Questões de Concurso Para fumarc

Foram encontradas 13.082 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q1631302 Português
Quantos amigos seus estão na cracolândia?
                       
                                               Antônio Prata

    Carl Hart é psicólogo, psiquiatra e foi o primeiro negro a alcançar o posto de professor titular de neurociências na Universidade de Columbia, em Nova York. Em 2015, Hart veio ao Brasil divulgar seus estudos sobre drogas e vício. Numa entrevista ao Drauzio Varella, falou sobre sua pesquisa com ratos e macacos, em laboratório. Quando se coloca um animal sozinho numa jaula, capaz de acionar uma alavanca e receber uma dose de cocaína ou meta-anfetamina na veia, o bicho acionará a alavanca até morrer. Quando, porém, há mais estímulos na jaula, além da alavanca, como um outro animal sexualmente ativo, uma rodinha (no caso dos ratos) ou doces, as cobaias sobrevivem.
    Extrapolando seus insights para humanos, o que Hart prega é que não adianta combater o vício sem apresentar alternativas à droga. A cracolândia, ele insistiu em entrevistas e palestras, por aqui, não pode ser pensada pela perspectiva do vício sem ser pensada antes pela perspectiva da miséria.
    Imagine que você é um mendigo viciado em crack. Seus pertences são uma calça esfarrapada, uma camiseta imunda, um par de Havaianas, um isqueiro. Você se lembra vagamente de ter tido metade de um pente, num passado não muito distante, mas não sabe onde foi parar. Sua existência se resume a pedir dinheiro no farol e a fumar crack. Nos minutos que duram a viagem, você se esquece de tudo. O resto do tempo é o inferno.
    Um belo dia você decide parar com o crack. Você luta, faz um esforço sobre-humano e depois de meses está curado. Você deita sob uma marquise na rua Helvétia, apoia a cabeça num paralelepípedo, dá um gole numa poça d'água e pensa: agora eu sou um mendigo saudável! Pensa no futuro. Posso arrumar um trapo para limpar os vidros dos carros, no farol. Quem sabe, vender Suflair? Se me esforçar bastante, consigo um carrinho e um cachorro, virarei catador. Talvez você seja uma pessoa mais solar do que eu, mas devo admitir que, se estivesse naquela situação, escolheria o crack. Ficaria na minha jaula acionando a alavanca até morrer. 
    É verdade que muitas das pessoas que estão na cracolândia chegaram à mendicância por causa da droga, mas não vieram de muito longe. A maioria, segundo censo da prefeitura, não completou o ensino fundamental. São pobres, negros e pardos. Quando aparece alguém de fora desse estrato é um espanto, como foi a suspeita de que o irmão da Suzane Richthofen era viciado. Claro que parte da comoção com a notícia tem a ver com a tragédia daquele garoto. Mas uma parte do susto é: meu Deus, um loiro na cracolândia! Um descendente de alemães! Que estudou em escola particular!
    Quantas pessoas do seu círculo consomem álcool regularmente? E maconha? Aposto que você conhece pessoas profissionalmente ativas e bem-sucedidas que consomem cocaína. E crack? Quantos viciados em crack há na sua família, na sua turma de escola, dormindo no chão, na praça Princesa Isabel? Princesa Isabel, veja só. 
    Em 2015, Carl Hart, negro, com dreads, foi barrado na entrada de um hotel, em São Paulo. Questionado a respeito, disse não entender por que as pessoas estavam tão chocadas por ele ter sido barrado no hotel, mas não se chocavam com o fato de não haver um só negro no público de suas palestras.
    Infelizmente, entre nós, o choque mais comum diante da desigualdade é a tropa.
Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/antonioprata/2017/06/1890076-quantos-amigosseus-estao-na-cracolandia.shtml Acesso em: 30 set. 2017.    
    
    
Percebe-se o tom irônico do locutor do texto em:
Alternativas
Q1631301 Português
Quantos amigos seus estão na cracolândia?
                       
                                               Antônio Prata

    Carl Hart é psicólogo, psiquiatra e foi o primeiro negro a alcançar o posto de professor titular de neurociências na Universidade de Columbia, em Nova York. Em 2015, Hart veio ao Brasil divulgar seus estudos sobre drogas e vício. Numa entrevista ao Drauzio Varella, falou sobre sua pesquisa com ratos e macacos, em laboratório. Quando se coloca um animal sozinho numa jaula, capaz de acionar uma alavanca e receber uma dose de cocaína ou meta-anfetamina na veia, o bicho acionará a alavanca até morrer. Quando, porém, há mais estímulos na jaula, além da alavanca, como um outro animal sexualmente ativo, uma rodinha (no caso dos ratos) ou doces, as cobaias sobrevivem.
    Extrapolando seus insights para humanos, o que Hart prega é que não adianta combater o vício sem apresentar alternativas à droga. A cracolândia, ele insistiu em entrevistas e palestras, por aqui, não pode ser pensada pela perspectiva do vício sem ser pensada antes pela perspectiva da miséria.
    Imagine que você é um mendigo viciado em crack. Seus pertences são uma calça esfarrapada, uma camiseta imunda, um par de Havaianas, um isqueiro. Você se lembra vagamente de ter tido metade de um pente, num passado não muito distante, mas não sabe onde foi parar. Sua existência se resume a pedir dinheiro no farol e a fumar crack. Nos minutos que duram a viagem, você se esquece de tudo. O resto do tempo é o inferno.
    Um belo dia você decide parar com o crack. Você luta, faz um esforço sobre-humano e depois de meses está curado. Você deita sob uma marquise na rua Helvétia, apoia a cabeça num paralelepípedo, dá um gole numa poça d'água e pensa: agora eu sou um mendigo saudável! Pensa no futuro. Posso arrumar um trapo para limpar os vidros dos carros, no farol. Quem sabe, vender Suflair? Se me esforçar bastante, consigo um carrinho e um cachorro, virarei catador. Talvez você seja uma pessoa mais solar do que eu, mas devo admitir que, se estivesse naquela situação, escolheria o crack. Ficaria na minha jaula acionando a alavanca até morrer. 
    É verdade que muitas das pessoas que estão na cracolândia chegaram à mendicância por causa da droga, mas não vieram de muito longe. A maioria, segundo censo da prefeitura, não completou o ensino fundamental. São pobres, negros e pardos. Quando aparece alguém de fora desse estrato é um espanto, como foi a suspeita de que o irmão da Suzane Richthofen era viciado. Claro que parte da comoção com a notícia tem a ver com a tragédia daquele garoto. Mas uma parte do susto é: meu Deus, um loiro na cracolândia! Um descendente de alemães! Que estudou em escola particular!
    Quantas pessoas do seu círculo consomem álcool regularmente? E maconha? Aposto que você conhece pessoas profissionalmente ativas e bem-sucedidas que consomem cocaína. E crack? Quantos viciados em crack há na sua família, na sua turma de escola, dormindo no chão, na praça Princesa Isabel? Princesa Isabel, veja só. 
    Em 2015, Carl Hart, negro, com dreads, foi barrado na entrada de um hotel, em São Paulo. Questionado a respeito, disse não entender por que as pessoas estavam tão chocadas por ele ter sido barrado no hotel, mas não se chocavam com o fato de não haver um só negro no público de suas palestras.
    Infelizmente, entre nós, o choque mais comum diante da desigualdade é a tropa.
Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/antonioprata/2017/06/1890076-quantos-amigosseus-estao-na-cracolandia.shtml Acesso em: 30 set. 2017.    
    
    
Sobre a constituição do texto, é correto afirmar, EXCETO:
Alternativas
Q1631300 Português
Quantos amigos seus estão na cracolândia?
                       
                                               Antônio Prata

    Carl Hart é psicólogo, psiquiatra e foi o primeiro negro a alcançar o posto de professor titular de neurociências na Universidade de Columbia, em Nova York. Em 2015, Hart veio ao Brasil divulgar seus estudos sobre drogas e vício. Numa entrevista ao Drauzio Varella, falou sobre sua pesquisa com ratos e macacos, em laboratório. Quando se coloca um animal sozinho numa jaula, capaz de acionar uma alavanca e receber uma dose de cocaína ou meta-anfetamina na veia, o bicho acionará a alavanca até morrer. Quando, porém, há mais estímulos na jaula, além da alavanca, como um outro animal sexualmente ativo, uma rodinha (no caso dos ratos) ou doces, as cobaias sobrevivem.
    Extrapolando seus insights para humanos, o que Hart prega é que não adianta combater o vício sem apresentar alternativas à droga. A cracolândia, ele insistiu em entrevistas e palestras, por aqui, não pode ser pensada pela perspectiva do vício sem ser pensada antes pela perspectiva da miséria.
    Imagine que você é um mendigo viciado em crack. Seus pertences são uma calça esfarrapada, uma camiseta imunda, um par de Havaianas, um isqueiro. Você se lembra vagamente de ter tido metade de um pente, num passado não muito distante, mas não sabe onde foi parar. Sua existência se resume a pedir dinheiro no farol e a fumar crack. Nos minutos que duram a viagem, você se esquece de tudo. O resto do tempo é o inferno.
    Um belo dia você decide parar com o crack. Você luta, faz um esforço sobre-humano e depois de meses está curado. Você deita sob uma marquise na rua Helvétia, apoia a cabeça num paralelepípedo, dá um gole numa poça d'água e pensa: agora eu sou um mendigo saudável! Pensa no futuro. Posso arrumar um trapo para limpar os vidros dos carros, no farol. Quem sabe, vender Suflair? Se me esforçar bastante, consigo um carrinho e um cachorro, virarei catador. Talvez você seja uma pessoa mais solar do que eu, mas devo admitir que, se estivesse naquela situação, escolheria o crack. Ficaria na minha jaula acionando a alavanca até morrer. 
    É verdade que muitas das pessoas que estão na cracolândia chegaram à mendicância por causa da droga, mas não vieram de muito longe. A maioria, segundo censo da prefeitura, não completou o ensino fundamental. São pobres, negros e pardos. Quando aparece alguém de fora desse estrato é um espanto, como foi a suspeita de que o irmão da Suzane Richthofen era viciado. Claro que parte da comoção com a notícia tem a ver com a tragédia daquele garoto. Mas uma parte do susto é: meu Deus, um loiro na cracolândia! Um descendente de alemães! Que estudou em escola particular!
    Quantas pessoas do seu círculo consomem álcool regularmente? E maconha? Aposto que você conhece pessoas profissionalmente ativas e bem-sucedidas que consomem cocaína. E crack? Quantos viciados em crack há na sua família, na sua turma de escola, dormindo no chão, na praça Princesa Isabel? Princesa Isabel, veja só. 
    Em 2015, Carl Hart, negro, com dreads, foi barrado na entrada de um hotel, em São Paulo. Questionado a respeito, disse não entender por que as pessoas estavam tão chocadas por ele ter sido barrado no hotel, mas não se chocavam com o fato de não haver um só negro no público de suas palestras.
    Infelizmente, entre nós, o choque mais comum diante da desigualdade é a tropa.
Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/antonioprata/2017/06/1890076-quantos-amigosseus-estao-na-cracolandia.shtml Acesso em: 30 set. 2017.    
    
    
O propósito do texto é
Alternativas
Q1335011 Matemática
Sobre as diagonais de polígonos, é INCORRETO afirmar:
Alternativas
Q1335010 Matemática

Uma praça tem a forma de um setor circular de raio 24 m e 120º, como mostra a figura.


Imagem associada para resolução da questão

Todas as manhãs, João dá 10 voltas em torno dessa praça. A distância percorrida por João é de, aproximadamente,
Alternativas
Q1335009 Matemática
As circunferências da figura abaixo são tangentes entre si. Os pontos A e B são pontos de tangência dessa circunferência com a reta AB.
Imagem associada para resolução da questão

Nesse caso, a distância do ponto A até o ponto B é de
Alternativas
Q1335008 Matemática

Analise a figura a seguir:


Imagem associada para resolução da questão

Essa figura corresponde à construção do gráfico da inequação
Alternativas
Q1335007 Matemática
Uma caixa será montada com um quadrado de papelão de lado medindo x. Para isso, será recortado um quadrado de lado 5 cm de cada um de seus cantos, como mostra a figura a seguir:
Imagem associada para resolução da questão

A lei da função que fornece a área A restante após o recorte (região escura na figura), em função do tamanho do lado x, é
Alternativas
Q1335006 Matemática

Em cada quadro está representado um par de triângulos


Imagem associada para resolução da questão


São semelhantes apenas os triângulos
Alternativas
Q1335005 Matemática
Fernanda e Luíza tinham, juntas, R$ 720,00. Em um passeio, Fernanda comprou uma maquiagem que custou 2/5 de seu dinheiro e Luíza gastou 1/4 do que possuía na loja de doces. Ao conferirem o dinheiro, perceberam que ambas ficaram com quantias iguais. Luíza tinha a quantia de
Alternativas
Q1335004 Matemática
Um advogado, contratado por Thiago, consegue receber 4/5 de uma causa avaliada em R$ 400.000,00 e cobra 3/8 da quantia recebida, a título de honorários. A quantia, em reais, que Thiago receberá, descontada a parte do advogado, será de
Alternativas
Q1335003 Matemática
Se N é o número que resulta do cálculo de 223 . 5 13, quantos algarismos iguais a zero tem N?
Alternativas
Q1335002 Matemática
O valor da expressão numérica 10 + √(-6)2 / 3√-64 é
Alternativas
Q1329321 Educação Física
Sobre o processo de avaliação em Educação Física, é correto afirmar, EXCETO:
Alternativas
Q1329320 Educação Física
No cenário histórico da Educação Física, Jogos e Brincadeiras, de uma forma ou de outra, sempre estiveram presentes nas suas aulas. Mas esta presença esteve ligada quase que exclusivamente ao praticar esses jogos. Hoje, é fundamental que eles sejam tratados nas diferentes dimensões do conteúdo que estão destacadas na coluna da esquerda. Associe essas dimensões às habilidades citadas na 2ª coluna:
Imagem associada para resolução da questão

A sequência CORRETA, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q1329319 Educação Física
A dança enquanto conteúdo de aprendizagem em aulas de Educação Física deve desenvolver, nos alunos, diferentes habilidades. As assertivas abaixo destacam algumas dessas habilidades. Assinale a afirmativa considerada INCORRETA:
Alternativas
Q1329318 Educação Física
O reconhecimento do esporte como um fenômeno social contemporâneo estimula reflexões sobre o seu tratamento como um conteúdo curricular escolar. Nesse sentido, na atualidade, diferentes estudos têm mostrado a importância de os alunos não só explorarem, vivenciarem e experimentarem o maior número possível de jogos, mas, também, de aprenderem o que está antes, por trás e além do jogo. Assim, nas aulas de Educação Física devem ser tratadas as seguintes visões de esporte, EXCETO:
Alternativas
Q1329317 Educação Física
O estudo e a vivência da Ginástica envolvem o conhecimento entre as diferentes formas de exercitar e conhecer o próprio corpo. Por isso, ela deve ser problematizada e vivenciada nas aulas de Educação Física. Na 1ª coluna estão destacados alguns tópicos que podem ser tratados no eixo temático. Associe as habilidades esperadas da 2ª coluna com os referidos tópicos.

1 Importância da Ginástica e dos exercícios físicos na vida dos sujeitos       ( ) Identificar a influência da mídia na prática das atividades físicas
2 Cuidados durante a prática de atividade física: hidratação,                           ( ) Vivenciar diferentes movimentos ginásticos  vestuário, alimentação, dentre outros 
3 A padronização dos gestos nas atividades físicas                                       ( ) Compreender como hábitos alimentares saudáveis contribuem,                                                                                                                                 juntamente com a prática de atividade física, para a melhoria                                                                                                                                da saúde dos sujeitos 
4 Características e fundamentos da Ginástica Geral,                                         ( ) Identificar as alterações orgânicas que                         Ginástica de Solo e Movimentos Acrobáticos.                                                 ocorrem no corpo durante e depois da atividade física

A sequência CORRETA, de cima para baixo, é: 
Alternativas
Q1329316 Educação Física
Pensar a Educação Física como componente curricular é pensar que ela possui uma especificidade de conhecimentos a serem ensinados e aprendidos na escola. Bracht (1997), analisando o objeto da Educação Física, explicita as seguintes possibilidades:
I. Atividade física esportiva – defende o desenvolvimento de aptidões físicas, tendo como matriz as ciências biológicas, sem considerar a influência histórica e social. II. Movimento humano – considera o movimento humano como objeto graças à absorção do discurso da aprendizagem motora, do desenvolvimento motor e da psicomotricidade. III. A cultura corporal de movimento – o movimentar-se é entendido como uma forma de comunicação com o mundo, como uma forma de linguagem.

Estão CORRETAS as proposições:
Alternativas
Q1329315 Educação Física
Dentre os objetivos da Educação Física escolar voltados a uma educação para um estilo de vida ativo, é INCORRETO o que se encontra em:
Alternativas
Respostas
7701: C
7702: D
7703: C
7704: D
7705: A
7706: B
7707: A
7708: D
7709: C
7710: C
7711: B
7712: B
7713: C
7714: A
7715: B
7716: C
7717: D
7718: C
7719: D
7720: A