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Q4314806 Farmácia
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A emergência global de microrganismos multirresistentes, impulsionada pelo uso empírico e inadequado de antimicrobianos, representa um dos maiores desafios da medicina intensiva contemporânea. O domínio dos mecanismos de resistência e do uso racional de antibióticos é indispensável para a prática médica e o controle de infecções hospitalares. Considere a seguinte situação clínica real de uma Unidade de Terapia Intensiva:

Uma paciente de 62 anos, internada há 21 dias em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por choque séptico secundário à pneumonia associada à ventilação mecânica, apresenta nova deterioração hemodinâmica e febre. Hemoculturas e aspirado traqueal identificam o crescimento de Serratia marcescens. O teste de sensibilidade aos antimicrobianos (antibiograma) revela o seguinte perfil fenotípico:

Resistente:
Ampicilina/Sulbactam,
Piperacilina/Tazobactam,
Cefepime,
Ceftazidima,
Ceftolozana/Tazobactam,
Ceftazidima/Avibactam,
Imipenem, Meropenem (MIC > 8 μg/mL),
Aztreonam,
Ciprofloxacino,
Amicacina e,
Trimetoprima-Sulfametoxazol.

Diante do perfil de resistência extensa (XDR) e da suspeita de produção de carbapenemase do tipo Metalobeta-lactamase (ex.: NDM) associada à hiperexpressão de AmpC, o médico intensivista discute a conduta terapêutica de resgate e o manejo de controle do foco infeccioso com a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH).

Considerando as características microbiológicas intrínsecas da Serratia marcescens, os mecanismos de resistência aos antimicrobianos e as diretrizes terapêuticas atuais, assinale a afirmativa correta. 
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Q4314801 Medicina
Homem de 36 anos de idade, executivo de multinacional, previamente hígido, procura atendimento ambulatorial devido ao aparecimento de lesões cutâneas intensamente pruriginosas iniciadas há 4 dias. Refere retorno recente de viagem de trabalho ao Sudeste Asiático, onde permaneceu hospedado por 7 noites em diferentes hotéis. Relata que as lesões surgem predominantemente ao despertar e aumentaram em quantidade ao longo dos últimos dias. Nega febre, perda ponderal, artralgias, sintomas respiratórios, uso de novos medicamentos, contato sexual de risco ou exposição ocupacional a agentes químicos.

Ao exame dermatológico, observam-se múltiplas pápulas eritemato-edematosas medindo entre 3 e 10 mm de diâmetro, algumas com punctum hemorrágico central, distribuídas em regiões expostas durante o sono (pescoço, antebraços, dorso das mãos, tornozelos e dorso dos pés). Destaca-se a disposição linear das lesões em grupos de três a quatro elementos consecutivos (padrão “breakfast, lunch, and dinner”). Ausência de túneis epidérmicos, vesículas, linfonodomegalias ou lesões de mucosas.

O paciente relata ter encontrado pequenos insetos achatados, castanho-avermelhados, nas costuras do colchão e da mala. A inspeção da bagagem trazida ao consultório revela numerosos pontos negros aderidos às dobras e zíperes internos (dejetos), além de exoesqueletos translúcidos provenientes de ecdises do artrópode.

Considerando o diagnóstico mais provável, a fisiopatologia envolvida e as condutas terapêuticas e ambientais recomendadas pelas diretrizes vigentes, é correto afirmar que
Alternativas
Q4314799 Medicina
Homem de 67 anos apresentou episódio de herpes-zóster torácico há cerca de seis meses, tratado com valaciclovir por via oral durante sete dias. Evoluiu com resolução completa das lesões cutâneas e ausência de dor neuropática residual. Em consulta de acompanhamento, questiona sobre a indicação e o esquema da vacinação contra o vírus varicela-zóster para prevenir novas reativações.

Considerando as recomendações da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) e do Advisory Committee on Immunization Practices/Centers for Disease Control and Prevention (ACIP/CDC), a conduta correta é 
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Q4314797 Farmácia
A emergência de resistência à ceftazidima-avibactam durante o tratamento de infecções graves por Klebsiella pneumoniae produtora de carbapenemase representa um desafio terapêutico relevante. Nesse contexto, a lariocidina, um peptídeo em laço (lasso peptide), vem sendo investigada em estudos in vitro e em modelos animais como candidata a novo antimicrobiano com atividade contra diferentes patógenos bacterianos, inclusive isolados resistentes.

Considerando seu mecanismo molecular de ação, a atividade antimicrobiana da lariocidina fundamenta-se na capacidade de
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Q4314795 Medicina
Menino de 12 anos é levado à consulta por seus pais devido a cansaço aos esforços associados a dor torácica precordial, que melhoram em repouso. Houve progressão dos sintomas no último mês razão pela qual procuraram atendimento. Os pais relatam que o paciente apresenta bom desempenho escolar, mas nunca se interessou pela prática esportiva, por achar que “não levava jeito”. Nega febre, síncope, palpitações, assim como qualquer outra comorbidade, história familiar de cardiopatia ou uso de medicamentos.

Ao exame: lúcido, orientado, fácies atípica, eupneico em ar ambiente, corado, acianótico. Estatura reduzida para a idade. PA: 100x60 mmHg. FC: 102 bpm, FR: 18 irpm, SatO2: 96%. Ausculta pulmonar sem alterações. Ictus do ventrículo esquerdo palpável na linha axilar anterior, ritmo cardíaco regular, em 3 tempos (B3), com sopro sistólico em foco mitral 2+/6+. Abdome e membros inferiores sem alterações. Eletrocardiograma de repouso em ritmo sinusal e com alterações de repolarização sugestivas de isquemia anterolateral. Ecocardiograma transtorácico revelou dilatação do ventrículo esquerdo com fração de ejeção de 40% e insuficiência mitral moderada secundária. Em seguida, foi solicitada uma angiotomografia coronariana, que revelou a seguinte imagem.


A coronariografia pode demonstrar uma artéria coronária dilatada originando-se da aorta, preenchendo a artéria anômala por meio de colaterais e drenando retrogradamente para a artéria pulmonar.
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Q4314764 Medicina
Mulher de 74 anos, com hipertensão e diabetes mellitus, em uso de indapamida, enalapril, metformina e empagliflozina, é atendida na emergência devido a dor torácica retroesternal, começada há cerca de 14 horas, enquanto assistia televisão. A dor variou de intensidade desde o início, por vezes irradiando para ambos os membros superiores, e aumentando gradualmente nas últimas duas horas. Nega febre, dispneia, síncope, náuseas ou vômitos. Nega outras comorbidades. Nega também viagens recentes.

Ao exame: bom estado geral, eupneica em ar ambiente, corada, acianótica, referindo dor torácica de moderada intensidade no momento do exame, que não piora à palpação. Pulsos periféricos amplos e simétricos. Frequência cardíaca: 60 bpm; pressão arterial: 124 x 68 mmHg; SatO2: 96%. Murmúrio vesicular universalmente audível, sem ruídos adventícios; ritmo cardíaco regular em 2 tempos, bulhas normofonéticas, sem sopros ou atrito pericárdico; Abdome flácido, indolor; membros inferiores sem alterações. 

O eletrocardiograma de admissão está a seguir.


Imagem associada para resolução da questão



Considerando o quadro clínico e o eletrocardiograma, o diagnóstico mais provável é

Alternativas
Q4314715 Medicina
Paciente de 29 anos, sexo masculino, comerciante, residente em Recife, procura um serviço de emergência com febre, mal-estar e mialgia difusa há 72 horas. Considerada a hipótese inicial de dengue, ele foi orientado a aumentar a hidratação oral e retornar em caso de piora clínica. Cinco dias depois, retorna à emergência queixando-se de estar urinando pouco e sentido muita dor nas pernas, e de ter percebido que sua pele estava cada vez mais amarelada. Informou ainda ter retornado há 10 dias de uma viagem de uma semana ao interior de Pernambuco, onde nadou em pequenas represas e alimentou-se em comunidades rurais. Foi admitido na unidade para investigação diagnóstica.

Considerando a hipótese diagnóstica mais provável, a confirmação da etiologia poderá ser realizada por meio de 
Alternativas
Q4314675 Medicina
Em 2026, o mundo reacendeu o alerta para a epidemia de Ebola no continente africano, iniciada na República Democrática do Congo e em Uganda. A preocupação quanto a essa doença, causada por um vírus da família Filoviridae, se deve a sua alta letalidade, que pode chegar até 80% em alguns cenários. A doença caracteriza-se como uma síndrome febril aguda, acompanhada de sintomas inespecíficos como cefaleia, odinofagia e artralgia. Rash pode estar presente e, ao fim da primeira semana, sintomas gastrointestinais, respiratórios e neurológicos podem compor o quadro, e inicia-se período de maior gravidade. A gravidade pode ser marcada por choque hipovolêmico, coagulopatia disseminada, e arritmias cardíacas, evoluindo com falência de múltiplos órgãos.

Quanto à sua transmissão, é correto afirmar que
Alternativas
Q4314674 Medicina
Paciente de 11 anos, sexo feminino, natural e residente de Rio Verde (GO), é admitida em um hospital com história de febre diária há seis semanas, perda ponderal de 4 kg, inapetência, astenia intensa e aumento progressivo de linfonodos cervicais, axilares e inguinais. Nas duas semanas antecedentes, evoluiu com dor abdominal e distensão.

Ao exame físico, apresenta-se em mau estado geral, desidratada, hipocorada, com linfonodomegalias generalizadas, algumas coalescentes e fistulizadas, além de hepatoesplenomegalia. Foi submetida a biópsia de linfonodo, cujo exame direto com KOH demonstrou formas leveduriformes gemulantes com múltiplos brotamentos.

Considerando o quadro clínico e o achado laboratorial descrito, a conduta mais adequada é 
Alternativas
Q4314673 Medicina
Paciente de 47 anos, sexo feminino, há 17 anos teve diagnóstico confirmado de infecção pelo HIV por ocasião da sua última gestação. Há 12 anos parou de frequentar o ambulatório de infectologia pois "nunca apareceu o vírus nos exames". Retornou hoje, por insistência da filha, uma vez que o pai faleceu por complicações da SIDA. Ao rever o prontuário da paciente, nota-se que ela nunca apresentou carga viral detectável ou queda da contagem de linfócitos TCD4+ e, por isso, não teve indicação de terapia antirretroviral (TARV) na época. Ela relata que nunca teve qualquer problema de saúde durante o período e que, no momento, não apresenta qualquer sintoma ou queixa.

Diante do exposto, e com base nas recomendações do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para manejo da infecção pelo HIV em adultos, deve-se esclarecer a essa paciente que ela
Alternativas
Q4314672 Medicina
Paciente de 52 anos, sexo masculino, inspetor escolar, sem comorbidades conhecidas, procura atendimento em serviço de emergência com queixa de febre há quatro dias, acompanhada de tosse produtiva e náusea há dois dias, tendo vomitado duas vezes nas últimas 24 horas.

Ao exame físico, apresenta-se prostrado, normocorado, desidratado 1+/4+, anictérico, acianótico, PA: 110 x 80 mmHg, FR: 24 irpm, SaO2: 94% em ar ambiente. Ausculta pulmonar com estertoração em terço médio direito. Restante do exame sem alterações dignas de nota. A equipe médica optou por internar o paciente para iniciar o tratamento antimicrobiano parenteral com uso de ampicilina-sulbactam associada a azitromicina.

Justifica-se, na escolha do tratamento empírico,
Alternativas
Q4314671 Medicina
Paciente de 40 anos, sexo feminino, cuidadora infantil, natural da Bolívia, procura atendimento médico em serviço de emergência com história de crises epilépticas iniciadas há um mês. Inicialmente teve crise isolada, que passou em 10 minutos. Procurou atendimento médico em consultório particular com laudo de "crise epiléptica isolada não complicada", sem realização de exames adicionais. No entanto, hoje pela manhã voltou a apresentar uma crise.

Ao exame físico, a paciente encontra-se em bom estado geral, sem alterações no exame neurológico, salvo as alterações características de período pós-ictal. O médico opta por realizar tomografia de crânio, na qual são observadas cinco lesões císticas dispersas pelo parênquima, com discreto edema adjacente. As lesões medem entre 10 e 20 mm. Diante dos dados clínicoepidemiológicos e dos achados tomográficos, o tratamento específico para o diagnóstico presumido é instituído.

Quanto à fisiopatologia dessa doença, é correto afirmar que
Alternativas
Q4314670 Medicina
Durante um atendimento à população indígena na bacia amazônica, você atende uma criança com queixa de coceira e sensação de corpo estranho nos olhos que, ao exame físico, apresentam vermelhidão importante da conjuntiva palpebral superior. No dia seguinte, você atende um paciente de 40 anos com perda visual unilateral, observando-se opacificação corneana do olho acometido com alteração da disposição dos cílios (triquíase) e deformação palpebral (entrópio).

Ambos os indivíduos foram acometidos pela mesma doença e quanto a ela é correto afirmar que
Alternativas
Q4314669 Medicina
Durante a pandemia de covid-19, crianças não representaram um grupo de risco particular para desfechos desfavoráveis, apresentando majoritariamente casos leves da doença. No entanto, esporadicamente, uma síndrome hiperinflamatória seguindo à infecção pelo SARS-CoV-2 foi descrita nessa população, uma condição denominada Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P).

Quanto à SIM-P, é correto afirmar que 
Alternativas
Q4314668 Medicina
Paciente de três anos, sexo feminino, sem comorbidades, é levada para avaliação de emergência pela mãe com história de dor de garganta e febre há sete dias. No quarto dia de doença, a mãe iniciou tratamento com amoxicilina-clavulanato empiricamente, pois já havia usado outras vezes em casos de faringite, mas o quadro não melhorou.

Ao exame físico, nota-se faringoamigdalite exsudativa, linfonodomegalia cervical posterior bilateral discreta, fígado palpável a 2 cm do rebordo costal direito e baço palpável a 2 cm do rebordo costal esquerdo.

Quanto à investigação diagnóstica, é correto afirmar que 
Alternativas
Q4314667 Medicina
O Oropouche é uma arbovirose causada por um Orthobunyavirus, historicamente restrita à região Amazônica e associada principalmente a áreas rurais e periurbanas. Nos últimos anos, entretanto, observou-se expansão da circulação viral para áreas extra-amazônicas e o reconhecimento de novas manifestações e formas de transmissão, modificando aspectos importantes da vigilância epidemiológica da doença.

Com relação à infecção pelo vírus Oropouche, é correto afirmar que
Alternativas
Q4314666 Medicina
Paciente de 11 anos, sexo masculino, estudante do ensino fundamental, procura atendimento por aumento doloroso da região parotídea direita há dois dias, associado a febre baixa e mal-estar. Diante da suspeita clínica e da confirmação de outros dois casos semelhantes na mesma escola, a direção solicita orientação de um médico infectologista sobre as medidas de controle e prevenção da doença entre os alunos.

Com relação ao caso, é correto afirmar que 
Alternativas
Q4314665 Medicina
Uma criança de quatro anos, sexo masculino, é levada ao consultório do pediatra com lesões nas pernas. A mãe relata que as lesões surgiram há três dias, que coçam, e que outras crianças na colônia de férias estão com lesões similares. Ao exame físico, o médico identificou duas lesões compatíveis com impetigo. Sabese que o impetigo é uma infecção de pele tradicionalmente causada por Streptococcus pyogenes, mas que também pode ter o Staphylococcus aureus como agente causador, de forma independente ou em coinfecção.

Quanto ao impetigo causado por S. pyogenes, é correto afirmar que
Alternativas
Q4314664 Medicina
Paciente de 30 anos, sexo masculino, biólogo, procura atendimento médico com queixa de febre e dor de cabeça importantes iniciados há quatro dias, evoluindo com visão dupla nas últimas duas horas. Ao exame físico observa-se rigidez de nuca. Foi submetido à tomografia de crânio que não evidenciou alterações e, em seguida, a punção lombar que evidenciou: líquor levemente esbranquiçado, com aspecto de "água de coco", celularidade de 300 células/mL, com 50% polimorfonucleares, 30% mononucleares e 20% eosinófilos, com glicose normal e proteína levemente aumentada (80 mg/dL).

Relata ter retornado de "mochilão" pelo litoral do Espírito Santo há quatro semanas. No período, alojou-se em hostels e casas de desconhecidos, onde também realizou suas refeições. Nega consumo de peixe, pois é alérgico, mas relata diversas vezes consumo de saladas.

Diante do quadro exposto, o agente etiológico mais provável é:
Alternativas
Q4314663 Medicina
Doenças de notificação compulsória são comumente detectadas por meio de sistemas de vigilância passiva. No entanto, dada a alta proporção de indivíduos assintomáticos entre os infectados pelo vírus Zika, a falta de especificidade na apresentação clínica dos casos e a complexidade do diagnóstico laboratorial em um contexto de circulação simultânea de outros vírus intimamente relacionados, a detecção do vírus Zika é desafiadora. Embora os esforços sejam direcionados para melhorar a sensibilidade dos sistemas de vigilância, a ausência de detecção não é uma garantia de que o vírus Zika não esteja em circulação ou de que a transmissão local tenha sido interrompida. O desafio é ainda maior diante da possibilidade de transmissão sexual, que pode contribuir para a manutenção da circulação viral independentemente da presença de vetores infectados e favorecer a ocorrência de casos esporádicos ou cadeias de transmissão de difícil identificação pelos sistemas convencionais de vigilância.

Com relação à transmissão sexual do vírus Zika, é correto afirmar que:
Alternativas
Respostas
1081: E
1082: D
1083: B
1084: E
1085: A
1086: C
1087: E
1088: A
1089: D
1090: A
1091: E
1092: C
1093: D
1094: B
1095: D
1096: C
1097: D
1098: E
1099: B
1100: B