Questões de Concurso
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Um museu recebeu recentemente um artefato arqueológico repatriado: uma ponta de flecha em pedra lascada, tecnologia utilizada para caça, pertencente à tradição Umbu, cultura que habitou a região sul do Brasil há aproximadamente treze mil anos. Trata-se de um bem cultural com valor museológico, de autoria desconhecida e sem datação precisa. O artefato passa agora a integrar o acervo da instituição, e o museólogo responsável foi incumbido de realizar seu registro documental e inseri-lo no sistema de gerenciamento do acervo.
Analise as afirmativas sobre os elementos descritivos que devem ser considerados para a identificação do bem cultural musealizado e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa.
( )O museólogo deve elaborar um resumo descritivo, informação obrigatória que sintetiza as características do objeto, neste caso lítico, e indique sua função original, ligada à caça.
( ) O museólogo pode criar um número de registro, informação facultativa que facilita seu trabalho na identificação individual, controle e organização do objeto dentro do acervo, que, neste caso, deve ser especializado em artefatos geológicos.
( ) O museólogo pode atribuir um título ao objeto, informação facultativa que consiste na denominação conferida pela instituição, já que, neste caso, o autor original da obra não pode ser identificado.
As afirmativas são, respectivamente,
Rui Barbosa e seu exemplário cívico andavam entregues as baratas? Seu automóvel, exposto no saguão da Caixa Econômica, está provocando a revivescência de sua glória. Quem ali vai para a exposição comemorativa do cinquentenário do falecimento do Conselheiro, ou apenas para tratar da vida, e dá de cara com o veículo, fica fascinado. O automóvel está vazio? Carece um pouco de imaginação para descobri-lo. Mas tudo está ali dentro. Aparentemente, os curiosos admiram um fóssil automobilístico, na inevitável comparação mental com os modelos de hoje. Não percebem que da contemplação passam a meditação interrogativa. Que espécie de homem seria este, que usara tal carro? Seria um monarca, um potentado do petróleo, um guerreiro prussiano, um sumo-sacerdote? Os objetos da exposição postos astuciosamente ao redor, encarregam-se de responder “não, senhor. Trata-se de um advogado militante”. O envolvimento do observador pela figura mítica opera-se através de dados desconcertantes. Fotos ampliadas mostram que era cercado de multidões, carta manuscrita do presidente Afonso Pena comunica a Rainha da Holanda seu apreço por ele, painéis mostram seus triunfos morais. O fato é que o basbaque, sem perceber, passa da contemplação do monstro de rodas para o conhecimento visual do fenômeno Rui, numa exposição que reúne o doméstico ao mundial e documenta a estranha mistura de grandeza e fragilidade de um destino humano.
Adaptado de: ANDRADE, Carlos Drummond de. “Rui e o carro n.833”. Jornal do Brasil, 15 de novembro de 1973, p. 5.
Com base na interpretação de Drummond sobre a exposição, assinale a opção que apresenta corretamente uma estratégia utilizada para atrair visitantes.
No Brasil, o exemplo mais contundente desse novo processo museológico se deu com a criação do Museu da Favela, na favela da Maré, cidade do Rio de Janeiro, fruto da reivindicação dos próprios moradores locais. Outro exemplo digno de registro, que revela a importância da necessidade de preservar nossa diversidade étnica e cultural no contexto de uma política museológica, é a criação de diversos museus em comunidades indígenas no Ceará.
Fonte: Legislação sobre museus [recurso eletrônico]. – 2. ed. – Brasília : Câmara dos Deputados, Edições Câmara, 2013, p. 14.
Com base na leitura, assinale a opção que apresenta corretamente a proposta dessas iniciativas museais.
As exposições de última geração, também denominadas como pentadimensionais ou como hipertextuais, têm a pretensão de dissolver os papéis de enunciador e enunciatário, pois, em sua estrutura, essas exposições vão além da participação ao introduzirem o elemento criação. Associada à interatividade está a possibilidade de o usuário redefinir a exibição. Isso não significa que as posições de enunciador e enunciatário se anulem, e sim que serão minimizadas as relações de poder de quem tem a iniciativa e de quem recebe a mensagem expositiva. A pentadimensionalidade é a soma das dimensões possíveis em uma exposição: a tridimensionalidade da cultura material e do espaço físico, a participação cognitiva como uma quarta, e a criatividade como a quinta dimensão. A hipertextualidade refere-se à estrutura conceitual dessas exposições que permite múltiplas conexões por parte do público. Ao fazer as suas escolhas e traçar o seu percurso, ele escreve o seu próprio discurso, é autor e enunciador. O museu, então, é enunciatário.
Adaptado de CURY, M. X.: Comunicação e pesquisa de recepção: uma perspectiva teórico-metodológica para os museus. História, Ciências, Saúde – Manguinhos, v. 12 (suplemento), 2005, pp. 368-369.
Considerando as perspectivas abordadas no trecho, assinale a opção que apresenta corretamente práticas de comunicação museológica voltadas ao público visitante.
Os membros da Mesa-Redonda sobre o papel dos museus na América Latina de hoje, analisando as apresentações dos animadores sobre os problemas do meio rural, do meio urbano, do desenvolvimento técnico-científico, e da educação permanente, tomaram consciência da importância desses problemas para o futuro da sociedade na América Latina. Pareceu-lhes necessário, para a solução destes problemas, que a comunidade entenda seus aspetos técnicos, sociais, económicos e políticos. Eles consideraram que a tomada de consciência pelos museus, da situação atual, e das diferentes soluções que se podem vislumbrar para melhorá-la, é uma condição essencial para sua integração à vida da sociedade. Desta maneira, consideraram que os museus podem e devem desempenhar um papel decisivo na educação da comunidade.
Fonte: Declaração da Mesa-Redonda de Santiago do Chile - ICOM, 1972.
Assinale a afirmativa que apresenta corretamente a resolução adotada pela Mesa-Redonda de Santiago do Chile -ICOM de 1972 sobre o papel dos museus na América Latina.
( ) Os termos preferidos ou escolhidos, também conhecidos como descritores, nomeiam um conceito que representa o objeto a ser catalogado e indexado.
( ) Os termos não preferidos são sinônimos ou quase-sinônimos dos termos preferidos e fazem parte do conjunto de remissivas a eles associadas.
( ) A fim de eliminar ambiguidades, como nos casos de homônimos, utilizam-se qualificadores ou elementos de contextualização inseridos logo após o termo.
As afirmativas são, respectivamente,
I. A internet amplia significativamente o acesso às ações museológicas, embora esse acesso permaneça limitado a um segmento específico da população.
II. O objeto museológico digital, derivado do físico ou criado digitalmente, adquire novo valor patrimonial, documental e histórico ao ser disponibilizado virtualmente.
III. As ações museológicas devem ser planejadas igualmente para usuários presenciais e virtuais, pois a função comunicativa dos objetos independe do formato de acesso.
Está correto o que se afirma em
Primeiramente, havia os objetos materiais. Depois, os museus, ocupando o centro do ramo de conhecimentos e práticas específicos que foi chamado de museologia. Entre alguns outros pensadores pioneiros, e talvez o mais proeminente deles, Zbynek Zbyslav Stránský (1926-2016) foi responsável pela primeira tentativa contemporânea de dar alguma estrutura à recémnascida disciplina da segunda metade do século XX.
Fonte: Brulon, Bruno. “Provocando a Museologia: o pensamento geminal de Zbynˇek Z. Stránský e a Escola de Brno”. Anais do Museu Paulista. v.25. n.1. 2017, p. 404.
Com base na leitura do trecho e com a concepção contemporânea da disciplina, é correto afirmar que a museologia:
A ideia de renovar o roteiro curatorial nasceu em 2013, após um diagnóstico que revelou os pontos fracos do museu: uma visão conservadora e parcial dos acontecimentos políticos e sociais, com pouca representação de mulheres, povos indígenas, regiões e movimentos sociais. Desde então, o museu tem se aberto ao debate público, convocando especialistas e intelectuais, líderes sociais e pessoas comuns para atender às demandas de uma nova narrativa histórica.
Adaptado de: https://www.latercera.com/culto/2019/12/21/ponce-leonlegitimacion-museo/
Com base na leitura do trecho, assinale a opção que indica corretamente a tendência museológica que influencia as renovações pelas quais o museu está passando.
Fonte: https://www.gov.br/iphan/pt-br/patrimonio-cultural/patrimonioarqueologico/diretrizes_preservacao_bens_arqueologicos_moveis.pdf
É correto afirmar que o processo de musealização dos bens arqueológicos móveis enfatiza o valor
O século XIX viveu dos museus; ainda vivemos deles e esquecemos que impuseram ao espectador uma relação totalmente nova com a obra de arte. Contribuíram para libertar da sua função as obras de arte que reuniam, para transformar em quadros até mesmo os retratos. O museu suprime de quase todos os retratos, quase todos os modelos, ao mesmo tempo que extirpa a função às obras de arte; mas apenas imagens de coisas, diferentes das próprias coisas, e retirando desta diferença específica a sua razão de ser. O museu é um confronto de metamorfoses.
Adaptado de Malraux, André. O museu imaginário. Lisboa: Edições 70, 2011, pp. 9- 10.
Com base na leitura do trecho, assinale a opção que apresenta corretamente a função dos museus no que diz respeito às obras de arte.
I. A relação com o Museu era nenhuma, né? Era a pior possível. Porque o Museu nunca foi neutro aqui em Itaipu. O Museu sempre foi algo ruim em Itaipu. Em 1989, nós tentamos colocar luz em Itaipu. O Museu paralisou a obra, porque não queria luz aqui dentro, sendo que no Museu tinha luz. Quer dizer, além de ter derrubado as nossas casas para ser construído, o Museu ainda atrapalhava as melhorias pra Vila, como esse caso da iluminação.
Adaptado de: Araújo, Mirela de. As narrativas, o território e os pescadores artesanais: política e processos comunicacionais no Museu de Arqueologia de Itaipu. Dissertação, Universidade de São Paulo, 2015, p. 124.
II. Para a gente, que é pescador aqui, eu acredito que o Museu representa uma existência nossa. Na minha opinião, se não fosse o Museu, já teria entrado um movimento imobiliário aqui, e talvez a gente não estivesse mais aqui. Então, para a gente, ele é um bem tombado, e um bem que traz um bemestar. Para mim, o Museu representa um pai, uma mãe. Uma coisa minha. Uma coisa que se identifica comigo. O Museu para mim é uma história, uma vida e uma realidade.
Adaptado de Araújo, Mirela de. As narrativas, o território e os pescadores artesanais: política e processos comunicacionais no Museu de Arqueologia de Itaipu. Dissertação, Universidade de São Paulo, 2015, p. 129.
Assinale a opção que corresponde às relações entre comunidade local e museu expressas nos trechos acima.
Virtual Translator: Rock masses made up of aeolian sandstones are often considered homogeneous deposits in relation to its hydraulic properties depending on its textural characteristics.
Virtual Translator: Rock masses made up of aeolian sandstones are often considered homogeneous deposits in relation to its hydraulic properties depending on its textural characteristics.
Virtual Translator: Rock masses made up of aeolian sandstones are often considered homogeneous deposits in relation to its hydraulic properties depending on its textural characteristics.
One of the problems with the translation provided by the virtual translator is
“Trench-parallel mid-ocean ridge subduction driven by alongstrike transmission of slab pull”
Source: https://pubs.geoscienceworld.org/geology/issue/52/12
The most adequate translation of “driven” is
TEXT II
“Trench-parallel mid-ocean ridge subduction driven by alongstrike transmission of slab pull”
Source: https://pubs.geoscienceworld.org/geology/issue/52/12
In this title, the noun phrase “slab pull” refers to