Questões de Concurso
Para fcm
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A análise de assunto é a primeira etapa do tratamento temático da informação, de acordo com Dias e Naves (2013). Sobre essa etapa, analise as afirmações abaixo:
I- A leitura técnica do documento é um tipo de leitura de conteúdo que se constitui em um misto de ler e passar os olhos pelo texto, direcionada para certas partes do documento onde podem ser identificados elementos importantes para a identificação do assunto do documento.
II- A análise de assunto, realizada em textos escritos, necessita de uma leitura que possibilite a extração de conceitos que sintetizem o conteúdo desses textos.
III- Após a extração dos conceitos e a seleção dos que refletem melhor o assunto do documento, partimos para a terceira fase da análise de assunto: a atinência.
IV- A indexação é uma operação simples e necessária para a análise de assuntos. É entendida como processo básico na recuperação da informação.
V- Critérios de pertinência, exaustividade e especificidade impedem os indexadores de avaliar o trabalho de indexação.
Estão corretas as afirmativas
Texto 3
O domínio do trivial
Hoje, cada vez mais, mesmo quando parecemos discordar,
pensamos todos as mesmas trivialidades.
Contardo Calligaris
[1º§]Aos vinte anos, leitor de Gramsci¹, eu entendia que o poder das classes dominantes se exercia de duas maneiras. Havia a exploração econômica, com repressão eventualmente brutal das reivindicações dos trabalhadores (sem contar as guerras imperialistas). E havia a outra face do domínio: o controle das ideias e das mentes, oculto e insidioso. Esse era o terreno de luta dos intelectuais: podíamos colaborar com a classe dominante ou, então, fazer o quê? Sermos porta-vozes de uma nova classe?
[2º§]Não éramos totalmente ingênuos. Reconhecíamos os horrores do dito "socialismo real" e percebíamos que ele substituíra uma classe dominante por outra. A ditadura do proletariado não tinha por que ser melhor do que a ditadura da burguesia; talvez, aliás, ela fosse pior. Nosso sonho era outro: uma sociedade sem classes.
[3º§]Pois bem, um espectador apressado poderia pensar que, enfim, realizamos a famosa sociedade sem classes – ao menos em parte. Claro, desigualdades e exploração continuam; no entanto, é difícil distinguir a cultura da classe dominante das outras que lhe seriam opostas, porque, no fundo, mesmo quando parecemos discordar, pensamos todos de forma igual.
[4º§]Acabo de ler "L'Egemonia Sottoculturale", de Massimiliano Panarari (A hegemonia da subcultura, editora Einaudi, 2010). O autor, um intelectual de minha geração, faz uma crítica hilária da "subcultura da fofoca", que seria, segundo ele, a cultura dominante na Itália de hoje. (...) Mas o que Panarari diz não se aplica só ao caso da Itália. Mundo afora, é cada vez mais difícil dizer algo que não faça parte de um senso comum que é feito de referências, ideias e, sobretudo, maneiras de pensar compartilhadas graças ao uso generalizado da mesma mídia.
[5º§]Nesse quadro, pensar criticamente é árduo. Quem deseja convencer seus leitores ou espectadores de que ele pensa fora da trivialidade dominante tende a parecer-se com aquelas crianças que, de vez em quando, gritam "xixi e cocô" e, com isso, gabam-se de ter quebrado um grande tabu.
[6º§]Nesse sentido, nos EUA, são cada vez mais populares radialistas, apresentadores e jornalistas supostamente "conservadores", que devem seu sucesso a uma vulgaridade e a uma truculência que parecem satisfazer a espera de todos por um pensamento novo, diferente. (...) Sua "ousadia" é tão inovadora quanto a das crianças do "xixi e cocô".
[7º§]No Brasil, o debate eleitoral em curso poderia também servir para mostrar que nosso senso comum compartilhado é, no caso, uma espécie de razoabilidade, resignada a evitar temas excessivamente conflitivos (...) e a aceitar alianças duvidosas e supostamente "necessárias".
[8º§]Como chegamos a essa perda de contraste na vida pública e cultural?
[9º§]Segundo Panarari, a burguesia ganhou a luta pela hegemonia jogando a carta do prazer: "Na década do hedonismo², todos se convenceram, de repente, de que estava na hora de divertir-se. Palavra de ordem: "Queremos folgar" e, por favor, evite-se empestar a existência, de qualquer maneira que seja, com política, cultura, economia e todas essas ‘coisas’ assimiláveis a preocupações e aborrecimentos". Conclusão: a subcultura hedonista da fofoca é o novo ópio do povo.
[10º§]Concordo (um pouco) com essa visão apocalíptica da cultura dominante. Mas discordo da ideia de que a subcultura da fofoca seja a invenção vitoriosa de uma classe específica. Ela é, em meu ver, uma consequência dos nossos tempos, pela razão que segue. Quando a mídia é de massa, não há mais diferença entre manipuladores e manipulados, pois os próprios manipuladores, expostos à mídia, são manipulados por suas produções. Ou seja, progressivamente, todo o mundo pensa as mesmas trivialidades.
[11º§]É o feitiço que enfeitiça o feiticeiro.
Fonte: Folha de São Paulo, 19/08/2010. Texto adaptado.
Vocabulário de apoio
1- Gramsci: Antonio Gramsci (Ales, 22 de janeiro de 1891 — Roma, 27 de abril de 1937) filósofo marxista, jornalista, crítico literário e político italiano. Escreveu sobre teoria política, sociologia, antropologia e linguística.
2- Hedonismo: teoria ou doutrina filosófico-moral que afirma ser o prazer o
supremo bem da vida humana.
Releia o trecho a seguir.
Mundo afora, é cada vez mais difícil dizer algo que não faça
parte de um senso comum que é feito de referências, ideias
e, sobretudo, maneiras de pensar compartilhadas graças ao
uso generalizado da mesma mídia.
Dentre as opções de reescrita apresentadas a seguir, só houve
manutenção desse trecho em:
Texto 3
O domínio do trivial
Hoje, cada vez mais, mesmo quando parecemos discordar,
pensamos todos as mesmas trivialidades.
Contardo Calligaris
[1º§]Aos vinte anos, leitor de Gramsci¹, eu entendia que o poder das classes dominantes se exercia de duas maneiras. Havia a exploração econômica, com repressão eventualmente brutal das reivindicações dos trabalhadores (sem contar as guerras imperialistas). E havia a outra face do domínio: o controle das ideias e das mentes, oculto e insidioso. Esse era o terreno de luta dos intelectuais: podíamos colaborar com a classe dominante ou, então, fazer o quê? Sermos porta-vozes de uma nova classe?
[2º§]Não éramos totalmente ingênuos. Reconhecíamos os horrores do dito "socialismo real" e percebíamos que ele substituíra uma classe dominante por outra. A ditadura do proletariado não tinha por que ser melhor do que a ditadura da burguesia; talvez, aliás, ela fosse pior. Nosso sonho era outro: uma sociedade sem classes.
[3º§]Pois bem, um espectador apressado poderia pensar que, enfim, realizamos a famosa sociedade sem classes – ao menos em parte. Claro, desigualdades e exploração continuam; no entanto, é difícil distinguir a cultura da classe dominante das outras que lhe seriam opostas, porque, no fundo, mesmo quando parecemos discordar, pensamos todos de forma igual.
[4º§]Acabo de ler "L'Egemonia Sottoculturale", de Massimiliano Panarari (A hegemonia da subcultura, editora Einaudi, 2010). O autor, um intelectual de minha geração, faz uma crítica hilária da "subcultura da fofoca", que seria, segundo ele, a cultura dominante na Itália de hoje. (...) Mas o que Panarari diz não se aplica só ao caso da Itália. Mundo afora, é cada vez mais difícil dizer algo que não faça parte de um senso comum que é feito de referências, ideias e, sobretudo, maneiras de pensar compartilhadas graças ao uso generalizado da mesma mídia.
[5º§]Nesse quadro, pensar criticamente é árduo. Quem deseja convencer seus leitores ou espectadores de que ele pensa fora da trivialidade dominante tende a parecer-se com aquelas crianças que, de vez em quando, gritam "xixi e cocô" e, com isso, gabam-se de ter quebrado um grande tabu.
[6º§]Nesse sentido, nos EUA, são cada vez mais populares radialistas, apresentadores e jornalistas supostamente "conservadores", que devem seu sucesso a uma vulgaridade e a uma truculência que parecem satisfazer a espera de todos por um pensamento novo, diferente. (...) Sua "ousadia" é tão inovadora quanto a das crianças do "xixi e cocô".
[7º§]No Brasil, o debate eleitoral em curso poderia também servir para mostrar que nosso senso comum compartilhado é, no caso, uma espécie de razoabilidade, resignada a evitar temas excessivamente conflitivos (...) e a aceitar alianças duvidosas e supostamente "necessárias".
[8º§]Como chegamos a essa perda de contraste na vida pública e cultural?
[9º§]Segundo Panarari, a burguesia ganhou a luta pela hegemonia jogando a carta do prazer: "Na década do hedonismo², todos se convenceram, de repente, de que estava na hora de divertir-se. Palavra de ordem: "Queremos folgar" e, por favor, evite-se empestar a existência, de qualquer maneira que seja, com política, cultura, economia e todas essas ‘coisas’ assimiláveis a preocupações e aborrecimentos". Conclusão: a subcultura hedonista da fofoca é o novo ópio do povo.
[10º§]Concordo (um pouco) com essa visão apocalíptica da cultura dominante. Mas discordo da ideia de que a subcultura da fofoca seja a invenção vitoriosa de uma classe específica. Ela é, em meu ver, uma consequência dos nossos tempos, pela razão que segue. Quando a mídia é de massa, não há mais diferença entre manipuladores e manipulados, pois os próprios manipuladores, expostos à mídia, são manipulados por suas produções. Ou seja, progressivamente, todo o mundo pensa as mesmas trivialidades.
[11º§]É o feitiço que enfeitiça o feiticeiro.
Fonte: Folha de São Paulo, 19/08/2010. Texto adaptado.
Vocabulário de apoio
1- Gramsci: Antonio Gramsci (Ales, 22 de janeiro de 1891 — Roma, 27 de abril de 1937) filósofo marxista, jornalista, crítico literário e político italiano. Escreveu sobre teoria política, sociologia, antropologia e linguística.
2- Hedonismo: teoria ou doutrina filosófico-moral que afirma ser o prazer o
supremo bem da vida humana.
O modo como a família é incorporada à política pública reflete na organização dos serviços e na proposição e organização do trabalho com as famílias no cotidiano dos serviços, programas e projetos (MIOTO apud TEIXEIRA, 2010).
O trabalho social com famílias
Considere a seguinte descrição de um processo de amostragem.
“Caracteriza-se pela seleção de uma amostra de cada subgrupo da população considerada. O fundamento para delimitar os subgrupos pode ser encontrado em propriedades como sexo, idade ou classe social. Muitas vezes essas propriedades são combinadas, o que exige uma matriz de classificação. Essa amostragem pode ser proporcional ou não proporcional” (GIL, 2002, p. 92).
A descrição refere-se à amostragem
Relacione o tipo de método à respectiva descrição de suas características:
1. Método comparativo
2. Método clínico
3. Método experimental
4. Método observacional
5. Método estatístico
( ) Consiste em submeter os objetos de estudo à influência de certas variáveis para observar os resultados que a variável produz ao objeto.
( ) Não envolve intervenção do pesquisador e pode ser considerado um dos mais utilizados nas Ciências Sociais.
( ) Procede pela investigação de indivíduos, classes, fenômenos ou fatos, com vistas a ressaltar as diferenças e as similaridades entre eles.
( ) Envolve procedimentos tais como o cálculo da probabilidade, a margem de erro e as proporções.
( ) Apoia-se em relação profunda entre pesquisador e pesquisado. É utilizado, principalmente, na pesquisa psicológica.
A sequência correta é
O processo de formulação de políticas públicas e programas sociais é recorrentemente apresentado como um ciclo de etapas sucessivas. Sobre o ciclo de vida de programas, na perspectiva apresentada por Januzzi (2011), analise as afirmativas abaixo e marque (V) para verdadeiro ou (F) para falso:
( )A etapa de definição de agenda corresponde aos processos que levam ao reconhecimento de uma determinada questão social como problema público que demanda uma ação ou iniciativa para resolvê-lo.
( )Na fase de monitoramento, são definidas alternativas de solução para o problema, as quais são analisadas e uma delas escolhida na fase seguinte, denominada de tomada de decisão.
( )A implementação é a fase que corresponde ao momento em que a ação selecionada entra em vigor, ou seja, quando são alocados os recursos disponíveis para desenvolver suas atividades e prover os serviços e os benefícios previstos.
( )Na etapa de avaliação somativa, os impactos gerados pelo programa são mensurados para demonstrar em que medida a alternativa selecionada provocou mudanças no problema público em que interviu.
( ) O modelo de ciclo de vida de programas garante a atuação sistemática e cooperativa de gestores, atores políticos e técnicos, bem como seu envolvimento na resolução de um problema consensualmente percebido.
( ) As etapas do ciclo de vida dos programas são isoladas e subsequentes, isto é, uma começa quando outra termina, evidenciando o movimento cíclico do funcionamento e da lógica dos programas.
A sequência correta é
O Estatuto da Criança e do Adolescente é uma lei que ordena a proteção integral à criança e ao adolescente. Quando uma criança ou adolescente é tratado com castigo físico ou tratamento cruel ou degradante como formas de correção, disciplina, educação ou qualquer outro pretexto pelos seus responsáveis, os autores do castigo ou do mau tratamento estarão sujeitos a algumas medidas aplicadas de acordo com a gravidade do caso.
NÃO é uma medida aplicável a esses casos o/a