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A partir da descrição acima acerca de um conceito amplamente discutido nos estudos sobre globalização, é CORRETO afirmar que esse conceito é denominado:
“Assim é que as secas aparecem sempre entre duas datas fixadas há muito pela prática dos sertanejos, de 12 de dezembro a 19 de março. Fora de tais limites não há exemplo único de extinção de secas. Se atravessam, prolongam-se fatalmente por todo o decorrer do ano, até que se reabra outra vez aquela quadra. Sendo assim e lembrando-nos que é precisamente dentro deste intervalo que a longa faixa das calmas equatoriais, no seu lento oscilar em torno do equador, paira no zênite daqueles Estados” (Cunha, 2014, p. 38). Fonte: CUNHA, Euclides da. Os Sertões. ed. Rio de Janeiro: Fundação Darcy Ribeiro, 2014, p. 38.
Figura 2 - Infográfico sobre o bioma brasileiro
O texto e o infográfico tratam do bioma:
Leia os textos I e II para responder à questão.
As disputas por terra bateram recordes em 2024, com destaque para as fronteiras agrícolas, onde estão concentrados os casos de violência contra a vida, de acordo com dados do Relatório de Conflitos no Campo Brasil 2024, publicado nesta quarta-feira (23) pela Comissão Pastoral da Terra (CPT).
Seguindo a tendência nacional, AMACRO (sigla para Amazonas, Acre e Rondônia) e MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) tiveram os números mais altos de conflito em dez anos. Na Amacro, a CPT registrou 185 casos, dois a mais que o período anterior, em 2023. No Matopiba, os números são mais expressivos: foram 415 conflitos por terra no ano passado. O recorde anterior era de 253 casos em 2016.
Embora 2024 seja o ano com menor número de assassinatos da última década, 62% dos casos foram registrados nas áreas de expansão do agronegócio, onde os relatos de ameaças são constantes. Dos 13 assassinatos registrados no último ano, oito foram na Amazônia Legal, sendo três no Matopiba e um na Amacro. No relatório, a CPT classifica a Amazônia Legal como área de expansão da pecuária e das plantações de soja, com sobreposição das outras duas fronteiras agrícolas. “O Matopiba é quase o dobro do tamanho da área da Amacro, tanto em número de quilômetros quadrados quanto de população, municípios, etc. Se tomarmos, no entanto, uma visão proporcional, a agressividade e a violência na Amacro têm maior expressividade”, explica Afonso Chagas, pesquisador da Universidade Federal de Rondônia (Unir) e assessor jurídico da CPT.
Embora sejam regiões distantes, o modo de agir dos agressores é semelhante. Homens que se intitulam donos da terra chegam de surpresa e bloqueiam vias usadas pelos antigos moradores. Para isso, usam cercas ou jagunços armados.
No Seringal Entre Rios, a Pastoral registrou quatro conflitos no ano passado, envolvendo cerca de 180 famílias. Matias foi expulso em 2019 e até hoje tenta reaver as terras. “Até hoje, nunca foi resolvido nada”, lamenta. O fazendeiro que tomou a área bloqueou a estrada de acesso à cidade de Boca do Acre (AM) e, ainda hoje, as famílias da região lutam para conseguir desobstruir a passagem. “Estão se batendo até hoje pra conseguir abrir o ramal pra entrar pra lá”, conta o agricultor. Ele abandonou a área e buscou abrigo na casa de um familiar.
A Amacro é alvo do avanço, principalmente, da pecuária. Na comunidade Irmã Dorothy, em Lábrea (AM), cerca de 30 extrativistas ocupam a área, onde colhem castanha e açaí. Em maio de 2024, eles trabalhavam na abertura de uma estrada na mata para facilitar a retirada dos produtos e levá-los até a rodovia BR-317, quando foram surpreendidos pelos jagunços armados, a mando de um conhecido fazendeiro da região.
Fonte: https://www.brasildefato.com.br/2025/04/23/violencia-no-campo-bate-recorde-na-ultima-decada-e-areas-de-avanco-do-agronegocio-concentram-casos-deassassinatos/. Acesso em 27 abr.2026 [Fragmento adaptado].
Texto II

GUTO [J o s é Au g u st o Du a rt e ]. At é o n d e a v ist a a l c a n ç a . . . n a d a d iss o é s e u , me u fil h o ! [s. d .]. 1 ima g em. Dis p o n í v e l em:
Leia os textos I e II para responder à questão.
As disputas por terra bateram recordes em 2024, com destaque para as fronteiras agrícolas, onde estão concentrados os casos de violência contra a vida, de acordo com dados do Relatório de Conflitos no Campo Brasil 2024, publicado nesta quarta-feira (23) pela Comissão Pastoral da Terra (CPT).
Seguindo a tendência nacional, AMACRO (sigla para Amazonas, Acre e Rondônia) e MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) tiveram os números mais altos de conflito em dez anos. Na Amacro, a CPT registrou 185 casos, dois a mais que o período anterior, em 2023. No Matopiba, os números são mais expressivos: foram 415 conflitos por terra no ano passado. O recorde anterior era de 253 casos em 2016.
Embora 2024 seja o ano com menor número de assassinatos da última década, 62% dos casos foram registrados nas áreas de expansão do agronegócio, onde os relatos de ameaças são constantes. Dos 13 assassinatos registrados no último ano, oito foram na Amazônia Legal, sendo três no Matopiba e um na Amacro. No relatório, a CPT classifica a Amazônia Legal como área de expansão da pecuária e das plantações de soja, com sobreposição das outras duas fronteiras agrícolas. “O Matopiba é quase o dobro do tamanho da área da Amacro, tanto em número de quilômetros quadrados quanto de população, municípios, etc. Se tomarmos, no entanto, uma visão proporcional, a agressividade e a violência na Amacro têm maior expressividade”, explica Afonso Chagas, pesquisador da Universidade Federal de Rondônia (Unir) e assessor jurídico da CPT.
Embora sejam regiões distantes, o modo de agir dos agressores é semelhante. Homens que se intitulam donos da terra chegam de surpresa e bloqueiam vias usadas pelos antigos moradores. Para isso, usam cercas ou jagunços armados.
No Seringal Entre Rios, a Pastoral registrou quatro conflitos no ano passado, envolvendo cerca de 180 famílias. Matias foi expulso em 2019 e até hoje tenta reaver as terras. “Até hoje, nunca foi resolvido nada”, lamenta. O fazendeiro que tomou a área bloqueou a estrada de acesso à cidade de Boca do Acre (AM) e, ainda hoje, as famílias da região lutam para conseguir desobstruir a passagem. “Estão se batendo até hoje pra conseguir abrir o ramal pra entrar pra lá”, conta o agricultor. Ele abandonou a área e buscou abrigo na casa de um familiar.
A Amacro é alvo do avanço, principalmente, da pecuária. Na comunidade Irmã Dorothy, em Lábrea (AM), cerca de 30 extrativistas ocupam a área, onde colhem castanha e açaí. Em maio de 2024, eles trabalhavam na abertura de uma estrada na mata para facilitar a retirada dos produtos e levá-los até a rodovia BR-317, quando foram surpreendidos pelos jagunços armados, a mando de um conhecido fazendeiro da região.
Fonte: https://www.brasildefato.com.br/2025/04/23/violencia-no-campo-bate-recorde-na-ultima-decada-e-areas-de-avanco-do-agronegocio-concentram-casos-deassassinatos/. Acesso em 27 abr.2026 [Fragmento adaptado].
Texto II

GUTO [J o s é Au g u st o Du a rt e ]. At é o n d e a v ist a a l c a n ç a . . . n a d a d iss o é s e u , me u fil h o ! [s. d .]. 1 ima g em. Dis p o n í v e l em:

Assinale a alternativa que interpreta CORRETAMENTE essa permanência histórica.
Apesar de ser um dos maiores produtores mundiais de alimentos, o Brasil ainda convive com situações de insegurança alimentar em diferentes regiões, evidenciando contrastes entre produção agrícola e acesso aos alimentos. Esse cenário tem sido analisado à luz de diferentes teorias, entre elas a proposta por Thomas Malthus, que relaciona o crescimento populacional à escassez de recursos. Entretanto, estudos contemporâneos indicam que a fome no Brasil está mais associada a fatores socioeconômicos, como desigualdade de renda, concentração fundiária e acesso limitado a políticas públicas, do que à insuficiência na produção de alimentos.

Acesso em 02/05/2026https://g1.globo.com/economia/agronegocios/agro-de-gente-pra gente/noticia/2025/04/29/por-que-o-brasil-tem-fome-se-e-um-grande-produtor-de-alimentos.ghtml
Com base no texto e nos conhecimentos sobre a teoria malthusiana e a realidade brasileira, assinale a alternativa CORRETA:
Em um debate promovido em sala de aula, estudantes analisaram notícias sobre exportação de commodities agrícolas por países com disponibilidade hídrica relativa, aumento do consumo de produtos industrializados e conflitos pelo uso da água em bacias hidrográficas compartilhadas. Durante a discussão, foram mobilizados os conceitos de água virtual, pegada hídrica e geopolítica da água para compreender como o consumo global, os fluxos comerciais e as relações de poder influenciam a distribuição e o uso desse recurso.
O professor destacou que tais conceitos permitem interpretar o espaço geográfico de forma integrada, articulando dimensões ambientais, econômicas e políticas em diferentes escalas.
Com base no texto e nos conhecimentos sobre o tema, assinale a alternativa CORRETA:
A desertificação é um processo de degradação ambiental que ocorre principalmente em áreas de climas áridos, semiáridos e subúmidos secos, resultante da combinação entre variabilidade climática e ações antrópicas. Esse fenômeno compromete a fertilidade dos solos, reduz a cobertura vegetal e intensifica processos erosivos, afetando diretamente a produção agrícola e a qualidade de vida das populações locais.
No Brasil, esse processo é particularmente observado em áreas do semiárido nordestino, onde fatores como desmatamento, uso inadequado do solo e práticas agropecuárias intensivas agravam a vulnerabilidade ambiental.

https://www.diariodocentrodomundo.com.br/brasil-registra-clima-de-deserto-oficialmente-pela-1a-vez/
Com base no texto, na imagem e nos conhecimentos sobre desertificação, assinale a alternativa CORRETA:

A proposta de classificação dos domínios morfoclimáticos elaborada por Aziz Ab'Saber constitui uma das mais importantes interpretações integradas do espaço natural brasileiro. Nessa abordagem, o autor articula elementos como relevo, clima, vegetação, solos e hidrografia, definindo grandes conjuntos paisagísticos relativamente homogêneos. Essa perspectiva permite compreender a diversidade ambiental do Brasil e suas dinâmicas, além de contribuir para análises relacionadas ao uso do território e aos impactos das atividades humanas sobre os diferentes domínios.
Com base no texto, nas imagens e nos conhecimentos sobre os domínios morfoclimáticos do Brasil, assinale a alternativa CORRETA:
Essa abordagem permite uma leitura mais dinâmica do relevo, compreendendo-o como resultado da interação entre estruturas geológicas e agentes externos modeladores ao longo do tempo geológico.
Com base no texto e nos conhecimentos sobre a classificação do relevo brasileiro segundo Jurandyr Ross, assinale a alternativa CORRETA:
Com base no texto, na imagem e nos conhecimentos sobre representações cartográficas, assinale a alternativa CORRETA:
Considerando o texto-base, a imagem e as orientações da BNCC, especialmente no que se refere ao desenvolvimento do pensamento espacial e da leitura de diferentes linguagens cartográficas, assinale a alternativa CORRETA:
A representação da superfície terrestre em mapas implica a adoção de projeções cartográficas, uma vez que a Terra possui forma aproximadamente esférica. Nesse processo, diferentes propriedades geométricas podem ser preservadas ou distorcidas, dependendo do objetivo do mapa.
As projeções conformes destacam-se por preservar ângulos e formas locais, sendo amplamente utilizadas na navegação e em representações que exigem precisão direcional. Entretanto, essa preservação implica distorções crescentes de área, sobretudo em regiões de altas latitudes. Um exemplo clássico é a Projeção de Mercator, que, apesar de sua importância histórica e técnica, tem sido alvo de críticas no campo educacional por reforçar visões distorcidas das proporções entre continentes.

Dessa forma, o uso pedagógico de mapas requer uma abordagem crítica, que considere tanto os aspectos técnicos quanto suas implicações ideológicas e interpretativas.
A partir da análise do texto-base e do mapa apresentado, assinale a alternativa CORRETA:
Ao abordar a dinâmica demográfica contemporânea, um professor de Geografia do 9º ano apresenta dados sobre países desenvolvidos que registram taxas de fecundidade abaixo do nível de reposição populacional. Em seguida, propõe a análise de reportagens que discutem políticas públicas de incentivo à natalidade, como licenças parentais ampliadas, benefícios financeiros e investimentos em creches, além do crescimento de serviços privados voltados à fertilidade e ao cuidado infantil. O docente orienta os alunos a refletirem sobre as relações entre economia, sociedade e dinâmica populacional.
Considerando o chamado “mercado da natalidade” nos países desenvolvidos, assinale a alternativa CORRETA:
Acesso em 02/02/2026 https://www.viomundo.com.br/saudetrabalho/beth-costa-existe-saida-para-o-cuidado-da-saude-e-seguranca-dos-trabalhadores-brasileiros-na-atualidade.html
Com base no modelo toyotista e no papel da terceirização, analise a charge e assinale a alternativa CORRETA:
No contexto da globalização e das transformações técnico-científicas contemporâneas, um professor de Geografia do 9º ano organiza uma atividade em que os alunos analisam reportagens sobre a chamada Revolução 4.0. O docente orienta a turma a refletir sobre como tecnologias como inteligência artificial, internet das coisas e robótica avançada vêm redefinindo a produção industrial e impactando o mundo do trabalho, além de provocar novas formas de organização do espaço geográfico.
Considerando a Revolução 4.0 e seus desdobramentos, assinale a alternativa CORRETA:

Acesso em 02/05/2026:
https://www.todamateria.com.br/desmetropolizacao/
No estudo das transformações do espaço urbano brasileiro, um professor de Geografia do 9º ano propõe a análise de gráficos que evidenciam o crescimento populacional e econômico de cidades médias, em contraste com a redução do ritmo de crescimento das grandes metrópoles, como São Paulo e Rio de Janeiro. Em seguida, os estudantes são convidados a discutir as causas desse processo e suas implicações na organização do território nacional.
Considerando o fenômeno da desmetropolização no Brasil e sua abordagem no ensino de Geografia, assinale a alternativa CORRETA:
As transformações recentes no espaço rural em países desenvolvidos têm sido interpretadas como parte de uma nova dinâmica territorial, marcada pela revalorização do campo e pela intensificação das relações entre urbano e rural. Esse processo, frequentemente denominado contraurbanização ou associado às novas ruralidades, evidencia mudanças significativas nas funções e no significado do espaço rural contemporâneo. Considerando esse contexto, analise as afirmativas a seguir:
I. A ruralização contemporânea em países desenvolvidos está associada à busca por qualidade de vida, aliada à possibilidade de manutenção de vínculos com atividades urbanas, especialmente por meio do trabalho remoto.
II. O processo de contraurbanização implica o isolamento do espaço rural, reduzindo sua integração com redes tecnológicas e fluxos econômicos globais.
III. A multifuncionalidade do espaço rural é uma característica central desse processo, incorporando atividades como turismo, lazer, moradia e preservação ambiental.
IV. A ruralização contemporânea difere de processos históricos, pois atualmente ocorre de forma planejada e articulada a avanços tecnológicos e à lógica do consumo.
V. A valorização do espaço rural nos países desenvolvidos resulta da insignificância tecnológica do campo, que passa a atrair população por seu caráter ligado ao setor primário.
Assinale a alternativa CORRETA:
Analise a Charge abaixo e leia o texto a seguir:

“A questão agrária no Brasil não pode ser compreendida apenas como um problema de produção, mas como expressão de uma estrutura histórica marcada pela concentração fundiária e pela desigualdade no acesso à terra. Nesse contexto, os movimentos sociais do campo emergem como sujeitos políticos que tensionam a ordem vigente, reivindicando não apenas terra, mas condições dignas de reprodução social, justiça territorial e sustentabilidade.”
A partir da análise da charge, do texto e dos conhecimentos sobre a questão agrária brasileira e a atuação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, assinale a alternativa CORRETA: