Questões de Concurso
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Fonte: Adaptado de Sociedade Brasileira de Diabetes, Posicionamento Oficial nº 01/2017.
( ) A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), consiste em uma condição clínica multifatorial, geralmente não associada a sintomas, caracterizada por elevação sustentada dos níveis pressóricos sistólicos ≥ 140 mmHg e/ou diastólicos ≥ 90 mmHg.
( ) Sempre que possível, o diagnóstico de HAS deve ser estabelecido em mais de uma visita médica. Geralmente de 2 a 3 visitas com intervalos de 1 a 4 semanas (dependendo do nível de pressão arterial). O diagnóstico é feito em uma única visita se a PA do paciente estiver maior ou igual a 180/110 mmHg e houver evidência de doença cardiovascular.
( ) A avaliação inicial é composta por: confirmação do diagnóstico, identificação de fatores de risco cardiovascular, suspeita e identificação de causa secundária, avaliação do risco cardiovascular, lesões de órgão-alvo (LOA) e doenças associadas.
( ) Deve sempre ser feita a aferição da PA apenas no consultório, utilizando técnica adequada e equipamentos validado, o levantamento da história clínica (pessoal e familiar), o exame físico e a investigação clínica e laboratorial.
( ) A abordagem terapêutica da PA elevada inclui apenas o uso de fármacos anti-hipertensivos, a fim de reduzir a PA, proteger órgãos-alvo, prevenir desfechos cardiovasculares e renais.
A sequência do correto julgamento é:
I. Estomia de respiração.
II. Estomia de alimentação.
III. Estomia de Eliminação.
( ) Traqueostomia.
( ) Urostomia.
( ) Gastrostomia.
( ) Colostomia.
( ) Jejunostomia.
I. As complicações vasculares locais, no local de introdução do cateter, estão entre as mais comuns do cateterismo cardíaco, dentre elas o hematoma.
II. O risco de sangramento é um diagnóstico utilizado devido aos dispositivos de punção arterial que ficam inseridos no paciente, tanto durante o procedimento, quanto por algumas horas depois.
III. O risco para reações alérgicas é um possível diagnóstico na fase durante a realização do procedimento e possui como fator de risco o uso de contraste iodado.
IV. No pós-procedimento deve-se informar o paciente de que, se o procedimento for realizado por via percutânea através da artéria femoral ou braquial, ele permanecerá no leito de duas a seis horas, com o membro utilizado para punção em posição reta e a cabeça elevada em 30°, e explicar a importância de manter o membro em movimento.
I. Recomenda-se a precaução padrão para atendimento de todos os usuários, independentemente de suspeita ou não de infecções.
II. A precaução para gotículas é indicada quando houver infecções por meningites bacterianas, coqueluche, difteria, caxumba, influenza e tuberculose.
III. Em paciente com precaução de contato é recomendado o uso de luvas e avental durante toda a manipulação. Estes devem ser colocados imediatamente antes do contato e retirados logo após o atendimento.
IV. A precaução para aerossóis é indicada quando houver casos de rubéola, sarampo, varicela e durante a realização de procedimentos que podem gerar aerossóis em pacientes suspeitos ou confirmados de COVID-19.
( ) A mamografia de rastreamento, exame de rotina em mulheres sem sinais e sintomas de câncer de mama, é recomendada na faixa etária de 30 a 69 anos, a cada dois anos.
( ) A mamografia permite identificar melhor as lesões mamárias em mulheres após a menopausa. Antes desse período, as mamas são mais densas e a sensibilidade da mamografia é reduzida, gerando maior número de resultados falso-negativos (resultado negativo para câncer em pacientes com câncer) e também de falsos-positivos (resultado positivo para câncer em pacientes sem câncer), o que gera exposição desnecessária à radiação e a necessidade de realização de mais exames.
( ) Atualmente não se recomenda o autoexame das mamas como técnica a ser ensinada às mulheres para rastreamento do câncer de mama. Grandes estudos sobre o tema demonstraram baixa efetividade e possíveis danos associados a essa prática.
Por que gandula chama gandula?
Em viagem de férias pelo Ceará, eu e meu filho caçula fomos acompanhar uma partida do Campeonato Brasileiro na Arena Castelão. No intervalo, ficamos falando sobre o trabalho dos gandulas (ou das gandulas), que veem os jogos de um local privilegiadíssimo. Contei então a ele a história da origem do nome do “pegador de bolas”.
Sim, no mundo inteiro, nas diferentes línguas, a função é tratada como um pegador de bolas: apanha-bolas (português de Portugal), recogepelotas (espanhol), ball boy ou ball girl (inglês), ramasseur de balles (francês) e raccattapalle (italiano), só para citar alguns exemplos.
Aqui, há uma versão envolvendo o argentino Bernardo Gandulla, ponta do time do Vasco da Gama no ano de 1939.
O jogador veio do Ferro Carril Oeste, de Buenos Aires, para disputar o Campeonato Carioca. Mas ficou um mês impossibilitado de jogar por causa de problemas com sua transferência.
Mesmo sem atuar, ele ficava na beirada do campo, repondo a bola rapidamente para os companheiros e adversários. Daí, quando a Liga Carioca de Futebol resolveu oficializar a função, em 1940, o nome de Gandulla foi lembrado. E assim ela foi batizada.
Gandulla era um bom jogador? Era, sim, embora sua passagem pelo Vasco não tenha sido tão incrível. Ele disputou 29 partidas (dez vitórias, oito empates e onze derrotas).
Gandulla foi campeão argentino duas vezes pelo Boca Juniors, clube que também treinou no final da década de 1950. Falecido em 1999, aos 83 anos, ele foi sepultado no Mausoléu do Boca Juniors, que fica dentro do Cemitério de Chacarita.
O cantor mais famoso da Argentina, Carlos Gardel, está enterrado lá também.
Por que você diz que essa é uma versão?
Em 2011, eu entrevistei um dos netos de Bernardo Gandulla em Buenos Aires. Ele confirmou a história, que disse ter ouvido do próprio avô. O dicionário Houaiss também traz essa versão.
Respeitados pesquisadores brasileiros, no entanto, garantem que o termo já era utilizado desde o início da década de 30 — antes de Gandulla defender o Vasco.
A palavra teria vindo de “gandulo”, que significa garoto vadio, sem ocupação. Ela se referia aos meninos que ficavam vendo jogos de futebol em volta dos campos.
Ah, sim, o jogo que fomos ver no Castelão foi Fortaleza 0 x Santos 0. Foram muitos chutes errados o tempo todo. Os gandulas tiveram trabalho naquela noite!
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/o-curioso/2022/08/por-que-gandula-chama-gandula.shtml