Questões de Concurso Comentadas para instituto unifil

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Q3889175 Português
Leia o texto para responder a questão.


Por que câncer colorretal, que matou Preta Gil, cresce 'assustadoramente' em pessoas de até 50 anos Por André Biernath da BBC News Brasil em Londres 


   “Assustador”. “Preocupante”. “Problema global”. “Alerta mundial”. Esses foram alguns dos termos usados por médicos entrevistados pela BBC News Brasil para descrever o crescimento dos casos de câncer colorretal na população mais jovem, com menos de 50 anos. No domingo (20), a cantora e apresentadora Preta Gil morreu aos 50 anos após complicações de câncer colorretal. No caso dela, o tumor foi descoberto em janeiro de 2023, quando tinha 48 anos. Esse tipo de câncer, que afeta o intestino grosso (o cólon) e o reto, está entre os mais impactantes na saúde e na qualidade de vida. E, nas últimas décadas, uma tendência estranha chamou a atenção dos especialistas.

   Em várias partes do mundo, os casos de câncer colorretal permaneceram relativamente estáveis entre os mais velhos — que proporcionalmente continuam a representar a maioria dos acometidos pela enfermidade. No entanto, as taxas de casos desse tumor começaram a subir com rapidez entre indivíduos com menos de 50 anos. “Se você comparar os números atuais com a taxa que tínhamos há 30 anos, alguns trabalhos chegam a apontar um aumento de 70% na incidência de câncer colorretal em pacientes jovens”, resume o oncologista clínico Paulo Hoff, presidente da Oncologia D’Or.

   Essa diferença nas estatísticas já provocou algumas mudanças de saúde pública: nos Estados Unidos, um dos primeiros países a detectar o fenômeno, a idade mínima para a realização de exames preventivos que flagram o tumor colorretal precocemente (sobre os quais falaremos adiante) caiu de 50 para 45 anos. No Brasil, alguns dados preliminares obtidos pela reportagem também apontam para um crescimento da doença numa idade precoce.

   O que dizem os números  

   Um relatório da Sociedade Americana de Câncer divulgado no início de 2023 calculou que 20% dos diagnósticos de tumor colorretal realizados nos EUA em 2019 aconteceram em pacientes com menos de 55 anos. Essa taxa é o dobro do que era observado em 1995. Os autores do documento calculam que as taxas de detecção dessa enfermidade em estágio avançado cresceram cerca de 3% ao ano entre indivíduos que ainda não completaram 50 anos. Em 2023, as estimativas americanas apontam 19,5 mil casos e 3,7 mil mortes por câncer colorretal entre os mais jovens. Tendências parecidas foram observadas em diversos países europeus, como o Reino Unido. 

   A BBC News Brasil consultou o Instituto Nacional de Câncer (Inca) para descobrir se um cenário parecido também acontece no país. Para responder os questionamentos da reportagem, a epidemiologista Marianna Cancela, pesquisadora titular da Vigilância e Análise de Situação da Coordenação de Prevenção e Vigilância (Conprev) do Inca, analisou as taxas ajustadas por idade da incidência de câncer colorretal no Brasil entre 2000 e 2017. “No caso do câncer colorretal, é verdade que há um aumento no Brasil, mas isso ainda ocorre em todas as faixas etárias”, diz ela. “A gente observa que, no ano 2000, havia em torno de 5 casos desse tumor por 100 mil habitantes entre homens de 20 a 49 anos. Em 2017, tivemos cerca de 6 casos. Isso é algo estatisticamente significativo”, calcula a especialista. “Entre as mulheres mais jovens, também observamos essa tendência de aumento, mas ela ainda não é significativa do ponto de vista estatístico.”

  Em outras faixas etárias — entre 50 e 59 anos e acima dos 60 anos — também há um crescimento, numa magnitude maior (uma vez que a doença se torna mais comum conforme envelhecemos). Cancela ainda destacou duas pesquisas que ela publicou recentemente sobre o tema. Numa delas, o grupo de cientistas analisou se o Brasil será capaz de cumprir as metas da ONU de redução das mortes prematuras por câncer. Embora em nenhum dos tumores o Brasil deva alcançar os objetivos traçados pelas Nações Unidas, a maioria deles terá uma redução significativa na mortalidade quando comparados os períodos de 2011-2015 e 2026-2030. A única exceção da lista é justamente o câncer colorretal, que possui uma previsão de crescimento nos óbitos no futuro, tanto para homens como para mulheres. 

   Um segundo artigo publicado por Cancela mostra como esse tumor vem ganhando protagonismo no Brasil. Ela analisou a quantidade de anos de vida produtiva que são perdidos para vários tipos de câncer. Entre 2001 e 2005, o câncer colorretal era o sétimo tumor mais impactante para os homens, seguindo esse critério — atrás de pulmão/traqueia; estômago; cérebro/sistema nervoso central; leucemia; boca e garganta; esôfago. Já em 2026-2030, ele ocupará a terceira posição do ranking, perdendo apenas para estômago e pulmão/traqueia. Entre as mulheres, os tumores colorretais estavam na sexta posição em 2001-2005 (atrás de mama; colo de útero; cérebro; pulmão; leucemia). Em 2026-2030, a doença estará no terceiro lugar (atrás apenas de mama e colo de útero).

   Paulo Hoff observou uma tendência parecida do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), do qual ele é diretor. “Em 2019, publicamos um trabalho em que mostramos claramente um aumento substancial na chegada de pacientes mais jovens com câncer colorretal”, diz o médico, que também é professor titular de Oncologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). “Num período de 10 anos, essa elevação tinha sido na ordem de 15%. Mas é muito provável que esse número esteja subestimado”, calcula o oncologista. O médico Alexandre Jácome também realizou um levantamento sobre o tema na Oncoclínicas, onde ele atua como líder nacional de oncologia gastrointestinal. “Nós não encontramos um aumento significativo da incidência desse tumor nos pacientes jovens em paralelo a uma estabilização entre os mais velhos, como acontece nos EUA”, destaca ele.

   Os especialistas trabalham agora para analisar com mais profundidade todas as estatísticas disponíveis no Brasil — e avaliar se é necessário tomar alguma atitude para proteger essa população mais jovem contra o câncer colorretal. [...]


Disponível em https://www.bbc.com/portuguese/articles/cglvdv78dk6o
Assinale a alternativa cujo vocábulo seja acentuado pela mesma regra de “médicos”. 
Alternativas
Q3889174 Português
Leia o texto para responder a questão.


Por que câncer colorretal, que matou Preta Gil, cresce 'assustadoramente' em pessoas de até 50 anos Por André Biernath da BBC News Brasil em Londres 


   “Assustador”. “Preocupante”. “Problema global”. “Alerta mundial”. Esses foram alguns dos termos usados por médicos entrevistados pela BBC News Brasil para descrever o crescimento dos casos de câncer colorretal na população mais jovem, com menos de 50 anos. No domingo (20), a cantora e apresentadora Preta Gil morreu aos 50 anos após complicações de câncer colorretal. No caso dela, o tumor foi descoberto em janeiro de 2023, quando tinha 48 anos. Esse tipo de câncer, que afeta o intestino grosso (o cólon) e o reto, está entre os mais impactantes na saúde e na qualidade de vida. E, nas últimas décadas, uma tendência estranha chamou a atenção dos especialistas.

   Em várias partes do mundo, os casos de câncer colorretal permaneceram relativamente estáveis entre os mais velhos — que proporcionalmente continuam a representar a maioria dos acometidos pela enfermidade. No entanto, as taxas de casos desse tumor começaram a subir com rapidez entre indivíduos com menos de 50 anos. “Se você comparar os números atuais com a taxa que tínhamos há 30 anos, alguns trabalhos chegam a apontar um aumento de 70% na incidência de câncer colorretal em pacientes jovens”, resume o oncologista clínico Paulo Hoff, presidente da Oncologia D’Or.

   Essa diferença nas estatísticas já provocou algumas mudanças de saúde pública: nos Estados Unidos, um dos primeiros países a detectar o fenômeno, a idade mínima para a realização de exames preventivos que flagram o tumor colorretal precocemente (sobre os quais falaremos adiante) caiu de 50 para 45 anos. No Brasil, alguns dados preliminares obtidos pela reportagem também apontam para um crescimento da doença numa idade precoce.

   O que dizem os números  

   Um relatório da Sociedade Americana de Câncer divulgado no início de 2023 calculou que 20% dos diagnósticos de tumor colorretal realizados nos EUA em 2019 aconteceram em pacientes com menos de 55 anos. Essa taxa é o dobro do que era observado em 1995. Os autores do documento calculam que as taxas de detecção dessa enfermidade em estágio avançado cresceram cerca de 3% ao ano entre indivíduos que ainda não completaram 50 anos. Em 2023, as estimativas americanas apontam 19,5 mil casos e 3,7 mil mortes por câncer colorretal entre os mais jovens. Tendências parecidas foram observadas em diversos países europeus, como o Reino Unido. 

   A BBC News Brasil consultou o Instituto Nacional de Câncer (Inca) para descobrir se um cenário parecido também acontece no país. Para responder os questionamentos da reportagem, a epidemiologista Marianna Cancela, pesquisadora titular da Vigilância e Análise de Situação da Coordenação de Prevenção e Vigilância (Conprev) do Inca, analisou as taxas ajustadas por idade da incidência de câncer colorretal no Brasil entre 2000 e 2017. “No caso do câncer colorretal, é verdade que há um aumento no Brasil, mas isso ainda ocorre em todas as faixas etárias”, diz ela. “A gente observa que, no ano 2000, havia em torno de 5 casos desse tumor por 100 mil habitantes entre homens de 20 a 49 anos. Em 2017, tivemos cerca de 6 casos. Isso é algo estatisticamente significativo”, calcula a especialista. “Entre as mulheres mais jovens, também observamos essa tendência de aumento, mas ela ainda não é significativa do ponto de vista estatístico.”

  Em outras faixas etárias — entre 50 e 59 anos e acima dos 60 anos — também há um crescimento, numa magnitude maior (uma vez que a doença se torna mais comum conforme envelhecemos). Cancela ainda destacou duas pesquisas que ela publicou recentemente sobre o tema. Numa delas, o grupo de cientistas analisou se o Brasil será capaz de cumprir as metas da ONU de redução das mortes prematuras por câncer. Embora em nenhum dos tumores o Brasil deva alcançar os objetivos traçados pelas Nações Unidas, a maioria deles terá uma redução significativa na mortalidade quando comparados os períodos de 2011-2015 e 2026-2030. A única exceção da lista é justamente o câncer colorretal, que possui uma previsão de crescimento nos óbitos no futuro, tanto para homens como para mulheres. 

   Um segundo artigo publicado por Cancela mostra como esse tumor vem ganhando protagonismo no Brasil. Ela analisou a quantidade de anos de vida produtiva que são perdidos para vários tipos de câncer. Entre 2001 e 2005, o câncer colorretal era o sétimo tumor mais impactante para os homens, seguindo esse critério — atrás de pulmão/traqueia; estômago; cérebro/sistema nervoso central; leucemia; boca e garganta; esôfago. Já em 2026-2030, ele ocupará a terceira posição do ranking, perdendo apenas para estômago e pulmão/traqueia. Entre as mulheres, os tumores colorretais estavam na sexta posição em 2001-2005 (atrás de mama; colo de útero; cérebro; pulmão; leucemia). Em 2026-2030, a doença estará no terceiro lugar (atrás apenas de mama e colo de útero).

   Paulo Hoff observou uma tendência parecida do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), do qual ele é diretor. “Em 2019, publicamos um trabalho em que mostramos claramente um aumento substancial na chegada de pacientes mais jovens com câncer colorretal”, diz o médico, que também é professor titular de Oncologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). “Num período de 10 anos, essa elevação tinha sido na ordem de 15%. Mas é muito provável que esse número esteja subestimado”, calcula o oncologista. O médico Alexandre Jácome também realizou um levantamento sobre o tema na Oncoclínicas, onde ele atua como líder nacional de oncologia gastrointestinal. “Nós não encontramos um aumento significativo da incidência desse tumor nos pacientes jovens em paralelo a uma estabilização entre os mais velhos, como acontece nos EUA”, destaca ele.

   Os especialistas trabalham agora para analisar com mais profundidade todas as estatísticas disponíveis no Brasil — e avaliar se é necessário tomar alguma atitude para proteger essa população mais jovem contra o câncer colorretal. [...]


Disponível em https://www.bbc.com/portuguese/articles/cglvdv78dk6o
Considere o trecho “Em várias partes do mundo, os casos de câncer colorretal permaneceram relativamente estáveis entre os mais velhos”. Se o sujeito fosse alterado para o singular, mantendo a mesma ideia de estabilidade, qual seria a forma verbal correta?
Alternativas
Q3889173 Português
Leia o texto para responder a questão.


Por que câncer colorretal, que matou Preta Gil, cresce 'assustadoramente' em pessoas de até 50 anos Por André Biernath da BBC News Brasil em Londres 


   “Assustador”. “Preocupante”. “Problema global”. “Alerta mundial”. Esses foram alguns dos termos usados por médicos entrevistados pela BBC News Brasil para descrever o crescimento dos casos de câncer colorretal na população mais jovem, com menos de 50 anos. No domingo (20), a cantora e apresentadora Preta Gil morreu aos 50 anos após complicações de câncer colorretal. No caso dela, o tumor foi descoberto em janeiro de 2023, quando tinha 48 anos. Esse tipo de câncer, que afeta o intestino grosso (o cólon) e o reto, está entre os mais impactantes na saúde e na qualidade de vida. E, nas últimas décadas, uma tendência estranha chamou a atenção dos especialistas.

   Em várias partes do mundo, os casos de câncer colorretal permaneceram relativamente estáveis entre os mais velhos — que proporcionalmente continuam a representar a maioria dos acometidos pela enfermidade. No entanto, as taxas de casos desse tumor começaram a subir com rapidez entre indivíduos com menos de 50 anos. “Se você comparar os números atuais com a taxa que tínhamos há 30 anos, alguns trabalhos chegam a apontar um aumento de 70% na incidência de câncer colorretal em pacientes jovens”, resume o oncologista clínico Paulo Hoff, presidente da Oncologia D’Or.

   Essa diferença nas estatísticas já provocou algumas mudanças de saúde pública: nos Estados Unidos, um dos primeiros países a detectar o fenômeno, a idade mínima para a realização de exames preventivos que flagram o tumor colorretal precocemente (sobre os quais falaremos adiante) caiu de 50 para 45 anos. No Brasil, alguns dados preliminares obtidos pela reportagem também apontam para um crescimento da doença numa idade precoce.

   O que dizem os números  

   Um relatório da Sociedade Americana de Câncer divulgado no início de 2023 calculou que 20% dos diagnósticos de tumor colorretal realizados nos EUA em 2019 aconteceram em pacientes com menos de 55 anos. Essa taxa é o dobro do que era observado em 1995. Os autores do documento calculam que as taxas de detecção dessa enfermidade em estágio avançado cresceram cerca de 3% ao ano entre indivíduos que ainda não completaram 50 anos. Em 2023, as estimativas americanas apontam 19,5 mil casos e 3,7 mil mortes por câncer colorretal entre os mais jovens. Tendências parecidas foram observadas em diversos países europeus, como o Reino Unido. 

   A BBC News Brasil consultou o Instituto Nacional de Câncer (Inca) para descobrir se um cenário parecido também acontece no país. Para responder os questionamentos da reportagem, a epidemiologista Marianna Cancela, pesquisadora titular da Vigilância e Análise de Situação da Coordenação de Prevenção e Vigilância (Conprev) do Inca, analisou as taxas ajustadas por idade da incidência de câncer colorretal no Brasil entre 2000 e 2017. “No caso do câncer colorretal, é verdade que há um aumento no Brasil, mas isso ainda ocorre em todas as faixas etárias”, diz ela. “A gente observa que, no ano 2000, havia em torno de 5 casos desse tumor por 100 mil habitantes entre homens de 20 a 49 anos. Em 2017, tivemos cerca de 6 casos. Isso é algo estatisticamente significativo”, calcula a especialista. “Entre as mulheres mais jovens, também observamos essa tendência de aumento, mas ela ainda não é significativa do ponto de vista estatístico.”

  Em outras faixas etárias — entre 50 e 59 anos e acima dos 60 anos — também há um crescimento, numa magnitude maior (uma vez que a doença se torna mais comum conforme envelhecemos). Cancela ainda destacou duas pesquisas que ela publicou recentemente sobre o tema. Numa delas, o grupo de cientistas analisou se o Brasil será capaz de cumprir as metas da ONU de redução das mortes prematuras por câncer. Embora em nenhum dos tumores o Brasil deva alcançar os objetivos traçados pelas Nações Unidas, a maioria deles terá uma redução significativa na mortalidade quando comparados os períodos de 2011-2015 e 2026-2030. A única exceção da lista é justamente o câncer colorretal, que possui uma previsão de crescimento nos óbitos no futuro, tanto para homens como para mulheres. 

   Um segundo artigo publicado por Cancela mostra como esse tumor vem ganhando protagonismo no Brasil. Ela analisou a quantidade de anos de vida produtiva que são perdidos para vários tipos de câncer. Entre 2001 e 2005, o câncer colorretal era o sétimo tumor mais impactante para os homens, seguindo esse critério — atrás de pulmão/traqueia; estômago; cérebro/sistema nervoso central; leucemia; boca e garganta; esôfago. Já em 2026-2030, ele ocupará a terceira posição do ranking, perdendo apenas para estômago e pulmão/traqueia. Entre as mulheres, os tumores colorretais estavam na sexta posição em 2001-2005 (atrás de mama; colo de útero; cérebro; pulmão; leucemia). Em 2026-2030, a doença estará no terceiro lugar (atrás apenas de mama e colo de útero).

   Paulo Hoff observou uma tendência parecida do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), do qual ele é diretor. “Em 2019, publicamos um trabalho em que mostramos claramente um aumento substancial na chegada de pacientes mais jovens com câncer colorretal”, diz o médico, que também é professor titular de Oncologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). “Num período de 10 anos, essa elevação tinha sido na ordem de 15%. Mas é muito provável que esse número esteja subestimado”, calcula o oncologista. O médico Alexandre Jácome também realizou um levantamento sobre o tema na Oncoclínicas, onde ele atua como líder nacional de oncologia gastrointestinal. “Nós não encontramos um aumento significativo da incidência desse tumor nos pacientes jovens em paralelo a uma estabilização entre os mais velhos, como acontece nos EUA”, destaca ele.

   Os especialistas trabalham agora para analisar com mais profundidade todas as estatísticas disponíveis no Brasil — e avaliar se é necessário tomar alguma atitude para proteger essa população mais jovem contra o câncer colorretal. [...]


Disponível em https://www.bbc.com/portuguese/articles/cglvdv78dk6o
No trecho “esse tipo de câncer, que afeta o intestino grosso (o cólon) e o reto, está entre os mais impactantes na saúde e na qualidade de vida”, a forma verbal destacada “está” é classificada, morfologicamente, como: 
Alternativas
Q3889172 Português
Leia o texto para responder a questão.


Por que câncer colorretal, que matou Preta Gil, cresce 'assustadoramente' em pessoas de até 50 anos Por André Biernath da BBC News Brasil em Londres 


   “Assustador”. “Preocupante”. “Problema global”. “Alerta mundial”. Esses foram alguns dos termos usados por médicos entrevistados pela BBC News Brasil para descrever o crescimento dos casos de câncer colorretal na população mais jovem, com menos de 50 anos. No domingo (20), a cantora e apresentadora Preta Gil morreu aos 50 anos após complicações de câncer colorretal. No caso dela, o tumor foi descoberto em janeiro de 2023, quando tinha 48 anos. Esse tipo de câncer, que afeta o intestino grosso (o cólon) e o reto, está entre os mais impactantes na saúde e na qualidade de vida. E, nas últimas décadas, uma tendência estranha chamou a atenção dos especialistas.

   Em várias partes do mundo, os casos de câncer colorretal permaneceram relativamente estáveis entre os mais velhos — que proporcionalmente continuam a representar a maioria dos acometidos pela enfermidade. No entanto, as taxas de casos desse tumor começaram a subir com rapidez entre indivíduos com menos de 50 anos. “Se você comparar os números atuais com a taxa que tínhamos há 30 anos, alguns trabalhos chegam a apontar um aumento de 70% na incidência de câncer colorretal em pacientes jovens”, resume o oncologista clínico Paulo Hoff, presidente da Oncologia D’Or.

   Essa diferença nas estatísticas já provocou algumas mudanças de saúde pública: nos Estados Unidos, um dos primeiros países a detectar o fenômeno, a idade mínima para a realização de exames preventivos que flagram o tumor colorretal precocemente (sobre os quais falaremos adiante) caiu de 50 para 45 anos. No Brasil, alguns dados preliminares obtidos pela reportagem também apontam para um crescimento da doença numa idade precoce.

   O que dizem os números  

   Um relatório da Sociedade Americana de Câncer divulgado no início de 2023 calculou que 20% dos diagnósticos de tumor colorretal realizados nos EUA em 2019 aconteceram em pacientes com menos de 55 anos. Essa taxa é o dobro do que era observado em 1995. Os autores do documento calculam que as taxas de detecção dessa enfermidade em estágio avançado cresceram cerca de 3% ao ano entre indivíduos que ainda não completaram 50 anos. Em 2023, as estimativas americanas apontam 19,5 mil casos e 3,7 mil mortes por câncer colorretal entre os mais jovens. Tendências parecidas foram observadas em diversos países europeus, como o Reino Unido. 

   A BBC News Brasil consultou o Instituto Nacional de Câncer (Inca) para descobrir se um cenário parecido também acontece no país. Para responder os questionamentos da reportagem, a epidemiologista Marianna Cancela, pesquisadora titular da Vigilância e Análise de Situação da Coordenação de Prevenção e Vigilância (Conprev) do Inca, analisou as taxas ajustadas por idade da incidência de câncer colorretal no Brasil entre 2000 e 2017. “No caso do câncer colorretal, é verdade que há um aumento no Brasil, mas isso ainda ocorre em todas as faixas etárias”, diz ela. “A gente observa que, no ano 2000, havia em torno de 5 casos desse tumor por 100 mil habitantes entre homens de 20 a 49 anos. Em 2017, tivemos cerca de 6 casos. Isso é algo estatisticamente significativo”, calcula a especialista. “Entre as mulheres mais jovens, também observamos essa tendência de aumento, mas ela ainda não é significativa do ponto de vista estatístico.”

  Em outras faixas etárias — entre 50 e 59 anos e acima dos 60 anos — também há um crescimento, numa magnitude maior (uma vez que a doença se torna mais comum conforme envelhecemos). Cancela ainda destacou duas pesquisas que ela publicou recentemente sobre o tema. Numa delas, o grupo de cientistas analisou se o Brasil será capaz de cumprir as metas da ONU de redução das mortes prematuras por câncer. Embora em nenhum dos tumores o Brasil deva alcançar os objetivos traçados pelas Nações Unidas, a maioria deles terá uma redução significativa na mortalidade quando comparados os períodos de 2011-2015 e 2026-2030. A única exceção da lista é justamente o câncer colorretal, que possui uma previsão de crescimento nos óbitos no futuro, tanto para homens como para mulheres. 

   Um segundo artigo publicado por Cancela mostra como esse tumor vem ganhando protagonismo no Brasil. Ela analisou a quantidade de anos de vida produtiva que são perdidos para vários tipos de câncer. Entre 2001 e 2005, o câncer colorretal era o sétimo tumor mais impactante para os homens, seguindo esse critério — atrás de pulmão/traqueia; estômago; cérebro/sistema nervoso central; leucemia; boca e garganta; esôfago. Já em 2026-2030, ele ocupará a terceira posição do ranking, perdendo apenas para estômago e pulmão/traqueia. Entre as mulheres, os tumores colorretais estavam na sexta posição em 2001-2005 (atrás de mama; colo de útero; cérebro; pulmão; leucemia). Em 2026-2030, a doença estará no terceiro lugar (atrás apenas de mama e colo de útero).

   Paulo Hoff observou uma tendência parecida do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), do qual ele é diretor. “Em 2019, publicamos um trabalho em que mostramos claramente um aumento substancial na chegada de pacientes mais jovens com câncer colorretal”, diz o médico, que também é professor titular de Oncologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). “Num período de 10 anos, essa elevação tinha sido na ordem de 15%. Mas é muito provável que esse número esteja subestimado”, calcula o oncologista. O médico Alexandre Jácome também realizou um levantamento sobre o tema na Oncoclínicas, onde ele atua como líder nacional de oncologia gastrointestinal. “Nós não encontramos um aumento significativo da incidência desse tumor nos pacientes jovens em paralelo a uma estabilização entre os mais velhos, como acontece nos EUA”, destaca ele.

   Os especialistas trabalham agora para analisar com mais profundidade todas as estatísticas disponíveis no Brasil — e avaliar se é necessário tomar alguma atitude para proteger essa população mais jovem contra o câncer colorretal. [...]


Disponível em https://www.bbc.com/portuguese/articles/cglvdv78dk6o
Assinale a alternativa que apresenta a principal preocupação abordada no texto, evidenciada por diversos especialistas e dados apresentados.
Alternativas
Q3746867 Radiologia
Um técnico ou tecnólogo em radiologia precisa posicionar o paciente para um exame ou procedimento de rotina do tórax em póstero-anterior, o exame radiográfico envolve cinco funções gerais, assinale a alternativa que não corresponde a estas funções.  
Alternativas
Q3746866 Radiologia
Em uma radiografia de face, além dos ossos da mandíbula, observam-se também os ossos zigomático. Esse osso pertence à/ao  
Alternativas
Q3746865 Radiologia
O que pode acontecer se o filme radiográfico for exposto a luz branca antes da fixação completa?
Alternativas
Q3746864 Radiologia
A quem compete formalmente a designação do supervisor de proteção radiológica (SPR) nos serviços de saúde? 
Alternativas
Q3746863 Radiologia
Em exames de angiotomografia, o sincronismo da injeção com a aquisição é fundamental para
Alternativas
Q3746860 Radiologia
Durante uma radiografia de coluna cervical, o técnico precisa ajustar a incidência para melhor observar o processo odontoide. Esse processo pertence ao 
Alternativas
Q3746856 Radiologia

Com base nos fatores primários de controle de distorção, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) para o que se afirma e assinale a alternativa com a sequência correta.



( ) Distância do receptor de fonte-imagem (DFR).


( ) Densidade do filme radiográfico é a quantidade de preto na radiografia processada.


( ) O ruido é definido com um distúrbio aleatório que obscurece ou reduz a nitidez.


( ) Alinhamento do receptor objeto-imagem.


( ) Alinhamento/centralização do raio central.  

Alternativas
Q3746855 Direito Constitucional
O código de Ética dos Profissionais das Técnicas Radiológicas está diretamente alinhado com  
Alternativas
Q3746854 Radiologia
Na radiografia de polegar am AP, o posicionamento é feito com 
Alternativas
Q3746853 Radiologia
Na incidência de Waters (paranásios), a linha utilizada como referência para o correto posicionamento é  
Alternativas
Q3746852 Radiologia
Como na radiografia convencional, as tomografias exibem vários tons de cinza. A radiação incidente é atenuada pelo paciente e a radiação remanescente é medida pelos detectores. Estruturas de densidade baixa (pulmões e estruturas preenchidas por ar) atenuam muito pouco o feixe de raios X, enquanto as estruturas de maior densidade (ossos e meios de contraste) atenuam todos ou quase todos os feixes de raios X. A informação de atenuação sai dos detectores em sua forma analógica e é convertida em um sinal digital por um conversor analógico-digital. Os valores digitais são utilizados no passo seguinte, que consiste na reconstrução da imagem, com base em uma série de reconstruções de algoritmos. O algoritmo de reconstrução “BONE” é indicado para
Alternativas
Q3746851 Radiologia
Em imaginologia radiológica, o que significa e para que serve o princípio ALARA?  
Alternativas
Q3746850 Radiologia

Relacione as colunas e assinale a alternativa com a sequência correta.



1. Rotação externa.


2. Posição anatômica.


3. Rotação medial.


4. Rotação típica com fratura no quadril.


5. EIAS.



( ) Eixo longo do pé esquerdo externamente rodado (no lado da fratura do quadril). Pé direito não afetado e membro em posição neutra. Trocânter menor em rotação externa (esquerda) do membro mais visível, área do colo encurtada.


( ) Eixos longos do pé e membros inferiores igualmente rodados lateralmente numa posição normal relaxada. Colos femorais grandemente encurtados. Trocânter menor visível no perfil internamente.


( ) Eixos longos do pé e membros inferiores rodados internamente 15º a 20º. Cabeças femorais e colos de perfil. Incidência AP verdadeira dos fêmures proximais. Trocânter menor não visível ou pouco visível em alguns pacientes.


( ) Eixos longos do pé vertical. Colos femorais parcialmente encurtados. Trocânter menor parcialmente visível.


( ) Espinha iliaca antero superior. 

Alternativas
Ano: 2025 Banca: Instituto UniFil Órgão: Prefeitura de Mandirituba - PR Provas: Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Técnico em Radiologia | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Técnico Administrativo | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Técnico em Contabilidade | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Assistente Social | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Educador Infantil | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Agente Fazendário | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Enfermeiro | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Farmacêutico | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Médico Ginecologista Obstetra | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Médico Oftalmologista | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Médico Pediatra | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Médico Psiquiatra | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Médico Veterinário | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Nutricionista I | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Professor de Arte | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Professor de Inglês | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Professor de Matemática | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Professor Pedagogo |
Q3746848 Legislação Municipal

De acordo com a Lei Orgânica de Mandirituba, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) para o que se afirma e assinale a alternativa com a sequência correta.



( ) São poderes do Município, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo e o Executivo.


( ) O Prefeito Municipal poderá solicitar urgência para apreciação dos projetos de sua iniciativa considerados de seu interesse, sem qualquer justificativa ou fundamentação para a solicitação.


( ) A sede do município é a cidade de Mandirituba, na Praça Bom Jesus nº 44, centro.


( ) É da competência administrativa comum do Município, da União e do Estado, observada a lei complementar federal, preservar as florestas, a fauna, a flora e mananciais.


( ) Ao Município, compete modificar e aprimorar a legislação federal e a estadual no for pertinente, visando adaptá-las à realidade local.  

Alternativas
Ano: 2025 Banca: Instituto UniFil Órgão: Prefeitura de Mandirituba - PR Provas: Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Técnico em Radiologia | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Técnico Administrativo | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Técnico em Contabilidade | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Assistente Social | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Educador Infantil | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Agente Fazendário | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Enfermeiro | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Farmacêutico | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Médico Ginecologista Obstetra | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Médico Oftalmologista | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Médico Pediatra | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Médico Psiquiatra | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Médico Veterinário | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Nutricionista I | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Professor de Arte | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Professor de Inglês | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Professor de Matemática | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Professor Pedagogo |
Q3746847 Legislação Municipal

De acordo com o artigo 7º da Lei Orgânica de Mandirituba, analise as assertivas e assinale a alternativa correta. Compete privativamente ao Município de Mandirituba:



I. instituir e arrecadar tributos de sua competência, aplicando suas rendas.


II. criar, organizar e suprimir distritos, observando a legislação estadual pertinente.


III. legislar sobre assuntos de interesse global.


IV. regulamentar o serviço de carros de aluguel, inclusive o uso de taxímetro.


V. adquirir bens, inclusive por meio de desapropriação.  

Alternativas
Ano: 2025 Banca: Instituto UniFil Órgão: Prefeitura de Mandirituba - PR Provas: Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Técnico em Radiologia | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Técnico Administrativo | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Técnico em Contabilidade | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Assistente Social | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Educador Infantil | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Agente Fazendário | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Enfermeiro | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Farmacêutico | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Médico Ginecologista Obstetra | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Médico Oftalmologista | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Médico Pediatra | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Médico Psiquiatra | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Médico Veterinário | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Nutricionista I | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Professor de Arte | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Professor de Inglês | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Professor de Matemática | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Professor Pedagogo |
Q3746846 História e Geografia de Estados e Municípios
Sobre a origem do nome “Mandirituba”, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Respostas
1621: E
1622: E
1623: B
1624: C
1625: D
1626: D
1627: C
1628: A
1629: C
1630: E
1631: C
1632: C
1633: A
1634: D
1635: E
1636: B
1637: D
1638: E
1639: B
1640: D