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Q1629495 Português
Leia o texto abaixo e responda à questão:

ENTÃO, ADEUS!
(Lygia Fagundes Telles)
    Isto aconteceu na Bahia, numa tarde em que eu visitava a mais antiga e arruinada igreja que encontrei por lá, perdida na última rua do último bairro. Aproximou-se de mim um padre velhinho, mas tão velhinho, tão velhinho que mais parecia feito de cinza, de teia, de bruma, de sopro do que de carne e osso. Aproximou-se e tocou o meu ombro:
    — Vejo que aprecia essas imagens antigas — sussurrou-me com sua voz débil. E descerrando os lábios murchos num sorriso amável: - Tenho na sacristia algumas preciosidades. Quer vê-las?
    Solícito e trêmulo foi-me mostrando os pequenos tesouros da sua igreja: um mural de cores remotas e tênues como as de um pobre véu esgarçado na distância; uma Nossa Senhora de mãos carunchadas e grandes olhos cheios de lágrimas; dois anjos tocheiros que teriam sido esculpidos por Aleijadinho, pois dele tinham a inconfundível marca nos traços dos rostos severos e nobres, de narizes já carcomidos... Mostrou-me todas as raridades, tão velhas e tão gastas quanto ele próprio. Em seguida, desvanecido com o interesse que demonstrei por tudo, acompanhou-me cheio de gratidão até a porta.
    — Volte sempre — pediu-me.
    — Impossível — eu disse. — Não moro aqui, mas, em todo o caso, quem sabe um dia... — acrescentei sem nenhuma esperança.
    — E então, até logo! — ele murmurou descerrando os lábios num sorriso que me pareceu melancólico como o destroço de um naufrágio.
     Olhei-o. Sob a luz azulada do crepúsculo, aquela face branca e transparente era de tamanha fragilidade, que cheguei a me comover. Até logo?... “Então, adeus!”, ele deveria ter dito. Eu ia embarcar para o Rio no dia seguinte e não tinha nenhuma ideia de voltar tão cedo à Bahia. E mesmo que voltasse, encontraria ainda de pé aquela igrejinha arruinada que achei por acaso em meio das minhas andanças? E mesmo que desse de novo com ela, encontraria vivo aquele ser tão velhinho que mais parecia um antigo morto esquecido de partir?!...
     Ouça, leitor: tenho poucas certezas nesta incerta vida, tão poucas que poderia enumerá-las nesta breve linha. Porém, uma certeza eu tive naquele instante, a mais absoluta das certezas: “Jamais o verei.” Apertei-lhe a mão, que tinha a mesma frialdade seca da morte.
    — Até logo! - eu disse cheia de enternecimento pelo seu ingênuo otimismo.
    Afastei-me e de longe ainda o vi, imóvel no topo da escadaria. A brisa agitava-lhe os cabelos ralos e murchos como uma chama prestes a extinguir-se. “Então, adeus!”, pensei comovida ao acenar-lhe pela última vez. “Adeus.”
    (...)
    Durante o jantar ruidoso e calorento, lembrei-me de Kipling. “Sim, grande e estranho é o mundo. Mas principalmente estranho...”
     Meu vizinho da esquerda quis saber entre duas garfadas:
    — Então a senhora vai mesmo nos deixar amanhã?
    Olhei para a bolsa que tinha no regaço e dentro da qual já estava minha passagem de volta com a data do dia seguinte. E sorri para o velhinho lá na ponta da mesa.   
    — Ah, não sei... Antes eu sabia, mas agora já não sei.

http://www.releituras.com/lftelles_entaoadeus.asp - acesso em 11/01/2017
Assinale a alternativa que apresenta a correta classificação da palavra em destaque.
“Antes eu sabia, mas agora já não sei”
Alternativas
Q1629491 Português
Leia o texto abaixo e responda à questão:

ENTÃO, ADEUS!
(Lygia Fagundes Telles)
    Isto aconteceu na Bahia, numa tarde em que eu visitava a mais antiga e arruinada igreja que encontrei por lá, perdida na última rua do último bairro. Aproximou-se de mim um padre velhinho, mas tão velhinho, tão velhinho que mais parecia feito de cinza, de teia, de bruma, de sopro do que de carne e osso. Aproximou-se e tocou o meu ombro:
    — Vejo que aprecia essas imagens antigas — sussurrou-me com sua voz débil. E descerrando os lábios murchos num sorriso amável: - Tenho na sacristia algumas preciosidades. Quer vê-las?
    Solícito e trêmulo foi-me mostrando os pequenos tesouros da sua igreja: um mural de cores remotas e tênues como as de um pobre véu esgarçado na distância; uma Nossa Senhora de mãos carunchadas e grandes olhos cheios de lágrimas; dois anjos tocheiros que teriam sido esculpidos por Aleijadinho, pois dele tinham a inconfundível marca nos traços dos rostos severos e nobres, de narizes já carcomidos... Mostrou-me todas as raridades, tão velhas e tão gastas quanto ele próprio. Em seguida, desvanecido com o interesse que demonstrei por tudo, acompanhou-me cheio de gratidão até a porta.
    — Volte sempre — pediu-me.
    — Impossível — eu disse. — Não moro aqui, mas, em todo o caso, quem sabe um dia... — acrescentei sem nenhuma esperança.
    — E então, até logo! — ele murmurou descerrando os lábios num sorriso que me pareceu melancólico como o destroço de um naufrágio.
     Olhei-o. Sob a luz azulada do crepúsculo, aquela face branca e transparente era de tamanha fragilidade, que cheguei a me comover. Até logo?... “Então, adeus!”, ele deveria ter dito. Eu ia embarcar para o Rio no dia seguinte e não tinha nenhuma ideia de voltar tão cedo à Bahia. E mesmo que voltasse, encontraria ainda de pé aquela igrejinha arruinada que achei por acaso em meio das minhas andanças? E mesmo que desse de novo com ela, encontraria vivo aquele ser tão velhinho que mais parecia um antigo morto esquecido de partir?!...
     Ouça, leitor: tenho poucas certezas nesta incerta vida, tão poucas que poderia enumerá-las nesta breve linha. Porém, uma certeza eu tive naquele instante, a mais absoluta das certezas: “Jamais o verei.” Apertei-lhe a mão, que tinha a mesma frialdade seca da morte.
    — Até logo! - eu disse cheia de enternecimento pelo seu ingênuo otimismo.
    Afastei-me e de longe ainda o vi, imóvel no topo da escadaria. A brisa agitava-lhe os cabelos ralos e murchos como uma chama prestes a extinguir-se. “Então, adeus!”, pensei comovida ao acenar-lhe pela última vez. “Adeus.”
    (...)
    Durante o jantar ruidoso e calorento, lembrei-me de Kipling. “Sim, grande e estranho é o mundo. Mas principalmente estranho...”
     Meu vizinho da esquerda quis saber entre duas garfadas:
    — Então a senhora vai mesmo nos deixar amanhã?
    Olhei para a bolsa que tinha no regaço e dentro da qual já estava minha passagem de volta com a data do dia seguinte. E sorri para o velhinho lá na ponta da mesa.   
    — Ah, não sei... Antes eu sabia, mas agora já não sei.

http://www.releituras.com/lftelles_entaoadeus.asp - acesso em 11/01/2017
Leia a citação abaixo, retirada do texto acima mencionado, e assinale a alternativa que indica a possível substituição da palavra em destaque, sem prejudicar o sentido da mensagem.
“Sob a luz azulada do crepúsculo, aquela face branca e transparente era de tamanha fragilidade, que cheguei a me comover.”
Alternativas
Q1629490 Português
Leia o texto abaixo e responda à questão:

ENTÃO, ADEUS!
(Lygia Fagundes Telles)
    Isto aconteceu na Bahia, numa tarde em que eu visitava a mais antiga e arruinada igreja que encontrei por lá, perdida na última rua do último bairro. Aproximou-se de mim um padre velhinho, mas tão velhinho, tão velhinho que mais parecia feito de cinza, de teia, de bruma, de sopro do que de carne e osso. Aproximou-se e tocou o meu ombro:
    — Vejo que aprecia essas imagens antigas — sussurrou-me com sua voz débil. E descerrando os lábios murchos num sorriso amável: - Tenho na sacristia algumas preciosidades. Quer vê-las?
    Solícito e trêmulo foi-me mostrando os pequenos tesouros da sua igreja: um mural de cores remotas e tênues como as de um pobre véu esgarçado na distância; uma Nossa Senhora de mãos carunchadas e grandes olhos cheios de lágrimas; dois anjos tocheiros que teriam sido esculpidos por Aleijadinho, pois dele tinham a inconfundível marca nos traços dos rostos severos e nobres, de narizes já carcomidos... Mostrou-me todas as raridades, tão velhas e tão gastas quanto ele próprio. Em seguida, desvanecido com o interesse que demonstrei por tudo, acompanhou-me cheio de gratidão até a porta.
    — Volte sempre — pediu-me.
    — Impossível — eu disse. — Não moro aqui, mas, em todo o caso, quem sabe um dia... — acrescentei sem nenhuma esperança.
    — E então, até logo! — ele murmurou descerrando os lábios num sorriso que me pareceu melancólico como o destroço de um naufrágio.
     Olhei-o. Sob a luz azulada do crepúsculo, aquela face branca e transparente era de tamanha fragilidade, que cheguei a me comover. Até logo?... “Então, adeus!”, ele deveria ter dito. Eu ia embarcar para o Rio no dia seguinte e não tinha nenhuma ideia de voltar tão cedo à Bahia. E mesmo que voltasse, encontraria ainda de pé aquela igrejinha arruinada que achei por acaso em meio das minhas andanças? E mesmo que desse de novo com ela, encontraria vivo aquele ser tão velhinho que mais parecia um antigo morto esquecido de partir?!...
     Ouça, leitor: tenho poucas certezas nesta incerta vida, tão poucas que poderia enumerá-las nesta breve linha. Porém, uma certeza eu tive naquele instante, a mais absoluta das certezas: “Jamais o verei.” Apertei-lhe a mão, que tinha a mesma frialdade seca da morte.
    — Até logo! - eu disse cheia de enternecimento pelo seu ingênuo otimismo.
    Afastei-me e de longe ainda o vi, imóvel no topo da escadaria. A brisa agitava-lhe os cabelos ralos e murchos como uma chama prestes a extinguir-se. “Então, adeus!”, pensei comovida ao acenar-lhe pela última vez. “Adeus.”
    (...)
    Durante o jantar ruidoso e calorento, lembrei-me de Kipling. “Sim, grande e estranho é o mundo. Mas principalmente estranho...”
     Meu vizinho da esquerda quis saber entre duas garfadas:
    — Então a senhora vai mesmo nos deixar amanhã?
    Olhei para a bolsa que tinha no regaço e dentro da qual já estava minha passagem de volta com a data do dia seguinte. E sorri para o velhinho lá na ponta da mesa.   
    — Ah, não sei... Antes eu sabia, mas agora já não sei.

http://www.releituras.com/lftelles_entaoadeus.asp - acesso em 11/01/2017
Ao ler o texto apresentado, podemos notar que:
I. a personagem principal se despediu do padre, acreditando nunca mais o ver, por isso disse Adeus. II. a personagem principal se despediu dizendo Adeus, pois não se identificou com a cidade visitada. III. o padre se mostrou uma pessoa pouco simpática.
É correto o que se afirma apenas em
Alternativas
Ano: 2017 Banca: RBO Órgão: CPTM
Q1239219 Engenharia Civil
Sistema de instalação hidráulica que utiliza tubos (tipo mangueira) ligados a um módulo distribuidor que conduz água fria e principalmente água quente, com temperatura de trabalho a 70ºC e picos de 95ºC. As conexões são metálicas (em latão) do tipo deslizantes. É um sistema muito indicado para paredes em drywall e edificações com vários ambientes iguais, como um hotel. É uma concepção totalmente diferente dos sistemas de tubos comuns, que possui bitolas bem menores que estes. Tem um reduzido número de conexões porque os tubos (mangueiras) são maleáveis e permitem curvas. Tal descrição refere-se ao 
Alternativas
Ano: 2017 Banca: RBO Órgão: CPTM
Q1239157 Engenharia Civil
Todo conjunto hidráulico formado por tubulações, conexões e registros, posicionado abaixo (ou na saída) de um reservatório superior, de onde partem as tubulações que vão alimentar as colunas ou prumadas de alimentação nos pavimentos do prédio, denomina-se
Alternativas
Ano: 2017 Banca: RBO Órgão: CPTM
Q1230339 Matemática
A Central de Segurança da CPTM conta com o monitoramento de imagens de 2.373 câmeras. Considerando que todas as câmeras estão funcionando perfeitamente e que filmam durante 24 horas ininterruptamente, em apenas um dia, são armazenados no servidor de filmagem 
Alternativas
Ano: 2017 Banca: RBO Órgão: CPTM
Q1230286 Matemática
Uma das atribuições do agente de conservação de vias da CPTM é executar tarefas de apoio à colocação de trilhos, dormentes, britas, entre outros componentes. Considerando uma operação de conservação com troca de britas, foi levado ao local 3 vagões de carga, com 35 metros cúbicos de brita cada um. Sabendo que cada metro cúbico de brita tem cerca de 1450 quilogramas, a massa total de britas carregada pelos 3 vagões é de 
Alternativas
Ano: 2017 Banca: RBO Órgão: CPTM
Q1229339 Português
A Volta 
Da janela do trem o homem avista a velha cidadezinha que o viu nascer. Seus olhos se enchem de lágrimas. Trinta anos. Desce na estação – a mesma do seu tempo, não mudou nada – e respira fundo. Até o cheiro é o mesmo! Cheiro de mato e poeira. Só não tem mais cheiro de carvão, porque o trem agora é elétrico. E o chefe da estação, será possível? Ainda é o mesmo. Fora a careca, os bigodes brancos, as rugas e o corpo encurvado pela idade, não mudou nada. O homem não precisa perguntar como se chega ao centro da cidade. Vai a pé, guiando-se por suas lembranças. O centro continua como era. A praça. A igreja. A prefeitura. Até o vendedor de bilhetes na frente do Clube Comercial parece o mesmo.  — Você não tinha um cachorro?  — O Cusca? Morreu, ih, faz vinte anos.  O homem sabe que subindo a Rua Quinze vai dar num cinema. O Elite. Sobe a Rua Quinze. O cinema ainda existe. Mas mudou de nome. Agora é o Rex. Do lado tem uma confeitaria. Ah, os doces da infância... Ele entra na confeitaria. Tudo igual. Fora o balcão de fórmica, tudo igual. Ou muito se engana ou o dono ainda é o mesmo. — Seu Adolfo, certo?  — Lupércio.  — Errei por pouco. Estou procurando a casa onde nasci.  Sei que ficava ao lado de uma farmácia.  — Qual delas, a Progresso, a Tem Tudo ou a Moderna?  — Qual é a mais antiga?  — A Moderna.  — Então é essa.  — Fica na Rua Voluntários da Pátria.  Claro. A velha Voluntários. Sua casa está lá intacta. Ele sente vontade de chorar. A cor era outra. Tinham mudado a porta e provavelmente emparedado uma das janelas. Mas não havia dúvida, era a casa da sua infância. Bateu na porta. A mulher que abriu lhe parecia vagamente familiar. Seria...  — Titia?  — Puluca!  — Bem, meu nome é...  — Todos chamavam você de Puluca. Entre.  Ela lhe serviu licor. Perguntou por parentes que ele não conhecia. Ele perguntou por parentes de que ela não se lembrava. Conversaram até escurecer. Então ele se levantou e disse que precisava ir embora. Não podia, infelizmente, demorar se em Riachinho. Só viera matar a saudade. A tia parecia intrigada.  — Riachinho, Puluca?  — É, por quê?  — Você vai para Riachinho? Ele não entendeu.  — Eu estou em Riachinho.  — Não, não. Riachinho é a próxima parada do trem. Você está em Coronel Assis.  — Então eu desci na estação errada! Durante alguns minutos os dois ficaram se olhando em silêncio. Finalmente a velha pergunta: — Como é mesmo o seu nome? 
Mas ele estava na rua, atordoado. E agora? Não sabia como voltar para a estação, naquela cidade estranha.  (Luís Fernando Veríssimo. A mulher do Silva. Porto Alegre. L&PM). 
Considere o trecho abaixo: 
— Qual é a mais antiga?  — A Moderna
A relação de sentido que há entre as palavras em destaque é a mesma que há entre 
Alternativas
Ano: 2017 Banca: RBO Órgão: CPTM
Q1229158 Português
A Volta 
Da janela do trem o homem avista a velha cidadezinha que o viu nascer. Seus olhos se enchem de lágrimas. Trinta anos. Desce na estação – a mesma do seu tempo, não mudou nada – e respira fundo. Até o cheiro é o mesmo! Cheiro de mato e poeira. Só não tem mais cheiro de carvão, porque o trem agora é elétrico. E o chefe da estação, será possível? Ainda é o mesmo. Fora a careca, os bigodes brancos, as rugas e o corpo encurvado pela idade, não mudou nada. O homem não precisa perguntar como se chega ao centro da cidade. Vai a pé, guiando-se por suas lembranças. O centro continua como era. A praça. A igreja. A prefeitura. Até o vendedor de bilhetes na frente do Clube Comercial parece o mesmo.  — Você não tinha um cachorro?  — O Cusca? Morreu, ih, faz vinte anos.  O homem sabe que subindo a Rua Quinze vai dar num cinema. O Elite. Sobe a Rua Quinze. O cinema ainda existe. Mas mudou de nome. Agora é o Rex. Do lado tem uma confeitaria. Ah, os doces da infância... Ele entra na confeitaria. Tudo igual. Fora o balcão de fórmica, tudo igual. Ou muito se engana ou o dono ainda é o mesmo. — Seu Adolfo, certo?  — Lupércio.  — Errei por pouco. Estou procurando a casa onde nasci.  Sei que ficava ao lado de uma farmácia.  — Qual delas, a Progresso, a Tem Tudo ou a Moderna?  — Qual é a mais antiga?  — A Moderna.  — Então é essa.  — Fica na Rua Voluntários da Pátria.  Claro. A velha Voluntários. Sua casa está lá intacta. Ele sente vontade de chorar. A cor era outra. Tinham mudado a porta e provavelmente emparedado uma das janelas. Mas não havia dúvida, era a casa da sua infância. Bateu na porta. A mulher que abriu lhe parecia vagamente familiar. Seria...  — Titia?  — Puluca!  — Bem, meu nome é...  — Todos chamavam você de Puluca. Entre.  Ela lhe serviu licor. Perguntou por parentes que ele não conhecia. Ele perguntou por parentes de que ela não se lembrava. Conversaram até escurecer. Então ele se levantou e disse que precisava ir embora. Não podia, infelizmente, demorar se em Riachinho. Só viera matar a saudade. A tia parecia intrigada.  — Riachinho, Puluca?  — É, por quê?  — Você vai para Riachinho? Ele não entendeu.  — Eu estou em Riachinho.  — Não, não. Riachinho é a próxima parada do trem. Você está em Coronel Assis.  — Então eu desci na estação errada! Durante alguns minutos os dois ficaram se olhando em silêncio. Finalmente a velha pergunta: — Como é mesmo o seu nome? 
Mas ele estava na rua, atordoado. E agora? Não sabia como voltar para a estação, naquela cidade estranha.  (Luís Fernando Veríssimo. A mulher do Silva. Porto Alegre. L&PM). 
Assinale a alternativa em que as palavras destacadas possuem, respectivamente, o mesmo tempo e modo verbal que as palavras em destaque no trecho abaixo. 
Não podia, infelizmente, demorar-se em Riachinho. Só viera matar a saudade. 
Alternativas
Ano: 2017 Banca: RBO Órgão: CPTM
Q1207570 Português
Assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas conforme a norma-padrão da Língua Portuguesa. 
la_e / assistên__ia / ma__arico / ace_ível / acré__imo 
Alternativas
Ano: 2017 Banca: RBO Órgão: CPTM
Q1205317 Matemática
Após aumento de 18,46%, o bilhete único de Metrô, trens e ônibus passou a custar R$ 3,85. Então, antes do reajuste, o valor do bilhete único, em reais, era 
Alternativas
Ano: 2017 Banca: RBO Órgão: CPTM
Q1184023 Português
De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa, assinale a alternativa correta em relação à concordância nominal. 
Alternativas
Ano: 2017 Banca: RBO Órgão: CPTM
Q1181436 Português
A Volta 
Da janela do trem o homem avista a velha cidadezinha que o viu nascer. Seus olhos se enchem de lágrimas. Trinta anos. Desce na estação – a mesma do seu tempo, não mudou nada – e respira fundo. Até o cheiro é o mesmo! Cheiro de mato e poeira. Só não tem mais cheiro de carvão, porque o trem agora é elétrico. E o chefe da estação, será possível? Ainda é o mesmo. Fora a careca, os bigodes brancos, as rugas e o corpo encurvado pela idade, não mudou nada. O homem não precisa perguntar como se chega ao centro da cidade. Vai a pé, guiando-se por suas lembranças. O centro continua como era. A praça. A igreja. A prefeitura. Até o vendedor de bilhetes na frente do Clube Comercial parece o mesmo.  — Você não tinha um cachorro?  — O Cusca? Morreu, ih, faz vinte anos.  O homem sabe que subindo a Rua Quinze vai dar num cinema. O Elite. Sobe a Rua Quinze. O cinema ainda existe. Mas mudou de nome. Agora é o Rex. Do lado tem uma confeitaria. Ah, os doces da infância... Ele entra na confeitaria. Tudo igual. Fora o balcão de fórmica, tudo igual. Ou muito se engana ou o dono ainda é o mesmo. — Seu Adolfo, certo?  — Lupércio.  — Errei por pouco. Estou procurando a casa onde nasci.  Sei que ficava ao lado de uma farmácia.  — Qual delas, a Progresso, a Tem Tudo ou a Moderna?  — Qual é a mais antiga?  — A Moderna.  — Então é essa.  — Fica na Rua Voluntários da Pátria.  Claro. A velha Voluntários. Sua casa está lá intacta. Ele sente vontade de chorar. A cor era outra. Tinham mudado a porta e provavelmente emparedado uma das janelas. Mas não havia dúvida, era a casa da sua infância. Bateu na porta. A mulher que abriu lhe parecia vagamente familiar. Seria...  — Titia?  — Puluca!  — Bem, meu nome é...  — Todos chamavam você de Puluca. Entre.  Ela lhe serviu licor. Perguntou por parentes que ele não conhecia. Ele perguntou por parentes de que ela não se lembrava. Conversaram até escurecer. Então ele se levantou e disse que precisava ir embora. Não podia, infelizmente, demorar se em Riachinho. Só viera matar a saudade. A tia parecia intrigada.  — Riachinho, Puluca?  — É, por quê?  — Você vai para Riachinho? Ele não entendeu.  — Eu estou em Riachinho.  — Não, não. Riachinho é a próxima parada do trem. Você está em Coronel Assis.  — Então eu desci na estação errada! Durante alguns minutos os dois ficaram se olhando em silêncio. Finalmente a velha pergunta: — Como é mesmo o seu nome? 
Mas ele estava na rua, atordoado. E agora? Não sabia como voltar para a estação, naquela cidade estranha.  (Luís Fernando Veríssimo. A mulher do Silva. Porto Alegre. L&PM). 
Assinale a alternativa em que a mudança na pontuação não muda o sentido ou causa prejuízo gramatical na frase. 
Alternativas
Ano: 2017 Banca: RBO Órgão: CPTM Prova: RBO - 2017 - CPTM - Assistente Administrativo |
Q1171818 Atualidades
Em 2016, o presidente Barack Obama se tornou o primeiro presidente dos Estados Unidos a visitar um determinado país desde 1928, em função de hostilidades entre o governo americano e os governantes do país em questão. Assinale a alternativa que apresenta o país visitado por Obama em março do ano passado.
Alternativas
Ano: 2017 Banca: RBO Órgão: CPTM Prova: RBO - 2017 - CPTM - Assistente Administrativo |
Q1171817 Atualidades
Em 2016, ocorreram inúmeros atentados em território ocidental reivindicados pelo grupo terrorista Estado Islâmico. Assinale a alternativa que apresenta um país onde não ocorreu nenhum atentado terrorista por parte do Estado Islâmico no ano que passou.
Alternativas
Ano: 2017 Banca: RBO Órgão: CPTM Prova: RBO - 2017 - CPTM - Assistente Administrativo |
Q1171816 Economia
Em 2016, o Brasil atingiu o maior número de desempregados desde que o IBGE passou a registrar estatísticas a esse respeito, no ano de 2012. Assinale a alternativa contendo um fator que pode ser apontado como causa do aumento do desemprego no Brasil.
Alternativas
Ano: 2017 Banca: RBO Órgão: CPTM Prova: RBO - 2017 - CPTM - Assistente Administrativo |
Q1171815 Atualidades
Acerca dos principais acontecimentos de 2016 envolvendo países da América Central, analise as proposições abaixo.

I. O presidente colombiano ganhou o Prêmio Nobel da Paz pelo esforço de pacificação do país. Ele foi um dos líderes da negociação que chegou ao acordo de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
II. Em setembro, centenas de milhares de simpatizantes da oposição se manifestaram a favor de um referendo revogatório contra Nicolás Maduro, em meio a uma grave crise política e econômica na Venezuela.
III. Em novembro, faleceu o ex-presidente de Cuba, Fidel Castro.


É correto o que se afirma em
Alternativas
Ano: 2017 Banca: RBO Órgão: CPTM Prova: RBO - 2017 - CPTM - Assistente Administrativo |
Q1171814 Atualidades
Em 2016, o orçamento de inúmeros estados brasileiros foram afetados pela recessão econômica. Dentre os estados brasileiros listados abaixo, assinale a alternativa que apresenta um que decretou estado de calamidade devido à crise.
Alternativas
Ano: 2017 Banca: RBO Órgão: CPTM Prova: RBO - 2017 - CPTM - Assistente Administrativo |
Q1171813 Atualidades
Em dezembro de 2016, graças a um acordo fechado entre Rússia, Irã, Turquia e alguns grupos rebeldes, recuperou-se uma cidade na Síria que estava sob domínio do grupo terrorista Estado Islâmico, amenizando, mas não dando fim, à crise humanitária que assola aquela região. Assinale a alternativa que contém o nome da cidade retomada.
Alternativas
Ano: 2017 Banca: RBO Órgão: CPTM Prova: RBO - 2017 - CPTM - Assistente Administrativo |
Q1171812 Ciência Política
As eleições presidenciais dos Estados Unidos foram disputadas entre Donald Trump e Hillary Clinton. Assinale a alternativa que contém os partidos a que pertencem, respectivamente, Trump e Clinton.
Alternativas
Respostas
461: D
462: C
463: A
464: E
465: A
466: E
467: E
468: E
469: A
470: C
471: C
472: D
473: E
474: A
475: C
476: C
477: A
478: E
479: B
480: A