Questões de Concurso
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responder a elas.
Existe um diagnóstico sobre a interface entre energia, meio ambiente e sociedade?
Claudio J. D. Sales
02 O desafio de formuladores de políticas públicas e de empreendedores é acabar com a frase “uma minoria precisa se sacrificar para beneficiar a maioria”. Muito fácil dizer isso quando se está do lado da maioria.
03 É urgente um debate objetivo e despolitizado sobre como tem evoluído o respeito às populações no entorno dos empreendimentos de geração de eletricidade. Afinal, quais são os mecanismos legais e os programas que têm sido implantados para amenizar o inevitável “sentimento de perda” das comunidades, que precisam rever seus costumes e valores em prazos muito curtos?
04 A história da eletricidade no Brasil tem 125 anos. Começa em 1883, com a pequena usina hidrelétrica de Ribeirão do Inferno, com 0,5 MW de potência, no município mineiro de Diamantina. Na ocasião, foram indenizados apenas os proprietários de terras inundadas pela barragem. Foi assim por 100 anos.
05 Em 1983, com uma enchente extraordinária do rio Paraná, a CESP (Centrais Elétricas de São Paulo) reassentou as primeiras famílias não proprietárias de terra: posseiros, meeiros e arrendatários. A agenda do setor passa, então, a incorporar um olhar mais amplo sobre modos de vida, de produção
e de geração de renda.
06 Nosso País requer, todos os anos, cerca de 3.000 MW médios adicionais para atender ao crescimento de sua economia. A construção de novas usinas traz consigo coisas boas. As mais visíveis são novos postos de trabalho e o aumento de arrecadação de impostos para municípios, estados e a União, que podem usar esses recursos para saúde, educação e segurança.
07 É fácil visualizar os benefícios para a maioria. Mas e a minoria? O que acontece com as comunidades locais, em termos concretos, no curto e no longo prazo? A vida dessas pessoas melhora ou piora?
08 Estima-se que foram remanejadas 200 mil famílias devido à construção de usinas. E desde 1983, quando foram remanejadas as primeiras famílias, a preocupação com os impactos sociais dos empreendimentos cresceu. Essa evolução foi provocada ora pelo poder público, ora pelos empreendedores, estatais ou privados.
09 A voz da população tem sido formalmente ouvida. O Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) estabeleceu, na década de 80, a necessidade de submeter os estudos de impacto ambiental a audiências públicas. Também com o objetivo de dar transparência ao processo foi criado o Foro de Negociação onde, sob coordenação do Ibama, lideranças locais, Ministério Público, governo federal e
empreendedores buscam soluções de consenso para o remanejamento da população.
10 Mas só um novo pedaço de chão não resolve o problema das famílias. Além de terra e orientação técnica, era preciso acesso a crédito rural para o desenvolvimento adequado da atividade agrícola. Com baixas taxas de juros e seguro contra perda da safra, a partir de 1998 as famílias que moram em reassentamentos passam a ter acesso aos recursos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que permitiu o aumento da produção e da renda familiar.
11 A evolução continua. Em 2006, uma iniciativa pioneira no Sul do País coloca à disposição da região da usina um Fundo de Desenvolvimento Rural. Com o apoio de técnicos do Sebrae, recursos dos empreendedores financiam projetos para agregar valor aos produtos agrícolas, aumentando a renda das famílias da região dos empreendimentos. É um belo projeto, que prevê que as amortizações dos financiamentos retornem ao próprio fundo para financiar novos projetos, criando um ciclo autossustentado que viabiliza a permanência desses produtores no campo, em atividades que fazem parte da realidade local.
12 Embora haja relevantes avanços, é fundamental aprimorar e fortalecer os mecanismos legais e de comunicação com as comunidades. Ouvir as pessoas e seus anseios, tratando-as como indivíduos e não como estatísticas, diminui a ansiedade e os temores que as mudanças trazem.
13 O mais importante no processo de realocação das famílias é o respeito aos valores individuais e coletivos para que seja possível a construção de um diálogo aberto e direto, sem intermediários, entre comunidades e empreendedores. Esse é o caminho para demolir as fronteiras entre “maiorias” e
“minorias” e para que todos passem a enxergar esses empreendimentos como oportunidades de transformação e inclusão social.
(Adaptado de:
Qual é a conduta adequada?
I. Criança de 8 anos apresentando redução de encontro consonantal.
II. Homem de 18 anos com ceceio lateral em mordida aberta anterior.
III. Criança de 3 anos com omissão de líquida não-lateral.
Assinale a alternativa que está em desacordo com esse Compromisso.
São afirmativas verdadeiras sobre o tratamento acima, EXCETO:
PORQUE
O capitalismo como sistema não tem solução para a crise ecológica, porque medidas de efeito refletem-se na redução dos lucros e da acumulação de riquezas.
Assinale:
I. Ao acionar o menu “Tabela” “Dividir tabela” é ativada uma janela que permite ao usuário informar o número de colunas e linhas para que a célula da tabela na qual o cursor estiver posicionado seja dividida.
II. Ao acionar o menu de contexto “Excluir células...” dentro da célula de uma tabela, o usuário pode, dentre outras opções, excluir uma coluna inteira da tabela.
III. Ao acionar o menu de contexto “Inserir tabela...” dentro da célula de uma tabela, é acionada uma janela que permite ao usuário inserir uma nova tabela dentro da célula que estiver selecionada.
São VERDADEIRAS as afirmativas:
A conduta mais adequada é:
1. Esportes olímpicos.
2. Artes marciais.
3. Esportes de aventura.
4. Esportes de identidade cultural.
( ) A luta contra as possibilidades de morte.
( ) Compõem a programação das olimpíadas.
( ) Desenvolvidas em épocas antigas em templos e feudos orientais.
( ) O judô, no Japão, o Críquete, na Inglaterra e a Capoeira, no Brasil.
Assinale a opção que apresenta a sequência CORRETA, de cima para baixo:
Era uma linda e calorosa tarde em Governador Valadares. Os pássaros voavam alto buscando talvez um pouco de ar fresco nas altitudes longínquas do céu. A atmosfera clara de uma luz vívida convidava os voadores a escalar as poucas nuvens que se mostravam como garatujas sólidas em contornos de animais ou objetos que, bastava parar para se observar um pouquinho para adivinhar que bicho era. E o convite não deixava de ser aceito pelos voanautas. Vinham de todos os lugares, de toda parte do Brasil e até do estrangeiro, para apreciar o propício clima quente, no qual se forma bolsões de ar permitindo as asas deltas, os para-drives e outros mecanismos a se suspenderem e a manterem-se longe do solo por um bom tempo.
Ah! Longe já se fora o sonho de Ícaro. O sonho de bater asas como os pássaros. Pudera ele ver hoje como os seus semelhantes tornaram-se espertos, aliando-se à natureza para utilizar desta a força, para sobrevoarem as cidades. Ah! Agora é possível sobrevoar os lugares encantados por onde outrora provavelmente viveram os Deuses. Voar sem bater asas, isso Ícaro nem sonhava.
E lá estava a rapaziada nos ares. Seres superiores a Ícaro. Altaneiros e capazes, confiantes no seu poder de domar os ventos. Todo-poderosos nos seus pensamentos. Coitados. Nem imaginavam a sua pequeneza. Tais qual Ícaro, estavam praticamente cegos e por quê? Do alto, de muito distante, de muito distante mesmo, de fora da atmosfera, ou melhor, lá do espaço sideral, olhos de fato espertos, há bastante tempo observavam-nos na sua trajetória por sobre o pico maior do Ibituruna. Em idas e vindas subidas e descidas, equilíbrio ou quedas. Eles tinham interesse em aprender também a voar por aqui, no nosso planeta Terra. Melhor, tinham interesse em desenvolver esse tipo de voo, sem dispêndio de energia propulsora, o que ajudaria em muito no desenvolvimento das suas tecnologias avançadas de domínio do espaço maior.
Aí então, quando caía a noite e os terráqueos voadores desciam a montanha lá chegavam eles, em noite sem luar. Com seus objetos leves e acinzentados. Sem nenhum tipo de iluminação para não serem, de forma alguma, observados por quem estivesse em baixo. Primeiro chegava o guardião do sono. Ele vinha voando com asas próprias num voo vertical de alta velocidade e só usava o seu sistema de freio (devia ser alguma coisa tipo pára-quedas de alta eficiência) e pousava do lado de fora da cerca da Torre de Telecomunicações. Sem pestanejar, ele pousava e parecia que se quebrava de imediato, emitindo um alto e seco estalo de ossos, numa posição como se estivesse ajoelhado com um joelho só. Vamos dizer que é como se estivesse rezando e com os braços semilevantados e as extremidades dos membros superiores também eram em número de dois, apontando para cima. Nessa posição ele emitia com seu pensamento uma forte onda de sono que fazia adormecer os dois técnicos que operavam a torre, assim como qualquer ser, homem ou animal que estivesse num raio de uns trezentos metros da redondeza.
Nesta posição ele permaneceria imobilíssimo, enquanto todo o treinamento fosse durar. Daí a pouco então começavam a chegar. Vinham em pequenas embarcações que comportavam cada uma, dois ou três tripulantes. Eram realmente muito leves e alinhadamente se projetavam na trajetória onde durante o dia haviam se projetado os asas deltas e os para-drives. Ah! Era um voo leve e bonito de se ver, se pudessem ser vistos. Aí treinaram noites e noites, anos e anos a fio, sem nenhuma possibilidade de serem descobertos pelos terráqueos.
Muitos e muitos anos se passaram. Muitos e muitos treinos foram realizados com essas embarcações, até que chegou o grande dia, o dia do teste final que seria realizado com a nave grande, que por sua vez vinha sendo preparada também há muito tempo, com as informações obtidas das experiências dos pequenos voadores. Neste dia eles tiveram bastante trabalho. Escolheram um momento propício para a prova, uma noite de chuva torrencial de uma segunda-feira, após a meia noite, quando poucas pessoas aventuram-se a andar ou até mesmo a dirigir carros pelas ruas. Olha que em Governador Valadares, quando chove, cai até canivetes!
Nenhum dos moradores da cidade gosta de ficar zanzando pela rua num dia de chuva assim, ainda mais se é uma segunda feira. Por isso os ET's escolheram um dia como esse. Chegou pontual o guardião do sono. Quebrou as asas com o seco estalo de ossos postando-se imóvel de joelhos e, com o seu poder adormeceu os técnicos da telecomunicação e também os bois que já bem cedo ruminavam por perto.
Atrás dele foram chegando pequenos objetos que não acabava mais. Eles se perfilavam num equilíbrio de retilinidade espantosa, entre o solo e o ar. Os tripulantes se deslizaram de dentro das pequenas naves e vinham a se posicionar a uns cem metros abaixo do pico maior e foram formando um semicírculo na montanha e num determinado momento, coisa muito surpreendente aconteceu, eles, de uma só vez, provocaram aquele enorme estalo, todos juntos, como se fosse um cemitério inteiro de ossos se quebrando e, num só tempo, postaram-se imóveis, de joelhos, todo o exército. Naquela majestosa posição de fieis guardiões, com as mãos estiradas para frente e a atenção voltada para a cidade.
Dentro de poucos minutos toda a cidade adormecia profundamente, inclusive os gatos pingados que perambulavam pelas ruas a pé ou de carro, estes últimos encostavam-se à calçada ou nos postos de gasolina para tirarem um inexplicável cochilo. Aí foi que a coisa começou a acontecer de fato. A grande nave se aproximou com suas luzes multicoloridas e seu ronco musicado que encantaria a qualquer ser vivente que pudesse ter visto e ouvido.
Infelizmente não houve mesmo mais ninguém que tenha visto, pois não sobrou mais ninguém que, em normal situação pudesse ter se livrado do processo hipnótico. Mesmo aqueles que porventura adormeceram na rua não tiveram noção exata do que havia acontecido após despertarem, pois acordaram tontos muito tontos e não discerniam nada daqueles sonhos estranhos que tiveram, na verdade provocados pelo efeito da hipnose.
No outro dia Valadares estava tão quente que achavam que até ao meio dia todos iriam morrer cozidos. Muitos e muitos se deslocaram para as margens do Rio Doce para banharem-se nas suas águas terrosas. Porém ninguém sabia o porquê de tanto calor, ninguém sabia o porquê de tanta sonolência, ninguém sabia de nave nenhuma e muito menos de ET ́s. E os ET's também não compreenderam nada. Os guardiões do sono e suas respectivas asas-deltas ou para-drives à moda deles já haviam se recolhido, obedecendo à ordem telepática dada. Colocaram a nave no ar, seguindo exatamente o caminho por onde voavam os terráqueos, porém os controles, sem nenhuma explicação, pararam de obedecer. Os pilotos meio estonteados pelo descomunal calor que começou a fazer nesta madrugada, não obstante antes ter chovido muito, perderam completamente o controle do seu veículo que já voava numa velocidade estupenda.
Perdido o efeito de anulação da força gravitacional, a nave foi de encontro ao solo de terra fofa e vermelha, levantando um quilômetro de pó, e ali se afundou no impacto surpreendente, deslizando-se e alastrando-se sob a terra macia por mais de um quilômetro vindo a parar exatamente onde, num futuro próximo estaria sendo construído um atalho da rodovia MG-381.
Tenho comigo uma foto que, se bem observada, dá para se notar a saliência provocada pela calota dessa nau, que parece encontrar-se até hoje escondida no local e provavelmente destruída, a uma profundidade nem tão grande, cerca de trinta ou quarenta metros abaixo do solo.
Dá também para se observar na foto que a direção da rodovia, nesse trecho, é exatamente a direção do pico do Ibituruna, de onde os povos terrestres ou extraterrestres saltavam. Dizem que os tratores não obedeciam às tentativas de manobra dos operadores e impulsionados por força magnética ou ainda por influência residual das ordens mentais dos guardiões hipnotizadores, traçaram a estrada por cima do caminho que a nave percorreu e até hoje, se bem observado, vê-se no dorso de pedra do grande pico do Ibituruna um rastro de mais de quilômetro, gravado pelas energias caloríficas da descontrolada nave.
(Borges de Assis. Curitiba / PR. Publicado na Antologia de Contos Fantásticos - Volume 18 - Novembro de 2008; disponível em http://www.camarabrasileira.com/acol18-021.htm)
Atente para o fragmento abaixo para responder à questão.
”Nesta posição ele permaneceria, imobilíssimo, enquanto todo o treinamento fosse durar. Daí a pouco então começavam a chegar. Vinham em pequenas embarcações que comportavam cada uma, dois ou três tripulantes. Eram realmente muito leves e alinhadamente se projetavam na trajetória onde durante o dia haviam se projetado os asas deltas e os para-drives. Ah! Era um voo leve e bonito de se ver, se pudessem ser vistos. Aí treinaram noites e noites, anos e anos a fio, sem nenhuma possibilidade de serem descobertos pelos terráqueos.” (5º parágrafo)
Assinale a opção que traz afirmação INCORRETA sobre os itens destacados acima:
Qual é, neste caso, a principal hipótese diagnóstica?