Questões de Concurso Comentadas para ipefae

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Q1358258 Saúde Pública
Assinale a alternativa incorreta sobre o financiamento do SUS.
Alternativas
Q1358256 Português
RITALINA, UMA PERIGOSA "FACILIDADE" PARA OS PAIS
por Ingrid Matuoka

A busca por soluções fáceis, o diagnóstico equivocado e a incompreensão dos pais acerca da agitação natural das crianças elevaram o Brasil ao posto de segundo maior consumidor de Ritalina do mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos.

O dado, do Instituto Brasileiro de Defesa dos Usuários de Medicamentos, é alarmante. Ritalina é o nome comercial do metilfenidato, medicação que promete tratar o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, ou TDAH, e os principais consumidores da droga tarja preta são crianças e adolescentes.

Segundo a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), de 8% a 12% das crianças no mundo foram diagnosticadas com TDAH, e a suspeita dos pais de que os filhos tenham o transtorno é o principal motivo que os leva aos médicos. Em 2010 foram vendidas 2,1 milhões de caixas de metilfenidato. Em 2013, foram 2,6 milhões.

Para conversar sobre o uso indiscriminado de Ritalina e suas consequências, CartaCapital entrevistou Wagner Ranña, médico psiquiatra com experiência em saúde mental da infância e docente do Sedes Sapietiae, um instituto dedicado à saúde mental, à educação e à filosofia.

CARTACAPITAL: O Brasil é o segundo maior consumidor de Ritalina do mundo. A que se deve isso?

WAGNER RANÑA: No Brasil, a rede voltada para assistência aos problemas de saúde mental da criança e do adolescente é muito precária - o que não é privilégio do Brasil, este problema afeta quase todos os países. As crianças com dificuldades de comportamento, agitadas e irrequietas são vistas como doentes pelos profissionais da psiquiatria biológica e da neurociência, e então eles receitam remédios. Como consequência, temos um número elevadíssimo de crianças recebendo medicação, mas sem se discutir se ela é mesmo necessária ou se é a melhor forma de cuidado.

Na visão do nosso grupo de trabalho no Sedes Sapientiae, que tem um histórico no cuidado com a saúde mental da criança, é preciso tentar entender o sofrimento psíquico e os problemas de comportamento. E não ver isso de pronto como um problema, porque a maioria são só crianças agitadas. E, no mundo da rapidez, ironicamente, elas são colocadas como doentes. Estamos desperdiçando jovens que poderiam ser sujeitos muito ágeis, como atletas e músicos.

CC: Há efeitos colaterais no uso do remédio?

WR: Além de causar dependência, a Ritalina provoca muitos outros efeitos colaterais: as crianças emagrecem, têm insônia, podem ter dor de cabeça e enurese [incontinência urinária]. E, apesar de sua fama, não tenho uma experiência de eficácia da droga, mesmo em casos em que ela deveria ser usada. Percebo que o trabalho de terapia, de orientação e cuidado real com a criança dá muito mais resultado.

Começamos a passar para a criança a cultura de que um comprimido resolve tudo na vida, de que não existe mais solução pelo pensamento, pela conversa, pelo afeto e pela compreensão. O mundo todo é agitado, as pessoas são desatenciosas umas com as outras, e as crianças é que acabam tachadas de hiperativas.

Outra coisa, as crianças falam assim para mim: “eu sou um TDAH” ou “eu sou o da Ritalina”. Elas se colocam nesse lugar de alguém doente, com um déficit. A vida deles vira isso.

Tratar com drogas as crianças agitadas ou com dificuldade de aprendizagem é deixar de questionar o método de ensino, o consenso da escola, e a subjetividade da criança diante do aprendizado. É uma atitude muito imediatista.

CC: E quais são as alternativas ao tratamento com a droga?

WR: Tenho visto muitas crianças que, por trás da agitação, estão submetidas a uma violência, um abuso, ou a uma situação psicopedagógica não adequada. Colocar tudo como sendo um problema do cérebro da criança é muito antiético, é não levar em conta sofrimentos e as necessidades que ela está expressando.

Por exemplo, outro dia atendi uma menina que a mãe dizia ser hiperativa e precisava de Ritalina. Em cinco minutos de conversa descobri que ela tinha vivido uma situação em que o pai tentou matar a mãe. Essa criança estava angustiada, não era hiperatividade. 

É claro que cada caso é um caso, há crianças realmente hiperativas e que precisam de um cuidado. Ainda assim existem muitas medicadas de maneira incorreta. E estamos vivendo uma epidemia de transtornos, ou supostos transtornos. Então além dessa medicalização excessiva, há uma falta de projetos terapêuticos para o sofrimento psíquico na infância, que é grande. Isso facilita a medicalização da infância, pois sem equipes treinadas é mais fácil só dar o remédio.

CC: Há quem exagere ou finja sintomas para conseguir a receita?

WR: Sou totalmente contrário o uso de questionários com pontos para o diagnóstico de sofrimento psíquicos [como fazem muitos psiquiatras]. Isso não é ver a criança eticamente. E os adolescentes podem fingir mesmo, porque querem tomar Ritalina para ter um bom desempenho na prova, ter mais energia para estudar.

A Ritalina é uma anfetamina associada a drogas com ação na atividade cerebral. A cocaína e as anfetaminas são consumidas por atletas que querem mais rapidez, pelos executivos que querem ficar acordados para trabalhar mais, pelos motoristas que querem fazer uma viagem e não dormir. É um verdadeiro doping.

In: http://www.cartacapital.com.br/sociedade/ritalina-uma-perigosa-facilidade-para-pais-8006.html
Para o médico psiquiatra:
Alternativas
Q1358251 Português
RITALINA, UMA PERIGOSA "FACILIDADE" PARA OS PAIS
por Ingrid Matuoka

A busca por soluções fáceis, o diagnóstico equivocado e a incompreensão dos pais acerca da agitação natural das crianças elevaram o Brasil ao posto de segundo maior consumidor de Ritalina do mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos.

O dado, do Instituto Brasileiro de Defesa dos Usuários de Medicamentos, é alarmante. Ritalina é o nome comercial do metilfenidato, medicação que promete tratar o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, ou TDAH, e os principais consumidores da droga tarja preta são crianças e adolescentes.

Segundo a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), de 8% a 12% das crianças no mundo foram diagnosticadas com TDAH, e a suspeita dos pais de que os filhos tenham o transtorno é o principal motivo que os leva aos médicos. Em 2010 foram vendidas 2,1 milhões de caixas de metilfenidato. Em 2013, foram 2,6 milhões.

Para conversar sobre o uso indiscriminado de Ritalina e suas consequências, CartaCapital entrevistou Wagner Ranña, médico psiquiatra com experiência em saúde mental da infância e docente do Sedes Sapietiae, um instituto dedicado à saúde mental, à educação e à filosofia.

CARTACAPITAL: O Brasil é o segundo maior consumidor de Ritalina do mundo. A que se deve isso?

WAGNER RANÑA: No Brasil, a rede voltada para assistência aos problemas de saúde mental da criança e do adolescente é muito precária - o que não é privilégio do Brasil, este problema afeta quase todos os países. As crianças com dificuldades de comportamento, agitadas e irrequietas são vistas como doentes pelos profissionais da psiquiatria biológica e da neurociência, e então eles receitam remédios. Como consequência, temos um número elevadíssimo de crianças recebendo medicação, mas sem se discutir se ela é mesmo necessária ou se é a melhor forma de cuidado.

Na visão do nosso grupo de trabalho no Sedes Sapientiae, que tem um histórico no cuidado com a saúde mental da criança, é preciso tentar entender o sofrimento psíquico e os problemas de comportamento. E não ver isso de pronto como um problema, porque a maioria são só crianças agitadas. E, no mundo da rapidez, ironicamente, elas são colocadas como doentes. Estamos desperdiçando jovens que poderiam ser sujeitos muito ágeis, como atletas e músicos.

CC: Há efeitos colaterais no uso do remédio?

WR: Além de causar dependência, a Ritalina provoca muitos outros efeitos colaterais: as crianças emagrecem, têm insônia, podem ter dor de cabeça e enurese [incontinência urinária]. E, apesar de sua fama, não tenho uma experiência de eficácia da droga, mesmo em casos em que ela deveria ser usada. Percebo que o trabalho de terapia, de orientação e cuidado real com a criança dá muito mais resultado.

Começamos a passar para a criança a cultura de que um comprimido resolve tudo na vida, de que não existe mais solução pelo pensamento, pela conversa, pelo afeto e pela compreensão. O mundo todo é agitado, as pessoas são desatenciosas umas com as outras, e as crianças é que acabam tachadas de hiperativas.

Outra coisa, as crianças falam assim para mim: “eu sou um TDAH” ou “eu sou o da Ritalina”. Elas se colocam nesse lugar de alguém doente, com um déficit. A vida deles vira isso.

Tratar com drogas as crianças agitadas ou com dificuldade de aprendizagem é deixar de questionar o método de ensino, o consenso da escola, e a subjetividade da criança diante do aprendizado. É uma atitude muito imediatista.

CC: E quais são as alternativas ao tratamento com a droga?

WR: Tenho visto muitas crianças que, por trás da agitação, estão submetidas a uma violência, um abuso, ou a uma situação psicopedagógica não adequada. Colocar tudo como sendo um problema do cérebro da criança é muito antiético, é não levar em conta sofrimentos e as necessidades que ela está expressando.

Por exemplo, outro dia atendi uma menina que a mãe dizia ser hiperativa e precisava de Ritalina. Em cinco minutos de conversa descobri que ela tinha vivido uma situação em que o pai tentou matar a mãe. Essa criança estava angustiada, não era hiperatividade. 

É claro que cada caso é um caso, há crianças realmente hiperativas e que precisam de um cuidado. Ainda assim existem muitas medicadas de maneira incorreta. E estamos vivendo uma epidemia de transtornos, ou supostos transtornos. Então além dessa medicalização excessiva, há uma falta de projetos terapêuticos para o sofrimento psíquico na infância, que é grande. Isso facilita a medicalização da infância, pois sem equipes treinadas é mais fácil só dar o remédio.

CC: Há quem exagere ou finja sintomas para conseguir a receita?

WR: Sou totalmente contrário o uso de questionários com pontos para o diagnóstico de sofrimento psíquicos [como fazem muitos psiquiatras]. Isso não é ver a criança eticamente. E os adolescentes podem fingir mesmo, porque querem tomar Ritalina para ter um bom desempenho na prova, ter mais energia para estudar.

A Ritalina é uma anfetamina associada a drogas com ação na atividade cerebral. A cocaína e as anfetaminas são consumidas por atletas que querem mais rapidez, pelos executivos que querem ficar acordados para trabalhar mais, pelos motoristas que querem fazer uma viagem e não dormir. É um verdadeiro doping.

In: http://www.cartacapital.com.br/sociedade/ritalina-uma-perigosa-facilidade-para-pais-8006.html
Sobre o título da matéria e considerando o contexto, podemos dizer que:
Alternativas
Q1358246 Atualidades
Em junho do ano passado aconteceu um evento importante para a comunidade internacional. O G7 realizou seu 47º encontro, fortemente marcado pela exclusão da Rússia do grupo. Além deste, quais foram os principais assuntos do encontro G7 em 2015?
FONTE: http://noticias.band.uol.com.br/mundo/noticia/100000755192/encontro-do-g7- termina-nesta-segunda-feira.html
Alternativas
Q1358245 Atualidades
A crise econômica mundial foi intensamente sentida pelos países integrantes da União Europeia. Embora todos foram, de alguma maneira, obrigados a implementar ajustes financeiros e medidas de austeridade fiscal, a fim de amenizar o embate às oscilações do mercado, um deles em especial foi fortemente impactado, a ponto de não conseguir arcar com o pagamento de empréstimos de credores internacionais. Qual foi esse país europeu fortemente afetado pela crise econômica?
FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/asmais/2015/07/1654658-10-pontos-para- entender-a-crise-*-apos-o-calote-ao-fmi.shtml
Alternativas
Q1358244 Atualidades
Em setembro último, o governo federal encaminhou ao Congresso um projeto de recriação da CPMF, cuja função foi, durante uma década, financiar majoritariamente a área da saúde, porém, desta vez, destinar-se-á a cobrir o déficit da previdência social. Qual o significado da sigla CPMF?
FONTE: http://g1.globo.com/economia/noticia/2015/09/entenda-o-que-e-cpmf-e-como ela-afeta-sua-vida.html
Alternativas
Q1358243 Atualidades
Após o Congresso receber relatório do TCU, alertando sobre as “pedaladas fiscais” do governo federal, veio à tona, em outubro, a possibilidade fundamentada de execução do impeachment da presidente Dilma Rousseff. Qual seria a motivação desse pedido de impeachment contra a presidente?
FONTE: http://www.em.com.br/app/noticia/politica/2015/10/08/interna_politica,695950/tcu-*- dilma-e-abre-porta-para-impeachment.shtml
Alternativas
Q1353858 Medicina
São manifestações clínicas da enxaqueca, com ou sem aura:
I - Hiperatividade e depressão. II - Euforia branda e ânsia por determinados alimentos. III - Letargia, retenção hídrica e bocejos frequentes.
Estão corretas:
Alternativas
Q1353857 Medicina
São critérios para diagnóstico e classificação do lúpus eritematoso sistêmico, exceto:
Alternativas
Q1353856 Medicina
Febre, dor abdominal aguda ou crônica (localizada ou difusa), diarreia aquosa ou sanguinolenta, leucócitos fecais (+) ou (-), leucocitose periférica, eosinofilia, elevação da VHS, hipoalbuminemia ou proteínas totais baixas, história de doenças alérgicas ou autoimunes. Esse quadro é característico de, exceto:
Alternativas
Q1353855 Medicina
Paciente com perda de urina de pequeno volume em função do aumento da pressão intra-abdominal provavelmente tem incontinência urinária:
Alternativas
Q1353854 Medicina
Paciente com retardo inspiratório do lado afetado da parede torácica, com ruídos respiratórios ausentes ou diminuídos, não-ressonante a percussão e com frêmito ausente. Apresenta diagnóstico provável de:
Alternativas
Q1353853 Medicina
Paciente com valvulopatia cardíaca grave, causada por colagenose. Apresenta sobrecarga de volume sobre o ventrículo esquerdo, que responde com hipertrofia excêntrica e dilatação, permitindo um maior volume sistólico ventricular. No ecocardiograma foi encontrado aumento do átrio esquerdo e hipertrofia ventricular esquerda. Tem sinal de sopro apical holossitólico que se irradia para a axila. Além disso, refere dispneia, ortopneia e dispneia paroxística noturna. Esse paciente provavelmente tem:
Alternativas
Q1353852 Medicina
A terceira bulha cardíaca deve ser considerada anormal depois dos 40 anos de idade por:
I - Condições que aumentam o volume do enchimento ventricular durante a fase inicial da diástase, como na regurgitação mitral. II - Condições que reduzam a complacência ventricular durante a contração mitral, como na cardiopatia isquêmica III - Condições que aumentam a pressão durante a fase inicial da diástole, como na insuficiência cardíaca avançada.
Estão corretas:
Alternativas
Q1353851 Psiquiatria
A dependência física do etanol manifesta-se pela síndrome da abstinência alcoólica, que tipicamente consiste em:
Alternativas
Q1353850 Medicina
Paciente sexo masculino, 20 anos, apresenta prurido e lesões escoriadas na região genital há 3 dias. Além disso, refere piora do quadro à noite. Qual o provável diagnóstico?
Alternativas
Q1353849 Medicina
É correto afirmar a respeito do câncer de mama:
Alternativas
Q1353847 Saúde Pública
Os conselhos municipais de saúde são formados por:
Alternativas
Q1353845 Saúde Pública
A articulação entre os gestores estaduais e municipais na implementação de políticas, ações e serviços de saúde qualificados e descentralizados, garantindo acesso, integralidade e resolutividade na atenção à saúde da população é:
Alternativas
Q1353844 Saúde Pública
Assinale a alternativa incorreta sobre o financiamento do SUS.
Alternativas
Respostas
3601: C
3602: D
3603: B
3604: A
3605: D
3606: A
3607: D
3608: D
3609: B
3610: D
3611: C
3612: A
3613: C
3614: C
3615: A
3616: B
3617: D
3618: A
3619: B
3620: D