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“Se Catarina _______ o relatório, __________ uma visão mais clara da situação da empresa e talvez _________ agir com mais segurança”.
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas.
Trilhão
Certas palavras nos dão a impressão de que voam, ao saírem da boca. "Sílfide", por exemplo. É dizer "Sílfide" e ficar vendo suas evoluções no ar, como as de uma borboleta. Não tem nada a ver com o que a palavra significa. "Sílfide", eu sei, é o feminino de "silfo", o espírito do ar, e quer mesmo dizer uma coisa diáfana, leve, borboleteante. [...] A própria palavra "borboleta" não voa, ou voa mal. Bate as asas, tenta manter-se aérea, mas choca-se contra a parede. Sempre achei que a palavra mais bonita da língua portuguesa é "sobrancelha". Esta não voa, mas paira no ar, como a neblina das manhãs até ser desmanchada pelo sol. Já a terrível palavra "seborréia" escorre pelos cantos da boca e pinga no tapete.
"Trilhão" era uma palavra pouco usada, antigamente. Uma pessoa podia nascer e morrer sem jamais ouvir a palavra "trilhão", ou só ouvi-la em vagas especulações sobre as estrelas do Universo. O "trilhão" ficava um pouco antes do infinito. Dizia-se "trilhão" em vez de se dizer "incalculável" ou "sei lá". Certa vez (autobiografia) tive de responder a uma questão de Geografia no colégio. [...] "Responda, qual é a população da China?" Eu não sabia. Estava de pé, na frente dos outros, e tinha que dizer em voz alta o que não sabia. Qual era a população da China? Com alguma presença de espírito, eu poderia dizer: "A senhora quer dizer neste exato momento?", dando a entender que, como o que mais acontece na China é nascer gente, uma resposta exata seria impossível. Mas meu espírito não estava ali. Meu espírito ainda estava em casa, dormindo. "Então, senhor Veríssimo, qual é a população da China?" E eu respondi:
– Numerosa.
Ganhei zero, claro. Mas "trilhão", entende, era sinônimo de "numeroso". Não era um número, era uma generalização. Você dizia "trilhão" e a palavra subia como um balão desamarrado, não dava tempo nem para ver a sua cor. E hoje não passa dia em que não se ouve falar em trilhões. O "trilhão" vai, aos poucos, se tornando nosso íntimo. É o mais novo personagem da nossa aflição. Quantos zeros tem um trilhão? Doze, acertei? Se os zeros fossem pneus, o trilhão seria uma jamanta daquelas de carregar gerador para usina atômica parada. Felizmente vem aí uma reforma e outra moeda, com menos zeros e mais respeito. Se não chegaríamos à desmoralização completa.
– E o troco do meu tri?
– Serve uma bala?
Desconfio que o que apressará a reforma é a iminência do quatrilhão. "Quatrilhão" é pior que "seborréia". Depois de dizer "quatrilhão" você tem que pular para trás, senão ele esmaga os seus pés. [...] "Quatrilhão" cai, pesadamente, no chão e fica. [...] A mente humana, ou pelo menos a mente brasileira, não está preparada para o "quatrillião". As futuras gerações precisam ser protegidas do "quatrilhão". As reformas monetárias, quando vêm, são sempre para acomodar as máquinas calculadoras e o nosso senso do ridículo, já que caem os zeros, mas nada, realmente, muda. A próxima reforma seria a primeira motivada, também, por um pudor linguístico. No momento em que o "quatrilhão" se instalasse no nosso vocabulário cotidiano, mesmo que fosse só para descrever a dívida interna, alguma coisa se romperia na alma brasileira. Seria o caos.
E "caos", você sabe. É uma palavra chiclé-balão. Pode explodir na nossa cara.
(VERÍSSIMO, Luís Fernando. Comédias da Vida Pública, 1997).
Trilhão
Certas palavras nos dão a impressão de que voam, ao saírem da boca. "Sílfide", por exemplo. É dizer "Sílfide" e ficar vendo suas evoluções no ar, como as de uma borboleta. Não tem nada a ver com o que a palavra significa. "Sílfide", eu sei, é o feminino de "silfo", o espírito do ar, e quer mesmo dizer uma coisa diáfana, leve, borboleteante. [...] A própria palavra "borboleta" não voa, ou voa mal. Bate as asas, tenta manter-se aérea, mas choca-se contra a parede. Sempre achei que a palavra mais bonita da língua portuguesa é "sobrancelha". Esta não voa, mas paira no ar, como a neblina das manhãs até ser desmanchada pelo sol. Já a terrível palavra "seborréia" escorre pelos cantos da boca e pinga no tapete.
"Trilhão" era uma palavra pouco usada, antigamente. Uma pessoa podia nascer e morrer sem jamais ouvir a palavra "trilhão", ou só ouvi-la em vagas especulações sobre as estrelas do Universo. O "trilhão" ficava um pouco antes do infinito. Dizia-se "trilhão" em vez de se dizer "incalculável" ou "sei lá". Certa vez (autobiografia) tive de responder a uma questão de Geografia no colégio. [...] "Responda, qual é a população da China?" Eu não sabia. Estava de pé, na frente dos outros, e tinha que dizer em voz alta o que não sabia. Qual era a população da China? Com alguma presença de espírito, eu poderia dizer: "A senhora quer dizer neste exato momento?", dando a entender que, como o que mais acontece na China é nascer gente, uma resposta exata seria impossível. Mas meu espírito não estava ali. Meu espírito ainda estava em casa, dormindo. "Então, senhor Veríssimo, qual é a população da China?" E eu respondi:
– Numerosa.
Ganhei zero, claro. Mas "trilhão", entende, era sinônimo de "numeroso". Não era um número, era uma generalização. Você dizia "trilhão" e a palavra subia como um balão desamarrado, não dava tempo nem para ver a sua cor. E hoje não passa dia em que não se ouve falar em trilhões. O "trilhão" vai, aos poucos, se tornando nosso íntimo. É o mais novo personagem da nossa aflição. Quantos zeros tem um trilhão? Doze, acertei? Se os zeros fossem pneus, o trilhão seria uma jamanta daquelas de carregar gerador para usina atômica parada. Felizmente vem aí uma reforma e outra moeda, com menos zeros e mais respeito. Se não chegaríamos à desmoralização completa.
– E o troco do meu tri?
– Serve uma bala?
Desconfio que o que apressará a reforma é a iminência do quatrilhão. "Quatrilhão" é pior que "seborréia". Depois de dizer "quatrilhão" você tem que pular para trás, senão ele esmaga os seus pés. [...] "Quatrilhão" cai, pesadamente, no chão e fica. [...] A mente humana, ou pelo menos a mente brasileira, não está preparada para o "quatrillião". As futuras gerações precisam ser protegidas do "quatrilhão". As reformas monetárias, quando vêm, são sempre para acomodar as máquinas calculadoras e o nosso senso do ridículo, já que caem os zeros, mas nada, realmente, muda. A próxima reforma seria a primeira motivada, também, por um pudor linguístico. No momento em que o "quatrilhão" se instalasse no nosso vocabulário cotidiano, mesmo que fosse só para descrever a dívida interna, alguma coisa se romperia na alma brasileira. Seria o caos.
E "caos", você sabe. É uma palavra chiclé-balão. Pode explodir na nossa cara.
(VERÍSSIMO, Luís Fernando. Comédias da Vida Pública, 1997).
( ) Relação Nacional de Medicamentos do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica. ( ) Relação Nacional de Insumos. ( ) Relação Nacional de Medicamentos do Componente Básico da Assistência Farmacêutica. ( ) Relação Nacional de Medicamentos do Componente Estratégico da Assistência Farmacêutica. ( ) Relação Nacional de Medicamentos Judiciais.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.
I. A distribuição de um fármaco ocorre primariamente através do sistema digestório, enquanto o sistema reprodutor contribui com um componente menor. II. Metabolismo é o processo em que o organismo inativa o fármaco, através de degradação enzimática (primariamente no fígado). III. Excreção é o processo em que o fármaco é eliminado do corpo (principalmente pelos rins e pelo fígado, bem como pelas fezes), através de reações como oxidação / redução e de conjugação / hidrólise. IV. A via de administração do fármaco, a sua forma química e certos fatores específicos do paciente, como transportadores e enzimas gastrointestinais e hepáticas, combinam-se para determinar a biodisponibilidade de um fármaco. V. A depuração de um fármaco é um parâmetro farmacocinético que limita mais significativamente o tempo de ação do fármaco em seus alvos moleculares, celulares e orgânicos.
É correto o que se afirma em
( ) A notificação de receita "B", de cor azul, terá validade por um período de 30 (trinta) dias, contados a partir de sua emissão, em todo o território nacional. ( ) A notificação de receita "A" é válida por 30 (trinta) dias, a contar da data de sua emissão, em todo o território nacional. ( ) A notificação de receita "B" poderá conter, no máximo, 5 (cinco) ampolas e, para as demais formas farmacêuticas, a quantidade para o tratamento correspondente, no máximo, a 60 (sessenta) dias. ( ) A receita de controle especial deverá estar escrita de forma legível e terá validade de 30 (trinta) dias, contados a partir da data de sua emissão, para medicamentos à base de substâncias constantes das listas “C1”. ( ) A notificação de receita especial, de cor branca, para prescrição de medicamentos à base de substâncias constantes da lista “C2” (retinoides de uso sistêmico) terá validade por um período de 30 (trinta) dias, contados a partir de sua emissão e somente dentro da Unidade Federativa que concedeu a numeração.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.
I. A receita de antimicrobianos é válida por 20 (vinte) dias, a contar da data de sua emissão. II. A dispensação de antimicrobianos em farmácias e drogarias públicas e privadas dar-se-á, mediante a retenção da 2ª (segunda) via da receita, devendo a 1ª (primeira) via ser devolvida ao paciente. III. A receita de antimicrobianos poderá conter a prescrição de outras categorias de medicamentos, inclusive, os sujeitos a controle especial. IV. A receita de antimicrobianos é válida em todo o território nacional.
É correto o que se afirma em