Questões de Concurso
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Sobre metodologias no Ensino de Ciências e planejamento de unidades investigativas, analise as afirmativas.
I. Objetivos de aprendizagem claros com critérios de sucesso tornam a investigação orientada e mensurável em diferentes etapas da sequência didática.
II. Integração de dados públicos, análise quantitativa e discussão de incertezas amplia relevância social e rigor metodológico em projetos conduzidos por turmas do fundamental.
III. Rubricas avaliativas com níveis descritos por evidências ajudam a retroalimentar o ensino durante a unidade e fortalecem a autorregulação dos estudantes.
IV. Exposição expositiva longa com foco em terminologia técnica substitui trabalho de campo, experimentação e modelagem em projetos de investigação.
V. Divulgação científica escolar com audiências reais prioriza estética do produto e emoção do público, dispensando a explicitação de critérios e limitações metodológicas da pesquisa.
Estão corretas as afirmativas:
Sobre metodologias no Ensino de Ciências e avaliação formativa, analise as afirmativas.
I. Sequências investigativas com problema claro e critérios de sucesso explicitados favorecem autonomia e comunicação com base em evidências coletadas pela turma.
II. Rubricas com descritores de desempenho e devolutivas durante o processo apoiam regulação da aprendizagem e planejamento de intervenções futuras pelo professor.
III. Registros metódicos de dados com metadados e incertezas descritas fortalecem validade e reprodutibilidade dos resultados compartilhados com a comunidade escolar.
IV. Listas extensas de exercícios repetitivos substituem observáveis de investigação em projetos com variáveis e relações de causa e efeito discutidas em aula.
V. Produtos visuais esteticamente elaborados dispensam critérios técnicos e indicadores de qualidade quando a turma participa de mostra científica local.
Estão corretas as afirmativas:
A educação, em sua essência, é um processo social intrinsecamente ligado às estruturas e dinâmicas de uma sociedade. Ela pode atuar tanto como um mecanismo de controle social, reproduzindo hierarquias e valores dominantes, quanto como um potente instrumento de transformação, fomentando a crítica, a autonomia e a superação das desigualdades. A relação entre escola, família e comunidade, por sua vez, é um campo fértil para a manifestação dessas tensões e possibilidades, influenciando diretamente a cultura e a organização social. Em um contexto de crescentes desigualdades sociais e complexas interações culturais, a escola se vê desafiada a redefinir seu papel.
Considerando a perspectiva sociológica da educação e a dualidade entre controle e transformação social, qual das seguintes abordagens melhor descreve o papel da escola na contemporaneidade, diante das demandas por uma educação que promova a equidade e a participação cidadã, em contraste com modelos que perpetuam a estratificação social?
No cenário educacional brasileiro contemporâneo, a discussão sobre as tendências pedagógicas e seus pressupostos de aprendizagem é fundamental para a compreensão das práticas em sala de aula e das políticas educacionais. Dentre as diversas correntes do pensamento pedagógico moderno, como o iluminista, positivista, socialista, escolanovista, fenomenológicoexistencialista, antiautoritário e crítico, observa-se uma constante tensão entre as abordagens liberais e progressistas. Considerando a complexidade dessas tendências e suas implicações para a formação do sujeito e para a organização do processo de ensinoaprendizagem, analise a seguinte situação hipotética: Um grupo de educadores debate sobre a implementação de um currículo que priorize a autonomia do aluno, a experimentação e a construção do conhecimento a partir de suas experiências prévias, com o professor atuando como mediador e facilitador. Ao mesmo tempo, outro grupo defende a necessidade de uma transmissão sistemática de conteúdos, com foco na disciplina, na hierarquia e na preparação do aluno para o mercado de trabalho, valorizando a meritocracia e a avaliação padronizada.
Diante desse contexto, qual das análises a seguir melhor caracteriza a distinção entre as tendências pedagógicas liberais e progressistas na prática escolar brasileira, considerando seus fundamentos filosóficos e seus impactos na concepção de educação?
Sobre o uso de funções no Microsoft Excel, analise as afirmações abaixo:
I. A função CONCATENAR serve para alterar parte de um texto em uma célula, trocando um caractere ou sequência por outra.
II. A função SUBSTITUIR altera a formatação de células, como cor e estilo da fonte.
III. A função SOMASE permite somar valores em um intervalo, aplicando um critério específico definido pelo usuário.
Pode-se afirmar que:
São formas que o "Gerenciador de Tarefas" pode ajudar a resolver problemas de desempenho no Windows:
I. Monitorando e fechando aplicativos que não respondem.
II. Instalando automaticamente novos drivers.
III. Identificando processos que consomem muitos recursos.
IV. Fazendo backup de todos os dados do sistema.
Pode-se afirmar que estão corretos, apenas:
Analise os itens a seguir sobre as diferenças entre o SSD e o HDD:
I. O SSD possui partes móveis, enquanto o HDD não.
II. O SSD é mais rápido que o HDD.
III. O SSD não tem capacidade superior a 1 TB.
IV. O SSD é mais caro que o HDD.
Pode-se afirmar que estão corretos, apenas:
Em tempos de colapso, uma rede de luta ancestral
40 anos depois da Aliança dos Povos da Floresta, nossos corpos, saberes e cantos se unem novamente, agora pela justiça climática e pela diversidade.
Em 1984, eles e elas chegaram de vários caminhos. Porongas alumiando os varadouros, canoas riscando os rios, maracas ecoando e vozes se confluindo. Do encontro entre diferentes povos, nasceu a Aliança dos Povos da Floresta, que ecoou até Brasília e ajudou a inscrever na Constituição o artigo 231, que garante o direito à terra, às reservas extrativistas e ao modo de vida dos povos tradicionais. Nós somos frutos daquela semente.
Se você parar para pensar, 40 anos passam rápido. É quase o tempo de vida de um jacaré. É o tempo de uma criança nascer, crescer e, no meio do caminho, já carregar um filho na tipoia. É o tempo de uma mangueira dar frutos ano após ano até sombrear uma casa inteira. Mas também passam devagar, porque nesse meio-tempo vimos muita coisa ser devastada. Se parte da floresta ainda está de pé, é porque houve quem a segurasse.
Não é mais possível falar em futuro distante. As consequências já estão aqui. Rios estão virando leitos secos, frutas não caem mais na água e secam no chão. Sem a fruta, o peixe perde alimento. Sem o alimento, o peixe desaprende a nadar. E, quando o peixe desaprende a nadar, o rio desaprende a correr. Por isso, hoje, quatro décadas depois, nós, jovens descendentes desse legado, lançamos o Manifesto Aliança dos Povos pelo Clima - ou, em mebêngôkre, língua falada pelo povo Kayapó: "Me bik prõj kam, me aminejê kabem".
Nossos nomes carregam a continuidade, mas também a urgência do agora. A nova Aliança nasce diversa: indígenas, quilombolas, extrativistas, ribeirinhos, beiradeiros, pescadores artesanais. Cada um com sua voz, cada território com sua força. Juntos, levantamos o corpo coletivo que protege os biomas. A floresta fala através de nós.
O desafio agora é global. O colapso do clima que atinge nossas florestas alcança também o resto do planeta. Tudo está interligado. E são os nossos povos que sentem primeiro, no corpo, as maiores perdas. Sentimos a seca, a fumaça, a perda da roça, a morte dos rios. Não aceitamos mais o silêncio.
Aos educadores, pensadores, ativistas, jornalistas, artistas e todos que leem este artigo: abram espaço para nossas vozes, como este importante jornal do país faz agora. Assim como escolhemos publicar um trecho desse artigo em mebêngôkre, saibam que muitos dos nossos saberes que protegem a vida ainda não foram traduzidos e estão prontos para serem compartilhados. Nossa resposta é política, cultural e espiritual, escrita com palavras, mas também com cantos, rituais e memória.
Dessa forma, afirmamos que esta Aliança dos Povos pelo Clima é um chamado à união entre povos, territórios e saberes para defender os modos de vida que nos mantêm vivos neste planeta. Um pacto pela justiça climática, pela diversidade e pela dignidade ecológica.
(Texto de Angélica Mendes. Matsi Waura Txucarramãe. Silvia Rocha. Sara Lima. Disponível em https://www1.folha.uol. com.br/opiniao/2025/09/em-tempos de-colapso-uma-rede-deluta-ancestral.shtml, acesso em 11 de setembro de 2025. [texto adaptado])
Em tempos de colapso, uma rede de luta ancestral
40 anos depois da Aliança dos Povos da Floresta, nossos corpos, saberes e cantos se unem novamente, agora pela justiça climática e pela diversidade.
Em 1984, eles e elas chegaram de vários caminhos. Porongas alumiando os varadouros, canoas riscando os rios, maracas ecoando e vozes se confluindo. Do encontro entre diferentes povos, nasceu a Aliança dos Povos da Floresta, que ecoou até Brasília e ajudou a inscrever na Constituição o artigo 231, que garante o direito à terra, às reservas extrativistas e ao modo de vida dos povos tradicionais. Nós somos frutos daquela semente.
Se você parar para pensar, 40 anos passam rápido. É quase o tempo de vida de um jacaré. É o tempo de uma criança nascer, crescer e, no meio do caminho, já carregar um filho na tipoia. É o tempo de uma mangueira dar frutos ano após ano até sombrear uma casa inteira. Mas também passam devagar, porque nesse meio-tempo vimos muita coisa ser devastada. Se parte da floresta ainda está de pé, é porque houve quem a segurasse.
Não é mais possível falar em futuro distante. As consequências já estão aqui. Rios estão virando leitos secos, frutas não caem mais na água e secam no chão. Sem a fruta, o peixe perde alimento. Sem o alimento, o peixe desaprende a nadar. E, quando o peixe desaprende a nadar, o rio desaprende a correr. Por isso, hoje, quatro décadas depois, nós, jovens descendentes desse legado, lançamos o Manifesto Aliança dos Povos pelo Clima - ou, em mebêngôkre, língua falada pelo povo Kayapó: "Me bik prõj kam, me aminejê kabem".
Nossos nomes carregam a continuidade, mas também a urgência do agora. A nova Aliança nasce diversa: indígenas, quilombolas, extrativistas, ribeirinhos, beiradeiros, pescadores artesanais. Cada um com sua voz, cada território com sua força. Juntos, levantamos o corpo coletivo que protege os biomas. A floresta fala através de nós.
O desafio agora é global. O colapso do clima que atinge nossas florestas alcança também o resto do planeta. Tudo está interligado. E são os nossos povos que sentem primeiro, no corpo, as maiores perdas. Sentimos a seca, a fumaça, a perda da roça, a morte dos rios. Não aceitamos mais o silêncio.
Aos educadores, pensadores, ativistas, jornalistas, artistas e todos que leem este artigo: abram espaço para nossas vozes, como este importante jornal do país faz agora. Assim como escolhemos publicar um trecho desse artigo em mebêngôkre, saibam que muitos dos nossos saberes que protegem a vida ainda não foram traduzidos e estão prontos para serem compartilhados. Nossa resposta é política, cultural e espiritual, escrita com palavras, mas também com cantos, rituais e memória.
Dessa forma, afirmamos que esta Aliança dos Povos pelo Clima é um chamado à união entre povos, territórios e saberes para defender os modos de vida que nos mantêm vivos neste planeta. Um pacto pela justiça climática, pela diversidade e pela dignidade ecológica.
(Texto de Angélica Mendes. Matsi Waura Txucarramãe. Silvia Rocha. Sara Lima. Disponível em https://www1.folha.uol. com.br/opiniao/2025/09/em-tempos de-colapso-uma-rede-deluta-ancestral.shtml, acesso em 11 de setembro de 2025. [texto adaptado])