras, pois para uns vencerem outros precisam perder. Aprendem a partilhar o lugar onde vivem e o que têm para comer. Têm o exemplo de uma vida em que o indivíduo conta menos que o coletivo. Esse é o mistério indígena, um legado que passa de geração para geração.
Aílton Krenak. O futuro é ancestral. 2022, p.117-118.

Considerando-se o texto acima como referência inicial, é correto afirmar que o pensamento indígena possibilita ao ensino de filosofia 
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Q3973345 Filosofia
Ao abordar a transição do período Clássico (500-338 a.C.) para o período Helenístico (338-136 a.C.) e problematizar o fim da autonomia da pólis, o ensino de filosofia favorece a 
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Q3973343 Filosofia
    Para viver sozinho, é preciso ser um animal ou um deus — diz Aristóteles. Falta ainda a terceira alternativa: é preciso ser os dois ao mesmo tempo — filósofo...
Friedrisch Nietzsche. Crepúsculo dos ídolos. 2000, p. 9.

É correto afirmar que, para investigar a complexidade das relações entre a humanidade e a natureza, a interpretação do aforismo do texto precedente suscita questionamentos sobre modos de vida, consumo e produção, porque ela permite 
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Q3973342 Filosofia
    Muitos dos antigos astrônomos estavam convencidos de que o Sol não é levado por baixo da Terra, mas em redor dela e desta região; e que ele obscurece e dá origem à noite, devido ao fato de a Terra se elevar em direção ao norte.
Aristóteles. Meteorologia B 1, 354 a 28. In: Os filósofos pré-socráticos. Fundação Calouste Gulbenkian, p. 157.

A abordagem do excerto precedente, em uma aula de filosofia, possibilita
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Q3973341 Filosofia
“Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva” delineia uma das competências gerais da educação básica da BNCC (p. 9), que permite ao professor de filosofia 
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Q3973340 Filosofia
    “Elaborar hipóteses, selecionar evidências e compor argumentos relativos a processos políticos, econômicos, sociais, ambientais, culturais e epistemológicos” corresponde a uma das habilidades da BNCC (p. 572) para a área de ciência humanas e sociais.
Quanto a essa habilidade, é correto afirmar que aulas de filosofia permitem o trabalho acerca de distinções entre opinião (doxa) e conhecimento verificado (episteme) por meio de 
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Q3973339 Filosofia
    De acordo com a BNCC, entre as habilidades a serem desenvolvidas pelos estudantes n o ensino médio está a seguinte: “Analisar os princípios da declaração dos Direitos Humanos, recorrendo às noções de justiça, igualdade e fraternidade, identificar os progressos e entraves à concretização desses direitos nas diversas sociedades contemporâneas e promover ações concretas diante da desigualdade e das violações desses direitos em diferentes espaços de vivência, respeitando a identidade de cada grupo e de cada indivíduo” (BNCC, p. 579).
Com relação a essa habilidade, assinale a opção correta.
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Q3973338 Filosofia

Texto 5A2-VI 


    Abandonamos a expressão “cultura de massas” para substituí-la por “indústria cultural”, a fim de excluir de antemão a interpretação que agrada aos advogados da coisa; estes pretendem, com efeito, que se trata de algo como uma cultura surgindo espontaneamente das próprias massas, em suma, da forma contemporânea da arte popular. Ora, dessa parte a indústria cultural se distingue radicalmente. Ao juntar elementos de há muito correntes, ela atribui-lhes uma nova qualidade. Em todos os seus ramos fazem-se, mais ou menos segundo um plano, produtos adaptados ao consumo das massas e que em grande medida determinam esse consumo.


Theodor Adorno. A indústria cultural. In: Gabriel Cohn (org.).

Comunicação e indústria cultural. São Paulo: Nacional, 1978, p. 92 (com adaptações)



Texto 5A2-VII 


    Sob o poder do monopólio, toda cultura de massas é idêntica, e seu esqueleto, a ossatura conceitual fabricada por aquele, começa a se delinear. Os dirigentes não estão mais sequer muito interessados em encobri-lo, seu poder se fortalece quanto mais brutalmente ele se confessa de público. O cinema e o rádio não precisam mais se apresentar como arte. A verdade de que não passam de um negócio, eles a utilizam como uma ideologia destinada a legitimar o lixo que propositalmente produzem. Eles se definem a si mesmos como indústrias, e as cifras publicadas dos rendimentos de seus diretores gerais suprimem toda dúvida quanto à necessidade social de seus produtos. 


Theodor Adorno e Max Horkheimer. Dialética do esclarecimento.

Tradução de Guido Antonio de Almeida. Rio de Janeiro: Zahar, 1985, p. 114.

Da leitura dos textos 5A2-VI e 5A2-VII conclui-se que, para Adorno e Horkheimer, a indústria cultural é caracterizada por
Alternativas
Q3973337 Filosofia

Texto 5A2-VI 


    Abandonamos a expressão “cultura de massas” para substituí-la por “indústria cultural”, a fim de excluir de antemão a interpretação que agrada aos advogados da coisa; estes pretendem, com efeito, que se trata de algo como uma cultura surgindo espontaneamente das próprias massas, em suma, da forma contemporânea da arte popular. Ora, dessa parte a indústria cultural se distingue radicalmente. Ao juntar elementos de há muito correntes, ela atribui-lhes uma nova qualidade. Em todos os seus ramos fazem-se, mais ou menos segundo um plano, produtos adaptados ao consumo das massas e que em grande medida determinam esse consumo.


Theodor Adorno. A indústria cultural. In: Gabriel Cohn (org.).

Comunicação e indústria cultural. São Paulo: Nacional, 1978, p. 92 (com adaptações)



Texto 5A2-VII 


    Sob o poder do monopólio, toda cultura de massas é idêntica, e seu esqueleto, a ossatura conceitual fabricada por aquele, começa a se delinear. Os dirigentes não estão mais sequer muito interessados em encobri-lo, seu poder se fortalece quanto mais brutalmente ele se confessa de público. O cinema e o rádio não precisam mais se apresentar como arte. A verdade de que não passam de um negócio, eles a utilizam como uma ideologia destinada a legitimar o lixo que propositalmente produzem. Eles se definem a si mesmos como indústrias, e as cifras publicadas dos rendimentos de seus diretores gerais suprimem toda dúvida quanto à necessidade social de seus produtos. 


Theodor Adorno e Max Horkheimer. Dialética do esclarecimento.

Tradução de Guido Antonio de Almeida. Rio de Janeiro: Zahar, 1985, p. 114.

Com base no texto 5A2-VI, é correto afirmar que, segundo Adorno, a substituição da expressão ‘cultura de massas’ por ‘indústria cultural’ justifica-se para
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Q3973335 Filosofia

Texto 5A2-V 


    Distanciemo-nos, enfim, do hábito de representar o elemento técnico apenas tecnicamente, isto é, a partir do ser humano e de suas máquinas. Ouçamos o apelo cujo alvo em nossa época não é apenas o ser humano, mas tudo o que é, natureza e história, sob o ponto de vista de seu ser.


    Mas a que apelo nos referimos? Toda a nossa existência se sente — em toda parte, uma vez por diversão, outra vez por necessidade, ou incitada ou forçada — provocada a se dedicar ao planejamento e cálculo de tudo. O que fala nessa provocação? Ela emana apenas de um capricho arbitrário do ser humano? Ou nisso nos aborda já o próprio ente e justamente de tal modo que nos interpela na perspectiva de sua planificabilidade e calculabilidade? Então até mesmo o ser estaria sendo provocado a manifestar o ente no horizonte da calculabilidade? De fato. E não só isso. Na mesma medida que o ser, o homem é provocado, quer dizer, chamado à razão para abrigar em segurança o ente que se dirige a ele, como a base substancial de seu planificar e calcular, realizando indefinidamente essa exploração.


Martin Heidegger. O princípio da identidade. In: Conferências e escritos filosóficos.

Tradução de Ernildo Stein. São Paulo: Abril Cultural, 1973 [1957], p. 382 (com adaptações)

Com base no texto 5A2-V e na crítica da técnica feita por Heidegger, é correto afirmar que planejamento e cálculo, na experiência moderna do mundo, são 
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Q3973333 Filosofia

Texto 5A2-II 


     Deve-se buscar não apenas uma quantidade muito maior de experimentos, como também de gênero diferente dos que até agora nos têm ocupado. Mas é necessário, ainda, introduzir-se um método completamente novo, uma ordem diferente e um novo processo, para continuar e promover a experiência. Pois a experiência vaga, deixada a si mesma (...), é um mero tateio, e presta-se mais a confundir os homens que a informá-los. Mas quando a experiência proceder de acordo com leis seguras e de forma gradual e constante, poder-se-á esperar algo de melhor da ciência.


Francis Bacon. Novum Organum. Tradução de José Aluysio Reis de Andrade.

São Paulo: Abril Cultural, 1973 [1620], p. 72 (com adaptações). 



Texto 5A2-III


     O principal mérito do método empírico é o de assinalar com vigor a importância da experiência na origem dos nossos conhecimentos. Os empiristas de um modo geral têm razão ao afirmar que não existem ideias inatas, e de que antes da experiência não há e nem pode haver conhecimento algum sobre o mundo exterior.


Sílvio Luiz de Oliveira. Tratado de Metodologia Científica. São Paulo: Pioneira, 1997, p. 53.




Texto 5A2-IV


     Mas embora todo nosso conhecimento comece com a experiência, nem por isso ele surge apenas da experiência. Pois poderia bem acontecer que mesmo o nosso conhecimento da experiência fosse um composto daquilo que recebemos por meio de impressões e daquilo que a nossa própria faculdade de conhecimento (apenas provocada por impressões sensíveis) produz por si mesma.


Immanuel Kant. Crítica da razão pura. Tradução de Valério Rohden e Udo Baldur Moosburger.

São Paulo: Abril Cultural, 1980 [1781], p. 23 (com adaptações). 

Com base na comparação entre as ideias dos empiristas veiculadas nos textos 5A2-II e 5A2-III e a crítica de Kant no texto 5A2-IV, assinale a opção correta.
Alternativas
Q3973332 Filosofia

Texto 5A2-II 


     Deve-se buscar não apenas uma quantidade muito maior de experimentos, como também de gênero diferente dos que até agora nos têm ocupado. Mas é necessário, ainda, introduzir-se um método completamente novo, uma ordem diferente e um novo processo, para continuar e promover a experiência. Pois a experiência vaga, deixada a si mesma (...), é um mero tateio, e presta-se mais a confundir os homens que a informá-los. Mas quando a experiência proceder de acordo com leis seguras e de forma gradual e constante, poder-se-á esperar algo de melhor da ciência.


Francis Bacon. Novum Organum. Tradução de José Aluysio Reis de Andrade.

São Paulo: Abril Cultural, 1973 [1620], p. 72 (com adaptações). 



Texto 5A2-III


     O principal mérito do método empírico é o de assinalar com vigor a importância da experiência na origem dos nossos conhecimentos. Os empiristas de um modo geral têm razão ao afirmar que não existem ideias inatas, e de que antes da experiência não há e nem pode haver conhecimento algum sobre o mundo exterior.


Sílvio Luiz de Oliveira. Tratado de Metodologia Científica. São Paulo: Pioneira, 1997, p. 53.




Texto 5A2-IV


     Mas embora todo nosso conhecimento comece com a experiência, nem por isso ele surge apenas da experiência. Pois poderia bem acontecer que mesmo o nosso conhecimento da experiência fosse um composto daquilo que recebemos por meio de impressões e daquilo que a nossa própria faculdade de conhecimento (apenas provocada por impressões sensíveis) produz por si mesma.


Immanuel Kant. Crítica da razão pura. Tradução de Valério Rohden e Udo Baldur Moosburger.

São Paulo: Abril Cultural, 1980 [1781], p. 23 (com adaptações). 

No texto 5A2-IV, Kant defende que o conhecimento 
Alternativas
Q3973331 Filosofia

Texto 5A2-II 


     Deve-se buscar não apenas uma quantidade muito maior de experimentos, como também de gênero diferente dos que até agora nos têm ocupado. Mas é necessário, ainda, introduzir-se um método completamente novo, uma ordem diferente e um novo processo, para continuar e promover a experiência. Pois a experiência vaga, deixada a si mesma (...), é um mero tateio, e presta-se mais a confundir os homens que a informá-los. Mas quando a experiência proceder de acordo com leis seguras e de forma gradual e constante, poder-se-á esperar algo de melhor da ciência.


Francis Bacon. Novum Organum. Tradução de José Aluysio Reis de Andrade.

São Paulo: Abril Cultural, 1973 [1620], p. 72 (com adaptações). 



Texto 5A2-III


     O principal mérito do método empírico é o de assinalar com vigor a importância da experiência na origem dos nossos conhecimentos. Os empiristas de um modo geral têm razão ao afirmar que não existem ideias inatas, e de que antes da experiência não há e nem pode haver conhecimento algum sobre o mundo exterior.


Sílvio Luiz de Oliveira. Tratado de Metodologia Científica. São Paulo: Pioneira, 1997, p. 53.




Texto 5A2-IV


     Mas embora todo nosso conhecimento comece com a experiência, nem por isso ele surge apenas da experiência. Pois poderia bem acontecer que mesmo o nosso conhecimento da experiência fosse um composto daquilo que recebemos por meio de impressões e daquilo que a nossa própria faculdade de conhecimento (apenas provocada por impressões sensíveis) produz por si mesma.


Immanuel Kant. Crítica da razão pura. Tradução de Valério Rohden e Udo Baldur Moosburger.

São Paulo: Abril Cultural, 1980 [1781], p. 23 (com adaptações). 

No texto 5A2-II, Francis Bacon apresenta uma crítica contra a chamada “experiência vaga”. A respeito da proposta baconiana que se opõe a essa noção, assinale a opção correta. 
Alternativas
Q3973330 Filosofia
    Assim como nos foi dado mostrar que o ser da obra de arte é um jogo, que só se cumpre na sua recepção pelo espectador, pode-se dizer, dos textos em geral, que somente na sua compreensão se produz a retransformação do rastro de sentido morto, em sentido vivo. Já tínhamos visto que a obra de arte só alcança seu preenchimento na representação que ela encontra, e isto nos tinha obrigado a concluir que toda obra de arte literária só pode se realizar inteiramente pela leitura.
Hans-Georg Gadamer. Verdade e método. Tradução de Flávio Paulo Meurer. Petrópolis: Vozes, 1999, p. 262 (com adaptações).

Considerando esse fragmento de texto e a compreensão gadameriana da arte, assinale a opção correta, de acordo com Gadamer.
Alternativas
Q3973329 Filosofia

    Gadamer emprega o conceito de história efetiva para indicar os efeitos da história na compreensão. “A compreensão é, essencialmente, um evento efetuado historicamente.” Nossa consciência é, assim, uma consciência efetuada historicamente no sentido amplo que significa que, tenhamos consciência disso ou não, nossos preconceitos herdados sempre constituem o pano de fundo e a base a partir da qual compreendemos.


Lawrence K. Schmidt. Hermenêutica. Tradução de Fábio Ribeiro.

Petrópolis: Vozes, 2012, p. 153 (com adaptações).



A partir desse fragmento de texto, é correto afirmar que a concepção gadameriana do conceito de “história efetiva” refere-se

Alternativas
Respostas
61: B
62: B
63: B
64: A
65: A
66: D
67: D
68: B
69: C
70: B
71: D
72: D
73: A
74: E
75: B
76: D
77: D
78: C
79: A
80: C