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Ano: 2016 Banca: INAZ do Pará Órgão: Prefeitura de Curralinhos - PI
Q1199938 Português
Marque a alternativa que traz a correta classificação da figura de linguagem presente no trecho da canção abaixo.
[...] Meu primeiro amor Foi como uma flor Que desabrochou e logo morreu [...]
Texto adaptado. BETHÂNIA, Maria. Disponível em <www. vagalume.com.br.>. Consultado 9 jul 2016.
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Ano: 2016 Banca: INAZ do Pará Órgão: Prefeitura de Curralinhos - PI
Q1199054 Engenharia Mecânica
A ética inclui todas as determinações e comporta todos os valores, que de alguma maneira passam a se referir ao desejo e a ação do homem. (CREA-PA, 2015). O que um técnico não deve fazer, para ser considerado um profissional ético.
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Ano: 2016 Banca: INAZ do Pará Órgão: Prefeitura de Curralinhos - PI
Q1198954 Biomedicina - Análises Clínicas
A densidade urinária indica?
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Ano: 2016 Banca: INAZ do Pará Órgão: Prefeitura de Curralinhos - PI
Q1198710 Biomedicina - Análises Clínicas
Qual a melhor amostra para realização do exame de urina?
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Ano: 2016 Banca: INAZ do Pará Órgão: Prefeitura de Itaúna - MG
Q1198355 Inglês
Still I Rise  You may write me down in history with your bitter twisted lies, You may trod me in the very dirt But still, like dust, I'll rise. Does my sassiness upset you? Why are you beset with gloom? Cause I walk like I've got oil wells pumping in my living room. Just like moons and like suns, with certainty of tides, Just like hopes springing high, still I'll rise. Did you want to see me broken? Bowed head and lowered eyes? Shoulders falling down like teardrops, weakened by my soulful cries. Does my haughtiness offend you? Don't you take it awful hard, Cause I laugh like I've got gold mines diggin' in my own back yard. You may shoot me with your words, you may cut me with your eyes, You may kill me with your hatefulness, but still, like air, I'll rise Does my sexiness upset you? Does it come as asurprise, That I dance like I've got diamonds at the meeting of my thighs? Out of the huts of history's shame I rise. Up from a past that's rooted in pain I rise. I'm a black ocean, leaping and wide, welling and swelling I bear in the tide. Leaving behind nights of terror and fear I rise. Into a daybreak that's wondrously clear I rise. Bringing the gifts that my ancestors gave, I am the dream and the hope of the slave. I rise  I rise I rise... Maya Angelou (Fonte: <http://www.aaregistry.org/poetry/view/still-i-rise-maya-angelou>. Acesso em: 04/07/2016)

Mais do que nunca a Declaração Universal dos Direitos Humanos tem sido amplamente discutida em vários países, assim como nos EUA e nos Brasil. O Poema de Maya Angelou aborda temáticas da luta afro-americana que também são pautas das lutas dos movimentos sociais brasileiros, dentre as temáticas abordadas no poema estão
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Ano: 2016 Banca: INAZ do Pará Órgão: Prefeitura de Itaúna - MG
Q1197230 Contabilidade Geral
O Patrimônio pode ser conceituado como um conjunto de Capitais, onde a origem dos capitais está representada pelo Passivo e a aplicação dos capitais pelo Ativo. O Investimento inicial feito pelos proprietários da Entidade e que corresponde ao Patrimônio Líquido inicial, é chamado de:
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Ano: 2016 Banca: INAZ do Pará Órgão: Prefeitura de Curralinhos - PI
Q1196748 Geografia
A mudança da postura liberal em relação à interferência do estado no setor econômico das democracias capitalistas que apareceu na década de 1930 durante a grande depressão, defendia a intervenção do governo na economia, para que fossem contidos e amenizados os efeitos sociais ocasionados pela crise econômica. O conceito de neoliberalismo surgiu na década de 1970, como uma forma de solucionar a crise que atingiu a economia mundial no ano de 1973, ocasionada pelo aumento excessivo do preço do petróleo. A onda liberalizante mais recente conhecida como neoliberalismo, teve início com a queda do Muro de Berlim, promovida pelo FMI e economistas liberais, além de outros que afirmavam que o neoliberalismo seria a solução para os problemas econômicos mundiais, auxiliando na redução da pobreza e na aceleração do desenvolvimento global.
                                                                                 http://www. estudopratico.com.br/neoliberalismo/. Acesso em 28/06/2016, com adaptações.
O neoliberalismo é conhecido como a doutrina econômica da globalização e apresenta como uma de suas características o (a):
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Ano: 2016 Banca: INAZ do Pará Órgão: Prefeitura de Itaúna - MG
Q1195081 Educação Física
Os jogos devem desenvolver a sensação de prazer e bem-estar. A proposta é que os alunos sejam capazes de participar de atividades corporais, respeitarem o próximo, repudiarem a violência e terem espírito de amizade e respeito (AWAD, 2010). Sobre o conceito citado acima, podemos afirmar que se trata:
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Ano: 2016 Banca: INAZ do Pará Órgão: Prefeitura de Curralinhos - PI
Q1193966 Serviço Social
No que se refere a organização e gestão da assistência social, a Lei n.º 8.742/93 discrimina em seus artigos,incisos e alíneas as competências correspondentes aos Estados, Distrito Federal e Municípios. Assinale a alternativa incorreta quanto a competência dos Estados.
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Ano: 2016 Banca: INAZ do Pará Órgão: Prefeitura de Itaúna - MG
Q1193286 Educação Física
A Calistenia é, por assim dizer, o verdadeiro marco do desenvolvimento da ginástica moderna com funcionamentos específicos e abrangentes destinada à população mais necessitada. Quem faz parte desta população?
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Ano: 2016 Banca: INAZ do Pará Órgão: Prefeitura de Itaúna - MG
Q1193139 Raciocínio Lógico
Em uma escola de Itaúna, existem 500 alunos e esta verificou que:
→ 200 gostam de Matemática → 150 gostam de Geografia → 250 gostam de Física → 100 gostam de Matemática e Física → 80 gostam de Matemática e Geografia → 120 gostam de Física e Geografia → 50 gostam das três disciplinas
O número de alunos que não participaram da entrevista foi:
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Ano: 2016 Banca: INAZ do Pará Órgão: CREFITO-2ª Região(RJ)
Q1192962 Jornalismo
Dentro da redação de um telejornal, durante a elaboração de pautas, qual jornalista é responsável por executar o planejamento da reportagem?   
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Ano: 2016 Banca: INAZ do Pará Órgão: CREFITO-2ª Região(RJ)
Q1192895 Jornalismo
Atualmente, vivemos num mundo altamente conectado pela internet. No século passado, foi introduzido o conceito de aldeia global que explicava os efeitos da comunicação de massa na sociedade contemporânea em uma velocidade maior por meio do avanço tecnológico. Qual estudioso desenvolveu o conceito de aldeia global? 
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Ano: 2016 Banca: INAZ do Pará Órgão: Prefeitura de Jacundá - PA
Q1191033 Português
O leão, o burro e a raposa. O leão, o burro e a raposa saíram juntos para caçar. Pegaram muitas presas, e o leão ordenou ao burro que dividisse a caça entre os três. O burro partiu o bolo todo em três partes iguais. Essa divisão não agradou nem um pouco ao leão! Irado, ele devorou o burro. Então, o leão mandou que a raposa dividisse de novo a caça. A raposa, prudente, juntou quase toda a caça num mesmo bolo e lhe entregou, ficando somente com um pouquinho. – Como você é inteligente, raposa! – Admirou-se o leão, satisfeito. – Quem foi que a ensinou a dividir tão bem assim? E a raposa respondeu apenas: – O burro.    TOLSTÓI, Liev. Fábulas. Tradução e adaptação de Tatiana Mariz e Ana Sofia Mariz. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2009. p. 34-37. 

Em “o leão ordenou ao burro que dividisse a caça entre os três’’, a oração destacada é classificada como: 
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Ano: 2016 Banca: INAZ do Pará Órgão: Prefeitura de Itaúna - MG
Q1190951 Artes Cênicas
O ato de dramatizar está potencialmente contido em cada um, como uma necessidade de compreender e representar uma realidade. A dramatização acompanha o desenvolvimento dos alunos como uma manifestação espontânea, assumindo feições e funções diversas, sem perder jamais o caráter de interação e de promoção de equilíbrio entre ela e o meio ambiente. Sobre o assunto, é correto afirmar que a finalidade do teatro na escola é:
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Ano: 2016 Banca: INAZ do Pará Órgão: Prefeitura de Curralinhos - PI
Q1190198 Fonoaudiologia
Compete ao fonoaudiólogo que presta assistência fonoaudiológica ao trabalhador:
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Ano: 2016 Banca: INAZ do Pará Órgão: Prefeitura de Itaúna - MG
Q1190024 Farmácia
Quanto à Notificação de Receita “C2” da Portaria Federal 344/1998 do MS, poderá conter, no máximo, 5 ampolas, e para as demais formas farmacêuticas, quantidade para o tratamento correspondente a no máximo:
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Ano: 2016 Banca: INAZ do Pará Órgão: CREFITO-2ª Região(RJ)
Q1186608 Fisioterapia
“Diante de uma grande prevalência de casos de AVE de uma pequena cidade, uma Fisioterapeuta criou uma instituição filantrópica para fins de prestar assistência a pessoas incapazes de prover o custeio deste acompanhamento profissional. A partir de recursos próprios equipa o estabelecimento e inicia o processo de registro junto ao CREFITO”. De acordo com a Resolução nº 224, de 28 de junho de 2001, que dispõe sobre a isenção do pagamento de emolumentos de registro e anuidades ao Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, para que seja concedida esta desobrigação de pagamento é necessário ser:
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Ano: 2016 Banca: INAZ do Pará Órgão: CREFITO-2ª Região(RJ)
Q1186512 Enfermagem
Consoante a Política de recursos humanos na área da saúde estabelecida pela Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990, acerca dos cargos funções de chefia, direção e assessoramento, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), aponte a afirmativa que melhor a representa:
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Ano: 2016 Banca: INAZ do Pará Órgão: Prefeitura de Curralinhos - PI
Q1186035 Português
                                                                               Cenas magnas da Educação Linguística
              Constitui condição sine qua non no mundo atual que todos nós sejamos competentes para ler nossos próprios textos e os que recebemos, compreender tais textos escritos, interpretá-los, 'estabelecendo-lhes relações e expressar de forma clara o que um texto diz ou o que se esteja querendo dizer. Contudo, por negligência, ou por desconhecimento, ou mesmo por falta de comprometimento, o professor de Língua Portuguesa tem se esquivado dessas que seriam suas primeiras, mas não as únicas, atividades de linguagem em sala de aula, escondendo-se por trás de atividades de memorização ou de identificação disto e daquilo, levando os alunos a acreditarem que estão aprendendo português. E estão, mas tão-somente numa variável e sob ditames pouco palpáveis e plausíveis, e bem pouco recambiáveis e adaptáveis, pois vão até a construção de sentenças, deixando de lado a articulação dessas sentenças para se tornarem unidades de fato de sentido, a que damos o nome de textos.               Se se considerar que essas competências constituam o macro-papel social a que todos nós estamos ligados por laços sociogenéticos e que, por isso, precisamos tê-los bem definidos e esclarecidos, algo é preciso urgentemente ser feito, afinal, na vida em sociedade, todo cidadão precisa ler, escrever e interpretar com bastante desenvoltura, tanto os textos que trazem informações à tona, como aqueles que as trazem veladamente. Mas como fazer isso, se as aulas de Língua Portuguesa têm mais se preocupado com tópicos gramaticais, que poderiam ser analisados a partir de textos trazidos pelo professor e estudados em sala de aula, do que em privilegiar as cenas magnas de Leitura e de Escritura? Como conseguir fazer isso, se o setor de Orientação e de Supervisão Escolares junto com a Direção foi formado sob um paradigma educacional diferente daquele que está agora e praticamente obriga o professor de Língua Portuguesa a continuar naquela mesmice? Se os próprios pais dos alunos querem ver nos cadernos de seus filhos a matéria dada.             Ainda que acreditemos que essas competências comunicativas (leitura e escritura) sejam adquiridas e desenvolvidas no conjunto das atitudes pedagógicas promovidas no interior de uma escola por todos os professores e por todos os setores, e não só pelos de Língua Portuguesa, é mister que este profissional conduza o processo de Letramento ao longo de todas as séries (Soares, 1992), em todos os graus de ensinagem humana, inclusive o Superior. Daí porque é urgente vencer o status quo a que muitas vezes o professor e/ou a direção, a supervisão e a orientação estão arraigados, ora por falta de continuidade dos estudos, ora por falta de leitura da literatura contemporânea de sua área, podendo retardar toda uma comunidade escolar, uma cidade, um estado, uma região e até mesmo um país.            Nessa perspectiva, pode-se concluir que se essas competências comunicativas são a própria expressão do desenvolvimento da linguagem, principalmente nas modalidades linguísticas e que elas são também expressão de processos mentais específicos e de habilidades lógicas congregadas aos mecanismos de aprendizagem ao longo da vida. Nesse viés, os estudos sobre cognição se justificam e são muito significativos para o professor de Língua Portuguesa, porque lhe evidencia qual é o verdadeiro papel da mente humana: centro de agenciamento de conhecimento e de informações necessários para processar textos; e não o de centro para memorização de uma metalinguagem, cuja finalidade se perdeu naquilo que o próprio professor de português não teve em sua formação, porque o seu professor também não a tinha, cujo professor deste também não a tivera.             Nessa esteira, propõe-se aqui uma verticalização do professor de Língua Portuguesa no arcabouço da própria Linguística e uma ressignificação de suas atitudes escolares, no sentido de rever todas essas questões e promover mudanças significativas no seu fazer pedagógico. É nesse sentido de proposta que a análise a seguir foi elaborada, buscando subsidiar o professor da Língua Materna em suas tarefas diárias, insubstituíveis e intransferíveis quanto à promoção da sinergia da Leitura com a Escritura, mediatizadas pela Sintaxe do Discurso dos textos que recebe e que produz. Nesse pensamento, nossa compreensão de Gramática é a de“... um movimento científico que busca esquadrinhar através de materiais linguísticos o funcionamento da mente humana” (CASTILHO, 1998, p.23). Confrontando esse conceito com as aulas de Língua Portuguesa no interior da escola brasileira, chegamos a triste conclusão de que as aulas de Gramática não passam de aulas de Gramática da palavra, da frase, da sentença; as de Produção de Texto, não passam de aulas de Redação; as de Leitura são de Leitura per si, como se não houvesse qualquer interação desses eventos.               Hoje é impossível compartimentalizar esses episódios, uma vez que eles são um o outro, usando desdobramentos e até metodologias diferentes, ainda que por professores diferentes, mas centralizando o texto como fenômeno máximo. E especificamente quanto à Sintaxe, as gramáticas, mesmo as que se dizem atuais, contemporâneas, apenas maquiam o método, mas continuam na mesma abordagem da palavra, da frase e da sentença isoladas de seus contextos sociodiscursivos, negando as condições discursivas de produção do material linguístico. Mas o que se entende por Sintaxe nesse bojo todo?              Por Sintaxe compreendemos o estudo da organização e reorganização do discurso na materialidade textual. Se os intuitos maiores de cada aula de Língua Materna é (deveria ser) correlacionar essas cenas magnas da linguagem as cognitivas, principalmente se o professor compreender que, em línguas, toda manifestação de linguagem é produto de uma intenção que regulou e externou em forma de linguagem um pensamento, caberá nuclearmente a Sintaxe, como o estrato linguístico resultante da somatória de outros estratos e como o dado concreto do discurso, abordar o texto tanto na produção, como na recepção; tanto como fenômeno pragmático-discursivo, como um dado revelador máximo de sua cognição e das relações afetivas que o usuário tem.              Assim, podemos dizer categoricamente que, tanto em textos orais como nos escritos, salvaguardadas as diferenças de cunho distintivo, a Coordenação e a Subordinação são mais recorrenciais na língua do que se possa pensar, caso se leve em conta mais amostragens da língua, principalmente da linguagem juvenil que para demarcar território usa variantes linguísticas reveladoras de sua cognição. Na verdade, nos textos escritos também, por exemplo, temos períodos e parágrafos coordenados e subordinados, desde as microestruturas — OS sintagmas — à macroestrutura — o texto. Por isso que, sob o enfoque funcionalista da linguagem, afirmamos que as relações sintáticas são prioritariamente textuais, manipulando o todo do texto, desde a seleção vocabular (Estilística) às organizações que serão dadas ao fluxo informacional das sentenças (Sintaxe).              O texto a seguir justifica e explica muito bem como acontecimentos de ordem pragmático-discursivas se valem de expedientes sintáticos e revelam a cognição do usuário não só quanto à sua destreza sintáxica como quanto à sua forma de ver o mundo. Nele o escrevente pode fazer escolhas sintático-organizacionais das sentenças, desde que obedecidos os esquemas de completude e de articulação textuais.
PORQUE fizestes anos, Bem-Amada, e a asa do tempo roçou teus cabelos negros, e teus grandes olhos calmos miraram por um momento o inescrutável Norte... Eu quisera dar-te, ademais dos beijos e das rosas, tudo o que nunca foi dado por um homem à sua Amada, eu que tão poucote posso ofertar. Quisera darte, por exemplo, o instante em que nasci, marcado pela fatalidade de tua vinda. Verias, então, em mim, na transparência do meu peito, a sombra de tua forma anterior a ti mesma. Quisera dar-te também o mar onde nadei menino, o tranquilo mar de ilha em que me perdia e em que mergulhava, e de onde trazia a forma elementar de tudo o que existe no espaço acima — estrelas mortas, meteoritos submersos, o plancto das galáxias, a placenta do Infinito. E mais, quisera dar-te as minhas loucas carreiras a-toa, por certo em premonitória busca de teus braços, e a vontade de grimpar tudo de alto, e transpor tudo de proibido, e os elásticos saltos dançarinos para alcançar folhas, aves, estrelas — e a ti mesma, luminosa Lucina, a derramar claridade em mim menino...?º (Moraes, 1979, p.11)
            Nesse texto, como aponta Antônio Juarez Abreu (1992, p. 54) “os vários parágrafos seguintes [a conjunção PORQUE] funcionam como “parágrafos principais” desse “parágrafo causal”. Observemos como a própria organização dada à crônica está a serviço da cognição de seu produtor ou do engenho de sua produção, associando a ideia nítida de que para compreender o poema é preciso ser um bom leitor, para que não incorra o erro de acreditar que o produtor violou algum princípio sintáxico, pois a ordem do discurso revelou uma cognição muito elevada do produtor que certamente teve também uma alta regulação para dar completude ao texto e uma exemplaridade quando de suas leituras anteriores.              Por esse exemplo, vemos que um grande número de fatores governam a organização, por exemplo, de nossas sentenças (Sintaxe). Entre eles, os fatores de ordem sociointeracionistas e os cognitivos. No entanto, não está óbvio o que eles todos são, como agem entre si e como se deve reconhecê-los em contato com outras áreas de investigação da língua. O que se sabe é que a linguagem define, entre diferentes maneiras, formas de organizar elementos da realidade, unindo objetos e situações, separando a realidade em categorias; do contrário, não se efetivaria a interlocução. E tudo isso se dá independentemente da variável sintática escolhida pelos parceiros da interação verbal.             Pode-se apenas especular que, de alguma maneira, a linguagem ao receber as imagens impostas ao cérebro dá-lhes organicidade e significado — um misto de Cognição, de Semântica e de Sintaxe. Mas saber descritivamente como isso se dá, ainda é uma incógnita, que tem sido objeto de uma recente vertente da Linguística, a Linguística Cognitiva.                                                                                                                  LISBOA, Wandré G de C. Os Fios do Tapete. Vol. 02, Belém/PA: ALVES, 2005
Conforme o autor, é preciso que a aula de Língua Portuguesa seja:
Alternativas
Respostas
8561: C
8562: E
8563: E
8564: D
8565: E
8566: C
8567: D
8568: A
8569: C
8570: E
8571: D
8572: E
8573: D
8574: D
8575: E
8576: C
8577: B
8578: A
8579: B
8580: A