Questões de Concurso
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Adaptado de NORA, Pierre. Between Memory and History: Les Lieux de Mémoire, Representations, No. 26, 1989, p. 8
Com base no trecho, assinale a opção que interpreta corretamente a distinção estabelecida pelo autor entre memória e história.
Adaptado de BETHELL, Leslie. “O Brasil e a ideia de “América Latina” em perspectiva histórica”. Estudos Históricos, vol. 22, n. 44, 2009, p. 293.
As afirmativas a seguir mencionam elementos de distinção entre a trajetória histórica do Brasil e a dos países de herança hispanoamericana, à exceção de uma. Assinale-a.
A respeito das ideias de Wallerstein, assinale a opção que apresenta corretamente um aspecto do sistema-mundo moderno.
Adaptado de PAZ, Francisco Moraes. Na poética da história. A realização da utopia nacional oitocentista. Curitiba: Universidade Federal do Paraná, vol.II, 1996, p. 236.
Com base no trecho, assinale a opção que interpreta corretamente o significado da natureza na construção da identidade nacional brasileira.
Considerando o contexto histórico descrito no trecho, assinale a opção que identifica corretamente a lei mencionada.
Eu, Sabina da Cruz, achando-me incomodada de saúde, delibero meu testamento. Declaro que sou católica, e professo a Religião de Jesus Cristo, pois que desde que vim de minha terra de África, onde nasci, chegando nesta Capital há muitos anos fui batizada na fé da qual tenho sempre vivido, e desejo morrer. Declaro que sendo escrava do Senhor Manoel Gonçalves da Cruz, já falecido, de seu poder me libertei há muitos anos dando-lhe dois escravos por minha liberdade. Declaro que os bens que possuo consistem nos escravos Lino Gege, Maria Luiza Nagô, Antônio da mesma Nação, Mauricia e Francisca crioulas, cujos escravos os possuo desembargados. Deixo a minha afilhada, filha do meu Senhor Manoel Gonçalves da Cruz duas voltas de cordão de ouro para seu ornato. Meu testamenteiro me mandará celebrar uma capela de Missas pela minha alma, e fará repartir com os pobres a quantia de vinte mil reis.
Adaptado de DAMIÃO, Erika. “O que deixei: testamento de Sabina da Cruz, “a denunciante” da Revolta dos Malês”, Revista de fontes, v. 12, n. 22, 2025, p. 60.
Com base na leitura do testamento, assinale a opção que identifica corretamente aspectos da vida das pessoas escravizadas no Brasil presentes no documento.
A franqueza do comércio no Brasil será do progressivo interesse à coroa, A nação. Aquela terá mais rendas, em proporção à maior quantidade dos valores importados e exportados, que pagarem os direitos estabelecidos; e esta aumentará continuamente os seus recursos, despertando da letargia, em que jazem as indústrias do país, e introduzindo-se outras por novas direções, que a energia do interesse particular, removidos todos os obstáculos, deve achar, até pela constante emulação e conflito dos competidores nacionais e estrangeiros. Quanto maior for o número dos compradores dos gêneros coloniais, tanto mais extracção, e valor, terão estes.
Adaptado de Lisboa, Bento. “José da Silva Lisboa, Visconde de Cayru”, Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, vol. 1:3, 1839, pp. 238-46.
Com base no trecho, assinale a corrente de pensamento à qual se associam as ideias defendidas por José da Silva Lisboa.
( ) Em Pernambuco, a Convenção de Beberibe (1821) determinou a retirada das tropas portuguesas, o que enfraqueceu a autoridade metropolitana e contribuiu para o fortalecimento das forças locais favoráveis à autonomia política.
( ) Na Bahia, após a declaração de Independência em 1822, as autoridades e tropas sediadas em Salvador mantiveram lealdade a Portugal, o que desencadeou confrontos entre forças portuguesas e grupos favoráveis a Dom Pedro I.
( ) Na província da Cisplatina, a imediata adesão do governador ao movimento de Independência do Brasil em 1822, motivado por interesses econômicos compartilhados com as elites brasileiras, contribuiu para a integração da região ao novo Império.
As afirmativas são, respectivamente,
Adaptado de LATOUR, Bruno. We have never been modern. Cambridge: Harvard University Press, 1993, p. 35.
II. Para muitos estudiosos do Iluminismo, parece haver uma ruptura radical. Nessa interpretação, o foco central é o suposto culto do Iluminismo à ciência, à razão e à universalidade, bem como a uma forma de poder/conhecimento baseada no controle tanto do mundo físico quanto do social. No entanto, quando se começa a questionar o que realmente estava implícito por trás desse motor de mudança cultural e social, abrem-se caminhos para reavaliar o chamado “projeto do Iluminismo”. Questiono a noção de um projeto iluminista unificado, orientado e impulsionado por uma linguagem da natureza baseada na filosofia natural mecanicista, que reduzia a natureza a um mecanismo e os seres humanos a máquinas ou autômatos.
Adaptado de REILL, Peter. Vitalizing nature in the enlightenment. Berkeley: University of California Press, 2005, p. 3.
Com base na leitura dos trechos, assinale a opção que descreve corretamente a interpretação dos autores sobre o Iluminismo.
I. Se os índios do Brasil são agora mais guerreiros e mais maldosos, é porque nenhuma necessidade têm das coisas dos cristãos, e têm as casas cheias de ferramentas, pois os cristãos andam de lugar em lugar enchendo-lhes de tudo o que desejam. E o índio, que em outros tempos não era ninguém e que sempre morria de fome por não ter sequer uma ferramenta para abrir uma roça, agora dispõe de quantas ferramentas quiser. Comem e bebem continuamente e passam a frequentar as aldeias bebendo vinho, organizando guerras e praticando muitos males.
Adaptado de Pedro Correia a Simão Rodrigues, 10/ 3/ 1553 citado por MONTEIRO, John. Negros da terra, São Paulo: Cia das Indias, 1994, p. 31.
II. Por aqui se vê que os maiores impedimentos nascem dos próprios portugueses. O primeiro é a falta de zelo pela salvação dos indígenas, pois os consideram selvagens. O que mais os espanta e os faz fugir dos portugueses e, por consequência, das igrejas, são as tiranias a que são submetidos: obrigados a servir como escravos, separados de suas famílias e vendidos. Por isso, muitos fogem para o mato e, quando não encontram outra saída, preferem entregar-se aos inimigos a voltar ao domínio dos portugueses.
Adaptado de ANCHIETA, José de. Informação do Brasil e de suas capitanias, 1584, p. 342.
Com base na leitura dos trechos, assinale a opção que interpreta corretamente as visões sobre o contato entre portugueses e indígenas no Brasil colonial.
Cuzco foi outra Roma, e assim pode-se comparar uma com a outra, pois se assemelham nas coisas mais nobres que tiveram. A primeira e principal, por terem sido fundadas por seus primeiros reis. E, nos tantos e tão excelentes varões que geraram e criaram com sua boa doutrina militar. Nisso Roma levou vantagem sobre o Cuzco, não por tê-los formado melhores, mas por ter sido mais afortunada ao alcançar as letras e, por meio delas, eternizar seus filhos.
Adaptado de GARCILASO, Inca. Comentarios reales. 1609. México, DF: Porrúa, 2000. p. 290
Com base no trecho, é correto afirmar que a comparação estabelecida entre Cuzco e Roma tem a função de
I. Quando espanhóis e portugueses chegaram à América, os nativos lhes preparavam chocolate, uma bebida feita com cacau, temperada com especiarias simples e misturada com papas de milho. Essa combinação conferia à bebida um aspecto rústico e um gosto selvagem. Os espanhóis, julgandose mais industriosos que os selvagens, procuraram corrigir o mau gosto dessa bebida, acrescentando à pasta de cacau aromas do Oriente e especiarias da Espanha.
Adaptado de LAVEDÁN, A. Tratado de los usos, abusos, propiedades y virtudes del tabaco, café, té y chocolate. Madrid: Almarabu, 1991, pp. 214-215.
II. Os europeus que haviam bebido chocolate no Novo Mundo, não apenas adquiriram o gosto pela bebida espessa, como também passaram a consumi-la da mesma forma como vinha sendo consumido há muito tempo na Mesoamérica. Os espanhóis assimilaram o universo do cacau e procuraram manter, mesmo na Europa, as sensações sensoriais que acompanhavam o consumo do chocolate. Na Espanha e na Hispano-América, o apreço dos europeus pelo chocolate não reforçava uma hierarquia que colocasse os colonizadores europeus acima dos indígenas. Ao contrário, esse gosto chamava atenção para as falhas do projeto civilizador.
Adaptado de NORTON, Marcy. Chocolate para el imperio: la interiorización europea de la estética mesoamericana. Revista de Estudios Sociales, n. 29, 2008, pp. 57-63.
Com base nos trechos, assinale a opção que interpreta corretamente as dinâmicas do contato entre europeus e indígenas a partir do consumo do chocolate.
Uma sociedade que tanto valor dava às fórmulas e aos gestos, precisava de ritos para repelir os medos e estabelecer ligações com as forças sobrenaturais: precisava dos sacramentos e, por consequência, dos monges. Nesse tempo, o indivíduo não contava, perdia-se no seio de um grupo onde as iniciativas de cada um se fundiam em responsabilidade comuns. Todo o povo cristão se sentia solidário perante o mal e perante Deus, maculado pelo crime deste ou daquele dos seus membros, purificado pelas abstinências de alguns. Esses agentes de redenção coletiva eram os monges. O mosteiro intervinha como um órgão de compensação espiritual. Esta função justificava sua decoração, ornamentos e arquitetura.
Adaptado de DUBY, Georges. O tempo das catedrais. A arte e a sociedade, 980-1420. Lisboa: Editorial Estampa, 1979, pp. 67-68.
Com base no trecho, assinale a opção que interpreta corretamente a relação entre a dimensão religiosa e a organização social medieval.
( ) A sua localização, no sul da península Itálica, a tornava um ponto de integração de rotas comerciais regionais e mediterrâneas, favorecendo a circulação de mercadorias e a inserção da cidade nas redes econômicas do mundo romano.
( ) A sua preservação de particularidades culturais locais, como o uso de línguas e práticas religiosas samnitas, representou uma forma de resistência à dominação romana.
( ) A sua organização urbana incluía um Fórum que reunia templos, edifícios públicos e áreas comerciais, constituindo um espaço central da vida pública da cidade.
As afirmativas são, respectivamente,
Ei-la envolta na neblina,
Debruçada na colina,
Sob o olhar da Mantiqueira
São José, a hospitaleira,
São José bicentenária.
Letra: Dr. Vítor Machado de Carvalho | Música: Maestro Pepe Ávila. Disponível em: https://www.camarasjc.sp.gov.br/hino-de-sao-jose-dos-campos Acesso: 14 Jan. 2026.
Uma característica física do município indicada na letra da canção, demonstra que o clima do município é
Disponível em: https://g1.globo.com/sp/ vale-do-paraiba-regiao/noticia/ Acesso: 14 jan. 2026.
A explicação do fenômeno para este local se dá pela
Disponível em: BRASIL. Ministério da Educação. Parâmetros Curriculares Nacionais: Geografia. Brasília: MEC/SEF, 1998. Acesso: 13 Jan. 2026 (Adaptado).
Sobre as escalas de abordagem do conceito apresentado e suas definições, correlacione as colunas a seguir:
1. local
2. regional
3. nacional
( ) implica a operacionalização do conceito de território controlado pelo Estado.
( ) exige a instrumentalização do conceito de lugar, associado ao conceito de paisagem.
( ) demanda trabalhar com a delimitação de áreas em extensões variáveis e com características em comum.
Assinale a opção que indica a relação correta na ordem apresentada:
ROSA, Lorena Carolina. Uma contextualização histórica para o modelo clássico de Malthus. Disponível em: https://ojs.ifsp.edu.br/ Acesso: 10 Jan. 2026. Em relação ao modelo elaborado, avalie as afirmativas:
I. Determina que a população aumenta em progressão aritmética e a produção de alimentos em progressão geométrica.
II. Sustenta que os recursos naturais são finitos, comprometendo a capacidade de abastecimento de uma população crescente.
III. Considera que a pobreza seria o resultado da má distribuição de renda e da exploração do trabalho.
Está correto o que se afirma em
MOREIRA, João Carlos, SENE, Eustáquio de. Geografia geral e do Brasil: espaço geográfico e globalização São Paulo: Scipione, 2016, p. 211.
Um resultado positivo dessa grande rede em todo país é a(o)